
Olhando da minha janela... Os escritos da Rosemary
O Livro “Olhando da Minha Janela... Os escritos de Rosemary”, organizado pelo escritor João Gonçalves de Lemos, sobre sua filha, a Drª Rosemary Amorim de Lemos, é um livro que poderia ser relacionado entre os mais emocionantes que já li referente a relatos de perda de um ente querido. O organizador do livro poderia ser qualquer pai que sofre a ausência de uma filha ou um filho que partiu sem aviso de chegada. O livro foi lido por mim, aqui em casa, em voz alta, para minha mulher e minhas filhas, tendo muitas vezes que parar a leitura e enxugar as lágrimas devido à emoção, impedindo-me de prosseguir a leitura. Tanto minhas filhas quanto a minha esposa, vez ou outra, davam alguma opinião a respeito da Rosemary em relação a sua dedicação e amor à família. Às vezes elas faziam referências que eu não havia notado como a observação da Gabriela que disse: - Pai ela fala sempre papai e mamãe. Expliquei-lhe que esse era um modo carinhoso de nós cearenses tratarmos nossos pais, assim como na Bahia, onde os baianos dizem paim e mainha.
O livro foi escrito a duas mãos, pois a contribuição do organizador foi importante para o entendimento do livro, adiantando em seus textos muitas passagens, procurando preparar o leitor para quando adentrar diretamente no texto da Rosemary. Destaques importantes como: “Mãe puríssima, enchei-me o coração de graças, ajude-me a tirar notas boas, a respeitar meus colegas amando-os e a seu filho menino.” Essas são passagens que demonstram o quanto Rosemary era amada e bem educada. São palavras edificantes que muitas vezes surtem mais efeitos que muita ONG que em muitos casos servem apenas para levar e lavar dinheiro público.
Olhando da minha Janela... é uma de suas histórias que deu título ao livro e ela diz: “Penso: O que um pobre homem isolado, sozinho na solidão, sofrendo quem sabe quantas mágoas, está fazendo naquela quase noite? Pobre homem! Às vezes tão sofrido, sem ninguém ao seu lado, ainda bem que a sua sombra estava lá, ainda bem! Na observação de Rosemary ele não era um homem só, ele tinha, a sua sombra, mas além dela, o olhar afetuoso de Rosemary.
Confesso meu amigo que quase fico sem conhecer essa obra prima da nossa literatura, a Drª Linda Lemos achou que eu não iria gostar do livro, mas não só o amei como também o indicaria aos amigos, pois o que é bom não devemos trancar dentro de nós e sim fazer como fez o valoroso pai da Rosemary Amorim Gonçalves de Lemos trazer para todos o que sua filha tinha de melhor dentro de si e, na minha opinião, ele e ela, contribuíram em muito com um mundo melhor. Sei que o livro tem recordações íntimas da família e o autor não teve pretensão de tornar uma obra literária, talvez por esse motivo a Drª Linda Lemos não tenha incentivado muito para que eu levasse o livro, mas ao publicar essa obra o autor deu a oportunidade a todos de se manifestar da maneira que achar conveniente, pois ele próprio deixa claro isso. Seu desejo era apenas que o livro circulasse entre seus familiares e depois entre amigos, mas os escritos de Rosemary chegaram bem longe e foi além de suas expectativas, graças a sua coragem de torná-los público. Escrevo essas palavras como um leitor e pai. E digo mais: O livro tem conteúdo e pode se estender facilmente para um romance.
Francisco Gonçalves de Oliveira

Li e reli o comentário, se não me manifestei foi por aguardar um comentário a respeito, o que não aconteceu. Pois agora eu comento: não vou comentar o texto ao qual referiu-se o Sr. Francisco Gonçalves, mas acredito pelo seu relato ser senão um texto literário, como disse o próprio, mas de qualidades íntimas e de sentimentos indiscutíveis. Que bom seria se todos nós pudéssemos falar de tudo aquilo que nos é grandioso e que nos faz feliz. Não conheço o texto mas pelas intenções já valeu a pena.
ResponderExcluirAssis costa
ResponderExcluirEstava comentando isso hoje, por email com o João Gonçalves de Lemos sobre a postagem. Disse-lhe que infelizmente na internet tudo é efêmero, pois só as coisas sem muita importância adquire notoriedade, como a frase que teve milhões de acesso: "Menos a Luíza que está no Canadá."
Francisco, o livro é muito bom, fosse editado por uma Editora maior acredito que seria sucesso. E já é, entre os que leram o livro. É um emocionante relato daquilo que a Rosemary fez em vida, fala de amigos, lugares, passagens felizes de sua vida do seu noivado acabado, segundo ela, por falta de amadurecimento da parte dele, entre outras passagens que te faz viajar no tempo. Uma excelente leitura, recomendo a você ler o livro.