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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 16 de agosto de 2016

OS RICOS E OS FAMINTOS - Por Osvaldo Alves de Sousa.


É de estarrecer o estado de pobreza reinante na periferia das cidades. Quem, por ventura ou desventura, visitar as favelas que proliferam nas circunvizinhanças dos bangalôs dos ricos, volta com o coração amargurado.

Vivendo a sombra da miséria absoluta, convivendo com lastimável estado de pobreza, centenas ou milhares de seres humanos vegetam a míngua de qualquer assistência dos poderes públicos. Para os que vivem no confronto da modernidade o quadro simplesmente não existe. O problema, alem de trivial, não é deles. Não lhes interessa saber como vivem esses párias da sociedade insensível e egocentrista.

Tive oportunidade, há poucos dias, de visitar umas favelas. Choca os olhos e amargura o coração o espetáculo de miséria dos desvalidos. Convivendo, em seu dia-a-dia, com a promiscuidade e exposta aos riscos da contaminação pelas moléstias que grassam  na região, a pobreza cidadina também é vitima da fome e da desnutrição. Em cada favela da Urbi encontramos uma Somália em potencial. Realidade injusta que se confronta com os privilégios dos poderosos e a ladroagem de politico, das mais diferentes máfias, em todo pais.

Construir avenidas, praças bonitas e feéricas, estádios gigantescos, pontes ornamentais, sambódromos de custos elevadíssimos, meter a mão nos dinheiros públicos, é tripudiar sobre a miséria de milhões de brasileiros, afogados na agonia lenta dos tugúrios.

Ninguém se preocupa em atalhar a onda dos sofridos, a avalancha dos parias, estão esperando o estouro  dos miseráveis, a busca de justiça social que lhes tem sido negada.

Os valores de ontem, em alguns casos bem evidentes, foram substituídos por aventureiros despreparados que se aproveitam de alguns meios de comunicação para tratar com piadinhas e sandice os problemas sérios do pais e de sua gente sofrida. 

Um comentário:

  1. Os valores de ontem, em alguns casos bem evidentes, foram substituídos por aventureiros despreparados que se aproveitam de alguns meios de comunicação para tratar com piadinhas e sandice os problemas sérios do pais e de sua gente sofrida.

    Este texto o Osvaldo publicou no Livro Andanças e lembranças de sua autoria edição de 1992. Já passamos pelo governo FHC, o Lula e a Dilma e o texto continua muito atual. Só mentiras e enganações, especialmente do Lula pra frente. Fantasias, nuvens, mentiras e olimpiadas. A foto representa o Brasil real, verdadeiro e atual que a Rede Globo não pode esconder.

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