sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O MAU CHEIRO DO PUM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Pinto do Monteiro, "a cascavel do repente", não reagia bem ao que atrapalhasse a sua cantoria.

Certa feita, ouviou-se numa em que ele participava o barulho provocado por um pum. 

A reação do genial repentista foi imediata: "Já sinto o mau cheiro bafejando o meu nariz/Quem solta uma praga dessa, morre na peia e não diz".

Pois bem. A bolsa de apostas em torno da tal reunião do STF, no dia 15, aponta para o acordão mais fedorento da história.

Quem o produziu pode morrer na peia e não vai confessar. 

Moraes/Vorcaro : Por Diário do poder.

 

Fachin reserva 1ª fila do plenário do STF aos 13 ministros que pedem investigação rigorosa.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reservou a primeira fila do plenário da Corte para receber os treze ministros aposentados, dez deles ex-presidentes, para assistir ao julgamento da proposta de abrir investigação para apurar o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fartamente documentado em relatório de 218 páginas da Policia Federal.

A informação foi confirmada pela ministra aposentada do STF Ellen Gracie, durante reunião com empresários em São Paulo, agora há pouco, com a presença também de Nelson Jobim, que a antecedeu na presidência. Ellen Gracie presidiu o STF entre 2006 e 2008.

Na carta, em tom de cobrança, os signatários afirmaram esperar que a sessão, marcada para terça-feira (15), seja pública e que o Tribunal Pleno “determine imediata e rigorosa apuração” das graves denúncias que, na avaliação de todos eles, “vem comprometendo o prestígio e a autoridade do Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democrática”.

Leia o teor da carta:

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”. 

Ministros do STF aliados de Moraes articulam impedir a rigorosa apuração dos fatos investigados e documentados sobre o relacionamento entre Moraes e Vorcaro, acusado de roubar dezenas de bilhões de reais dos clientes e de subornar autoridades.

Os ministros aposentados e ex-presidente do STF Neri da Silveira, Francisco Rezek, Sidney Sanches, Celso de Mello, Carlos Veloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber assinaram a mensagem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Nomeação do Padre Rubens Gondim Lóssio - Por Armando Lopes Rafael.

Dom Francisco.

O Santo Padre Pio XII por Bula de 09 de Janeiro do corrente ano, nomeou pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, Catedral do Crato, o Revmo Padre Rubens Gondim Lóssio.

Com o falecimento do mosenhor Assis Feitosa, em 1952, sua revma, fôra nomeado, interinamente, por Dom Francisco, para ocupar-lhe o lugar, cabendo a Santa Sé, a nomeação definitiva, porque esta se reserva a provisão dos benefícios cujo o último ocupante, fôra agraciado com um título pontifício. Era o caso de Mons. Feitosa, Camareiro Secreto de sua Santidade. 

Monsenhor Rubens.

O Exmo Senhor Bispo, diocesano quis que a cerimônia de posse efetiva do Revmo, padre Rubens se revestisse da maior solenidade  possível. Para ela, escolheu-se o dia de São José 19 de março. Foi oficiante o revmo bispo auxiliar, Dom Araújo.

A matriz estava repleta de fiéis, entre os quais avultava a presença de Dom Francisco e do prefeito municipal. 

Terminado o ato litúrgico, todos os presentes, tendo à frente as autoridades referidas, acompanharam o revmo Pe. Rubens até sua residência, onde lhe prestaram calorosa manifestação de regozijo.

Falaram na ocasião, vários oradores, entre os quais o revmo Padre Manuel Pereira. 

O revmo Padre Rubens Lóssio, com 32 anos, de idade, destaca-se no meio do clero cratense, como um dos seus mais apreciados valores.

Armando Lopes Rafael.

Juscelino Kubitschek e a cidade de Crato - Por Armando Lopes Rafael.

    Sexta-feira, 19/07, à tarde tive o prazer de visitar – mais uma vez – dona Almina Arraes de Alencar Pinheiro, uma das pessoas mais estimadas na comunidade cratense. Prazer redobrado em conversar com o filho dela, Joaquim, que ali se encontrava, funcionário aposentado do Banco Central, residente em Recife, pessoa distinta, educada e equilibrada, como os demais filhos do casal César Pinheiro-Almina Arraes.

     Entre os assuntos que vieram à tona, falei sobre a figura humana do ex-Presidente da República Juscelino Kubitschek. Joaquim disse-me que quando morava em Brasília estivera duas vezes com JK. E contou-me que sobre esses encontros escrevera uma postagem para o BLOG DO CRATO. Ponderei que não fora no Blog do Crato. Pois, se tivesse sido, eu então me lembraria. Pedi a Joaquim que me enviasse essa postagem quando ele localizasse.

      Na verdade, ele postou no BLOG CARIRICATURA e me enviou – hoje pela manhã –a postagem. Mesmo sem autorização do Joaquim reproduzo aqui, no BLOG DO CRATO, o escrito dele por julgar uma coisa interessantíssima.
Armando Lopes Rafael
21-07-2018.


"Juscelino Kubitschek - Por Joaquim Pinheiro

   Texto postado recentemente pela amiga Socorro Moreira fez aflorar da memória um episódio com JK e me encorajou contá-lo no Cariricaturas. Em 1975, eu trabalhava no protocolo da Gerência de Mercado de Capitais,  do Banco Central em Brasília,  quando avistei, na fila de atendimento, o Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, acompanhado por dois assessores. Na sua frente, umas 4 ou 5 pessoas, todas Office boys ou contínuos de instituições financeiras. Deixei meu birô e me dirigi até o ex-presidente JK, convidei-o a entrar e me ofereci para atendê-lo de imediato. Educadamente, recusou furar a fila, mesmo com os que estavam à sua frente insistindo em lhe ceder a vez. 

     Enquanto a fila andava, ficamos conversando. Perguntou de onde eu era, há quanto tempo estava em Brasília, e outras perguntas do gênero. Comentou que se lembrava do Crato, do aeroporto em cima da Serra do Araripe, do comício de 1955, da beleza do Vale do Cariri, etc. Contei-lhe que meu pai, eleitor de carteirinha da UDN, votou uma única vez no PSD e em JK, exatamente por conta deste comício.

     Comentei que Papai há muito procurava um LP que tivesse a música Peixe Vivo, tocada quando o então candidato chegava ao palanque. Juscelino perguntou o nome de papai, o que ele fazia e se ainda morava no Crato. Chegou sua vez, foi atendido (era apenas a entrega de um projeto), se despediu apertando a mão de todos os presentes e se retirou.

     Poucos dias depois, recebi um telefonema de uma Sra. identificando-se  como secretária do DENASA (Um banco de investimento que existia no Brasil, naquela época), no qual JK trabalhava,  e convidando-me  a ir até aquela instituição. Como ficava há menos de 100 metros  do meu local de trabalho, fui na mesma manhã. A Secretária me recebeu de forma muito simpática e pediu para aguardar um pouco, pois o “Presidente” queria falar comigo. Menos de 15 minutos depois, entrava na Sala principal da Instituição e recebia um LP autografado por ele e dedicado a meu pai. O disco hoje está comigo. Mando o oferecimento, escrito pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek  para vocês verem".

OLHAR FEMININO - SERGIO ZAMBIASE


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu: “nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe, lhe respondo:

O filho dileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente, até que sare.

O que partiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

O que está estudando, até que aprenda.

O que está nu, até que se vista.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que namora, até que se case.

O que casa, até que conviva.

O que é pai, até que os crie.

O que prometeu, até que se cumpra.

O que deve, até que pague.

O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou: "o que já me deixou, até que eu o reencontre”.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Desafios no ambiente escolar - Elisabete Castelón Konkiewitz


Uma análise da psiquiatra e professora universitária Elisabete Castelón Konkiewitz, foto trouxe reflexões sobre os desafios enfrentados no ambiente escolar e as relações construídas no dia a dia das instituições de ensino.

Segundo a especialista, professores, profissionais da educação e estudantes convivem com diferentes desafios na rotina escolar. Entre os fatores estão o aumento das responsabilidades, a necessidade de bons resultados e situações que exigem cada vez mais diálogo e compreensão entre escola e família.

A profissional também destaca a importância de olhar com atenção para o bem-estar dos educadores. Uma rotina equilibrada, relações profissionais saudáveis e espaços de diálogo podem contribuir para uma experiência mais positiva dentro das escolas.

Outro ponto importante é a construção de uma relação equilibrada entre escola, famílias e estudantes. Para a especialista, o diálogo, o respeito e a colaboração são fundamentais para fortalecer a convivência e tornar o ambiente escolar mais acolhedor.

A discussão reforça a importância de repensar as relações dentro das instituições de ensino, buscando equilíbrio entre responsabilidades, diálogo, respeito e uma convivência mais saudável.

• DE NOVO, SOBRE OS NÚMEROS NO FUTEBOL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Digam que sou terrivelmente analógico, quando o assunto é número no futebol. Não tem grilo. Em várias artigos, demonstrei minha aversão em explicar o ludopédio com números. Como um mantra, vou logo perguntando: "Pelé se explica pelo número de gols marcados?" Os números falam uma língua, a gente fala outra. A linguagem dos números é o oposto da linguagem de muitas coisas. É preciso dizer mais? 

• COISAS DO FUTEBOL - Ninguém sabe explicar direito porque, numa temporada, um time consegue melhores resultados fora de casa. É como se, de repente, uma paralisia emocional existente, como visitante, desaparecesse. E, muitas vezes, ocorre que, em casa e com apoio da torcida, os resultados são ruins. Houve um tempo, muito distante, em que o Flamengo não conseguia jogar bem no Maracanã (o time com Michila & Cia era ruinzinho). O rubro-negro, simplesmente, sucumbia diante da pressão. Agora, tem o caso do time que não consegue prestar como visitado e, tampouco, como visitante. Aí, é cruel. 

• FRASE - "No Brasil, o povo só se levanta para gritar gol". Sérgio "Arapuã" de Andrade. 

Editorial de Jeff Bezos, dono do Washington Post, é lição à imprensa brasileira - O Antagonista.

Queda de confiança da população na mídia levou bilionário a reconhecer problemas e resistir a pressões por endosso eleitoral.

Jeff Bezos, dono do jornal americano The Washington Post, que se recusou a endossar uma candidatura presidencial, publicou o editorial “A dura verdade: os americanos não confiam na mídia”.

O bilionário fundador da Amazon e da Blue Origin precisa ensinar empresários da comunicação brasileiros a fazerem autocrítica:

A maioria das pessoas acredita que a mídia é tendenciosa. Qualquer um que não veja isso está prestando pouca atenção à realidade, e aqueles que lutam contra a realidade perdem. 

A realidade é uma campeã invicta. Seria fácil culpar os outros por nossa longa e contínua queda de credibilidade e, portanto, declínio de impacto, mas uma mentalidade de vítima não ajudará. 

Reclamar não é uma estratégia. Devemos trabalhar mais para controlar o que podemos controlar para aumentar nossa credibilidade.

Por si só, recusar-se a endossar candidatos presidenciais não é suficiente para nos levar muito acima na escala de confiança, mas é um passo significativo na direção certa.

A falta de credibilidade não é exclusiva do The Post. Os jornais de nossos irmãos têm o mesmo problema. E é um problema não apenas para a mídia, mas também para a nação. Muitas pessoas estão se voltando para podcasts improvisados, postagens imprecisas de mídia social e outras fontes de notícias não verificadas, o que pode espalhar rapidamente desinformação e aprofundar as divisões. O Washington Post e o New York Times ganham prêmios, mas cada vez mais falamos apenas com uma certa elite. 

Cada vez mais, falamos com nós mesmos".

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

RAZÃO CÍNICA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Se entendi bem, é uma mistura de mentira,  hipocrisia e cinismo, com alto poder de contaminação. 

A sensação de que nada tem valor, tudo é igual. Um mal caráter igual a um homem de bem.

A pessoa tem consciência de que há algo errado ou imoral e continua agindo da mesma forma, por oportunismo.

Sim, mas o que o assunto tem a ver com o Brasil de nossos dias?

Achamos que tudo. Não? 

domingo, 6 de setembro de 2026

O Analfabeto político - Por Bertold Brecht.

O pior analfabeto  é o analfabeto político. Ele não ouve. Não fala. Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,  do peixe, da farinha, do aluguel,  do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância politica nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra e lacaio do sistema capitalista.

sábado, 5 de setembro de 2026

Medalha Papai Raimundo - Por Antonio Alves de Morais.

Desde a primeira premiação da Medalha Papai Raimundo realizada em 27 de Agosto de 2011, já se passaram 16 edições, uma pasquisa recente sustenta que 73% da população de Várzea-Alegre não conhece a história de Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo.                                               

A mesma proporção da população não sabe quem chegou primeiro em Várzea-Alegre, se Papai Raimundo ou São Raimundo Nonato.

Papai Raimundo era filho de Franncisco Duarte Pinheiro e Bárbara de Morais Rego. 

Observando a genealogia familiar verificamos que naqueles velhos tempos os homens se casavam duas ou mais vezes por força da viuvez por morte das esposas durante parto.

Nonato quer dizer "não nascido". O parto de São Raimundo Nonato pode ser considerado a primeira cesariana do mundo. Sua mãe ao falecer abriram-lhe a barriga e retiraram o bebê com vida. 

Por essa razão São Raimundo Nonato é o protetor da gestante. São Raimundo foi padre, monsenhor, bispo e cardeal.

Theresa Maria de Jesus esposa de Papai Raimundo mandou buscar essa imagem pequenina de São Raimundo na Italia e a história testemunha que a fé do povo em São Raimundo fez diminuir a mortandade mulheres.

Essa imagem de São Raimundo Nonato tem mais de 200 anos e passou pelas mãos de Thereza Maria de Jesus, o filho desta José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, sua filha Isabel de Morais Rego, Bebé do Sanharol, a filha desta Josefa Alves de Morais, Zefa do Sanharol e por fim Dr. Pedro Sátiro.

Quando Dr. Pedro Sátiro iniciou a construção da Casa de Saúde São Raimundo, no inicio da década de 60 do século passado, sua avó Joséfa Alves de Morais, entregou essa imagem  dizendo :" Pedro, eu não tenho recursos materiais para  ajudar  na tua obra, mas aqui está São Raimundo para abençoá-la.

A imagem foi colocada na casa de saúde de onde só sai  no dia 31 de Agosto de cada ano para a procissão do dia do padroeiro retornando em seguida.  

O encontro do Padre Cícero com o Papa Leão XIII - Por Armando Lopes Rafael.

 

    As anotações abaixo foram feitas pelo Padre Cícero no seu Breviário (um livro que os sacerdotes rezavam diariamente, costume que perdurou até o Concilio Vaticano II):

“Hoje 6 de outubro de 1898, ao meio-dia, dia de São Bruno, tive Audiência com o Santo Padre; fui apresentado por Monsenhor Cagiano de Azevedo e falei ao Santo Padre e lhe ofereci um rosário de ouro da Santíssima Virgem e ele benzeu dois crucifixos que intenciono dar ao meu Bispo, o Senhor Dom Joaquim, e outro ao Senhor Bispo de Olinda, Dom Manoel. Fui para o Vaticano com o Padre Vicenzo Buccori, canônico, e João David. Roma, 6 de outubro de 1898. (Assinado): Padre Cícero Romão Batista”

***   ***   ***

   Padre Cícero chegou a chorar de alegria ao ser comunicado sobre sua absolvição em 6 de outubro de 1898. Durante o encontro com o Papa Leão XIII, o Padre Cícero conseguiu a absolvição da Igreja pra sua pessoa, mas, ao retornar ao Ceará, o Bispo de Fortaleza, não reconheceu esse perdão e a decisão do Papa não valeu..

    A escritora Amália Xavier de Oliveira escreveu este episódio no seu livro “O Padre Cícero que eu conheci”, no “Capítulo 9:, O Padre Cícero em Roma”. Este Breviário ainda existe e está na posse das filhas do Coronel Humberto Bezerra, residentes em Fortaleza.

(Postado por Armando Lopes Rafael)


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MISTURAÇÃO - Por Wilton Bezrra, comentarista generalista.

 

• NÃO PEGOU - Assim como certas leis, que no Brasil não pegam, o sistema de SAFs no futebol brasileiro não pegou. Pelo menos, até agora. Afora o Bahia, não se conhece outro clube onde o modelo tenha funcionado. No futebol cearense, o malogro da SAF do Ferroviário é um lamentável exemplo. Enquanto isso, como entidades associativas, muitos times brasileiros se mantêm em pé de forma precária. 

• INSEGURANÇA BRASIL - O medo do brasileiro o conduz a trocar a liberdade por segurança. Por medo, os condomínios se transformam em verdadeiras penitenciárias de luxo, os gastos com segurança são cada vez maiores. Carros blindados. Fronteiras como peneiras para drogas e armas. Só falta que os discursos políticos exortem, claramente, o povo a se armar. E aí é encher o peito e gritar: " Pátria armada, Brasil!". 

• VARIAÇÃO TÁTICA - Um time que joga com as linhas adiantadas, impondo protagonismo, pode, quando o jogo sai do roteiro esperado, recuar um pouco para atrair o adversário. Não se trata de dar a bola e, sim, de procurar ganhar, com a manobra, um pouco mais de espaço para atacar. Isso é compreendido como adaptação ao jogo ao longo de uma partida. 

• O PASSADO É O QUE FICOU - "Quem vive de passado é museu". Essa sentença tem o azedume do lugar comum. Tenho reverência pelo passado, sim. Precisamos dele para explicar o presente. Gosto de remexer em velhas publicações de revistas e jornais. O passado para mim é vivo. Qual o problema? "O passado não é o que passou. É o que ficou". Alceu de Amoroso Lima.