Foi um notável bacharel e um inconfundível compositor. Ali mesmo, no Belas Artes, cantei o " pé de serra" para ele. A medida que ia cantando Humberto improvisava uma letra, um tipo de monstro, no dizer do grande compositor. Era uma tentativa em busca da quantidade de silabas por linha. Quando terminei a musica ele terminou o monstro. A seguir pediu para que cantasse a musica para que ele pudesse corrigir o monstro.
Ao concluir, a quantidade de silabas estava certa como ele desejava para fazer a letra posteriormente. Não sabendo, realmente, deste detalhe, ao concluir a apresentação do "pé de serra", perguntei entusiasmado: Está boa, mestre? Tire uma copia para mim. Calma, compadre, calma, compadre. Isto aqui é um monstro - uma letra provisoria. Depois trarei a definitiva.
Era como Humberto costumava dizer: o difícil, entre Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, é saber onde começa o musico e onde termina o poeta.
Assum Preto - Uma bela Interpretação.







