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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

E você Leandro, era a mãe - Por Antônio Morais

São Raimundo Nonato.

Esta história aconteceu na Matriz de São Raimundo Nonato na minha terra, Várzea-Alegre. No fim da década de 1980. Fui convidado pelos amigos Chagas e Mercês para juntamente com a minha esposa sermos padrinhos de Luiz, um de seus filhos.

No dia e hora marcados apanhamos os pais e a criança e seguimos para igreja. Parecia até que todas as crianças nascidas naquele ano haviam marcado o batizado para aquele dia e hora. Uns 40 meninos e meninas não menos.

Somando-se a estes os pais, padrinhos e convidados dar para se ter uma idéia de como estava à igreja. O calor era intenso. Os meninos pareciam que tinham ensaiado: choravam todos ao mesmo tempo. Trabalho grande mesmo era o dos fotógrafos, empurrando pra lá, puxando pra cá para conseguir uma boa posição para suas fotografias.

O padre Mota que sempre foi muito calmo, naquele dia, estava meio estafado e notava-se um certo desconforto por conta dos fotógrafos que na ância de ganhar uma foto atrapalhavam a cerimônia. De todos, o Leandro de Valdeliz, era o mais afoito e herege, não se preocupava com os atos religiosos, o negocio dele era faturar com as fotos, e, era exatamente pra ele que o padre botava o olho vez por outra.

No meio da cerimônia chegaram uns repórteres de TV fora da cidade, com uns equipamentos de filmagens, para fazerem uma entrevista com o Padre, justamente sobre a história da troca do santo que corre o mundo inteiro: São Brás por São Raimundo. O Padre pediu para equipe aguardar o final dos batizados.

O Leandro se meteu na conversa e disse para o repórter: “Homi, o negocio é que um santo era o pai do outro”! Nesse momento o Padre Mota olhou para Leandro e falou entre risos: E você Leandro, era a mãe!

Um comentário:

  1. Leandro bem que podia ter evitado. Mas não se conteve, falou bobagem levou o troco.

    Na verdade esta historia ninguém da igreja se interessou em esclarecer, até porque o santo trocado foi Santo Ambrosio e não São Braz.

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