terça-feira, 10 de março de 2026

CPI do STF já pode funcionar, mas esbarra na má vontade de Alcolumbre - Diario do Poder.

Alessandro Vieira diz que objetivo é "resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições"

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é autor do requerimento para criação da CPI 

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (9) ter alcançado o número mínimo de assinaturas para protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado a fim de investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master.

Para a abertura da CPI são necessárias 27 assinaturas. Até a tarde desta segunda, o requerimento já contava com 29. De acordo com Vieira, a coleta continuará para garantir uma base mais ampla antes do protocolo oficial.

O problema continua sendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que engaveta todas as iniciativa para investigar denúncias contra ministros do STF, sobretudo por meio de pedidos de abertura de processos de impeachment.

“Sem condenação antecipada, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, afirmou.

Entre os 29 senadores que assinaram o requerimento estão Sergio Moro (União-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aderiu após o número mínimo já ter sido alcançado.

A oposição no Senado tem liderado a articulação contra os ministros do STF. Paralelamente, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Moraes. Caso seja apresentado, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se dará andamento ao pedido de CPI ou aos processos de impeachment, conforme prevê a legislação.

Segundo informações extraídas do celular de Vorcaro, o banqueiro teria relatado a Moraes negociações envolvendo a venda do banco e discutido um “inquérito sigiloso” que tramitava na Justiça Federal de Brasília. As mensagens também indicam que Vorcaro consultou uma lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres em 2024.

10 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.

Pedro poderia pensar em outros assuntos, em amor por exemplo. Em sentir amor por alguém, se apaixonar, desejar alguém. Mas o que lhe esperava era um sentimento que ele nunca tinha imaginado. 

Uma amiga, uma amante, um amor que ultrapassaria barreiras físicas e cronológicas. Considerada por ele mesmo sua alma gêmea, sua fonte de energia e interesse.

Uma nova mulher surgia; desta vez para sempre. Uma nobre, filha de visconde, seu nome era Luísa, a Condessa de Barral. Foi convidada para ser preceptora das filhas, do Imperador.

Em meio a todo uma convivência, Pedro e Luísa se tornaram grandes amigos. O Imperador admirava muito mulheres como ela. Cultas, informadas e inteligentes. 

Os laços foram cada vez ficando mais intensos, um sentimento e uma identificação mútua cresciam. Uma mistura de amizade, admiração e desejo.

A Condessa também se tornou dama de companhia da Imperatriz Teresa Cristina, porém Dona Teresa não era muito próxima de Luísa, sabia que tinha algo “errado” uma proximidade incomum com Pedro, que ainda não era um caso amoroso ou sexual, mas uma amizade e identificação mútua em interesses e gostos muito intensa.

Continua na próxima postagem.

09 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


As princesas Isabel e Leopoldina.

Ao longo do tempo, Pedro, foi consolidando o status de governante do Brasil, em meio à inúmeras ocupações, problemas, Revoluções Liberais, Guerras, decisões...O Império Brasileiro parecia crescer e realmente estava crescendo e se consolidando em uma economia mais forte e estável.

Pedro estava cumprindo a tarefa que o foi destinado, ser um “Imperador Modelo”. Ponderado, Racional e Fiel a Constituição.

Mesmo não apaixonado por sua esposa; como marido e imperador, seu papel foi cumprido. Dia 15 de novembro de 1846, nasceu a primeira filha do casal imperial, Isabel Cristina. De alguma forma sua obrigação foi feita. Ter uma herdeira de seu trono. Logo após em 1847, nascera mais uma menina, a princesa Leopoldina, as duas irmãs eram bastante companheiras e amigas uma da outra durante toda a juventude.

Ao longo do tempo ele começou a admirar Dona Teresa Cristina, uma companheira fiel e carinhosa, uma dona de casa cheia de predicados, a paixão pela música, seu talento ao piano e no canto, uma mãe zelosa e muito dedicada. A Imperatriz foi ganhando a admiração e a cumplicidade de Pedro.

De alguma forma a rotina parecia mais calma, mas previsível.

Continua na próxima postagem.

08 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


Depois de muitas negociações conseguiu o casamento com a irmã do rei Fernando II, das Duas Sicílias, D.Teresa Cristina. O Matrimônio foi realizado por procuração em 1843, foi ainda necessário uma licença de Roma, pois eram primos.

Uma pintura retratando D. Teresa Cristina foi enviada a Pedro, que saiu correndo para mostrar a suas irmãs e sua querida “Dadama” como sua noiva era tão formosa. Alguns meses depois, Teresa Cristina, chegara ao Brasil. Em espera pela nova Imperatriz do Brasil, uma verdadeira recepção com muita festividade foi preparada.

Ao descer do navio, em meio a toda aquela celebração de boas vindas, Pedro se depara com uma moça muito diferente do retrato enviado a ele. 

Uma moça considerada por ele sem grande beleza física e sutilmente manca. O Ingênuo Pedro, caiu em lágrimas, desesperado que seria obrigado a passar sua vida inteira e ter filhos com uma mulher que não lhe agradava em nada fisicamente. 

Em prantos, abraçou sua Dadama e dramatizou exclamando “Enganaram me Dadama!”.

Continua na próxima postagem.

Definição de avô - Postagem do Antonio Morais.


Redação de uma menina de 8 anos, publicada no Jornal do Cartaxo, em Florianópolis. 

Um avô é um homem que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. Os avôs não têm nada para fazer, a não  ser estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas e nem nas lagartas. Nunca dizem: Some  daqui!, Vai dormir!, Agora não! Vai pro quarto pensar!

Sabem sempre o que a gente quer saber. E, sabem como ninguém a comida que a gente quer comer. Quando nos contam histórias nunca pulam partes e não se importam de contar a mesma história várias vezes.

Os Avôs são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós. Não são tão fracos como  dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Todas as pessoas  devem fazer o possível para ter um Avô, ainda mais se não tiverem televisão.

Meu bisneto João David.


07 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


Os anos foram se passando, Pedro, se tornou um homem de 1,90 m de altura, cabelos loiros e expressivos olhos azuis claros. Um homem tipicamente europeu, com uma cultura e conhecimento teórico muito vasto.

Estava na hora de o jovem Imperador, se casar, constituir uma família, ter filhos, garantir a continuação Imperial Brasileira.

Começou a procura por uma noiva, uma tarefa árdua pois se tratava de um jovem monarca de um reino sem tradições, recém-independente e para piorar Pedro II era filho do famoso imperador adúltero e sem boas maneiras.

O enviado para Europa a fim de encontrar e negociar um casamento do novo Imperador, foi Bento da Silva Lisboa, foto acima. 

Silva Lisboa enfrentou muitos constrangimentos e situações embaraçosas, pois nenhum grande nobre queria entregar a mão de suas filhas, a um monarca de um país tropical e sem nenhum prestígio.

Continua  na próxima postagem.

PT segue sem apoiar CPI para investigar Moraes e Toffoli - Diario do poder.

 


Proposta do senador Alessandro Vieira não conta com a bancada de Lula.

O requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), avançou no Senado nesta segunda-feira (9) sem contar com nenhum voto de qualquer parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT). A proposta, focada na atuação dos magistrados no processo envolvendo o Banco Master, é liderada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Conforme balanço divulgado pelo autor do projeto no início da tarde de hoje, o documento já contabiliza o suporte de 27 congressistas. Este volume representa o patamar mínimo exigido pelo regimento interno para que o pedido seja protocolado, embora Vieira pretenda encorpar o quórum de apoio antes de formalizar o registro.

A ausência dos nove senadores que compõem a bancada petista, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição em 2026, evidencia o distanciamento do governo em relação à pauta. O movimento de adesão ao colegiado está restrito, primordialmente, a siglas oposicionistas ou a parlamentares que mantêm postura crítica à atual gestão federal.

O escopo da investigação pretendida por Vieira visa passar o pente fino em decisões judiciais e nos procedimentos adotados pelos ministros nas apurações que envolvem o Banco Master. O tema ganhou os holofotes do Legislativo após o encerramento das atividades da instituição financeira e a detenção do empresário Daniel Vorcaro.

segunda-feira, 9 de março de 2026

06 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


Prazeres eram poucos, restavam pouco tempo para qualquer tipo de diversão infantil. Devido a essa falta de tempo para ser uma criança, Pedro começou a sentir prazer nos próprios estudos e conseguiu transformar aquele compromisso de ser um intelectual, em um grande prazer que o acompanhou pelo resto de sua vida.

A leitura, o conhecimento, as novidades, os poemas, a botânica, a filosofia, o Brasil... Suas grandes paixões que construíram o homem Pedro d’Alcântara. 

Talvez sua grande fuga para esquecer tantas tragédias e tanta solidão.

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Bolsa Família: de compra de votos a escravidão moderna - Por André Brito, Diario do Poder.

 


O programa Bolsa Família, criado como factoide pelo governo Lula no final de 2003 devido ao fracasso do Fome Zero, foi divulgado como um grande programa de transferência de renda para tirar da extrema pobreza e dar dignidade às famílias mais carentes do Brasil. 

Apesar de não trazer, de fato, nenhum elemento novo e tão somente unificar auxílios diferentes sob um mesmo nome ligado ao PT, seria leviano partir do pressuposto que a ideia inicial não tenha sido genuína. 

Porém, como diz o ditado popular, a oportunidade faz o ladrão e Lula e o PT se viram diante de uma gigantesca e imperdível.

Depois dos efeitos catastróficos do Mensalão que culminou com a prisão de parlamentares e integrantes da cúpula do governo petista como o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, por manterem um esquema de pagamento de propina a deputados e senadores para garantir aprovação de projetos no Congresso, Lula e sua trupe viram no Bolsa Família a propaganda capaz de apagar o Mensalão da memória do eleitor. 

Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome mostram que, entre janeiro de 2004 e junho 2006, o número de inscritos no programa saltou 208%, de 3,6 para 11,1 milhões de famílias, garantindo a reeleição de Lula.

Os milhões de reais despejados em propaganda fizeram com que o disparate fosse ignorado na imprensa, salvo algumas exceções como a Coluna Cláudio Humberto dando voz a políticos importantes como o ex-governador e ex-senador por Pernambuco Jarbas Vasconcelos (MDB) que definiu o Bolsa Família como “o maior programa de compra de votos do mundo”. 

Em vez disso, o programa virou notícia internacional como grande sucesso na transferência de renda.

A cruel evolução

Logo após a abolição, ex-escravos se viram sem ter para onde ir ou o que fazer, uma vez que sempre foram escravos e fizeram o que lhes era ordenado. Agora livres, mas sem perspectivas melhores, acabaram firmando contratos de trabalho com antigos donos para permanecerem nas fazendas, mas agora recebendo por seu suor. 

Contudo, o que antes não lhes era cobrado, alojamento e comida, por exemplo, passou a sê-lo. Os antigos senhores instalaram mercearias, conhecidas como Barracão, em suas próprias terras onde vendiam itens essenciais a preços superfaturados, mas tinham em seus ex-escravos uma clientela garantida, pois a distância para qualquer outro comércio tornava impraticável o deslocamento, além de a imensa maioria proibir que comprassem em outro local. 

Assim, os libertos gastavam mais do que ganhavam e se tornaram escravos por dívida.

O povo brasileiro é honesto por natureza, não tenho dúvida disso, mas também é certo que os desonestos contam com isso para tirarem proveito próprio. Depois de garantir a reeleição de Lula e Dilma, o Bolsa Família continua sendo exaltado por ter tirado “milhões de famílias da pobreza”. 

A verdade, entretanto, muito se assemelha ao que ocorreu com escravos no Brasil após a abolição. Não houve surto de independência financeira, capacitação e prosperidade, mas sim a elevação do valor do benefício para tornar as famílias dependentes do governo, garantindo milhões de votos nas eleições ao manter os mais humildes sob constante ameaça de perder o auxílio.

As 11,1 milhões de famílias em 2006 representavam cerca de 36,6 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE. Em dezembro de 2025, o número já era de 18,7 milhões de famílias ou cerca de 49 milhões de pessoas, de acordo com dados do governo atual, isso significa que aproximadamente um a cada quatro brasileiros (24,1%) recebe Bolsa Família por ter renda familiar mensal até R$ 218 por pessoa.

O objetivo, com aumento de impostos e criação de novos auxílios, é manter a maior parte da população na pobreza e “escrava” dessa dívida pelo máximo tempo possível. Quantos não são os casos de pessoas que rejeitam empregos formais por medo de ultrapassar a renda mensal e perder o Bolsa Família.

É ano de eleição e Lula, Haddad e outros senhores de engenho modernos vão bater na tecla do desemprego em 5%, enquanto têm seus Barracões abertos para negociar e manter escravos por dívida os 49 milhões de brasileiros que dependem do Bolsa Família.

ENFIM, A CRÔNICA POSSIVEL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Como sofro para escrever. Saio do computador e começo a batucar (com um dedo só) as letras no celular.

Aprendi a escrever ruminando antes sobre o assunto. O conteúdo tem sido mais o futebol.

Vez por outra, um leitor me esculacha por achar que saindo do futebol não digo nada que se aproveite. Claro que discordo.

Consegui cometer três livros com crônicas sobre variados assuntos. Vendi todos, com um pé nas costas.

Já deu para perceber que estou enrolando. Não entro em pânico quando não encontro assunto, por entender que isso é normal.

Sem que tenha escorrido nenhuma gota de sangue,  terminei a crônica. 

Até a falta de assunto acaba sendo assunto. 

Como disse Sêneca, "o homem que sofre antes de ser necessário sofre mais do que o necessário".

Essa nossa vida de bailarino é fogo.

domingo, 8 de março de 2026

05 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


"Dadama" a babá de Dom Pedro II.

Em poucos anos, seu pai Pedro I, morrera em Portugal. E sua família se restringiu a suas jovens irmãs e D. Amélia que mantinha uma frequente correspondência com o enteado.

Pedro, morava no palácio de são Cristovão, na quinta da Boa Vista, um lugar distante do centro da corte, em meio a uma paisagem quase selvagem. Um palácio mal cuidado, escuro, sem enfeites e sem cores. Um lugar sombrio para uma criança, convivendo apenas com suas jovens irmãs, Januária, Paula Mariana e Francisca, um tutor frio e distante; e uma governanta muito afetuosa.

Esta governanta D. Mariana ou chamada carinhosamente pelo infante de “Dadama”, foi a maior fonte de carinho maternal que Pedro teve até sua maioridade.

As aulas de diversas matérias e assuntos, eram obrigatórias. Eram muitas horas diárias de estudos de assuntos complexos e de difícil compreensão, ainda mais para uma criança.

Continua na próxima postagem.

CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO.


"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830.

OLHA O TEMPO - Por Wilton Bezerra.


Pelos nossos parcos dizeres e saberes ficamos a repetir, à sorrelfa, temas, frases e palavras sobre o tempo.
Fazer o quê?
“Impossivel avaliar o presente e projetar o futuro, sem os parâmetros do passado”.
Não parece, mas a frase é minha mesmo.
Quero adiantar que fiquem à vontade: só leiam esta croniqueta se esse assunto interessar.
Sendo assim, lá vai: Olha o tempo! É assim que os nossos vibrantes narradores esportivos anunciam, pelo rádio, o tempo de jogo das partidas de futebol.
A seguir, emendam com o placar da contenda, avisando sobre o tempo, implacável, que resta em busca de uma vitória, ou mesmo para evitar uma derrota.
Mas, é aquela história: para se alcançar o pretendido na vida, o tempo é imprescindível. As coisas levam tempo, e o tempo leva muitas coisas.
O tempo varre até a nossa memória. É hábito recorrente falar sobre o tempo em nossas existências, partindo-se das idades.
Idade de ouro, meia idade e “melhor idade”. Esse último estágio de vida é considerado, para os inconformados, como o melhor período para morrer.
Com o corpo e a mente, corroídos pelo tempo, qual a graça de continuar ocupando espaço, sem usufruir dos prazeres da vida?
Já outra vertente, acha que as coisas não são bem assim e que o melhor tempo de vida é aquele que nos é dado para viver.
Os mais abespinhados raciocinam que o tempo é muito escroto, por nos ignorar em sua ação arbitrária – age sem nossa autorização.
Há uma lenda que diz:
O tempo não sabe nada do passado
Desconhece o futuro.
E está condenado a um eterno presente
Me agrada particularmente o que escreveu o poeta:
Existe entre o homem e o tempo,

contradições colossais.
O homem diz e não faz
O tempo faz e não diz.
O homem traz e não leva
O tempo leva e não traz.