Finalmente, a quinta qualidade: "Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".
Blog do Antonio Alves de Morais
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
O lapis - Postagem do Pedrinho Sanharol.
Finalmente, a quinta qualidade: "Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".
DIGRESSÕES - NA POLE POSITION - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
No campeonato mundial de homicídios nosso País defende as primeiras posições. Pátria amada, Brasil! Embora o natural seja evoluir, a gente anda para trás nesse lance. Vivemos para conspirar contra o que muitos julgam destino.
SEM NOÇÃO - No futebol brasileiro, é preciso acabar com o raciocínio tosco de que "somos pentacampeões do Mundo”, que nós é quem temos de ensinar". O tempo passou e tem gente sem entender que existem duas coisas que vivem mudando: o Mundo e o futebol. Se liga, absorto.
QUANDO O JOGO É RUIM - Intensidade baixa, lenta circulação de bola e vagarosas transições. Tem muito jogo assim. Principalmente, quando se coloca um calendário em que as competições se misturam. Por mais que um jogador tenha qualidade, é preciso tempo para treinar. Nem tudo é só improviso.
PENSANDO BEM.... "Para se viver no Brasil, é preciso recusar o trágico em favor do humor".
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Os Bezerra de Menezes, a saga de uma família aristocrática -- por Armando Lopes Rafael
Brasão da família Bezerra
O jornalista e escritor Carlos de Laet, em artigo publicado no “Jornal do Brasil”, do Rio de Janeiro, edição de 15 de novembro de 1914 escreveu: “Há uma nobreza do sertão (cearense) que estuda e sabe a sua genealogia. A família Bezerra é nobre, em todo o rigor da acepção. (...) Sei que a “democracia” desdenha estas cousas: – e o mais curioso é que, ridicularizando questões genealógicas, no tocante à raça humana, cuidadosamente registra as procedências ancestrais dos cavalos de corrida. Supinas congruências democráticas!”.
Tinha razão Carlos de Laet. Já os historiadores Daniel Walker e Renato Casimiro escreveram o livro “A Família Bezerra de Menezes – Fundação e Desenvolvimento de Juazeiro do Norte” (ABC Editora, 2011– 319 páginas) onde conta a saga desse clã aristocrático, oriundo da península Ibérica, e que se transportou para o Brasil no início da nossa colonização. Alguns membros desse clã chegaram ao Cariri cearense e aqui fizeram história, iniciada com a figura emblemática do seu mais expressivo representante, o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, o primeiro “General Honorário” do Brasil, título que lhe foi dado pelo Imperador Pedro I.
Plínio Corrêa de Oliveira definiu muito bem o papel dessas famílias rurais nos albores do Brasil: “A Coroa portuguesa, movida pelo desejo de estimular o plantio da cana-de-açúcar – e assim consolidar a colonização e o povoamento do território, como também auferir ganhos econômicos – concedeu aos plantadores, que tivessem nas suas terras os engenhos apropriados para a produção do açúcar, algumas prerrogativas da antiga nobreza. Estes plantadores – "Senhores de Engenho" – vieram a constituir uma classe aristocrática, uma nobreza de fato.
Descendentes do Brigadeiro Leandro, os filhos do casal José Bezerra de Menezes e Maria Amélia – que viveu em Juazeiro no século passado – ocuparam todos os cargos políticos da República, à exceção apenas da Presidência e Vice-Presidência do Brasil. Senão vejamos: Alacoque Bezerra foi Senadora; Adauto, Humberto e Orlando (cumpriram mandatos de Deputados Federais); Adauto Bezerra foi, ainda, Governador e Vice-Governador do Ceará; Também Humberto foi Vice-Governador do Estado; Orlando e Adauto foram ainda deputados estaduais; Humberto e Orlando foram Prefeitos de Juazeiro e Leandro foi vereador nessa cidade.
Ditadura socialista no Brasil, velho projeto do PT -- (excertos de artigo de Humberto Mendonça, publicado no jornal "O Estado", 13-02-2026)
Em 1990, Lula, Fidel Castro e outros líderes socialistas criaram o “Foro de São Paulo”, cujo objetivo era (e continua sendo) possibilitar partidos socialistas, movimentos sociais e organizações de esquerda da América Latina e Caribe para a tomada do poder. Doze anos antes da primeira eleição de Lula/PT (ocorrida em 2002) o “Foro de são Paulo” já havia planejado os (des)caminhos dos governos do PT no Brasil. Um dos mentores desse ambicioso projeto foi José Dirceu (que será candidato a deputado federal este ano) considerado o “gênio do mal” na difusão das ações da esquerda no continente americano.
Para a chegada ao poder, Lula e o PT contaram com o apoio de várias correntes políticas e formadoras de opinião, a exemplo dos professores e alunos das universidades públicas (estas começaram a ser infiltradas ainda no regime militar); com a simpatia da velha mídia (ainda hoje recebendo muito dinheiro a título de publicidades do Governo Federal); de uma ala da Igreja Católica abrigada sob a “Teologia da Libertação”. “Católicos ingênuos”, diga-se de passagem, pois o clero e os fiéis são as primeiras vítimas quando os regimes comunistas são implantados. Assim aconteceu em Cuba, Nicarágua, Venezuela, dentre outros. Existem até denúncias de que países socialistas – ligados ao narcotráfico internacional – deram uma “mãozinha”, mas nunca se abriram investigações para apurar se isso era verdade...
Esses foram os pilares que contribuíram para a ascensão do PT ao poder no Brasil. O que foi feito a partir de 2002, com exceção dos 4 anos do Governo Jair Bolsonaro. Além da corrupção, o projeto petista ocupou-se da destruição da família e de instituições sérias como as Forças Armadas. Piorando as falidas políticas da Segurança, Educação e Saúde Públicas. Trazendo o desgaste do Poder Judiciário junto à população. Parece até que as nossas Forças Armadas capitularam também diante desse projeto da esquerda. Nunca mais se falou da grandeza e da tradição de Caxias, que continua sendo um exemplo de patriotismo e coragem para o Brasil. Na minha modesta opinião, a crise no Poder Judiciário é a mais grave de todas.
E o que dizer da “crise política”? Neste 2026 ela é caracterizada por uma tensão institucional e contínua, marcada por conflitos entre os três Poderes da República. O Presidente Lula está a cada dia mais enfraquecido. O Congresso aumenta seu desgaste pela falta de credibilidade junto ao povo; o Supremo Tribunal Federal–STF busca o centro de todas as decisões, interferindo em áreas que não é da sua competência. Sem falar nas graves denúncias contra os ministros Toffoli e Alexandre de Morais, citados pela mídia como beneficiários do famigerado Banco Master. E 2026 é ano de eleições para presidente da república, governadores, senadores e deputados. Não esquecendo a frase dita por Dilma Rousseff (que sofreu impeachment por incompetência): “Nós faremos o diabo pagar ganhar a eleições”. E bote “diabo” nisso...
Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública” nº 4: o “governo” de Lula e o PIX
Em termos de República, sobretudo de corruptas como a nossa, sempre há o que piorar. Muitas vezes oferecendo inovação e progresso “irrecusáveis”, lá vem escondido o veneno que vai matando aos poucos nossa liberdade. Um bom exemplo é o PIX.
Muitos o consideram um facilitador e agilizador de negócios. Entretanto, mal aplicado, converte-se em mais um artificio para os governos controlarem a vida financeira das pessoas, pois toda e qualquer movimentação bancária passa imediatamente pelo Banco Central.
E como tudo pode piorar, a ameaça agora é um tal de DREX, moeda digital monitorada pelo Banco Central que praticamente vai eliminar o uso do dinheiro físico. O controle estatal da economia será completo, 24 horas por dia, com técnicos fiscalizando quando e onde gastamos nosso dinheiro. Mesmo nos menores e mais distantes municípios do Brasil haverá a "DREXinização", caso contrário o cidadão será considerado um "pária" republicano...
(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)
Lula foi vaiado e ouviu refrão ‘seu lugar é na prisão’ - Diario do puder.
Desfile bancado com verbas públicas bajulou Lula e atacou adversários.
Lula (PT) foi vaiado na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15), durante o desfile de uma escola de samba que, patrocinada com dinheiro público, bajulou o petista e escondeu todos os escândalos de corrupção que marcaram sua trajeria. E ainda teve de ouvir o refr”Lula, ladrão, seu lugar é na prisão.
Agentes federais barraram o acesso de foliões vestidos com camisa verdade e amarela, alegando que traziam estampadas críticas a Lula, em mais uma demonstração da fragilidade dos preceitos constitucionais de liberdade de expressão.
O governo e a prefeitura do Rio chegaram a montar um esquema para abafar eventuais vaias, aumentando o volume do som ambiente até o máxima, mas se ouviu gritos de apoio de militantes do PT convocados para fazer número na plateia, o petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato, cumprindo mais de quinhentos dias de prisão em regime fechado, teve de ouvir também gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.
FALSOS REFÚGIOS DA POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Neste país, vivemos a era dos extremos, onde tudo vira um Fla X Flu, do jeito que a freguesia gosta.
Partidos existem, às pencas e muitos deles não têm o tamanho da torcida do Bonsucesso, mas topam “negociar”.
As polarizações são cegas e surdas e a desgastada dicotomia - esquerda e direita – resiste, para fazer a cabeça dos “manés”.
Além dos rótulos espremendo, a gente chega fácil à essência: aglomerados de gente ruim com gente de pouco valor, sobrando um pouco para gente “mais ou menos”.
O que não falta é o campeonato de certezas, na guerra de opiniões, através das redes sociais e plataformas de aluguel.
Nunca, em momento algum dos trópicos, se viu tanta gente insensata e grosseira.
Os "pronunciamentos" são pautados (só pode) com o auxilio de muletas feitas de erva e cachaça, tais os despautérios.
Só que o pessoal tem que “respeitar a puliça”, quando criticar as “autoridades”, pois o crime de opinião está valendo no regulamento do certame.
As rosas estão murchando, o que é doce está ficando amargo, a noite é uma criança, mas pode ficar mais escura.
A média móvel da imbecilidade aumentou e não há possibilidade de controle.
Quem já vem tirando proveito desse cenário é o populista, essa praga, muitas vezes, pior do que o bicudo para o algodão.
O populista, independente das falsas bandeiras onde se refugia, não é a salvação da lavoura, como se anuncia.
É igual a um carcará: sai voando e cantando, quando vê roça queimada.
Populismo é abraço de afogado, que leva a todos para o fundo do poço, ainda que esse poço não tenha fundo.
Abram os olhos!
É tempo para arruaceiros.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Patrimônio Artístico de Crato: a imagem de Nossa Senhora de Fátima existente na Catedral -- Armando Lopes Rafael
Para confeccionar a imagem da Virgem de Fátima, encomendada pela população de Crato, Guilherme Thedim utilizou um toro de cedro brasileiro, ofertado pelo cratense João Bacurau. O toro de cedro foi enviado a Portugal. E, em 8 de dezembro de 1955, monsenhor Rubens Gondim Lóssio inaugurou a nova capela lateral esquerda, na Catedral de Crato, construída para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Qual a importância artística de um piso com mosaico? (por Armando Lopes Rafael)
Embora, nos dias atuais, não seja mais fabricado, o mosaico, além de ecológico, possui um valor artístico e histórico que merece preservação. O mosaico possui uma superfície de textura lisa. E é um dos traços da cultura do Cariri que nos liga forte e imediatamente à península ibérica. Mas não possui importância apenas europeia, pois sofreu influência dos orientais, via universo moçárabe.
O mosaico vem do processo de fabricação onde a cura se dá na água, sem qualquer processo de queima, que agrida o meio ambiente. Além do mais, o mosaico possui alta resistência ao desgaste. Tem um formato quadrado, de 20 x 20 cm, com acabamento liso e cores firmes, além de ser um produto artesanal, hoje raríssimo. O antigo Palácio Episcopal Bom Pastor (onde hoje funciona a Cúria Diocesana de Crato), ainda conserva pisos de diversos desenhos de mosaicos, fabricados pelo escultor italiano Agostino Balmes Odísio, que residiu em Juazeiro do Norte entre 1934 a 1940.
O Homem que nunca deixou o poder subir à cabeça - Por Fabricio Moreira da Costa.
O médico e líder político, Lúcio Alcântara, é uma grande referência para o Ceará de retidão de caráter, simplicidade, honradez e serenidade. Na vida pública, foi deputado federal, prefeito de Fortaleza, vice-governador do Ceará, governador, secretário de saúde, presidente da Cruz Vermelha, senador da República; enfim, foi tudo e, por onde passou, deixou sua marca e boas práticas.
Como governador do Ceará, percorreu todo o nosso Estado e, ao final do mandato, as pesquisas de opinião pública cravaram um índice de mais de 80% de aprovação popular. Foi candidato à reeleição, porém, foi brutalmente traído no pleito por seus próprios parceiros.
Pronto. Vou sair dessas preliminares, pois hoje assisto muito Ciro Gomes chamar Camilo Santana de traidor, vez que desejava a todo custo ser apoiado como candidato a presidente sem nenhuma densidade eleitoral. Um candidato de si mesmo, como restou confirmado após a abertura das urnas.
Dr. Lúcio Alcântara foi ouvido, com exclusividade, pelo Portal Opinião CE. Candidato à reeleição, dada a sua aprovação de gestão, informou que consultou por diversas vezes, à época, Tasso Jereissati e Ciro Gomes sobre o apoio para sua candidatura. Eles, juntos, declaravam não só apoiá-lo, mas ratificavam sua maneira de administrar bem o Ceará.
O traíram vergonhosamente, sem dó, pena ou piedade. Doutor Lúcio, como o chamamos em todo o Ceará, nunca deixou o poder subir-lhe à cabeça. Nessa entrevista, como sempre, foi leal à sua rica história de vida e de homem público:
“A política é cruel. E nunca espere por gratidão".
Esse homem notável, amante do povo, da arte, da cultura e da história, ainda hoje pode ser visto em seu cooper matinal na beira-mar, em Fortaleza, com a mesma ternura e gentileza de sempre, como se carregasse, no passo tranquilo, a consciência serena de quem fez muito, sem jamais perder a alma.
Vida longa ao Doutor Lúcio Alcântara.
Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública”
Nº 3 -- Sobrou para o peixe “Tilápia”
Cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros, a tilápia é um peixe de água doce originário da África e Ásia Menor. De fácil cultura, adaptou-se facilmente nos ambientes brasileiros, sendo criada em tanques, lagoas e represas. No Ceará existe grande produção de tilápias no açude Castanhão, como é popularmente conhecida a Barragem Padre Cícero.
Hoje, milhares de criadores se dedicam à cultura dessa rica e saborosa carne, criando empregos e minorando a fome e a desnutrição da população. Mas a insuportável burocracia republicana, por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), estuda a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras.
Ou seja, qualquer ambientalista de meia tigela poderá decretar, de repente, a proibição da tilápia em todo o território da República Federativa do Brasil, alegando “prejuízo” a nosso ecossistema. Alguém ainda duvida das intenções sinistras desses órgãos ecologistas criados nesta horrorosa república?
(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)
(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)
sábado, 14 de fevereiro de 2026
O Supremo virou casa sem porteiro: poder, privilégios e o silêncio da ética - Por Felipe Vieira, Diario do Poder.
O cancelamento da reunião convocada por Edson Fachin para discutir o Código de Ética do Supremo Tribunal Federal não foi um gesto administrativo. Foi um gesto político. Oficialmente, faltou agenda. Na prática, sobrou desconforto.
Quando a discussão sobre limites começa a incomodar quem deveria defendê-los, o problema não é a pauta — é a resistência a qualquer tipo de freio.
Volto a este tema depois de ouvir a íntegra das falas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão do STF. Volto porque, mesmo após já ter escrito o artigo “A perigosa tese de Moraes e Toffoli: quando o direito vira álibi e a toga passa a defender privilégios — não limites”, a impressão não apenas se manteve como se agravou.
A forma e o conteúdo do que foi dito — sem mediações, sem recuos, sem autocrítica — continuam a ecoar de maneira perturbadora. Não houve ali apenas uma divergência jurídica. Houve a exposição crua de uma visão de mundo.
O episódio ganha ainda mais gravidade diante dessas declarações públicas. Moraes afirmou, sem rodeios, que “juiz pode receber por palestras”. Toffoli foi além e sustentou que magistrados podem ser “acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes”.
O subtexto é claro: não há problema algum, sigamos adiante. O problema é que há — e muito.
O Supremo parece ter virado uma casa sem porteiro. Entra dinheiro, sai justificativa, circulam interesses privados, e ninguém parece disposto a perguntar quem bate à porta, com que intenção e a que custo institucional. Tudo pode, tudo é explicado, tudo é normalizado.
O porteiro — o código de ética — foi convidado, mas acabou dispensado antes de começar o turno.
É justamente aqui que o debate sobre um Código de Ética revela seu caráter quase acessório. Se a Constituição, a LOMAN e as regras que atribuem ao Senado a fiscalização da atuação dos ministros fossem efetivamente cumpridas, nada disso seria necessário. Bastaria vergonha na cara. O que existe hoje é um vácuo de controle, alimentado por pressões institucionais que inibem qualquer tentativa de fiscalização real. E mesmo que um código fosse aprovado, permaneceria a pergunta essencial: quem o aplicaria? Não há hoje mecanismo claro de punição ou impedimento.
O resultado é a normalização de práticas que já ultrapassaram o campo da ética e avançam para irregularidades funcionais graves, como a advocacia administrativa.
Nesse ambiente de permissividade, as falas de Toffoli e Moraes deixam de ser apenas opiniões e passam a soar como desprezo pelo clamor público por decência institucional. Não se trata de acusação criminal. Trata-se de algo mais profundo e corrosivo: a ideia de que integrantes do topo do sistema de Justiça não precisam se submeter a padrões mais elevados do que aqueles exigidos do cidadão comum. Pelo contrário — parecem acreditar que o cargo lhes garante um salvo-conduto moral.
No mérito das manifestações, há ainda um ponto incontornável que segue sem resposta: como magistrados ou outros integrantes do funcionalismo conseguem constituir fortunas expressivas ao longo da vida tendo exercido exclusivamente cargos públicos? A participação societária ou a condição de acionista não são, por si, ilegais, mas exigem explicações claras sobre a origem do patrimônio.
Trata-se de herança, recursos familiares, rendimentos anteriores comprovados? No caso de Moraes, há um escritório anterior à magistratura — mas permanece a dúvida se isso seria suficiente para justificar o volume de bens acumulados. Transparência patrimonial não é perseguição: é uma exigência básica de qualquer república que se pretenda séria.
Felipe Vieira.













