segunda-feira, 27 de abril de 2026

Coisas do sertão, assinação de carneiros - Antônio Alves de Morais


João Pedro.

Assinar carneiros significa marcá-los nas orelhas para que se saiba a quem o animal pertence. Cada pessoa tem uma marca. Caso a animal seja capturado em outra propriedade olha-se na orelha e sabe-se quem é seu dono.

Neste fim de semana estivemos na fazenda Pitombeira no município do Assaré, propriedade do agro pecuarista Raimundo Menezes para realizar a assinação dos carneiros nascidos  no último semestre.

Vejam João Pedro na captura de um.



Dr. Menezes Filho.

CARÍCIAS - Antônio Alves de Morais

A analise transacional reconhece como instintiva a nossa necessidade de caricias. 

As caricias são absolutamente necessárias à nossa sobrevivência. Um sorriso, uma palavra, um gesto constitui caricias.

As primeiras caricias são recebidas durante a infância e são mais sob a forma de contato corporal: o bebê é manuseado, acariciado, embalado. 

Esses toques físicos expressam mensagem de vários sentimentos, positivos ou negativos, tais como reconhecimento, aceitação, amor ou rejeição, impaciência, hostilidade.

Durante toda vida, o contato físico constitui uma forma de expressão muito mais intensa do que uma palavra, um abraço, um beijo, um aperto de mão ou uma pancadinha no ombro.

A medida que a criança cresce, aprende a discernir as caricias desejáveis, valorizadas em sua família, e passa a agir de modo a obter essas caricias.

As caricias podem ser físicas ou verbais. Os dois tipos de caricia podem ainda ser positivos ou negativos, condicionais ou incondicionais.

FILHO, recomendo a leitura - Antônio Alves de Morais.


Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.

Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.

Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecem. E então algo começa a mudar.

Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.

Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância. E isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho. Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.

Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.

Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?

E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

Salve o Bidim - Antônio Alves de Morais.


Essa minha postagem é  uma homenagem "in memoria" do Bidim e em reconhecimento ao Mundim pelo que fez o Bidim e faz o Mundim do Vale na promoção  da memória e história da cultura do município.

Bidim, nasceu e se criou no Chico, localidade rural de Várzea-Alegre. Nos tempos de juventude curtiu uma paixão condenada por uma prima conhecida por Maria. Um dia, durante um terço para ver se chovia, a sala empilhada de gente, Maria fez um movimento brusco, e, soltou um peido.

O poema a seguir, feito pelo Bidim no momento do acidente comprova o que digo sempre. Quando se quer bem, o sovaco não fede, não tem mal hálito nem se sente a inhaca de um peido.

Veja como Bidim declarou seu amor por Maria:

Eu estava ajoelhado,
Quando uma pobre moça.
Peidou com tanta força,
Que fiquei admirado.
O peido foi tão danado,
Que o vestido encheu.
De vergonha ela correu,
A pobrezinha tremendo.
Eu fiquei de cá dizendo,
Foi grande, mas não fedeu.

A lição deixada por Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael

Imperador Dom Pedro II sempre fitou os brasileiros com o olhar de sinceridade de quem agiu com competência e honestidade

O próximo dia 15 de novembro, data que o calendário assinala a “Proclamação da República”, efeméride que nunca foi comemorada pelo povo, vai encontrar o Brasil na pior crise política-econômica-social da sua história. A população não acredita mais nos políticos e está órfã de sadias lideranças para administrar esta grande nação.

Voltemos nosso pensamento para aquele que, ainda hoje, é considerado “O maior dos brasileiros”. Quando Dom Pedro II foi expulso do Brasil recusou todo tipo de dinheiro como forma de indenização que a República lhe ofereceu. E ainda deixou esta lição, quando declarou: "Quem pensam que são esses que me depuseram, para dispor do dinheiro público assim? Que mandem construir escolas com esse dinheiro."

Não moveu sequer uma palha, nem mesmo usou a força para conter a sua queda. Saiu humilhado, mas de cabeça erguida, pela porta de frente, do local onde dedicou toda a sua vida – com competência e honestidade – para a grandeza do Brasil.

15 de novembro não é um dia de comemoração, é um dia de tristeza, porque a República só trouxe desgraças ao país e nos forçou a caminhar cada vez mais para trás.

Desde 1889, quando cometemos a injustiça de expulsar dom Pedro II do Brasil, o país passou por várias tentativas republicanas, mas o tempo provou que a República é inoperante... Em tempos de crise institucionalizada, vemos a monarquia novamente crescer e entrar nas discussões dos brasileiros.

Um projeto no site do Senado, um dos mais apoiados, pede a restauração do Império... Um processo longo, que precisaria ser debatido profundamente, mas que já é um passo... Precisamos voltar a pensar no Brasil em primeiro lugar, e em todas as situações de socorro, a Coroa ajudou o Brasil.
Foi assim em nossa independência, quando Dom Pedro I liderou este processo. Foi também assim durante o período regencial, quando precisamos coroar dom Pedro II para pacificar a nação...
A monarquia está sempre pronta e a serviço do país.
(do site “Dom Pedro II” – postado por Armando Lopes Rafael)

Uma palavra amiga - Antônio Alves de Morais.


"Não se desespere ao olhar para o mundo que caminha cada vez mais para o ateísmo, para a descrença. Pois a terra quanto mais seca, mais precisa da água da chuva.

Assim também é o coração humano: Quanto mais distante de Deus, mais sente falta dele. Você pode reparar: Deus se tornou uma necessidade. E por isso as novas seitas que vão surgindo aos montes por aí têm sucesso.

O povo procura um sentido, um refugio, um fio de esperança. E o primeiro “mascate” que aparece vende o seu produto facilmente.

O mundo de hoje está cansado de seus pecados, da situação de ódio e de violência que ele próprio criou. Mais cedo ou mais tarde as pessoas ainda vão compreender que, sem Deus, este mundo não terá condições de sobrevivência.

O homem, perdendo o senso de fé, perderá também os sentimentos de fraternidade e se autodestruirá.

Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”.

domingo, 26 de abril de 2026

O Brasil de Dom Pedro II e o do Lula - Antônio Alves de Morais.


Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens para o futuro.

Dom Pedro II.


A profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais ladrão que seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir o voto. O concursado não, se forma na universidade, faz concurso e está com o emprego garantido.

Lula.

sábado, 25 de abril de 2026

A coragem pessoal de Dom Quintino - Por Padre Azarias Sobreira


Dom Quintino.

Está na memória de todos o que foi a revolução de Juazeiro, em 1914. Sabe-se que, constrita, por mais de um mês, dentro de um imenso círculo de valados, a revolução, afinal, saltou fora das trincheiras, renunciou à simples defensiva e arremeteu contra Crato, onde se haviam aquartelado as forças legais.

Mil duzentos e sessenta e quatro homens de luta, jeitosamente escolhidos, tomaram, mais depressa do que era lícito prever, a cidade vizinha, um ano depois elevada à sede do bispado. Rendido Crato, estava moralmente derribado o governo que ali pusera as suas tropas.

Fácil é de imaginar o acabrunhamento dos vencidos e, sobretudo, a audácia dos vencedores. Pois bem. Em meio à cidade deserta, pela fuga em massa dos seus habitantes, um homem ficou sereno, impertérrito, como a desafiar a fúria dos assaltantes.

Esse homem era monsenhor Quintino, então vigário, e, menos de dois anos depois, o primeiro bispo de Crato. Isto, porém, pouco significaria, se não fosse ele, como era, o alvo preferido de certa parte dos triunfadores, exatamente os mais ignorantes, fanáticos e impulsivos.

Sentinela avançada, desde 1900, da autoridade diocesana, no alto sertão, executor de todas as ordens emanadas de Roma e de Fortaleza, em relação ao padre Cícero, grave e notória era a atmosfera de prevenções e malquerenças acumuladas contra ele, ao explodir a revolução assoberbante.

Apenas tomada a praça, um punhado de fanáticos, mesmo a despeito de formal recomendação do padre Cícero, batia, a coice de rifle, à porta do pároco temerário. Não quebrem, que vou abrir soou, de dentro, uma voz firme e articulada.

Logo após, franqueada a porta, penetrava na sala uma dezena de jagunços, em trajos berrantes de cangaceiro, agora defrontados com um sacerdote inerme, em cuja fisionomia ninguém leu um sobressalto.

Que pretendem os senhores? Indagou o vigário, quebrando, tranquilamente, o silêncio. Nós queremos é um dinheirinho. Aqui têm o que lhes posso dar, replicou o ministro de Deus, tirando do bolso e entregando uma nota de 10$000.

Mas nós queremos, ainda, uma coisa, insistiram os recém-chegados. É que seu vigário deixe de mão meu padrinho Cícero. E, nhôr sim. Porque agora chegou o tempo de acabar com aquelas perseguições...

Monsenhor Quintino, então, assenhoreando-se do lance, interrompeu a arenga e falou em tom imperativo: Isso é com os meus superiores e só com eles. A mais ninguém tenho que prestar contas dos meus atos. E os senhores tratem, já, de desocupar minha casa. Desconsertados com o corajoso e imprevisto da réplica, os fanáticos foram saindo, um atrás do outro, sem mais adiantar palavras àquele homem superior.

E foi assim, sem uma curvatura em meio às capitulações do momento, que viveu aquela, como as outras horas da sua existência, o nobre representante da Igreja. 

23 de Abril - Dia do Choro - Antonio Alves de Morais

No dia 23 de Abril é comemorado o dia do choro. Em homenagem ao Pixinguinha e aos apaixonados pela musica postei o vídeo “Sons de carrilhões”. Veja o video. Vale a pena vê.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

MISTURAÇÃO 2 - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 • O ENROLA - Comida para evitar revoltas e espetáculo para distrair a plebe: o velho ato de governar com pão e circo. Quando o pão é pouco, o povo começa a se sentir enrolado. 

• DANÇA - Bella Gutmann, treinador húngaro, trouxe Zizinho, já com 37 anos, para ser cérebro do São Paulo campeão de 1957. Foi influência para Vicente Feola, funcionário do tricolor paulista, campeão mundial como técnico da Seleção do Brasil em 1958. Além de treinador, Gutmann era professor de dança. Tudo a ver. Futebol é baile e combate. 

• DIGITAIS - Não há relevância maior no futebol dos últimos 50 anos do que a Holanda de 1974. Tudo que vemos hoje no mais alto nível do futebol tem as digitais de Rinus Michels e Cruyff.  

• APELIDOS - Os apelidos, muitas vezes, falam mais sobre as pessoas do que a própria identidade. Podem atrapalhar, mas ajudar, também. Tim dificilmente faria sucesso como Sebastião Maia. Craques como Pelé, Zico e Fenômeno jamais aconteceriam como Nascimento, Coimbra e Nazário. 

• OLHA AÍ - Acessar as redes por cinco horas ou mais por dia dobra o risco de depressão. Em apenas dez minutos, a IA já começa a enfraquecer seu raciocínio. Eu, hein? 

• SOFRER - Não existe coisa pior no futebol do que essa história de um time "saber sofrer". O nome disso é masoquismo. 

• CADÊNCIA - Concordo que o futebol não tem mais a doce cadência de outrora. Mas a velocidade que ganhou não o tornou menos fascinante aos nossos olhos. 

• NINGUÉM VOLTA - Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz. Por muito que o coração diga, não faças o que ele diz. Nunca mais voltes à casa onde ardestes de paixão. Só encontrarás erva rasa por entre lajes do chão. "Regras da Sensatez". Rui Veloso. Compositor e cantor português. 

• FRASE - "O medo do desconhecido é maior do que a esperança no futuro". WB.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

“Quando o teu filho ou tua filha disser: Pai, mãe não te metas na minha vida”!


Hoje que estou aprofundando meus estudos Teológicos na família, seus valores, seus princípios, seus conflitos. Recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para o seu pai: “Não te metas na minha vida”! Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferencias com pais e filhos.

Se em vez de sacerdote. Tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu filho (a). Esta poderia ser a minha resposta: Filho, um momento, não sou eu que me meto na tua vida, foste tu que te meteste na minha! Faz muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos chegastes as nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. 

Ainda antes de nasceres, tua mãe sentia-se mal, não conseguia comer, tudo o que comia, vomitava. E tinha que ficar de repouso. Tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Nos últimos meses, antes que chegasses, tua mãe não dormia e não me deixava dormir. Os gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom medico que atendesse tua mãe e ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc. 

Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contanto que tu estivesses bem e tivesse o melhor possível.

Chegou o dia em que nascestes: tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, tivemos que adaptar um quarto para você. Desde a primeira noite não dormimos.A cada três horas, como se fosse um alarme de relógio despertava para te darmos de comer. 

Outros, porque te sentias mal e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo. Começastes a andar e não sei quando foi que tive que andar atrás de ti, se quando começastes a andar ou quando pensaste que já sabia. Já não podia sentar-me tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou jogo do meu time favorito, por que quando acordavas, te perdia da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucastes. Ainda lembro do primeiro dia de aula quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não queria soltar-me a mão e entrar. Chorava e pedias-me que não fosse embora. Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse está junto ao teu lado, algum tempo, na sala, para que te fosse acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saia do carro correndo para te encontrar com os teus amiguinhos. Cada vez sei menos de ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais, já quase não queres falar comigo, dizes que apenas reclamo, e tudo o que faço esta mal, ou é razão para que ti saias de mim.

Pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido. Tua mãe passa noites em claro e, consequentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegastes, e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são três horas e não chegas. Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar. Já que quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessita de dinheiro para a universidade ou para se divertir. Ou pior, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te atenção. Mas estou seguro que diante destas palavras: “Não te metas na minha vida”. Podemos responder juntos: Filho (a) não me meto na tua vida, pois foste tu que te meteste na minha. Asseguro-te que desde o primeiro dia até o dia de hoje, não me arrependo que te tenhas metido nela e a tenhas transformado para sempre.

Enquanto for vivo, vou meter-me na tua vida, assim como tu te metes-te na minha, para ajudar-te, para formar-te, para amar-te e para fazer de ti um homem ou uma mulher de bem. Só os pais que sabem meter-se na vida de seus filhos e conseguem fazer deles, homens e mulheres que triunfam na vida e são capazes de amar.

Pais: muito obrigado! Por se meterem na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas, E para vocês filhos: Valorizem seus pais. Não são perfeitos, mas amam vocês, sejam capazes de enfrentar a vida e triunfar como homens de bem! A vida da muitas voltas, e, e em menos tempo do que vocês imaginavam alguém lhes dirá: “Não te metas na minha vida”! “A paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor”.

Deus abençoe!

Análise de um sacerdote.

BRINCANDO COM A SAUDADE - Por Claude Bloc


Cacilda toda faceira
Passeava pela mesa
Me disse, dessa maneira:
"Sou mesmo uma princesa
E brindo a liberdade...
Não se vá de Rajalegre
Pois eu vou sentir saudade"


Neguim escutou a prosa
E balançou a coleira
"Sei que tu és corajosa
E que não falas besteira
Mas eu tenho pra dizer
Uma profunda verdade
Quem vem até Rajalegre
Sempre volta com saudade."

Os gansos se assanharam
E correram muito aflitos
"Por que foi que se espantaram
Tão com medo desse grito?
Eu belisco, se eu quiser
E berro mais que cabrito
Mas que vem a Rajalegre
Tem saudade, eu acredito"...

O galo fazendo pose
Olhou pra mim e falou:
"Eu já contei até doze
E hoje já sou doutor
Olha só o colorido
Qua a natureza aprontou...
Nessas penas que carrego,
Só a saudade ficou..."



Pitombeira segredou
Muita coisa para mim
Falou de gente querida
Da beleza do jardim
Das coisas da natureza
Do perfume do jasmim
Do Sanharol e de todos
Que me conheceram, enfim
E que eu vou sentir saudade
De quem se lembrar de mim...


Claude Bloc

Uma cena da vida do Imperador Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael.

(Texto do livro "Memórias do Exílio", do Conde Afonso Celso).


Eis o que os republicanos de 1889 nos tiraram! O mais digno, culto, honesto e patriótico governante!E tudo para colocar no lugar um punhado de aventureiros, que se sucederam ao longo do tempo, mandato após mandato, até hoje sem demonstrar que mereceram estar no mais alto cargo do país...

Leiam o texto que acompanha essa imagem e se transportem para a época, tentando sentir toda a dor daquele momento de um homem que, ao tempo em que enfrentava as agruras do Exílio, acabara de perder a esposa de quase 50 anos de vida em comum.Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:
— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.
Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele.

Notei lhe a funda lividez.
Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.
— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.
“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.”
Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."