quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O Herege de Itaperoá - Antônio Alves de Morais.

Itaperoá, cidade paraibana do ilustre escritor e dramaturgo Ariano  Suassuna pra tudo tinha o oficial. Galdêcio era o que se podia considerar o herege oficial.

Ele dizia : Se Deus nosso senhor, me garantir até o fim da minha vida, carne de sol, paçoca, rapadura do cariri, agua de quartinha, uma rede e a sombra de um Juazeiro para eu me espreguiçar debaixo, o ceusinho Dele Ele pode dar para quem Ele quiser.

Manuel Favela - Antonio Alves de Morais.

Manuel Favela chegou num samba, encontrou um amigo  e perguntou : Você pode completar o dinheiro de uma cerveja pra mim?  Na época a cerveja era 1,50.  O camarada perguntou quanto está faltando e o Manuel  lascou : 1,50.

Tinha  três mulheres em pé, escoradas na parede. Manuel  se dirigiu a primeira :  Você me dá o prazer de uma dança comigo?  Eu não danço com homem: Manuel, deu mesmo certo eu também não. 

Convidou a segunda : Não, eu sou noiva. Manuel, eu convidei para dançar, não foi para casar.  

A terceira aceitou.  A mulher tinha uma perna mais curta do que a outra. Saíram dançando igual dois papagaios  andando  em arreia quente.

A mulher tinha um mal hálito condenado, não tinha cristão que resistisse o bafo. Manuel perguntou : Você tem algum problema na boca? A mulher respondeu : Botei uma ponte nova... 

Manuel emendou, pois tenha cuidado que os meninos estão cagando debaixo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Em missão jornalística - Antonio Alves de Morais.

Foto por ocasião da inauguração do açude de Orós, 11.01.1961.

Da esquerda para direita: o jornalista e escritor José de Figueiredo Brito, o juiz Assis leite, Padre Vieira e Pedro Gonçalves de Norões com seu filho, o garoto José Yarley. 

Outro Cratense ilustre que não está na foto, mas foi saudado pelo presidente da republica no ato da inauguração. 

O presidente JK, em cima do palanque, viu no meio da população o Deputado Antonio de Alencar Araripe que era seu adversário politico. 

Gritou ao microfone a todo pulmão : "Deputado Araripe venha para o palanque, o seu lugar é aqui, se não fosse Vossa Excelência essa obra não estava sendo inaugurada".

Fachin cobra transparência e defende “regras de integridade” - Diario do Poder.

 


Presidente do STF afirma que instituições devem se submeter ao escrutínio da imprensa e da sociedade e cita novas regras para magistrados

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (10) que quem cobra transparência também precisa praticá-la. Segundo o magistrado, integridade, transparência e separação dos Poderes são fundamentais para preservar a confiança nas instituições.

“A confiança nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises”, declarou Fachin na abertura do seminário “O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça”, promovido pela Folha de S.Paulo em parceria com a OAB-SP e com apoio da AASP.

Fachin afirmou que os Poderes exercem controle recíproco e que todos estão sujeitos ao escrutínio da sociedade civil. Para ele, a integridade não se limita ao cumprimento da lei e exige que o interesse coletivo prevaleça sobre conveniências pessoais.

“Uma instituição pode cumprir rigorosamente a legalidade e, ainda assim, falhar do ponto de vista da integridade se permitir que práticas informais, privilégios não declarados ou opacidades administrativas corroam a confiança que lhe foi depositada”, afirmou.

No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fachin também apresentou uma proposta para prevenir conflitos de interesse na magistratura. O texto prevê regras para participação de magistrados em eventos, recebimento de presentes, atividades privadas e identificação de relações familiares que possam comprometer a isenção.

Foi aberto prazo de 60 dias para que os tribunais apresentem sugestões antes da votação do projeto pelo plenário do CNJ. Caso aprovadas, as regras valerão para magistrados de todo o país, incluindo de tribunais superiores. O STF, porém, não está submetido ao CNJ.

*FUTEBOL NA DIREÇÃO DO POVO* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Turistas ficavam admirados com as peladas entre garçons (depois do trabalho), às altas horas da noite no Aterro da Gávea, no Rio de Janeiro.

O fato até gerou uma das mais belas crônicas de Nelson Rodrigues sobre as peladas espectrais.

Quantas vezes nos deparamos com operários da construção civil (com roupas do trabalho) envolvidos numa disputada pelada na hora do almoço.

Estes cenários que indicavam o futebol em direção ao povo não existem mais. Pelo menos, nas antigas proporções.

O futebol precisa voltar a caminhar em direção ao povão e por ele ser abraçado.

Mesmo para quem o aprecia, o futebol de hoje tem feito uma trajetória inversa.

Os estádios diminuíram suas capacidades e os preços dos ingressos aumentaram.

Futebol não é (ou não devia ser) um lugar de exclusão. 

Traços biográficos de Agostinho Balmes Odísio - por Armando Lopes Rafael




Nascido em 1881, em Turim, Norte da Itália, Agostinho Odísio formou-se pela Escola de Belas Artes daquela cidade. Na infância, foi aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, mantida por São João Bosco. Uma curiosidade: Agostinho assistiu – com sete anos de idade – ao enterro de Dom Bosco, falecido em 31 de janeiro de 1888. Em 1912, ele esculpiu um busto do Rei da Itália, Vito Emanuel II, conquistando o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudo em Paris. Na capital francesa, foi discípulo de August Rodin, considerado, ainda hoje, o maior escultor contemporâneo. Em 1913, com 32 anos de idade, Agostinho Odísio resolveu emigrar para a Argentina, onde residia um irmão seu. Entretanto, por motivos ignorados, desembarcou no Porto de Santos, em São Paulo. De lá seguiu para Minas Gerais, onde conheceu Dosolina Frateschi (filha de italianos) por quem se apaixonou e casou, decidindo ficar no Brasil.

Durante 20 anos, produziu dezenas de obras de arte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1934, devido a problemas de saúde, foi aconselhado a residir no Nordeste, por causa do clima quente da região. Por acaso, leu na imprensa sobre a morte do Padre Cícero, e, vislumbrando oportunidade de negócios – por conta da religiosidade da cidade – veio para Juazeiro do Norte, onde residiu até 1940. Transferiu-se, em seguida, para a capital cearense, onde veio a falecer, em 1948, deixando para a posteridade diversos trabalhos que imortalizam seu nome, em mais de trinta cidades do Ceará, dentre as quais: Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Missão Velha, Barbalha, Viçosa do Ceará, Acaraú, Sobral, Baturité, Ubajara, Canindé, Bela Cruz, Quixadá, Senador Pompeu, Várzea Alegre, Iguatu, Granja e Guaramiranga.

Não padece dúvida de que, na sua passagem pelo Sul do Ceará, Agostinho Balmes Odísio desempenhou o papel de um civilizador, nesta vasta área do interior nordestino.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

terça-feira, 11 de agosto de 2026

ENTREVISTA DE JOGADOR - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

É comum ouvirmos dos jogadores um relato do que não vimos no jogo. "Jogamos de igual para igual", "não soubemos aproveitar as oportunidades", "tomamos o gol por um descuido". Nada a ver com com os acontecimentos das partidas. E ainda tem aquela: "não falo da atuação do árbitro". Para depois esculachar a arbitragem.

NADA ACONTECEU - Me lembro de ter ouvido:  "ainda vamos organizar o futebol brasileiro em todos os níveis. Não vamos mais exportar jogadores, faremos o inverso". Mais ainda: "A CBF vai cuidar somente da seleção, como acontece em outros países ". Nada disso aconteceu, pelo simples fato de que os clubes nunca assumiram o poder no futebol brasileiro.

LAMENTÁVEL - SAFs de gestões temerárias, no Brasil e fora dele, vem fazendo com que clubes de futebol passem por situações vexatórias.perante jogadores, funcionários, sócios e torcida. O Ferroviário é uma das vítimas do pretendido futebol-empresa. Vale salientar que, independente da natureza jurídica de um clube, se mal gerido, os efeitos serão os mesmos. 

FRASE. "Vale mais no futebol surpreender do que obedecer". Zico.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Familia - Antonio Alves de Morais.

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim: - "Oh, me desculpe por favor", foi a minha reação. E ele disse "Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!"  Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado.  Mas em nossa casa, acontecem histórias diferentes. Como nós tratamos aqueles que amamos...???

Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silencio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca. "Saia do meu caminho filho!"

E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele. Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo: 

- "Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe pra você. Ele mesmo as pegou; a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele."

Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado. - "Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou pra mim?"

Ele sorriu, - "Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você!. Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul" Eu disse: "Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira." - "Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!!" - "Filho, eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul."Você já parou pra pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos pra pensar nisso.

Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.  Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante pra nós.  Ao invés disso, muitas vezes agimos com rudeza, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos.

A família é o nosso maior bem!

O Cariri à época da chegada de Agostino Balmes Odísio

Monumento ao Cristo-Rei, projeto e escultura de Agostinho Balmes Odísio.
por Armando Lopes Rafael

Tempos tranqüilos e difíceis, aqueles do final da década 30 do século XX...
Os dias corriam devagar. A inexistência dos meios de comunicação, como os existentes hoje, aliada à precariedade das estradas carroçáveis, contribuía para as populações do hinterland cearense só tomar conhecimento dos acontecimentos, ocorridos alhures, vários dias depois de suas ocorrências. Os jornais de Fortaleza, por exemplo, chegavam ao Cariri com um atraso de dois dias, pois eram transportados nos barulhentos trens da Rede de Viação Cearense, puxados pela “Maria Fumaça” (assim denominado pela população o vagão da caldeira a vapor, alimentada por carvão ou lenha) que faziam o percurso Fortaleza-Crato, e vice-versa, em dias alternados da semana.
A edição do jornal O Nordeste, órgão oficial da Arquidiocese de Fortaleza, editado numa terça-feira, 28 de novembro de 1939, chegou, certamente, atrasado a Crato. E desta vez veio com uma longa e pouco elucidativa manchete: Imitando o Cardeal de Paris, no seu programa de “estaleiros” para igrejas. Abaixo da manchete, em letras menores, o complemento explicativo: “O grande surto renovador das matrizes da Diocese do Crato”.
Ilustraram a reportagem, na primeira página, duas fotos: uma de Dom Francisco de Assis Pires, bispo diocesano de Crato, a outra, da fachada do novo Palácio Episcopal, recém construído. Perdido na vasta matéria este pequeno trecho: Graças ao espírito iluminado do virtuoso prelado que governa os destinos da Diocese de Crato, as velhas matrizes vem se remodelando em belos e majestosos templos. E depois de citar as igrejas dotadas de “embelezamento”, descrevendo as melhorias nelas introduzidas, “O Nordeste” explicou: “Sua Excia. Revdma. o Sr. Dom Francisco e os Revdmos. Vigários encontraram na pessoa do professor Agostinho Balmes Odisio, o complexo de aptidões para a realização dos trabalhos acima descritos”
Tempos tranqüilos aqueles...
Mas, quem era esse Agostinho Balmes Odísio, no qual os vigários encontraram um “complexo de aptidões”? Tratava-se, na verdade, de talentoso artista, nascido na Itália, escultor, arquiteto, autor de peças teatrais e que, nas horas vagas, gostava de escrever e fotografar. Ele viveu apenas seis anos no Cariri, entre 1934 e 1940. Neste curto espaço de tempo, foi autor de bom número de obras de arte, fincadas no Sul do Ceará, sendo a mais conhecida a Coluna da Hora, com 29 metros de altura, encimada pela estátua do Cristo Redentor, com 6 metros – totalizando 35 metros – ainda hoje considerada o ícone da cidade de Crato e o cartão-postal mais conhecido da Princesa do Cariri. O monumento está localizado na Praça Francisco Sá, também projetada pelo escultor italiano.
Quando chegou ao Cariri, Agostinho encontrou uma região promissora, mas atrasada “ano-luz” em relação ao Sudeste brasileiro, onde ele vivera os últimos vinte anos. Em Juazeiro do Norte, onde se fixou, a quase totalidade das casas não dispunha de energia elétrica, e a iluminação noturna era proporcionada por candeeiros com pavios, alimentados a querosene. Não havia água encanada nas residências. As famílias utilizavam grandes potes de barro para armazenar o líquido, que era transportado no lombo de jumentos. A maioria das casas era de taipa e chão batido. E mesmo as construídas com tijolo possuíam cômodos escuros, com pouca ventilação. Além disso, as residências eram destituídas de instalações sanitárias. As mais aquinhoadas possuíam, no quintal, uma “sentina”, a latrina, com um buraco aberto no chão para as necessidades fisiológicas dos seus habitantes. O mau cheiro dali exalado, vez por outra, invadia o ambiente domiciliar. Banhos? Só os “de cuia” , como eram conhecidos os asseios corporais, feitos com a água contida num balde de flandre, cujo líquido era tirado por meio de um pequeno caneco de alumínio.
Não existiam hospitais no Cariri. Além do mais, a região possuía um dos maiores focos de “tracoma” do Brasil, ou seja, a doença da inflamação da conjuntiva (o revestimento delgado e resistente que reveste a parte posterior da pálpebra) causada por vírus e bactérias, que penalizou com a cegueira a muita gente no Cariri.
Tempos difíceis, aqueles...
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

EX-GOLEIRO JURANDIR FALECEU EM JUAZEIRO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Em 1973, nos deram a incumbência de conseguir um goleiro para o Guarani de Juazeiro. Se valendo da aproximação que tínhamos com Ivonísio Mosca de Carvalho no Ceará, conseguimos a liberação do jovem Jurandir. 

Já com o futebol de Juazeiro participando do campeonato estadual, o Guarani passou a contar com um dos maiores goleiros de sua história. 

Permanecendo na terra do Padre Cícero até falecer, neste sábado, 8 de agosto, Jurandir defendeu também o Icasa. 

Tinha 76 anos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O papel da democracia - Margareth Tatcher

O papel da demogracia não é assegurar que os melhores cheguem ao poder, e sim garantir que os piores não permaneçam nele para sempre.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Nos tempos de estudantes - Antonio Alves de Morais.

 

Nos tempos de estudante, em Várzea-Alegre, os doutores José Sávio Pinheiro e José Bitu Moreno, colegas de classe no Ginásio São Raimundo, tiveram um entrevero, um  arranca rabo daqueles que nem o Secretário de Estado Americano conseguia fazer a reconciliação.

O jeito encontrado foi, imaginem, partir para um duelo. Escolheram o local e marcaram o horário, cada um mais afoito. No horário marcado Dr. José Sávio, miudinho, chochinho, decidiu: Eu vou é nada, e, lá não foi. O Dr. José Bitu Moreno fez a mesma coisa.
No outro dia, no colégio, antes da aula começar, houve o encontro dos desafiantes. Dr. José Sávio mais do que atrevido falou: E aí cara, passei pra mais de três horas te esperando e você não apareceu para me encarar?
Dr. José Bitu replicou, é isso mesmo, eu achei que devíamos ir a uma outra rodada de negociações, assim talvez encontrássemos uma solução mais adequada para nossa arenga. O fato é que nenhum dos dois foi ao encontro marcado.
Dr. José Bitu Moreno não negou o DNA do avô José Bitu do Inharé, um conselheiro de brandura impar.
No dia 18 de Julho de 2026, mais de meio século depois eu encontrei os dois num evento cultural em Mangabeira fomos fotografatos juntos.
Eu até me lembrei do episódio, mas não falei para eles temendo que reascendessem as brasas do desafio.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

CLUBES ACIMA DA SELEÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O hexa mundial para a seleção do Brasil é, hoje, uma missão quase impossível.

E daí, vamos fechar as portas do futebol? "Não, amigos" (como diria um certo narrador).

Os clubes, esses sim, é que devem ser colocados acima da seleção.

Quem forma jogadores, investe em preparação e estruturas e mantém interesse maior do torcedor é o clube.

É nesse ponto onde o futebol brasileiro vacila. Pela velha doença da falta de estratégia ou mesmo pela incompetência crônica.

Grandes equipes andam vivendo fases agônicas. Por estagnação ou passos para trás.

E o futebol imita a natureza: é implacável ao impor ciclos de vida, sobretudo para os que param no tempo.

Há preocupações com a nossa paróquia.