Órfã de pai aos três anos, a princesa Flor passou sua vida toda na Europa e morreu de maneira trágica antes de se casar com seu grande amor
Maria Amélia Augusta Eugênia Josefina Luísa Teodolinda Heloísa Francisca Xavier de Paula Gabriela Rafaela Gonzaga, ou simplesmente A princesa Flor, foi a única filha do segundo casamento de seu pai, dom Pedro I.
Nascida na França, ainda estava na barriga de sua mãe, D. Amélia de Beauharnais, quando o ex-imperador do Brasil rumou para Portugal tentar recuperar a coroa de sua filha mais velha, dona Maria II, que havia sido tomada pelo seu irmão mais novo, dom Miguel I.
Pedro I tem êxito em sua missão e consegue derrotar e exilar o irmão de Portugal. Entretanto, o conflito afetou sua saúde: havia contraído tuberculose. Meses depois, o ex-imperador, já em seu leito de morte por complicações da enfermidade, recebe sua caçula para um último afago: "Sempre fale a esta criança do pai que a amava tanto... Não se esqueça de mim... Sempre obedeça sua mãe... Esses são os meus últimos desejos”.
No início daquela mesma tarde, Maria Amélia vira órfã de pai com apenas três anos de idade.
Sua mãe, então viúva, jamais voltou a se casar e dedicou a vida a supervisionar a educação da filha. Apesar da certa instabilidade que tinham morando no Palácio das Janelas Verdes, não pertenciam à família real portuguesa.
Além do mais, a Princesa Flor jamais viajou para o Brasil e o governo brasileiro relutou por muitos anos a reconhecê-la como membro da Casa Imperial, afinal, havia nascido em território estrangeiro.