terça-feira, 3 de novembro de 2026

Amor Frustrado - José Clementino - Messias Holanda.

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.


• SÉRIE B - Nos aproximamos do final do Campeonato Brasileiro da série B, competição em que o torcedor aprendeu a sofrer. Tivemos partidas horríveis e a média de público mostra que muita gente deixou de ir aos jogos. Nem mesmo as equipes que lideram são de meter medo. A crônica ficou meio perdida no julgamento das partidas, pelo baixo nível de futebol jogado. 

Adotou-se uma espécie de "futebol prático", com vitórias obtidas tropegamente, e o "importante é ganhar três pontos, etc, etc, etc". Os treinadores ficaram naquela de explicar tudo por meio das coletivas. Explicar o quê? O Fortaleza, tomara, deve voltar à série A. O Ceará não vai cair para a C. 

• INDECENTES - Impossível normalizar o Brasil trilhando o caminho de "Sodoma e Gomorra", com Vorcaro à frente. Impressionantes as indecências que somos obrigados a assistir, diariamente. Sem escolha, acrescente-se, e já admitindo que vem mais por aí. Somos faixa-preta em corrupção.

FRASE

“Todo time tem uma torcida. O Corinthians é a única torcida que tem um time”. José Roberto de Aquino. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Por onde andam? - Antonio Alves de Morais

Dois Rubis - Petrucio Amorim.

Turma de 1971 - Colégio Estadual Wilson Gonçalves - Crato - CE. Eramos 31 alunos. 12 meninas e 19 marmanjos. Formávamos uma verdadeira família, ficávamos  mais tempo junto nas atividades escolares, do que em nossos lares. Entre as meninas uma se destacava pela exuberância e simpatia. Morena, cor de canela, uma florzinha de laranjeira, olhos ligeiros, de indefiníveis cores, não sei bem, ao certo,  se verdes, castanhos ou pretos. Nunca os definir. 

A verdade é que os marmanjos todos estavam sempre  de olhos nela, inclusive eu. Terminado o curso, nos espalhamos todos mundo a fora como os chumbos de uma espingarda soca-soca que dispara sem direção. 

Meio séculos mais tarde, vinha eu dirigindo o carro, a ouvir a Elba cantar "Dois Rubis",  e, o telefone toca. Do outro lado da linha, uma voz inconfundível pergunta: Antônio?  Você ainda mora no Crato? Eu estou no Crato e, quero te ver. Pois num é que era a danada. A definição veio na hora. Os olhos pareciam "Dois Rubis". O que a musica não é capaz de fazer!.

Dedicado aos ex-colegas: Jflávio, Chico Rainha, Leirton, Antônio Primo, Antonio e Aluisio Mendes, Helmano Lobo, Os paraibanos Dê e Demir, Cesario Saraiva Cruz, Pedro Airton e Anário o mais sem vergonha da turma.    

Bibo critica partidos de direita aliados de Lula: ‘São esquerda e devem assumir’ - Diario do poder.

 


Deputado defende Bolsonaro e Flávio como referências do movimento conservador e reafirma alinhamento à chamada 'Direita Raiz'

O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) defendeu o protagonismo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na articulação da direita brasileira.

O parlamentar também cobrou maior espaço para lideranças conservadoras de outros partidos e criticou legendas que, embora se apresentem como de direita, mantêm alianças com o governo Lula (PT).

Para Bibo, Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência do campo conservador no país, seguido por Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos na disputa presidencial de 2026.

“O maior líder da direita no Brasil é Jair Bolsonaro e depois Flávio, com seus quase 60 milhões de votos. Precisamos também de lideranças de direita em outros partidos”, afirmou em postagem na rede social X, antigo Twitter.

O deputado também citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um exemplo de liderança ligada ao bolsonarismo.

O parlamentar destacou que Tarcísio construiu sua trajetória política com o apoio do ex-presidente e sempre esteve alinhado ao movimento.

Bibo ainda direcionou críticas a partidos que se identificam como de direita, mas apoiam o governo petista. Na avaliação do político, essas legendas deveriam assumir uma posição diferente da que dizem representar.

“Partidos ditos de direita que se aliam a Lula não têm meu respeito. São esquerda e devem assumir”, declarou.

Ao final, o deputado reafirmou sua identificação com a ala mais ideológica do movimento conservador e resumiu sua posição: “Sou Direita Raiz!”

domingo, 1 de novembro de 2026

Cococi, de cidade a uma localidade fantasma - ANTONIO ALVES DE MORAIS

De próspera fazenda de gado, do início do século XVIII, passou a símpático núcleo urbano e, depois, a cidade extinta. Hoje, referem-se àquela planura de nome indígena usando o tenebroso termo "cidade fantasma", para outros, a classificação fica a cargo da origem da maioria de seus habitantes, por isso, também ser conhecida como "a cidade dos Feitosa".

 

No princípio, e desde milênios, era tudo terra dos índios, conforme confessa o nome, Cococi, que, para alguns, significa "coco pequeno" (coco + ci = pequeno); para outros, é palavra de origem cariri, "cocotsi", igualmente, coqueiro. 

Curioso é o fato de a palavra "có", de origem tupi, está ligada, geralmente, à roça, como aponta a tradução de outros lugares cearenses, a exemplo de Icó (i=água+có=roça) e Acopiara (aco=roçado+pi=limpar+ara=o que cultiva). 

Na minha grande ignorância, bem que Cococi poderia ser traduzido como roças pequenas ou pequenas roças. Mas só o povo originário daquela época para nos dizer o real significado. 

O fato é que, depois da guerra civil cearense de 1724, o coronel Francisco Alves Feitosa, oriundo de Penedo/AL, guiado pelos índios Jucá e Jenipapo, depois de passar por Sirinhaém/PE, Icó/CE, Cariri/CE e Missão dos Jucás (hoje, Arneiroz/CE), subiu pelo Rio dos Jucás e, próximo às margens desse rio seco construiu sua casa de fazenda, em taipa, talvez, por volta de 1725, para fugir das autoridades e da vingança dos Montes, estes, seus parentes e inimigos acérrimos. 

De frente à casinha de taipa de pilão, no ano de 1740, iniciou a construção de uma capelinha, estilo barroco, devotada à Nossa Senhora da Conceição. Aí, depois de ter desposado duas viúvas, casou-se pela terceira vez com outra senhora que havia perdido o marido, vivendo nesse lugar o resto de seus dias, fugindo do seu passado de guerra; lembrando-se da perda do filho mais velho, assassinado nas contendas fratricidas de 24. 

Depois dele, vieram muitos outros, com mesmo sobrenome e sangue, criando gados, vivendo também outros conflitos, interpolados por sambas, paixões, vinganças e uma história de 300 anos que enlaça os curiosos. 

Em meio a essas histórias vertem muitas lendas, como a de uma uma serpente que, em noites de lua cheia, emerge de um velho túmulo de um antigo e cruel coronel enterrado no cemitério do Cococi, atrás da referida capela. 

A verdade é que a cidade do Cococi deixou de existir no plano físico para fazer parte do imaginário dos Inhamuns.

Fotos - Capela que resiste ao tempo, casa  onde  se localizava  a prefeitura, câmara municipal e residência do prefeito e José Eufrásio Alves Feitosa, major Feitosa prefeito  em exercício quando   retirou o status de município.

sábado, 31 de outubro de 2026

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• TEMOR DA VELHICE - Embora se procure dourar a pílula da velhice, ela é um dos maiores temores humanos. Entanto, diríamos que o primeiro temor de quem fica velho e aposentado é não poder pagar um plano de saúde. Embora sejam eles os que provocaram mais reclamações nos organismos de defesa do consumidor. Tem jeito? 

• CIVILIZAÇÃO - Nada pior para um País quando ele sofre uma estiagem de civilidade. Na direção do que disse José Saramago: "Uma sociedade começa a se perder quando o hábito faz com que a injustiça pareça uma coisa normal". Não faltam exemplos nos dias de hoje.  

• TESTES GLOBAIS - Estaríamos exagerando ao constatar que temos uma educação de segunda mão? A indagação se dá pelo seguinte: em todos os testes educacionais globais a posição do Brasil tem sido sempre vexaminosa. Um País sem educação se destrói um pouco a cada dia. 

• EFEITOS DELETÉRIOS - As trevas parecem ter tomado a cabeça dos brasileiros. Basta apurar o nível de discussão em torno das eleições presidenciais. E mais: observar o que de ofensivo e de negativo isso tem trazido no relacionamento entre amigos e familiares. Não se tinha notícias de efeitos tão deletérios como agora.

• FRASE - “No nosso futebol, a regra é uma caixinha de surpresas”. PVC.

• FRASE - “Tomamos o futebol como uma riqueza natural, tal qual o café, a soja e o minério de ferro”. WB.

História de sertanejo - Antônio Alves de Morais.


Historias de Sertanejos - Antonio Morais.

O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.

Quando se encegueirava por uma coisa não tinha quem o arredasse. No começo da década de 1940, cismou de ir passar uns meses na casa de uma filha em São Paulo. Insistiu até arranjarem dinheiro para ele viajar, àquela época de navio, em companhia de pessoas conhecidas. Passou por lá um ano ou mais e, de novo, começou a insistir para voltar. Era no quente da segunda grande guerra, de vez em quando se sabendo notícias de navios afundados pelos alemães, por isso, a filha temia em deixar seu pai viajar de navio, pois, naquele tempo não havia outro meio de transporte, porém, insistiu tanto que o jeito foi ela concordar embora sabendo do grande perigo.

Arranjou passagem, embarcou ele no porto de Santos e telegrafou para a família. Aconteceu que com oito ou nove dias de viagem o navio foi torpedeado. Correu a notícia: “o navio que Cacimiro viajava afundou e não se salvou ninguém”. A família em Piquet Carneiro quando soube, ficou muito aflita e botou luto. Passados uns dois ou três anos, eu estava um dia hospedado na casa do meu parente, o Chico do Zeca, em Fortaleza, saí pra rua e quando voltei avistei o Cacimiro bem sentado na casa onde eu estava hospedado, e sem querer acreditar, perguntei: “É o Cacimiro Bento mesmo?” E ele com aquela mesma cara de pateta, só fez dizer “éééé”.

Ai fomos quebrar cabeças para saber como foi que ele se salvou do naufrágio do navio. Ele contou uma estória que quase não acabava mais e no final tiramos à conclusão de que o caso aconteceu mais ou menos assim: quando o navio chegou ao Rio de Janeiro demorou um pouco; o Cacimiro então saiu e foi pedir para um rapaz desconhecido trocar uma cédula de dez mil réis; o rapaz respondeu que não podia, mas, se ele quisesse ia ali trocar o dinheiro e voltaria já; ele concordou e depois de esperar muito pelo rapaz, faltou à paciência e saiu para procurá-lo na rua; nem encontrou e nem acertou mais voltar; começou a se lastimar de rua em rua, até que um senhor se compadeceu e o levou para a casa, onde ficou trabalhando, zelando o jardim; depois, este mesmo senhor arranjou uma passagem e o mandou para o Ceará, visto que a guerra já havia terminado.

Passou mais de três anos na casa desse senhor. No dia seguinte viajávamos de trem para o interior, sentados na mesma cadeira, e de vez em quando eu o notava querendo rir. Perguntei-lhe porque estava rindo e ele respondeu: “maginano, quandeu chegá lá, o avoroço do povo cum medo deu”....

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

PENSO QUE….- Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• Vivemos um mundo em que uma das principais tarefas é justificar as mais descaradas mentiras. 

• As paixões ideológicas só criam intolerância e ódio. E, muitas vezes, se voltam contra quem as criou. 

• É da natureza do futebol que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói e outro vilão. 

• Tudo tem começo, meio e fim. Todo verão acaba, por melhor que tenha sido. 

• Conseguimos cair mais, mesmo quando chegamos ao fundo do poço. 

• Por mais que sejamos poeira das estrelas, o homem é um homem e a mula é uma mula. 

• Amizade, hoje, é um milagre. A de 15, 20 anos, um tesouro incalculável. 

• O Brasil caminha para uma reeeducação ética. Ah, conta outra! 

• Torcer futebol é a suspensão temporária da razão.

• No futebol brasileiro, a distância dos primeiros para os últimos se dá mais pela ruindade dos últimos do que pela qualidade dos primeiros.

• A política brasileira alcança, com eficácia, duas coisas: dividir e desorganizar o povo. 

POEMA PARA ISABELE - Por Edmilson Alves


Conheci minha sobrinha ISABELE, quando ela tinha dois anos. Seu pai, meu irmão, acabara de falecer. Ela foi morar com os avós, meus pais. Mas, sua mãe, de forma legítima, tirou ISABELE de meus pais, e a educou longe da gente. 

O tempo passa, e, passando o tempo, jamais vi ISABELE. A internet é um novo mundo, repleto de mistérios. Quando as redes sociais são bem utilizadas, descobrem-se amigos, parentes, ainda vivos, ou, mortos. Já aconteceu comigo, várias, vezes. 

Uns já não vivem, mudou-se para pátria dos BEM AVENTURADOS. Outros, não os vemos, faz sessenta anos, e, reapareceram! Reconstruímos legitimas amizades.

No caso de ISABELE não foi diferente. Ela surgiu igual à estória do Pequeno Príncipe, dialogo da raposa: aproximou-se devagar. Devagarinho, meio desconfiada e falou – oi tio.

Naquele momento, juro que chorei. Chorei de emoção! “A impressão que tive foi de que, o seu pai, meu saudoso irmão, já falecido, acenava pra mim dizendo: ‘OBRIGADO IRMÃO”!

Diz um provérbio chinês: ”Quando os olhos não estão bloqueados, o resultado é a visão. Quando a mente não está bloqueada, o resultado é a sabedoria e quando o espírito não está bloqueado, resulta o amor, sem complicação”. 

Hoje aos 78 anos, continuo chorão. Aprendendo a viver, vivendo um minuto por vez, dando risadas de mim mesmo. Sou imperfeito porque ninguém é perfeito. Vivo renunciando à teimosia de ser intransigente! 

O jardim da vida deve ser um poema de amor. Não tenho pudor para me aproximar de quem é triste, falando até bobagens, falando sinceramente sobre meus sentimentos, principalmente, quando imagino que meu saudoso irmão estava me agradecendo!

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

LOJA MUSICAL ZABUMBANDO - VARZEA-ALEGRE - CE

Quando o problema for equipamentos eletrônicos, gravações de CDs e DVDs, musica de bom gosto, bom atendimento, faça como todo varzealegrense procure a Loja Musical Zabumbando. O nome é tradicional e diz tudo. Em Várzea-Alegre procure os meninos de Pedro Souza. Para matar parte da nossa saudade aí vai um pouco das boas lembranças. Para você Cláudio José de Souza.
Abraços.


Dedicado ao grande amigo Nonato Souza.

Trio Nodestino - Por Antonio Morais

Neste video abaixo, voce ouvirá as musicas "Não lhe troco por Ninguem" do Durval Vieira, a ultima musica gravada por Lindu, já bastante debilitado e sem forços e "Brincadeira de Fogueira" do Antonio Barros uma das primeiras musicas gravadas pelo famoso trio no inicio da decada de 60 do seculo passado.

Voce verá tambem as fotos das capas frente e verso de todos os discos lançados desde o primeiro em 1962 ao ultimo em 1982.

Dedicado ao compadre Vicente Almeida.

Wilton Bezerra - Comentarista Generalista.

 

• QUESTÃO DE ESTILO - Não sei se saem gritos de Autuori (ou do seu auxiliar) para alertar jogadores do Fortaleza diante do momento do jogo. A pasmaceira da equipe no primeiro tempo contra a Ponte Preta (em outras ocasiões, também) pareceu fazer parte de uma rotina. Mesmo quando se dá, a reação não obedece a um ritmo de maior urgência. Vai ver, pela fisionomia cansada do treinador, é tudo uma questão de estilo. 

• PROMOÇÃO DO PAÍS - Quando em 1958, o Brasil era visto no Mundo apenas como uma grande floresta, foi o futebol que o colocou no Mapa-Múndi. De lá pra cá, bem que outros setores poderiam ter contribuído para nosso País ser mais conhecido e respeitado. Hoje, em termos de conhecimento, o Brasil está longe de ser um "bola cheia". Quando se trata de tratamento dispensado à população, é uma vergonha. Estamos nas primeiras posições em desigualdade social. Ué? Então, é só o futebol, que anda mal das pernas, que fica com a responsabilidade de promover a Nação. Penso, com meus botões: nosso futebol só voltará a ser o que era quando o País melhorar. Elas por elas.

• JOGADOR E ATLETA - Acho saborosas, com algumas exceções, as comparações no futebol.  “Hoje, só joga futebol quem for atleta", vociferam. Concordo que a profissão de futebolista ficou mais difícil para jogadores "baladeiros". Dentro desse aspecto, julguei simpática essa defininição: “Pelé foi atleta na era dos jogadores. Messi é o jogador na era de atletas”. E, então?

• FRASE - “Quem precisa ter boa imagem é televisão”. Romário. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Fatos da História do Crato: Como surgiu a famosa “Lei de Chico Brito” – por Armando Lopes Rafael (*)

Coronel Francisco José de Brito
   

   Entre 1896-1912 – durante 16 anos – governou o Ceará a oligarquia dos Accioly. Vem de longe, como se observa, a tradição de “famílias importantes” dominarem o poder político no Ceará. Era “Intendente” de Crato, àquela época, o Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, fiel ao clã Accioly. 

(Explicando para as novas gerações: “Intendente” era como se chamava, no início dos conturbados tempos republicanos, o atual cargo de “Prefeito Municipal”). Diga-se de passagem, que a política desta República ainda continua conturbada...

.    Voltemos ao assunto principal desta matéria. Derrubado o Governo da oligarquia dos Accioly, assumiu o comando do Ceará o Cel. Franco Rabelo. Este, nomeou como novo “Intendente” de Crato seu aliado político, o Cel. Francisco José de Brito.

     O antigo intendente, Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, não quis entregar o cargo ao seu substituto, Cel. Francisco José de Brito. Este, um homem sagaz e astuto, foi ao Lameiro (àquela época um sítio distante do centro de Crato; hoje um bairro da cidade) e trouxe até a Praça da Sé um grupo de amigos.  Todos foram para  o prédio da Intendência,um edifício histórico que abrigou até 14 anos atrás os dois museus da cidade, hoje fechados, enquanto o prédio ameaça desabar...

   Encontrando a Intendência fechada, Chico de Brito arrombou a porta e sentou-se na cadeira do intendente anterior. Nisto apareceu o Dr. Irineu Pinheiro, sobrinho do Cel. Antônio Luiz. Irineu Pinheiro (que depois seria reconhecido um dos melhores historiadores do Cariri) ficou revoltado com o que viu e perguntou ao Cel. Francisco José de Brito:

– “Mas que lei é essa na qual o Sr. se arrima para assumir a Intendência”?
     O Cel. Chico de Brito, tranquilamente olhou para o Dr. Irineu e sentenciou:
– “É a “Lei de Chico Brito”! Esta lei eu mesmo fiz. E estamos conversados”.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador