O casal Pedro Alves de Morais e Luiz Bastos Bitu.
Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares e amigos de cuidados, como se fossem flores.
Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:
Aonde você vai?
Vou ao médico.
Por que? Você está doente?
Não. Vou ver se ele me receita esse tal de 'Viagra'.
A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco.
Ele perguntou:
E você? Aonde vai?
Ao médico, também.
Por que?
Quero pedir para tomar uma antitetânica.
Mas, por que?
Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar!
• ÚNICA VERGONHA - A luta pelo poder vira um vale tudo entre os exterminadores da razão. Todos acreditam que a única vergonha é perder a eleição. A gente procura um rasgo de grandeza, uma frase memorável e não encontra.
• COPA ESVAZIADA - Os grandes artistas da bola são responsáveis pela riqueza que o futebol gera. Deles dependem: quem transmite, quem patrocina, quem agencia, quem compra e quem vende. Quando os clubes não utilizam os seus principais players na Copa do Nordeste, decidindo por formações reservas, a competição afunda, também, como negócio. Sem o bom artista, o espetáculo naufraga.
• CRUZAMENTOS - Se duas bolas, das milhares cruzadas na área, redundassem em gols, o futebol brasileiro seria recordista em tentos marcados.
• TELAS - Eis a verdade: fazemos parte dos milhões que não conseguem ficar desconectados das telas 24 horas.
• RESISTÊNCIA - Quando apenas resistir não é o suficiente, a saída é reexistir mesmo, reinventar, abrir novas frentes.
• PIOROU - É desalentador: quem é idiota pode soar como gênio para outro idiota. Não falta plateia para os imbecis.
• PENSANDO BEM...
- A guerra é a continuação da política por outros meios.
- A bomba ameaçadora do Irã é o controle do estreito de Ormuz.
- Serenidade não é qualidade disponível em ambiente polarizado.
- Quem pede chuva deve estar preparado pra lama.
- O mix da corrupção está cada vez mais completo. As máquinas de blindar do Congresso e do Judiciário estão rodando como nunca.
A vida é uma grande viagem que poderá nos levar onde nossa consciência determinar.
Poderá ser ao Céu ou ao Inferno! Durante o percurso há estradas íngremes, há testes os mais variados para que a criatura seja avaliada por Deus, e, pela própria consciência.
Deus e o Demônio moram dentro de cada um para que o discernimento determine a quem deseja servir.
O itinerário necessita de reflexão e questionamento, interrogando o próprio coração, onde está o amor?
A boa vontade do viajante, dizem os iluminados, é que torna os desafios suaves. Os papeis vividos nessa trajetória são responsáveis pela credibilidade ou o fracasso da jornada.
Só aprendendo, verdadeiramente, a amar e a viver em harmonia com as pessoas de próprio gregário‚ nutrem-se a consciência de paz, ampliando a fé e o entusiasmo para vencer os obstáculos naturais da vida!...
O amor é aprendido sendo praticado, é traduzido nas relações interpessoais reais e concretas; é amando sem nada temer, como instrumento de paz, sem a especulação abstrata do interesse que seremos exemplos para humanidade.
É de estarrecer o estado de pobreza reinante na periferia do Crato. Quem, por ventura ou desventura, visitar as favelas que proliferam nas circunvizinhanças dos bangalôs dos ricos, volta com o coração amargurado.
Vivendo a sombra da miséria absoluta, convivendo com lastimável estado de pobreza, centenas ou milhares de seres humanos vegetam a míngua de quaisquer assistência dos poderes públicos. Para os que vivem no conforto da modernidade o quadro simplesmente não existe. O problema, alem de trivial, não é deles. Não lhes interessa saber como vivem esses parias da sociedade insensível e ecocentrista.
Tive, oportunidade, há dias, de visitar uma das favelas do Crato. Choca os olhos e amarguram o coração o espetáculo de miséria dos desvalidos. Convivendo, em seu dia-a-dia, com a promiscuidade e exposta aos riscos da contaminação pelas moléstias que grassam na região. A pobreza citadina também é vitima da fome e da desnutrição. Em cada favela da urbes encontramos uma Somália em potencial. Realidade injusta que se confronta com os privilégios dos poderosos e a ladroagem de políticos, das mais diferentes máfias, em todo país.
Construir avenidas, praças bonitas e feéricas, viadutos gigantescos, pontes ornamentais, sambódromos de custos elevadíssimos, meter a mão nos dinheiros públicos, é tripudiar sobre a miséria de milhões de brasileiros e milhares de cratenses, afogados na agonia lenta dos tugúrios.
É bom atalhar a onde dos sofridos, a avalancha dos parias, antes que se consuma o estouro dos miseráveis, à busca da justiça social que lhes tem sido negada.