sábado, 14 de fevereiro de 2026

Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública”

 Nº 3 -- Sobrou para o peixe “Tilápia”




   Cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros, a tilápia é um peixe de água doce originário da África e Ásia Menor. De fácil cultura, adaptou-se facilmente nos ambientes brasileiros, sendo criada em tanques, lagoas e represas. No Ceará existe grande produção de tilápias no açude Castanhão, como é popularmente conhecida a Barragem Padre Cícero.

   Hoje, milhares de criadores se dedicam à cultura dessa rica e saborosa carne, criando empregos e minorando a fome e a desnutrição da população. Mas a insuportável burocracia republicana, por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), estuda a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras.

   Ou seja, qualquer ambientalista de meia tigela poderá decretar, de repente, a proibição da tilápia em todo o território da República Federativa do Brasil, alegando “prejuízo” a nosso ecossistema. Alguém ainda duvida das intenções sinistras desses órgãos ecologistas criados nesta horrorosa república? 

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


O Supremo virou casa sem porteiro: poder, privilégios e o silêncio da ética - Por Felipe Vieira, Diario do Poder.

O cancelamento da reunião convocada por Edson Fachin para discutir o Código de Ética do Supremo Tribunal Federal não foi um gesto administrativo. Foi um gesto político. Oficialmente, faltou agenda. Na prática, sobrou desconforto. 

Quando a discussão sobre limites começa a incomodar quem deveria defendê-los, o problema não é a pauta — é a resistência a qualquer tipo de freio.

Volto a este tema depois de ouvir a íntegra das falas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão do STF. Volto porque, mesmo após já ter escrito o artigo “A perigosa tese de Moraes e Toffoli: quando o direito vira álibi e a toga passa a defender privilégios — não limites”, a impressão não apenas se manteve como se agravou. 

A forma e o conteúdo do que foi dito — sem mediações, sem recuos, sem autocrítica — continuam a ecoar de maneira perturbadora. Não houve ali apenas uma divergência jurídica. Houve a exposição crua de uma visão de mundo.

O episódio ganha ainda mais gravidade diante dessas declarações públicas. Moraes afirmou, sem rodeios, que “juiz pode receber por palestras”. Toffoli foi além e sustentou que magistrados podem ser “acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes”. 

O subtexto é claro: não há problema algum, sigamos adiante. O problema é que há — e muito.

O Supremo parece ter virado uma casa sem porteiro. Entra dinheiro, sai justificativa, circulam interesses privados, e ninguém parece disposto a perguntar quem bate à porta, com que intenção e a que custo institucional. Tudo pode, tudo é explicado, tudo é normalizado. 

O porteiro — o código de ética — foi convidado, mas acabou dispensado antes de começar o turno.

É justamente aqui que o debate sobre um Código de Ética revela seu caráter quase acessório. Se a Constituição, a LOMAN e as regras que atribuem ao Senado a fiscalização da atuação dos ministros fossem efetivamente cumpridas, nada disso seria necessário. Bastaria vergonha na cara. O que existe hoje é um vácuo de controle, alimentado por pressões institucionais que inibem qualquer tentativa de fiscalização real. E mesmo que um código fosse aprovado, permaneceria a pergunta essencial: quem o aplicaria? Não há hoje mecanismo claro de punição ou impedimento. 

O resultado é a normalização de práticas que já ultrapassaram o campo da ética e avançam para irregularidades funcionais graves, como a advocacia administrativa.

Nesse ambiente de permissividade, as falas de Toffoli e Moraes deixam de ser apenas opiniões e passam a soar como desprezo pelo clamor público por decência institucional. Não se trata de acusação criminal. Trata-se de algo mais profundo e corrosivo: a ideia de que integrantes do topo do sistema de Justiça não precisam se submeter a padrões mais elevados do que aqueles exigidos do cidadão comum. Pelo contrário — parecem acreditar que o cargo lhes garante um salvo-conduto moral.

No mérito das manifestações, há ainda um ponto incontornável que segue sem resposta: como magistrados ou outros integrantes do funcionalismo conseguem constituir fortunas expressivas ao longo da vida tendo exercido exclusivamente cargos públicos? A participação societária ou a condição de acionista não são, por si, ilegais, mas exigem explicações claras sobre a origem do patrimônio. 

Trata-se de herança, recursos familiares, rendimentos anteriores comprovados? No caso de Moraes, há um escritório anterior à magistratura — mas permanece a dúvida se isso seria suficiente para justificar o volume de bens acumulados. Transparência patrimonial não é perseguição: é uma exigência básica de qualquer república que se pretenda séria.

Felipe Vieira.

CUIDE - Por Pedrinho Sanharol.

 


Cuide bem das coisas que o dinheiro não compra, são elas que te tornam rico. Tratar bem as pessoas é melhor que postar versiculos bíblico que você não pratica.

Você sabe que a pessoa vale a pena quando ela te trata hoje da mesmo forma que te tratava quando precisava de você.

Vivemos em um mundo que o funeral vale mais do que o morto, o casamento vale mais do que o amor e o físico vale mais do que o intelecto.

Vivemos na cultura da embalagem, que despreza o conteúdo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Coisas da “Ré Pública” n° 2: pobres Correios...

 


   Verdadeiro ícone por sua seriedade, confiabilidade e sobretudo por promover a integração de um país-continente, predicados adquiridos em grande parte durante o Brasil-Império, os Correios hoje padecem de grave crise financeira provocada sobretudo por má administração.

   De 2017 a 2012, breve período em o Brasil se viu livre da “República sindicalista” (leia-se: as  administrações petistas de Lula (duas) e Dilma Rousseff (duas, até sofrer o impeachment por incompetência) , os resultados dos Correios foram positivos. Mas estima-se que em 2025 o prejuízo foi superior a R$ 6 bilhões, o que representou metade do déficit de todas as estatais. 

   Motivos para a empresa chegar a essa situação não faltaram: nomeações políticas para altos cargos, má administração das receitas, ausência de pessoas capacitadas para adaptar a empresa aos tempos modernos, desmotivação dos funcionários devido a atrasos de salários e desvios de dinheiro dos fundos de pensão, e daí para baixo. Resumindo: os falidos Correios e esta República se merecem.

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


Coisas da “Ré Pública” Nº 1: A COP-30, outro fiasco do governo Lula

 


   Nunca a desastrada República brasileira fez nosso povo passar tanta vergonha, como  na COP-30, realizada em Belém do Pará. Depois de fortunas mal gastas na construção dos pavilhões, a eletricidade falhou, o ar condicionada foi insuficiente, uma chuva trivial inundou tudo e um incêndio interrompeu os trabalhos por um dia. 

   Os organizadores (leia-se: governo Lula/Janja), cientes da carência de hospedagens, contrataram  dois navios de cruzeiro ao preço de R$ 260 milhões. O próprio arqui-republicano Lula da Silva teve de alugar um iate a preço de ouro para se hospedar com Janja. Nem um casal de Rei/Rainha gastaria tanto!

   Em vista dos preços altíssimos e do caos geral, muitas delegações estrangeiras desistiram de participar do evento, sendo o menor comparecimento das últimas edições da COP. Líderes dos EUA, China, Índia, México e Argentina nem apareceram... Mas a COP não foi só um fiasco de organização e público.

   O texto final frustrou governos, cientistas e ONGs, pois não determinou um prazo para o fim utilização de combustíveis fósseis. A dupla Lula/Janja não querem nem mais falar do assunto quando a COP-30 é lembrada....

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)

Carnaval - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

FUTEBOL, RELIGIÃO, CARNAVAL. LUGARES SOCIAIS DO BRASILEIRO.

André Mendonça assume relatoria do caso Master, em substituição a Dias Toffoli - Diario do Poder.

 


O Supremo Tribunal Federal (STF) informou no início da noite desta quinta-feira (12) a decisão do ministro Dias Toffoli de abandonar a relatoria do caso Banco Master, após o escândalo provocado pelas revelações de sua ligação ao principal investigado, banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a venda de sua participação no resorte de luxo Tayayá, no Paraná. 

Com sua saída, assumirá a relatoria o ministro André Mendonça, com informamos durante comentário para a TV BandNews, no jornal apresentado por Paula Valdez, às 15h30. Ele é o “juiz prevento” do caso, mas o STF divulgou que a escolha se deu por sorteio.

A saída de Toffoli ocorreu após reunião dos ministros do STF convocada pelo seu presidente, Edson Fachin, que considerava inclusive a possibilidade de assumir o encargo de afastá-lo da relatoria. 

Em nota, o STF informou que o ministro pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar, “considerados os altos interesses institucionais”.

O nome do ministro André Mendonça passou a ser considerado por “prevenção”, pela relação dos investigados a outro escândalo, o do roubo a aposentados e pensionistas, por meio de mais de 252 mil contratos de empréstimos consignados não autorizados pelos segurados.

A nota diz ainda que “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição”, que reconhecem “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” e que expressam “apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PARA FICAR RICO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Sabe aquela onda dos "15 minutos de fama do sujeito" ?

Pois agora, o papo da hora diz respeito à riqueza.

"Todo mundo teve uma  chance na vida para ficar rico". Foi o que li de um articulista.

Como sou um pouco (só um pouco) desligado para dinheiro, se tive essa chance não me lembro

Passei batido.

Se querem saber, acho que isso é conversa de lesado de maconha.

Para colocar o lance no "miudinho", vamos incluir Sócrates (não é o ex-craque) na parada para organizar o movimento.

Dando de ombros para para a possibilidade de ficar milionário: "Ser rico é não desejar mais do que possuimos".

Deu pra sacar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Monsenhor Montenegro – por José Emerson Monteiro Lacerda (*)

Certo momento eu revi na memória alguns traços do Monsenhor Francisco de Holanda Montenegro, diretor do Colégio Diocesano do Crato, onde estudei por sete anos. Personalidade forte, ele marcou gerações e gerações durante mais de 50 anos de sua administração, nesse que foi um dos destacados educandários do interior cearense no século XX.

Vieram lembranças de duas ocasiões, quando, numa delas, fomos visitar, em Juazeiro do Norte, o Colégio Salesiano e lá conheci Padre Gino Moratelli, um sacerdote próximo ao monsenhor. Nessa visita, presenciamos Padre Gino a demonstrar uma prática de localizar veios de água com a utilização de um gancho de arbusto verde que, pressionado entre pelas duas mãos, se move ao chegar sobre o ponto indicado a cavar e achar um filão de água. Técnica da radiestesia, depois presenciei, em Crato, praticada por Antônio Hélder (Pirita), meu primo, que assim indica poços e cacimbas, tendo realizado esse mister com sucesso em mais de 100 oportunidades. 

Padre Gino, italiano dotado de boa desenvoltura na Língua Portuguesa, nos proporcionou momentos agradáveis a trazer assuntos vários, o que ainda agora permitem reviver a chance daquela hora.
Doutra vez, isto na sacada do Colégio Diocesano, Monsenhor Montenegro me convidaria a estar próximo dele assistindo ao desfile cívico do Sete de Setembro, ao lado do qual também estaria o destacado historiógrafo cearense Gustavo Barroso, de quem leria posteriormente algumas de suas obras. Este momento também marcou bem a minha ligação com Monsenhor Montenegro, sacerdote carismático, verdadeiro apóstolo da educação no Ceará. Filho de Jucás, município do centro do Estado, viera residir em Crato desde a ordenação, aqui desenvolvendo o seu magistério com excepcionalidade no colégio fundado pelo Padre Francisco Pita no princípio do século.

Outras lembranças que guardo dele foram as vezes em que nos avistávamos nas viagens da Rio Negro, nas suas idas a Fortaleza a compor o Conselho Estadual de Educação, após aposentado da Direção do Diocesano. Eis, pois, uma figura exemplar que influenciou quantos vivenciaram o seu empenho em formar a nossa juventude por décadas e décadas.


(*) José Emerson Monteiro Lacerda. Advogado e escritor.

O Tempo - Blog do Sanharol


Dedicado ao Geraldo Maia – “In memória”.

No dia 19 de Abril de 1997, a sociedade cratense se reuniu no Crato Tênis Clube para uma Seresta Baile com o cantor João Dino. Escolhi aquela data como poderia ter sido outra qualquer. A única desvantagem que as outras datas levam, é que esta tem um registro de um vídeo para mostrar a alegria, paz e felicidade das pessoas naquele ambiente saudável e de muita descontração. 

O tempo e sua ação inexorável nos mostram, hoje em dia, o vazio, a ausência deixada por varias daquelas presenças amigas, estimadas e queridas que ali se encontravam.

Num pequeno trecho de dois minutos do vídeo, você, que aqui vive e conhece nossa cidade e nossa gente, poderá ver e identificar essas ausências.

Saudades! Ah, quanta saudade! Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Saudade - Presença e ausência.


Harpa na Viola - Enviado por Paulo Muniz

Muita arte o Show do Luca - Reprise - Vale a pena ver e ouvir.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

VALE A PENA VER DE NOVO - FESTA DOS DESTAQUES - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


AABB - JUAZEIRO DO NORTE - Com meu compadre e amigo José Afonso de Oliveira. 

Acontecimento social pelos anos 1970. José Afonso foi responsável pela ida de Olaria (com Garrincha), Santos (com Pelé), Fluminense (com Rivelino), Corinthians(com Sócrates) e Vasco da Gama a Juazeiro do Norte.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Porto seguro - Postagem do Antonio Morais.


Na despedida, me deixastes fora,

Do barco incerto, em que tu partias,

Em busca de certas alegrias,

Nas águas bravas que singras agora.


Os meus minutos se fizeram horas

E minhas horas se fizeram dias,

E os dias meus são semanas vazias

Bem diferentes daquelas de outrora.


Dizem que teu barco, no convés,

Tens outro comandante aos teus pés,

E já nem sabes se estou vivo ou morto


Mas, se teu barco entrar  em avaria

Atormentando a tua travessia;

Olha que estou ainda aqui no porto.