Blog do Antonio Alves de Morais
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Desafios no ambiente escolar - Elisabete Castelón Konkiewitz
• DE NOVO, SOBRE OS NÚMEROS NO FUTEBOL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Digam que sou terrivelmente analógico, quando o assunto é número no futebol. Não tem grilo. Em várias artigos, demonstrei minha aversão em explicar o ludopédio com números. Como um mantra, vou logo perguntando: "Pelé se explica pelo número de gols marcados?" Os números falam uma língua, a gente fala outra. A linguagem dos números é o oposto da linguagem de muitas coisas. É preciso dizer mais?
• COISAS DO FUTEBOL - Ninguém sabe explicar direito porque, numa temporada, um time consegue melhores resultados fora de casa. É como se, de repente, uma paralisia emocional existente, como visitante, desaparecesse. E, muitas vezes, ocorre que, em casa e com apoio da torcida, os resultados são ruins. Houve um tempo, muito distante, em que o Flamengo não conseguia jogar bem no Maracanã (o time com Michila & Cia era ruinzinho). O rubro-negro, simplesmente, sucumbia diante da pressão. Agora, tem o caso do time que não consegue prestar como visitado e, tampouco, como visitante. Aí, é cruel.
• FRASE - "No Brasil, o povo só se levanta para gritar gol". Sérgio "Arapuã" de Andrade.
Editorial de Jeff Bezos, dono do Washington Post, é lição à imprensa brasileira - O Antagonista.
Queda de confiança da população na mídia levou bilionário a reconhecer problemas e resistir a pressões por endosso eleitoral.
Jeff Bezos, dono do jornal americano The Washington Post, que se recusou a endossar uma candidatura presidencial, publicou o editorial “A dura verdade: os americanos não confiam na mídia”.
O bilionário fundador da Amazon e da Blue Origin precisa ensinar empresários da comunicação brasileiros a fazerem autocrítica:
A maioria das pessoas acredita que a mídia é tendenciosa. Qualquer um que não veja isso está prestando pouca atenção à realidade, e aqueles que lutam contra a realidade perdem.
A realidade é uma campeã invicta. Seria fácil culpar os outros por nossa longa e contínua queda de credibilidade e, portanto, declínio de impacto, mas uma mentalidade de vítima não ajudará.
Reclamar não é uma estratégia. Devemos trabalhar mais para controlar o que podemos controlar para aumentar nossa credibilidade.
Por si só, recusar-se a endossar candidatos presidenciais não é suficiente para nos levar muito acima na escala de confiança, mas é um passo significativo na direção certa.
A falta de credibilidade não é exclusiva do The Post. Os jornais de nossos irmãos têm o mesmo problema. E é um problema não apenas para a mídia, mas também para a nação. Muitas pessoas estão se voltando para podcasts improvisados, postagens imprecisas de mídia social e outras fontes de notícias não verificadas, o que pode espalhar rapidamente desinformação e aprofundar as divisões. O Washington Post e o New York Times ganham prêmios, mas cada vez mais falamos apenas com uma certa elite.
Cada vez mais, falamos com nós mesmos".
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
RAZÃO CÍNICA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Se entendi bem, é uma mistura de mentira, hipocrisia e cinismo, com alto poder de contaminação.
A sensação de que nada tem valor, tudo é igual. Um mal caráter igual a um homem de bem.
A pessoa tem consciência de que há algo errado ou imoral e continua agindo da mesma forma, por oportunismo.
Sim, mas o que o assunto tem a ver com o Brasil de nossos dias?
Achamos que tudo. Não?
domingo, 6 de setembro de 2026
O Analfabeto político - Por Bertold Brecht.
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve. Não fala. Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância politica nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra e lacaio do sistema capitalista.
sábado, 5 de setembro de 2026
Medalha Papai Raimundo - Por Antonio Alves de Morais.
Desde a primeira premiação da Medalha Papai Raimundo realizada em 27 de Agosto de 2011, já se passaram 16 edições, uma pasquisa recente sustenta que 73% da população de Várzea-Alegre não conhece a história de Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo.
A mesma proporção da população não sabe quem chegou primeiro em Várzea-Alegre, se Papai Raimundo ou São Raimundo Nonato.
Papai Raimundo era filho de Franncisco Duarte Pinheiro e Bárbara de Morais Rego.
Observando a genealogia familiar verificamos que naqueles velhos tempos os homens se casavam duas ou mais vezes por força da viuvez por morte das esposas durante parto.
Nonato quer dizer "não nascido". O parto de São Raimundo Nonato pode ser considerado a primeira cesariana do mundo. Sua mãe ao falecer abriram-lhe a barriga e retiraram o bebê com vida.
Por essa razão São Raimundo Nonato é o protetor da gestante. São Raimundo foi padre, monsenhor, bispo e cardeal.
Theresa Maria de Jesus esposa de Papai Raimundo mandou buscar essa imagem pequenina de São Raimundo na Italia e a história testemunha que a fé do povo em São Raimundo fez diminuir a mortandade mulheres.
Essa imagem de São Raimundo Nonato tem mais de 200 anos e passou pelas mãos de Thereza Maria de Jesus, o filho desta José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, sua filha Isabel de Morais Rego, Bebé do Sanharol, a filha desta Josefa Alves de Morais, Zefa do Sanharol e por fim Dr. Pedro Sátiro.
Quando Dr. Pedro Sátiro iniciou a construção da Casa de Saúde São Raimundo, no inicio da década de 60 do século passado, sua avó Joséfa Alves de Morais, entregou essa imagem dizendo :" Pedro, eu não tenho recursos materiais para ajudar na tua obra, mas aqui está São Raimundo para abençoá-la.
A imagem foi colocada na casa de saúde de onde só sai no dia 31 de Agosto de cada ano para a procissão do dia do padroeiro retornando em seguida.
O encontro do Padre Cícero com o Papa Leão XIII - Por Armando Lopes Rafael.
As anotações abaixo foram feitas pelo Padre Cícero no seu Breviário (um livro que os sacerdotes rezavam diariamente, costume que perdurou até o Concilio Vaticano II):
“Hoje 6 de outubro de 1898, ao meio-dia, dia de São Bruno, tive Audiência com o Santo Padre; fui apresentado por Monsenhor Cagiano de Azevedo e falei ao Santo Padre e lhe ofereci um rosário de ouro da Santíssima Virgem e ele benzeu dois crucifixos que intenciono dar ao meu Bispo, o Senhor Dom Joaquim, e outro ao Senhor Bispo de Olinda, Dom Manoel. Fui para o Vaticano com o Padre Vicenzo Buccori, canônico, e João David. Roma, 6 de outubro de 1898. (Assinado): Padre Cícero Romão Batista”
*** *** ***
Padre Cícero chegou a chorar de alegria ao ser comunicado sobre sua absolvição em 6 de outubro de 1898. Durante o encontro com o Papa Leão XIII, o Padre Cícero conseguiu a absolvição da Igreja pra sua pessoa, mas, ao retornar ao Ceará, o Bispo de Fortaleza, não reconheceu esse perdão e a decisão do Papa não valeu..
A escritora Amália Xavier de Oliveira escreveu este episódio no seu livro “O Padre Cícero que eu conheci”, no “Capítulo 9:, O Padre Cícero em Roma”. Este Breviário ainda existe e está na posse das filhas do Coronel Humberto Bezerra, residentes em Fortaleza.
(Postado por Armando Lopes Rafael)
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
MISTURAÇÃO - Por Wilton Bezrra, comentarista generalista.
• NÃO PEGOU - Assim como certas leis, que no Brasil não pegam, o sistema de SAFs no futebol brasileiro não pegou. Pelo menos, até agora. Afora o Bahia, não se conhece outro clube onde o modelo tenha funcionado. No futebol cearense, o malogro da SAF do Ferroviário é um lamentável exemplo. Enquanto isso, como entidades associativas, muitos times brasileiros se mantêm em pé de forma precária.
• INSEGURANÇA BRASIL - O medo do brasileiro o conduz a trocar a liberdade por segurança. Por medo, os condomínios se transformam em verdadeiras penitenciárias de luxo, os gastos com segurança são cada vez maiores. Carros blindados. Fronteiras como peneiras para drogas e armas. Só falta que os discursos políticos exortem, claramente, o povo a se armar. E aí é encher o peito e gritar: " Pátria armada, Brasil!".
• VARIAÇÃO TÁTICA - Um time que joga com as linhas adiantadas, impondo protagonismo, pode, quando o jogo sai do roteiro esperado, recuar um pouco para atrair o adversário. Não se trata de dar a bola e, sim, de procurar ganhar, com a manobra, um pouco mais de espaço para atacar. Isso é compreendido como adaptação ao jogo ao longo de uma partida.
• O PASSADO É O QUE FICOU - "Quem vive de passado é museu". Essa sentença tem o azedume do lugar comum. Tenho reverência pelo passado, sim. Precisamos dele para explicar o presente. Gosto de remexer em velhas publicações de revistas e jornais. O passado para mim é vivo. Qual o problema? "O passado não é o que passou. É o que ficou". Alceu de Amoroso Lima.
Pessoas que marcaram o Cariri: Padre Antônio Gomes de Araújo - por Armando Lopes Rafael (*)
Nascido em Brejo Santo, em 6 de janeiro de 1900, Padre Antônio Gomes de Araújo foi um dos grandes historiadores do Cariri. Aliás, ele dizia que não se considerava um historiador e sim um pesquisador. Viveu mais da metade de sua vida em Crato, mas, próximo da morte, retornou para sua cidade natal, onde faleceu em 26 de janeiro de 1989.
Em 1950, Pe. Gomes venceu um concurso na Bahia com a monografia “Formação da Gens Caririense”. Escreveu muitos opúsculos dentre os quais: “Naturalidade de Bárbara de Alencar” (1953); “Pe. Pedro Ribeiro da Silva–Fundador e Primeiro Capelão de Juazeiro do Norte” (1955); “Apostolado do Embuste” (1956); “1817 no Cariri” (1962); “Povoamento do Cariri” (1973). Em 1971, a Faculdade de Filosofia de Crato reuniu alguns de seus trabalhos no livro “A Cidade de Frei Carlos”.
Padre Gomes era um sacerdote irrequieto e sem papas na língua. Dizia ele que se não tivesse sido ordenado sacerdote teria optado pela carreira militar. Colaborou, longos anos, com excelentes trabalhos de pesquisa, nas revistas “Itaytera”, “A Província” e “Hyhyté”, bem como no jornal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato. O semanário “A Ação” foi dirigido, durante alguns anos, pelo notável Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira. Este mantinha uma coluna naquele periódico com o título “Alfinetadas”. Nessa coluna, Mons. Rocha fazia a defesa da doutrina católica e combatia implacavelmente as ideias socialistas/comunistas.
Certo dia, ministrando uma aula de História do Brasil, no tradicional Colégio Diocesano de Crato, Pe. Gomes foi interrompido por uma pergunta de aluno:
– “Padre, é pecado utilizar as folhas do jornal “A Ação” como papel higiênico? ”
Padre Gomes respondeu de chofre:
– “É não! Livre-se das “Alfinetadas” de Monsenhor Rocha e faça bom uso”...
(*) Armando Lopes Rafael é historiadorquinta-feira, 3 de setembro de 2026
Juscelino Kubitschek e a cidade de Crato - Por Armando Lopes Rafael.
"Juscelino Kubitschek - Por Joaquim Pinheiro
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Uma vida - Antônio Alves de Morais.
Ninguém pode comprar uma vida. Morre quem está doente, mas também morre quem é saudável, o jovem, o velho, os ricos, os pobres, poderosos, humildes, os inteligentes, os ignorantes, os bons e os maus.
Quem você mais ama e quem odeia.
No final todos nós morremos. A única coisa que resta é procurar ser feliz enquanto ainda temos tempo.
Se você ama a vida não desperdice o tempo, a vida é feita desse material. O tempo passa, se esvai, não volta nunca mais, e, nada se pode fazer ontem.
Ludibrio e escárneo - Antônio Alves de Morais.
Hoje o brasileiro tem a oportunidade de mostrar para esses nocivos, imundos mentirosos e corruptos Lula e Bolsonaro as suas insignificâncias politicas no cenário Brasil.
Os seus partidos foram jogados na lama, e, os seus discursos piedosos, mentirosos e chorões perderam a validade, não tem mais eficácia alguma.
Ludibrio, desprezo e escárnio, falta de caráter de políticos populistas, mentirosos que ludibriam e vivem glamorizando a pobreza sem nada fazer para contê-la, se não, para tirar proveito dela na manutenção de seus mandatos.
O Bem Amado - Dias Gomes
Primeira novela produzida em cores na televisão brasileira. O prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas, tem como meta prioritária em sua administração na cidade fictícia de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério local.
De um lado, é bajulado pelo secretário gago, Dirceu Borboleta, profundo conhecedor dos lepidópteros; e conta com o apoio incondicional das irmãs Cajazeiras, suas correligionárias e defensoras fervorosas: Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia.
Dorotéia é a mais velha, líder na Câmara de Vereadores da cidade. Dulcinéia, a do meio, é seduzida pelo prefeito. E Judicéia é a mais nova - e mais espevitada. São três solteironas avessas a imoralidades - pelo menos em público, já que Odorico sempre aparece de noite para tomar um "licor de jenipapo"…
De outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de polícia Donana Medrado, que conta com o dentista Lulu Gouvêia, inimigo mortal do prefeito e líder da oposição na Câmara - atracando-se constantemente com Dorotéia no plenário.
E ainda com o jornalista Neco Pedreira, dono do jornal local, A Trombeta. O meio-termo se intensifica com a presença de Nezinho do Jegue, defensor fervoroso de Odorico quando sóbrio, e principal acusador, quando bêbado!
Maquiavelicamente, o prefeito arma tramas para que morra alguém, sendo sempre mal sucedido. Nem as diversas tentativas de suicídio do farmacêutico Libório, um tiroteio na praça e um crime lhe proporcionam a realização do sonho.
Para obter êxito, Odorico traz de volta a Sucupira um filho da terra: Zeca Diabo, um pistoleiro redimido, que recebe a missão de matar alguém para a inauguração do cemitério.
Como se não bastasse, Odorico ainda tem que enfrentar os desaforos de Juarez Leão, médico personalístico da oposição, que se envolve com sua filha Telma e faz um bom trabalho em Sucupira, salvando vidas - para desespero de Odorico.
Ao final, uma irônica surpresa: Zeca Diabo, revoltado, mata Odorico, que, finalmente, inaugura o cemitério!











