Blog do Antonio Alves de Morais
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Por onde andam? - Antonio Alves de Morais
Bibo critica partidos de direita aliados de Lula: ‘São esquerda e devem assumir’ - Diario do poder.
Deputado defende Bolsonaro e Flávio como referências do movimento conservador e reafirma alinhamento à chamada 'Direita Raiz'
O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) defendeu o protagonismo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na articulação da direita brasileira.
O parlamentar também cobrou maior espaço para lideranças conservadoras de outros partidos e criticou legendas que, embora se apresentem como de direita, mantêm alianças com o governo Lula (PT).
Para Bibo, Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência do campo conservador no país, seguido por Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos na disputa presidencial de 2026.
“O maior líder da direita no Brasil é Jair Bolsonaro e depois Flávio, com seus quase 60 milhões de votos. Precisamos também de lideranças de direita em outros partidos”, afirmou em postagem na rede social X, antigo Twitter.
O deputado também citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um exemplo de liderança ligada ao bolsonarismo.
O parlamentar destacou que Tarcísio construiu sua trajetória política com o apoio do ex-presidente e sempre esteve alinhado ao movimento.
Bibo ainda direcionou críticas a partidos que se identificam como de direita, mas apoiam o governo petista. Na avaliação do político, essas legendas deveriam assumir uma posição diferente da que dizem representar.
“Partidos ditos de direita que se aliam a Lula não têm meu respeito. São esquerda e devem assumir”, declarou.
Ao final, o deputado reafirmou sua identificação com a ala mais ideológica do movimento conservador e resumiu sua posição: “Sou Direita Raiz!”
domingo, 1 de novembro de 2026
Cococi, de cidade a uma localidade fantasma - ANTONIO ALVES DE MORAIS
De próspera fazenda de gado, do início do século XVIII, passou a símpático núcleo urbano e, depois, a cidade extinta. Hoje, referem-se àquela planura de nome indígena usando o tenebroso termo "cidade fantasma", para outros, a classificação fica a cargo da origem da maioria de seus habitantes, por isso, também ser conhecida como "a cidade dos Feitosa".
No princípio, e desde milênios, era tudo terra dos índios, conforme confessa o nome, Cococi, que, para alguns, significa "coco pequeno" (coco + ci = pequeno); para outros, é palavra de origem cariri, "cocotsi", igualmente, coqueiro.
Curioso é o fato de a palavra "có", de origem tupi, está ligada, geralmente, à roça, como aponta a tradução de outros lugares cearenses, a exemplo de Icó (i=água+có=roça) e Acopiara (aco=roçado+pi=limpar+ara=o que cultiva).
Na minha grande ignorância, bem que Cococi poderia ser traduzido como roças pequenas ou pequenas roças. Mas só o povo originário daquela época para nos dizer o real significado.
O fato é que, depois da guerra civil cearense de 1724, o coronel Francisco Alves Feitosa, oriundo de Penedo/AL, guiado pelos índios Jucá e Jenipapo, depois de passar por Sirinhaém/PE, Icó/CE, Cariri/CE e Missão dos Jucás (hoje, Arneiroz/CE), subiu pelo Rio dos Jucás e, próximo às margens desse rio seco construiu sua casa de fazenda, em taipa, talvez, por volta de 1725, para fugir das autoridades e da vingança dos Montes, estes, seus parentes e inimigos acérrimos.
De frente à casinha de taipa de pilão, no ano de 1740, iniciou a construção de uma capelinha, estilo barroco, devotada à Nossa Senhora da Conceição. Aí, depois de ter desposado duas viúvas, casou-se pela terceira vez com outra senhora que havia perdido o marido, vivendo nesse lugar o resto de seus dias, fugindo do seu passado de guerra; lembrando-se da perda do filho mais velho, assassinado nas contendas fratricidas de 24.
Depois dele, vieram muitos outros, com mesmo sobrenome e sangue, criando gados, vivendo também outros conflitos, interpolados por sambas, paixões, vinganças e uma história de 300 anos que enlaça os curiosos.
Em meio a essas histórias vertem muitas lendas, como a de uma uma serpente que, em noites de lua cheia, emerge de um velho túmulo de um antigo e cruel coronel enterrado no cemitério do Cococi, atrás da referida capela.
A verdade é que a cidade do Cococi deixou de existir no plano físico para fazer parte do imaginário dos Inhamuns.
sábado, 31 de outubro de 2026
NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• TEMOR DA VELHICE - Embora se procure dourar a pílula da velhice, ela é um dos maiores temores humanos. Entanto, diríamos que o primeiro temor de quem fica velho e aposentado é não poder pagar um plano de saúde. Embora sejam eles os que provocaram mais reclamações nos organismos de defesa do consumidor. Tem jeito?
• CIVILIZAÇÃO - Nada pior para um País quando ele sofre uma estiagem de civilidade. Na direção do que disse José Saramago: "Uma sociedade começa a se perder quando o hábito faz com que a injustiça pareça uma coisa normal". Não faltam exemplos nos dias de hoje.
• TESTES GLOBAIS - Estaríamos exagerando ao constatar que temos uma educação de segunda mão? A indagação se dá pelo seguinte: em todos os testes educacionais globais a posição do Brasil tem sido sempre vexaminosa. Um País sem educação se destrói um pouco a cada dia.
• EFEITOS DELETÉRIOS - As trevas parecem ter tomado a cabeça dos brasileiros. Basta apurar o nível de discussão em torno das eleições presidenciais. E mais: observar o que de ofensivo e de negativo isso tem trazido no relacionamento entre amigos e familiares. Não se tinha notícias de efeitos tão deletérios como agora.
• FRASE - “No nosso futebol, a regra é uma caixinha de surpresas”. PVC.
• FRASE - “Tomamos o futebol como uma riqueza natural, tal qual o café, a soja e o minério de ferro”. WB.
História de sertanejo - Antônio Alves de Morais.
O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
PENSO QUE….- Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• As paixões ideológicas só criam intolerância e ódio. E, muitas vezes, se voltam contra quem as criou.
• É da natureza do futebol que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói e outro vilão.
• Tudo tem começo, meio e fim. Todo verão acaba, por melhor que tenha sido.
• Conseguimos cair mais, mesmo quando chegamos ao fundo do poço.
• Por mais que sejamos poeira das estrelas, o homem é um homem e a mula é uma mula.
• Amizade, hoje, é um milagre. A de 15, 20 anos, um tesouro incalculável.
• O Brasil caminha para uma reeeducação ética. Ah, conta outra!
• Torcer futebol é a suspensão temporária da razão.
• No futebol brasileiro, a distância dos primeiros para os últimos se dá mais pela ruindade dos últimos do que pela qualidade dos primeiros.
• A política brasileira alcança, com eficácia, duas coisas: dividir e desorganizar o povo.
POEMA PARA ISABELE - Por Edmilson Alves
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
LOJA MUSICAL ZABUMBANDO - VARZEA-ALEGRE - CE
Abraços.
Dedicado ao grande amigo Nonato Souza.
Trio Nodestino - Por Antonio Morais
Wilton Bezerra - Comentarista Generalista.
• QUESTÃO DE ESTILO - Não sei se saem gritos de Autuori (ou do seu auxiliar) para alertar jogadores do Fortaleza diante do momento do jogo. A pasmaceira da equipe no primeiro tempo contra a Ponte Preta (em outras ocasiões, também) pareceu fazer parte de uma rotina. Mesmo quando se dá, a reação não obedece a um ritmo de maior urgência. Vai ver, pela fisionomia cansada do treinador, é tudo uma questão de estilo.
• PROMOÇÃO DO PAÍS - Quando em 1958, o Brasil era visto no Mundo apenas como uma grande floresta, foi o futebol que o colocou no Mapa-Múndi. De lá pra cá, bem que outros setores poderiam ter contribuído para nosso País ser mais conhecido e respeitado. Hoje, em termos de conhecimento, o Brasil está longe de ser um "bola cheia". Quando se trata de tratamento dispensado à população, é uma vergonha. Estamos nas primeiras posições em desigualdade social. Ué? Então, é só o futebol, que anda mal das pernas, que fica com a responsabilidade de promover a Nação. Penso, com meus botões: nosso futebol só voltará a ser o que era quando o País melhorar. Elas por elas.
• JOGADOR E ATLETA - Acho saborosas, com algumas exceções, as comparações no futebol. “Hoje, só joga futebol quem for atleta", vociferam. Concordo que a profissão de futebolista ficou mais difícil para jogadores "baladeiros". Dentro desse aspecto, julguei simpática essa defininição: “Pelé foi atleta na era dos jogadores. Messi é o jogador na era de atletas”. E, então?
• FRASE - “Quem precisa ter boa imagem é televisão”. Romário.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Fatos da História do Crato: Como surgiu a famosa “Lei de Chico Brito” – por Armando Lopes Rafael (*)
Entre 1896-1912 – durante 16 anos – governou o Ceará a oligarquia dos Accioly. Vem de longe, como se observa, a tradição de “famílias importantes” dominarem o poder político no Ceará. Era “Intendente” de Crato, àquela época, o Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, fiel ao clã Accioly.
(Explicando para as novas gerações: “Intendente” era como se chamava, no início dos conturbados tempos republicanos, o atual cargo de “Prefeito Municipal”). Diga-se de passagem, que a política desta República ainda continua conturbada...
. Voltemos ao assunto principal desta matéria. Derrubado o Governo da oligarquia dos Accioly, assumiu o comando do Ceará o Cel. Franco Rabelo. Este, nomeou como novo “Intendente” de Crato seu aliado político, o Cel. Francisco José de Brito.
O antigo intendente, Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, não quis entregar o cargo ao seu substituto, Cel. Francisco José de Brito. Este, um homem sagaz e astuto, foi ao Lameiro (àquela época um sítio distante do centro de Crato; hoje um bairro da cidade) e trouxe até a Praça da Sé um grupo de amigos. Todos foram para o prédio da Intendência,um edifício histórico que abrigou até 14 anos atrás os dois museus da cidade, hoje fechados, enquanto o prédio ameaça desabar...
Encontrando a Intendência fechada, Chico de Brito arrombou a porta e sentou-se na cadeira do intendente anterior. Nisto apareceu o Dr. Irineu Pinheiro, sobrinho do Cel. Antônio Luiz. Irineu Pinheiro (que depois seria reconhecido um dos melhores historiadores do Cariri) ficou revoltado com o que viu e perguntou ao Cel. Francisco José de Brito:
– “Mas que lei é essa na qual o Sr. se arrima para assumir a Intendência”?
O Cel. Chico de Brito, tranquilamente olhou para o Dr. Irineu e sentenciou:
– “É a “Lei de Chico Brito”! Esta lei eu mesmo fiz. E estamos conversados”.
(*) Armando Lopes Rafael é historiador
O romantismo da carta - Antonio Alves de Morais
Verso da venda do patrimonio de São Raimundo - Antônio Alves de Morais
De 1918 a 1923 o Padre José Alves de Lima foi o titular da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre. Em 1919 a Diocese do Crato decidiu fundar a primeira instituição financeira da região, o Banco do Cariri S/A. O Bispo orientou as paróquias a subscreverem ações do banco e o padre Lima decidiu vender o patrimônio de São Raimundo doado pelo Major Joaquim Alves Bezerra e outros amigos na época da criação da paróquia em 30.11.1863.
O padre procurou o prefeito de então Cel Antônio Correia Lima, que diante do clamor e revolta dos paroquianos não aceitou fazer o negócio. Porém a venda foi feita a Dirceu de Carvalho Pimpim e o padre ameaçou com a ex-comunhão quem se colocasse contra sua decisão.
Manuel Antônio de Sousa, do sitio Varzinha, fez um verso intitulado "Verso da venda do patrimônio de São Raimundo", que durante dezenas de anos foi cantado e decantado nos adjuntos de apanha de arroz, nos maneiros paus, e nas festas da cultura popular.
Poucos conhecem a obra de Manuel Antônio de Sousa e este resgate histórico marca também o surgimento do primeiro foco de protestantes do município, passando pela Varzinha de Manuel Antônio e pela Vacaria dos Ginos, Camilos e dos Anicetos .
Até hoje era exclusividade minha, só eu tinha, aprendi quando menino vendo o meu pai cantar juntamente com dezenas de homens nos adjuntos de apanha de arroz, de hoje em diante, torno publico.
Eis a integra:
Leitores eu vou contar
Como anda o nosso mundo
Conto o primeiro capitulo
E depois conto o segundo
É coisa que intimida
Nunca visto em nossa vida
Foi questão com São Raimundo
Nosso mundo está perdido
Valei-me meu Santo Antônio
Se assim acontecer
Fica o lugar tristonho
O tempo tudo descobre
São Raimundo fica pobre
Se vender o patrimônio
Nosso mundo está perdido
Só por causa do dinheiro
Os homens que se ordenam
São os mais interesseiros
Já querem tomar a pulso
Querem deixar sem recurso
Nosso santo padroeiro
Devemos viver a calma
Não se envolver na questão
porque somos inocentes
Não sabem quem tem razão
Mesmo estamos excomungado
E pode ficar arriscado
Para nossa salvação
É certo que não faz medo
Esta triste excomunhão
Porque Deus só quer do homem
É um firme coração
Isto é palavra a toa
Que o padre amaldiçoa
E Jesus nos manda o perdão
Deus deixou padre no mundo
Para reger a doutrina
Ser zelador da igreja
Com a santa lei divina
Mas os padres do presente
Cada qual é mais valente
Com palavra libertina
O pobre tudo aguenta
O rico não se sujeita
E por esta causa e outra
Vivemos nesta peleja
A igreja não merece
Mas se o padre quisesse
fazia a coisa direita
O povo que não entende
Calunia o pessoal
Diz que em Várzea-Alegre
Padre vem e se dar mal
Executemos a questão
Para ver quem tem razão
De onde vem o sinal
Deus deixou padre no mundo
Para reger a igreja
Deus não deixou ordem em padre
Para lutar com peleja
E depois se zangar
Subir para o altar
E falar tudo que deseja
É certo que protestante
Nesta terra ainda não tem
Por causa destes abusos
Aparecem mais de cem
E se o orgulho aumentar
E alguém quiser virar
Chame que viro também
Deus deixou padre no mundo
Para absolver pecado
Mas por causa do dinheiro
Fez o povo excomungado
Veja quanto é valoroso
O nosso Deus poderoso
Vive sempre ao nosso lado
Leitores devem lembrar
Daquele verso terceiro
Que diz que neste mundo
Só quem vale é o dinheiro
Veja como acontece
Até o padre se esquece
Do nosso Deus verdadeiro
Pergunto ao nosso Deus
Porque foi esta questão
Respondeu-me Jesus
De todo meu coração
O padre falou em negocio
O prefeito disse não posso
Daí veio a maldição
Castigue quem merecer
A defesa é natural
Não faço nada por mal
Vós me queira defender
É que nosso padroeiro
Não precisa de dinheiro
Não precisava vender
Ó Virgem da Conceição
Meu Jesus sacramentado
Proteja minha inocência
Se nisso estiver culpado
Valei-me a providência
Proteja minha inocência
Se eu estiver errado
Eu habito em Santo Antônio
Não me cabia este artigo
Apenas fiz este verso
A pedido de um amigo
Vou dar meu nome completo
Eu me chamo Felisberto
Da Costa Sousa Perigo
Manuel Antônio de Souza
Sitio Varzinha - Várzea-Alegre









