sábado, 25 de julho de 2026

JOSÉ DO VALE ARRAES FEITOSA : 42 ANOS ININTERRUPTOS DE PRÁTICA DOCENTE EM ESCOLAS DO SEMIÁRIDO CEARENSE.

Madele Maria Barros de Oliveira Freire, pedagoga do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, campus Picuí. e-mail: madele.freire@ifpb.edu.br

José Lucínio de Oliveira Freire, professor do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia – IFPB, campus Picuí. e-mail:lucinio@folha.com.br

Luíza Gabriela Barros de Oliveira Freire, graduanda do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, Campina Grande, PB. e-mail: luizagabrielab@live.com

Um professor, por 42 anos ininterruptos, exercendo o seu ofício em escolas do semiárido, tende a deixar um sólido legado a várias gerações. Esse trabalho contextualizou a prática docente de José do Vale Arraes Feitosa e os momentos históricos à época, bem como sua importância para a Educação do Cariri cearense. 

A análise das informações permitiu concluir que, na sua prática docente, o professor mesclou a Linha Pedagógica Tradicional, de Herbart, com a Pedagogia Nova, de Dewey, e a Pedagogia Libertadora, de Paulo Freire.

A história da educação no Brasil é pródiga em avanços e retrocessos. No período político entre o início do Estado Novo (1937) e a denominada Nova República (1989) ocorreram muitas reformas educacionais e o desenvolvimento de várias correntes pedagógicas.

Na Constituição brasileira de 1937, a política educacional se caracterizava pela centralização autoritária e pela preocupação em equacionar as questões da relação trabalho-escola. 

Para Vieira (2007), é clara a concepção da educação pública como aquela destinada aos que não podiam arcar com os custos do ensino privado. 

O velho preconceito contra o ensino público, presente desde as origens de nossa história, permaneceu arraigado no pensamento do legislador estado-novista. 

Sendo o ensino vocacional e profissional a prioridade, nesse período é flagrante a omissão com relação às demais modalidades de ensino. A concepção da política educacional no Estado Novo estava inteiramente orientada para o ensino profissional, para onde seriam dirigidas as reformas encaminhadas por Gustavo Capanema.

De acordo com Bello (2001), no estado-novista o ensino ficou composto por cinco anos de curso primário, quatro de curso ginasial e três de colegial, na modalidade clássico ou científico. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico, de preparatório para o ensino superior, e passou a se preocupar mais com a formação geral. 

Apesar dessa divisão do ensino secundário, entre clássico e científico, a predominância recaiu sobre o científico, reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial.

Com base nessa ideologia e prática educacional, deu-se a formação escolar de José do Vale Arraes Feitosa, quando, segundo Feitosa (2003), fora apresentado pelo cônego Manoel Feitosa ao Seminário São José de Crato, em 1936, para concluir os cursos primário e ginasial. 

Em 1942, como ex-seminarista, José do Vale foi indicado pelo monsenhor Pedro Rocha para auxiliar o padre Francisco de Holanda Montenegro, no então Ginásio do Crato.

José do Vale Arraes Feitosa foi um professor que exerceu o seu mister, de 1947 a 1989, nas mais tradicionais instituições de ensino médio do município do Crato, encravado no centro socioeconômico e político do Vale do Cariri cearense: Colégio Diocesano do Crato (escola privada pertencente à Igreja Católica), Colégio Estadual Wilson Gonçalves (escola pública) e Colégio Agrícola do Crato (hoje, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Crato). 

Começou a sua prática docente já sob os auspícios doutrinários da Constituição de 1946, concluindo-a já sob a égide da Constituição Federal de 1988, que prescrevia o início de um debate propriamente pedagógico, visando-se, entre outras metas, recuperar a escola pública, aviltada e empobrecida nos períodos precedentes.

FLIMAN III - Dr Sávio Pinheiro.



Cinco varzealegrenses paidéguas.

Tivemos a grata satisfação de participar da fenomenal III Feira Literária de Mangabeira (FLIMAN), evento que cresce de forma surpreendente a cada edição.

Batista de Lima, idealizador da feira, ao lado de pessoas da melhor cepa, como Pedro Luiz e Fátima Lemos — dois poliartistas de reconhecido talento —, demonstrou, por meio de uma organização impecável e de uma programação diversificada, a extraordinária capacidade artística, intelectual, musical e literária do povo de Mangabeira.

A FLIMAN consolidou-se como um verdadeiro celeiro de cultura, reunindo escritores, artistas, músicos e leitores em um ambiente de celebração da literatura, da arte e da identidade regional. É um evento que orgulha o Cariri e inspira todos aqueles que acreditam na força transformadora da cultura.

Estiveram presentes ao evento, membros do Instituto Cultural do Cariri, da Academia dos Cordelistas do Crato, o memorialista Antônio Morais e os escritores Sávio Pinheiro, Linda Lemos, José Bitu Moreno e José Flávio Vieira num sábado de Expo Crato. Eis a importância da feira. 

Bons tempos - Crato Tenis Clube - Antonio Alves de Morais.


No dia l7 de Julho de 1950 o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros.  Até o inicio da 
década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata, em trajes a rigor. Imaginemos uma festa social para escolha da "misse mirim" do ano, cuja a vencedora foi "Salambó" filha do saudoso, nobre e honrado professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira. 

Os meus colegas Colégio Estadual Anário, Severiano e Zé Leite Dias infucaram de ir, me seduziram, fui junto. A grana era pouca ou quase nada. 

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Severiano parecia o apóstolo Judas, Anário com a calsa pegando marreca e o paletó com medo de bufa e o Zé Leito aleijado, torto, uma parte do terno no joelho e a outra no sovaco. O Anario havia colocado uma pedra de três quilos no bolso do paletó dele! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos quatro cubas montila ao Fuim, garçom muito conhecido do meio social a época. Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. Passamos a festa andando pelos corredores girando os cubos de gelo com o dedo. Nenhum dos quatro dançou na festa, ninguém se arriscou a levar uma mala. Uma aventura, hoje  não  me arrependo das estripulias que cometi, lamento por não puder fazê-las novamente. 

Estas lembranças objetivam resgatar a foto abaixo do "Conjunto do Hildegardo", pelo que representou para sociedade e para os jovens cratense, naquela que foi a fase mais dourada de nossas vidas. 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Reza atrapalhada - Antonio Alves de Morais

Moravam no sitio Formiga, entre a sede do municipio e o Roçado Dentro, local onde a cada 13 de Dezembro reuniam-se centenas de fieis e devotos de Santa Luzia para venerá-la.

Gente de todas as localidades compareciam para pagar promessas e ex-votos. Dos filhos da família, em numero de 12, tanto as moças quanto os rapazes eram de finíssima hospitalidade e de tanto escolherem pretendentes a altura, não se casaram, ficaram todos na prateleira.

A união reinava naquela casa, um cuidava do outro como quem cuidava de um filho que não tivera. Quando atingiram a idade de 50 e 60 anos, firmaram maior fervor na sua religiosidade. Todo dia, à noitinha, se reuniam, na sala da casa e, rezavam o terço, coisa bastante difícil nos dias atuais.

Na introdução cantavam " A nós descei e Queremos Deus", e a seguir Josefa, a irmã mais velha, ia tirando a reza enquanto os demais respondiam.

Na sala, existia uma pequena mesa onde, em cima, se colocava um santuário com as imagens e embaixo um cachorro costumava fazer o seu merecido descanso.

Um belo dia, de repente, surgiu uma catinga desagradável e se deu essa tragedia:

Josefa disse:

Ave Maria cheia de graças,
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós,
Chico ponha pra fora esse cachorro,
Que está bufando fedorento,
Entre as mulheres,
Bendito fruto do vosso ventre.....

Imediatamente foi atendida. O cachorro foi retirado da sala, mesmo sem se ter tanta certeza que ele era o responsável pela contaminação gasosa.

Havia uma desconfiança, pois no almoço fora servido um baião de dois com fava, farofa com cebola, batata doce e toucinho torrado.

Demorou pouco e a catinga de bufa dominou novamente o ambiente, e desta feita, o cachorro já não poderia receber a culpa, faltaram com respeito a Santa Luzia. Foi, então  que Zefa encarou o irmão dizendo:  Chico crie vergonha e vá cagar no terreiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

*A INFÂNCIA DO FUTEBOL* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Se as ruas de terra ou calçamentos eram ruins para carros e transeuntes, para o futebol da garotada serviam muito bem.

Não havia coisa mais importante na nossa infância do que o futebol.

Tão natural como acordar e escovar os dentes.

Mas, tinha a escola. De fato, tinha a escola.

Mas, na escola mesmo, nos 15 minutos de recreio, escondidos dos olhares dos diretores, se improvisava uma pelada com uma bola de papel.

Quando da escola retornávamos, o destino era a bola e a rua.

Aí, começava o aprendizado. Educava-se o corpo para chutar, driblar, "matar a bola" no peito e na coxa, do jeito que ela chegasse.

Não é mais assim que a garotada de hoje se inicia no futebol.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Um deforete - Antonio Alves de Morais


Nada há no mundo para marcar mais o ser humano do que a musica. Um dia o meu professor Manuel Batista Vieira definiu saudade como sendo: presença e ausência, ou seja, você traz para o presente o que lhe é ausente. Assim sendo a musica é saudade, porque têm a propriedade de resgatar as alegrias, as felicidades do acervo vivido outrora. 

 Quando cheguei a Crato, Março de 1969, nossa turma de colégio gostava de fazer tertúlia na casa de colegas. Tudo muito simples. Um emprestava a radiola de pilhas, aquele mais dengoso conseguiu com os pais a casa, e, os discos cada um trazia o seu. Nunca se passava das 10 da noite. Quando o dono da casa era mais liberal, tínhamos também, em cima da mesa, um caldeirão cheio de caipirinha. 

 Nós tínhamos uma colega muito bonita, que era também, uma especialista em dar fora em nego. Ela dava uma cordinha e quando o caboclo se aproximava levava uma tremenda mala. Um dia um colega confessou para mim e para a José Flávio  que estava pretendendo falar namoro com a talzinha. 

Nós demos uma boa corda. O José Flávio até ensinou um palavrado romântico a ser usado. Depois de uma talagada da caipirinha, o colega criou coragem, tomou chegada, e, partiu para a ação. Sem rodeios lascou: eu vi saber se você quer namorar comigo porque o Morais e José Flávio mandaram! - Ela respondeu no ato: volte e diga pra eles que eu não quero. Foi a mala mais bem aplicada que vi. O colega saiu atordoado, morava prum lado e saiu em outra direção.

Ame seu filho - Antonio Alves de Morais.

Em vez de se afobar e se estafar dizendo que seu filho ou filha é um problema, comece a dizer: “Amo meu filho assim como ele é”. Você conseguirá muito mais vendo os pontos positivos e não só os negativos. É difícil educar hoje, mas se você só xingar. Ou pior cair no outro extremo de cruzar os braços, o que será daqueles que Deus confiou a você?
Não adianta agente ficar se desesperando, mas sim alimentar esperanças. Pois, apesar das degradações e incertezas, nem tudo está perdido: existem pessoas conscientes de valor e dignidade. Que mesmo padecendo as fraquezas humanas da carne, ainda procuram manter o espírito e o corpo sadios. É a pureza do coração de criança.
Ai que saudades! Não é mesmo? Não tome resoluções nas trevas do desanimo. Espere até se sentir num clima de amor, de paz e de alegria. Justamente aí é que vai aparecer a melhor solução. No nervosismo, na raiva ou no desespero as decisões que tomamos só nos trazem remorsos e desgraças.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

José Clementino do Nascimento - Antonio Alves de Morais


A morte do compositor José Clementino consternou o Cariri. Ao lado de Luiz Gonzaga, Padre Antônio Vieira e Patativa do Assaré, Zé Clementino fez parte da “Trilogia do Ciclo do Jumento”, um movimento idealizado em Crato, em defesa do jegue. 

A iniciativa tomou dimensão nacional através da música e da poesia dos quatro defensores do jumento. A campanha ganhou mais intensidade na década de 80, quando os quatro se encontraram na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), sob a presidência de Henrique Costa. 

Padre Vieira chegou ao palanque, onde se encontravam Luiz Gonzaga, Patativa e Zé Clementino, montado num jumento. Ao lembrar este fato, destacacamos que Zé Clementino foi um dos mais vigorosos músicos do Ceará. É o autor de autênticos clássicos da música nordestina, tendo sido interpretado por alguns dos grandes nomes da MPB, dentre os quais o “Rei do Baião” — Luiz Gonzaga. 

Funcionário público aposentado, Zé Clementino, que já morou em Crato, quando trabalhava no INSS, integrou-se à vida boêmia da Princesa do Cariri, fazendo parcerias com outros artistas. Com o “velho Lua”, o talento de Zé Clementino ganharia destaque nacional, ao passo que, por outro lado, a inventiva produção artística do compositor varzealegrense proporcionaria vitalidade e renovação à obra musical de Luiz Gonzaga. 

O “batismo” fonográfico da parceria Luiz Gonzaga-Zé Clementino procedeu-se, de certa forma, quando o “Rei do Baião” atravessava um longo período de ostracismo e mesmo de indefinição quanto à continuidade da carreira artística. No seu trabalho anterior, o ilustre “sanfoneiro de Exu” mostrava-se desestimulado e cético quanto aos possíveis rumos de sua até então vitoriosa trajetória musical. 

Numa de suas canções mais emblemáticas da época, Luiz Gonzaga lamentava: “Pra onde tu vai, Baião? / Eu vou sair por aí / Mas por que, Baião? / Ninguém me quer mais aqui...”. De fato, o Baião, assim como outros ritmos nordestinos, havia perdido o forte apelo comercial que gozara no passado, particularmente em virtude do surgimento de novos movimentos musicais — a Bossa Nova e a Jovem Guarda. 

Nesse panorama, foi lançado o álbum “Luiz Gonzaga – Óia Eu Aqui de Novo”, o qual continha três canções compostas por Zé Clementino. Uma delas, o “Xote dos Cabeludos”, uma bem humorada crítica à estética ‘hippie’ que conquistava a juventude de todo o mundo, tornou-se uma das músicas mais executadas do país no verão de 68, trazendo o ‘Rei do Baião’ de volta à mídia e despertando o interesse das novas gerações pelo riquíssimo acervo musical do artista. 

Naquele mesmo ano, Zé Clementino confere uma legítima e emotiva dádiva à sua cidade natal, quando compõe a letra do Hino Oficial de Várzea Alegre. No seu álbum seguinte, Luiz Gonzaga grava “O jumento é nosso irmão”, uma homenagem à luta, encampada pelo Padre Vieira, em prol da preservação da espécie asinina. Em 1976, fazendo proveito do mesmo tema, o Rei do Baião gravaria “Apologia ao jumento”, uma espécie de discurso inflamado em que, com muito bom humor, exalta as benesses do “pobre e castigado” animal. Registra ainda o xote “Capim Novo”, outra canção do compositor varzealegrense, cuja letra sugere uma “discutível” alternativa terapêutica e afrodisíaca para os homens que enfrentam os “percalços” da terceira idade. Em 1978, o Trio Nordestino, na época o campeão em vendagem de discos no segmento de música regional, grava “Chinelo de Rosinha”, uma parceria de Zé Clementino e Paulo César Clementino. 

Em 1983, o Brasil vê-se tocado pela sensibilidade musical do prodigioso varzealegrense Serginho Piau, que executa a comovente canção “Simplesmente Zé”, de autoria de Zé Clementino, em alguns programas televisivos. Por fim, os anos 90 marcaram o processo de revitalização estética e musical do forró, e o cearense Sirano, um dos mais bem sucedidos artistas do Ceará. 

Entre as suas músicas estão: “Aí não deixo não”, “Xote dos cabeludos” , “O jumento é nosso irmão”, “Apologia ao jumento”, “Contrastes de Várzea Alegre”, “Capim novo”, “Sou do banco", "Xeêm”, “Chinelo de Rosinha”, “Jeito bom”, “Hino Oficial de Várzea Alegre”, e “Simplesmente Zé”. 

Ele faleceu vítima de enfarte no Hospital de Várzea Alegre, aos 69 anos de idade. Gravada pelo Trio Nordestino e campeã de vendagem veja a letra de :

Aí não deixo não!

Não, não, aí não deixo não!
Se você beijar aí vai ser grande a confusão.

Eu gosto muito de você e tenho admiração,
Entreguei só pra você meu coração.
Meu benzinho pelo bem do nosso amor,
Eu lhe peço, por favor.
Aí não deixo não!

Leve seus troços, vá deixar noutro lugar
Se você não quer casar
Porque vem com enrolação,
Você bem sabe, estas coisas não aceito,
Isso é falta de respeito
Aí não deixo não.
Não, não, aí não deixo não.
Se você beijar aí vai ter grande a confusão.

*À ESPANHA, AS BATATAS* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

A Espanha jogou. A Argentina trabalhou.

A Espanha teve a posse de bola o tempo todo.

Quem tem a posse de bola controla o jogo e o tempo.

A Espanha mandou na partida ( e na prorrogação ).

Messi faltou ao encontro marcado com a bola.

A Espanha mereceu construir a vitória, antes do gol de Torres, na prorrogação.

O mais importante: a vitória de uma equipe que não recusou ter a posse de bola.

E a bola só obedece a quem a trata bem. 

Transgressão e falta de respeito a regra - Antônio Alves de Morais.


Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

Lembra-te sempre do fim e que o tempo perdido não volta. Quem não evita os pequenos defeitos pouco a pouco cai nos grandes.

Alegrar-te-ás sempre à noite, se tiveres empregado bem o dia.

domingo, 19 de julho de 2026

Veja o que dizia Ruy Barbosa - Antônio Alves de Morais.

 

O comunismo não é fraternidade; é a invasão do ódio entres as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelo; bane Deus das almas e das reinvindicações populares.

Não dá trégua a ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dssolveria a sociedade. Extingueria a religião. Desumanaria a humanidade. Evertera, subverteria, inverteria a obra do Criador.

Rui Barbosa.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARGENTINA, COM PERNAS E CORAÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Rivalidade às favas. Reconheçamos: o que a Argentina vem mostrando na Copa transcende.

Organização tática de jogo é fator imperioso, concordamos. 

Mas, o que os atuais campeões do Mundo oferecem é muito mais do que isso.

Não era verdadeira a alegativa de que Cabo Verde, Egito e Suiça foram adversários frágeis. Pelo contrário.

Aí, veio a Inglaterra, de Bellingham e Harry Kane. O andamento musical de Piazzolla foi acelerado.

O time de Messi não sabe o que é cansaço. Quando decretamos sua morte, ressurge.

Joga pela pátria e pelo futebol, como ele deve ser jogado: com pernas e coração. Ver menos

Quando existia talento e humildade - Antonio Alves de Morais

 

Uma fotografia em preto e branco registrada em Poços de Caldas - MG guarda um momento raro da história do futebol brasileiro: jogadores da Seleção Brasileira aguardando o trem antes da viagem para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Na imagem, os atletas aparecem sentados em um banco simples, vestidos de forma casual e sem o aparato de segurança, marketing e luxo que hoje cerca as grandes estrelas do esporte. 

Da esquerda para a direita estão: Nilton Santos, Dino Sani, Gilmar, Bellini, Garrincha, Moacir, Dida, Joel, Mazzola, Zagalo e Pelé.

Uma cena impossível hoje.

A legenda que acompanha a foto resume bem o sentimento de nostalgia: “Difícil imaginar os ‘estrelas’ de hoje numa situação como essa. Mas é uma bela recordação.

De fato, a cena chama atenção pela simplicidade. Em 1958, muitos jogadores ainda levavam uma vida próxima da realidade do torcedor comum. Viagens de trem, hospedagens modestas e pouca exposição midiática faziam parte da rotina da seleção.

Hoje, as equipes nacionais viajam em aviões fretados, cercadas por assessores, patrocinadores e forte esquema de segurança. O contraste evidencia não apenas a evolução do futebol profissional, mas também a transformação dos atletas em celebridades globais.

Mais do que uma foto. A imagem de Poços de Caldas vale como documento histórico. Ela mostra jogadores que se tornariam lendas em um instante de normalidade: conversando, esperando o trem e vivendo a rotina de uma época muito diferente da atual.

Num futebol cada vez mais marcado por cifras milionárias e superexposição, a fotografia lembra que algumas das maiores glórias brasileiras nasceram em ambientes simples, longe dos holofotes.