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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 13 de maio de 2017

076 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Considerado o vigário de todos os tempos, Padre Otávio foi um grande bem-feitor de nossa terra. Uma de suas principais virtudes foi nunca se envolver com a politica, não permitindo que a Igreja fosse usada indevidamente, em proveito de tendências, partidos ou lideranças. Nunca se colocou a serviço desses ou daqueles, em tempo algum.

José Freire da Silva Sobrinho, o conhecido José Sobrinho, morava na rua São Vicente, em Várzea-Alegre. Casado, pai de uma grande família, católico praticante e muito solidário. Não perdia um enterro. Comparecia a todos. Fazia parte da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus e da Conferência de São Vicente, vivia praticamente para as atividades ligadas a igreja. Um dia, José Sobrinho ficou perturbado e resolveu consultar o padre quanto a algumas insinuações ou afirmativas feitas pelas pessoas que o abordavam na rua.

Disse José Sobrinho: Padre, como o Senhor sabe eu acompanho tudo que é de enterro. No inicio eu ficava atrás do caixão, então, começaram a dizer que eu estava andando atrás da morte. Passei a ficar do lado do caixão, disseram que eu estava andando do lado da morte. Comecei a ficar na frente do caixão, disseram que eu estava andando na frente da morte. Eu queria saber o que isso tem de real, de verdadeiro?

O Padre Otávio olhou de cima pra baixo e respondeu: José Sobrinho, dê um jeitinho de nunca ficar dentro do caixão, que nada lhe acontecerá.

2 comentários:

  1. Um cidadão prestador de serviço a comunidade Varzealegrese. Pai de um grande amigo conhecido por Vicente Sobrinho, que hoje mora em São Paulo e faz muito tempo que não visita seus conterrâneos.
    Durante o período da festa de São Vicente, realizada no mês de julho, ele costumava fazer um pão de arroz muito grande para dividir com toda população, eu mesmo participei da fartura saboreando um bom pedaço com um cafezinho torrado em casa.
    Falar de seu José Sobrinho é prazeroso, pois além de um excelente pai foi um cidadão inédito nas atividades sociais, religiosas, que envolvia a classe dos mais necessitados de nossa querida Várzea-Alegre. Aproveito a oportunidade para mandar um abraço extensivo a todos os familiares desse grande homem Varzealegrese.

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  2. João Bitu.

    Você fala com a propriedade de quem conheceu. Eu vi o tal pão de arroz. Feito com duas quartas de arroz e 40 quilos de midubim. Causava admiração tanto quanto a cuscuzeira feita pelas Lobas da rua de São Vicente.

    A ultima lembrança que guardo de Jose Sobrinho ele conduzia o andor de Nossa Senhora Aparecida junto com Chagas Bezerra e mais dois amigos.

    Espero, desejo e confio que hoje Nossa Senhora Aparecida o conduza ao seu lugar merecido.

    Abraços.

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