Mais sem-vergonha que estes, são os eleitores que insistem em elegê-los e mantê-los no poder
Eu nunca tive político de estimação ou confiei cegamente em um. Confesso, inclusive, que dos amigos políticos que tenho – não confundir com políticos amigos -, apenas dois, já de longa data, me merecem credulidade.
Repito, com relativa frequência, que “Políticos, para mim, têm de ser vigiados e cobrados 24 horas por dia, sete dias por semana, 30 dias por mês, sobretudo nos sábados, domingos e feriados, para não torrarem nossa grana com despesas particulares".
Essa turma pede nosso voto, promete resolver nossos problemas e, portanto, se não entregar, ao invés de bajulação e idolatria, têm de ver a “chinela cantar”.
Por anos admirei Geraldo Alckmin; para mim, exemplo de gestor e homem público. Suas administrações em São Paulo me enchiam os olhos e, quando derrotado por Lula, em 2006, senti muito, pois, além de um péssimo presidente reeleito após os escândalos do mensalão, o Brasil perdia a oportunidade de ser governado por alguém como o então tucano.
Por isso, quando Alckmin se aliou ao chefão petista para disputar a Presidência em 2022, mesmo após ter dito que “Lula quer voltar à cena do crime”, senti um profundo desgosto, que se tornou asco quando, já como vice-presidente, foi bajular, in loco, o novo presidente iraniano.
Mas pior ainda foi vê-lo vestir um boné do MST e, aos berros, em um palanque, gritar: “Lula, Lula, viva o presidente Lula. O maior líder político do Brasil”. Aquilo me mostrou o que eu já sabia de cor: por dinheiro, poder e vaidade, muitas pessoas não têm limites e não guardam decoro consigo mesmas.
A velha marchinha de carnaval, “O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”, já ensinava, décadas atrás, que autoestima, para alguns, pode ser tão flexível quanto elástico.












