quinta-feira, 23 de abril de 2026

MISTURAÇÃO 2 - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 • O ENROLA - Comida para evitar revoltas e espetáculo para distrair a plebe: o velho ato de governar com pão e circo. Quando o pão é pouco, o povo começa a se sentir enrolado. 

• DANÇA - Bella Gutmann, treinador húngaro, trouxe Zizinho, já com 37 anos, para ser cérebro do São Paulo campeão de 1957. Foi influência para Vicente Feola, funcionário do tricolor paulista, campeão mundial como técnico da Seleção do Brasil em 1958. Além de treinador, Gutmann era professor de dança. Tudo a ver. Futebol é baile e combate. 

• DIGITAIS - Não há relevância maior no futebol dos últimos 50 anos do que a Holanda de 1974. Tudo que vemos hoje no mais alto nível do futebol tem as digitais de Rinus Michels e Cruyff.  

• APELIDOS - Os apelidos, muitas vezes, falam mais sobre as pessoas do que a própria identidade. Podem atrapalhar, mas ajudar, também. Tim dificilmente faria sucesso como Sebastião Maia. Craques como Pelé, Zico e Fenômeno jamais aconteceriam como Nascimento, Coimbra e Nazário. 

• OLHA AÍ - Acessar as redes por cinco horas ou mais por dia dobra o risco de depressão. Em apenas dez minutos, a IA já começa a enfraquecer seu raciocínio. Eu, hein? 

• SOFRER - Não existe coisa pior no futebol do que essa história de um time "saber sofrer". O nome disso é masoquismo. 

• CADÊNCIA - Concordo que o futebol não tem mais a doce cadência de outrora. Mas a velocidade que ganhou não o tornou menos fascinante aos nossos olhos. 

• NINGUÉM VOLTA - Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz. Por muito que o coração diga, não faças o que ele diz. Nunca mais voltes à casa onde ardestes de paixão. Só encontrarás erva rasa por entre lajes do chão. "Regras da Sensatez". Rui Veloso. Compositor e cantor português. 

• FRASE - "O medo do desconhecido é maior do que a esperança no futuro". WB.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

“Quando o teu filho ou tua filha disser: Pai, mãe não te metas na minha vida”!


Hoje que estou aprofundando meus estudos Teológicos na família, seus valores, seus princípios, seus conflitos. Recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para o seu pai: “Não te metas na minha vida”! Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferencias com pais e filhos.

Se em vez de sacerdote. Tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu filho (a). Esta poderia ser a minha resposta: Filho, um momento, não sou eu que me meto na tua vida, foste tu que te meteste na minha! Faz muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos chegastes as nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. 

Ainda antes de nasceres, tua mãe sentia-se mal, não conseguia comer, tudo o que comia, vomitava. E tinha que ficar de repouso. Tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Nos últimos meses, antes que chegasses, tua mãe não dormia e não me deixava dormir. Os gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom medico que atendesse tua mãe e ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc. 

Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contanto que tu estivesses bem e tivesse o melhor possível.

Chegou o dia em que nascestes: tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, tivemos que adaptar um quarto para você. Desde a primeira noite não dormimos.A cada três horas, como se fosse um alarme de relógio despertava para te darmos de comer. 

Outros, porque te sentias mal e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo. Começastes a andar e não sei quando foi que tive que andar atrás de ti, se quando começastes a andar ou quando pensaste que já sabia. Já não podia sentar-me tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou jogo do meu time favorito, por que quando acordavas, te perdia da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucastes. Ainda lembro do primeiro dia de aula quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não queria soltar-me a mão e entrar. Chorava e pedias-me que não fosse embora. Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse está junto ao teu lado, algum tempo, na sala, para que te fosse acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saia do carro correndo para te encontrar com os teus amiguinhos. Cada vez sei menos de ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais, já quase não queres falar comigo, dizes que apenas reclamo, e tudo o que faço esta mal, ou é razão para que ti saias de mim.

Pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido. Tua mãe passa noites em claro e, consequentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegastes, e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são três horas e não chegas. Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar. Já que quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessita de dinheiro para a universidade ou para se divertir. Ou pior, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te atenção. Mas estou seguro que diante destas palavras: “Não te metas na minha vida”. Podemos responder juntos: Filho (a) não me meto na tua vida, pois foste tu que te meteste na minha. Asseguro-te que desde o primeiro dia até o dia de hoje, não me arrependo que te tenhas metido nela e a tenhas transformado para sempre.

Enquanto for vivo, vou meter-me na tua vida, assim como tu te metes-te na minha, para ajudar-te, para formar-te, para amar-te e para fazer de ti um homem ou uma mulher de bem. Só os pais que sabem meter-se na vida de seus filhos e conseguem fazer deles, homens e mulheres que triunfam na vida e são capazes de amar.

Pais: muito obrigado! Por se meterem na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas, E para vocês filhos: Valorizem seus pais. Não são perfeitos, mas amam vocês, sejam capazes de enfrentar a vida e triunfar como homens de bem! A vida da muitas voltas, e, e em menos tempo do que vocês imaginavam alguém lhes dirá: “Não te metas na minha vida”! “A paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor”.

Deus abençoe!

Análise de um sacerdote.

BRINCANDO COM A SAUDADE - Por Claude Bloc


Cacilda toda faceira
Passeava pela mesa
Me disse, dessa maneira:
"Sou mesmo uma princesa
E brindo a liberdade...
Não se vá de Rajalegre
Pois eu vou sentir saudade"


Neguim escutou a prosa
E balançou a coleira
"Sei que tu és corajosa
E que não falas besteira
Mas eu tenho pra dizer
Uma profunda verdade
Quem vem até Rajalegre
Sempre volta com saudade."

Os gansos se assanharam
E correram muito aflitos
"Por que foi que se espantaram
Tão com medo desse grito?
Eu belisco, se eu quiser
E berro mais que cabrito
Mas que vem a Rajalegre
Tem saudade, eu acredito"...

O galo fazendo pose
Olhou pra mim e falou:
"Eu já contei até doze
E hoje já sou doutor
Olha só o colorido
Qua a natureza aprontou...
Nessas penas que carrego,
Só a saudade ficou..."



Pitombeira segredou
Muita coisa para mim
Falou de gente querida
Da beleza do jardim
Das coisas da natureza
Do perfume do jasmim
Do Sanharol e de todos
Que me conheceram, enfim
E que eu vou sentir saudade
De quem se lembrar de mim...


Claude Bloc

Uma cena da vida do Imperador Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael.

(Texto do livro "Memórias do Exílio", do Conde Afonso Celso).


Eis o que os republicanos de 1889 nos tiraram! O mais digno, culto, honesto e patriótico governante!E tudo para colocar no lugar um punhado de aventureiros, que se sucederam ao longo do tempo, mandato após mandato, até hoje sem demonstrar que mereceram estar no mais alto cargo do país...

Leiam o texto que acompanha essa imagem e se transportem para a época, tentando sentir toda a dor daquele momento de um homem que, ao tempo em que enfrentava as agruras do Exílio, acabara de perder a esposa de quase 50 anos de vida em comum.Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:
— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.
Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele.

Notei lhe a funda lividez.
Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.
— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.
“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.”
Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Divisão - Sérgio Porto.


Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as árvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção, o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.

Velhice - Antônio Alves de Morais.

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. 

Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo.

Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? 

Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70 e, se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar...Eu vou chorar. Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros.

Eles também vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. 

Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum animal de estimação é atropelado por um carro? 

Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. 

Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ficar velho. A velhice me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.

E eu vou comer sobremesa todos os dias se me apetecer. Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

terça-feira, 21 de abril de 2026

Saudade dos Encontros V - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Alves de Morais e Luiz Bastos  Bitu.

Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares e amigos de cuidados, como se fossem flores.

Se sua memoria estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas, e compartilhe com eles a alegria de está presente.

Com mais esta pequena parte do "Revivendo os Anos Sessenta" estamos encerrando as postagens do que representou e representa para aquela turma em termos de lembranças e saudades.

Um forte abraço a todos e a todas.

Antonio Alves de Morais


Saudade dos Encontros IV - Antonio Alves de Morais.


Dr. Luiz Bitu e Dona Isabel Andrade.

Em nossa idade, depois de meio seculo, a vida já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas. Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.

Viveu amigos, perdeu-se amigos, alguns pela mão de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver e da convivencia.

Hoje o nosso alhar em direção ao mundo continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, apredemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento e das amizades.

O saudosismo maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar é sereno, a cumplicidade existe, a saudade é mais espontânea, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos, de um tempo que não volta mais.

Lembrar nunca é demais. Feliz daquele que tem um coração, capaz de lembrar os amigos e acima de tudo saber ser lembrado por eles.

Veja 4,02 - quatro minutos e dois segundos de um encontro marcante.


Saudades dos Encontros III - Antonio Alves de Morais.


O casal Pedro Morais e João Piau.

Neste pequeno vídeo, 4 minutos e 23 segundos - veremos a parte mais interessante do encontro "O Luizinho e sua Banda" tocando musicas que marcaram os anos 60 e os nossos amigos festejando o encontro através da arte mais bonita e nobre de todas - A dança.




SAUDADES DOS ENCONTROS II - Antonio Alves de Morais.


Meu primo, meu amigo e camarada Mundim do Vale.

Vale a pena ver o vídeo pela harmonia, serenidade e paz reinante entre todos os amigos presentes. Como  era perfeita a civilidade naqueles tempos.

Nestes 6 minutos e 41 segundos podemos observar a parte interno do Clube antes do inicio do Baile. Vê-se a alegria, a confraternização, e sobretudo a emoção pelo encontro.

Aqui você verá a todos, em suas mesas, felizes pelo encontro com amigos que já não se encontravam há 30, 40 anos ou mais. Na próxima postagem começa o arrasta pé, o rela bucho.

Saudades dos Encontros I - Antonio Alves de Morais.

A partir de hoje, estarei postando partes destes memoráveis encontros onde a alegria e felicidade de nossos conterrâneos, nos enchem de encanto e beleza. Muitos  já  viraram na esquina  e  passaram para o andar de cima mas ficou a saudade.

Joãozinho Piau, um amante de nossa terra que como ninguém soube valorizar os laços de amizades de nossa terra, produziu esta relíquia 

Veja, nesta primeira postagem, a chegada dos nossos amigos e conterrâneos ao local do encontro - Clube do BicBanco, de forma muito  organizada,  pausada e quase teatral.

Vale a pena ver.

Raquel de Queiroz - Antônio Alves de Morais.


A proprietária da mais famosa fazenda  de Quixadá -  " Fazenda Não Me Deixes" - Raquel de Queiroz.

Cego Aderaldo - Um Cratense Notável !
Aderaldo Ferreira de Araújo.
Nasceu em Crato, em 24 de Junho de 1878 e faleceu em Fortaleza em 29 de Junho de 1967.
Filho de Joaquim Rufino de Araújo e Maria Olímpia de Araújo. 
Foi um poeta que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas, em Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. 

Sua desenvoltura no desafio o consagrou definitivamente. Um dia cantava em uma praça de Quixadá e um cabra tentou enganá-lo colocando uma tampa na bacia das esmolas. Ele conheceu a fraude pelo tilintar e metrificou:

Quem jogou essa tampinha,
Querendo ser engraçado.
Se é solteiro não casa,
Se casa é enganado.
Não sendo uma coisa ou outra,
Termina sendo um veado.

Fuinha e Cabeleira - Antonio Alves de Morais.


No dia l7 de Julho de 1950 o clube do Pimenta, o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros, os costumes também, eu nem era nascido.

Até o inicio da década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata. 

Imaginemos a minha primeira festa social no clube, 1969. Escolhia-se a "misse mirim" do ano. Desfilaram dezenas de crianças cuja a vencedora foi "Salambô" filha do saudoso, professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira.  

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Anário de terno parecia o apóstolo Judas, o Zé Leito aleijado, uma parte do palitó no joelho e a outra no ombro. É que o Anario havia colocado uma pedra de dois quilos no bolso do paletó dele e ele não percebeu de tão embriagado que estava! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos três "cubas montilla" rum, coca e limão ao Fuinha, foto com Cabeleira, garçons muito conhecido do meio social da época. 

Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. Naqueles velhos tempos  estudantes costumavam não ter dinheiro e eram prezepeiros, capazes até de fugir sem pagar  a conta. Não era o nosso caso.