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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Xico Bizerra - Postado por Antonio Morais

Xico Bizerra e Dominguinhos.
"Desembuchei no mundo numa cidade cearense chamada Crato, nos calcanhares da Serra do Araripe, avizinhada, parede-e-meia, com o Pernambuco. Por aquelas bandas, se nasce sentindo as baforadas do baião, se toma mingau com gosto de xote, a chupeta já vem melada com o açúcar do xaxado. Além do mais, ao sair do bucho da mãe, já bate nas ‘oiça' da gente um violeiro, um cantador ou um cego de feira, do outro lado da calçada, cantarolando Gonzagão. Como não se apaixonar pelo rei Lua? Assim, fui balançado na rede ouvindo o acalanto Gonzagueante e sentindo no pau da venta o cheirinho bom da terra do sertão. Para completar, minha mãe tocava bandolim, quando não tava namorando com meu pai. Daí, o gosto pela música, conseqüência de uma relação quase umbilical."

O INÍCIO

Assim, Xico se descreve. Lembra que desde os 14, 15 anos já compunha umas ‘besteirinhas’. Meio por timidez, meio por falta de tempo para dedicação integral (um dos seus defeitos, segundo ele, é a utopia de querer fazer as coisas sempre bem feitas) foi ‘embauzando’ as composições, guardando-as só para si. Até que, com a proximidade da aposentadoria e percebendo o processo ‘pinelizante’ dos colegas que se aposentavam, resolveu que, no período de ‘vagabundagem’ que se avizinhava, valeria a pena fazer algo prazeroso, que lhe afagasse a alma... afinal, 28 anos cumprindo obrigações burocráticas atrás de um birô e em viagens por esse ‘Brasilzão’ – vivia à cata de ‘picaretas’ do setor financeiro, era Inspetor do Banco Central – mereciam uma recompensa do ponto de vista da satisfação pessoal.

Jarrim de Fulô - Xico Bizerra.


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Um comentário:

  1. O Xico Bizerra compôs mais de 200 musicas. Musicas de qualidade, interpretadas por dezenas de artistas renomados. Xico canta e encanta o nordeste. Busca nas raízes a alma do povo nordestino. Dá prazer ouvir as musicas do Xico. Parabéns.

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