"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Fé - Por Magnólia Fiúza

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
- “Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...” Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito nem conta na sua loja. Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
- “Você tem uma lista de mantimentos?”
- “Sim”, respondeu ela.
- “Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos”!

A pobre mulher hesitou por alguns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:
- “Eu não posso acreditar!”
O freguês sorriu e o comerciante começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, poisnão era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:
“Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos...”
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio,que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:
- “Valeu cada centavo...”

(desconhecemos a autoria)

4 comentários:

  1. Magnólia, alem do poder da fé,o texto mostra como o ser humano é insensível as adversidades dos outros.Parabéns pela bela postagem.

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  2. ... AÍ eu disse:

    Maravilha Magnólia. Maravilha mesmo.

    As pessoas não conseguem compreender ainda a fôrça que brota do amor Divino.

    Cada mensagem neste estilo é mais uma advertência de Deus aos homens de pouca fé. Quem assim escreve, recebe dEle a inspiração.

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  3. Belíssima postagem exemplo de amor ao próximo. Ainda existe pessoas de bons corações e que acreditam que existe um ser superior que arquitetou todo esse universo.

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  4. Deus JEOVÁ! sabe das nossas necessidades: e viu o quanto aquele homem dono da mercearia, estava precisando do auxilio da FÉ.

    Abraço fraterno. Fatima.

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