Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 16 de março de 2017

049 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

João Alves.

Um gênio no seu tempo. Em 1949, Acelino Leandro e Otacílio Correia, pioneiros na venda de eletrodomésticos, passaram a vender rádios, só que a instalação era muito difícil, requeria que um técnico fosse montar os acessórios. Naquela época havia poucos rádios em Várzea-Alegre. como 70% da população do município residia na zona rural, milhares de pessoas nunca tinham nem ouvido sobre o tal. 

Ocorre que o senhor Chico Inácio da Boa Vista, comprou um radio, ficando marcado o dia de João Alves ir monta-lo em sua residencia, no sitio Boa Vista. Prepararam a carga no burro, bateria de um lado, radio e demais apetrechos do outro. João Alves chegou para viagem e perguntou ao senhor Acelino se poderia montar o radio no animal, para que ele pudesse fazer o percurso ouvindo musica. 

Acelino mesmo achando impossível o feito, autorizou. João Alves logo adaptou uma antena, que amarrada no pau da cangalha, mais parecia uma trave de futebol. Ligou a bateria e os demais acessórios e saiu estrada a fora com o radio tocando em potente volume.

Ora, tão logo chegou nas primeiras casas, eram meninos, rapazes, moças e adultos na maior correria, uns para ver o que era aquilo, outros com medo do burro que cantava. E foi assim até chegar a residencia do Chico Inácio.

Do Livro - Mestre João Alves.


3 comentários:

  1. João Alves foi um verdadeiro genio. Inteligencia rara, competencia a toda prova, comprovada e ilimitada. Sua historia mostra que desempenhou com esmero muitas atividades em nossa terra sempre com muita eficiencia.

    ResponderExcluir
  2. Imagino a agonia dos pobres coitados... um burro contador de causos que nem uns e outros deste Blog! Devem ter passado o maior aperreio. Grande Seu João Alves!

    ResponderExcluir
  3. O Varzealegrense não respeita a memória nem a história de suas personagens prestimosas. Os jovens não conhecem nada delas nem desejam conhecer. Os idosos são de um egoismo tamanho que se pudessem não existia o antes nem o depois deles. Quem não tem passado também não terá futuro. Quando morrerem, e todo mundo morre um dia, não deixarão nada.

    ResponderExcluir