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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Nome das ruas do Crato antigo -- por Armando Lopes Rafael


   Começou, ainda nos primeiros anos do século XX – a triste iniciativa dos vereadores desta cidade (o que vem sendo usual ao longo das últimas legislaturas) o mau costume de mudança dos nomes de ruas e praças de Crato. Essas alterações sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população, resultando na destruição de denominações tradicionais, preservadas por várias gerações de cratenses.

   Tenho em mãos um artigo publicado na Revista do Instituto do Ceará, com o título “Descrição da Cidade do Crato em 1882”, de autoria do Dr. Gustavo Horácio. Esse artigo cita, a certa altura, o fato de, naquele recuado ano, a cidade de Crato possuir 11 ruas principais, conhecidas por Rua de Santo Amaro, da Pedra Lavrada, das Laranjeiras, do Pisa, Formosa, Grande, do Fogo, da Vala, da Boa Vista, Nova e do Matadouro.

   No mesmo artigo, são nomeados os becos e travessas do Crato antigo, a saber: Travessa do Cafundó, da Caridade, do Candeia, da Matriz, do Sucupira, de São Vicente, do Charuteiro, do Cemitério, da Ribeira Velha, do Barro Vermelho, da Califórnia, do Pequizeiro, da Taboqueira, das Olarias, da Cadeia e do Pimenta. Infelizmente, não restou nenhuma dessas tradicionais, poéticas e curiosas denominações.

    Não sou contra a denominação de pessoas às ruas das cidades, condicionando-se apenas à exigência de os homenageados – todos falecidos – terem gozado de bom conceito social, terem prestado serviços relevantes à comunidade, terem se destacado no cenário municipal, enfim que sejam nomes identificados com a história da cidade, do Ceará ou do Brasil.

   Apenas lamento o fato de que nossos vereadores – muitos deles destituídos de cultura regular – haverem substituído nomes antigos, ao invés de denominarem somente as novas ruas. Ao extinguirem antigas e tradicionais denominações das artérias urbanas, apagou-se um pouco da história e da memória coletiva da Cidade de Frei Carlos, a nobre e heráldica “Princesa do Cariri”.

    Anos atrás, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Tornado lei, exige-se, agora, para qualquer mudança na denominação de ruas e praças, um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado. Idêntica providência já deveria ter sido adotada, há muito tempo, pela Câmara de Vereadores de Crato.

As repúblicas são perdulárias; as monarquias gastam menos


No passado, quando foi monarquia o Brasil foi prova disso

Os Reis da Suécia -- Carlos Gustavo XVI e Sílvia -- embarcando, em dezembro de 2019, num voo
comercial,  para fazerem uma visita oficial à Índia

   O Rei da Suécia, Carlos Gustavo XVI, e a Rainha Silvia (nascida no Brasil) viajaram recentemente em visita oficial à Índia, utilizando um voo comercial. Os soberanos foram fotografados carregando sua própria bagagem. 

   Tudo muito diferente da República brasileira, onde se gastam milhões na manutenção das mordomias dos nossos governantes, e seus vários palácios em Brasília. Nas viagens dos Presidentes da República ao exterior, com grandes comitivas, no uso de centenas de carros oficiais, nas demais regalias, o povo vê o quanto sai caro a manutenção da república.

 Nas duas fotos acima, o avião comprado pelo Presidente Lula
(chamado de  "Aerolula") utilizado para as viagens do "presidente-operário"
 ao exterior. Observe o interior  da aeronave.

    Contudo, esse nem sempre foi o caso no Brasil: podemos nos recordar do sadio exemplo deixado pelo Imperador Dom Pedro II, que pagava suas viagens oficiais do próprio bolso, contraindo empréstimos se necessário fosse, recusava sempre as ofertas da Assembleia Geral do Império, que insistia em pôr um vaso de guerra à sua disposição, preferindo viajar em um navio comum, e levava consigo, além da Imperatriz Dona Thereza Christina, apenas seu mordomo, uma dama de companhia para a esposa, o médico particular e seu professor, pois nunca deixava de estudar. 

    Na Suécia, com destaque na Família Real, prevalece a parcimônia com o dinheiro público e   o bom funcionamento das instituições. No Reino da Suécia, as más tendências dos agentes públicos são inibidas, os políticos não têm regalias, e vivem como os funcionários públicos, o que de fato são, a serviço do povo e de suas legítimas aspirações, manifestadas nas eleições parlamentares.
    Justifica-se, assim, porque em tantos e tantos problemas que afligem o Brasil atual, é sempre comentada a possibilidade da restauração da Monarquia, existente aqui entre 1500 e 1889. Durante 389 anos.
(Baseado em postagem do face book Pro Monarquia)

domingo, 19 de janeiro de 2020

Teresa de Lizieux, Santa Tersinha de Jesus - Postagem do Antônio Morais.


Foto de Santa Teresinha tirada por sua irmã Celina.

Teresa de Lisieux, nascida Marie-Françoise-Thérèse Martin, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, foi uma freira carmelita descalça francesa conhecida como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos e religiosos em geral por seu "jeito prático e simples de abordar a vida espiritual". 

Juntamente com São Francisco de Assis, é uma das santas mais populares da história da Igreja. O papa Pio X chamou-a de "a maior entre os santos modernos".

Teresa recebeu cedo seu chamado para a vida religiosa e, depois de superar inúmeros obstáculos, conseguiu, em 1888, com apenas quinze anos, tornar-se freira para juntar-se às suas duas irmãs mais velhas na comunidade carmelita enclausurada em Lisieux, na Normandia. 

Depois de nove anos, tendo ocupado funções como sacristã e assistente da mestra das noviças, Teresa passou seus últimos dezoito meses numa "noite de fé" e morreu de tuberculose com apenas vinte e quatro anos de idade.

O impacto de sua "A História de uma Alma", uma coleção de seus manuscritos autobiográficos publicados e distribuídos um ano depois de sua morte foi tremendo e ela rapidamente tornou-se um dos santos mais populares do século XX. Pio XI fez dela a "estrela de seu pontificado", beatificando-a em 1923 e canonizando-a dois anos depois. 

Teresa foi também declarada co-padroeira das missões com São Francisco Xavier em 1927 e nomeada co-padroeira da França, com Santa Joana d'Arc em 1944. 

Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II proclamou Teresa a trigésima-terceira Doutora da Igreja, a pessoa mais jovem e a terceira mulher a ter recebido o título na época.

Além de sua popular autobiografia, Teresa deixou também cartas, poemas, peças religiosas e orações. Suas últimas conversas foram também preservadas por suas irmãs. Pinturas e fotografias - a maioria de autoria de sua irmã Céline - ajudaram a aumentar ainda mais a popularidade de Teresa por todo o mundo.

De acordo com um de seus biógrafos, Guy Gaucher, depois de morrer "Teresa foi vítima de um excesso de devoção sentimental que acabou por traí-la. Foi vítima também de sua linguagem, que era a do fim do século XIX e que fluía da religiosidade de sua época". A própria Teresa disse, em seu leito de morte: "Eu amo apenas simplicidade. Tenho horror a pretensão". 

Ela também se manifestou contra o estilo de escrita de algumas vidas de santos publicadas na época, "Não devemos dizer coisas improváveis ou coisas sobre as quais nada sabemos. Devemos enxergar suas vidas reais e não imaginárias".

A profundidade de sua espiritualidade, que ela qualificou como "toda de confiança e amor", inspirou muitos crentes. Confrontada com sua própria pequeneza e irrelevância, confiava em Deus para ser sua santidade. Queria ir para o céu de uma forma completamente diferente: "Quero encontrar um elevador que me eleve até Jesus" e o elevador, escreveu Teresa, eram os braços de Jesus retirando-a de toda a sua pequeneza.

A Basílica de Lisieux é o segundo mais popular destino de peregrinação na França depois do Santuário de Lourdes.

PT, Petrobrás e propina - Por José Newmanne Pinto.



A obra da suntuosíssima sede da Petrobras na Bahia foi orçada em R$300 milhões, mas consumiu, de fato, R$ 1 bilhão e 300 milhões, 4 vezes mais. 
Delações premiadas dos empreiteiros encarregados por OAS e Odebrecht, já levaram PF e MPF ao cálculo de R$68 milhões em pagamentos ilícitos: um terço para PT nacional (João Vacari), um terço para Petros (Newton Carneiro) e Petrobras (Armando Trípoli, chefe de gabinete de Gabrielli) e um terço para Jaques Wagner (Carlos Daltro, caica da campanha para o governo em 2010). Impressiona que ninguém nos órgãos de fiscalização tenha percebido.

sábado, 18 de janeiro de 2020

83% não confiam na Câmara - Por o Antagonista.


A pesquisa da XP Investimentos mostra também que o desempenho positivo do Congresso é o pior da atual legislatura.
Em janeiro de 2020, apenas 9% dos entrevistados avaliam o Parlamento como ótimo ou bom — no mesmo mês do ano passado, a avaliação era de 17%.
A pior avaliação é a da Câmara: 83% responderam que não confiam na instituição.
No Senado, o índice é de 79%.

BRITO FIRMEZA - Por Antônio Morais.

Outro dia o meu amigo Vinício Firmeza solicitou  informações do Hermenegildo Firmeza. Segue o que encontrei da família.


Desembargador Virgílio de Brito Firmeza.
Nasceu na cidade de Fortaleza a 10 de agosto de 1907, sendo seus genitores Hermenegildo de Brito Firmeza e Bárbara de Brito Firmeza.

Manuel Rodrigues Firmeza casado com Antônia de Brito Firmeza, pais de: Josino de Brito Firmeza, casado com Júlia Brizeno da Silva, filha de Laurêncio Brizeno da Silva e de Belmira Brizeno da Silva, sendo ele do Assaré, com banhos corridos  em novembro de 1909 – Casamento de 1909, tendo o casamento se dado em 27.12.1909, como testemunhas Macário Vieira de Brito e João de Brito.
Eram os pais de José, nascido em 27.03.1913, tendo por padrinho Hermenegildo Firmeza e Bárbara Brito.
Dona Irene Brito fez  referência a  Bárbara esposa  do Hermenegildo, mas não falou  quem são seus pais. Estou dando uma busca para ver se descubro quem são.
"Bárbara Brito casada com Hermenegildo Firmeza – Os 12 filhos do casal - Pedro, Hugo, Sandoval, Virgílio, Milton, Vinícius,  Rui, Paulo, Nilo, Lígia, Ruth e Olga".

Pedro de Brito Firmeza, Deputado Federal - CE 1935-1937 e Interventor do Ceará, de 16 de fevereiro a 28 de Outubro de 1946,

Virgílio de Brito Firmeza foi promotor de justiça na cidade  do Crato.

ADIANDO LEI, STF ASSUME ‘TUTELA’ SOBRE OS PODERES - Por Claudio Humberto.


Ao adiar a vigência da lei do Juiz de Garantias, o Supremo Tribunal Federal (STF) assume sua “tutela” sobre o Executivo e o Legislativo, cujas decisões só são válidas após uma “segunda sanção” da Corte. O Congresso cumpriu o papel de aprovar e Bolsonaro o de sancionar, mas o STF, cujo dever é cumprir a lei, decidiu adiá-la por 6 meses. Pior: sem dar a mínima para os outros Poderes. O STF “tutor” alterou o equilíbrio e a independência dos poderes previstos na Constituição.

Mais absurda que a invenção do Juiz de Garantias, segundo o jurista Miguel Realge Jr, é a falta de estudo e análise para sua implantação.

Além de adiar monocraticamente uma lei em vigor, Toffoli ainda criou exceções para o juiz de garantia, como se fosse ele o legislador.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

ELENCO COM DOIS TIMES FORTES NÃO É LUXO - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


Quando Juan Carlos Osório, treinador colombiano, dirigiu o São Paulo, causou estranheza ao anunciar formações quase totalmente modificadas, de um jogo para o outro.
Ele justificou que esse era o caminho dos times de futebol, diante de um calendário insano imposto aos clubes.
Ainda que se tratasse de uma ideia proposta para um time grande, o São Paulo, muitas vozes qualificadas acharam que isso era um luxo, talvez, pelos custos de se ter duas formações em mesmo nível.
A iniciativa não vingou, mas reconhece-se, agora, que o colombiano estava grávido de razões.
Campeonato Estadual, Copa do Brasil, Sul-Americana, Libertadores e Campeonato Brasileiro, tudo isso enfeixado no mostruário da CBF para ser disputado com o pé embaixo, na aceleração. Para Fortaleza e Ceará, inclua-se a Copa do Nordeste.
Tudo bem que a medicina esportiva avançou, os métodos de preparação se sofisticaram e a saúde melhorou. Só que o rojão aumentou muito e não se pode dançar valsa em tempo de rock. Até parece que os espaços do campo diminuíram e os jogadores, que eram lentos, ficaram velozes.
Nesse sentido, ótimo perceber que Fortaleza e Ceará estão, inconscientemente, abraçando o paradigma de Osório. Sem que a temporada de contratações tenha sido encerrada, constata-se que o Ceará possui duas formações fortes com sobras de dois ou três jogadores para suplência. No Fortaleza, o mesmo se dá até o setor de meio-campo, além do ataque com Cariús, Wellington Paulista e Osvaldo. O tricolor vai ao mercado com apetite voltado para dois atacantes, no mínimo.
Não se pode imaginar duas constituições rigorosamente iguais, mas chegar perto disso será um feito e tanto. E nem se trata de luxo ou ostentação, mas de uma rota segura na luta contra o desgaste físico e as contusões.
A próxima etapa, depois das aquisições, será dedicada a avaliações dos reforços adquiridos. E, aí, a onça vai aproveitar a oportunidade para matar a sede.
Bom observar, até aqui, que, com considerável grau de certeza (nunca se sabe tudo), Fortaleza e Ceará foram às compras sem o uso indiscriminado do cartão de crédito. Some-se a isso, como fato positivo, um ponto final naquela história de um time diferente para cada competição.
Tricolores e alvinegros entram em 2020, portanto, firmes e fortes para o que der e vier.

Corrupção no Brasil - Por Antônio Morais


O dinheiro da corrupção institucionalizou a orangotanguização da mídia. Com raríssimas exceções quem pagar mais conta com a cobertura do jornalismo.

O pior é que parangolezaram a justiça, triste de um pais cuja corte suprema é composta por juízes nomeados de favor, encomenda e vendidos,

Dr. Humberto Macário de Brito - por Armando Lopes Rafael.

Dr.Humberto Macário de Brito. Foto de sua
formatura como médico

   No decorrer da sua profícua vida pública, o médico Humberto Macário de Brito deixou visível dois sentimentos: ajuda ao próximo e uma profunda coragem cívica na defesa dos interesses do município de Crato.

   Excelente profissional da medicina – um dos mais brilhantes da história do Cariri – Dr. Humberto Macário de Brito enveredou pela política. Como nesta seara não existe perfeição, não há gestor que não tenha cometido (pelo menos uma vez) algum erro. E isso ocorre por motivos vários. Às vezes, alheios à vontade do homem público, seja por engano de algum assessor, seja pelos entraves burocráticos. No entanto, se olharmos para o saldo da atuação pública do Dr. Humberto, veremos nele um grande líder e um vocacionado para a vida pública. Um homem honrado, que entrou limpo e saiu limpo nas atividades políticas.

    A ele nossa cidade deve muitos benefícios que a fizeram progredir. As novas gerações, infelizmente, desconhecem essas conquistas advindas pela atuação do Dr. Humberto. Ademais, ele soube conduzir bem seus sentimentos de liderança, quando exerceu os cargos de vice-prefeito, prefeito, secretário de Estado, deputado estadual e superintendente da Sudec.

    Ele sempre teve atenção por todos que o procuravam. Seja no diálogo, seja na ajuda material aos que buscavam um emprego para sobreviver. Milhares de pessoas, humildes e desempregadas,àquela época,  hoje vivem muito bem graças à ajuda recebida de Humberto Macário de Brito.

    Ele foi um líder. E a liderança o levou ao sucesso. Hoje, na ancianidade recebe o reconhecimento das pessoas de bem e das pessoas que possuem o sentimento da gratidão.

    Dr. Humberto: parabéns pela sua existência. Saúde e paz. Ad multos anos.


 Dr. Humberto Macário de Brito, nos dias atuais

17 de janeiro: Dia do Ceará (por José Luís Lira)


   O dia 17 de janeiro faz parte do calendário oficial de eventos do Estado por meio da Lei nº 13.470, de 18 de maio de 2004, que instituiu a data comemorativa referenciando o dia em que o Ceará ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco, em 1799, tornando-se administrativamente independente. A emancipação do Ceará foi garantida por Carta Régia assinada pela Rainha de Portugal, D. Maria I, em virtude do crescimento populacional e econômico que a antiga capitania do Ceará apresentava em 1799.

    Que nosso Padroeiro, São José, nos abençoe com muitas chuvas e bênçãos!

    Viva o Dia do Ceará

(Fonte: face book de José Luís Lira)

A Sagrada Face de Jesus revelada no Santo Sudário – por José Luís Lira (*)


Sagrada Face como  ficou impressa no Santo Sudário (à esquerda); e uma
 fotografia da mesma  feita por Secondo Pia, em 1898 (à direita)

   A coluna de hoje não foi escrita por mim, José Luís Lira. É uma síntese de um belo artigo de 12 páginas, escrito pela Dama da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, Rita de Sá Freire, minha madrinha na Ordem, escritora e administradora do Apostolado “Nos Passos de Maria”. Vale a pena conferir e registro agradecimentos à autora:

    O homem sempre procurou contemplar o rosto de Deus. Jesus nos disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). Dessa forma, a contemplação da Sagrada Face de Cristo é a própria contemplação de Deus. Ver a Face do Senhor é, de alguma forma, ter um encontro, é conhecer a Pessoa de Cristo. E assim, sua Face vem inspirando os cristãos a um maior conhecimento e amor ao Senhor, desde os primeiros séculos.

     O culto à Sagrada Face tem por finalidade render à Face Adorável de Jesus, desfigurada na sua Paixão, homenagens particulares de respeito e de amor; reparar as blasfêmias e as violações dos dias santos, que O ultrajam de novo; além de obter de Deus a conversão de todos nós, pecadores. Nesse sentido, as orações devocionais à Sagrada Face de Jesus são um modo muito especial de honrar Nosso Senhor e de reparar todas as blasfêmias que Ele tem sofrido ao longo dos séculos, desde a Sua Paixão no Calvário.
Perspectiva da Sagrada Face, num estudo feito a partir 
do que ficou impresso no Santo Sudário

     Trata-se de uma salutar devoção, que se diria, instituída pelo próprio Salvador no dia de sua Ressurreição, imprimindo, milagrosamente, Sua Sagrada Face no Santo Sudário. Uma veneração piedosa sempre conhecida e praticada na Igreja como incentivo poderoso à Reparação. Cabe ressaltar, que a vida de Jesus foi extraordinária e humana também. Devemos nos lembrar que Jesus Cristo assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus: é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por essa razão, temos que ser adoradores e reparadores da Sagrada Face do Senhor, que Ressuscitado, ainda sofre por nossos pecados e de toda a humanidade.

     Os verdadeiros valores cristãos e morais estão sendo substituídos por ideologias anticristãs e com isso, avançam os pecados do aborto, da impureza, da irreverência e da falta de respeito para com Jesus. Com isso, Nosso Senhor é escarnecido novamente. Reparamos e honramos a quem amamos. Então, lembremo-nos do amor de DEUS por nós. Jesus Cristo, em seu extremo amor pela humanidade, depois de consumada a Redenção do gênero humano, quis deixar-nos a sua imagem gravada, milagrosamente, no Santo Sudário, dando-nos a graça, a nós, seus remidos, de nos inebriarmos nos Seus traços régios, para ler neles a Sua Paixão e o Seu amor por nós. Seguramente, na vida de Jesus, houve, incontáveis feitos gloriosos...

     Entretanto, nas palavras de São Bernardo, a cor rubra da Paixão seria a mais apropriada para representar o amor e por essa razão, deixou de lado todos os demais fatos gloriosos da sua vida, e quis se representar, perante nós, como o Homem das dores, a fim de que nos fosse tanto mais amável, quanto mais desfigurado.

    Na devoção à Sagrada Face contemplamos o rosto sofredor de Jesus, ensanguentado e esbofeteado durante a sua Paixão. É a Face de Cristo no Horto das Oliveiras, na flagelação, na coroação de espinhos, e no caminho do Calvário, carregando a cruz às costas.

    Contemplar a Face de Cristo Crucificado nos une com todas as Suas tristezas, amor e total abandono!

Como deveria ser a Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo, 
antes da flagelação. Imagem criada a partir de
um trabalho computadorizado, baseado no que foi deixado no Santo Sudário 


  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Decisão sensata - Por Antônio Morais.


A igreja católica decidiu e o Vaticano informa que as traições cometidas por homens, a partir dos 60 anos, deixam de ser pecados, passam a ser consideradas pequenos milagres.

Brasil deixa comunidade de países latino-americanos - O Antagonista.


O governo de Jair Bolsonaro decidiu retirar o Brasil da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Celac.

A medida se deve, entre outros motivos, à participação de ditaduras como Cuba e Venezuela no grupo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Reale Jr. sobre a atuação de Toffoli: “As instituições estão do avesso. Bagunça” - O Antagonista


Miguel Reale Jr. está espantado com o que está ocorrendo em relação à criação do juiz das garantias - não apenas com a figura em si, mas com a forma como vem sendo implementada. Ele ficou especialmente indignado depois da fala de Dias Toffoli, ontem, e criticou o ministro por seu ativismo.

As instituições estão do avesso. O presidente do STF, indevidamente consultado pelo presidente da República sobre veto ou sanção do juiz de garantias, orienta em favor da sanção e depois, em imenso ativismo judicial, adia a vigência em seis meses e inova a lei, determinando que não se aplique a homicídio e a crime contra mulher. 

Bagunça igual é difícil para segurança jurídica. É um improviso, com ministro do Supremo opinando de orelhada pelos meios de imprensa, 

A transição do juiz de garantias - O Antagonista.


Dias Toffoli já estabeleceu duas regras para a transição da criação do juiz de garantias, daqui a seis meses.
As medidas, na avaliação do presidente do STF, tentarão evitar tumulto para a destruição dos processos. A principal questão é que o instituto não vai retroagir.
No caso de ações penais que já tiverem sido instauradas no momento da criação do juiz das garantias (ou quando esgotado o prazo máximo de 180 dias), a eficácia da lei não mudará em nada o juízo competente. 
O fato de o juiz da causa ter atuado na fase investigativa não implicará, portanto, seu automático impedimento.
Nas investigações que estiverem em curso no momento da efetiva implementação do juiz das garantias pelos tribunais ou quando esgotado o prazo máximo de 180 dias, o juiz da investigação tornar-se-á o juiz das garantias do caso específico. 
Portanto, não será necessário, a partir do início de eficácia da lei, designar novo juiz para oficiar como juiz de garantias na respectiva investigação. Neste caso, uma vez recebida a denúncia ou queixa e instaurada a ação penal, o processo será enviado ao juiz da instrução e do julgamento. Com isso, evita-se a necessidade de redistribuição de inúmeras investigações já em curso no país.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A desunião causou o estrago - Por Antônio Morais.


Dizem que a união faz a força, que o segredo é a alma do negócio. Enquanto  estavam unidos,  esses pilantras e picaretas da politica atuavam na mais perfeita tranquilidade. O Pajé nomeava o operador, que roubava os recursos e repassava para o doleiro que transferia aos partidos e políticos. Assim eram bem sucedidos nas suas atividades desonestas, corruptas e malandras.
Caíram na besteira de se desentenderem. A coisa deu pra trás. O desmantelo tomou de conta por causa da desunião e das futricas. No cada um por si, entrou água no negócio e muitos  passaram a  ser hospedes da cadeia.
Esse fato me fez lembrar umas mulheres do sitio Charneca, em Várzea-Alegre, que até então faltava pouco para serem beatificadas, não havia quem soubesse nada sobre elas que desabonasse a conduta de honradez e fidelidade moral.
Um dia, lavavam roupa no açude do velho Januário e começou uma arenga entre duas delas. A teima foi tomando corpo e determinada hora uma disse para a outra : Você pensa que eu não seu que você traiu seu marido com Janjão? A outra, eu também sei que você botou chifre no seu esposo com Generino!
A terceira aconselhou : acabem com isso, esses segredos não devem ser revelados. É muito feio. Não fica bem pra vocês, desenobrece a reputação e a moral de uma esposa exemplar.
Outra retrucou : Fique no seu lugar, não se meta onde não foi chamada, que você botou chifre no seu marido foi com os dois.
Tanto num como no outro caso a desunião botou a caçada no mato.

Crônica enviada por Antonio Gonçalo de Sousa.


Sabemos que crônicas são registros do cotidiano. Com o tempo, tornam-se matéria para alimentar os compêndios da história. O professor Batista de Lima diz ainda que por isso sua leitura é agradável em qualquer época. Eu diria que a fotografia se assemelha à crônica, pois registra fatos e cores, levando-nos a paralisar o tempo, focando sentimentos e emoções, que serão rememorados no futuro.

Dias atrás, fui pego de surpresa em uma voltinha nos arredores do Sítio Unha de Gato, em Várzea Alegre - CE. Deparei-me com meninas que, aproveitando o molhado das primeiras chuvas, ensaiavam seus dotes culinários mirins, fuçando com as mão o barro vermelho, que, amontoado, dava forma a um bolo enfeitado com ramos e rosas, que elas mesmo tiraram ali na babugem em sua volta.

Não tive outra ação que não fosse retratar o momento simples, dirigindo a câmara do meu celular para fazer uma fotografia daquele instante sublime. O fato da modernidade me possibilitar o registro fiel daquele instante, postou-me diante de um paradoxo, já que, nos dias atuais, o entretenimento das crianças naquela idade, por vezes, já não engloba brincadeiras tão efêmeras.

Por um instante, me postei de frente para o passado, quando, longas conversas nas calçadas, brincar de rodas e manjar, contação de estórias e outras aventuras infantis tomavam o tempo da meninada. Por isso, encantei-me com aquele momento.

E qual não foi minha surpresa ao abordar as futuras confeiteiras, pois ao pedir para que posassem para uma foto ouvi a indagação de uma delas: É para a internet? Como não havia pensado em outra coisa que não fosse realmente apenas o registro daquele momento, respondi que não, portanto, peço permissão a elas para a postagem que faço agora:

Uma palavra amiga - Postagem do Antônio Morais


Quando você tiver motivos para chorar, derrame suas lágrimas para valer. Mas por outro lado, quando você tiver motivos para alegrar-se, não contenha seu sorriso.

Não pergunte tanto: Por que Deus permite isto ou aquilo? Mas sim, para que finalidade? O que Deus está querendo nos falar?

Ou então: Porque o homem é assim? Por que o mundo é mau? Mas sim, o que você pode fazer para melhorar?

Passando por uma praça, vi um homem pequeno, quase anão, sem os dois braços, apenas um toquinho - que procurava atrair as pessoas para o verem acender um cigarro, escrever e outras coisas mais, somente utilizando os pés. ganhava com isso o pão de cada dia. As vezes nós pensamos que sofremos demais, que somos as pessoas mais infelizes. Sempre se pode fazer algo com o que se tem, a partir da realidade própria de cada um.

Este anãozinho podia cair no desespero ou se acomodar, mas com seu próprio esforço ganhava a vida.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

General Heleno convenceu Bolsonaro a não demitir Moro - O Antagonista.


“Se demitir o Moro, o seu governo acaba", disse o general ao presidente". 

Ao saber que seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia criticado a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre o Coaf, o presidente Jair Bolsonaro teria tomado a decisão de demitir o ex-juiz. No entanto, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, teria convencido Bolsonaro a manter Moro no governo.

A informação consta no livro “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thaís Oyama, compartilhada por Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a jornalista, Bolsonaro ficou enfurecido com Moro por ter pedido a Toffoli que reconsiderasse a decisão sobre paralisar as investigações do Coaf. 

Na época, a medida do ministro protegia diretamente o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro, investigado por corrupção em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, Alerj.

No entanto, no fim de agosto, decido em demitir seu ministro da Justiça, Bolsonaro foi convencido por Augusto Heleno de que não era uma boa ideia. “Se demitir o Moro, o seu governo acaba”, disse o general ao presidente.

O que ensinamos aos nossos filhos sobre a vida - Postagem do Antônio Morais.


Ninguém pode comprar uma vida. Morre quem está doente, mas também morre quem é saudável, o jovem, o velho, os ricos, os pobres, poderosos, humildes, os inteligentes, os ignorantes, os bons e os maus. 
Quem você mais ama e quem odeia. 
No final todos nós morremos. A única coisa que resta é procurar ser feliz enquanto ainda temos tempo.
Se você ama a vida não desperdice o tempo, a vida é feita desse material. O tempo passa, se esvai, não volta nunca mais, e, nada se pode fazer  ontem.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Amizade e gratidão de mãos dadas - Por Antônio Morais


O melhor colírio para os olhos é ver a amizade, a gratidão e a solidariedade triunfando de mãos dadas. Foi isso que vi no encontro de Uninha Morais com o casal Dr. Humberto Macário de Brito e Noemi Arrais Macário.  Foto.

Para quem conheceu como eu conheci, as raízes profundas de amizades entre o casal e Raimundo Alves de Menezes, Mundim do Sapo, patriarca  do clã  representado por Uninha naquele momento, sou testemunha da consideração, admiração, apreço e estima recíprocas das duas famílias.


Dr. Humberto se notabilizou pela nobreza da humildade, pelo humanismo, caráter e índole de homem manso, porém, valente como o velho Gabriel se preciso fosse.

Como médico salvou vidas, como homem publico deu exemplos de grandeza, nunca foi subserviente. Na politica foi  Prefeito, Deputado e Secretario Estadual da Saúde.

Homem independente, levado pelas coisas simples e pela admiração e respeito aos amigos. Isto basta, é parte da grande herança que nos deixaram Gabriel de Morais Rego e Joaquina Alves de Brito.

Um momento de muita singeleza e candura impar para ser lembrado e eternizado.

Diante de tamanha alegria resta-nos pedir a Deus longa vida ao casal com toda saúde e paz merecidas.

Médicos de antigamente - Por Antônio Morais.


Os médicos de hoje em dia possuem clinicas luxuosas, consultórios confortáveis e nem pensar em atendimento a domicilio. O primeiro médico filho de Várzea-Alegre foi Dr. Leandro Correia formado em 1915 e o segundo foi Dr. José Correia Ferreira com diploma em medicina de 1936.

Dr. José Correia Ferreira foi chamado para atender um paciente que estava muito mal no sítio Lagoa Seca. Meio de transporte lombo de animais. Chegando no local examinou o doente e quando foi passar a medicação viu que andava sem a caneta e papel. Pediu que alguém providenciasse, mas nem na casa nem na vizinhança foi encontrado o material.

Dr. José Ferreira disse: Não tem problema tragam um carvão que eu escrevo na porta e depois vocês copiam quando arranjarem a caneta e o papel. Trouxeram um carvão ele escreveu enquanto dizia : Olhem, quando for amanhã vocês vão muito cedo à cidade, duas léguas de distância, e procurem a farmácia e comprem esse remédio. Não deixem de ir porque o caso dele é muito sério. No outro dia arranjaram o lápis e o papel, mas como ninguém conseguiu entender a letra do médico o jeito foi deixar mesmo na porta. 

A candidata a viúva chamou dois candidatos a órfãos e disse: Vocês vão à farmácia comprar esse remédio, vão pela "Serra dos Cavalos" que é mais perto. Vão num pé e voltem noutro.

Os dois saíram se revezando quase correndo com a porta na cabeça. Chegaram na farmácia montaram a porta em cima do balcão. O farmacêutico olhou com uma expressão de espanto e um dos irmãos perguntou: O qui foi? Num vá me dizer qui o senhor "tombém" num sabe ler a letra do doutor.

Claro que a letra do médico eu entendo. Mas, depois de trinta anos de farmácia é a primeira vez que eu vou aviar receita numa porta.

Uma palavra amiga - Postagem do Antônio Morais


"A pesar de toda descrença e materialismo, nascem novas perspectivas, pois muitos  rapazes e moças estão voltando para Deus! Testemunhos vivos de esperança!

E se não existem mais jovens com Deus é porque os adultos também não estão muito com Ele. Como queremos que haja mais gente melhor, mais ligada em Deus, se os contra testemunhos são muitos? Rezar não é feio. Feia é a vergonha de crer e rezar.

Oração antiga ou moderna? Tanto faz, pois Deus não olha para as palavras, mas sim para o que se passa no coração da pessoa.

Rezar pelos outros? Por que não? Mal não faz. Ao contrario, muitas pessoas podem encontrar o caminho da verdade, conhecer a luz.... justamente pelo poder de sua prece.

Será que mantemos o nosso coração em forma? Com fé em Deus?"

Sergio Moro - Simbolo do Brasil honrado - Por Antônio Morais.


Sérgio Moro não é o fenômeno. Ele é a consequência. Fenômeno é a união do povo contra a corrupção e o PT.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Conhecendo a História do Cariri


A primeira romaria feita a Juazeiro do Norte – por Armando Lopes Rafael

   Capela de Nossa Senhora das Dores, da povoação de Joaseiro, onde, na primeira sexta-feira de 1889, ocorreu o fenômeno do sangue na boca da Beata Maria de Araújo

     Em 6 de março de 1889, ocorreu – na capela de Nossa Senhora das Dores, na então vila de Joaseiro, um fato inusitado. Uma hóstia consagrada, dada em comunhão, pelo Pe. Cícero Romão Batista, a Maria de Araújo, transformou-se em sangue na boca da Beata. A notícia, como não podia deixar de ser, correu – como um rastilho de pólvora – pelo interior nordestino.   Quatro meses depois do acontecido – num domingo, 7 de julho daquele ano – aconteceu a primeira romaria feita a Juazeiro do Norte. Ela foi planejada e partiu da cidade de Crato. Milhares de fiéis cratenses, sob a coordenação e liderança do Mons. Francisco Rodrigues Monteiro, seguiram a pé de Crato até à “povoação do Joaseiro”.

        Amália Xavier de Oliveira relata no seu livro “O Padre Cícero que eu conheci”: “Do púlpito da Capela de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro, pequena vila pertencente ao município de Crato, (Mons. Monteiro) divulgou, oficialmente, perante mais de 3 mil pessoas os fatos extraordinários que se passavam ali, afirmando aos presentes, que o sangue verificado por todos, naquelas toalhas por ele apresentadas, era o próprio sangue de Jesus Cristo, arrancando dos presentes, copiosas lágrimas” E acrescentou:  "Se um dia eu negar o que vi que me falte e a luz dos olhos”.

         Anos depois, Mons. Monteiro, pressionado pelo Bispo do Ceará, Dom Joaquim Vieira (que desde o início do fenômeno não acredita que fosse “milagre”), voltou atrás naquelas suas palavras, proferidas na primeira romaria feita A Juazeiro. Amália Xavier de Oliveira concluiu assim seu depoimento, no livro acima citado: “Mas, sem a luz dos seus olhos (Mons. Monteiro tinha ficado cego devido à catarata), veio ele muitas vezes a Juazeiro onde passava semanas e mais semanas, hóspede do Pe. Cícero, em casa da sua irmã Angélica, sob os cuidados de Giluca, uma Beata da família Pinheiro Monteiro que ali residia”.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Uma palavra amiga - Postagem do Antonio Morais.


"A agressividade está aumentando cada vez mais. Por qualquer motivo se grita, se diz palavrão, se bate, se mata... Maldade, inveja, feitiços... Sempre haverá aqueles que apelam para ignorância.

Se não existisse o ódio, não daríamos tanto valor ao amor.

Tão bom se voltasse a mente da pessoa adulta aquela maneira de ser criança, aquele espírito e coração que briga, mas logo esquece; está brigando novamente, mas não leva a mal.

O ódio é como um acido, pode fazer mais mal ao recipiente onde está do que em quem se derrama".

O amor do Imperador Dom Pedro I pelo Brasil





   Em 1831, se o Imperador Dom Pedro I desembainhasse sua invencível espada, a uma só palavra, a um só aceno seu, ondas de sangue teriam tingido nossas praças, e a fúria de uma indômita guerra civil invadiria por inteiro o Império do Brasil.

    Sua abdicação espontânea, portanto, teve ainda a vantagem de arrancar a Pátria ao estigma de revolucionária. Foi a Coroa devolvida na ordem de sucessão, segundo o direito fundamental, e por ato legal e voluntário do Soberano abdicante. Não houve combate, sangue ou resistência.

    Uma testemunha ocular dos fatos afirmou que durante os dias em que o Imperador, agora Duque de Bragança, esteve a bordo da nau britânica Warspite, preparando-se para partir para a Europa, recebeu valiosíssimos oferecimentos de algumas das mais leais espadas. Agradecendo, pediu a todos que as reservassem para a defesa do Trono de seu filho, o pequeno Imperador Dom Pedro II, acrescentando:

     – Desde que livremente abdiquei, o desembainhar a minha espada já não seria ato de Rei, mas de rebelde. 

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, escrito por Leopoldo Bibiano Xavier).


Uma palavra amiga - Postagem do Antonio Morais.

"Um dia, uma pequena menina, vestida de branco, levando um ramalhete de flores, passou por um menino que estava brincando em uma rua empoeirada.

Este ao vê-la, jogou-lhe um punhado de terra, sujando todo o seu vestido como o seu sapato. Ela parou por um instante, seu rosto parecia mostrar que ela choraria, mas, em vez disso, ela sorriu e ofereceu uma flor para o menino que estava esperando para ver sua reação.

Ele ficou, ao mesmo tempo, surpreso e envergonhado porque, em retribuição da sujeira, ele recebeu uma flor. Muitos de nós, da mesma forma, temos experimentado o amor de Deus apesar da indiferença com o que temos tratado.

Agimos com rebeldia, mentiras, egoísmo, vaidade, e em retribuição temos recebido o amor do Senhor que continua de braços abertos e pronto para nos abençoar. Como tem sido o nosso testemunho ao receber uma ofensa? Retrucamos de imediato? Pagamos com a mesma moeda? Guardamos um sentimento de vingança para a primeira oportunidade?

Ou como verdadeiros cristãos colocamos tudo no altar do Senhor, pedindo-lhe que perdoe o nosso agressor e preencha o lugar da possível mágoa com um amor que não possa ser retirado?

Melhor do que andar com terra na mão para atirar em nosso próximo é ocupar nossas mãos e o nosso coração com flores que venham a perfumar e embelezar o ambiente por onde passarmos.

Melhor do que chorar pelo desalento do conformismo ou da desesperança é sorrir pela confiança de que tudo é possível para Deus e que não há problemas que Ele não possa resolver.

Melhor do que envergonhar o nome do nosso Salvador é deixar que sua luz brilhe em todas as nossas atitudes. Use a terra das ofensas recebidas para plantar flores de vida e salvação nos corações de seus agressores!"

Clubes de Lions no Ceará IV - Por Antônio Morais.


Casal amigo Rogério Alencar e Cristina indicado por mim e eleito por aclamação para me suceder no meu último mandato no Lions Clube de Crato Centro. Inicio da década de 90 do século passado. Fez uma grande gestão.

Na minha avaliação duas pessoas foram muito importante  para o Lions Clube de Crato Centro. José Leandro Correia, Gessi e Arlindo Matias da Silva.

Gessi fez a doação de um terreno no distrito do Muriti e outro na Fazenda Boqueirão pertencente ao seu pai João Leandro Correia. No Boqueirão o Lions construiu uma capela e um posto de saúde, no muriti foi construído a Escola Melvin Jones.

Arlindo Matias, foi presidente da escola por décadas. Concluída, a escola tinha 10 salas de aulas, um refeitório, dois banheiros, um auditório, uma secretaria , uma tesouraria, 1200 alunos matriculados nos três turnos.

Todos os professores eram conveniados com o estado. A única participação da prefeitura, pasmem, eram os quatro vigias que se reversavam de 6 em 6 horas. 

O Lions custeava  o material escolar, de limpeza, de expediente, manutenção e outros custos.

Quando o Governo Federal passou a pagar a educação baseado no número de matrículas o prefeito  Raimundo Bezerra bateu o pé, o município não podia deixar de receber a verba de 1.200 alunos. Ameaçou  retirar os vigias e usar sua influência politica junto ao estado para que não fosse reeditado o convênio com a escola. 

O presidente do Lions reuniu a diretoria e como era amigo do prefeito formou uma maioria e entregou a escola ao município. Eu fui voto vencido, mas  sabia  que a partir de então o Lions Clube de Crato Centro desapareceria  da historia da escola.

Eu nunca concordei com as cotas cobradas dos companheiros, especialmente a internacional, mandar dinheiro para Os Estados Unidos da América não era recomendado. Todo vez que o tesoureiro apresentava os valores tinha sempre alguns que por uma razão qualquer não podiam pagar. 

Certa feita, a diretoria resolver excluir do clube os inadimplentes. Quando vi a lista observei que eram os mais aplicados e que os motivos do não pagamento era falta de condições financeiras. Mandei somar os valores e paguei. 

Em seguida disse - Agora podem excluir os companheiros, não quero que imaginem que deixaram o leonismo porque não podiam  pagar as cotas. Eu estou deixando o movimento. 

E sair da reunião para nunca mais voltar.

ESTUDO APONTA QUE CAMPEONATOS ESTADUAIS NÃO EVITAM DESEMPREGO - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


As federações estaduais de futebol defendem a manutenção dos seus certames, alegando que, sem eles, 80% dos profissionais da bola ficam desempregados.
Um outro entendimento dá conta de suas existências atribuídas, única e exclusivamente, ao poder de voto que as mesmas detém na escolha do presidente da CBF.
É bom lembrar que o jogador de futebol é um trabalhador do esporte e uma perda de ocupação dessa magnitude geraria protestos e arregimentações muito fortes.
A CBF, que consideramos uma espécie de “ministério do trabalho do futebol” (devia se imaginar assim) encomendou um estudo a EY, referente a 2018, para tomar pé da verdadeira situação.
Numa rápida observação, diante dos mais variados dados trazidos pelo estudo, chegou-se a uma constatação: campeonatos estaduais não impedem desemprego em massa de jogadores do Brasil.
Revela, e isto me surpreende, que são 90 mil atletas profissionais e apenas 11 mil contratos ativos. Quer dizer, 90% deles não tinham clube. É bom lembrar que o estudo aponta mais equipes inativas que ativas.
Pode-se reconhecer que é atleta demais para competição de menos.Mas, não estamos a defender um inchaço maior no irracional calendário esportivo do Brasil.
As pesquisas têm o poder de banalizar as coisas e levam em consideração muitos fatores negativos, já conhecidos, sem uma contrapartida com soluções.
Por exemplo, quando se refere às disparidades salariais entre clubes e jogadores.
Ora, o jogador brasileiro tem o mesmo perfil da maioria dos trabalhadores: trabalha muito, ganha pouco, com média salarial parecida: 82% deles ganham um salário mínimo.
Diferentemente de trabalhadores de outras áreas, a carreira no futebol é mais curta. Não à toa, jogador de futebol tem uma das piores situações profissionais do país.
Agora, deixando um pouco de lado a profundidade do estudo, o que falta mesmo é projeto, além da CBF, para resolver os sérios problemas do futebol brasileiro.
Sugestões existem às pencas como: enxugamento maior dos estaduais e a criação de fundos financeiros, em beneficio dos medianos e pequenos, para amenizar as disparidades técnicas desanimadoras.
E tudo isso devia constar dos objetivos de uma liga formada pelos clubes. Sem essa medida, vamos permanecer reféns das sopas de números que as pesquisas e estudos trazem.
No futebol, muita coisa é produto de sonhos, quimeras e de hipóteses. Não cabe apenas estatística em tudo.  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

15º ano da Academia Brasileira de Hagiologia – por José Luís Lira (Fundador e Presidente de Honra)



      A ideia de criar a Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) foi da Acadêmica Matusahila Pereira de Souza Santiago. Ao retornar de Canindé, Ceará, onde participei do encerramento do novenário de São Francisco, em outubro de 2004, trouxe comigo um exemplar da revista sobre a peça “Francisco – O homem que se tornou Santo”, encenada naquela cidade. Na revista continha um artigo assinado por mim, falando sobre Francisco. Após ler o periódico, Matusahila me interrogou: por que não se criar uma entidade acadêmica para estudar os santos? Constatei, por meio de informações e consultas a páginas na Internet, muito especialmente nas do Vaticano e da CNBB, que não existia a mencionada Academia. Feitas as constatações, Matusahila Santiago e eu, José Luís Lira, convidamos a Desembargadora Gizela Nunes da Costa, para juntos formularmos a ABRHAGI.

      Com estatuto, brasão, quadro de patronos por mim preparados, conversei com Dom José Bezerra Coutinho, bispo emérito e vigário geral da Arquidiocese de Fortaleza. Este deu seu total apoio e foi o único cargo definido antes da Assembleia de Criação da Academia. Seria ele o nosso Presidente de Honra. Depois falei com os amigos Profa. Norma Soares e Prof. Teodoro Soares. A Profa. Norma sugeriu buscarmos a Irmã Elisabeth Silveira para ser a Academia sediada no Colégio da Imaculada Conceição. Irmã Elisabeth, segunda Presidente de Honra, se tornou grande entusiasta da Academia.

        Formamos uma sociedade científica e cultural dedicada ao estudo dos santos, candidatos à honra dos altares, movimentos messiânicos e cousas sagradas e santificadas. A hagiologia é considerada ciência e se volta ao estudo sobre os santos, no cristianismo.

       O dogma da Imaculada Conceição foi decretado pelo Papa Pio IX, em sua bula Ineffabilis Deus, em 08/12/1854. O dogma iria fazer 150 anos e escolhemos esta a data da criação da Academia Brasileira de Hagiologia, 08/12/2004. Era o ano do 150º aniversário da Arquidiocese de Fortaleza; 140º aniversário de fundação do Seminário da Prainha, em Fortaleza e 100º aniversário da coroação de Nossa Senhora Aparecida, patrona geral da Academia. Resolvemos realizar a Assembleia de criação no Seminário da Prainha.

      A ABRHAGI é de Nossa Senhora. Sua fundação, no dia da Imaculada Conceição; sua sede, no Colégio da Imaculada Conceição. Em 1830 ela recomendou a Santa Catarina Labouré a confecção de uma medalha com a inscrição: “Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Em 11/02/1858, a Santíssima Virgem disse a Santa Bernadette Soubirous, “Eu sou a Imaculada Conceição”. Então, se a fundação se deu no dia do anúncio do dogma, a instalação dar-se-ia no dia em que a Virgem se proclamou a Imaculada Conceição: 11/02/2005, data da posse social da Diretoria.

       As letras inicial e terminal do alfabeto grego, Alfa e Ômega, dentro de um círculo perpassado por uma Cruz incolor, no brasão, nos lembram que a Academia tem aquele caráter de eternidade. “Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos”, confrades retornaram à Casa do Pai, outros deixaram a ABRHAGI, vieram novas diretorias, novos acadêmicos, novos tempos, mas, a Academia resistiu, resiste e resistirá, porque não é nossa. Ela é de Deus, dedicada aos seus santos, com a proteção da Imaculada Conceição Aparecida!

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Gilvan Freire - Ex-deputado federal, ex-presidente da AL/PB, advogado, analista político.


É preciso estourar os tumores do Judiciário, retirar o pus, eliminar micróbios e bactérias

Estamos atolados num imenso mar de lama que só aumenta e mais fede. Não há esperanças de que uma democracia tão débil e frouxa seja capaz de regenerar-se através de seus mecanismos de controle. As estruturas de Poder ruíram e há evidente colapso e falência múltipla dos órgãos estatais. E a cada dia surgem sinais de que ainda possa ficar pior.

Não é nada fácil restabelecer a República , o Estado e a Nação em meio a uma devastação tão apocalíptica tendo como epicentro das destruições e ruínas logo o conjunto das autoridades que formam as elites dirigentes do país. Parece até coisa de maldição Biblica, ou de castigo de deuses pagãos.

Uma nação sem líderes conscientes e lúcidos, responsáveis e maduros , sem leis e sem juízes honrados, equivale a um trem desgovernado de ladeira a baixo, carregado de dinamites, cuja explosão é cem por cento inevitável. Esse trem, essa Maria Fumaça fumegante, já está à beira do abismo, enquanto os passageiros nobres, nos vagões de primeira classe, farram e se banqueteiam e nem percebem que o maquinista morreu de gordo e jaz na velha poltrona quente.

Tempos de grandes tensões sociais estes, no que parece ser o prenúncio de uma verdadeira revolução de massas com guilhotinas e cadafalsos armados à porta de todos os palácios grã-finos do país, onde o povo mendiga atenção e direitos e os poderosos cuidam de seus próprios privilégios. Enlouqueceram todos com a ganância, a cobiça e o enriquecimento fácil de dinheiro vil.

A carnificina moral alastrou-se e irradia seus efeitos maléficos sobre uma sociedade entorpecida mas de algum tempo vomitando fogo pelas narinas de tanto ataques torpes à sua honra e dignidade. As organizações criminosas dos engravatados, além de insaciáveis , são decididamente afrontosas e insultuosas, talvez por que confiam na complacência e conivência de toda a cadeia de poder estatal.

O Executivo é uma antro de promiscuidade e relações incestuosas com um Legislativo prostituído que ainda cobra pedágios para manter um governante incapaz e desatinado, vítima do pátrio poder invertido , em que filhos idiotas tutelam um pai adolescente . E no Judiciário, em seu topo, oscilando entre muitos juízes honestos e os expoentes influentes da criminalidade togada, todos vão se tolerando para que o crime triunfe sobre a lei e os processos sejam negócios mercantis em favor dos transgressores e seus ramos parentais.


Esta reflexão sintética é apenas para não deixar sem resposta clara os absurdos cometidas por uma das tramoias mais bem urdidas este ano dentro do suntuoso palácio do STJ , onde juízes vestais e juízes criminosos se cumpliciam e celebram um Natal Feliz à custa dos bolsões de miséria de paraibanos traídos por seus líderes, que assaltaram os cofres públicos e entregam parte dos roubos a ninguém menos que seus libertadores em família.

Do ponto de vista dos códigos de indecências, parece razoável que os assaltantes percam parte de seus assaltos para os que lhes dão a liberdade . Esquisito, contudo, que essa reciprocidade ocorra nos salões nobres do poder judiciário. O argumento deriva da seguinte pergunta : por quê os cardeais da organização criminosa desbaratada pela Calvário contrataram logo ex ministro e filhos de ministros do STJ, senão porque ali há um ambiente permeável a ação do dinheiro vil ? Quem paga a tanta gente poderosa e influente senão o tesouro da organização ? Por quê as marolas regimentais para o HC cair no colo de um ministro impuro ? Tem algo de decente e limpo nisso ?

Mas, ao contrário do que muita gente pode imaginar, botaram mais fezes no ventilador e os problemas identificados pela Calvário tomaram nova dimensão. A organização criminosa entrou em órbita nacional através do ANTAGONISTA , o mais prestigiado site da atualidade atuando contra a corrupção no Brasil. 

Teremos , nos próximos dias, a decretação do fim da organização criminosa que já agoniza mas ainda respira por aparelhos artificiais vendidos pelo Judiciário brasileiro de ponta, tão apodrecido quanto. Magistrados incorruptíveis como o des. Ricardo Vital , à semelhança de Moro e outros, vão salvar a pele de uma Justiça combalida e gravemente enferma, que nem percebe a mortalidade de sua doença.

Ainda veremos , não muito longe, que a reconstrução da Paraíba, pelo destroçamento que vai ocorrer, onde pedra não ficará sobre pedra, que o nosso encontro com a Força Tarefa e o juiz-mor da Calvário será, possivelmente, no ano de 2020. Pela via eleitoral limpa, sem essa importunação suja e cara da justiça eleitoral, vendilhona de outros templos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Em choque com Santa Cruz, Técio Lins e Silva entrega o cargo na OAB - Por O Antagonista.


O advogado Tércio Lins e Silva entregou o cargo de procurador nacional da Defesa das Prerrogativas da OAB. Ele comunicou sua saída do posto em uma carta endereçada ao presidente da entidade, Felipe Santa Cruz.

“Nunca renunciei ou deixei de cumprir os compromissos que assumi na vida, mas as circunstâncias quebraram a confiança e minha disposição para o exercício desse trabalho”, escreveu o advogado.

No documento, Lins e Silva elenca uma série de fatos que o levaram a tomar essa decisão. Ele reclama, por exemplo, por não ter sido acionado para defender Santa Cruz no episódio em que o presidente da OAB foi denunciado pelo MPF por ter chamado Sergio Moro de “chefe de quadrilha”.

“Pois essa violência jamais vista contra a advocacia não mereceu de sua parte nenhum comunicado à Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, nenhum comentário, nenhum pedido de defesa, nenhuma convocação, nada. Absolutamente nada. Também, ao que se saiba, nenhum conselheiro com experiência na defesa criminal foi acionado para aconselhar, debater a causa ou simplesmente inteira”, critica.

“Diante da inexorável quebra de confiança, sinto-me moralmente impedido de permanecer nessa honrosa função. Dela me desligo com a mesma coerência que tenho procurado manter ao longo dos meus 51 anos de formado, exclusivamente dedicados à advocacia criminal.”

CERTAMENTE TEU PROFESSOR DE HISTÓRIA NÃO TE ENSINOU ISSO NA ESCOLA - Por Bibliografia de José Murilo de Carvalho.



Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.
A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.
A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.
D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.
A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.
D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.
D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.
Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.
Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.
Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.
D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.
Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.
Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.
Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.
Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.
A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).
(1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.
(1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.
(1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.
(1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.
(1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.
(1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.
(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.
A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho.
Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.
O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.
Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.
Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.
A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Clubes de Lions no Ceará III - Por Antônio Morais.


Quando eu assumi a presidência do Lions Clube de Crato Centro pela terceira vez no inicio  da década de 90 do século passado as plenárias festivas se realizavam  nos clubes sociais da cidade. A maioria no Crato Tênis Clube.

Sugeri e a diretoria aprovou que fossem feitas nas casas dos companheiros. Cada  domadora trazia um prato, assim ficava bem mais barato e os alimentos vinham fresquinhos, com sabor caseiro e combinado pelas domadoras.

Um dia,  na casa  do companheiro de saudosa memória Albino Oliveira, quando todos já estavam presentes o mestre de cerimonia compôs a mesa, e, eu fiz a abertura solene, minha esposa Nair falou no meu ouvido - Morais, ninguém trouxe arroz.

Então chamei  Dalice Frutuoso, foto, irmã da Dolarice, domadora do Albino Oliveira e solicitei que  fizesse o arroz. 

Tive a ideia  de passar a palavra para um companheiro que gostava muito de fazer um discurso. O homem se levantou, deu de garra do microfone e de tantos "prumodes, nos entretanto, num há de que, desconcordes" Dalice me fez sinal que o arroz estava pronto.

Quando o jornalista Lindemberg de Aquino pediu o microfone de volta o companheiro disse - Oh homi, agora que eu ia começar.

O bom dessa história é que o presidente do Lions era de Várzea-Alegre, a dona da casa era de Várzea-Alegre que é a terra do arroz, justamente o que faltou. Mais um contraste. 

A sorte é que Dalice Frutuoso, também de Várzea-Alegre estava presente, e prestou o devido atendimento fazendo um arrozinho que só lá em nós tem igual. Terminada a  solenidade, Chico Pierre ao se despedir  me disse : Morais "Ruim Barbosa" foi sua salvação.