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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Arthur do Val: "Temos dois ladrões e um juiz, que inclusive prendeu um deles" - Redação O Antagonista.


Moro e o deputado Artur do Val. 

Em entrevista nesta terça-feira, Arthur do Val comentou a aliança entre MBL e Sergio Moro para as eleições de 2022. Como mostramos, o deputado e outros integrantes do movimento devem se filiar ao Podemos para disputar o pleito ao lado do ex-juiz.

Segundo Arthur, a aliança com Moro é natural, diante da polarização entre “ladrões”.

“Nós temos dois ladrões e um juiz. Nós temos o Bolsonaro, que para mim é um ladrão. Nós temos o Lula, que para mim também é outro ladrão. E nós temos o juiz que inclusive prendeu um deles. A nossa opção está muito clara. O apoio ao ex-juiz é quase espontâneo e natural“, afirmou ele ao UOL.

Questionado sobre a demora de Moro para deixar o governo Bolsonaro, Arthur afirmou que o papel do MBL não é julgar.

“Lá em 2019 nós já falávamos: ‘O Moro tem que sair do governo’. Eu não vou me justificar pelo Moro. A justificativa dele ali estava bem clara. 

Ele disse que, durante a trajetória dele, ele pode fazer grandes coisas, o que eu também confirmo. Foi uma questão de visão diferente em um momento em que estava tudo conturbado. Agora, eu não posso ficar apontando o dedo também para aqueles que demoraram um pouco para sair.”

O deputado afirmou ainda que o MBL também defendia a saída de outros integrantes do governo, como Paulo Guedes.

“Nessa época, inclusive, a gente acreditava que o Paulo Guedes também deveria sair. Claramente, mostrou que não tem a menor boa intenção o Paulo Guedes. 

Está lá passando pano para o que combateu a vida inteira, inclusive aumento de impostos e quebra de teto de gastos.”

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

MBL com Moro - Redação O Antagonista

 


O pessoal do MBL vai se filiar ao Podemos em 26 de janeiro.

Além de apoiar Sergio Moro, o MBL tem um candidato para o governo de São Paulo, Arthur do Val, e outro para o Senado, Heni Ozi Cukier.

Rubinho Nunes disse para a reportagem do UOL que o movimento vai se manter independente dentro do partido:

“A condição para a nossa filiação é justamente que a gente tenha liberdade para atuar e que a gente não fique adstrito, refém da decisão do partido. Independente da sigla, todos os membros do MBL são do MBL, não do partido. O partido é um meio que a gente utiliza para disputar as eleições”.

Com o MBL, Moro ganha um aliado de peso, sobretudo nas redes sociais, que são determinantes durante a pré-campanha.

A JANELA ESTÁ VIVA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

A janela foi a televisão de gerações passadas. Hoje, tudo mudou. A televisão matou a janela. Nelson Rodrigues.

É preciso dar uma pausa, logo no começo da crônica.

O próprio Nelson dizia que a pausa é até mais importante do que a palavra.

Afirmar que "a janela morreu" foi um dos exageros (como exagerava) do maior dramaturgo brasileiro.

Ao abrir a janela de um chalé, na praia da Lagoinha, me convenci de que a janela não morreu como permanente ponto de observação.

Pensei: vai dar um crônica.

A paisagem do mar aberto, através da janela, provocou nesse escriba um efeito epifânico.

Uma janela para o mar, como uma aquarela ou tela de cinema.

Uma dose na veia de liberdade plena, mostrando que a vida precisa de felicidade. E a felicidade precisa da vida

Somos sabedores de que a história desse País foi acompanhada em, grande parte, pela janela.

Revoluções, golpes, passeatas, desfiles cívicos, comícios, procissões e a banda cantando coisas de amor.

Ao pé da janela, floresceram, também, os namoros e a arte de falar mal da vida alheia.

Quem "deu mole" foi Carollina.

O tempo passou, com coisas belas pela janela e só ela, por desatenção, não viu.

No passado, tempo em que não existia a tv, nem a internet e o fio dental e os padres andavam de batina, a janela funcionou como uma espécie de periscópio.

Foi, também, um grande farol.

Da janela, observa-se a passagem da vida, no seu lerdo escoamento fluvial (olha o Nelson, de novo), como se fosse um rio.

A janela não morreu.

Como no tempo das velhas gerações, vamos continuar acompanhando a vida pela janela.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ataque de histeria - Por Carlos Alberto dos Santos Cruz.

 


A entrada de Sergio Moro no cenário politico acarretou a reação dos extremistas de direita e esquerda, dos viciados em dinheiro publico espalhados por todo o espectro politico ideologico que tem medo do combate a corrupção.

O Brasil precisa de um país diferente, um país com prosperidade, bem estar da alma. Um pais que agente tenha orgulho. Que seja honesto e integro. Que não tenha um presidente como Lula e Bolsonaro.

domingo, 16 de janeiro de 2022

O plano dos quadrilheiros contra Moro - Por Diogo Mainardi.

Os quadrilheiros e seus comparsas – de esquerda, de centro e de direita – planejam detonar a candidatura de Sergio Moro.

“Estão sendo preparadas denúncias bem fundamentadas contra diversos integrantes do Podemos, mas só serão disparadas quando ele não puder mais pular fora do partido”, diz O Globo.

Moro foi informado sobre as manobras dos quadrilheiros e não será surpreendido. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Crato era uma cidade rica de cultura e festivais - Postagem do Antônio Morais.


O Crato era uma cidade muito rica de cultura. Os jovens bem mais aplicados e comedidos dedicavam e ocupavam o seu tempo com estudos que iam das matérias escolares aplicadas pelos mestres a composições de musicas e a participação em festivais no final dos anos 60 e inicio dos anos 70.
“A nossa memória não se constitui de um momento para outro, mas, ao longo de um processo histórico e de vida, e assim, não é algo que se complete ou finalize, pois a alteração, a incorporação, a seleção e o esquecimento são características desse fenômeno. 
A música é apenas um dentre vários elementos constituidores e presentes em nossas memórias. Não é raro que, ao ouvirmos uma canção, ela nos transporte no tempo ao encontro de um ambiente – de trabalho, de estudo-, de uma situação vivida, de uma pessoa, de um evento. 
Isso ocorre se determinada música estiver ligada a alguma experiência de vida e que, por termos experimentado, tenha um significado para nós".
A grandeza dos festivais era proporcional a distinção e elegância dos apresentadores Heron Aquino e Gigi Maciel Lopes, foto.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Vampiros de si mesmos - Postagem do Antônio Morais.


"Petistas e Bolsonaristas brigam entre si. A disputa ganha um quê de briga de pátio de colégio. A tribo do Capitão diz que o PT roubou no mensalão e no petrolão.  A turma do "Lula Livre" aponta para Flávio Bolsonaro. E, pergunta : Cadê Queiroz?

É como se os fatos dessem razão aos dois lados. Como se dois erros dessem um acerto.

Enquanto os fanáticos se odeiam em praça publica cabe a imprensa cumprir o papel de imprensar expondo a hipocrisia generalizada. Por isso não é preciso odiar ninguém. Basta amar o país.

Quanto aos adoradores de defeitos alheios espera-se que abram os olhos, sob pena de acabarem chupando o próprio sangue, como vampiros de si mesmos".

20 anos de mentira, ludibrio, corrupção e desgoverno - Por Antônio Morais.

 


Bolso Lula representam, a fome, mortes, miséria, desemprego, ódio, o caos que o país vive. Esses seres repugnantes, só governaram pra família criminosa e comparsas marginais. 

Mantê-los no poder é cumplicidade!

Bolsonaro e Lula, são como, corda e caçamba um depende do outro, para continuarem no mundo do crime impunimente!

Bolso Lula e seus asseclas fanáticos! O que o Brasil fez pra merecer tamanha desgraça?

Personalidades prestimosas do Crato - Postagem do Antônio Morais.


Nascido em Gelsenkirchen, Alemanha, no dia 26 de Janeiro de 1916, Padre Frederico Nierhoff foi figura proeminente na cidade de Crato. Quando assumiu a Paróquia de São Vicente Ferrer – em 1948 – como segundo vigário, a igreja-matriz tinha proporções pequenas e acanhadas. Nos 20 anos nos quais administrou aquela paróquia (1948-1968), Padre Frederico comprou imóveis vizinhos ao templo e ampliou a igreja. Remodelou e ampliou, também, a casa paroquial dotando-a de ampla área anexa, uma espécie de área de lazer, destinada às crianças que se preparavam para a primeira comunhão. Construiu a Capela de São Miguel Arcanjo, hoje igreja-matriz da paróquia do mesmo nome.

Padre Frederico foi o oitavo filho de um casal profundamente católico: Hermann e Adolfina Nierhoff. Iniciou seus estudos teológicos em Oberhundem, transferindo-se depois para a cidade de Lebenhan Grave, na Holanda. Ainda estudante de Teologia – pertencente à Congregação dos Missionários da Sagrada Família – devido às incertezas da Segunda Guerra Mundial, deixou a Alemanha em sete de Março de 1938, com destino ao Brasil, onde deu continuidade aos seus estudos na cidade de Recife. Ali foi ordenado sacerdote no dia 1º de maio de 1941.

Antes de residir em Crato, exerceu atividades pastorais nas cidades de Picos e Pio IX (no Piauí), Saboeiro, Arneirós e Aiuaba (no Ceará). Em Crato, além de suas atividades no âmbito espiritual, construiu escolas, postos de saúde e capelas na zona rural na então vasta Paróquia de São Vicente Ferrer. Era um homem de grande dinamismo e enorme capacidade de trabalho. Deve-se ao Padre Frederico a construção de um conjunto de casas populares no sítio Malhada – que leva o nome da mãe daquele sacerdote, Adolfina Nierhoff – ainda hoje modelo de assentamento rural com geração de emprego e renda.

Nos anos 40 e 50 do século passado o Cariri cearense era conhecido no Brasil como um dos maiores focos de tracoma, infecção que afeta os olhos e, se não for tratada, pode causar cicatrizes nas pálpebras e cegueira. Padre Frederico selecionou voluntários da zona rural de sua paróquia para ajudar a "Campanha Federal Contra o Tracoma", iniciativa do Departamento Nacional de Saúde Pública. No início da década 60 essa moléstia tinha sido erradicada da zona rural do município de Crato.

Desgostoso com a redução da Paróquia de São Vicente Ferrer a um território de poucos quarteirões no centro de Crato, Padre Frederico desligou-se em 1969 da diocese de Crato e foi ser vigário de Custódia (Pernambuco) onde renovou a pintura interna e retelhou a cobertura da nave central da Igreja de São José, padroeiro daquela cidade. Apesar do pouco tempo em que ali foi pároco, ainda modificou e reformou a casa paroquial, comprou um prédio comercial e fundou o Lions Clube de Custódia. Dali saiu para ser pároco e vigário-geral da diocese de Floresta (PE), aonde no dia 31 de outubro de 1975 sofreu um enfarte enquanto dirigia um carro. Este, desgovernado, capotou ocasionando a morte do Padre Frederico.

Sua repentina e inesperada morte foi muito lamentada em Crato, onde o Padre Frederico trabalhou com dedicação e carinho juntos aos mais necessitados e onde possuía muitos amigos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Projeto do Sergio Moro - Por do Antônio Morais.

 


O crime do Sergio Moro foi trabalhar para o cumprimento da lei. A traição do Sergio Moro foi não compactuar com o crime nem proteger criminosos. 

A luta de Sergio Moro continua pelo fortalecimento do Estado brasileiro sem corrupção.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

"Todo dia é um show de besteira", diz Santos Cruz sobre Bolsonaro - Por o Antagonista.

O general Carlos Alberto Santos Cruz (foto), que apoia Sergio Moro, afirmou neste sábado (8) que Jair Bolsonaro faz um “show de besteiras” todos os dias. O ex-ministro foi questionado pelo jornal O Globo sobre a irritação do presidente com a recomendação do Exército para os militares se vacinarem contra a Covid.

“Eu vejo que as recomendações foram de caráter técnico e administrativo para organizar como enfrentar a pandemia no ambiente de trabalho, recomendação para que o pessoal não fique espalhando coisa falsa na internet sem ver a origem. 

Achei de muito bom senso, achei que o comandante fez o que o comandante tem que fazer, orientar o pessoal.”

“Sobre o presidente eu não vou nem fazer comentário nenhum porque é todo dia um show de besteira. Eu não vou fazer nenhum comentário sobre ele porque é perda de tempo.”

Como revelado por O Antagonista, portaria do comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, recomenda o retorno às atividades presenciais de militares e servidores somente após terem sido completamente vacinados.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

BEM AVENTURADOS OS LOUCOS "REMEXE BUCHO" E OS AVIÕES - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

João "Remexe Bucho", além de pedir esmola (mais comida), só recolhia papel e papelão em seus sacos.

O seu intuito não era o de vender para reciclagem. O sonho que alimentava em sua loucura era o de produzir aviões de papel de todos os tamanhos, para soltá-los nas ruas de Juazeiro do Norte.

Certa feita, por sugestão do comerciante Ivan Gondim, foi convencido a construir um enorme avião que decolaria da Serra do Horto, sobrevoando a cidade.

Morreu frustrado porque nunca conseguiu recolher o material suficiente para construir tão "potente aeronave".

João "Remexe Bucho" era resmungão. O saudoso médico Mário Malzone lhe garantia três refeições por dia.

Ainda assim ele reclamava: "Esse doutor é um ‘miserávi’. Quer matar o "nêgo véi" aqui de fome".

A ELEGÂNCIA DE "ZÉ INTERNADO”

A portar uma indefectível pasta OO7, "Zé Internado" era uma pessoa calma, educada e muito conhecida em Juazeiro do Norte.

Por conta de quem lhe doava roupas e calçados, andava rigorosamente bem vestido.

Às vezes, quando descia pela rua São Pedro, era confundido com fiscal da Fazenda, para desespero de comerciantes que não o conheciam.

Foi dele que ouví, há uns 50 anos, a frase: "Para ser doido, é preciso ter muito juízo".

Indagado sobre ser chamado de "Zé Internado' explicou: "Meu médico  disse que eu tinha a necessidade de ficar sempre internado. Daí, eu cumpro o que ele disse e ando sempre ‘internado’, de terno e gravata".

Se arrependimento matasse - Por Antônio Morais.

Fico aqui imaginando se arrependimento matasse, o que estariam pensando as dezenas de pessoas que fizeram parte do desgoverno corrupto do PT, Lula, Dilma e toda cambada de aliados.

Aqueles que fizeram delação, confessaram seus crimes, devolveram milhões e agora estão vendo a justiça inocentando os principais beneficiários da ladroagem.

O que passa na cabeça do Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobrás, Sergio Machado, presidente da transpetro e Antônio Palocci ministro da fazendo do Lula.

Citando esses três porque a soma dos valores devolvidos chega a uma média de 120 a 160 milhões da reais cada.

Como Sergio Machado se sente ao ter devolvido milhões e vê o STF inocentar a cupula do PMDB  Renan, Romero, Jader e Temer e a cambada toda a quem ele serviu?

E o Palocci que devolveu uma das maiores fortunas e vê o Lula  nadando  por aí a fora como inocente. Cada dia um minitro do STF libera um réu de seus crimes. 

domingo, 9 de janeiro de 2022

"Enfrentei bandidos perigosos, e a família Bolsonaro é irrelevante", diz Moro - Por o Antagonista.

O pré-candidato à Presidência foi questionado se teme o presidente e os filhos durante a campanha, que vivem atacando o ex-juiz.

O ex-juiz e pré-candidato Sergio Moro afirmou em uma entrevista à Rádio Arapuan FM, da Paraíba, que enfrentou muitos bandidos perigosos, e que a família Bolsonaro é irrelevante.

“Eu fui juiz por 22 anos, lidei com crime organizado. Tenho uma vida, me envolvi em situações de risco e cumpri meu dever. Não houve ministro da Justiça que combateu mais rigorosamente o crime organizado”, disse.

Moro lembrou dos atos do PCC.

“Aquele PCC, em atos terroristas em 2006, não aconteceu nada com eles, continuaram em São Paulo. A primeira coisa que fizemos foi transferir pra presídios federais. Aquilo que acontecia que no passado, de organizações aterrorizando ônibus, acabou. Se eu fiz tudo isso, vou ter medo de família de Bolsonaro? Para mim, essas pessoas são irrelevantes, totalmente irrelevantes”.

Nas redes sociais, Moro disse que já julgou bandidos perigosos, inclusive traficantes internacionais. “Se nunca tive medo de enfrentar criminosos, não serão ofensas ou ataques mentirosos que irão me assustar”.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Bolsonaro e Lula, dois defuntos putrefatos - Por Antônio Morais.

Bolsonaro e Lula já estão em estado de putrefação, quem está abanando o fedor é a mídia vendida e os criminosos de colarinho branco que vivem da corrupção e ladroagem  que os dois patrocinam. 

Só existe uma maneira de desratizar o Brasil.

Moro Presidente.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Os Macedos - Postagem do Antônio Morais.

Melito Sampaio Alencar e seus irmãos, Brigadeiro José Sampaio Macedo e Dr.Otacílio Macedo são responsáveis pelas melhores estórias do Crato.

Todos muito inteligentes, dotados de um humor irônico, sarcástico.O Melito contava suas piadas ou fazia suas presepadas extremamente sério. Não ria de forma nenhuma. Só interiormente!

Costumava fazer ponto na Praça Siqueira Campos pela manhã. Era produtor, dono de engenho.O Brigadeiro era reformado da Aeronáutica, tendo sido o primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza. Participou da Revolução de 32, como legalista, combatendo as forças paulistas com ataques aéreos.  

Em 1934 comandou uma tropa de 54 homens que tentou prender o famoso Lampião.

Chegou a travar tiroteio, sendo atingido no tornozelo, deixando-o com uma seqüela. Lembro-me, bem menino, tê-lo visto fazendo rasantes no Crato, dando “loops” e “parafusos”. Voava quase na vertical, parava o motor e o avião vinha caindo em parafuso. Era a chamada “folha seca”. 

Tudo isso em teco-teco! Aliás, o primeiro pouso de avião no Crato foi na década de trinta, pilotado pelo Brigadeiro.O avião ainda estava taxiando, quando populares correram para junto do avião.

Um deles, parente do Brigadeiro, foi degolado pelo avião. Outra façanha do Brigadeiro foi estabelecer as bases para a implantação do Correio Aéreo Nacional, juntamente com o Marechal Casimiro Montenegro Filho. 

Enquanto o, então, tenente Montenegro vinha estabelecendo as bases do sul para o Ceará, o Brigadeiro fazia o percurso contrário. Também era produtor, no Crato, dono de engenho.

O Dr. Otacílio foto era médico, excelente orador e jogador profissional de baralho. Mas a sua grande vocação mesmo era o jornalismo. Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Cultural do Cariri. Ficou famosa a entrevista que ele conseguiu com o Lampião, quando esteve em Juazeiro do Norte. Foi a melhor entrevista concedida pelo famoso cangaceiro. Os irmãos Macedo tinham mesmo uma tendência a envolver-se com o Lampião...

Brigadeiro e Melito.

O interessante é que não se falavam entre si, mas não deixavam de participar das conversas, na praça. Com um detalhe: para se dirigirem um ao outro, precisavam de um “intérprete”. Caso o Brigadeiro quisesse dizer alguma coisa para o Melito, falava para o “intérprete”. 

Este repetia tudo, mesmo estando a uma distância de menos de meio metro um do outro. Em seguida o Melito respondia, e o “intérprete” repassava para o Brigadeiro. O Luís conviveu muito de perto com todos eles. Recorda-se com muito carinho das estórias dos Macedo.

O Brigadeiro José Macedo fez muita história no Crato. Era uma figura polêmica e não fazia questão de contemporizar. Não gostava nem um pouco do Padre Cícero. Por isso diziam que ele havia bombardeado o acampamento do Caldeirão, do Beato José Lourenço, apadrinhado do Padre Cícero.

Fonte: http://sonocrato.blogspot.com/

Debalde, quase debalde. - Por Antônio Morais.

 


"A criancinha que ia de banco em banco, estendendo a mãozinha e recebendo acenos negativos de não. Ela queria desejar paz a cada fiel e não estava pedindo esmola.

Enquanto estudei e vivi entre vocês, sempre, sempre estendia a mão, desatava a minha voz, dizia verdades para agrado de uns e desprazeres de outros.

Como a criancinha, a minha mão aberta era um pedido de esmola, minha voz ativa era uma blasfêmia. O silêncio era a indignação.

No silêncio de uma igreja era confundida a intensão da pequenina, mas no meio universitário estava tudo claro quando eu falava. 

Debalde. Quase debalde.

Sim, porque eu tenho certeza que muitos entenderam minhas palavras, minhas mensagens".

A realidade é Moro - Por Diogo Mainard.

 A fantasia da Terceira Via tem de acabar. É preciso encarar a realidade.

“O entorno político de Rodrigo Pacheco anda desanimado com sua candidatura à Presidência da República”, diz O Globo.

“A avaliação de deputados próximos ao presidente do Senado é de que o lançamento da candidatura de Sergio Moro ocupou o espaço que restava além da polarização, sobrando poucas chances para outros nomes”.

De fato, não há outro candidato possível para a Terceira Via: ou é Moro, ou é Moro.

Podem me acusar de ser sectário, podem me acusar de ser pouco imaginoso, mas não consigo vislumbrar um candidato capaz de enfrentar o pesadelo bolsonarista e o pesadelo lulista, exceto Moro.

Depois de terminar meu expediente em O Antagonista, vou escrever sobre isso para a Crusoé.  O sonha da Terceira Via tem de acabar imediatamente. É preciso acordar para a realidade – e a realidade é Moro. 

PAISAGEM CEARENSE NO FUTEBOL NORDESTINO - Por Wilton Bezerra comentarista generalista.

 


Até chegar ao Campeonato Brasileiro, em que serão os únicos representantes do futebol nordestino, Ceará e Fortaleza terão que enfrentar o sol de outras competições.

Estadual e Copa do Nordeste ,para "tomar chegada" e, aí, bem mais depois, Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.

Embora atraente, pelo valor das competições, esse calendário não deixa de ser indecente, pelo desgaste à vista.

Saneados financeiramente, profissionalizados e com planejamento estratégico, alvinegros e tricolores criaram uma inteligência de times médios.

Os dois estão consolidados na elite. Assim como na vida, o futebol dá muitas voltas.

Não será com excesso de certezas que as posições alcançadas estarão mantidas.

No futebol de hoje, não há mais paciência para derrotas e comportamento irregular.

Virou um jogo de vida e morte, onde o sucesso tem que ser obtido a qualquer custo.

Além de manter os seus melhores valores de elenco, os times precisam cortar o excedente, como em uma poda de árvore.

Da prancheta para o campo, a palavra vai ficar com Tiago Nunes e Vojvoda. Esquemas com alternâncias táticas, base sólida na troca de passes e uma bem estruturada opção para contra-golpes, em certas ocasiões. Diversidade tática obrigatória.

O sistema de jogo só perde em importância para sua fiel aplicação, seja ele qual for.

De resto é se preparar emocionalmente para os períodos de trepidações de uma longa campanha.

"Sebo nas canelas" que a caminhada é longa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

“Acho que o Moro precisa se unir a um grande partido” - Por o Despertador do Diogo.

 


Foi o que disse Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, em conversa com a Folha de S. Paulo.

“Só com o Podemos, por mais que a imagem dele seja muito boa do ponto de vista pessoal, ele tem ainda uma exposição fraca politicamente. Ele é visto pelo eleitor não como um candidato, mas como uma personalidade do mundo jurídico. Precisa transformar esse ativo em eleitoral, coisa que não fez ainda. Precisa de um partido grande, e o União poderia dar essa estrutura, mas não dá para perder muito tempo”.

Marcos Cintra, que foi demitido por Jair Bolsonaro, assim como Sergio Moro, é conselheiro de Luciano Bivar. Ele disse também:

“Estamos começando a nos colocar à disposição do Moro. Ele tem conversado bastante com o nosso presidente Bivar. E a ideia é nos aproximarmos. Ele já tem o grupo dele, comandado pelo Affonso Celso Pastore, então, ficamos de discutir”.

Ele está certo: para derrotar o bolsonarismo e o lulismo, Moro precisa urgentemente de gente capaz de fortalecer sua candidatura e, em seguida, governar. Não é uma questão de dinheiro ou de tempo de TV, e sim de discurso e estratégia.

VOCÊ MUDOU DEMAIS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O título da crônica nos remete à uma música dor de cotovelo. E tem a ver com o Juazeiro do Norte de hoje.

A Terra do Padre Cícero, movida por uma coisa chamada progresso, mudou demais.

Sua paisagem se transformou quase por completo, nos últimos 40 anos.

As ruas secundárias viraram corredores comerciais. Suas antigas e tradicionais lojas mudaram de donos e de nomes.

Na visita que faço à "Meca do Cariri", há momentos em que me sinto um estranho em minha cidade.

Juazeiro, vou lhe confessar, surpreendido, que quase não conheço mais suas esquinas.

“Você mudou demais”, como diz a canção.

A sensação é de flanar num lugar que já foi nosso.

Como digo ao amigo Renato Casimiro, "perdemos o controle" sobre "Capital da Fé".

Ao caminhar pela rua São Pedro, artéria principal do setor de comércio, admirado fico com sua movimentação, mas não vejo um rosto amigo.

Até parece que a população mudou completamente.

As pessoas amigas não estão mais onde deveriam estar. Os antigos pontos de encontro se foram. Sou aconselhado a encarar isso com naturalidade.

O que permanece inabalável é a fé religiosa e a vocação para o trabalho. Por isso mesmo, Juazeiro não para de crescer.

Trotsky, como ser humano pouco apreciável, acertou no alvo, quando mandou: "Na vida tudo muda, só o que permanece é a mudança".

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Corrupção o mesmo fenômeno - Por Josias de Sousa.

A familia Bolsonaro prosperou na vida pelo trabalho duro. Trabalho do contribuinte brasileiro ou seja o desvio de nacos do salário de servidores e o assalto de bilhões das arcas da Petrobrás corrupções do mesmo fenômeno.

Alguém já disse  que familia  é como variola,  agente tem quando criança  e fica marcado  pro resto da vida.

Na organização familiar dos bolsonaros  quem sai aos seus  não endireita.  O pai abriu  o caminho na politica e instituiu uma especie de filhocracia. Nesse regime particular os bolsonaros não se sentem pessoas publicas.

O pais é que lhes atrapalha a vida privada. O clã Bolsonaro luta para salvar o país, o Brasil não só piorou, mas as finanças  da familia presidencial não param de melhorar. 

É Razoável Crer?

 

 
Nesta tarde, Cristo do Calvário, venho pedir-te por minha carne doente mas, ao ver-te, meus olhos vão e vem de teu corpo com vergonha.
Como vou queixar-me de meus pés cansados quando os teus estão destroçados?
Como mostrar minhas mãos vazias, quando as tuas estão cheias de feridas?
Como explicar-te minha solidão, quando estás só, pregado no alto da cruz?
Como explicar-te que não tenho amor, quando vejo teu coração rasgado?
Agora já não me lembro de nada, fugiram de mim todas as minhas dores.
O ímpeto da súplica que eu trazia afoga-se em minha boca imóvel.
Só quero pedir-te, para não pedir nada, estar aqui junto à tua imagem morta e aprender que a dor é somente a chave santa de tua santa porta.
Amém 

Postagem original: Via Mariana Bueno Lopes / No Caminho de Compostela

Reflexões sobre o bicentenário da nossa independência -- 2

O regime republicano promoveu perseguições aos monarquistas

    No campo das leis, tão logo foi instalado o novo Governo Provisório republicano - decorrente do golpe militar de 15 de novembro de 1889 -  este promulgou o Decreto nº 85, criando um tribunal de exceção, para julgar – em corte marcial – sumariamente, qualquer pessoa que ousasse modificar a forma de governo recém imposta ao povo brasileiro. E nas sucessivas 5 (cinco) efêmeras constituições republicanas (promulgadas em de 1891, 1934, 1937, 1946 e 1967) sempre constou uma cláusula pétrea proibindo qualquer tentativa de modificar a forma de governo republicana. A única exceção foi a atual e vigente Constituição de 1988. Veio,com esta última Carta Magna,  o indulto para os monarquistas terem liberdade de expressarem suas ideias. Os monarquistas foram, assim, os “últimos anistiados políticos do Brasil”.

     Ademais, desde os primeiros tempos do novo regime, com mais intensidade no segundo governo, chefiado pelo Marechal Floriano Peixoto, as autoridades republicanas promoveram violenta repressão à ideologia monárquica. Essa perseguição chegou a custar a vida de muitos patriotas brasileiros. Dentre eles citamos com profundo respeito:  o Almirante Saldanha da Gama (morto em Campo Osório); o Marechal Barão de Batovi – herói da Guerra do Paraguai – fuzilado com seus companheiros monarquistas no Estado de Santa Catarina. 


Acima, memória da  Revolta da Armada, movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra os dois primeiros governos republicanos do Brasil (leia-se Marechais Deodoro e Floriano Peixoto), por estes terem adotados feições de uma ditadura militar.O líder do movimento, Almirante Saldanha da Gama foi assassinado, pela tropas republicanas, na batalha de Campo Osório, no Rio Grande do Sul.

       Acrescentem-se à lista os trucidamentos perpetrados contra o Barão do Serro Azul e seus aliados, no Paraná; o Coronel Gentil de Castro, assassinado, após longa prisão, no Rio de Janeiro.  Também foram trucidadas, em ocasiões diversas, dezenas de ex-escravos negros, entusiastas da Princesa Isabel, quando saíam às ruas dando vivas à Redentora. Citamos ainda o Genocídio de Canudos, promovido pelos fanáticos republicanos no sertão da Bahia. Nesta página negra da nossa história, uma população inteira de sertanejos, fixada no vilarejo de Belo Monte (onde vivia a trabalhar e rezar) foi dizimada, nas três expedições militares consecutivas, deslocadas do Rio de Janeiro para promover esse massacre.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

domingo, 2 de janeiro de 2022

Bolsonaro prepara-se para a derrota - Por Diogo Mainardi.

 


“Os estrategistas de Jair Bolsonaro acham que a entrada de Sergio Moro no cenário presidencial tirou-lhe qualquer possibilidade de buscar o voto da ‘direita moderada’ no primeiro turno”, diz o Estadão.

Por esse motivo, o sociopata vai tentar garantir os votos da direita aloprada – uns 15% do total – e somar outros 10% de antipetistas.

É o plano perfeito para entregar o Palácio do Planalto a Lula, que sempre trabalhou para manter Jair Bolsonaro no páreo. A estratégia do sociopata, de fato, não é se reeleger, e sim conservar um cacife eleitoral capaz de tirá-lo da cadeia, assegurando-lhe alguma forma de imunidade.

SOBRE O CLUBE EMPRESA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O lado conservador, ainda existente no esporte, berra contra o clube-empresa.

"Futebol não é para dar lucro. Isto é uma aberração !" Este é o pensamento de uma das vertentes que não absorvem a ideia do futebol como negócio da indústria do entretenimento.

"Time de futebol não se destina a dar lucro e tem um único dono: a torcida". Essa visão, romântica ou não, ainda encontra muitos defensores.

Pensado apenas como negócio, com jogadores e clubes transformados em produtos,  imagina-se o futebol destruído na sua dimensão lúdica e simbólica.

Fato é que a compra do Cruzeiro por Ronaldo Fenômeno assanhou o ambiente esportivo.

Se tivermos uma febre de negócios com clubes, igual a que se registra com a contratação de técnicos estrangeiros, a coisa vai ferver.

Mesmo sendo uma panaceia de poucos receituaristas, já se tem times de tradição ensaiando uma aterrissagem na receita.

Como se trata de uma nova maneira de gestão, bate um ceticismo não desprezível.

No meu caso só desejo que não me tirem um campo, onze de cada lado e uma bola.