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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Sérgio Moro é mais - Por Antônio Morais.

 

É difícil descobri a corrupção, quando descoberta, é difícil prová-la. Provada, é difícil que o processo não seja anulado. Não anulado, demora mais de década e prescreve. 

Não prescrito a pena é baixa e é indultada no Natal. Se sobra alguma pena e é aplicada a um poderoso, ele adoece e vai pra casa.

Deltan Dallagnol.

”Noticias - Por o Antagonista.

Bolsonaro aporrinha, sim.

Salim Mattar está confuso. Ele disse para O Globo:

“O presidente é privatista. Agora, ele é elegante, não se envolve, não fica aporrinhando ministro.”Quando quer aparelhar a PF para proteger seus interesses, Jair Bolsonaro aporrinha, sim.“Conversa mole. O objetivo de Bolsonaro sempre foi a reeleição.

Passada mais da metade do segundo ano de governo, Bolsonaro vai mudando de casca, largando pelo caminho promessas, aliados, posições, para proteger os seus e alimentar o eleitorado que depende do governo para sobreviver. Projetos de resgate da pobreza? Só a ampliação do Bolsa-Família. Mudanças estruturais? Desde que não prejudiquem seus potenciais eleitores.”

UTIs sem remédios em 22 estados.

“Vinte e dois estados e o Distrito Federal estão com seus estoques de medicamentos para a intubação de pacientes graves da Covid-19 no vermelho”, diz o UOL.

“A lista de remédios em falta inclui 22 sedativos, anestésicos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares. Um dos insumos zerados em 12 estados é o relaxante neuromuscular atracúrio, indicado para facilitar a intubação endotraqueal e propiciar a cirurgia”.

A cloroquina, por outro lado, está sobrando. O Ministério da Saúde já distribuiu 5 milhões de comprimidos e há mais 4 milhões em estoque. 

3 – Sacerdotes católicos que ficaram no imaginário popular do Cariri


Padre Francisco Pinkowski 

    Quem entra na Igreja-Santuário do Sagrado Coração de Jesus, localizada ao lado do Colégio Salesiano, em Juazeiro do Norte, pode observar – ao lado direito do grande templo – o túmulo de um sacerdote polonês. As novas gerações talvez desconheçam a vida desse virtuoso padre.

   O Cariri cearense, ao longo dos tempos, foi privilegiado com a presença de bons padres. Um desses foi certamente o Padre Francisco Pinkowski, pertencente à Ordem Salesiana. Nascido na Polônia em 1882, ainda jovem, Francisco Pinkowski foi estudar em Turim, na Itália. Depois foi enviado para Montevidéu, no Uruguai. Nessa cidade foi ordenado presbítero em 1920. De Montevidéu foi enviado para o Brasil, mais precisamente para Pernambuco, onde residiu de 1921 a 1939. De lá foi transferido para Fortaleza, no Ceará, onde exerceu várias atividades pastorais entre os anos 1940-1943.

       De Fortaleza veio para Juazeiro do Norte, onde permaneceu os anos 1944-1945, retornando a Pernambuco em 1946. No entanto, Padre Francisco Pinkowski viveu seus últimos anos em Juazeiro do Norte, aonde veio a falecer em 1979 aos 96 anos de idade.

Sobre este sacerdote escreveu o escritor Mário Bem Filho:

“Em Juazeiro do Norte, Padre Francisco Pinkowski, apesar da idade avançada, jamais se deixou vencer pelo cansaço. Levantava-se cedo e começava a rezar o terço e, após meditação, celebrava a Santa Missa. Posteriormente começava a atender às confissões, saindo, em seguida, sempre a pé, para prestar assistência aos enfermos pobres que habitavam a periferia de Juazeiro do Norte. Seu maior sonho era ver concluída a construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus, o que conseguiu realizar.

“Padre Francisco Pinkowski era um padre virtuoso, um autêntico apóstolo do bem, devoto de Nossa Senhora Auxiliadora e de Dom Bosco. Durante sua existência apresentou características marcantes, dentro as quais destacamos: profundo amor pelas vocações; zelo sacerdotal pelas almas, demonstrado no ministério das confissões, principalmente aos enfermos; coração aberto aos pobres. Jamais um necessitado que o procurasse, dele se afastava de mãos vazias; coração sempre inclinado ao perdão, nunca guardando rancor de ninguém”.

     Em Juazeiro do Norte, é de domínio público uma história sobre o Padre Francisco Pinkowski, que passo a contar. Certa manhã ele foi chamado para dar a Unção dos Enfermos a uma moribunda que residia na Rua da Palha, periferia daquela cidade. Carregando a hóstia consagrada, estola, livro-devocionário e um recipiente com água benta, Pe. Francisco Pinkowski dirigiu-se, a pé ao local onde estava a enferma. Em lá chegando, o bom padre entrou numa pequenina palhoça, destituída de qualquer móvel onde ele pudesse colocar os objetos sagrados, enquanto colocava a estola. Constrangido, por não querer colocar esses objetos sagrados no chão, eis que entra, na palhoça, um rapazinho de boa aparência, bem vestido e pede ao Padre Francisco para segurar a hóstia consagrada, o livro-devocionário e o recipiente com água benta.  Após cumprir a tarefa o rapazinho se afastou do humilde recinto.

     A sós com a moribunda, Padre Francisco ministrou a confissão, deu a comunhão e procedeu a Unção dos Enfermos. Ao sair, perguntou a algumas pessoas que estavam do lado de fora da choupana:

– Onde está aquele mocinho que segurou meus objetos? Gostaria de agradecer a ele...

       Para a surpresa do sacerdote, os vizinhos da moribunda insistiam em dizer que, na palhoça, não entrara ninguém. Padre Francisco retornou ao Colégio Salesiano um tanto intrigado com o fato. Chegando ao Colégio, entrou pela antiga capela do educandário, hoje o auditório. Foi quando seus olhos se fixaram num altar e ele viu uma imagem de São Domingos Sávio. Emocionado, reconheceu naquele santo o rapazinho que o ajudara momentos antes, no casebre da enferma a quem dera assistência espiritual final.

     Padre Francisco Pinkowski faleceu em 15 de abril de 1979. Foi sepultado no dia seguinte, no interior da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Juazeiro do Norte, após missa de corpo presente concelebrada por 26 sacerdotes. Ainda hoje sua sepultura é muito visitada. Muitas pessoas dão testemunho de graças alcançadas por sua intercessão.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Sergio Moro é Mais - Por Antônio Morais.

 

A Lava Jato merece respeito.

SIM, a LavaJato e todas instituições e autoridades envolvidas na operação merecem respeito! Foi ela que nos mobilizou e nos fez reacender as esperanças de ser um país mais justo, investigando, condenando e prendendo os maiores e mais poderosos políticos e ladrões do dinheiro público.

Não podemos aceitar inertes sua deterioração provocada pelos criminosos que ela investiga, e que por isso querem destruí-la, principalmente por esse governo que se elegeu prometendo combater a corrupção.

Mas infelizmente estamos assistindo o seu funeral, e o mais triste é ver que ela está sendo destruída com o apoio das pessoas que se diziam ser contra a corrupção, que diziam não ter bandidos de estimação, que prometeram apoio e proteção ao movimento.

"Assim, ela não está sendo destruída, e sim reformulada de acordo com o novo PGR e o novo Ministro da Justica".

De antemão já aviso: nem adianta tentar arrumar justificativas pra explicar essa incoerência, está escancarado que esse governo está aparelhando as instituições pra acabar com as investigações de seus correligionários e investigar somente seus opositores. 

Não conseguem nem disfarçar, e todo mundo já sabe disso.

Fabiano Pontes.

50 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 


A indiferença com sistema por parte tanto do imperador quanto de sua filha permitiram que a descontente minoria republicana, formada principalmente por oficiais militares insubordinados e fazendeiros insatisfeitos com as medidas abolicionistas, ficasse audaciosa e de olho no centro do poder governamental. 

A abolição total da escravidão em maio de 1888 foi o golpe fatal para o Império do Brasil, a elite econômica e política do país, totalmente dependente da mão de obra cativa, debandou em peso para as facções republicanas e militares. O ano de 1889 seria decisivo.

Em 15 de novembro de 1889, o já conhecido golpe de Estado que instaurou a república destronou D. Pedro, seu governo e seu regime. O exílio e o posterior banimento foram uma humilhação desnecessária e uma afronta a sua dignidade. Ele aguentou estoicamente.

Pedro pode ser considerado um caso raríssimo de um chefe de estado que foi derrubado apesar de ser amado pela maioria esmagadora de seu povo, da admiração e aclamação internacional, de ter sido um instrumento fundamental em avançar grandes reformas sócio-econômicas de cunho liberal, de supervisionar durante um reinado de quase seis décadas uma época de incrível prosperidade e influência, e de ser considerado um governante altamente bem sucedido. 

A revolução republicana que substituiu o império levou a mais de um século de ditaduras e instabilidade política.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

2 - Sacerdotes católicos que ficaram no imaginário popular do Cariri

Monsenhor Joviniano Barreto – O Mártir do Dever


   O ano de 1950 começou promissor para Juazeiro do Norte. A comunidade católica daquela cidade preparava-se para comemorar – no mês de março – os 15 anos do profícuo paroquiado de Monsenhor Joviniano Barreto. Este, por sua vez, após ajudar na instalação da Congregação Salesiana em Juazeiro do Norte, aguardava o dia 6 de janeiro com certa ansiedade. Era a data marcada para o lançamento da pedra fundamental do convento e seminário dos frades franciscanos capuchinhos, recém chegados àquela cidade, após pacientes negociações feitas entre o Bispo de Crato, Dom Francisco – com decisiva participação do Monsenhor Joviniano Barreto – e a Província Regional Franciscana.

     A quase totalidade da população ordeira e humilde de Juazeiro do Norte professava a religião católica. Mas, como ocorre em toda cidade em fase de grande crescimento, Juazeiro abrigava alguns portadores de esquizofrenias. Um deles, Manoel Pedro da Silva, natural de Açu, Rio Grande do Norte, vinha, nos últimos meses, insistindo (junto a Monsenhor Joviniano) para que o vigário o casasse com uma senhora já casada. Em vão o sacerdote explicou ao esquizofrênico que a Igreja Católica proibia a realização desse matrimônio.

     Consta que, por algumas vezes – por vingança ante a recusa do sacerdote em realizar o ilegal casamento – Manoel Pedro procurou assassinar Monsenhor Joviniano. Uma dessas ocasiões durante a Missa de Natal de 1949. E só não foi concretizada, porque, na hora planejada para o delito, faltou coragem a Manoel Pedro para praticar o homicídio.
Entretanto, no início da fatídica noite de 6 de janeiro de 1950, após a solenidade de lançamento da pedra fundamental do convento dos capuchinhos, Manoel Pedro veio na direção de Monsenhor Joviniano e lhe desferiu profunda facada no coração, matando-o na hora. A pedra fundamental do convento dos capuchinhos foi, assim, regada pelo sangue desse servo bom e fiel, um verdadeiro “Mártir do Dever”.

     Monsenhor Joviniano Barreto nasceu no município de Tauá, no Sertão dos Inhamuns, em 05 de maio de 1889. Oriundo de família com sólida formação católica, ele era afilhado de crisma do segundo bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira.
Estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde recebeu ordenação sacerdotal em 22 de dezembro de 1911, aos 22 anos. Enquanto aguardava a idade canônica para receber a ordem do presbiterato lecionou naquele Seminário, entre 1908 e 1909 e no Colégio São José de Crato, entre 1910 e 1911.

     A criação da Diocese de Crato veio encontrar o já então Padre Joviniano Barreto como vigário-cooperador de Lavras da Mangabeira. Posteriormente, ele foi Cura da Catedral de Crato, Secretário do Bispado, professor e reitor do Seminário Diocesano São José, vice-presidente do Banco do Cariri (pertencente à diocese) e diretor do Ginásio, posteriormente denominado (até sua extinção em 2020) de “Colégio Diocesano de Crato”.

     Segundo o escritor Mário Bem Filho: “Na administração episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato, Monsenhor Joviniano Barreto era o padre de maior projeção da diocese. Homem apostólico, dedicado, trabalhador, inteligente e culto. Tinha um caráter forte e uma personalidade marcante. Contava com a amizade e estima de todo o clero diocesano. Impôs-se pela bondade. No governo do segundo bispo, Dom Francisco de Assis Pires, Monsenhor Joviniano era depositário de toda a confiança do pastor diocesano que o tinha como conselheiro. Dom Francisco mandava-o chamar frequentemente, ao Palácio Episcopal, para ouvi-lo”.

     Com a morte de Monsenhor Esmeraldo, vigário de Juazeiro do Norte, ocorrida em outubro de 1934, aquela paróquia ficou novamente vaga e o Bispo de Crato encontrava dificuldades (junto aos seus padres) para que um deles assumisse aquela jurisdição paroquial. Um grupo de senhoras de Juazeiro do Norte veio, certa vez, ao Seminário São José, em Crato, pedir a Monsenhor Joviniano para aceitar a missão de pastor dos juazeirenses. Ele respondeu negativamente ao pedido. Dias depois, sem que ninguém soubesse o motivo da mudança, Monsenhor Joviniano procurou Dom Francisco e disse que aceitava a nomeação para Vigário de Juazeiro do Norte, uma função que representava, àquela época, um grande desafio.

      Assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Dores em 26 de março de 1935. Durante 15 anos reorganizou a vida paroquial. Dinamizou as associações religiosas. Reformou totalmente a igreja-matriz – hoje Basílica Menor – deixando-a com o aspecto como está hoje. Ajudou na evolução social da Terra do Padre Cícero, participando de todas as iniciativas que representavam progresso para Juazeiro do Norte. Foi professor da Escola Normal Rural e concluiu sua profícua missão pastoral em 6 de janeiro de 1950, quando foi assassinado por um débil mental, passando à história como “O Mártir do Dever”.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

"Atitude demonstra preocupação com críticas sobre as decisões monocráticas" - Por Merval Pereira.

Merval Pereira fala sobre a postura de Fachin e de Gilmar Mendes que decidiram mandar duas decisões para serem definidas pelo plenário do STF e não monocraticamente. 

"É uma mudança importante. Pode ser uma tendência". Recentemente, o ministro Marco Aurélio fez uma sugestão de que o Supremo não decidisse mais monocraticamente, o que ele acredita que enfraquece o colegiado e permite críticas.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Sergio Moro é mais - Por Antônio Morais.

É prazeroso ver e ouvir o Ciro Gomes falando do Bolsonaro e família. Fala só a verdades. Bandido, quadrilheiro,  miliciano, ladrão de dinheiro público. Isso nos poupa que tenhamos que dizer também. Ele diz por nós.

Maior prazer ainda é saber que não se constroe uma imagem destruindo a imagem dos outros. Todo brasileiro que pensa sabe que o Ciro, Lula, Bolsonaro são iguais. É o mesmo que trocar seis por meia duzia.

Eu estou com o Sergio Moro. O único defeito que vejo nele foi ter confiado e ter sido enganado de forma covarde e traiçoeira por Bolsonaro. Mas quem não foi enganado? Eu fui!

Quem poderia imaginar que Jair Bolsonaro tinha uns filhos bandidos, associados a criminalidade dos milicianos do Rio de Janeiro? Quem poderia imaginar Bolsonaro ser essa pústula que vemos ser? Capaz de envolver a esposa em seus negócios não republicanos?

Se você defende o Bolsonara é porque a sua raiva do Lula e do PT é tão grande que não lhe permite ver que eles são iguais, em nada diferem um do outro. Hoje Lula, Bolsonaro, e, a cambada de bandidos que vivem da politica podre e sem honra estão no mesmo barco. 

Formam  o mesmo balaio de gato conhecido por Centrão.

1 - Sacerdotes Católicos que ficaram no imaginário popular do Cariri

 Padre Lourenço Vicente Enrile 


   O dia foi 13 de novembro de 1876. Em Crato, Sul da Província do Ceará, esta integrante do Império do Brasil, na Rua das Flores (atualmente denominada Rua Teófilo Siqueira), em casa do farmacêutico prático Secundo Chaves, um sacerdote de 43 anos – com o organismo minado pela tuberculose – sentia que sua existência terrena chegava ao fim.  Em meio à febre, acessos constantes de tosse e hemoptise, o Padre Lorenzo Vicenzo Enrile – primeiro reitor do Seminário São José – rendeu sua bela alma a Deus, nos braços do farmacêutico citado, seu benfeitor.

     Dias antes, Secundo Chaves, após muita insistência, conseguiu que o Padre Lourenço Vicente Enrile deixasse o prédio do Seminário São José, no Alto do Granjeiro (hoje bairro do Seminário) e viesse se tratar na sua residência. Na casa do boticário, o sacerdote teria melhor assistência para o tratamento da pertinaz moléstia. Debalde foram os esforços do farmacêutico. A morte levou, naquele dia, um de mais virtuosos sacerdotes que residiam em Crato...

   Padre Enrile nasceu em Finalborgo, Diocese de Savóia, na Itália, em 28 de fevereiro de 1833. Chegou ao Cariri em 1875, para colocar em funcionamento o Seminário São José. Aqui viveu menos de dois anos, tempo suficiente para alcançar – junto à sociedade cratense – o conceito de um sacerdote digno, piedoso e exemplar.

    Sobre o Padre Enrile assim registra o “Álbum do Seminário de Crato” (*) 

“Não se limitava a ação do primeiro reitor em guiar os destinos da casa, da posição em que o colocara o Sr. Bispo, mas entregava-se a todos os misteres. Desde a sala de aulas até a cozinha, sua atividade se desenvolvia a contento de todos os que habitavam o Seminário”.

“Trabalhava sem tréguas, durante o dia, e, à noite quando todos dormiam, ainda vigiando, percorria o dormitório e mais compartimentos da casa, não deixando de consagrar algum tempo ao estudo.

“Os primeiros albores da madrugada, como determinavam as regras da Congregação, já o encontravam no cumprimento do dever.

“Padre Enrile era um modelo de sacerdote católico, que reunia aos vastos conhecimentos de que era possuidor uma piedade sólida, haurida em Paris na Casa Mãe dos Lazaristas. Manejava a língua portuguesa com rara facilidade, de modo que prendia a atenção de todos quando proferia seus memoráveis sermões. À capela do Seminário, em meio de grande massa popular, afluía, ainda, o que o Crato tinha de intelectual naquele tempo, para ouvir a palavra fácil e erudita do Padre Enrile”.

“Em todos os misteres do sacerdócio, era o Padre Enrile exato e admirável. Edificava o povo, quando após os trabalhos do Seminário, saía em busca dos moribundos levando-lhes o pão dos anjos e o conforto de sua palavra cheia de unção”.

“Quando do seu falecimento, a população em peso acorreu ao Seminário e de todos os olhos caiam lágrimas a fio, e todos os lábios ciciavam preces pelo repouso da alma do prateado morto”. “Jamais se assistira (até aquela data) em Crato a enterro tão concorrido e a morte tão chorada” ...

       Os veneráveis restos mortais do Padre Enrile encontram-se sepultados numa das colunas da capela do Seminário São José.


Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Referências Bibliográficas

(*) LEMOS, Padre Emygdio. Albvm Historico do Seminário do Crato–1875-1925. Typ. Revista dos Tribunaes. Rio de Janeiro, 1925. Páginas 51/54.
 

“MP não é instituição hierarquizada e que atua monoliticamente” - O antagonista.

Empossado hoje no Conselho Superior do Ministério Público Federal, órgão de cúpula, o subprocurador-geral Mario Bonsaglia afirmou hoje que o “MP não é instituição hierarquizada e que atua monoliticamente”.

“O maior desafio, posto no dia a dia do MPF, é a defesa dos princípios constitucionais que regem o Ministério Público, especialmente a independência funcional e o Procurador natural”, acrescentou.

A declaração ecoa críticas recentes da Lava Jato a Augusto Aras, pelos embates e suspeitas levantadas contra os procuradores. O procurador-geral tem repetido a defesa da “unidade” do MP e seu poder de chefe administrativo em tentativas de bisbilhotar a força-tarefa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

“As Histórias do Cariri – Fatos e Personagens”

("Orelha" que escrevi para o livro" de autoria de Célio Augusto Alves Batista e Halley Guimarães Batista)
Os autores do livro: pai e filho

   O Cariri cearense é uma terra mágica, onde se destacam a fé de sua gente e as manifestações das tradições populares. Ademais, esta região possui uma rica história, iniciada há cerca de 320 anos. A região do Cariri é uma terra abençoada!

   Célio Augusto Alves Batista e Halley Guimarães Batista acabam de escrever este interessante e útil livro: “As Histórias do Cariri – Fatos e Personagens”, resgatando o passado desta bela região, que se constitui num verdadeiro oásis do centro nordestino brasileiro.  Os autores enfatizaram, também, nesta obra, o esplendor do nosso patrimônio arquitetônico e histórico.

     Segundo respeitados historiadores, no início do século XVIII chegaram no Cariri os primeiros colonizadores. Já por volta de 1741, temos os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a “Missão do Miranda” (embrião da atual cidade de Crato), fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália.
    Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa, coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha.  Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos.

     E tudo isso tendo como moldura a belíssima paisagem caririense, onde ganhava realce a exuberante Chapada do Araripe. Pouca gente sabe que na língua nativa dos primitivos habitantes do Sul do Ceará – os índios Cariris – “Araripe” significa “lugar onde surge o dia”. Nos tempos atuais, além da flora e da fauna, a Chapada do Araripe é riquíssima em fósseis, que remontam ao período cretáceo, os quais proporcionam a pesquisa paleontológica. O meio ambiente está sendo preservado. Qualquer pessoa pode percorrer as trilhas na mata, conhecendo as nascentes, riachos e cachoeiras existentes naquela chapada arenítica.

          Parabéns a Célio e Halley pela produção deste livro. Ficamos orgulhosos do resgate que eles fizeram de episódios do nosso glorioso passado. Encerro com um comentário feito, anos atrás, pelo dramaturgo Oswald Barroso: “O Cariri não é apenas uma região privilegiada, é uma espécie de caldeirão cultural. Os vários Nordestes, o sertão, o da mata, o do agreste, o da praia, o da serra, com suas diferentes culturas, estão reunidos no Cariri. Nele se pode encontrar marcas da cultura ibérica medieval, com seus acentuados traços mourísticos; da cultura negro-africana, com suas danças e batucadas; da cultura ameríndia, com sua magia anímica, caldeada com elementos modernos das mais diferentes”.
            Salve o Cariri cearense!

Armando Lopes Rafael
 Historiador

As mentiras da República – por Armando Lopes Rafael


Praça XV, na então capital do Império do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro,
15 de novembro de 1889.

“Mentir é dizer o contrário do que se pensa,
 com a intenção de enganar” Santo Agostinho

   A bem dizer, a República no Brasil foi imposta através   de uma série de mentiras. E de mentiras ela vem se sustentando – aos trancos e barrancos – desde o golpe militar de 15 de novembro de 1889. Se quiserem “apimentar” a funesta “proclamação”, dando a suas origens um “ar de folhetim”, basta relembrar um “caso de amor” acontecido na vida do Marechal Deodoro. Este, quando serviu no Rio Grande do Sul, disputou – com o político gaúcho Silveira Martins – o amor de uma certa viúva chamada Adelaide. Nessa testilha, o velho marechal levou a pior. Adelaide, que era viúva, preferiu o político. E a partir daí Silveira Martins virou um desafeto de Deodoro.  O jornalista Felipe van Deursen escreveu um artigo (“Uma mentira e uma rixa amorosa levaram à proclamação da República”) onde cita esse quiproquó.
   
“Em 1889, os republicanos convenceram o Marechal Deodoro de que o então Presidente do Conselho de Ministros de Pedro II, o Visconde de Ouro Preto, havia expedido uma ordem de prisão contra ele. Não era verdade, mas bastou para que Deodoro juntasse um pequeno batalhão e marchasse pelo Rio de Janeiro exigindo a deposição de todo o ministério. 
Deodoro, então, soube que o novo Ministro-Chefe seria Gaspar Silveira Martins, seu desafeto – os dois tinham disputado o amor da mesma mulher na juventude, e viraram rivais para o resto da vida.  “Aí já é demais”, Deodoro talvez tenha pensado. O fato é que isso levou Deodoro, que até então não via o Brasil sem a monarquia, a derrubar Pedro II e instituir um governo provisório. Estava proclamada a República. Graças a uma rivalidade romântica”
. (*)

   Seria longo citar os logros e aleivosias que se sucederam ao longo desta República em 130 anos da sua existência. Mesmo nos dias atuais, basta ler o que se publica nas mídias, para sentir os fracassos e insucessos das ações republicanas tupiniquins.

     Mas basta fazer uma pesquisa, junto aos brasileiros, e perguntar o que ele acha da atuação dos três poderes da República; Judiciário, Legislativo e Executivo. Vox Populi, Voz Dei

 (*) https://super.abril.com.br/blog/contaoutra/uma-mentira-e-uma-rixa-amorosa-levaram-a-proclamacao-da-republica/

***   ***   ***
PS - Fatos poucos divulgados sobre o golpe militar de 15-11-1889:

Marechal Deodoro chamou o decreto que implantou a República de “Porcaria!”
Fonte: https://www.facebook.com/Brasil.Monarquia/posts/1195149510530392/

"A chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu.
Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País?

Após ter gritado "Viva o Imperador", Deodoro, o grande traidor, voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns traidores republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar, que ainda não era um traidor, se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.

Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa".

De má fé, os traidores disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide.

Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Deixe-me assinar esta porcaria". Colocou sua assinatura no documento e pronto: havia se tornado um traidor... Era o primeiro decreto de um governo provisório constituído sem a aprovação do povo. Não representava coisa alguma. Nada além do oportunismo golpista".
 

49 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 

Cansado do reinado e sofrendo de doenças frequentes, o imperador retirou-se cada vez mais dos negócios do governo, frequentemente comportando-se como um espectador. 

Ele aboliu vários rituais relacionados com a Casa Imperial, como por exemplo o beija-mão em 1872 e a Guarda dos Arqueiros em 1877, "a guarda palaciana que trajava uniformes multicoloridos e portava alabardas". O Paço Imperial, onde o governo se reunia, foi praticamente abandonado assim como o Paço de São Cristóvão, agora desprovido de cortesãos. 

O diplomata austríaco, barão Joseph Alexander Hübner resumiu a situação em 1882: “ Encontro o Palácio de São Cristóvão como sempre. É o castelo encantado dos contos de fada. Uma sentinela à porta e fora disso nem viva alma. Erro só pelos corredores que circundam o pátio. Não encontro ninguém, mas ouço o tilintar dos garfos num quarto ao lado onde o Imperador janta só com a Imperatriz sem o seu séquito, que se compõe de uma dama e de um camareiro.” 

A pompa e os ritos foram descartados. Isso fez com que Pedro fosse visto como "um grande cidadão" na imaginação popular, porém ao mesmo tempo sua imagem como monarca, como um símbolo vivo e figura de autoridade, foi diminuída. A sociedade dava grande importância aos cerimoniais e costumes, mas o imperador descartou muito do simbolismo e aura que o sistema imperial possuía.

Bolonaro, cria e consequência da era Lula - Por Antônio Morais.

Lula glamorizou a ignorância, deu dignidade aos burros, elevou a autoestima dos idiotas, valorizou a estupidez, deu vou aos imbecis e cargos aos canalhas. Mentiu, ludibriou, enganou, roubou e deixou roubar. 

Criou um ambiente anti governo que propiciou a eleição do Bolsonaro, um pústula da politica, uma vida medíocre, cultura tosca, atitudes grosseiras, carreira militar desqualificada, contribuição parlamentar nula, inconsistência partidária, linguajá chulo, comentários impróprios à moral e sua total incompetência na diplomacia politica, e nenhum sentimento  e apreço pelos  100 mil  mortes pela pandemia.

Indiretamente Bolsonaro é cria e consequência do Lula.  Hoje não há como  saber qual dos dois  é pior.

domingo, 9 de agosto de 2020

Pai, crônica para os filhos - Postagem do Antônio Morais.

Havia um homem muito rico e que possuía muitos bens, acumulados ao longo da sua vida à custa de muito trabalho. Ele tinha um único filho, que, ao contrário do pai, não queria nada com o trabalho nem com os estudos. O que ele mais curtia eram mulheres e festas com os amigos. Seu pai sempre o advertia sobre a importância do trabalho e dos estudos.  Os amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse algo para lhes oferecer. Os conselhos e ensinamentos do pai chegavam aos ouvidos do jovem, mas ele não assimilava nada  continuava com sua vida vazia de conteúdo e sem objetivos.

Um dia, o velho pai mandou os empregados construírem um pequeno celeiro nos fundos da casa e, dentro dele, uma forca com os seguintes dizeres:  "Eu Nunca Ouvi os Conselhos do Meu Pai".

Mais tarde ele chamou o filho, levou-o ao celeiro e disse: Meu filho, já estou velho e quando eu morrer, tudo isso será seu. Se você fracassar quero que me prometa que vai se enforcar nesta forca. O jovem, incrédulo com aquela louca proposta riu, achou tudo um absurdo, mas, para não discutir com o pai, fez a promessa pensando consigo mesmo que jamais faria aquilo.

O tempo passou, o velho pai morreu e o filho herdou todos os seus bens, assumindo os negócios da família; mas, como havia sido previsto, gastou muito em festas, perdeu dinheiro em negócios malfeitos e começou a vender o patrimônio. Em pouco tempo perdeu tudo. Perdeu os amigos e, desesperado, lembrou-se do pai, cujos conselhos jamais ouvira e então começou a chorar copiosamente. Pesaroso, levantou os olhos vermelhos e avistou ao longe o velho celeiro e aí se lembrou da promessa feita a seu pai.  Deprimido e enfraquecido caminhou. até lá e, lendo as palavras escritas na placa, entrou novamente em choro convulsivo, decidiu então cumprir a promessa, já que nada mais lhe restava na vida.

Pensava ele: "Pelo menos agora vou alegrar meu pai, cumprindo minha palavra". Subiu na forca, pendurou a corda no pescoço e jogou-se no ar, sentindo por um instante o aperto em sua garganta.  Mas o braço da forca era oco e. quebrou-se antes que o rapaz morresse.  Ele caiu ao chão e do braço oco da forca, caíram jóias, esmeraldas e diamantes. 

Uma pequena fortuna que trazia junto um bilhete com os seguintes dizeres:  "Esta é a sua nova chance, Eu o Amo Muito, SEU PAI". 

Todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas, se ouvirmos os conselhos dos mais experientes, o preço desta segunda oportunidade poderá ser muito menor.


Como fazer uma boa campanha - Por Antônio Morais.

 

Todo aquele ou aquela que se propõe fazer política deve observar essas assertivas:

01 - Votos não se tem, se conquista. O fato de ter um mandato conquistado na última eleição não garante exito na seguinte. Cada eleição tem a sua própria história.

02 - A politica é a arte de somar. Soma-se um aqui, outro ali, e, quando se forma uma maioria de elege. Não há candidatura que nasça eleita, precisa ser trabalhada.

03 - Para construir a sua imagem não é necessário destruir a imagem alheia.  Cuide de suas propostas esqueça os outros.

“O fator presidente foi preponderante”, diz Mandetta sobre as 100 mil mortes - O Antagonista.

 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a coletiva de imprensa sobre à infecção pelo novo coronavírus.

Para Luiz Henrique Mandetta, a postura de Jair Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19 contribuiu para o país atingir a marca de 100 mil mortes.

“Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia”, disse à Folha.

“Foi uma somatória de fatores, mas principalmente liderados pela posição do governo, que trocou dois ministros e botou um terceiro que fez uma ocupação militar sem técnicos na Saúde.”

sábado, 8 de agosto de 2020

O MUNDO E O RÁDIO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Lá pelos anos 1930, o compositor baiano Assis Valente e a cantora Carmem Miranda se juntaram para anunciar e garantir que o mundo ia se acabar.A grande fauna de videntes, formada por profissionais que trabalham com previsões e adivinhações, decretaram, mais de um milhão de vezes, que o mundo iria para o brejo.Algumas projeções nesse sentido até que se aproximaram de uma causa factível para tal destruição: o contágio aniquilador das viroses.Nessa direção, estamos no meio de uma peste causada pelo novo coronavírus, que já ceifou, miseravelmente, mais de 700 mil vidas.Por meio de água, como no dilúvio, são desmoralizadas as previsões para o fim do mundo, embora as cidades estejam se acabando por enchentes.Nas pequenas cidades do interior, onde não faltam doidos dando cotôco, as pessoas costumam dar atenção aos malucos que anunciam o fim do mundo.Apesar dessa mania de destruição que acomete profissionais e amadores na arte da advinhação, o mundo tem resistido firme e forte a todos os falsos alarmes dos que desejam que tudo vá para o beleléu.Depois do foco sobre as dores do mundo, mergulho na outra parte dessa narrativa, para falar do veículo de nossa ocupação profissional: o rádio.O rádio, velho e fiel companheiro, sempre a provar que a solidão e a melancolia nunca foram soluções para enfrentar as vicissitudes da vida.Pois, esse instrumento, que ornou páginas importante na história do mundo, foi anunciado como morto em vários momentos de sua trajetória.Quando pariu a televisão, emprestando seus maiores valores para que esse equipamento funcionasse, deram até um enterro de segunda ao querido rádio.Com a chegada da internet e suas redes sociais sem leis, decretou-se, de novo, o seu desaparecimento.Mesmo com esses solavancos, é numa crise, como essa causada pelo coranavírus, que o rádio dá mais uma demonstração de vitalidade como veículo de maior credibilidade, como atestaram as pesquisas.O rádio viu crescer a sua eterna importância como legítimo veículo de comunicação de massas.

O rádio vive.

Uma tragédia construída por Bolsonaro e seus cúmplices - O Antagonista.

O Estadão, em editorial, comentou.

“Construiu-se essa tragédia porque Jair Bolsonaro se mostrou preocupado exclusivamente com seus interesses particulares. Construiu-se essa tragédia porque o governo não soube aprender com a experiência de outros países. Construiu-se essa tragédia porque, pelo mau exemplo do presidente, milhões de brasileiros furaram a quarentena. Construiu-se essa tragédia porque muitos governadores e prefeitos sucumbiram às pressões. Construiu-se essa tragédia porque falta a muitos cidadãos espírito de coletividade, o reconhecimento do passado formador comum e a comunhão de aspirações ao futuro. 

Com tristeza, viu-se que não raras vezes a fruição imediata de alguns se sobrepôs ao recolhimento exigido para o bem de todos. Aí está o resultado.”

A tragédia continua a ser meticulosamente construída.

48 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

Em 1850, a morte prematura do Príncipe Pedro Afonso trouxe um golpe de realidade dura para seu pai, o Imperador D. Pedro II do Brasil. 

Para um homem do século XIX, ou melhor, um monarca do século XIX, era difícil crer numa sucessora mulher. A perda dos dois filhos varões em um curto espaço de tempo, segundo seus biógrafos, resignou Pedro II acerca da continuidade de seu império após sua morte. O fim era inevitável para ele, tanto para sua vida, tanto para o regime o qual encabeçava. Ele amava as filhas, isso é inegável. Isabel, na condição de herdeira, recebeu toda a instrução e educação possível para a época, afim de se preparar para uma sucessão que jamais viria. Uma soberana, apesar de constitucionalmente permitida, era considerada inaceitável tanto para Pedro quanto para aqueles no poder. A questão foi ignorada durante décadas enquanto o país progredia e o imperador mantinha boa saúde.

Em 1864 estoura a Guerra do Paraguai. O maior conflito armado abaixo da linha do Equador naqueles anos, atrás apenas da Guerra da Secessão estadunidense. Em seus 58 anos de reinado, seria o apogeu de sua popularidade e também, o início de seu fim.

A guerra se mostrou longa demais, cara demais e sangrenta demais. A obsessão de Pedro II em liquidar Solano Lopez mesmo depois de dizimado o exército paraguaio e capturada Assunção, legou para ele uma imagem desgastada. A briga que teve com o Duque de Caxias em 1869 deixou claro tudo isso. O saldo do conflito foram mais de 50 mil soldados brasileiros mortos e os custos da guerra foram equivalentes a onze vezes a receita anual do governo. Ainda, surge nesse momento, pela primeira vez em nossa história, a figura do exército como parte ativa da vida pública e o gosto dos militares pela política e pelo poder. Em 1871 surgiria o primeiro partido republicano do Império, bastante insignificante, mas uma semente preocupante quando germinada no seio de uma monarquia.

A partir do final de 1880, cartas entre Pedro e a Condessa de Barral, sua amiga e confidente, revelam um homem que se tornara cansado do mundo e cada vez mais com uma visão alienada e pessimista.

A saúde do Imperador começou a piorar a partir de 1881, D. Pedro contava com apenas 56 anos mas seu envelhecimento era nítido. Ele estava cansado, doente e enfadado e gradualmente começou a se afastar dos assuntos públicos. Mesmo cansado de estar preso a um trono que duvidava que sobrevivesse após sua morte, ele perseverou por responsabilidade e também porque não parecia existir alternativa imediata. Porém, tanto Pedro quanto Isabel eram amados pelo povo, que apoiava o regime. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

CRUZOÉ - O Antagonista.

Mas não esqueça temos que fechar os olhos para toda esta lama que envolve a família Bolsonaro, caso contrario o PT pode voltar.

Comentário do Blog .

Nós temos comandando o país o que eu classifico como um soldado covarde e sem honra. Porque um soldado covarde e sem honra deixa os feridos para trás e não tem nenhuma relação de sensibilidade com aquele que morreu no campo de batalha.

Bolsonaro se revelou um pústula da politica, uma vida medíocre, cultura tosca, atitudes grosseiras, carreira militar desqualificada, contribuição parlamentar nula, inconsistência partidária, linguajá chulo, comentários impróprios à moral e sua total incompetência na diplomacia politica influenciam o seu apoio?

A Advocacia – por José Luís Lira (*)



  Dia 11 próximo, celebramos o Dia do Advogado, data na qual foram criados por Dom Pedro I os primeiros cursos jurídicos no Brasil -  São Paulo, no Largo do São Francisco e no Mosteiro de São Bento, em Olinda, Pernambuco, em 11 de agosto de 1827, sendo a do Largo de São Francisco instalada antes que a de Pernambuco. Anos depois, a data ficou sendo, também, o dia do Estudante. A nós advogados parece uma profecia a união dessas duas celebrações, posto que o advogado é um eterno estudante.

   Talvez eu me faça suspeito de falar, mas, acho a advocacia uma das mais belas profissões. O Direito tantas vezes confundido com a Justiça é um meio de se chegar a esta. Sem um dificilmente o outro existe e a Justiça precisa da técnica do Direito para poder se alcançada. O grande filósofo grego Aristóteles ensina que praticar a Justiça é dar a cada um o que é devido segundo os seus méritos. Durante muito tempo Direito e Justiça foram confundidos e muitas vezes, ainda hoje, falamos em Direito como Justiça, senão vejamos. Quando se vai buscar o Direito para se chegar à Justiça, dizemos que vamos à “Justiça”, enquanto estamos indo ao Direito para por meio dele se chegar à Justiça. E a ela chegamos, graças a este.

   A atual Constituição Federal, em seu artigo 133, ressalta que "o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei". Vemos a nossa gloriosa Ordem dos Advogados do Brasil sempre na vanguarda por direitos, prerrogativas, visando conquistas não só para a advocacia, mas, para toda a sociedade brasileira.

   Em homenagem a advogados, magistrados, promotores, defensores e, principalmente, aos meus alunos, fiz um poema que reproduzo com a temática da Justiça na Bíblia:

Justiça Bíblica

Faze justiça tanto para o
Pequeno como para o grande.
(Eclesiástico 5, 18)
A justiça é imortal. (Sabedoria 1, 15)

Aquele que exerce a justiça
Possuirá a sabedoria.
(Eclesiástico 15,1)
... o justo faça a justiça.
(Apocalipse 22, 11)

Julgai segundo a verdadeira justiça;
Cada um de vós tenha bom coração e
Seja compassivo para com o seu irmão.
(Zacarias 7, 9)

Não julgueis pela aparência,
Mas julgai conforme a justiça
. (João 7,24)
Vossa justiça é justiça eterna; e firme, a vossa lei. (Salmos 118, 142)

Tomarei o direito por fio de prumo e, por nível, a justiça. (Isaías 28, 17)
A justiça produzirá a paz
E o direito assegurará a tranquilidade
. (Isaías 32, 17)

Semeai na justiça,
E colhereis bondade em proporção
. (Oséias 10, 12)
... eternos são os decretos de vossa justiça. (Salmos 118, 160)

Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus, e (Baruc 5, 2)
Florescerá em seus dias a justiça,
E a abundância da paz até que cesse a lua de brilhar. (Salmos 71, 7)

Não farás curvar a justiça, e não farás distinção de pessoas;
Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam
Os olhos do sábio e destroem a causa dos justos
. (Deuteronômio 16,19)

Tereis balanças justas, pesos justos... (Levítico 19,36)
 A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir,
A justiça e a paz de novo se darão as mãos.
(Salmos 84, 11)

A nós Advogados, em nossas ações, vale lembrar prédica de que não foi advogado e trilha o caminho da santidade, Mons. Arnóbio de Andrade: “O importante não é só começar bem, mas, terminar bem”! 

Ave Advocatus!
Ave Alumnus!

    
  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

STF, quem diria, protege desvalidos - Por José Newmanne Pinto.

 O STF derrotou ontem por duas vezes o governo de Jair Bolsonaro e com resultados acachapante, ao proibir, por unanimidade, cortes no Bolsa Família durante a pandemia do novo coronavírus e obrigá-lo a adotar uma série de de medidas para conter o avanço da covid-19 entre os povos indígenas. 

O julgamento sobre os repasses do Bolsa Família durou apenas quatro minutos, enquanto o dos povos indígenas levou duas sessões que se arrastaram por dois dias. Entre as ações na área de saúde impostas pelo STF ao governo estão a elaboração de um plano de enfrentamento voltado para os povos indígenas, a formação de políticas para criar barreiras sanitárias e a contenção e o isolamento de invasores em terras indígenas, além da instalação de uma sala de situação para a gestão de ações de combate à pandemia. Muito bem feito!

O general e a cura pelo reto.

Antes de o País ter tomado conhecimento de que a covid19 matou dez mil brasileiros em São Paulo e o total de óbitos em cinco meses de pandemia ter ultrapassado 100 mil no País inteiro, praticamente o dobro das baixas dos EUA em dez anos na guerra do Vietnam, o general Eduardo Pazuello, intendente interino permanente no Ministério da Saúde, recebeu comitiva liderada por um deputado governista para ouvir de seus componentes o relato do tratamento da doença pela introdução de ozônio pela parte inferior do intestino. 

E cancelou a verba de R$ 11,5 milhões para a Universidade de Pelotas, que faz uma pesquisa muito séria a respeito. Felizmente o Itaú Unibanco demonstrou mais empatia do que o intendente e seu chefe, o capitão cloroquina, ao assumir o pagamento dessas contas. A prisão pela PF de um ex-ministro de Temer por furto em verbas para saúde matou dois coelhos com uma cajadada só para Bolsonaro: Baldy foi secretário de Dória e indicado por Maia.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Elogio de investigado - Por o Antagonista.


Flávio Bolsonaro atacou a Lava Jato e defendeu Augusto Aras. Um subprocurador comentou com o Estadão que “elogio de investigado ninguém quer. 

Mas há exceções: se o investigado for filho do presidente da República e tiver influência na escolha do próximo ministro do STF, a coisa muda”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Terrivelmente Mendonça - Por o Antagonista.



André Mendonça “teve a oportunidade de servir não a dois, mas a três senhores: Dias Toffoli, Lula da Silva e Jair Bolsonaro”, diz José Nêumanne Pinto.

“Mostrou com canetadas magistrais que não há incompatibilidade em servir aos petistas Lula e Toffoli sem deixar de ser prestativo a Jair Bolsonaro, presidente que venceu a eleição por ter prometido expulsar o PT do poder”.

A CRIATIVIDADE EM ALTA NA PANDEMIA - Por Antonio Morais.


Nesta quarentena, que já passa de 100 dias, temos encontrado coisas interessantes a cada hora. Talvez, o tempo livre e a necessidade de fazer com que ele passe mais rápido, tenha levado algumas pessoas a criar e a se expressar de maneira incomum.
Tem um velho adágio popular que diz: "há males que vêm para o bem". Sendo assim, procuremos entender esse momento como um exemplo de Deus e sejamos sensatos para aceitar seus designos com perseverança e coragem.
A COVID - 19 vem deixando um rastro de mortes e de desajustes sócio-políticio e econômicos no mudo toto. Mas, como num paradoxo, já é possíel notar que influênciou mudanças de comportamentos e incrementou algumas ações civis e comerciais. 
Atividades como "home office", "ifood", "telemedicina" e outras mais, ganharam destaque nesse período de isolamento social, com direito até a nomes exóticos.
Há quem diga que nos momentos de dificuldade aparecem caminhos que não imaginávamos existir. E é assim que esperamos o término desse período de isolamento social. 
Com a abertura de oportunidades para todos e mais solidaredade entre as pessoas.

Fachin frustra Aras e Toffoli - Por José Newmanne Pinto.


No primeiro dia útil depois da volta do recesso do Judiciário, no qual o presidente e plantonista Dias Toffoli aprontou barbaridades com decisões monocráticas completamente absurdas, o ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato, decidiu evitar pelo menos uma das catástrofes ao negar acesso do procurador-geral da República, Augusto Aras, aos 350 terabytes de arquivos secretos com autos, delações premiadas e outros objetos de segredo de Justiça da maior operação de combate à corrupção da História. 

É improvável que Aras recue de sua disposição de servir a compadres como o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula dando-lhes informações de alto intereesse. Mas não será desta vez que isso vai acontecer, porque Fachin também decidiu proibir o acesso ao material que seus asseclas já puderam xeretar os computadores na sede da força-tarefa em Curitiba.

47 - Era do Império, - Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.


O dia que tentaram assassinar o D. Pedro II, 15 de Julho de 1889.

O Atentado de Julho foi um atentado sem sucesso contra a vida do imperador brasileiro, Pedro II do Brasil. O atentado ocorreu no dia 15 de julho de 1889, foi realizado na saída do imperador do concerto da violinista Giulietta Dionesi, no Rio de Janeiro. 
Enquanto saía, D. Pedro foi surpreendido por um jovem bem vestido que atirou contra a carruagem do imperador com gritos enaltecendo a república, porém, não conseguiu atingir o monarca brasileiro. O terrorista conseguiu fugir, porém, foi reconhecido e capturado pela polícia. 
O rapaz era Adriano Augusto do Valle, um republicano português.
O imperador, apesar do ocorrido, decidiu não levar o processo adiante, pois o objetivo do imperador era impedir uma grande repercussão do ocorrido e com isto, o movimento republicano ganhar mais moral e destaque, além, de impedir futuros atentados.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

"Bandidinhos Vagabundos": Assim O General Santos Cruz Define Governo Bolsonaro - Celeste Silveira.


General Santos Cruz surpreende e define governo Bolsonaro com virulência e desprezo, “bandidinhos e vagabundos”.
O general Santos Cruz deixou patente sua percepção sobre o governo Bolsonaro: “cercado de bandidinhos vagabundos”. Cruz, que já vinha manifestando desgosto com o governo Bolsonaro desde sua saída da secretaria de governo deu a declaração ao jornal Valor.
A visão do general Santos Cruz sobre o governo Bolsonaro ganhou destaque no jornal Valor deste último final de semana: Cruz disse que Bolsonaro está cercado de bandidinhos vagabundos.

Moro rebate declarações de Bolsonaro sobre ‘melhora’ no combate ao crime - Por o Antagonista.


Em entrevista ao Estadão, Sergio Moro rebateu as declarações de Jair Bolsonaro nas redes sociais no último fim de semana –o presidente disse que, depois de sua saída do Ministério da Justiça, “como por um passe de mágica, várias e diversificadas operações foram executadas”.
Moro afirmou que, enquanto esteve no cargo, faltou apoio de Bolsonaro para ajudá-lo a pôr em prática uma agenda anticrime e anticorrupção.
“Tenho que dizer que não houve um grande apoio do presidente para a maioria dessas iniciativas do ministério, mas penso que há tempo considerável para que o governo retome algumas dessas bandeiras, como a aprovação da PEC da segunda instância, o que é muito mais efetivo do que a multiplicação de operações policiais de buscas e apreensão”, disse.
O ex-ministro também lembrou o que chamou de ” distância entre o discurso e a prática” do governo Bolsonaro.
“O que tem sido noticiado pelos jornais nos últimos meses é um progressivo loteamento político de diversos cargos administrativos dentro do governo, com indicações provenientes principalmente do grupo político denominado Centrão. Na campanha eleitoral, o presidente havia prometido publicamente rejeitar e coibir essa prática.”

KOJAK MORALES, O SUPER-HERÓI ESTÚPIDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Tal qual o vampiro brasileiro, Kojak Morales é um super-herói ridículo e não veio para proteger os pobres e oprimidos.
Pelo contrário, surgiu com o objetivo de tornar o que não presta mais ruim ainda, para infelicidade geral da nação.
Sua careca reluzente, cultivada desde os tempos de criança, nos remete à figura dos espiões russos das chanchadas da Atlântida, tempos do cinema de Oscarito e Grande Otelo.
Dizem que gasta uma dinheirama, com ceras especiais, para manter o brilho de sua cabeça de ovo.
Quando pensa, garantem os mais próximos, o mau cheiro torna insuportável e insalubre qualquer ambiente.
Kojak nasceu no Brasil, mas o seu sobrenome Morales vem de famílias totalitaristas da América do Sul, conhecidas como “Acorrentadores da América”.
Se não estou enganado, tem um torneio patrocinado pela Conmebol com esse nome.
As contendas de Kojak Morales se desenrolam na área da justiça e, para impor sua editoria estúpida, tratou de se formar nas melhores estribarias do país.
O maior adversário desse super-herói de araque é a democracia, regime que ele detesta, por ser inimigo feroz das liberdades individuais.
Como ele afirmou,com franqueza: “Essa tal de “liberdade de expressão” não tem vaga e será sempre tratada a pauladas”.
“Querem ver, se metam à besta”, completou, na série de pontapés verbais desferidos para deleite das imprensa amestrada.
Na hashtag “boca fechada não entra mosca”, garantiu que sua ação nefasta não será apenas no Brasil, onde pequena parte da imprensa está incomodada com as suas imbecilidades na área da censura.
“Vou agora censurar o mundo. Me aguardem!”
Foras estas as palavras de Kojak Morales na última entrevista.
Acho que, agora, ele se lasca.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Bolsonaro, pústula política - Por Eloísa Helena.


Nós temos comandando o país o que eu classifico como um soldado covarde  e sem honra.  Porque um soldado covarde e sem honra deixa os feridos para trás  e não tem nenhuma relação de sensibilidade com aquele que morreu  no campo de batalha.

Eu digo sempre que o estado brasileiro deveria ser aquela bandeira  que se põe em cima  do caixão de alguém que morreu na batalha.

Eu não estou entre os brasileiros que acham  que  porque o povo elegeu essa pústula politica Bolsonaro, ele o vice e  o ministro da fazenda,  o tridente da covardia,  da falta de honra, comportamento típico  de traidor da pátria, um homem que ganhou uma eleição  se fazendo de patriota nada mais é que um vendilhão da pátria. 

Eu não  estou entre aqueles que acham que porque o povo o elegeu, o povo não presta mais pra nada. Foi o mesmo povo que possibilitou 16 anos de governos caracterizado  pela traição a classe trabalhadora.  Eu entendo que há chance  de reverter  essa situação.

FACHIN REVOGA COMPARTILHAMENTO DE DADOS DA LAVA JATO COM A PGR - Por o Antgonista.


Edson Fachin acaba de revogar a decisão de Dias Toffoli que determinou o compartilhamento de todas as informações da Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República.

A decisão tem efeitos retroativos, o que alcança os dados já copiados pela PGR nas bases de dados de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Na prática, Augusto Aras terá que devolver essas informações e não poderá usá-las.

No pedido, o procurador-geral levantou a suspeita — já refutada pela força-tarefa do Paraná — de que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre estariam sendo investigados de forma clandestina pelos procuradores de Curitiba, num inquérito que levou à denúncia de Walter Faria, dono da Petrópolis.

Fachin afirmou, em sua decisão, que a suspeita é objeto de outro processo no STF ainda não concluído. Acrescentou, no entanto, que a acusação contra Walter Faria não inclui os presidentes da Câmara e do Senado e que a investigação sobre o empresário foi remetida à primeira instância pelo próprio Supremo.

“A alegada usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal está posta e melhor aparelhada nos autos da RCL 41.000, onde deverá ser objeto de oportuna prestação jurisdicional”, escreveu o ministro.

Fachin ainda criticou a decisão de Toffoli, por se basear num precedente de Alexandre de Moraes ligado ao princípio da “unidade” do Ministério Público. Como mostrou O Antagonista, a decisão, de março deste ano, não tem qualquer relação com o tema do compartilhamento de dados: ela apenas proibiu a transferência de promotores de um estado para outro sem concurso.

“Decisão sobre remoção de membros do Ministério Público não serve, com o devido respeito, como paradigma para chancelar, em sede de reclamação, obrigação de intercâmbio de provas intrainstitucional”, escreveu Fachin. 

“Ou seja, a interpretação dada ao aludido postulado no contexto da arguição de descumprimento de preceito fundamental não autoriza que dela se extraia a pretendida obrigação de ‘intercâmbio de provas intrainstitucional'”.

domingo, 2 de agosto de 2020

203 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


A venda do patrimônio de São Raimundo.

Em cumprimento as exigências da "Diocese do Recife/Olinda" para a criação da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre o Major Joaquim Alves Bezerra e outros amigos fizeram uma doação a paróquia de 400 braças quadradas de terra à partir do local em que seria construída a igreja matriz. 
Documento conforme declaração registrada em 04 de Março de 1857 na cidade de Lavras de Mangabeira a quem a freguesia de Várzea-Alegre pertencia. Foto acima.


Em 1919, a Diocese do Crato, regida pelo empreendedor Bispo Dom Quintino de Oliveira e Silva decidiu criar um banco, o Banco do Cariri S/A. As paróquias foram orientadas a aplicar suas reservas financeiras em ações ordinárias da referida instituição.
O padre José Alves de Lima, foto acima decidiu vender o patrimônio em referencia.  A revolta dos paroquianos foi muito grande, e diante do clamor do povo o prefeito Coronel Antonio Correia não aceitou comprar, mas o padre estava decidido e vendeu ao senhor Dirceu de Carvalho Pimpim.

Este fato deu origem ao primeiro foco de protestante de Várzea-Alegre com as famílias, Gino, Aniceto e Camilo no sitio Vacaria e a Sousa da Varzinha.
O poeta Manuel Antônio de Sousa,  da Varzinha  fez  um verso intitulado : "Verso da venda do Patrimônio de São Raimundo". Um dia, o meu pai José André do sitio Sanharol cantou para Pedro de Joaquim Piau que o datilografou. 
Graças aos dois eu tenho, e, vou transcrever o "protesto em verso" nos comentários para o deleite dos leitores interessados na história.
Em 1971, a Diocese do Crato autorizou a fusão do Banco do Cariri S/A com o banco do Juazeiro S/A da família "Bezerra de Menezes" e perdeu o controle da instituição vendida recentimente para um grupo chinês.

Portanto, se lhe perguntarem que fim levou o patrimônio doado pelo Major Joaquim Alves e seus amigos a São Raimundo, vendido pelo Padre Lima em 1920 a resposta é :  Está na China.

Veja os versos de Manuel Antônio de Sousa nos comentários.

202 - Preciosidades antigas de Várza-Alegre - Por Antônio Morais


Dedicado aos meus amigos Mundim do Vale e Sávio Pinheiro.

Esta postagem é um pouco longa, é um resgate, um achado, por esta razão a dedico aos meus estimados amigos Raimundinho Piau e Sávio Pinheiro. 
Nas décadas de 30, 40 e 50 José de Morais Feitosa, filho de João Alves Bezerra e Conceição de Morais Feitosa, meus bisavós, quando chegava a época do inverno se deslocava do Arneiroz para Várzea-Alegre com o objetivo de plantar uma lavoura de arroz. 
Fixava residência no Sanharol, na casa de sua irmã Andrezinha, minha avó materna. 60 anos mais tarde, já residindo em Curitiba, Zezinho fez uma carta ao meu pai, José Raimundo de Morais, solicitando que fizesse um contacto com Raimundo Alves de Morais, Candeiro, para que este fizesse um verso falando daqueles tempos felizes vividos por eles. 
O Poeta atendeu e o meu pai memorizou os versos, cantou para Pedro de Joaquim Piau que os datilografou em sua maquina de escrever e eu tenho em meus arquivos esta relíquia memorável:

Não há quem possa negar
Como já foi o Machado
Com o povo interessado
Trabalhando sem parar
Gente de todo lugar
Tinha até do Arneiroz
A luta era feroz
Muitas vezes enlameado
Limpando arroz no Machado
E vivendo aqui mais nós.

Quando pegava a chover
Nós todos íamos plantar
Depois íamos pastorar
Prus passarinhos não comer
Depois do arroz nascer
Nós começávamos a limpar
E a lama sem secar
Só se ouvia nego dizendo
O meu mato está comendo
Acho que vou aceirar.

Quando clareava do dia
Agente se levantava
A merenda que pegava
Era a enxada e saia
E por lá passava o dia
Trabalhando sem parar
E pra poder acabar
Precisava ir tantas vezes
Com mais ou menos dois meses
Terminava de limpar

Quando o arroz segurava
Só se ouvia o assunto
Gente fazendo adjunto
Juntando quando botava
E o povo se juntava
Era gente pra valer
Fazia gosto se ver
Um bando de cabra macho
Cortando cacho por cacho
Cantando sindô lelê

E agora está mudado
Ninguém quer se juntar mais
Tá indo tudo pra traz
Já nem parece o Machado
O Povo é desanimado
Não joga maneiro pau
E por isso o pessoal
Não conta com arroz doce
Tudo isso acabou-se
Mode o demónio do girau

Veja o tamanho da sujeira
Que tudo esculhambou
Eu não sei quem inventou
De cortar com roçadeira
Chega abarcando a touceira
Vai levando por igual
Depois outro pessoal
Pegando tudo que vê
Vai levando pra bater
No Satanás do girau.

Só pode ter sido um caé
Ou mesmo uma brocharia
E com essa putaria
Não tem quem queira um quicé
pode ser homem ou mulher
É todo o povo em geral
Que apoia esse bicho mal
Que fez toda maldição
Foi o maldito do cão
O criador do girau

Nada se pode fazer
Jeito ninguém tem pra dar
Precisa se acostumar
Com o que aparecer
Não tanto que nem você
Que foi lá pra capital
Hoje é um jovem legal
Que nem liga o Ceara
Tire um tempinho e venha cá
Pra eu lhe mostrar o girau

Meu caro amigo Zezinho
Colega mui verdadeiro
Quem informa é o Candeiro
O Poeta do Brejinho
A coisa aqui está assim
Não está bom pra viver
Só se planta pra perder
Dá só pra gente escapar
Contudo no Ceará
Só está faltando você.

Divisão - Por Sérgio Porto.


Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as arvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção, o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.