"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

É POSSIVEL DOMINAR A LINGUA? ...

O antigo provérbio chinês diz que “há três coisas que nunca voltam atrás: 
a palavra proferida, a flecha desferida e a oportunidade perdida”.

“Ah! Se eu pudesse voltar atrás e retirar o que disse seria tão maravilhoso”. Ou, “se eu não tivesse dito nada disso teria acontecido”. Você já falou isso alguma vez? Todos nós temos problemas em controlar a língua. A sagrada Escritura diz que podemos domar praticamente qualquer animal, “mas a língua, ninguém da humanidade pode domar”.  Então, será que devemos desistir? Claro que não! Veja alguns conselhos mais eficazes da Bíblia Sagrada que podem controlar melhor esse membro pequeno, mas que tem poder para levar a pessoa para o céu ou para o inferno.

“Quem vigia a própria boca guarda a sua vida, mas se perde quem escancara os lábios” . Quanto mais falamos, maior é o risco de dizermos algo tolo ou até mesmo prejudicial. A língua sem controle pode ser como o fogo, espalhando rapidamente boatos maldosos e calúnias. Mas quando ‘refreamos nossos lábios’, ou pensamos antes de falar, levamos em conta o efeito que nossas palavras podem causar. Dessa maneira, criamos a reputação de ser discretos e ganhamos o respeito e a confiança dos outros.

“Que seja cada um de vós pronto para ouvir, mas tardio para falar e tardio para encolerizar-se”. As pessoas gostam quando prestamos atenção ao que dizem, pois assim mostramos interesse e respeito. Nunca devemos fazer comentários indelicados ou indiretas maliciosas. Quando for falar algo sobre certos assuntos difíceis ore a Deus pedindo sabedoria e autoconfiança que seu pedido será atendido . O sábio nunca perde o controle.

“A língua macia pode quebrar os ossos” . Como diz o ditado popular: “a brandura tem força”. Também: a “calma sossega as contendas” e a “paciência tranquiliza”. Por exemplo, uma resposta branda pode vencer oposição, que – talvez por causa de raiva ou preconceito – pode ser tão dura e inflexível como um osso. Sem duvida, pode ser um desafio demonstrar brandura, principalmente numa situação tensa. Então pense nos benefícios de fazer o que a Bíblia Sagrada diz e nas possíveis consequências de não fazer.

Os ensinamentos da Sagrada Escritura realmente refletem a “sabedoria do alto”, ou seja, de Deus. Quando colocamos em prática essa sabedoria no uso da língua, nossas palavras se tornam: salutares, edificantes, atraentes e fortalecedoras – como “maças de ouro com enfeites de prata, ditas no momento certo.

CONCLUSÃO

Praticando a riqueza da espiritualidade do santo silêncio, levando uma vida de oração, estudando a Palavra de Deus e viver no altar da Santíssima Eucaristia, assim, pode ser eliminada a fofoca e a graça de poder dominar a língua para o mal.
A nossa boca é para louvar, glorificar e agradecer ao bom Deus por todos os benefícios que ele tem realizado por nós.
Todo o nosso ser na unção do Espírito Santo só podemos pensar, falar e escrever das maravilhas do amor do bom Deus ao próximo.

Pe. Inácio José do Vale
Escritor e Conferencista
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da Religião

8 comentários:

assiscosta disse...

Boa postagem Magnólia. Realmente a língua é uma faca com dois gumes: é veneno mas também pode ser o antídoto se usada devidamente.

A. Morais disse...

"Não procure saber as respostas, procure compreender as perguntas. Para a arte de viver, é preciso saber a arte de ouvir, sorrir e ter paciência... sempre. O silêncio inerente ao ouvir é sábio, nestes momentos".

Magnólia Fiúza Menezes disse...

“A língua macia pode quebrar os ossos” . Como diz o ditado popular: “a brandura tem força”

VARZEALEGRESESFORADATERRINHA disse...

A arte de bem viver tambem encina: que a palavra é prata e o silencio é ouro.

JOAO DINO SERESTEIRO disse...

EU MESMO JÁ TIVE VONTADE DE CORTAR A MINHA LÍNGUA PELO TRONCO. ELA JÁ ME CAUSOU SÉRIOS PROBLEMAS...KSKSKSKSKS.

Rolim disse...

Boa postagem para uma boa reflexão.

Didi Fiuza Morais disse...

Um belo texto para refletir mesmo.

Francisco Gonçalves de Oliveira disse...

"Assim como há discursos vans há silêncios eloquentes." Não sei quem é o autor da frase, mas concordo.

Vou esticar um pouco mais o texto para falar do nosso querido Pe. Antonio Vieira, que dizia haver quatro tipos de discursos:
O bom-ruim;O ruim-bom;o bom-bom e o ruim-ruim.

Segundo ele o bom-ruim era aquele discurso bom, mas por ser curto era ruim. Já o ruim-bom era aquele que embora fosse ruim tornava-se bom por ser curto. E o ruim-ruim era aquele que era ruim do começo ao fim, longo e chato. Mas, o bom-bom era o discurso que você aplaude de pé no final porque ele foi bom do inicio ao fim ou seja bom porque tinha contudo e bom por proporcionar mais tempo de prazer! Esse era o nosso Padre viera!