sexta-feira, 27 de março de 2026

COLHEITAS DO BEM – Por Xico Bizerra

Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.  

Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.    

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.    

Plantemos o Bem! 

quinta-feira, 26 de março de 2026

HERÓIS MUNICIPAIS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Seleção do Crato. 59/60. Em pé. Esq. p/dir. - Bossué, Sílvio, Miguel, Couto, Armando e Laudemiro. Agachados: Idário, Bebeto, Anduiá, Pedro e Panquela.

Nossos primeiros heróis de infância foram jogadores de futebol do Crato. 

O ídolo maior, um centroavante goleador chamado Anduiá, do Esporte. Tinha também Panquela, um craque.

No Cariri, nossas admirações foram Ângelo (goleiro), Sílvio (zagueiro raçudo), Idário e Bebeto.

O Crato Atlético, time de Anildo Batista, "o Bode", tinha endereço na nossa rua. 

O quase vizinho Idemar Xenofonte era o seu centroavante, o que nos fazia, também, torcer por ele.

A Liga Cratense de Desportos contava com outros filiados, como o Palmeiras, de seu Rosalvo, e o Magarefe, onde jogava um excelente extrema direita chamado Tonico, baterista do conjunto de Hidelgardo Benício .

As partidas do campeonato eram jogadas nos extintos "estádios" Wilson Gonçalves (do Esporte) e Pinto Madeira (do Cariri) 

Alí,  pelos anos 59, 60, 62 e 63, não existia coisa melhor para ser apreciada na nossa infância.

Ah, como era bom!

STF julga prorrogação da CPMI e terá de optar entre Alcolumbre e a coerência - Diario do Poder.

Ao solicitar referendo dos colegas da decisão que prorrogou a CPMI do INSS, o ministro André Mendonça acabou aplicando involuntário “xeque-mate” no xadrez político em que se transformou o Supremo Tribunal Federal (STF). 

A maioria tem interesse em neutralizar o Congresso como instância investigadora e zero interesse em desapontar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, única autoridade com a prerrogativa de decidir sobre abertura de processos de impeachment de… ministros do STF.

Serviços prestados

Na pressão contra Mendonça, aliados lembram os serviços prestados por Alcolumbre como engavetador-geral de pedidos de impeachment.

Como o diabo da cruz

Alcolumbre quer o fim da CPMI que tenta investigar seu ex-chefe de gabinete por receber R$3 milhões do esquema que roubou aposentados.

E o precedente?

A maioria não quer a CPMI, mas para isso terá de jogar no lixo o próprio precedente: o STF apoiou a liminar de Barroso criando a CPMI da Covid.

Aos amigos, tudo

O STF já mudou de ideia pelo interesse político, como quando recuou da após condenação em 2ª instância e nas descondenações na Lava Lato.

quarta-feira, 25 de março de 2026

TIETA - Por Xico Bizerra


Da janela, dia e noite, Tieta ficava a contemplar as nuvens, a contar estrelas. Não devia ter-lhe confessado seu pecado, mas o fez. Pela metade, é bem verdade, mas decidiu assim fazê-lo. 

Talvez ele preferisse nunca ter sabido, não ter aquilo escutado. Por isso, ali ficava Tieta, tão só: seu contar de estrelas nunca passou de uma dezena, quando tinha que recomeçar a contá-las. 

Nas nuvens, carneirinhos e outros bichos passeavam e se desmanchavam no céu, ao sabor do vento. E sua dor prosseguia, estrelas e nuvens brincando no céu, a tudo alheias, insensíveis à dor de Tieta. 

Entre o dito e o não dito, morava um silêncio absoluto que, de tão profundo, doía-lhe os ouvidos, atingindo-lhe a alma. Naquela noite uma lágrima teimosa escorria de seu olho embaçando-lhe a estrela Dalva que acabara de surgir num céu meio azul de saudade, meio cinza de tristeza.

Winston Churchill - Por Winston Churchill

A diferença entre os humanos e os animais é que os animais nunca permitem que um estúpido lidere a manada.

Somente os tolos acreditam que a politica e a religião não se discutem. 

Por isso os ladrões permanecem no puder e os falsos profetas continuam a pregar.

terça-feira, 24 de março de 2026

O politico Roberto Requião - Por Paloma Amado.



Paloma Amado, psicóloga e filha do escritor Jorge Amado.


Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participava da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz.

De repente uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig para Salvador.

Mamãe juntou tudo que mais gostava no apartamento onde não mais voltara e colocou nas malas.


Empurrando a cadeira de rodas de papai ela o levou para sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fia da primeira classe. Em seguida chegou um casal que logo conheci, era um politico do Sul, senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica difícil lembrar. 

A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouro, berloques, o jegue na Festa do Senhor do Bonfim. É claro que eu estava de Jeans e tênis, absolutamente exausta. 

De repente a senhora bate no meu ombro e diz: moça esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Armei-me de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei.

Queria ter dito que eu pagaria minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse a mulher, bem alto para que eu escutasse: Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorrir. Terminei o check in e fui encontrar meus pais. 

Pouco depois bateram a porta, era casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a puta que pariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não. 

Hoje, quando vi na TV o senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou o seu chip, fiquei muito arretada. Deu-me uma crise de mariasampaismo, e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. 

Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada.

O safado se chama Roberto Requião.

Paloma Amado - Psicologa, filha do escritor Jorge Amado.

Brasil - Monarquia e republica - Por Antonio Morais.

Foram 50 postagens intercalando uma da monarquia e uma da república. A proposta é definir qual regime de governo  representa os bons costumes, a moral, honradez, decência e honestidade.

Leia as postagens e avalie e compare.


50 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 


A indiferença com sistema por parte tanto do imperador quanto de sua filha permitiram que a descontente minoria republicana, formada principalmente por oficiais militares insubordinados e fazendeiros insatisfeitos com as medidas abolicionistas, ficasse audaciosa e de olho no centro do poder governamental. 

A abolição total da escravidão em maio de 1888 foi o golpe fatal para o Império do Brasil, a elite econômica e política do país, totalmente dependente da mão de obra cativa, debandou em peso para as facções republicanas e militares. O ano de 1889 seria decisivo.

Em 15 de novembro de 1889, o já conhecido golpe de Estado que instaurou a república destronou D. Pedro, seu governo e seu regime. O exílio e o posterior banimento foram uma humilhação desnecessária e uma afronta a sua dignidade. Ele aguentou estoicamente.

Pedro pode ser considerado um caso raríssimo de um chefe de estado que foi derrubado apesar de ser amado pela maioria esmagadora de seu povo, da admiração e aclamação internacional, de ter sido um instrumento fundamental em avançar grandes reformas sócio-econômicas de cunho liberal, de supervisionar durante um reinado de quase seis décadas uma época de incrível prosperidade e influência, e de ser considerado um governante altamente bem sucedido. 

A revolução republicana que substituiu o império levou a mais de um século de ditaduras e instabilidade política.

Ciro Gomes lidera disputa no CE e venceria Elmano, aponta Datafolha - Diario do Poder.

 


Pesquisa indica vantagem no 1º e 2º turno; sem Ciro, Elmano lidera.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (23) mostra o ex-governador Ciro Gomes na liderança em um eventual primeiro turno no Ceará, com 47% das intenções de voto, à frente do governador Elmano de Freitas, que soma 32%.

No mesmo cenário, Eduardo Girão aparece com 5%, enquanto Jarir Pereira e Zé Batista têm 2% cada. Branco, nulo ou nenhum somam 10%, e 2% não souberam responder.

Em um segundo cenário, sem a presença de Ciro Gomes, Elmano lidera com 42%, seguido por Roberto Cláudio, que registra 20%. Girão aparece com 14%, Jarir Pereira com 4% e Zé Batista com 2%. Branco, nulo ou nenhum somam 14%, e 4% estão indecisos.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno.

Em uma disputa direta, Ciro Gomes teria 56% contra 37% de Elmano. Já em um confronto entre Elmano e Roberto Cláudio, o atual governador aparece com 52%, ante 36% do ex-prefeito. O levantamento ouviu 816 pessoas entre os dias 16 e 18 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

49 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

 

Cansado do reinado e sofrendo de doenças frequentes, o imperador retirou-se cada vez mais dos negócios do governo, frequentemente comportando-se como um espectador. 

Ele aboliu vários rituais relacionados com a Casa Imperial, como por exemplo o beija-mão em 1872 e a Guarda dos Arqueiros em 1877, "a guarda palaciana que trajava uniformes multicoloridos e portava alabardas". O Paço Imperial, onde o governo se reunia, foi praticamente abandonado assim como o Paço de São Cristóvão, agora desprovido de cortesãos. 

O diplomata austríaco, barão Joseph Alexander Hübner resumiu a situação em 1882: “ Encontro o Palácio de São Cristóvão como sempre. É o castelo encantado dos contos de fada. Uma sentinela à porta e fora disso nem viva alma. Erro só pelos corredores que circundam o pátio. Não encontro ninguém, mas ouço o tilintar dos garfos num quarto ao lado onde o Imperador janta só com a Imperatriz sem o seu séquito, que se compõe de uma dama e de um camareiro.” 

A pompa e os ritos foram descartados. Isso fez com que Pedro fosse visto como "um grande cidadão" na imaginação popular, porém ao mesmo tempo sua imagem como monarca, como um símbolo vivo e figura de autoridade, foi diminuída. A sociedade dava grande importância aos cerimoniais e costumes, mas o imperador descartou muito do simbolismo e aura que o sistema imperial possuía.

Mendonça manda Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS - O Antagonista.

Ministro atendeu a um pedido do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito; prazo do colegiado vai até 28 de março

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 23, que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), faça a leitura do requerimento de parlamentares para prorrogar o prazo de funcionamento da CPMI do INSS. Atualmente, esse prazo vai até 28 de março.

“Considero, em sede cautelar, inconstitucional, por ofensiva ao direito subjetivo da minoria parlamentar, a omissão deliberada da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso Nacional consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da ‘CPMI do INSS’, razão pela qual CONCEDO A LIMINAR”, diz o ministro.

48 - Era do Império, Por Equipe Dom Pedro II do Brasil.

Em 1850, a morte prematura do Príncipe Pedro Afonso trouxe um golpe de realidade dura para seu pai, o Imperador D. Pedro II do Brasil. 

Para um homem do século XIX, ou melhor, um monarca do século XIX, era difícil crer numa sucessora mulher. A perda dos dois filhos varões em um curto espaço de tempo, segundo seus biógrafos, resignou Pedro II acerca da continuidade de seu império após sua morte. O fim era inevitável para ele, tanto para sua vida, tanto para o regime o qual encabeçava. Ele amava as filhas, isso é inegável. Isabel, na condição de herdeira, recebeu toda a instrução e educação possível para a época, afim de se preparar para uma sucessão que jamais viria. Uma soberana, apesar de constitucionalmente permitida, era considerada inaceitável tanto para Pedro quanto para aqueles no poder. A questão foi ignorada durante décadas enquanto o país progredia e o imperador mantinha boa saúde.

Em 1864 estoura a Guerra do Paraguai. O maior conflito armado abaixo da linha do Equador naqueles anos, atrás apenas da Guerra da Secessão estadunidense. Em seus 58 anos de reinado, seria o apogeu de sua popularidade e também, o início de seu fim.

A guerra se mostrou longa demais, cara demais e sangrenta demais. A obsessão de Pedro II em liquidar Solano Lopez mesmo depois de dizimado o exército paraguaio e capturada Assunção, legou para ele uma imagem desgastada. A briga que teve com o Duque de Caxias em 1869 deixou claro tudo isso. O saldo do conflito foram mais de 50 mil soldados brasileiros mortos e os custos da guerra foram equivalentes a onze vezes a receita anual do governo. Ainda, surge nesse momento, pela primeira vez em nossa história, a figura do exército como parte ativa da vida pública e o gosto dos militares pela política e pelo poder. Em 1871 surgiria o primeiro partido republicano do Império, bastante insignificante, mas uma semente preocupante quando germinada no seio de uma monarquia.

A partir do final de 1880, cartas entre Pedro e a Condessa de Barral, sua amiga e confidente, revelam um homem que se tornara cansado do mundo e cada vez mais com uma visão alienada e pessimista.

A saúde do Imperador começou a piorar a partir de 1881, D. Pedro contava com apenas 56 anos mas seu envelhecimento era nítido. Ele estava cansado, doente e enfadado e gradualmente começou a se afastar dos assuntos públicos. Mesmo cansado de estar preso a um trono que duvidava que sobrevivesse após sua morte, ele perseverou por responsabilidade e também porque não parecia existir alternativa imediata. Porém, tanto Pedro quanto Isabel eram amados pelo povo, que apoiava o regime. 

segunda-feira, 23 de março de 2026

FRASES SONORAS AOS NOSSOS OUVIDOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Já confessei ser apenas um ajuntador de frases nos escritos que cometo. Minhas e dos outros, acrescente-se. Como faz bem anotar o que disse o ministro André Mendonça: "O papel do bom juiz não é ser estrela. 

É fazer o certo pelos motivos certos". Do jornalista William Waack: "Os indivíduos não são as instituições. As instituições funcionam de acordo com a lei". E para não deixar passar a oportunidade, uma sentença de nossa autoria: "Quem faz a guerra não morre nela, nem preza pela vida humana". Por boas frases,  paga-se até tarifa, sem reclamar. 

• NEGÓCIOS - Me perguntam o que é melhor negócio: abrir um partido político ou uma igreja. Ruim de negócio, fico sem condições de responder. Só sei dizer o seguinte: para se chegar ao poder, os dois negócios são essenciais. 

• A MENTIRA E O IMBECIL - A mentira é muito cara aos imbecis, por dar-lhes a ilusão de deterem conhecimento. A palavra imbecil, na sua origem, designava "o que não se aguenta em pé". Por extensão, é aplicada aos tolos, cujas ideias não se sustentam. Que coisa. 

• E AÍ? "Como pode uma pessoa cometer tanta falcatrua e continuar importante num País ?"