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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

025 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Com todas as proteções da época da informática, Pizollato votou em nome de um irmão morto há dezenas de anos. Imagine uma cidadezinha do interior há quase 50 anos.

Eleição de Várzea-Alegre, 1972, o candidato Lourival Frutuoso de Oliveira, mandou uma rural buscar 12 eleitores em Farias Brito para votarem em Várzea-Alegre 

O condutor do veículo era José de Adálio, o muito conhecido Zé Gatinha.

Os fraudadores já estavam na fila com a senha na mão, quando um fiscal do candidato adversário Hamilton Correia notou e denunciou ao presidente da sessão que imediatamente mandou chamar o juiz, que já chegou acompanhado do promotor e três soldados, conduzindo os eleitores da cidade vizinha para o fórum.


Houve um princípio de tumulto dos fiscais de partidos e o Juiz então interditou a sessão.

Enquanto o Juiz ouvia os acusados, uma mulher baixinha, impaciente, zangada feito um siri, botou as mãos na cintura e disparou : 

"Só na Rajalegre mermo um negócio desse, hoje nós já votemo na Ponta da Serra, Dom Quintino, Farias Brito e não teve essa frescura".

O juiz não teve outra alternativa: mandou recolher ao xadrez.

Lembranças gostosas  de contar.

Lourival Frutuoso, candidato vitorioso e Hamilton Correia o grande derrotado.

Um comentário:

  1. José Gatinha era um gênio nesse tipo de traquinagem. Ninguém melhor do que ele na execução dessas proezas.

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