No tosco altar de pedra deste monte.
Isolada das outras, altaneira,
Vejo-a como a pensar na companheiro
Que viveu perto dela e junto à fonte.
E com olhar de saudade de palmeira
Espera um peregrino que lhe conte,
Ao menos diga alguma cousa, aponte
O rumo que tomou sua parceira.
Nestes cerros, há muito tempo havia
U'a capelinha loira que era a messe
D'alguns do bom Jesus, em romarias.
Como a lembrar os tempos de então,
A palmeira, com estas heras, me parece
U'a vela de primeira comunhão.

Thays.
ResponderExcluirUm belo soneto. Retrata a paisagem caririense. Uma bela postagem para os amantes da boa poesia.
PARABÉNS PELO SONETO MARCHER... MARAVILHOSO...
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