domingo, 12 de abril de 2026

TAPAJÓS E CARAJÁS - FURTO, FURTEI E FURTAREI - JOSE RIBAMAR BESSA FREIRE

DIÁRIO DA AMAZÔNIA - PADRE ANTÔNIO VIEIRA E O PLEBISCITO.

Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia. Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás.
A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao estado independente, com ele se unificando.
Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém.
Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. "É mais fácil vigiar um ladrão do que dois", escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: “Digo, Senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só”.
Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:
- “Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência”.
Segundo Vieira, os governadores "furtam juntamente por todos os tempos". Roubam no tempo presente , "que é o seu tempo" durante o triênio em que governam, e roubam ainda "no pretérito e no futuro". Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "vendendo perdões" e roubam no futuro quando "empenham as rendas e antecipam os contrato, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos".
O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:
"Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas".
Numa atitude audaciosa, Padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo: "Em qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo".
Os dois novos Estados – Carajás e Tapajós – se criados, significam mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos.
Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece:
"Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós". 
 

Dom Pedro II e o Líbano -- por Lody Brais (*)

A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.
Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".

Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis – e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.

Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vênus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.
Não faltam exemplos do elo afetivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias Antônio Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.

Calcula-se que existam atualmente cerca de 8 milhões de libaneses e descendentes destes no Brasil. É o maior número de imigrantes do Líbano no mundo. Sua presença é notável nos diversos setores de atividade: são médicos, artistas, esportistas, intelectuais, empresários, políticos... Todos participando do crescimento do País, lado a lado com brasileiros natos e imigrantes de outras partes do mundo, e assim contribuindo para a formação e o engrandecimento da Nação brasileira.

(*) Lody Brais é presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano em São Paulo.
E-mail:brasil.libano@gmail.com

Augusto Nunes - Por Augusto Nunes.

Os ministros de Supremo Tribunal Federal que votaram pelo fim da CPMI do INSS deixaram claro para os brasileiros  quem está do lado dos bandidos. 

sábado, 11 de abril de 2026

Uma palavra amiga - Padre Juca



Por mais que alguém duvide, não se pode negar que as duas maiores forças estão ao alcance de todos: o pensamento positivo e a oração.

O pessimista, em cada fato, em cada coisa, vê somente o lado negativo e aquilo que lhe contraria.
O otmista, porem, de uma coisa triste, sabe tirar duas alegres. A questão é saber viver, a maneira de se enfrentar a vida.
Com Deus sou forte! Quando o ser humano acredita em Deus, ele pode até o que parece impossível.
O que você pensa a respeito disso:  Duas pessoas, ao serem chamadas para fazer o teste de avaliação para conseguir um emprego, foram até o local determinado. Depois de recebidas as explicações, uma delas declarou: É muito difícil! Nem adianta eu tentar que não terei condições de passar. E foi embora.  A outra, mesmo sentindo que seria custoso, ser aprovada, enfrentou a situação, fez o teste e conseguiu o emprego.
A vida está cheia de exemplos como este e outros semelhantes.  Há muita gente que não consegue resolver seus problemas ou ter uma situação melhor porque não enfrenta, não persevera, não quer pagar o preço devido, e aí, realmente, tudo se torna difícil.
Quando agente busca, luta, se esforça, mas não consegue, pelo menos fica com a consciência tranquila e com a sensação gostosa de não se ter sido covarde na vida.

Lula, inspeciona o sertão nosdestino depois de 20 anos de seu dominio desastroso - Postado por Antonio Morais.


Uma mão pequena e tímida toca ao portão.
Um pão dormido satisfaz a suja mão.
O adolescente segue de porta achando que é gente, que é cidadão.
Acha que é merecedor da pena que carrega.
O céu só o quer sob o signo do sofrimento.
Deus, o recompensa, pensa.
Estamos em Setembro.
É o verão, e o verão todos meses terríveis.
O sertanejo olha para o céu e se lenitiva.
Dois instantes de amargura.
O silencio no campo poeirento amedronta.
Os demônios descansam e os santos ressoam.
Nenhum som de trovão, de cachoeira e nem mesmo de goteira.
Balança-se a rede e a criança resmunga, pensando que é gente, que é cidadã. Resmungar vai ser sempre sua fala. 
O velho fuma cachimbo dá-lha a impressão de ser gente.
É um cidadão.
Olha o olho do sol e lagrimeja.
Vê as coisas deformadas, como todas as coisas que lhe ensinaram, em toda sua vida, os pais, os padres, os pastores e os políticos.
Reza, pede, resmunga e sonha.
Seu sonho lhe dá vida que desperto não tem. Este é um pouco do cenário do inicio do verão do sertão do nordeste.

José Morais de Brito.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Emidio da Charneca - Por Antonio Moais.


Foto rara do Emidio da Charneca.

Quem conhece a parte territorial do município de Várzea-Alegre deve estranhar porque aquela ribeira iniciada no sitio Gamelas, passando pelo Capão, Amaro, Charneca, Unha de Gato e parte do Riacho do Meio, apenas a Charneca, a parte ao centro não pertence ao nosso município e sim a Cariús.

Fontes serias asseguram que nas décadas de 40 e 50 um cidadão conhecido por Emídio Teatônio, agricultor e analfabeto, de uma hora para outra virou doutor. 

Em breve os caminhos e as veredas que levavam ao lugar estavam cheias de pessoas achegando-se ao local para se receitar. 

Por conhecimento ou adivinhando filas eram atendidas, Emídio fez fama e clientes é o que não lhe faltava. Pessoas das mais distantes localidades e de outros municípios acorriam em seu socorro e o homem receitava remédios que eram encontrados em quaisquer farmácias e de efeito positivo.

Várzea-Alegre sempre foi uma cidade adiante das demais circunvizinhas, e, nesta época já tinha médico, e, dizem, não sei se é verdade, que este vivia na cola de um erro qualquer do Emídio para denunciá-lo a justiça e proibi-lo da prática que já era um hábito e pelo médico considerada curandeirismo. 

Para fugir destas perseguições e das autoridades locais, Emídio se valeu do então Deputado Estadual  Mário da Silva Leal que por meio de um decreto desmembrou aquela área do município para fugir as possíveis penalidades impostas ao Emídio. 

Assim a Charneca deixou de pertencer a Várzea-Alegre e se integrou ao município de Cariús. 

Iniquidade - Por Antônio Morais.

Um dia, eu assistia uma missa na Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora, em Porto Velho, celebrada por um frade italiano.

No sermão ele contou um historinha muito significativa. Disse que foi escalado para visitar um presidio. Para sua surpresa encontrou um ex-colega de escola entre os presos.

Então perguntou : Como você veio parar aqui?

Respondeu : Você lembra aquele apontador de lápis e aquela borracha de apagar que sumiam da sua bolsa? 

Comecei com eles, assaltei um banco e aqui estou. Não evitei os pequenos delitos e cometi os grandes. 

Iniquidade é quando você perde o temor da justiça, perde o temor de Deus. Se você não sabe, Iniquidade é a herança que o Lula vai deixar para os brasileiros. 

Um pais sem honra, sem leis, sem respeito, pais da anarquia, da desordem e da falta de caráter. 

Ramiro, o belo - Por Xico Bizerra



Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente. Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era. 

Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe: o seu era o 341.

Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem. 

Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse que estava rindo. 

Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro!

CPI para investigar ministros do STF e grupos criminosos já tem apoio de 40 senadores - Diario do poder.

A proposta de nova CPI no Senado, desta vez para investigar relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com grupos criminosos, assim, direto e reto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já conta com 40 assinaturas, quase metade de toda a Casa. 

Vieira está convencido de que o Master não era banco e sim uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e fraudes. E que manteve relações impróprias com ministros do STF.

Vínculos na lupa

Com a CPI, Vieira quer apurar a natureza e a extensão de eventuais vínculos pessoais, financeiros ou institucionais de ministros com Vorcaro.

Casos concretos

O senador citou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como ministros cujos vínculos com o ex-dono do Banco Master devem ser investigados.

Até que ponto?

A CPI, diz oponente, deverá esclarecer se as relações entre esses personagens influenciaram decisões dos Poderes da República.

Zero chance

O desafio será combinar com Alcolumbre, o zagueiro, que não permitirá a CPI. Por medo ou pacto, ele veta investigações contra ministros do STF.

Governistas na lista

Três senadores do PSD assinaram o pedido de CPI para investigar relações de ministros do STF com o Master, assim como dois do PSB, partido do vice Geraldo Alckmin: Jorge Kajuru (GO) e Flávio Arns (PR).

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Conselhos de Lula para Moraes se blindar expõe colapso da separação dos poderes - Diario do Poder.

Lula (PT) revelou, com a naturalidade de quem comenta o tempo, haver aconselhado o ministro do STF Alexandre de Moraes a “não permitir” que o escândalo de Daniel Vorcaro e do Banco Master “jogue fora sua biografia”. O episódio é ainda mais grave porque envolve o contrato de R$129 milhões firmado pelo Master com a banca de advocacia da esposa do ministro, e o autor do conselho é um ex-condenado que cumpriu pena em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Passando batido

Em qualquer democracia saudável, isso seria escândalo ou no mínimo provocaria o constrangimento na suprema corte. No Brasil, passa batido.

Sem limites

O tom paternalista de Lula sugere uma proximidade pessoal que ultrapassa e até ofenderia, para muitos, os limites constitucionais.

Juiz implacável

Tudo porque, afinal, Moraes é exatamente o ministro que tem aplicado penas que juristas julgam desproporcionais contra opositores de Lula.

Credibilidade

A verborragia do conselheiro de toga cobra um preço elevado, e quem paga essa conta é a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Paca no prato, desgaste na imagem - Diário do poder - Fábio Paiva.

O episódio envolvendo a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual foi preparado e consumido um prato à base de paca, pode até não configurar ilegalidade — mas expõe um problema maior: o impacto simbólico das atitudes de quem ocupa o topo do poder. 

Segundo relatos, a carne teria origem em criadouro legalizado, o que, em tese, afasta a caracterização de crime ambiental. Ainda assim, limitar a análise ao aspecto jurídico é ignorar o que realmente está em jogo.

O Brasil tenta reconstruir sua credibilidade ambiental no cenário global, defendendo a preservação da biodiversidade e o combate a práticas ilegais. Nesse contexto, a exposição pública do consumo de um animal silvestre nativo — ainda que legal — cria um ruído desnecessário. 

A paca, para a maioria da população, não é vista como um produto comum de consumo, mas como parte da fauna que se busca proteger. 

O gesto, portanto, comunica mais do que a legalidade permite: ele normaliza, simbolicamente, algo que o próprio país tenta combater quando ocorre fora da lei.


É ISSO... - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• O Mundo rebobina duas coisas: guerras como política e liderança baseada no autoritarismo. Por medo ou ganância.

• Todo ser humano é uma melodia. Basta reparar um pouco. 

• Conviver com poderes irresponsáveis é coisa de País sem vergonha. 

• Código de ética como panaceia tem efeito de escárnio. 

• É tanta mentira que passamos a duvidar do que é verdadeiro. 

• O conselho é bom. O exemplo arrasta.

• Equação simples: a picanha subiu de preço, acabou o churrasco. 

• Enquanto a guerra continuar, menos avião no ar.  

• Aumento de imposto é morte da economia do País. 

• "Acabar com os marajás" não "pega mais".  

• Nove jogos sem ganhar só bate no teto do treinador.

terça-feira, 7 de abril de 2026

As leis do Brasil - Por Antonio Morais


Temos visto os tribunais batendo cabeça, é juiz tomando uma decisão e outro desfazendo. Mesmo quando há jurisprudência o vai e vem das decisões é de fazer vergonha. O puder está sempre acima da lei.

No Sanharol, Luzia de Zé de Lula Goteira conversava, na cacimba, com Maria de Tico Catolé. Veja o vocabulário falado pela nossa verve: - “muier eu num sei cuma tu aguenta levar uma pisa todo dia do Tico e num reaje. Cumade, promode tu saber eu ti digo que as coisas dagora num tão mais cuma as de antigamente não. Ouvir dizer que tem uma tá de Maria da Penha que é uma danada, se os homi se meter a besta de surrar as muier tão pebados! Vi Maria Braga mais Lôro José dizendo na televisão da casa de Raimundo Bitu.

Muier!.. mais o que eu ai de fazer? Ela sabe lá onde fica o Sanharol! Só se quando Tico largar os cabo de bassora neu eu gritar: Socorro!...Maria da Penha! Socorro!... Maria da Penha”. Tu acha que ela vem acudir eu?