terça-feira, 21 de abril de 2026

Saudade dos Encontros V - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Alves de Morais e Luiz Bastos  Bitu.

Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares e amigos de cuidados, como se fossem flores.

Se sua memoria estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas, e compartilhe com eles a alegria de está presente.

Com mais esta pequena parte do "Revivendo os Anos Sessenta" estamos encerrando as postagens do que representou e representa para aquela turma em termos de lembranças e saudades.

Um forte abraço a todos e a todas.

Antonio Alves de Morais


Saudade dos Encontros IV - Antonio Alves de Morais.


Dr. Luiz Bitu e Dona Isabel Andrade.

Em nossa idade, depois de meio seculo, a vida já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas. Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.

Viveu amigos, perdeu-se amigos, alguns pela mão de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver e da convivencia.

Hoje o nosso alhar em direção ao mundo continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, apredemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento e das amizades.

O saudosismo maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar é sereno, a cumplicidade existe, a saudade é mais espontânea, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos, de um tempo que não volta mais.

Lembrar nunca é demais. Feliz daquele que tem um coração, capaz de lembrar os amigos e acima de tudo saber ser lembrado por eles.

Veja 4,02 - quatro minutos e dois segundos de um encontro marcante.


Saudades dos Encontros III - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Morais e João Piau.

Neste pequeno vídeo, 4 minutos e 23 segundos - veremos a parte mais interessante do encontro "O Luizinho e sua Banda" tocando musicas que marcaram os anos 60 e os nossos amigos festejando o encontro através da arte mais bonita e nobre de todas - A dança.




SAUDADES DOS ENCONTROS II - Antonio Alves de Morais.


Meu primo, meu amigo e camarada Mundim do Vale.

Vale a pena ver o vídeo pela harmonia, serenidade e paz reinante entre todos os amigos presentes. Como  era perfeita a civilidade naqueles tempos.

Nestes 6 minutos e 41 segundos podemos observar a parte interno do Clube antes do inicio do Baile. Vê-se a alegria, a confraternização, e sobretudo a emoção pelo encontro.

Aqui você verá a todos, em suas mesas, felizes pelo encontro com amigos que já não se encontravam há 30, 40 anos ou mais. Na próxima postagem começa o arrasta pé, o rela bucho.

Saudades dos Encontros I - Antonio Alves de Morais.

A partir de hoje, estarei postando partes destes memoráveis encontros onde a alegria e felicidade de nossos conterrâneos, nos enchem de encanto e beleza. Muitos  já  viraram na esquina  e  passaram para o andar de cima mas ficou a saudade.

Joãozinho Piau, um amante de nossa terra que como ninguém soube valorizar os laços de amizades de nossa terra, produziu esta relíquia 

Veja, nesta primeira postagem, a chegada dos nossos amigos e conterrâneos ao local do encontro - Clube do BicBanco, de forma muito  organizada,  pausada e quase teatral.

Vale a pena ver.

Raquel de Queiroz - Antônio Alves de Morais.


A proprietária da mais famosa fazenda  de Quixadá -  " Fazenda Não Me Deixes" - Raquel de Queiroz.

Cego Aderaldo - Um Cratense Notável !
Aderaldo Ferreira de Araújo.
Nasceu em Crato, em 24 de Junho de 1878 e faleceu em Fortaleza em 29 de Junho de 1967.
Filho de Joaquim Rufino de Araújo e Maria Olímpia de Araújo. 
Foi um poeta que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas, em Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. 

Sua desenvoltura no desafio o consagrou definitivamente. Um dia cantava em uma praça de Quixadá e um cabra tentou enganá-lo colocando uma tampa na bacia das esmolas. Ele conheceu a fraude pelo tilintar e metrificou:

Quem jogou essa tampinha,
Querendo ser engraçado.
Se é solteiro não casa,
Se casa é enganado.
Não sendo uma coisa ou outra,
Termina sendo um veado.

Fuinha e Cabeleira - Antonio Alves de Morais.


No dia l7 de Julho de 1950 o clube do Pimenta, o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros, os costumes também, eu nem era nascido.

Até o inicio da década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata. 

Imaginemos a minha primeira festa social no clube, 1969. Escolhia-se a "misse mirim" do ano. Desfilaram dezenas de crianças cuja a vencedora foi "Salambô" filha do saudoso, professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira.  

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Anário de terno parecia o apóstolo Judas, o Zé Leito aleijado, uma parte do palitó no joelho e a outra no ombro. É que o Anario havia colocado uma pedra de dois quilos no bolso do paletó dele e ele não percebeu de tão embriagado que estava! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos três "cubas montilla" rum, coca e limão ao Fuinha, foto com Cabeleira, garçons muito conhecido do meio social da época. 

Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. Naqueles velhos tempos  estudantes costumavam não ter dinheiro e eram prezepeiros, capazes até de fugir sem pagar  a conta. Não era o nosso caso.

Pense na tua velhice - Antônio Alves de Morais.


Um fazendeiro abastado do Crato, senhor de engenho muito rico tinha dois filhos já na idade adulta. O velho permitia que os filhos  fizessem parte da administração de seus negócios, mas, nada de abrir mão de seu patrimônio. Um compadre o visitou e lhe falou : Você já está  com idade avançada,  já não  dá conta de administrar seus bens. Porque não transfere para os seus filhos, já que a eles pertencem?

O velho respondeu : De jeito nenhum. É deles, não tenho duvidas, mas só  tomarão posse depois de minha morte.

Porque razão? O que lhe leva a ter essa  decisão um tanto quanto egoísta?

O velho respondeu : Quando eu era garoto peguei dois bruguelos de "canário silvestre" e coloquei numa gaiola. Os velhos, pai e mãe, vinha trazer água e comida diariamente.

Quando  os bruguelos estavam na idade adulta eu troquei, prendi os velhos e soltei os filhotes. Os novos foram embora e os velhos morreram de sede e fome.

Prevenção - Antonio Alves de Morais

Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:

Aonde você vai?

Vou ao médico.

Por que? Você está doente?

Não. Vou ver se ele me receita esse tal de 'Viagra'.

A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.

Ele perguntou:

E você? Aonde vai?

Ao médico, também.

Por que?

Quero pedir para tomar uma antitetânica.

Mas, por que?

Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

MISTURAÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista, generalista.


 • ÚNICA VERGONHA - A luta pelo poder vira um vale tudo entre os exterminadores da razão. Todos acreditam que a única vergonha é perder a eleição. A gente procura um rasgo de grandeza, uma frase memorável e não encontra. 

• COPA ESVAZIADA - Os grandes artistas da bola são responsáveis pela riqueza que o futebol gera. Deles dependem: quem transmite, quem patrocina, quem agencia, quem compra e quem vende. Quando os clubes não utilizam os seus principais players na Copa do Nordeste, decidindo por formações reservas, a competição afunda, também, como negócio. Sem o bom artista, o espetáculo naufraga. 

• CRUZAMENTOS - Se duas bolas, das milhares cruzadas na área, redundassem em gols, o futebol brasileiro seria recordista em tentos marcados. 

• TELAS - Eis a verdade: fazemos parte dos milhões que não conseguem ficar desconectados das telas 24 horas. 

• RESISTÊNCIA - Quando apenas resistir não é o suficiente, a saída é reexistir mesmo, reinventar, abrir novas frentes. 

• PIOROU - É desalentador: quem é idiota pode soar como gênio para outro idiota. Não falta plateia para os imbecis. 

• PENSANDO BEM... 

- A guerra é a continuação da política por outros meios. 

- A bomba ameaçadora do Irã é o controle do estreito de Ormuz. 

- Serenidade não é qualidade disponível em ambiente polarizado. 

- Quem pede chuva deve estar preparado pra lama. 

- O mix da corrupção está cada vez mais completo. As máquinas de blindar do Congresso e do Judiciário estão rodando como nunca.

domingo, 19 de abril de 2026

Bodas de ouro - Antônio Alves de Morais

Januário e Rosária fizeram 50 anos de casados. 

Bodas de Ouro não é brinquedo não, é prêmio que Deus concede a poucos. 

Os filhos do casal doaram de presente a estadia de uma semana no mesmo Hotel que os recebeu "dantes cinquentanos" para a lua de mel.

Acomodados no quarto do Hotel, o Januário se deitou na beirada da cama quase caindo. Do outro lado, bem do aceiro, Rosária reclamou : é danado naquele tempo nós ficamos bem agarradinhos. Lembra?

Januário, achando ruim como diabo se abufelou com a mulher. 

Rosária se queixa mais uma vez : Naquele tempo você dava umas mordidinhas na minha orelha!

Januário se levantou enfezado feito um "siri na lata" e saiu na direção do banheiro bufando de raiva.

Rosária perguntou : Ficou com raiva, ele respondeu : não, vou botar a dentadura, Veia besta.

A vida é uma grande Viagem - Antonio Alves de Morais.

A vida é uma grande viagem que poderá nos levar onde nossa consciência determinar. 

Poderá ser ao Céu ou ao Inferno! Durante o percurso há estradas íngremes, há testes os mais variados para que a criatura seja avaliada por Deus, e, pela própria consciência. 

Deus e o Demônio moram dentro de cada um para que o discernimento determine a quem deseja servir.

O itinerário necessita de reflexão e questionamento, interrogando o próprio coração, onde está o amor?

A boa vontade do viajante, dizem os iluminados, é que torna os desafios suaves. Os papeis vividos nessa trajetória são responsáveis pela credibilidade ou o fracasso da jornada. 

Só aprendendo, verdadeiramente, a amar e a viver em harmonia com as pessoas de próprio gregário‚ nutrem-se a consciência de paz, ampliando a fé e o entusiasmo para vencer os obstáculos naturais da vida!...

O amor é aprendido sendo praticado, é traduzido nas relações interpessoais reais e concretas; é amando sem nada temer, como instrumento de paz, sem a especulação abstrata do interesse que seremos exemplos para humanidade.

Os ricos e os famintos - Osvaldo Alves de Sousa.

É de estarrecer o estado de pobreza reinante na periferia do Crato. Quem, por ventura ou desventura, visitar as favelas que proliferam nas circunvizinhanças dos bangalôs dos ricos, volta com o coração amargurado.

Vivendo a sombra da miséria absoluta, convivendo com lastimável estado de pobreza, centenas ou milhares de seres humanos vegetam a míngua de quaisquer assistência dos poderes públicos. Para os que vivem no conforto da modernidade o quadro simplesmente não existe. O problema, alem de trivial, não é deles. Não lhes interessa saber como vivem esses parias da sociedade insensível e ecocentrista.

Tive, oportunidade, há dias, de visitar uma das favelas do Crato. Choca os olhos e amarguram o coração o espetáculo de miséria dos desvalidos. Convivendo, em seu dia-a-dia, com a promiscuidade e exposta aos riscos da contaminação pelas moléstias que grassam na região. A pobreza citadina também é vitima da fome e da desnutrição. Em cada favela da urbes encontramos uma Somália em potencial. Realidade injusta que se confronta com os privilégios dos poderosos e a ladroagem de políticos, das mais diferentes máfias, em todo país.

Construir avenidas, praças bonitas e feéricas, viadutos gigantescos, pontes ornamentais, sambódromos de custos elevadíssimos, meter a mão nos dinheiros públicos, é tripudiar sobre a miséria de milhões de brasileiros e milhares de cratenses, afogados na agonia lenta dos tugúrios.

É bom atalhar a onde dos sofridos, a avalancha dos parias, antes que se consuma o estouro dos miseráveis, à busca da justiça social que lhes tem sido negada.