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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 22 de junho de 2018

138 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Lila Macedo, um varzealegrense da Extrema.

Luiz Salviano de Macedo, Lila Macedo, de passagem por uma barraca na Exposição do Crato tomou um lapada de pinga e sem a permissão da dona, tirou o testo da panela de mucunzá, pegou um pedaço de linguiça e jogou na boca. A linguiça estava uma brasa, ele não suportando soltou novamente na panela e a dentadura foi junto.

Lila pegou uma colher de pau, e, enquanto procurava a dentadura, a mulher chamava a policia. Lila mexia e trazia na colher um mocotó, um pedaço de linguiça ou uma costela de porco. Até que trouxe a dentadura. Colocou-a na boca, deu uma arrumada na bicha e disse : Mais que "mucunzazim" mais gostoso!

A policia chegou e começou a cu de boi. Dr. Henrique Costa, primo de Lila era o presidente da Comissão Geral da Exposição naquele ano, se aproximou da mulher e pagou o mucunzá.

Foi então, que o Lila deu de garra da panela, botou  em cima de uma mesa e meteu a gritar: quem quer mucunzá, é de graça, hoje é por minha conta.

A negrada fez o "rodoró" em torno da mesa, cada um tirava uma porção e comia.

Serviam-se com a mesma colher, até que a dona da barraca disso a toda voz: 

Esse safado é muito é do sem vergonha, seboso, porco ele jogou a dentadura dentro da panela foi de proposito, ele merecia era uma boa surra.

Faltou lugar para a cabroada  vomitar.

E, diante daquela "vomitação" toda, Lila perguntava :

Oxente, o que foi? O mucunzá fez mal a vocês?

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