Blog do Antonio Alves de Morais
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
BRIGA NA PROCISSÃO - Chico Pedrosa
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• PARA SER GRANDE JOGADOR - Não basta ser grandalhão e forte para ser um grande jogador. Fosse assim, Messi nem jogaria. É preciso ter, em proporções variáveis, habilidade, técnica e criatividade. Para completar: ser emocionalmente forte.
• OS AMORES DE NELSON RODRIGUES - No futebol, Nelson Rodrigues teve dois grandes amores: a seleção brasileira e o Fluminense.
"Se entra em campo com o nome do país e com o fundo musical que é o nosso hino. Então, é a pátria de chuteiras", dizia sobre a seleção.
A respeito do tricolor carioca, ia mais longe: "Se o Fluminense jogasse no céu, morreria para vê-lo jogar".
Aí, é amor demais.
• DISSONANTES - No Brasil, quem emite opinião é logo chamado de traíra, adesista, vendido. Ou acusado de levar algum, de ter sido cooptado. Os acusadores medem os outros por eles mesmos. Uma pessoa de convicções profundas é incapaz de mudar de opinião diante de contradições profundas, imune a evidências e argumentos racionais. Dissonância cognitiva.
• A FRASE - Um jeito para o Brasil? Quando pararmos de fingir que está tudo bem.
Aliados de Lula e Moraes fizeram o diabo para o STF não investigar indícios de crimes - Diario do Poder, Claudio Humberto.
Estátua "A Justiça" em dia de vergonha alheia - Reprodução das redes sociais.
Como previsto, a bancada governista no STF fez o diabo para atrasar e até “melar” a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram horas discutindo, ofendendo, tumultuando, tudo para evitar decidir sobre investigar o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro de hábitos mafiosos Daniel Vorcaro. Flávio Dino, “líder” dessa bancada, falou durante hora sobre questão preliminar, tentando criminalizar o ministro André Mendonça, que expôs o caso publicamente.
Monopólio do tempo
Gilmar Mendes foi outro ministro que usou e abusou do microfone da sessão de ontem do STF. Não avaliar o principal parecia ser o plano.
Outra característica
Coube a Mendes alguns momentos espantosos, com agressões desnecessárias contra André Mendonça, que apenas fez o certo.
Auge do vexame
Para que a sessão se caracterizasse como das mais vexatórias da História, Moraes votou em favor dele mesmo, o “réu” dessa história.
O crime venceu
Ontem certamente foi a vez de Vorcaro gargalhar, com as presepadas no STF que enfraquecem a Justiça e fortalecem o crime no Brasil.
Pedro Felicio Cavalcante - Honra e Gloria do Crato

Professor, economista e poeta, Pedro Felício Cavalcanti nasceu em Ipu-CE a 05 de Julho de 1905 e faleceu em Crato a 27 de Agosto de 1991.
Saudades - Por Dr. José Bitu Moreno
A voz pelo telefone murmurando:
”Nosso primo e amigo morreu”.
Ele, o moço alegre, talentoso, elegante, o bom primo, companheiro de tantas farras. Parecíamos eternos na nossa juventude. Depois soprou o vento de outono, espalhando folhas, transportando-nos, sementes, que onde caíram seguiram o codificado ciclo, semeando a vida, escrevendo a repetida história. Algumas não resistiram e caíram mais cedo, nas águas do mar, no deserto escaldante, ou nas neves eternas das montanhas.
“O vôo das andorinhas desenhando em minúsculos pontinhos pretos as tardes da nossa infância, o cruzeiro da igreja, as ruas de calçamento polido que se alongavam até Recife, até Fortaleza, até São Paulo...”
Ele se foi então, como outros tantos, não aguentou a barra, sequer se despediu. Outro foi vítima da violência gratuita e irresponsável, que varre o Brasil como um vento mau. Seus retratos o vento sopra adiante no céu de lembranças, na manhã petrificada, no cruzeiro de madeira enegrecida, enquanto os sinos badalam e uma lenta procissão atravessa a antiga Rua Major Joaquim Alves.
As ruas de pedras polidas por onde seus passos correram ligeiros e de onde um dia partiram, agora os recebe de volta.
As pipas coloridas estão desaparecendo dos céus.
As andorinhas se recolheram aos campanários.
No interior da velha igreja azul, os santos rezam em vigília.
Deus proteja as nossas crianças.
José Bitu Moreno
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Dia D no STF: o Supremo julga a si mesmo. Quem ganha ou perde? - Diario do poder.
Hoje não é uma terça-feira qualquer. O julgamento no STF, a partir das 10 horas, dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes (este será em 23 de setembro) não apenas decidirá questões complexas, mas demonstrará como a Corte administra seus conflitos internos. No cenário convergem o direito e a política. Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, e Moraes, frequentemente associado ao enfrentamento ao bolsonarismo, chegam ao plenário com simbolismos, que ultrapassam o mérito jurídico.
Desde a redemocratização não houve um momento tão delicado. Não se fala de disputa política, ou julgamento de rotina da Suprema Corte. Estará a prova a estabilidade ou não dos alicerces da nossa Democracia. Claro, que ainda não se conhecerá o julgamento final, porém serão dados os primeiros passos sobre a capacidade da República reafirmar os limites constitucionais dos seus próprios fundamentos. As instituições estão pressionadas, a sociedade divide-se e o STF assume o epicentro de uma crise, que envolve partidos e grupos políticos, em pleno processo eleitoral.
Equilíbrio de Fachin
Por tudo isso hoje é um Dia D. O STF terá a palavra. A Nação irá ouvi-lo. Cabe reconhecer o equilíbrio do Presidente Fachin, que é um pressuposto essencial. Ele sabe que a decisão a ser prolatada não será para agradar plateias ou responder a pressões das redes sociais. O papel do Juiz não é ser governo ou oposição. Juiz decide o destino de pessoas humanas sob o amparo da Constituição e sustenta a confiança da sociedade no Estado de Direito. É essa a missão do STF: decidir com independência e fidelidade ao Direito, em momento a ser lembrado pelas gerações futura.
Quem ganha ou perde
A pergunta que pode calar o país é: quem ganhará, ou perderá? Mas, talvez estas sejam perguntas erradas. Em certos momentos da história, não se trata de saber quem vence, ou perde, mas de verificar se as instituições permanecem de pé, após a tempestade. O saldo político, por estarmos em plena ebulição eleitoral, dependerá das versões públicas após a decisão. Flávio Bolsonaro tende a ganhar se Mendonça demonstrar firmeza, reforçando a percepção de coerência e independência em relação às pressões externas. Lula tende a ganhar se Moraes sair fortalecido, mantendo a imagem de um Tribunal defensor das instituições
Feitiço contra feiticeiro
Há um aspecto especifico a ser analisado. A recente fala de Lula, ao declarar que “ladrão tem que pagar”, foi uma tentativa de se colocar acima das disputas políticas e neutralizar críticas sobre eventual complacência com os investigados. Note-se, que palavras têm custo. Ao se posicionar dessa maneira, o Presidente estabelece uma régua moral que não se aplicará apenas aos adversários. Terá que ser aplicada aos familiares e correligionários. Caso assim não ocorra, o “feitiço” pode virar contra o feiticeiro, transformando uma aparente vantagem em passivo político.
Julgamento também do STF
Por fim, cabe observar que o STF também será julgado nesta sessão. Não para ser extinto, nem para sofrer qualquer abalo em seu papel de guardião da Constituição, mas para provar, na prática, que é capaz de resolver suas próprias divergências sem se render a elas. A democracia não foi feita para dias tranquilos. Ela foi feita, sobretudo, para os dias difíceis. Nesta terça-feira, não vence Lula. Não vence Bolsonaro. Não vence Moraes, nem Mendonça. O que está em julgamento é maior do que qualquer nome, maior do que qualquer toga.
Vence ou perde a República.
Ney Lopes- jornalista, advogado e ex-deputado federal.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
A peneira, o trigo e o joio - Percival Puggina
Durante séculos, as peneiras foram utilizadas para separar o trigo do joio que o acompanhava nas colheitas. Bem mais recentemente, quando a política se tornou sensível ao consentimento das multidões, as velhas peneiras, agitadas em discurso, passaram a ser usadas para obscurecer o sol dos fatos.
Nestes casos, elas funcionam como uma espécie de último recurso, que como bem sabem os advogados, ainda é um recurso. Vá que cole. E muitas vezes cola mesmo, contando com a saliva dos discursos, a credulidade dos ingênuos, o companheirismo dos companheiros, o marketing dos marqueteiros e com aquele jornalismo que divulga a notícia sem sequer espiar os fatos, esses ofuscantes inoportunos, desde a janela da redação.
A semana foi marcada pela vigorosa incidência da luz solar dos feitos, fotos e fatos sobre as instituições nacionais. As 218 páginas do relatório da PF foram suficientes para fazer carne de sol dentro de um frigorífico. Já no horizonte, ele continuou incendiando o cenário quando o presidente do Senado Federal, interpelado, rotulou como anormal haver tantos pedidos de impeachment de ministros do STF. Para Alcolumbre, anormal era isso e não os eventos que motivaram tais arrazoados, nem sua obstinada decisão de não colocar em tramitação unzinho sequer dos 109 documentos de denúncia por crime de responsabilidade apresentados à Casa que, com sua fisionomia lenhosa, ele preside.
O sol ainda ardia no horizonte quando um fotógrafo abelhudo capturou a cena: finda a sessão do pleno do STF sem que o fato mais grave da história do Judiciário brasileiro fosse sequer mencionado – haja peneira! – quatro ministros, às gargalhadas, divertem-se com algo. Não importa o motivo, não era hora de piadas. A cena está menos para o Baile da Ilha Fiscal seis dias antes do golpe contra a Monarquia e mais para Nero dedilhando as cordas de sua cítara ante o incêndio de Roma, pois tampouco aquela era hora de lazer! Desconcerto inqualificável. Síntese perfeita de realidade deplorável.
Ao longo deste século, enquanto se ia consolidando a maioria de indicações petistas para vagas surgidas no Supremo Tribunal Federal, um pingo de discernimento permitia antever que o ativismo e a politização iriam corroer aquele organismo, levando junto a instituição. Isso integra a própria natureza da ideologia que se foi tornando dominante. É como as raízes que entrelaçam o joio ao trigo. Uma instituição, qualquer instituição, merece esse nome se, e enquanto tiver uma chancela de consentimento que vem do passado, concedida a algo virtuoso; se for reconhecida como parte do bem comum e anterior e superior à própria norma que a instituiu.
Para esclarecer melhor: a instituição não está às gargalhadas. Ela deplora e chora. Chora e deplora porque acreditou em leis que nascem da representação política, e assim, ao cumpri-las, o cidadão não reduz sua dignidade pois está obedecendo a si mesmo. Quando os órgãos que operam essas duas instituições se autodestroem ou corrompem, o cidadão vê crescer a própria responsabilidade em separar o trigo do joio na eleição que tem pela frente.
RESGATES NOSSOS - ANTONIO ALVES DE MORAIS
ANDRÉ BATISTA DE MENESES - UM HOMEM VIRTUOSO.
JOGA DE TEIMOSO.
FRASE DO DIA.
'PolÍticos e fraldas devem ser trocadas pela mesma razão".
Coisas do Sanharol - João Pedro de Morais Menezes.
Tenho lido no Blog do Sanharol algumas historias mirabolantes. De Pedro Piau, de Mundim do Vale e do meu avô Morais. João Pedro
domingo, 13 de setembro de 2026
Relatoria do caso Moraes passa a Fachin às vésperas de julgamento - Diario so Poder.
Canetada alcança ainda processos ligados aos casos Master e INSS, agora enviados à Presidência.
Quanto mais as investigações avançam e apontam para personagens de dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), mais rápidas têm sido as decisões para definir quem fica com o quê. Só neste sábado (12), o caso envolvendo Alexandre de Moraes mudou de mãos, André Mendonça deixou a relatoria e o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu o processo que será objeto da sessão de terça-feira (15). No mesmo despacho, Fachin ainda mandou para a própria mesa processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.
Até seis dias atrás, o caminho era outro. o ministro Mendonça havia separado o material envolvendo Moraes e liberado o caso para julgamento pelo Plenário. Queria a discussão diante dos onze ministros.
No meio do caminho, Fachin suspendeu o andamento de possíveis investigações contra integrantes do STF e determinou que qualquer caso desse tipo passasse primeiro pela Presidência.
Neste sábado, Fachin tirou Mendonça da relatoria e assumiu o caso.
A justificativa foi a possibilidade de surgir uma situação de impedimento durante a análise do processo.
O ministro Fachin também determinou o envio à Presidência dos processos relacionados aos casos Banco Master e INSS.
Carta aberta - Senador Pedro Simon.
Estou me dirigindo ao senhor - com cópia para todos os seus comparsas porque a idéia geral que o senhor tenta transmitir para o distinto idiota povo brasileiro é a de que o senhor é um político sério, honesto, patriota. sexta-feira, 11 de setembro de 2026
O MAU CHEIRO DO PUM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Pinto do Monteiro, "a cascavel do repente", não reagia bem ao que atrapalhasse a sua cantoria.
Certa feita, ouviou-se numa em que ele participava o barulho provocado por um pum.
A reação do genial repentista foi imediata: "Já sinto o mau cheiro bafejando o meu nariz/Quem solta uma praga dessa, morre na peia e não diz".
Pois bem. A bolsa de apostas em torno da tal reunião do STF, no dia 15, aponta para o acordão mais fedorento da história.
Quem o produziu pode morrer na peia e não vai confessar.



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