quinta-feira, 17 de setembro de 2026

BRIGA NA PROCISSÃO - Chico Pedrosa



Quando Palmeira das Antas pertencia ao Capitão Bento Justino da Cruz, nunca faltou diversão: Vaquejada, cantoria, procissão e romaria sexta-feira da paixão.

Na quinta-feira maior, Dona Maria das Dores no salão paroquial reunia os moradores. E ao lado do Capitão fazia a seleção de atrizes e atores. O papel de cada um o Capitão que escolhia. A roupa e a maquilagem eram com Dona Maria.

O resto era discutido, aprovado e resolvido na sala da sacristia.Todo ano era um Jesus, um Caifaz e um Pilatos. Só não faltavam a cruz, o verdugo e os maus-tratos. 
O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor, Caifaz foi Cipriano, Pilatos foi Nicanor. Duas cordas paralelas separavam a multidão. Pra que pudesse entre elas caminhar a procissão.

Cristo conduzindo a cruz foi não foi advertia pro centurião perverso que com força lhe batia. Era pra bater maneiro mas ele não entendia. Devido a um grande pifão que bebeu naquele dia. Do vinho que o capelão guardava na sacristia.

Cristo dizia: ôh, rapaz, vê se bate devagar, já estou todo encalombado, assim não vou aguentar. Tá com a gota pra doer, Ou tu pára de bater ou a gente vai brigar.

O pior é que o malvado fingia que não ouvia, e além de bater com força ainda se divertia. Espiava pra Jesus fazia pouco e dizia : Que Cristo frouxo é você, que chora na procissão, Jesus pelo que eu saiba não era mole assim não.

Eu tô batendo com pena, tu vai ver o que é bom na subida da ladeira da venda de Fenelon. O couro vai ser dobrado. Daqui até o mercado a cuíca muda o som.

Naquele momento ouviu-se um grito na multidão Era Quincas que com raiva sacudia a cruz no chão e partia feito um maluco pra cima de Bastião, se travaram no tabefe, ponta-pé e cabeçada. Madalena levou queda, Pilatos levou pancada. Deram um bofete em Caifaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada.

Desmancharam a procissão, o cacete foi pesado. São Tomé levou um tranco que ficou desacordado. Deram um cocorote na careca de Timóti que até hoje é aluado. Até mesmo São José, que não é de confusão, na ânsia de defender o filho de criação aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão.

A briga só terminou quando o Doutor Delegado, interviu e separou: cada Santo pro seu lado. E desde que o mundo se fez, foi essa a primeira vez que Cristo foi pro xadrez, mas não foi crucificado.



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

• PARA SER GRANDE JOGADOR - Não basta ser grandalhão e forte para ser um grande jogador. Fosse assim, Messi nem jogaria. É preciso ter, em proporções variáveis, habilidade, técnica e criatividade. Para completar: ser emocionalmente forte. 

• OS AMORES DE NELSON RODRIGUES - No futebol, Nelson Rodrigues teve dois grandes amores: a seleção brasileira e o Fluminense.

"Se entra em campo com o nome do país e com o fundo musical que é o nosso hino. Então, é a pátria de chuteiras", dizia sobre a seleção.

A respeito do tricolor carioca, ia mais longe: "Se o Fluminense jogasse no céu, morreria para vê-lo jogar".

Aí, é amor demais.

• DISSONANTES - No Brasil, quem emite opinião é logo chamado de traíra, adesista, vendido. Ou acusado de levar algum, de ter sido cooptado. Os acusadores medem os outros por eles mesmos. Uma pessoa de convicções profundas é incapaz de mudar de opinião diante de contradições profundas, imune a evidências e argumentos racionais. Dissonância cognitiva.

• A FRASE - Um jeito para o Brasil? Quando pararmos de fingir que está tudo bem. 

Cerimônia da Outorga da Comenda Dr. Aluisio Máximo de Menezes.

 

Convite.

Fundamentação.

Agraciada Dra Ana Micaely Brito de Morais.

Aliados de Lula e Moraes fizeram o diabo para o STF não investigar indícios de crimes - Diario do Poder, Claudio Humberto.

 

Estátua "A Justiça" em dia de vergonha alheia - Reprodução das redes sociais.

Como previsto, a bancada governista no STF fez o diabo para atrasar e até “melar” a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram horas discutindo, ofendendo, tumultuando, tudo para evitar decidir sobre investigar o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro de hábitos mafiosos Daniel Vorcaro. Flávio Dino, “líder” dessa bancada, falou durante hora sobre questão preliminar, tentando criminalizar o ministro André Mendonça, que expôs o caso publicamente.

Monopólio do tempo

Gilmar Mendes foi outro ministro que usou e abusou do microfone da sessão de ontem do STF. Não avaliar o principal parecia ser o plano.

Outra característica

Coube a Mendes alguns momentos espantosos, com agressões desnecessárias contra André Mendonça, que apenas fez o certo.

Auge do vexame

Para que a sessão se caracterizasse como das mais vexatórias da História, Moraes votou em favor dele mesmo, o “réu” dessa história.

O crime venceu

Ontem certamente foi a vez de Vorcaro gargalhar, com as presepadas no STF que enfraquecem a Justiça e fortalecem o crime no Brasil.

Pedro Felicio Cavalcante - Honra e Gloria do Crato


Professor, economista e poeta, Pedro Felício Cavalcanti nasceu em Ipu-CE a 05 de Julho de 1905 e faleceu em Crato a 27 de Agosto de 1991.
Filho de José Raimundo Felício Cavalcanti e Maria Madalena Felício Cavalcanti. Veio para o Crato aos 13 anos de idade para estudar no Seminário São José e integrou aos 17 anos a Academia dos Infantes de Letras. Foi para a capital Fortaleza para formar-se no Curso Superior da Escola Caixeiral, retornando ao Crato para assumir a direção da Associação dos Empregados do Comércio, fundou o Banco Caixeiral onde gerenciou até sua morte. Durante anos lecionou e dirigiu, com rigor e eficiência, a Escola Técnica do Comércio do Crato por 50 anos. Fundou a Faculdade de Ciências Econômicas; Idealizou e construiu a Faculdade de Direito e o Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti; o Externato 5 de Julho; dentre outros. Lutou pela implantação da Universidade Regional do Cariri. Prefeito eleito por duas vezes, trabalhou para eleger deputados estaduais, governadores e senadores da república. Ficou conhecido como político honesto pelo Brasil inteiro pela transparência do seu governo, pois diariamente difundia o balanço das contas municipais. Trouxe muitas benfeitorias para a cidade dentre as quais destacamos: Quadra Bi-centenária; estação Rodoviária; estrada do Granjeiro; eletrificação Rural; SAAEC; Associação Rural do Crato; Mercado Central; dentre outras. Na festa do Bi-centenário da cidade convidou o Presidente Castelo Branco para inaugurar a Praça da Sé. Este, ao retornar ao Rio de Janeiro, presenteou a cidade com o título de Cidade Modelo e declarou que tinha grande honra de ter Pedro Felício como amigo, por ser ele um exemplar defensor do patrimônio público. Fundador da Exposição Agropecuária do Crato, presidiu por diversas vezes o evento. Criador das raças Zebuínas, ganhou diversos prêmios, taças, diplomas e troféus. Introduziu na região do Cariri a criação de raças puras: Nelore, Gir, Indu Brasil, além da criação de cavalos de puro sangue inglês, caprinos e ovinos. Foi pioneiro, no interior, na aplicação do método de inseminação artificial do gado vacum e carneiros. Casou-se com Ailza Gonçalves Felício e teve duas filhas: Naylée Gonçalves Felício e Marilée Gonçalves Felício que lhe deram mais de dez netos. Figura ilustre também deixou sua marca na literatura. Um dos seus escritos; visões, que aqui registramos; o qual supomos que tenha escrito em homenagem a falecida esposa, gravará para a posteridade o pensamento vivo do saudoso Pedro Felício Cavalcanti.

Saudades - Por Dr. José Bitu Moreno

“O vôo das andorinhas no céu azul, de nuvens brancas. A igreja no espaço retangular, como o quadro de uma santa, vestida em azul e branco. O sol refletindo-se nas pedras das ruas...”
A voz pelo telefone murmurando:
”Nosso primo e amigo morreu”.
Ele, o moço alegre, talentoso, elegante, o bom primo, companheiro de tantas farras. Parecíamos eternos na nossa juventude. Depois soprou o vento de outono, espalhando folhas, transportando-nos, sementes, que onde caíram seguiram o codificado ciclo, semeando a vida, escrevendo a repetida história. Algumas não resistiram e caíram mais cedo, nas águas do mar, no deserto escaldante, ou nas neves eternas das montanhas.
“O vôo das andorinhas desenhando em minúsculos pontinhos pretos as tardes da nossa infância, o cruzeiro da igreja, as ruas de calçamento polido que se alongavam até Recife, até Fortaleza, até São Paulo...”
Ele se foi então, como outros tantos, não aguentou a barra, sequer se despediu. Outro foi vítima da violência gratuita e irresponsável, que varre o Brasil como um vento mau. Seus retratos o vento sopra adiante no céu de lembranças, na manhã petrificada, no cruzeiro de madeira enegrecida, enquanto os sinos badalam e uma lenta procissão atravessa a antiga Rua Major Joaquim Alves.
As ruas de pedras polidas por onde seus passos correram ligeiros e de onde um dia partiram, agora os recebe de volta.
As pipas coloridas estão desaparecendo dos céus.
As andorinhas se recolheram aos campanários.
No interior da velha igreja azul, os santos rezam em vigília.
Deus proteja as nossas crianças.
José Bitu Moreno

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Dia D no STF: o Supremo julga a si mesmo. Quem ganha ou perde? - Diario do poder.

Hoje não é uma terça-feira qualquer. O julgamento no STF, a partir das 10 horas, dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes (este será em 23 de setembro) não apenas decidirá questões complexas, mas demonstrará como a Corte administra seus conflitos internos. No cenário convergem o direito e a política. Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, e Moraes, frequentemente associado ao enfrentamento ao bolsonarismo, chegam ao plenário com simbolismos, que ultrapassam o mérito jurídico.

Desde a redemocratização não houve um momento tão delicado. Não se fala de disputa política, ou julgamento de rotina da Suprema Corte. Estará a prova a estabilidade ou não dos alicerces da nossa Democracia. Claro, que ainda não se conhecerá o julgamento final, porém serão dados os primeiros passos sobre a capacidade da República reafirmar os limites constitucionais dos seus próprios fundamentos. As instituições estão pressionadas, a sociedade divide-se e o STF assume o epicentro de uma crise, que envolve partidos e grupos políticos, em pleno processo eleitoral.

Equilíbrio de Fachin

Por tudo isso hoje é um Dia D. O STF terá a palavra. A Nação irá ouvi-lo. Cabe reconhecer o equilíbrio do Presidente Fachin, que é um pressuposto essencial. Ele sabe que a decisão a ser prolatada não será para agradar plateias ou responder a pressões das redes sociais. O papel do Juiz não é ser governo ou oposição. Juiz decide o destino de pessoas humanas sob o amparo da Constituição e sustenta a confiança da sociedade no Estado de Direito. É essa a missão do STF: decidir com independência e fidelidade ao Direito, em momento a ser lembrado pelas gerações futura.

Quem ganha ou perde

A pergunta que pode calar o país é: quem ganhará, ou perderá? Mas, talvez estas sejam perguntas erradas. Em certos momentos da história, não se trata de saber quem vence, ou perde, mas de verificar se as instituições permanecem de pé, após a tempestade. O saldo político, por estarmos em plena ebulição eleitoral, dependerá das versões públicas após a decisão. Flávio Bolsonaro tende a ganhar se Mendonça demonstrar firmeza, reforçando a percepção de coerência e independência em relação às pressões externas. Lula tende a ganhar se Moraes sair fortalecido, mantendo a imagem de um Tribunal defensor das instituições

Feitiço contra feiticeiro

Há um aspecto especifico a ser analisado. A recente fala de Lula, ao declarar que “ladrão tem que pagar”, foi uma tentativa de se colocar acima das disputas políticas e neutralizar críticas sobre eventual complacência com os investigados. Note-se, que palavras têm custo. Ao se posicionar dessa maneira, o Presidente estabelece uma régua moral que não se aplicará apenas aos adversários. Terá que ser aplicada aos familiares e correligionários. Caso assim não ocorra, o “feitiço” pode virar contra o feiticeiro, transformando uma aparente vantagem em passivo político.

Julgamento também do STF

Por fim, cabe observar que o STF também será julgado nesta sessão. Não para ser extinto, nem para sofrer qualquer abalo em seu papel de guardião da Constituição, mas para provar, na prática, que é capaz de resolver suas próprias divergências sem se render a elas. A democracia não foi feita para dias tranquilos. Ela foi feita, sobretudo, para os dias difíceis. Nesta terça-feira, não vence Lula. Não vence Bolsonaro. Não vence Moraes, nem Mendonça. O que está em julgamento é maior do que qualquer nome, maior do que qualquer toga.

Vence ou perde a República.

Ney Lopes- jornalista, advogado e ex-deputado federal.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A peneira, o trigo e o joio - Percival Puggina

 

Durante séculos, as peneiras foram utilizadas para separar o trigo do joio que o acompanhava nas colheitas. Bem mais recentemente, quando a política se tornou sensível ao consentimento das multidões, as velhas peneiras, agitadas em discurso, passaram a ser usadas para obscurecer o sol dos fatos.

Nestes casos, elas funcionam como uma espécie de último recurso, que como bem sabem os advogados, ainda é um recurso. Vá que cole. E muitas vezes cola mesmo, contando com a saliva dos discursos, a credulidade dos ingênuos, o companheirismo dos companheiros, o marketing dos marqueteiros e com aquele jornalismo que divulga a notícia sem sequer espiar os fatos, esses ofuscantes inoportunos, desde a janela da redação.

A semana foi marcada pela vigorosa incidência da luz solar dos feitos, fotos e fatos sobre as instituições nacionais. As 218 páginas do relatório da PF foram suficientes para fazer carne de sol dentro de um frigorífico. Já no horizonte, ele continuou incendiando o cenário quando o presidente do Senado Federal, interpelado, rotulou como anormal haver tantos pedidos de impeachment de ministros do STF. Para Alcolumbre, anormal era isso e não os eventos que motivaram tais arrazoados, nem sua obstinada decisão de não colocar em tramitação unzinho sequer dos 109 documentos de denúncia por crime de responsabilidade apresentados à Casa que, com sua fisionomia lenhosa, ele preside.

O sol ainda ardia no horizonte quando um fotógrafo abelhudo capturou a cena: finda a sessão do pleno do STF sem que o fato mais grave da história do Judiciário brasileiro fosse sequer mencionado – haja peneira! – quatro ministros, às gargalhadas, divertem-se com algo. Não importa o motivo, não era hora de piadas. A cena está menos para o Baile da Ilha Fiscal seis dias antes do golpe contra a Monarquia e mais para Nero dedilhando as cordas de sua cítara ante o incêndio de Roma, pois tampouco aquela era hora de lazer! Desconcerto inqualificável. Síntese perfeita de realidade deplorável.

Ao longo deste século, enquanto se ia consolidando a maioria de indicações petistas para vagas surgidas no Supremo Tribunal Federal, um pingo de discernimento permitia antever que o ativismo e a politização iriam corroer aquele organismo, levando junto a instituição. Isso integra a própria natureza da ideologia que se foi tornando dominante. É como as raízes que entrelaçam o joio ao trigo. Uma instituição, qualquer instituição, merece esse nome se, e enquanto tiver uma chancela de consentimento que vem do passado, concedida a algo virtuoso; se for reconhecida como parte do bem comum e anterior e superior à própria norma que a instituiu.

Para esclarecer melhor: a instituição não está às gargalhadas. Ela deplora e chora. Chora e deplora porque acreditou em leis que nascem da representação política, e assim, ao cumpri-las, o cidadão não reduz sua dignidade pois está obedecendo a si mesmo. Quando os órgãos que operam essas duas instituições se autodestroem ou corrompem, o cidadão vê crescer a própria responsabilidade em separar o trigo do joio na eleição que tem pela frente.

RESGATES NOSSOS - ANTONIO ALVES DE MORAIS


ANDRÉ BATISTA DE MENESES - UM HOMEM VIRTUOSO.

Certa vez estava no meu  escritório, em Crato, cuidando de alguns afazeres e ouvi duas pancadas na porta. Do meu lugar respondi: pode entrar. Era o meu amigo, parente e camarada André Meneses. Deu bom dia, me cumprimentou e passou a comunicar-me um problema que o afligia no momento. Antônio, estou precisando de um favor seu. Trouxe uma boiada de Araguaina - TO para Juazeiro do Norte, e quando  foram descarregar um touro atingiu um rapaz e o deixou todo quebrado. Sei que não tenho responsabilidade com o problema, trata-se de um servidor da prefeitura, mas não quero voltar para Várzea-Alegre sem  mandar prestar o atendimento  medico adequado. 
Preciso que você me indique um medico ou hospital para eu tomar esta providência. Eu olhei para aquele homem  sisudo, carranca fechado, concentrado e vi uma alma de brandura impar escondida no seu interior. Fomos ao Hospital de Fraturas com o rapaz, o Dr. Gualter  Alencar  fez raio X diversos e outros procedimentos. Felizmente resultou em duas costelas e uma mão quebrada. Depois de atendido fomos deixá-lo em casa, o André Meneses  entregou o dinheiro de fazer uma feira e me disse: vamos Antônio, já  fiz minha parte, preciso chegar logo em Várzea-Alegre. André Meneses, foi um homem virtuoso, generoso e bom.

O JOGO DE VOLTA.

Na décado de 50 do século passado, o Otacílio Correia era dirigente da liga desportista de Várzea-Alegre. Nosso selecionado devia uma partida ao selecionado de Cariús e combinou o dia de fazer o jogo de volta. Foi disponibilizado o carro de José Odmar para fazer o transporte da delegação. Otacílio de posse uma folha de papel e uma caneta anotava os nomes dos atletas em primeira mão, do tecnico, e, por fim a torcida organizada. Quando Tenta se preparou para subir no caminhão Otacílio disse: você não, não fica bem para nossa representação. Diziam as "má línguas" que o Tenta foi um dos precursores do homosexoalismo em nossa terra, e, a época, diferentemente de hoje, havia muito preconceito. Barrado Tenta ficou observando a delegação e quando o carro deu partida Tenta olhou para Otacílio e desabafou: Eu não vou, mas em cima do caminhão vão três colegas. O impossível era identificar a boiolagem naqueles remotos tempos.

JOGA DE TEIMOSO.

O nosso amigo Luiz Carlos Correia, grande benfeitor de nossa terra e leitor assíduo do Blog do Sanharol, gostava de fazer uns rachas com os amigos, nos fins de tarde nos campos de várzeas. Um belo dia, Dr. Antônio Pompeu de Araújo, grande amigo da família se encontrou com Otacílio e disse: Otacílio, vi o Luiz Carlos jogando futebol no campinho com uns amigos. Otacílio se interessou por saber a posição do filho em campo e perguntou: Luiz joga de quê? Pompeu não teve duvida: joga de TEIMOSO.

FRASE DO DIA.

'PolÍticos e  fraldas devem ser trocadas pela mesma razão".

Coisas do Sanharol - João Pedro de Morais Menezes.

Tenho lido no Blog do Sanharol algumas historias mirabolantes. De Pedro Piau, de Mundim do Vale e do meu avô Morais. 

Pedro Piau falou de onças, Mundim do Vale contou a historia do Gato Malino, que se lascou com o tiro atrapalhado de Cascudo, e, meu avô, ah o meu avô é brincadeira, todo dia sai com cada uma que dá dez. 

Mas eu quero contar uma historinha do nosso gato, do gato da casa do Sanharol. O nosso gato aprendeu a abrir a geladeira. Quando todo mundo se recolhe ele abre a porta da geladeira e come o que estiver disponível bem folgado. 

Outro dia ele se atrapalhou e quando estava bem sentado dentro da geladeira a porta fechou, o danado passou a noite preso, quase vira picolé. 

Mesmo assim fez o maior susto a Ritinha quando ela abriu a porta. Pulou mesmo na titela sem que ela esperasse.

João Pedro

domingo, 13 de setembro de 2026

Relatoria do caso Moraes passa a Fachin às vésperas de julgamento - Diario so Poder.

Canetada alcança ainda processos ligados aos casos Master e INSS, agora enviados à Presidência.

Quanto mais as investigações avançam e apontam para personagens de dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), mais rápidas têm sido as decisões para definir quem fica com o quê. Só neste sábado (12), o caso envolvendo Alexandre de Moraes mudou de mãos, André Mendonça deixou a relatoria e o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu o processo que será objeto da sessão de terça-feira (15). No mesmo despacho, Fachin ainda mandou para a própria mesa processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.

Até seis dias atrás, o caminho era outro. o ministro Mendonça havia separado o material envolvendo Moraes e liberado o caso para julgamento pelo Plenário. Queria a discussão diante dos onze ministros.

No meio do caminho, Fachin suspendeu o andamento de possíveis investigações contra integrantes do STF e determinou que qualquer caso desse tipo passasse primeiro pela Presidência.

Neste sábado, Fachin tirou Mendonça da relatoria e assumiu o caso.

A justificativa foi a possibilidade de surgir uma situação de impedimento durante a análise do processo.

O ministro Fachin  também determinou o envio à Presidência dos processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.

Carta aberta - Senador Pedro Simon.

Estou me dirigindo ao senhor - com cópia para todos os seus comparsas porque a idéia geral que o senhor tenta transmitir para o distinto idiota povo brasileiro é a de que o senhor é um político sério, honesto, patriota. 

Por isto, e só por isto, estou me dirigindo ao senhor diretamente. Mas poderia me dirigir também aos Senadores aos babacas, alguns outros que tentam vender para o idiota eleitor brasileiro uma ficha limpa acima de qualquer suspeita. 

A carreta carregada com toneladas de denúncias que o PT acaba de despachar sub-repticiamente para o distinto imbecil público brasileiro, por ordens do senhor Lula da Silva, estava carregada há décadas e transitando sem nota fiscal e na maior tranquilidade pela auto-estrada da imoralidade política brasileira. 

Sua Excrescência senador José Sarney vem fazendo, desse parlamento maior, uma banca de negociatas com o dinheiro público desde que ai chegou, assim como fez do palácio do Planalto um balcão de negócios escusos e imorais durante o tempo em que foi presidente da república desta republiqueta de bananas. 

Apesar de tudo, nenhum dos senhores que tentam iludir o distinto idiota público brasileiro se colocou contra este lamentável estado de putrefação em que sempre esteve mergulhado este prostíbulo chamado pomposamente de Senado da República. 

Sempre que uma crise - e são constantes as crises entre os senhores - surge, o senhor e alguns outros prestidigitadores vêm à público com cara de santa puta fingindo se colocar numa posição contrária ao estado permanente de imoralidade sem que esse maldito parlamento, que custa tão caro à nação, sempre esteve mergulhado. 

Ou será que os senhores senadores, que se auto denominam acima de qualquer suspeita, não sabiam que têm um plano de saúde imoral como este descrito abaixo, ou quanto ganha o seu motorista, a exemplo do senador José Sarney que não sabia que em sua conta era depositado o auxílio moradia, e de sua filhinha sem vergonha que utilizava um deles como seu mordomo com salário de R$ 12.000,00? 

Será que nenhum dos senhores que se dizem a fina flor da honestidade desse senado vagabundo sabia de toda esta coleção de falcatruas, agora vinda à público graças a um gesto de vingança do PT, por ordem de quem já disse acima? Se não sabiam são todos idiotas. Se sabiam são todos cúmplices dos mesmos crimes. 

Eu prefiro acreditar na segunda hipótese. Agora vejam com que cara os senhores vão ficar quando os mais bem informados sabem que toda esta campanha para desmoralizar o senado da república de bananas não é obra da mídia, como quer fazer crer o senador Sarney, e sim, da víbora que os senhores não tiveram condições morais de eliminar do cenário político brasileiro, quando do episódiodo escândalo do mensalão. 

A víbora chama-se PT-Partido dos Trabalhadores, cujo chefe, o senhor Lula da Silva, sabe até a composição química das fezes que os senhores cagam. Vejam só: um primata semi-analfabeto encurralou todos vocês como se fossem criancinhas assustadas. Eu pergunto só por curiosidade: por que os senhores não levaram a sério a CPI dos cartões corporativos, já que o festival de falcatruas ali existente é muito pior do que o que os senhores promovem no senado? 

Por que não conseguem instalar a CPI da Petrobrás, quando se sabe que esta empresa está colocada à serviço e a benefício da quadrilha que dela se apossou com fins criminosos? Será porque firmaram um pacto de silêncio, uma omertá à la máfia siciliana? 

Se é isto, acho que está na hora de lavar a roupa suja em público, já que o PT, por ordem do chefe, violou a omertá. Ou os senhores não sabem disso? É muito triste para mim, um cidadão brasileiro de 66 anos de idade, ter que se dirigir aos senadores da república da sua pátria em termos que, aos arrogantes e prepotentes, podem ser considerados ofensivos. 

Mas não são. Apenas utilizei os termos apropriados para me dirigir, como sempre o fiz, a homens sem caráter e sem noção de decência e do cumprimento de uma missão. Os senhores senadores e senhoras senadoras deveriam ter vergonha de si próprios.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O MAU CHEIRO DO PUM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Pinto do Monteiro, "a cascavel do repente", não reagia bem ao que atrapalhasse a sua cantoria.

Certa feita, ouviou-se numa em que ele participava o barulho provocado por um pum. 

A reação do genial repentista foi imediata: "Já sinto o mau cheiro bafejando o meu nariz/Quem solta uma praga dessa, morre na peia e não diz".

Pois bem. A bolsa de apostas em torno da tal reunião do STF, no dia 15, aponta para o acordão mais fedorento da história.

Quem o produziu pode morrer na peia e não vai confessar.