"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Reprise - Varzealegrenses de São Bernardo - Por A. Morais

Na década de 1970, Várzea-Alegre era a cidade nordestina com o maior numero de filhos em São Bernardo do Campo – SP. Só prestando serviço a Volks Wagen, existiam 1.219 conforme estatística da época.

Talvez por esta razão o Luis Inácio Lula da Silva sempre obteve grandes vitórias no município, inclusive contra o Collor de Melo, único município do interior do Ceara em que o Lula venceu.

Toda essa gente passava anos e mais anos sem visitar parentes em nossa terra. Um dia eu me encontrei com três primos e nossa conversa girava em torno do sentimento de saudade que é viver distante num mundo de estranhos. Um deles, o mais calado e também o mais triste, quebrou o silencio e disse: primo, nesses 15 anos que me ausentei de Várzea-Alegre já perdi meu pai, minha mãe, dois tios e alguns parentes, você não tem idéia o que é receber uma noticia da perca de um ente querido e não poder fazer absolutamente nada.

Acrescentou: a maior emoção e sentimento de saudade que senti na minha vida foi num movimento grevista que paralisou a cidade de São Bernardo, promovido pela Força Sindical. Quando o Agnaldo Temoteo subiu no palanque com o Lula e cantou “Os verdes campos da minha terra”. Eu chorava e ao meu lado choravam os outros, ninguém conteve a emoção e a saudade. Quem resiste a isto?

Comentario do Blog:

Esta foi a setima postagem do Blog, em 23 de Janeiro de 2009.

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Por A.Morais

Livro de Irmã Edeltraut Lerch será lançado no próximo dia 16 de janeiro


Será no próximo dia 16 de janeiro, em Barbalha, o lançamento do livro “Um pouco de perfume” – Realce Editora e Ind. Gráfica, Fortaleza (CE), 242 páginas – que resgata alguns escritos de Irmã Edeltraut Lerch nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade. O livro – que teve como editor, coordenador e revisor, o advogado Emerson Monteiro – recebeu apoio cultural dos empresários Raimundo Tadeu e Luiziane Alencar.
A apresentação da obra é de Armando Lopes Rafael. A capa e diagramação são de Cláudio Henrique Peixoto. No final do livro constam ainda iconografia e depoimentos de Napoleão Tavares Neves, Geraldo Menezes Barbosa e Teresinha de Jesus Couto Duarte.

Trechos:
“Um japonês de 18 anos jogou-se de um rochedo, deixando como despedida este bilhete lacônico:
“Suicidei-me por não saber o sentido de minha vida”.
O que é afinal a vida?
A vida é o que dela fazemos. Cada pessoa recebe de Deus uma chance. Livres, podemos valorizar ao máximo, ou jogar fora essa oportunidade que o Criador nos enseja.
Definimos a vida de acordo com a nossa filosofia existencial, segundo nosso lucro de valores. É a nossa mentalidade que empresta as dimensões a tudo. Somos o que pensamos”.

“Torna-se velho quando se deixa de progredir na vida. Cabe a cada um interrogar-se. Não passamos a ser velhos por ter vivido certo número de anos. “Passamos a ser velhos quando abandonamos o nosso ideal de vida” (General MacArthur)
Alguém é velho quando os pesares toma nele o lugar dos sonhos...”
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

DANADO DE BOM - Por Mundim do Vale

O coronel Juca Furtado, inimigo mortal de Lampião, era proprietário da fazenda Sossego, no município da Lardânia. No mês de São João ele convidou vizinhos e amigos para uma quadrilha. Entre os convidados estavam o cambista de Matorzinho Tomaz Pinto e uma buchinha da capital chamada Chiquita bacana. Acenderam a fogueira, decoraram o barracão e dançaram forró, enquanto chegava a hora. Por volta das nove horas da noite, foram começando a quadrilha, quando chegou lampião com o seu bando todo armado. A surpresa e o medo fizeram com que aquela gente ficasse toda passiva. Lampião por sua vez tomou conta da situação e falou:
- Quem vai marcar a quadrilha sou eu. Cavalheiros de um lado e damas do outro.
Chiquita Bacana perguntou:
- Capitão e eu fico de que lado?
- Do lado de fora! Minha quadrilha é pra homem e mulher, não é pra fresco não.
- Cavalheiros cumprimentam as damas. – Damas cumprimentam os cavalheiros. – Grande roda. – Lá vem a chuva. – Todo mundo nu. - Um dedo na boca e outro na bunda. - Trocar de dedos. – Coluna por um. – Olha o trem. – Aperta o trem. – Damas deitadas. – Cavalheiros em pé. – Cavalheiros fazer apoio de frente. – Passeio.
Quando a neta do coronel passava pelada com um comprador de algodão, Virgulino arrastou, abraçou e disse:
- Você é minha!
O par da moça falou:
- Mas capitão essa é a minha dama.
- Era. Agora é minha. Vá buscar Chiquita Bacana pra você.
Nessa hora o coronel Juca que estava na mira de dois rifles gritou:
- Mas tá danado!
Lampião apontou um terceiro rifle e perguntou:
- Danado de que coronel?
- Danado de bom.
Depois de todo esse constrangimento, o bando saiu batendo no povo e levando cuecas e calcinhas nos fuzis, como se fossem bandeirinhas. Um cangaceiro poeta ainda improvisou esse verso de despedida, para desmoralizar mais ainda o coronel Juca.

“ Lampião marcou quadrilha
Na fazenda do Sossego,
Coronel Juca cagou-se
Depois foi pedir arrego.
Quando a dança terminou,
Virgulino amancebou
Uma branca com um nego.”

Quando lampião já estava no cavalo, Tomaz Pinto Gritou:
- Capitão quando é qui o sinhor vai maicar uma quadrilha dessa lá im Matorzinho?
Mundim do Vale

Pequenas e velhas historias - Por A.Morais

No dia 29 de Novembro de 1876, o Padre Vicente Ferrer Ponte, fez os casamentos de Antonio de Brito Correia com Leonarda Bezerra de Brito e Jose Raimundo de Brito com Isabel de Morais Rego.

As testemunhas foram Eufrasio Alves de Brito, Vicente Alves Bezerra e João Alves de Meneses.

Leonarda e Isabel eram irmãs, filhas de Joaquim Alves de Morais e Tereza Anacleta de Meneses. E Jose Raimundo de Brito era filho do primeiro casamento de Antonio de Brito Correia com Maria Anacleta de Meneses que era tia legitima das duas noivas.

O fato interessante é que no dia do primeiro casamento de Antonio de Brito Correia a Leonarda foi batizada. Veja a diferença de idade do casal. Nasceram ao todo 11 filhos deste casamento. Quatro deles se casaram com primos de Varzea-Alegre.
Livro – 3C – casamentos – Capela de Várzea-Alegre – CE.
Por A. Morais

COMPOSITORES DO BRASIL


Luiz Gonzaga

“Gênio é gênio”

Por Zé Nilton

Nunca havia me dado conta do significado de frases tipo - gênio é gênio e outras mais – tantas vezes pronunciadas na linguagem coloquial como forma de afirmar positivamente o substantivo em foco. Achava mesmo, como nos ensina a gramática, tratar-se de pura redundância e perfeitamente desnecessário o uso dessas expressões, principalmente na linguagem escrita. Dizer-se que “mãe é mãe”, “eu sou eu”, e vai por aí, deixa a gramática de beicinho. O mineiro ainda repete, na sua quietude, um “voltar prá trás”, um “entrar pra dentro”, mas aí é coisa de mineiro...

Há, contudo, um porém. Imagina se aquela empresa de Fortaleza, que há quase 60 anos vem dizendo na praça que lá “um pneu é um pneu” resolvesse, doravante, desobedecer a tal gramática. Quantos clientes não passariam a desconfiar de que alguma coisa anda errada com a mercadoria. Seria uma demonstração de falta de garantia para com o seu produto ? O negócio poderia sofrer perdas porque se estaria dessubstancializando a alma da propaganda? Agora deu: alma tem substância?

Bom, mas por que estou esticando nos prolegômenos ? Porque passei muito tempo querendo negar o artista, o cantor, o compositor, o homem que reinventou estilos musicais bebidos no caldeirão de nossa cultura, e que teriam se perdido não fosse ele - Luiz Gonzaga –, registrar em seus discos, a partir de 1942, junto com Humberto Teixeira.

Foi precisamente numa tardinha de outubro, de 1971. Estava na antiga Teleceará quando um homem forte, de paletó de linho branco um pouco surrado, de chapéu de couro entra repentinamente no recinto, e aos gritos, solta os cachorros, digo, os piores palavrões enquanto batia com força na mesa, fazendo subir todos os papéis, lápis, carimbos e a pressão sanguínea de seu Casimiro, o dedicado gerente (de saudosa memória) e dos que ali se encontravam.

- Estou desde 9 horas esperando a minha ligação para o Rio, e essa porcaria não completa! São todos uns irresponsáveis e incompetentes! Tenho negócios urgentes... E disse, e disse e disse a dos fins, como disse para os amigos quando tentou enfrentar o pai de sua namorada, aos 17 anos, numa feira em Exu.

Este primeiro contato, bem de perto, com o Rei do Baião, selou uma aversão, de minha parte, à sua figura, e sua música tornou-se proscrita aos meus ouvidos.

Depois de cinco anos, deixava o elevador e me encaminhava para a Av. Presidente Vargas, no Rio, quando, à minha frente, caminhava, lentamente, com o braço esquerdo sobre o ombro de um homem alto, magro e de poucos cabelos, o famoso cantador.
Apurei os ouvidos e ouvi bem este diálogo:

- Olha, preciso muito dessa grana; você sabe, nós vivemos disso, não tem outra coisa não, meu irmão. E olha que eu sou o Luiz Gonzaga...

Ao que o homem, voltando-se para ele, e postando-se bem à sua frente, disse-lhe:
- Não; você é um gênio da Música Popular Brasileira.

Chegando ao apartamento um dos colegas estava mostrando um LP de Luiz Gonzaga, que acabara de comprar, ao seu irmão. Já no banho, ouvia a música “Facilita” e os rasgados comentários da turma, sentada no chão, em torno do toca-discos, ao filho de Januário.

Outra vez ouvi a palavra gênio atribuída ao velho Lua.

E como gênio é gênio quem seria eu para continuar misturando as coisas. Imediatamente separei o homem, o grosso, o brabo, o Sr. Luiz Gonzaga do Nascimento, homem de negócios, do compositor, do cantor, do reinventor da música nordestina e brasileira – do gênio que fora o nosso “conterrâneo,” o sanfoneiro Luiz Gonzaga.

Tempo perdido aquele em que não compreendia que ao gênio tudo é permitido. Lindo, maravilhoso ler as proezas de Tom Jobim; celebração de respeito à reclusão de João Gilberto, e até o marido comemorou o beijo de Chico Buarque em sua mulher, na Praia de Ipanema.

Gênio é gênio, e com Luí, isto não é redundante.

O programa de hoje, Compositores do Brasil, presta uma justa homenagem ao Rei do Baião deixando ele mesmo falar de si.

Reproduziremos a famosa entrevista que ele concedeu ao jornalista Marcos Macena, gravada no Recife (entrevista intercalada com músicas), em que o Mestre Luiz Gonzaga fala sobre sua vida, filhos e música, quando fazia o caminho de volta para sua terra natal, Exu.

Não poderia findar o ano do programa em melhor estilo, já que dezembro é o mês de seu nascimento.

Quem ouvir, verá!
Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas às quintas-feiras, às 14 h.
Rádio Educadora do Cariri
Apoio: CCBN

Oração de Ano novo


Senhor, ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho. A dar sem olhar a quem. A servir sem perguntar até quando. A sofrer sem magoar seja a quem for. A progredir sem perder a simplicidade.


A semear o bem sem pensar nos resultados. A desculpar sem condições. A marchar para a frente sem contar os obstáculos. A ver sem malícia. A escutar sem corromper os assuntos.


A falar sem ferir. A compreender o próximo sem exigir entendimento. A respeitar os semelhantes sem reclamar consideração. A dar o melhor de nós, além da execução do próprio deversem cobrar taxas de reconhecimento.


Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades. Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquiloque não desejamos para nós.


Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente àquela de cumprir os desígnios, onde ecomo queiras, hoje, agora e sempre.



Chico Xavier

Mensagem para o Ano Novo.


Que o menino Jesus faça nascer novamente no coração de cada um de nós em 2010:

INOCÊNCIA – Para sabermos ser transparentes.
O CARINHO – Para cativarmos nossos amigos.
A GRATIDÃO – Para valorizarmos a vida em plenitude.
O PERDÃO – Para reconciliarmos no amor.
A COMPREENÇÃO – Para sabermos perdoar.
O ENCANTAMENTO – Para apaixonarmos pela busca da felicidade.
A SABEDORIA – Para respeitarmos o ponto de vista do outro.
A SOLIDARIEDADE – Para sabermos juntos caminharmos.
A FÉ – Para podermos acreditar também no outro.
A PAZ – Para ajudarmos a construir sempre a coragem para sabermos retomar nossos sonhos e a vontade de amar pra sermos felizes.

Que o Menino Jesus se sinta acolhido por nós, em nossas vidas, em nossas atitudes, em nossos pensamentos, em nossos corações.

Que neste Ano Novo, possais volver para nós um olhar de compaixão. Que deixe em cada coração mais doçura, um grande e lindo raio de luz.

A todos um feliz e abençoado Ano Novo.

BLOG DO SANHAROL.

No Cariri: Bolsa Família pagava drogas

Fonte: Diário do Nordeste, 31-12-2009
Foto: Antônio Vicelmo
A PM apreendeu cerca de R$ 3,5 mil em espécie, 28 papelotes de maconha e quatro cartões do Bolsa Família em poder do acusado. O caso foi transferido para a Polícia Federal
Polícia prendeu, em Barbalha, um homem acusado de vender maconha e receber cartões do programa

Cartões do Bolsa Família, programa criado pelo Governo Federal como uma das formas de erradicar a pobreza no País, estão sendo transformados em "Bolsa Maconha" na Zona Sul do Estado. A Polícia do Município de Barbalha, na Região do Cariri (a 505Km de Fortaleza), prendeu o traficante de drogas Antonio Pereira, conhecido por ´Tonho de Lucas´, na Rua Manoel Peixoto, bairro Prourb.

Em poder do acusado foram apreendidos 28 papelotes de maconha, R$ 3,5 mil em espécie e quatro cartões de benefícios, dois dos quais do programa Bolsa Família, em nome de Luiz Cardoso dos Santos e Acia Samara Praça, que eram utilizados, segundo a Polícia, como moeda de compra de droga.

Federal

O acusado foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro do Norte, onde foi ouvido pelo delegado Alan Robson Alexandrino Ramos e, em seguida, transferido para a cadeia pública de Barbalha, onde aguardará julgamento. Ele responderá a inquérito por tráfico de drogas e pode também ser enquadrado por crime federal.

De acordo com a Polícia, o usuário de drogas entregava o cartão, com a senha, para o traficante, que recebia o dinheiro no banco no dia do pagamento. Este desvio de função de recursos federais do programa "Fome Zero", destinado a pessoas carentes, está sendo investigado com profundidade pelo Policia. Além do tráfico de drogas, ele vai responder também pelo desvio de recursos federais. Os titulares dos cartões, de acordo com a Polícia, serão ouvidos no inquérito, correndo risco de também serem indiciados e perderem o benefício.

O objetivo da operação, denominada "Final de Ano Feliz", foi estourar um ponto de venda de drogas que funcionava naquele bairro. De acordo com a Polícia, na residência de Antonio Pereira foi observada uma grande movimentação, principalmente, de adolescentes. Diante da suspeita de que o local era uma ´boca-de-fumo´, o capitão PM Marcus Alencar, comandante do destacamento da PM de Barbalha, solicitou ao juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca, Péricles Victor Galvão de Oliveira, um mandado de busca e apreensão com o objetivo de investigar a estranha movimentação. O magistrado deferiu o pedido, expedindo o documento.

De posse do mandado, a Policia entrou na residência onde, além da droga e do dinheiro, encontrou os cartões. "Tonho" negou envolvimento com o tráfico de drogas e com o uso dos cartões. Disse apenas que era viciado. No entanto, o capitão Marcus reafirmou que ele vendia drogas e recebia os cartões como garantia de pagamento.

Pobreza

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com a finalidade de beneficiar famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R$ 70,00 a R$ 140,00) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 70). O objetivo é assegurar o direito à alimentação.

ANTÔNIO VICELMO / Repórter

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O ENTERRO DO ANÃO - Por Mundim do Vale

O povo vive dizer
Aqui por esse sertão
Que é difícil acontecer
Um enterro de anão.
Pois eu vi um começar,
Só não vi foi terminar
Porque o caixão quebrou.
Para não sair do rumo
Eu vou fazer um resumo
Como tudo começou.

Ali na Vila Silvino
Onde entrou aquele moço
Eu estranhei um menino
Que falava muito grosso.
Mas eu estava enganado
Era um homem já formado
Fugindo do preconceito.
Depois que foi descoberto
O anão ficou esperto
E assumiu o defeito.

Pense! Num anão fiota!
Não perdia uma festança,
Quando alguém cobrava a cota
Se fazia de criança.
Começou logo a fumar,
A beber cana e jogar
Só andava cabeludo.
Seu nome era Zé por Deus,
Mas mesmo os amigos seus
Só chamavam Zé Miúdo.

Por onde o anão andava
Já era bem conhecido
O que ele não gostava
Era de tanto apelido.
Era Santo de Lapinha,
Zé Miúdo, Zé Tampinha,
Meio Quilo e Botijão.
As damas do cabaré,
Só chamavam Zé Tripé
E eu não sabia a razão.

Zé queria namorar
Não arranjava com quem
Quando conseguiu casar
Foi com uma anã também.
Ficou o casal perfeito
Vivendo do mesmo jeito
De Julieta e Romeu.
Mas quando foi em setenta,
Do coice duma jumenta
Zé Miúdo faleceu.

O velório foi marcado
Por tristeza e comoção
Mas tinha um cabra safado
Só apelidando anão.
Ele chamava Patola,
Chico Pouco, Tatu Bola,
Meia Lua e Batoré.
Pouca Sombra, Zé Nadinha,
Nó de cana, caçulinha,
Meia Sola e Roda Pé.

O carpinteiro chegou
Esticou logo a escala
E ao mesmo tempo falou
Para a viúva na sala:
- Esse caixão vai ser osso!
Tem que fazer curto e grosso
Como baga de charuto.
Deus perdoe minha heresia,
Mas vai ser uma ironia
Viúva de anão de luto.

Dizendo isso saiu
Com um projeto em ação
De aproveitar um barril
Para enterrar o anão.
Serrou um lateral,
Fez uma tampa frontal
E pintou tudo de roxo.
Tinha uma velha correia,
Ele botou como azeia
Ficou parecendo um coxo.

Quando o funeral chegou
Na ladeira de Orlando
A azeia se quebrou
E o barril saiu rolando.
Cada volta que ele dava,
Uma arca se arrancava
Era anão pra todo lado.
Quando sentou a poeira,
Lá em baixo da ladeira
Só ficou mesmo o finado.

Depois do barril quebrado
O anão ficou de pé
Ficando assim explicado
O apelido Zé Tripé.
Depois daquela aventura,
Se ele foi pra sepultura
Eu não posso garantir.
Mas vi viúva chorando,
Vi o padre encomendando
E vi o barril sair
Mundim do Vale

Dr. José Iran Costa - Por A. Morais


Neste ano de 2009, Várzea-Alegre perdeu uma de suas maiores personalidades, um de seus filhos mais ilustres de todos os tempos.

Dr. Jose Iran Costa, médico, político, ex-prefeito de nossa cidade, amigo, com uma vida dedicada a medicina, em nossa região e, em beneficio de nossa gente.

Na foto vemos nosso grande benfeitor Dr. Iran Costa em audiência com o excelentíssimo Senhor governador do Estado do Ceara José Adauto Bezerra de quem era amigo pessoal e gozava de grande consideração e confiança.

Buscava na companhia do irmão Irapuan Costa recursos, projetos e melhorias para nossa cidade.

Várzea-Alegre ainda está adormecida, anestesiada e, não despertou para a perda, a grande perda, que foi o passamento prematuro do Dr. José Iran Costa.

Saudades Eternas.
A. Morais

DITOS POPULARES - Por Mundim do Vale

Toda moça que é bulida
Fica na rua falada,
Enquanto mulher perdida
É sempre a mais procurada.

Todo mundo desconfia
Quando é grande a amizade,
Quem teme pedofilia
Não senta em colo de frade.

Quem não gosta de fofoca
Não sai com moça falada,
Quem tem nojo de minhoca
Não come macarronada.

Não vote em incompetente
Ligado a corrupção,
Quem faz de cachorro gente
Fica com o rabo na mão.

Não dou valor a campanha
Nem acredito em propostas,
Em rio que tem piranha
Jacaré nada é de costas.

Não venha com esse papo
Que eu acho muito estranho,
Em lagoa que tem sapo
Mosquito não toma banho.

Eu não entro nesse jogo
De pichador de parede,
Porque quem brinca com fogo
De noite urina na rede.

Quando o assunto é fiado
Bodegueiro não concorda,
Em casa de enforcado
Nunca é bom falar em corda.

Não fale da minha rima
Que a rima é coisa rara,
Se você cuspir pra cima
O cuspe volta pra cara.
Mundim do Vale.

Carta de um leitor - Pedido de informação.

Bom dia.
Eu me chamo Ademir de Morais, moro em uma pequena cidade do interior do Estado de São Paulo (Conchas), e nasci em São Bernardo do Campo. Meu pai chamava-se Antonio Vicente Alves de Morais, e nasceu em 12/03/1942, na cidade de Várzea Alegre, CE, filho de Vicente Correa Lima e de Vicência Alves de Morais.

Segundo ouvi muito falar, por meu pai, meu bisavô se chamava Ildefonso Correia Lima. Meus avós maternos também são de Várzea Alegre (Aldenir Fiúza de Mello e Acelino de Souiza Melo).
Estou tentando fazer uma pesquisa sobre minhas origens e descobri seu blog, onde você fala muito de Várzea Alegre. Será que somos parentes? Você poderia me ajudar? Meu pai faleceu este ano, em nossa cidade, vítima de atropelamento, e gostaria muito de resgatar a memória de nossa família. Tenho uma tia (tia Dedé), que mora aqui em Conchas, e mais algumas tias em São Bernardo do Campo.
Aguardo sua resposta e/ou contato...

Atenciosamente,

Ademir de Morais.

COMENTARIO DO BLOG DO SANHAROL.

Prezado Ademir Morais.

Vou apresentar a sua ascendência a partir do seu avó paterno Vicente Correia Lima casado com Vicência Alves de Morais.

01 - Vicente Correia Lima era filho de Ildefonso Correia Lima e Antonia Alves de Lima.

02 - Antonia Alves de Lima era filha de João Caetano de Lima e Vicência Alves de Menezes, a conhecida Vicencinha do Rosário, filha de Jose Raimundo Duarte, Jose Raimundo do Sanharol e Maria Anacleta de Meneses.

03 - Jose Raimundo Duarte, Jose Raimundo do Sanharol, era filho de Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo e Maria Teresa de Jesus.

04 - Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo era filho de Francisco Duarte Pinheiro e Bárbara de Morais Rego.

05 - Francisco Duarte Pinheiro era filho do Português Bernardo Duarte Pinheiro e da varzealegrense Ana Maria Bezerra.

Do Português Bernardo Duarte Pinheiro sabemos que conseguiu umas sesmarias com nove léguas de comprimento e uma légua para cada lado do Riacho do Machado, em sociedade com o seu irmão Agostinho Duarte Pinheiro que regressou para Portugal posteriormente.

A ascendência da sua avó Vicência Alves de Morais é da mesma família, os casamentos eram entre famíliares, primos legítimos e até entre tios e sobrinhas. A ascendência de seus avós maternos segue a mesma regra.
Somos parente sim, e bem proximos.

A. Morais

A Festa de Olugbejé

Quem são estas figuras esquálidas , transpirando um consolado sofrimento, que se postam pacientemente sentados , em volta do Terreiro, como se esperando a aparição súbita da Virgem? Trazem consigo um ar cansado , como se houvessem sido arrancados, a contra vontade, de uma tela de Portinari. São faces apáticas , tintas de desencanto, onde no entanto, sublevam-se, misteriosamente, raros fios de esperança. À sua volta o Terreiro Axé Ilê Uilá, fazendo um brusco contraponto, explode de alegria. O calor de Agosto parece se amplificar nas cores branca, preta e marrom- rajado, em homenagem a Omulu. É a Festa de Olugbejé que reverencia o Orixá da Saúde e das Pestes. O Runtó , num canto, percutindo o atabaque, imprime um ar de estranho mistério no ambiente. A gugura é dada, fartamente, em oferenda ao Orixá. Quase que matematicamente os circunstantes saúdam Omulu:
---- Atótóo !!!!!
Em suas vestes sacerdotais, Pai Katolé, o Babalaoô do Axé Ilê Uilá, , ajudado pelo Pejigan , manipula calmamente o Rosário . Ao derredor seus filhos aguardam, ansiosos , abertura do Oráculo de Ifá.. Anualmente, já é uma tradição, no Olugbejé, Pai Katolé joga os búzios e ouvindo Orunmirá , faz as previsões para o ano vindouro.Fim de século, término de milênio, a solenidade religiosa tomava características bastante especiais. Esta é a razão maior para tamanha concentração naquela Segunda-Feira, no culto a Omulu.
---- Atótóo !!!!!
Em profundo êxtase, Pai Katolé toma da peneira com os 16 búzios sagrados- o Merindologún. A platéia, num misto de ansiedade e expectativa, aguarda as misteriosas palavras de Oludumaré , na certeza de que terá a antevisão do caos ou da bonança. Um agricultor do Barro Branco, face esculpida pelo barro e pelo Sol, adianta-se na primeira pergunta:
--- Teremos Inverno , nos próximos anos?
O Babalaoô arremesa os búzios sagrados e, enquanto os recolhe , meticulosamente, responde, com voz cavernosa:
--- Chuvas cairão, mais fortes em alguns locais e mais fracas em outros. Onde houver fartura Olurum mandará junto a alegria, onde houver seca dará força e resignação para vencer a sede e a fome.
---- Nosso povo será feliz no próximo milênio , Pai Katolé? Indaga uma mocinha , ainda não contaminada pelo amargor dos anos.
Búzios atirados, atenta leitura feita, o Sacerdote, pausadamente , retruca:
---- Impossível falar-se em felicidade por todo um milênio. A felicidade nutre-se na água da fugacidade. É volátil e transitória por própria essência. Fosse eterna, não teria qualquer significado, talvez se chamasse monotonia. Ela só existe com sua irmã xifópaga: a Tristeza. A felicidade, por outro lado, é um estado de espírito pessoal e intransferível, independe de tudo que está ao seu derredor. Não tem cabimento, pois, falar na felicidade de um povo ou de uma nação.
Os atabaques marcam ritmadamente as palavras do Pai de Santo.Sem piscar os olhos, a platéia bebe sôfrega os ensinamentos do Sacerdote de Ifá.
--- No próximo Século, Pai Katolé, os pobres terão direito ao Reino da Terra ou precisarão esperar pelas benesses do Reino de Olurum, após a morte?
Búzios abertos, búzios fechados... O êxtase... e a resposta:
---- A terra não foi criada para ser o paraíso de poucos, o purgatório de alguns e o inferno de muitos.Este estado de coisas foi criado pelo próprio Homem e pelas forças negativas espirituais.O Homem tornou-se a anti-matéria do próprio Homem.Só teremos dois caminhos a seguir: ou viveremos com alguma equidade social ou nos auto-extinguiremos como espécie, no planeta.
--- O que o futuro, enfim nos proporcionará? O que dizem os búzios?
Olhos fitos na peneira, Pai Katolé em transe, declara:
---- O futuro, amigos, não são as páginas subseqüentes de um livro, previamente escrito e editado. O futuro é uma página em branco e que cabe a nós rascunhá-la , com as multicoloridas tintas da aquarela, com o rubro da violência ou com o preto – e –branco da trivialidade. O futuro é, pois, inescrutável, pois ele existirá como mero reflexo do que formos projetando no presente. Esta pergunta não deve ser feita aos Orixás , mas a nós próprios.
Por fim , um velho de barbas brancas caídas ao peito, interroga:
---- Qual serão os acontecimentos mais importantes do próximo milênio?
Pai Katolé lança os búzios, num movimento nervoso. Os olhos brilhantes fitam-nos dispersos erroneamente na peneira. O Babalaoô, com voz doce, conclui:
---- Muitos acontecimentos pretensamente soberbos acontecerão nos próximos mil anos, mas os mais importantes continuarão sendo: a alternância do sol e da lua, a áurea e púrpura floração do Pau-d’arco nas encostas das serras e o voejar despretensioso das borboletas nos campos de girassóis...



J. Flávio Vieira

O carregador de penico - Por Flavin


Há cinqüenta anos, poucas residências possuíam em seu interior banheiros e, por conseguinte, vasos sanitários. As convenientes suítes eram praticamente desconhecidas naquela época, sobretudo em pequenas cidades do interior cearense, como Várzea-Alegre, onde ainda não havia, sequer, a cômoda água encanada.

O banheiro da casa da Rua Duque de Caxias, como em todas as outras residências, era localizado bem no fundo do quintal. Seu acesso era bastante difícil, principalmente à noite, pois no trajeto era necessário descer vários degraus de escada.

Rosa Amélia, irmã mais velha, durante o período noturno, após o dia de estafante trabalho, fazia suas necessidades em um penico. Logo pela manha, encarregava Antonio Ulisses, ainda menino, de jogar os dejetos na distante cintrina, sob a promessa de pagar-lhe alguns tostões.

Na época, Rosa Amélia, jovem e bonita, trabalhava no estabelecimento comercial de propriedade dos seus primos Toin e Joãozinho Costa, próximo da residência da Rua Duque de Caxias, onde atualmente funciona o Armazém Itaúna, de Fabiana Meneses Costa. Antonio Ulisses, como não recebia o pagamento pela desagradável tarefa de transportar o penico e seu conteúdo para a retrete, ia para a porta do estabelecimento comercial de vendas de tecidos e, caminhando na calçada a loja, ameaçava sua irmã, falando:

Se não me pagar o que me prometeu eu digo.

Com isso, Rosa Amália, mocinha nova, nervosa e envergonhada, cheia de pudores, sabedora das peraltices e da coragem de seu mano, cuidava logo de quitar tal divida, sob pena de o irmão trazer a publico o melindroso episodio do penico.

Do Livro Conte essa, Conta aquela – Dr. Flavio Costa Cavalcante.

Recomendo:

Pedra de Clarianã - http://contacavalcante.blog.uol.com.br

Postado por A. Morais.

Fazer companhia - Por Giovani Costa

Há poucos meses, Carmelita de Chico Negão, que já tem mais de 85 anos, esteve em São Paulo, visitando as filhas. Foi e veio de avião.
Shirley Maria e Patrícia Aquino estavam acompanhando Dona Geralda Batista numa caminhada até o Sitio Canto, quando passaram no Gibão viram Carmelita.
Shirley foi logo perguntando: Carmelita já está de volta? Eu pensei que a senhora ainda estivesse em São Paulo. Aí ela respondeu: foi minha "fia" mais eu me agoniei pra vim simbora.
Patrícia, admirada pela idade dela, perguntou: Carmelita: e a senhora veio sozinha? Ela respondeu: não, minha "fia" as meninas ajeitaram com "Tônia de Antônia" e ela veio me deixar, "ela num avião e eu noutro".
Explicando: quando chegaram no aeroporto de Cumbica, não tinha passagem para as duas virem juntas no mesmo avião. Resultado: a companhia só serviu de Juazeiro à Várzea Alegre, onde os familiares já a esperavam. Só na Rajalegre mesmo.
Giovani Costa.

10 dias depois fez a diferença - Por A.Morais


Manuel Gonçalves da Costa, o conhecido Manuel das mangas, residia no Sitio Atoleiro, numa casinha de taipa, isolada bem nos fundos da propriedade. Era um rapaz velho, tinha um dinheirinho e gostava de emprestar a juros. Era parente próximo do meu pai e muito amigo. Sempre que vinha para feira semanal, nos dias de sábado, almoçava em nossa casa.

Um dia, um proponente lhe procurou e solicitou um empréstimo. Foi informado que naquele dia não dispunha da importância pleiteada, porém estava para receber uma quantia e a partir de tal data estaria a disposição.
Dez dias após a data marcada, o proponente procurou Manuel para apanhar o numerário e, ouviu do mesmo o presente argumento: Eu não vou puder lhe atender, veja bem, para vi buscar o dinheiro você atrasou dez dias do nosso trato, imagine quando for para pagar.

Do Livro Lembranças e Saudades – A. Morais pagina 128.
Por A.Morais

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nota de Falecimento.

Faleceu ontem as 11:00h em Crato, Ana Angélica de Freitas, viúva de João Alves de Menezes, João do Sapo. Varzealegrense, querida e amiga.
O corpo foi tansladado para Várzea-Alegre onde se dará o sepultamento no cemitério local.
Que Santa Teresinha a receba e a entregue nas mãos de Deus.
Votos de pesar aos familiares.
Antonio Morais e Família.

Lembranças e Saudades - Por A.Morais

Durante o periodo que estive em Porto Velho, 2000 a 2002, recebi muitas cartas de amigos. Quando resolvir escrever "Lembranças e Saudades" editei de modo que imicialmente estavam as correspondencias dos amigos, depois a apresentação e prefacio, a dedicação e o conteudo composto de historias do meu pai, por fim uma pequena biografia do autor e uma homenagem a seis filhos ilustres de nossa terra.
Dentre as correspondencias irei postar duas no Blog: A de um ex-colega de Banco e uma de um ex-colega do Colegio Estadual, amigos de todas as horas.
-
Veja a primeira:
-
Caro Amigo.
Antonio Alves de Morais.
Inexoravelmente o tempo passa, exvai e não volta nunca mais, sobremaneira, aquele que colhe, somente colhe o que plantou.
O mundo em que semeamos mesclou-se com a vaidade e luxuria. Presentemente, a vontade da carne atribui-nos a concupíscencia do mundo. Destafeita, meu amigo Morais, eu não sou somente um mero amigo seu, considero-me como um terreno fertil, cujo solo tu semeastes a semente do amor e da amizade naquele 01 de Dezembro de 1984 e, agora, colhes o que plantaste: minha estima e minha admiração.
Parabens, Parabens por seres assim. Tua familia se envaidece... Tenho Certeza!
Agradeço por tê-lo como amigo.
Deus te abençoe.
Jose Carlos Luna Gomes.
Ex-colega de Banco.

Desafiando o filho Ilustre.

“Deu no jornal do Cariri edição de 22 a 28 de Dezembro de 2009. A Secretaria de infra-estrutura Fátima Bandeira anunciou que irá devolver o prédio da usina da família do coronel Adauto Bezerra até o dia 31 de Dezembro. Mas ao contrario do que solicitou o coronel Adauto, Fátima avisa que a prefeitura de Juazeiro não irá recupera o muro que cercava o local mesmo o contrato assegurando esse direito ao proprietário do imóvel que o alugou ao Município.

Fátima tem dito que não se intimida com o prestigio e o dinheiro do coronel Adauto. Afirma que ele agora encontrou quem o enfrente e o coloque no seu devido lugar. E se quiser mande construir o muro. Como o coronel Adauto está de férias no Rio de Janeiro é impossível saber sua reação a esse desaforo da secretaria Fátima Bandeira. Contudo, se o prefeito Santana tiver bom senso evita essa briga de sua administração com o ex-governador Adauto Bezerra”.
Jornal do Cariri.


Comentário do Blog:

Não conheço a Senhora Fátima Bandeira, entendo também que ela não conheça bem Adauto Bezerra, por esta razão falta com respeito ao político que muito fez pelo Ceara e especialmente por sua terra Juazeiro do Norte.

Fátima Bandeira não irá recuperar os muros porque o contrato não é firmado com ela e sim com a municipalidade. Mas, é certo que será cumprido o que determina contrato. Ou alguém tem duvida.

Por A.Morais.

Mel Salobro - Por Giovani Costa

Recentemente, Manoel Leandro foi ao engenho de Toinho Primo, já no fim da moagem, onde a cana já não é tão boa, e trouxe um mel meio salgado, que é coisa ruim.

Manuel sempre deu muito valor a engenho. Dia 27, último, houve um leilão na capela de Nossa Sra. das Graças, no Sanharol. A primeira prenda que levantaram foi uma bandeja de salgadinhos arrematada por R$ 50,00.
Manoel Leandro olha para Socorro, sua esposa e lamenta: É danado, se eu soubesse que coisa salgada iria fazer tanto sucesso nesse leilão, eu teria trazido aquele baldo mel que tem lá em casa.
Giovani Costa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

JÁ TÁ NA HORA - Por Mundim do Vale

José Odmar Correia, funcionário da coletoria estadual de Várzea Alegre, não trocava um pirão de corredor de boi por nada desse mundo. Toda sexta feira ele mandava Zé Belo comprar sem dizer que era pra ele, porque o corredor era vendido ´para as pessoas de poder aquisitivo menor.
Dona Balbina cozinhava o corredor mas na hora de bater o osso para extrair o tutano, quando não se cortava quebrava o prato. Era assim era toda sexta feira. Já bastante incomodada com aquela situação, resolveu falar para o esposo:
- Ou Zé Odmar. Tá bom de tu acabar com esse negócio de pirão, porque se não daqui a pouco eu estou sem dedos e a casa sem pratos.
- Pois vamos fazer o seguinte: Como eu gosto muito do pirão. Você cozinha e quando for pra bater o osso, você manda um dos meninos lá na coletoria que eu venho. Mas diga a ele que seja discreto, que eu não quero que ninguém fique sabendo que eu como pirão de corredor. Mande ele fazer um sinal, que eu já fico sabendo.
Na sexta feira quando o corredor cozinhou a esposa mandou seu filho Aldenízio:
- Vá meu filho. Chegue lá faça um sinal que seu pai vem bater o osso.
Aldenízio saiu pela rua Major Joaquim Alves quando chegou no bar de André, viu o seu pai na porta da coletoria conversando com: Luís Proto, Raimundo Silvino e Bernardo Mariano. Antes que Zé Odmar notasse a presença do filho
Ele gritou:
- Pai. Pai. Ou Pai!
Com aquele barulho do menino, Todos olharam em sua direção.
Aldenízio bateu com a mão direita aberta, sobre a esquerda fechada por três vezes dizendo:
- Mamãe disse que fosse. Que já tá na hora.
Fonte: O saudoso Zé Odmar.

Dedico esse causo ao guerreiro Luís Carlos Correia e ao Dr. José Flávio Vieira,
Sobrinhos do casal.
Mundim do Vale.

O pedidor de esmolas - Por Flavin.

Com cerca de dez anos de idade, Antonio Ulisses viajou pela primeira vez à Capital do Estado. Foi passar ferias na casa do seu irmão mais velho, o tambem saudoso João Costa, conhecido carinhosamente por João Fosquim, em razão do seu corpo esbelto.
Já em Fortaleza, após percorrer os mais de 400km da longa viagem, o menino Antonio Ulisses, depois de descer do caminhão-misto, trazia debaixo do braço a rede onde dormiria naqueles dias de passeio pela capital alencarina. Desde criança, Antonio Ulisses foi desajeitado, descuidado e, naquela manhã, não percebeu que a rede havia desenrolado e os cordões do punho se arrastavam pelo chão.
Ele seguia logo atras do seu irmão e, em determinado momento da caminhada, em frente ao famoso Cine São Luiz, João se encontrou com um colega de trabalho. Tambem muito espirituoso, não quis apresentar quele garoto esquesito como seu irmão e se dirigiu ao pequeno dizendo:
Eu já disse "perdoe" a este menino não sei quantas vezes e ele não larga do meu pé.
Do Livro Conte Essa, Conte Aquela do Dr. Flavio Costa Cavalcante - Visite Pedra de Clarianâ - http:costacavalcante.blog.uol.com.br
Postado por A. Morais

BlogHumor - O TURBO VÉIO DO JOÃO - Por: José Flávio Vieira



Prezados Amigos, ( Dihelson Mendonça ),

Aquela crônica do João Marni passando dos 60 anos, rendeu...olha...daí recebi por e-mail essa preciosidade aqui, que antes de publicar, achei por bem consultar o autor Zé Flávio, e ele me disse que já é até de domínio público, rs rs - Então, aqui vai o treco, com o prefácio do próprio Dr. Zé Flávio. Olha, João Marni, aceito uma réplica sua para contra-atacar também, rs rs

Caros amigos,

Recentemente o nosso querido companheiro João Marni se tornou sexy(agenário) e publicou um texto muito bonito sobre a nova situação por que estava passando: se trnasformara num motor turbo 6.0. . Amigos de todos , nós pensei em homenageá-lo, mas não tendo o dom da poesia, pedi a um poeta popular do arajara , conhecido por "Jacu da Imbiribeira", para fazer alguns versos sobre o Motor do nosso João que não parece estar em estado tão perfeito como ele vive a se vangloriar. Aí vão os versos para o Turbo 6.0 do nosso querido João.
Abraço,

Zé Flávio

O TURBO VÉIO DO JOÃO

O turbo véio do João
Dá um trabalho do cão,
Só anda no solavanco,
Pelo cano ele fumega,
E na chave já não pega,
Só vira se for no tranco.


O filtro tá entupido,
Cem grilo com seus zumbido
Pedem um pouco de graxa.
E Baixa um óleo danado,
Os dois farol tão queimado
E ta saltando de marcha.


O rolamento não morga,
A porta tem uma folga,
As roda tão empenada.
Tem batida na biela,
Tão suja todas as vela,
A direção ta quebrada.


Pois o relé já pifou,
A bateria secou,
E a barra da direção
Quebrou em mais de cem tora.
Estanca a toda hora
O turbo véio do João.


O tanque de gás secou,
O fundo dele furou
E o eixo ta sem bitola.
Tem falha no retentor,
Golpa pelo radiador,
Quebrou o feixe de mola.



O véu não tem quem destape,
Lascou o cano de escape
E a bobina bem no meio.
O trinco não há quem mova,
Queimou o benzo e a escova,
Secou o óleo do freio.


Modelo quarenta e nove,
Não há mais quem renove
Um carro fora de linha.
Ele mora na oficina,
Mesmo assim inda buzina
Como uma Ferrari novinha.


Falhando a carburação,
O turbo velho do João
Já não queima a espoleta.
Só pega com um remendo:
Com Dona Fátima metendo
O dedo na borboleta.


O turbo ta mei dolente,
Já não anda mais pra frente,
Até já disse o Zezé:
Se é pra ter serventia
Pegue a carta de alforria
Engatando a marcha ré.


Jacu da Imbiribeira
Arajara - 21/12/09

Reprise - Reza atrapalhada- Por A Morais

Moravam no sitio Formiga, entre a sede do muncicipio e o Roçado Dentro, local onde a cada 13 de Dezembro reuniam-se centanas de fieis e devotos de Santa Luzia para venerá-la.

Gente de todas as localidades compareciam para pagar promessas e ex-votos. Dos filhos da familia, em numero de 12, tanto as moças quanto os rapazes eram de finissima hospitalidade e de tanto escolherem pretendentes a altura, não se casaram, ficaram todos na prateleira.
A união reinava naguela casa e um cuidava do outro como quem cuidava de um filho que não tivera. Quando atingiram a idade de 50 e 60 anos, firmaram maior fervor na sua religiosidade. Todo dia, à noitinha, se reuniam, na sala da casa, e rezavam o terço, coisa bastante dificil nos dias atuais. Na introdução cantavam " A nós descei e Queremos Deus", e a seguir Josefa, a irmã mais velha, ia tirando a reza enquanto os demais respondiam.
Na sala, existia uma mezinha onde em cima se colocava um santuario com as imagens e embaixo um cachorro costumava fazer o seu merecido descanso.
Um belo dia, de repente, surgiu um odor, desagradavel e insuportavel e se deu essa tragedia:-
-
Josefa disse:
-
Ave Maria cheia de graças,
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós,
Chico ponha pra fora esse cachorro,
Que está bufando fedorento,
Entre as mulheres,
Bendito fruto do vosso ventre.....
-
Imediatamente foi atendida. O cachorro foi retirado da sala, mesmo sem se ter tanta certeza que ele era o responsavel pela contaminação.
Havia uma desconfiança, pois no almoço fora servido um baião de dois com fava, farofa com cebola, batata doce e toucinho torrado.
Demorou pouco e a catinga de bufa dominou novamente o ambiente, e desta feita o cachorro já não poderia receber a culpa, faltaram com o respeito até com Santa Luzia.
Do Livro Lembranças e Saudades de autoria de A.Morais, pagina 56.

Clínica São Raimundo - Cuidando com Carinho do povo de Várzea Alegre


Temos o o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre - CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:



Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.


Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação...



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

"Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !"

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

domingo, 27 de dezembro de 2009

PIOR PODERIA TER SIDO - Por Mundim do Vale

Respeitando as devidas proporções. O 06 de outubro, em Várzea Alegre, teve semelhança com o 11 de setembro, em Nova York.
Era festa de aniversário da emancipação política da cidade e o prefeito promoveu atividades culturais e esportivas para comemorar. Entre as atividades estava o ciclismo.
Para a corrida se inscreveram: Antônio Negrão, Baixinho da Cadeiras, Zaqueu Guedes e outros mais. Os torcedores ficavam nas esquinas, para jogar água nos atletas, Mas Zé Bobô fez diferente, passou a semana juntando lavagem numa lata de querosene para fazer a brincadeira..
Quando Zaqueu fazia a primeira volta os outros atletas já estavam na terceira, foi nessa hora que Zé Bobô jogou a lata de lavagem nele. Zaqueu parou a bicicleta e foi descendo enquanto tirava uma casca de banana da cabeça e alguns macarrões do ombro. Olhou Para Zé e falou:
- Jogue mais não meu bichim. Isso é um atentado contra a minha saúde. Eu tou com o corpo quente e posso estuporar. Em seguida montou na bicicleta e saiu pedalando para tentar recuperar o tempo perdido. Pedalou uns 100 metros e a corrente caiu. Enquanto ele colocava os outros atletas deram mais duas voltas. Quando ele terminou de colocar a corrente, olhou para as mão e a roupa suja de graxa e disse:
- Arre égua. Nessa corrida já aconteceu de tudo comigo. Só falta agora eu chegar por derradeiro.
O Baixinho das cadeiras com 03 voltas na frente de Zaqueu e 03 atrás dos outros, foi a fazer a curva na rua do juazeiro para entrar na Av. Figueredo Correia, deu uma sobrada e caiu com bicicleta e tudo no terraço de Petronila,
Quebrou o varal, um pé de peão roxo, 02 gaiolas, amassou um bule e ficou mais arranhado do que capador de gatos. A bicicleta ficou com a roda traseira
Encostada da dianteira e a garupa foi ficar colada nos guidões. De tão compactada que ficou a bicicleta, deu para ser colocada num saco de farinha.
Levaram a bicicleta para a oficina de Punduru pra ver se dava para aproveitar pelo menos os raios. E o Baixinho foi colocado numa padiola e levado para a farmácia de Nelinho para fazer os curativos. Nessa ocasião chegou Zé de Bogim e falou:
- Mas que tragédia em Baixinho!
O Baixinho entre um ai e um ui falou:
- Pior poderia ter sido.
- Como poderia ter sido pior? Se você perdeu a bicicleta, a corrida e quase perde a vida?
- Tinha sido pior se dona Petrolina tivesse catando arroz no terraço.
- E qual a diferença dela tá catando arroz, para tá estendendo roupas ou aguando plantas?
- É porque se ela tivesse catando arroz, tava entretida com a cabeça baixa
E não dava tempo de correr.


ESTRANHA VISITA - Por: Glória Pinheiro

Entre os anos de 1966 a 1968, vivíamos sob duas ferrenhas didaturas: a dos militares e a ditadura familiar. A segunda ainda existia o pivilégio de alguma liberdade vigiada.
Nessa época, principalmente durante as férias escolares, nos reuníamos todas as tardes na varanda principal da casa do Sr. Felipe e dona Guimar. Era muita animação e a empolgação aumentou quando por lá apareceu uma jovem pessoa completamente exótica ao nosso meio. Tratava-se de um artista plástico proveniente de Salvador. Estava hospedado na casa de uma familia no centro da cidade. O artista era baixinho, moreno, cabelos fartos, homossexual assumido, bastante inteligente e a garotada se divertia com os trejeitos e com tanta naturalidade daquela estranha visita. Criou-se um clima de admiração e de simpatia de ambas as partes e o visitante passou a gostar da nossa companhia. Era época de carnaval e nosso amigo mal podia nos ver em cima da pick-up do vizinho, já ia se acomodando. Era tudo muito divertido e inusitado para todos nós. Quando fomos ao baile carnavalesco no Crato Tenis Clube, nosso amigo infiltrado entre nós conseguiu entrar no clube, porém foi retirado aos trancos e barrancos porque não queria perder o baile. Lamentamos o ocorrido, mas quem de nós poderia interceder diante de tantos preconceitos daquela época e da nossa pouca idade? Creio que o ocorrido foi no carnaval de 1967.

BRIGA NA PROCISSÃO - Chico Pedrosa

Quando Palmeira das Antas pertencia ao Capitão Bento Justino da Cruz
Nunca faltou diversão: Vaquejada, cantoria, procissão e romaria sexta-feira da paixão.Na quinta-feira maior, Dona Maria das Dores No salão paroquial reunia os moradoresE ao lado do Capitão fazia a seleção de atrizes e atoresO papel de cada um o Capitão que escolhiaA roupa e a maquilagem eram com Dona MariaO resto era discutido, aprovado e resolvido na sala da sacristia.Todo ano era um Jesus, um Caifaz e um PilatosSó não faltavam a cruz, o verdugo e os maus-tratosO Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-FlorCaifaz foi Cipriano, Pilatos foi Nicanor.Duas cordas paralelas separavam a multidãoPra que pudesse entre elas caminhar a procissãoCristo conduzindo a cruz foi não foi advertiaPro centurião perverso que com força lhe batiaEra pra bater maneiro mas ele não entendiaDevido a um grande pifão que bebeu naquele diaDo vinho que o capelão guardava na sacristia.Cristo dizia: ôh, rapaz, vê se bate devagarJá estou todo encalombado, assim não vou aguentarTá com a gota pra doer, Ou tu pára de bater ou a gente vai brigar.O pior é que o malvado fingia que não ouviaE além de bater com força ainda se divertia, Espiava pra Jesus fazia pouco e diziaQue Cristo frouxo é você, que chora na procissãoJesus pelo que eu saiba não era mole assim não.Eu tô batendo com pena, Tu vai ver o que é bom Na subida da ladeira da venda de Fenelon O couro vai ser dobradoDaqui até o mercado a cuíca muda o som.Naquele momento ouviu-se um grito na multidão Era Quincas que com raiva sacudia a cruz no chão E partia feito um maluco pra cima de BastiãoSe travaram no tabefe, ponta-pé e cabeçadaMadalena levou queda, Pilatos levou pancadaDeram um bofete em CaifazQue até hoje não faz nem sente gosto de nada.Desmancharam a procissão, o cacete foi pesadoSão Tomé levou um tranco que ficou desacordadoDeram um cocorote na careca de Timóti que até hoje é aluado.Até mesmo São José, que não é de confusãoNa ânsia de defender o filho de criação Aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão.A briga só terminou quando o Doutor Delegado, Interviu e separou: cada Santo pro seu ladoE desde que o mundo se fez, Foi essa a primeira vez Que Cristo foi pro xadrez,Mas não foi crucificado
FIM



Os dez mandamentos- por Flavin

Com a permissão autorizada pelo autor Dr. Flavio Costa Cavalcante fiz uma coletania de 15 historias do saudosa Antonio Ulisses e lá vai a primeira:
-
"Os dez mandamentos":
Durante um certo periodo, quando ainda solteiro, Antonio Ulisses, habitou com alguns outros rapazes em uma Republica, localizada no inicio da rua dos Perus/Coronel Pimpim.
Como aconteceu em todos os outros em que morou, o local foi bastante frequentado pelo seu grupo de amigos.
Aquela habitação coletiva, além do clima de alegria constante, marcou época pela completa falta de organização dos seus moradores. Antonio Ulisses, contudo, tentou colocar ordem na casa, afixando, logo na entrada, um belo cartaz confecionado pelo artista e pintor varzealegrense Ildefonso Vieira Lima - Delfonso, contendo os "10 mandamentos da Republica":
-
01 - Proibido cagar no chão.
02 - Quem entrar por ultimo escore a porta com a pedra.
03- Não jogue o copo dentro do pote.
04 - Não use o penico para encher o pote.
05 - Não cuspa nem escarre nas paredes.
06 - Lave sua rede pelo menos uma vez por ano.
07 - Desarme sua rede quando viajar para outra cidade.
08 - O que voce ouvir aqui, favor espalhar por toda cidade.
09 - 30 de Fevereiro - dia da Faxina geral.
10 - Colabore com a desorganização do ambiente.
-
Historia do Antonio Ulisses contada pelo sobrinho Dr. Flavio Costa Cavalcante, em sea livro: Conte essa, conte aquela.
Acesse: Pedra de Clarianã - http://costacavalcante.blog.uol.com.br/
Postado por A. Morais

sábado, 26 de dezembro de 2009

Só pensando.

Por Zé Nilton

Uma surpresa daquelas. Até que o dia de hoje poderia ter passado sem nenhuma novidade. Todo dia, andando pelas ruas de nossa cidade, e num demorado percurso cumprimentamos a tantos, paramos, conversamos com tantos, são muitos amigos, amigos dos amigos, pessoas, alunos, ex-alunos, colegas de trabalho, colegas dos colegas - ah, você, te conheci naquele dia... como vai sua esposa ? - Bicho, tu tá magro pra caramba, qual é irmão? - Olha só, toda tardinha, escuto você cantando o hino do Crato na rádio Centro.. - Quando vai gravar outro disco? - Ei, Zé, e a Urca ? - Tem ido pra serra? - Professor, compre um livro que saiu, é do João Pierre. - Olha só, to escrevendo um livro contando o tempo da ditadura no Crato... - Quando tu quer participar da Rapadura Cultural? Neste fim de mês nós vamos homenagear...

Claro, isto acontece com todos os amigos quando se encontram com os amigos na cidade. Muitas conversas, muitas histórias, muitos conchavos, muitos “pé de orelha” (sem politicagem), contando a última daquele ou daquela.. ou daquilo e daquilo outro. Virge, tu sabe da última?

Uma surpresa daquelas hoje me ocorreu. Querem saber?

Encontrei, pela manhã, na loja do Amilton, o meu amigo, José Flávio Vieira – o Zé. Já no interior da loja, foi difícil trazer o homem para as minhas confabulações. As pessoas puxavam o sorridente e afável Zé pra cá e prá lá, todas queriam a atenção do bicho feio, mas transido de bondade e presteza para com todos.

Pensando em minorar aquele assédio espontâneo das gentes, levei o cara pra fora da loja. Qual o quê! Piorou. Como diria minha avó – foi peor ! Fez-se uma roda em torno do homem, e nós no meio. Fiquei embasbacado com tanta gente querendo falar com o Zé. Teve um que disse: - você me operou e nem doeu... Outro, - quando passo lá pra tu me ver ?

Vou tentar reproduzir um pouco do que pude encacholar das vozes que ouvir no meio daquele furdunço.

- Dr., meu gogó tá flácido ? Mas, tô tomando todos os remédios...

- Fique sempre novo prá cuidar da gente...

- Não, você me fez ficar mais nova... olha só, foram os remédios...

- Que nada, dr, nunca me esqueço de seu pai. Quando na Faculdade, eu lhe pedi para fazer um trabalho sobre português. Aí ele disse: pois faça o meu que é sobre religião. Aí eu fiz, acho que ele nem entregou, era assim o Vieirinha...

- Dr., aquela sua operação, olha, só o mi !...

- Me dê um abraço, esse homem me salvou a vida...

- Bonitão, hem? Tá novim...

- Viva o dr. Zé Flávio ! Tô na sua sombra...

- Rapaz, é mesmo o dr. Zé Flávio, a esta hora por aqui ?...

- Cara, você salvou a minha mãe...

- Olha só o homi, ah se ele tomasse conta do Crato...

E foram longe as mesuras do povo de minha cidade para com o Zé. Confesso que fiquei pasmo com a avalanche de carinho devotado a esta figura de médico, cuidador e amigo das pessoas.

Aí sai dali pensado...

Calma, só pensando!

Zé Nilton

O Ovo do Sonho


Por um momento ainda tentou acreditar , enquanto cantarolava: "Eu sou o bom, sou o bom, sou o bom....", tentou acreditar que a imagem refletida no espelho do banheiro era a sua . Era sim aquele ali era o "Negro Gato de Arrepiar" , o tremendão espedaçador de corações; não havia nenhuma dúvida. Há pouco recebera o convite de um Cara, convidando-o para uma Tertúlia, uma reunião jamais imaginada: os mais importantes Conjuntos musicais do país: The Fevers, Os Pholhas, Os Golden Boys , ali estariam num encontro inimaginável e histórico. Ensaiando os passos ziguezagueantes do Twist, arrancou do Guarda-roupa a velha Calça Lee , boca de sino; o empoeirado sapato cavalo de aço; a Camisa Volta ao Mundo e o negro blusão de couro. Com habilidade arqueológica, exumou da gaveta o colarzão metálico e o pôs cuidadosamente no pescoço, após vestir toda aquela indumentária em feitio de armadura medieval que, não entendia bem porque, ainda ontem tão perfeita, hoje mal cabia no modelo. Aplacou um pouco o cheiro de mofo das vestes com o inconfundível : "Topaze" da Avon. No momento exato em que banhava a vasta e negra cabeleira com a insuperável Brilhantina Glostora , é que lhe veio o primeiro sobressalto: havia algo de errado com a lâmina do espelho( Ah essa tecnologia moderna!): a juba refletia-se estranhamente rala , teimando em não fazer topete e em não cair nos ombros, e, possivelmente por conta do reflexo da florescente, os cabelos mostravam-se grisalhos, como se alguém (quem sabe, o tempo?), numa daquelas freqüentes gozações, lhe tivesse atirado Maizena. Rapidamente desviou o olhar para as costeletas : duas botinas de cano largo, que ali estavam tal e qual um elmo : de fazer inveja ao próprio Elvis. Solfejando: "Vejam só que Festa de Arromba, noutro Dia eu fui parar"... folheou desordenadamente a velha agenda, até encontrar o telefone da Mariazinha : Será que ela ia para a Tertúlia? Tantas vezes me rejeitou "só porque sou pobre demais", pensou. Quem sabe ,hoje, a lábia tradicional, a cantada tantas vezes insulsa não faria efeito? Tentou discar várias vezes. Não entendia por que , sempre atendia uma voz chata e monocórdica pedindo para verificar novamente o número, que não tinha 07 dígitos, dizendo ser de uma tal de Telemar . Nem sequer falava na SERTESA.
--Encontro com ela, por lá!
Na rua buscou com os olhos o famoso "Mustang Cor de Sangue". Como só avistasse um fusquinha estranhamente familiar, entrou cantando "Meu Calhambeque, bibite..." Ah! Mas o carango não quis pegar na chave, pois aí pegou no tranco mesmo : "With a Little Help From My Friends". Saiu em disparada, como que derrapando nas tortuosas curvas da estrada de Santos e ia matutando com seus colares: "Existem mil garotas atrás de mim .
Entrou no Clube. Aos poucos, na penumbra, foi reunindo a velha patota. Estavam lá , alegres todos , mas um pouco distantes , como se atônitos se mostrassem sobreviventes de alguma catástrofe longínqua e impalpável. O Rum com Cola foi desanuviando os semblantes e , em pouco, estavam todos no ponto, morou? No palco, os Fevers apareceram quentes como nunca. Enquanto os Pholhas tocavam, alguém se lembrou, discretamente, de algum outro tipo de folha bem mais inflamável e que rolou incandescente de mão em mão , levando, magicamente, os jovialíssimos Golden Boys a brilharem em feitio de cometa, como certamente nunca tinham resplandecido até então.
--"Bicho, olha quem tá ali!"
Não soube nunca ao certo quem teve, na rodinha, aquela iniciativa. Olhou do lado e ali estava, a paixão da sua vida; aquele broto a que mais amou . E dela, até aquela data, sequer ao menos tinha ganho um beijo, um toque mínimo que fosse... ou seria por isso mesmo que tanto ainda a amava? Algum louco já dissera ela tinha se casado e separara há pouco tempo, mas agora, não tinha nenhuma sombra de dúvida: tinha sido, ao certo, um simples namoro, uma volátil chuva de verão. Mariazinha era a mesma menina na sua saia plissada, nos seus olhos negros, profundos e expressivos ; no seu sorriso sensual, leve e enigmático. Tentou balbuciar alguma coisa, algo assim como: "Você é o tijolinho que faltava na minha construção"... mas percebeu que todas as palavras pareciam supérfluas e desnecessárias: a orquestra atacava de "And I Love Her ". Simplesmente tomou-a nos braços e começaram a dançar num espaço infinito, etéreo e atemporal, como se passado e presente houvessem se fundido: como se a vida tivesse se iniciado naquele exato momento, rompendo com estardalhaço o ovo do sonho que havia hibernado por tantos e tantos anos...

J. Flávio Vieira

Bife na Quinta Feira Santa.

Manuel de Antonio Leandro do Sanharol, resolveu ir para São Bernardo por volta da decada de 1970. Já estavam por lá varios de seus irmãos, Benedito, Jose, Chagas, Nonato, Giovani.

O Manuel levou um certo azar. Chegou em um momento em que não estava facil encontrar emprego. Passou dez dias na casa de um irmão, outros dez na casa de outro e assim ia levando a vida. Um belo dia teve noticias de um expresa em Osasco precisando de mão de obra e Manuel seguiu prá lá.

Foi facil, na mesma semana já estava trabalhando. Na Quinta-feira maior, quando chegou a hora do almoço, o Manuel chegando no refeitorio apanhou uma bandeija com o bife pesando umas tresentas gramas e começou a degustar. Um conterraneo olhou para Manuel e disse: Manuel, como é que voce come carne na quinta-feira maior? Manuel respondeu: eu como porque o padre Otavio não está vendo.

Por A. Morais


O OVO DO INDEZ - Por mundim do Vale

Uma vez eu estava fazendo um trabalho perto de casa e resolvi ir até lá para almoçar. Fátima que não me esperava naquele momento perguntou:
- O que foi que houve, Tá doente?
- Não é porque eu estava aqui perto e resolvi vir até aqui. Tem almoço?
- Tem não. A carne e o peixe tão congelados. Também você não avisou. Só tem arroz e feijão. Um ovo serve?
- Serve, Fátima. Sendo pra comer com arroz e feijão, serve. Agora se for pra você montar uma granja, não serve não. Porque você não poder concorrer com a granja Regina, somente com o ovo do indez.

Mundim do Vale

Reprise - Uma do meu Pai - Por A. Morais

Tenho muito orgulho da singeleza e humildade que caracterizou a vida do meu pai. Veja essa estória dele:

Na década de 60 um produto difícil de se encontrar no mercado era o café. As sacas que chegavam a Várzea-Alegre eram contrabandeadas, escondidas nas mercearias e pouca gente podia adquirir. Naquela época também não existiam as embalagens de hoje, sacos e sacolas plásticas. Os produtos eram colocados em pacotes feitos com papel de embrulho, fácil de estragar.

O meu pai comprou cinco kilos de café cru na mercearia de Luiz Cavalcante, de quem foi freguez e amigo por toda sua vida, e quando passava na Rua dos Lobos, em frente à casa do Chico de Umbelino, o cavalo se assombrou, o pacote se desfez e foi caroço de café pra todo lado. Papai ia saindo quando o Chico gritou: compadre Jose André pegue este saco e vamos juntar o café, quando chegar em casa você manda separar as impurezas e quando torrar a temperatura mata qualquer espécie entranha que porventura exista. Dito e feito, nesse dia, o serviço nosso foi catar caroço por caroço, um por um.

O meu pai nasceu e viveu no sitio Sanharol a um km da sede do município, hoje, um bairro da cidade. Oito dias depois resolveu ir novamente à cidade e para não devolver o saco vazio apanhou no armazém uns 15 kilos de feijão para levar, como gratificação, para o Chico de Umbelino, que era seu compadre.

Quando chegou à porta da casa, bateu palmas. A mulher perguntou da cozinha quem é lá? Um menino botou a cabeça no corredor e viu meu pai com o saco no ombro e disse: mãe é um velho pedindo esmola! A comadre saiu com uma xícara de feijão para doá-lo. Foi gargalhada pra todo lado.
Meu pai saiu da casa do Chico e foi direto contar a proeza ao amigo Luiz Cavalcante que quase morre de dar gragalhadas.
Por A. Morais
Dedico esta postagem ao Dr. Flavio Costa Cavalcante e sugiro aos leitores do Blog do Sanharol acessarem "Pedra de Clarianã" http://costacavalcante.blog.uol.br e conhecerem um belo veiculo de divulgação de nossa terra e nossa gente.
Parabens Dr. Flavio Costa.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Conte essa, conta aquela - Dr. Flavio Costa Cavalcante.

“Conte essa, conta aquela, livro do Dr. Flavio Costa Cavalcante, que conta as historias do seu tio Antonio Ulisses, diz muito bem no seu prefacio escrito por Fátima Costa: existem pessoas cuja morte é apenas um “não está presente fisicamente”. Por que não morrem nunca. Quer dizer, não podem ser esquecidas, ou seja, não podem estar definitivamente ausentes, pois são lembradas por muitos cada dia.

É assim com Antonio Ulisses. Quem, sendo filho de Várzea-Alegre, ou por lá tendo passado, ainda quem por pouco tempo, não sabe quem foi essa figura, não riu de suas historias tão bem contadas? Quem não conheceu o “Beco”, famoso palco de cenas memoráveis – comandadas pela maestria de Ulisses, que liderava um grupo de “artistas do riso” do limpo e saudável deboche de humor Inteligente”.

Todos conhecem o livro do Dr. Flavio, porem como não se tem o habito da leitura, estarei passando e-mail ao autor do excelente titulo para pedir permissão para transcrever no Blog do Sanharol algumas das historias do Antonio Ulisses. Quem sabe eu possa colaborar com divulgação das historias já tão conhecidas do inesquecível Antonio Ulisses Costa.

Antonio Alves de Morais.

GAROTO PROPAGANDA - Por Mundim do Vale

Não ganhei nenhum presente
Na passagem do natal,
Porque Noel não é gente
É um boneco virtual.
Fui dormir na esperança
De ganhar uma lembrança
Mas perdi a minha fé.
Na hora que acordei,
Na meia só encontrei
O mal cheiro de chulé.

Fiquei mais contrariado
Porque um vizinho meu
Mostrou um carro importado
Que papai Noel lhe deu.
Será que o bom velhinho,
Enxergou só meu vizinho
Porque anda caducando?
Ou será por preconceito,
Que ele age desse jeito
Só de rico se lembrando?

Já perdi esperança
Nesse Noel trapaceiro
Que só visita criança
Se o pai tiver dinheiro.
Pois eu lhe digo, Noel:
- Eu tenho um pai lá no céu
Que não gosta, disso não.
Quando seu filho nasceu,
Foi pobre assim como eu
Mas deixou uma lição.

Você com o seu saco cheio
E a bengala na mão
Onde tiver aperreio
Não passa por perto não.
Não conhece favelado,
Filho de desempregado
Subproduto de gente.
Porém a casa bonita,
No natal você visita
Para deixar o presente.

Será se você existe
Ou não existe sou eu?
Eu tou aqui muito triste
Por conta do jeito seu.
Passou cantando: - Ou, ou, ou....
Mas comigo não deixou
Nem um pequeno peão.
Ficou seco, o saco seu,
Mas você encheu o meu
De revolta e exclusão.

Você só não sabe disto
Porque é um boneco mal
Mas é para Jesus Cristo
Toda festa de natal.
Você só gosta do cobre,
Não anda em casa de pobre
Porque a mídia não manda.
É uma peça do mercado,
Que foi muito bem treinado
Pra garoto propaganda..

Mundim do Vale


Reprise - Passando a escritura - Por Mundim do Vale


Meu conterrâneo Lula Bernardino, resolveu ir para São Bernardo do Campo, onde já estava sua irmã Alaíde. Ele possuía uma casa no centro da cidade de Várzea-Alegre, mas, por segurança, não queria vender, que era para no caso de se não gostasse, ter para onde voltar.

Ofereceu a casa ao seu parente Abidom, para que ele ficasse morando sem pagar aluguel.Lula Bernardino viajou e Abidom ocupou a casa como moradia e comercio, fazia tamancos e botava meia sola em calçados. Depois de seis anos, Lula Bernardino já acostumado em São Bernardo, resolveu vir a Várzea-Alegre para passear e vender a casa.

Aproveitou a festa do padroeiro São Raimundo Nonato, e, veio com o filho caçula de 7 anos. Chegando na cidade visitou amigos e parentes. Tomou umas cachaças, depois foi tirar a barba com Vicente Cesário. Enquanto tirava a barba mandou um portador chamar Abidom para vir falar com ele.

Quando Abidom chegou ele deu a mão, cumprimentou e falou: Abidom, é o seguinte: como eu não tenho mais planos de voltar para Várzea-Alegre, resolvi vender a casa, mas, eu tenho outra casinha no Alto da Prefeitura, e se você quiser pode ficar lá nas mesmas condições.

Abidom piscou os olhos, mordeu a língua e respondeu: não senhor! Eu já fiz meu ponto lá e não vou sair de jeito nenhum. E tem mais, quem gosta do Alto da Prefeitura é quenga e morcego.

Mas Abidom, a casa é minha, eu já tenho um comprador, fiz essa viagem só para isso. Não posso voltar sem fazer o negocio. Apois venda a do Alto da Prefeitura, porque aquela já é minha. Abidom a casa não é sua, eu tenho os documentos e não vai ser você que vai impedir de ser feito a venda.

Vender? Cuma? Você tá ficando doido? Pode ir "precurar seus dereitos"! Com essa proposta de Abidom, Lula Bernardino ficou mais irritado ainda, aí o tempo fechou-se. Lula Bernardino deu um murro tão condenado que o inquilino caiu tres vezes sem se equilibrar em pé.

O garoto que brincava na calçada, vendo a fúria do pai, correu chorando e gritando: papai, papai, papai! Vicente Cesário pegou o garoto nos braços e disse: Calma meu filho! Não é nada não. É apenas o seu pai passando a escritura da casa para Abidom.

Mundim do Vale

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

PASSATEMPO - Por: Vicente Almeida


D E C I F R A N D O
Isto é apenas um Passatempo para desenferrujar a nossa maravilhosa máquina de pensar. Não deixe de ler. Em até 5 minutos você terá decifrado tudo, e de quebra ganhará mais confiança em si mesmo.


De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem polbrmaes. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. SOHW DE BLOA.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito..

35t3 p3qu3no t3xto 53rv3 4p3n45 p4r4 m05tr4r como no554 c4b3ç4 cons3gu3 f4z3r co1545 1mpr3551on4nt35! R3p4r3 n155o! No com3ço 35t4v4 m310 compl1c4do, m45 n3st4 l1nh4 su4 m3nt3 v41 d3c1fr4ndo o cód13o qu453 4utom4t1c4m3nt3, s3m pr3c1s4r p3n54r mu1to. C3rto? Pod3 f1c4r b3m orgulho5o d155o! su4 c4p4c1d4d3 m3r3c3! p4r4bén5!

eencontre abaixo 2 letras B ! Não desista senão o seu desejo não se realizará...
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR RRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrado os B Encontre também o 1
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado.. Localize agora o 6
9999999999999999999 999999999999999
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9999999999999999999 999999999999999
9999699999999999999 999999999999999
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9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999
9999999999999999999 999999999999999

Uma vez o 6 encontrado ...... Encontrar agora o N não é difícil
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
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Se você chegou até aqui é um craque. Só falta encontrar o Q.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
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OOOOOOOOOOQOOOOOOOO OOOOOOOO
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OOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOOO
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Caro Escritor, Comentarista ou leitor: Que tudo de bom se realize em em todos os dias da sua vida, e que as alegrias do Natal e Ano Novo sejam apenas confirmações de que suas conquistas têm por fundamento o trabalho dignificante e o amor ao próximo.
24/12/2009

FELIZ NATAL


Feliz Natal para todos os amigos e amigas do Blog do Sanharol e seus familiares. Fiquem com Deus. Até a volta.
Por A. Morais

COMPOSITORES DO BRASIL

Sobre Música,
Sobre Natal brasileiro.

Por Zé Nilton


Desde que o homem captou o som ouvindo a natureza, descobriu a estrutura matemática de suas combinações e inventou uma escala tonal com infinitas possibilidades de manifestar uma melodia, a música definitivamente marca os eventos da trajetória humana.

A música, dentre múltiplas serventia, parece despertar certa substância em nosso cérebro, quando nos lembramos de algo em que ela fora testemunha.

Os acontecimentos por que passamos não se repetem, ou melhor, a atmosfera da época e o clima do momento estão ausentes nos ciclos repetitivos de nossas vidas. No entanto, caso esses momentos tenham sido emoldurados pela música – ou por aquela música que embalou e marcou aquele momento, ao ouvi-la e juntá-la ao ocorrido, entramos na aura que decolou daquela ocasião e que agora emerge na nossa lembrança.

Só para entendermos melhor. Ontem à noite, numa entrevista, o músico Tom Zé descreveu, com pureza de detalhes, o momento em que ouviu, pela primeira vez, a voz e o violão de João Gilberto interpretando “Chega de Saudade”. Seu semblante se transfigurava à medida que ia detalhando o local, o clima, as pessoas e tudo o que se encontrava à sua volta, enquanto desfrutava daquela ocasião mágica. Assim também ocorreu com toda uma geração de jovens compositores nos idos de 1959.

Parece que essa “sobredeterminação,” como uma imagem projetada num espelho – quando a música ajuda a tecer a ocasião - aguça o sentimento de (des)prazer quando lembramos.

Caso o leitor não concorde com minhas observações, remeto-o para a leitura de um livrinho (muito substancioso), do cratense Paulo Elpídio de Menezes, - “O Crato de meu tempo”, Fortaleza: edições UFC, 2ª. edição, 1985.

Nele o autor faz uma descrição histórica de nossa cidade nos fins do século XIX, levando em conta não o calendário histórico-linear, aquele em que se vai marcando os acontecimentos numa escala evolutiva. O autor se vale dos ciclos da vida, dos ciclos festivos como forma de construir suas rememorações, que terminam por revelar uma história (social) da cidade e de seu povo. Em todos esses eventos ele cita os folguedos, as músicas, as cantigas, as brincadeiras de rua, as serenatas e descreve as letras. Enfim, fala de sua infância e adolescência revividas em sua memória enriquecida pela trilha sonora que marcaram sua lembrança.

Então, o que seria do ser humano se não houvesse a música?

Acho mesmo que no Natal, assim como em outros ritos de passagem, e todos os ciclos festivos, a música ajuda muito a realçar as simbologias desses eventos.
No Brasil a música natalina é marcada pela diversidade da criação musical brasileira. As cantigas dos autos de natal no Brasil são expressões da cultura local. Acredito ser a música de Natal uma manifestação musical extraordinariamente rica, porquanto ela acompanha sob diversos ritmos e tons, os temas dos ciclos natalinos que se realizam em diferentes subculturas.

Por aqui tudo foi perfeitamente assimilado pelos diversos grupos que ensejaram a (des)ocupação paulatina do nosso território. No plano da música, os instrumentos, as danças, as cantigas, muitos ritmos, os autos, as coreografias etc. transplantadas por populações misturadas de todas as partes do mundo, foram acolhidas e até ressignificadas para permitirem sua continuidade no tempo...

Esse será o tema de hoje do Programa COMPOSITORES DO BRASIL.

Vamos falar das músicas do natal brasileiro, de seus compositores e cantores. Vamos enaltecer a figura da compositora Chiquinha Gonzaga, nascida em 1847, e que aos 11 anos de idade, em uma festa de Natal no lar, apresentou, com letra de seu irmão, sua primeira composição, uma música natalina: “Canção dos Pastores”.

Ouviremos e comentaremos:

1.Presente de Natal, de Herivelton Martins e Rogério Nascimento, gravação de Francisco Alves e participação do Trio de Ouro (Dalva de Oliveira e Dupla Preto e Branco, e ainda Fon-Fon e sua orquestra, de 1934.
2.Um feliz natal, de Ivan Lins com Ivan Lins
3.Feliz natal, papai noel, de Martinho da Vila com Martinho da Vila
4.Jesus, papai noel, de Benito de Paula, com Benito de Paula
5.Menido Deus, de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, com Clara Nunes
6.Natal das crianças, de Blecaute, com Carequinha
7.Balada para qualquer natal, de Evaldo Gouveia Jair Amorim, com Altemar Dutra
8.Noite de Natal, de Felisberto Martins, com Francisco Alves, gravação de 1945.
9.Boas Festas, de Assis Valente, com Ná Ozzeti
10.Cartão de Natal, de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, com Luiz Gonzaga
11.Menino Deus, de Caetano Veloso, com Caeteno Veloso
12.Jesus menino, de Geraldo Rocca, com Almir Satter
13.Um novo tempo, de Paulo e Marcos Valle e Nelson Motta, com os conjuntos MPB4 e Quarteto em Cy.

Quem ouvir, verá!

Programa COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação: Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri
Todas às quintas-feiras, às 14 h.
Apoio Cultural: CCBN
Por Professor Zenilton