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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 18 de abril de 2017

064 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Sustenta a história que na década de 30 do século passado Lampião e seu bando passaram por Várzea-Alegre. O meu bisavô Pedro Alves de Morais, o conhecido Pedrinho do Sanharol tinha quatro filhos homens. Certa noite ouviu um barulho de instrumentos musicais entre os quais um zabumba se destacava : pum pum pum! pum pum pum!

Então, o pai determinou para Manuel, o filho mais velho : Manuel, vá furar aquele zabumba. Manuel foi, voltou e o zabumba continuou: pum pum pum! pum pum pum!

O velho Pedro falou para o segundo filho: Antônio, vá furar aquele zabumba. Mesma coisa, Antônio foi, voltou e o zabumba continuou: pum pum pum! pum pum pum!

Depois foram as vezes de José e João e a mesma coisa : o zabumba continuava: pum pum pum! pum pum pum!



O velho Pedrinho botou a garruncha na cintura sem esquecer de antes dizer para a mulher: Maria, eu vou furar aquele zabumba que esses teus filhos não são homens não. 

Saiu, voltou e o zabumba continuou na mesma pancada: pum pum pum! pum pum pum!

Maria perguntou: Pedro, tu não furou o zabumba não? Nada Maria, era Lampião, tua acha que eu ia atrapalhar a brincadeira dele?

Um comentário:

  1. Pedrinho do Sanharol, o meu besavô, era de paz, não ia atrapalhar a brincadeira do Lampião. Num é mesmo!

    Dizem que de passagem pela feira Lampião perguntou para um caboclo do Roçado de Dentro : Quem é você? Ele gaguejou - Êeeeeeeeeu sou o finado Toinho.

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