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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 8 de maio de 2021

Vexames da trupe bolsonarista na CPI - Por José Newmanne Pinto.

 Vexames da trupe bolsonarista na CPI.

Em peças de propaganda e em declarações públicas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a pasta diz já ter comprado mais de 560 milhões de doses de vacina anticovid. 

Mas, em resposta oficial ao Congresso, a pasta informou que o número realmente contratado é a metade disso: 280 milhões de doses. 

Essa imunização meia-boca e “aos soluços” do Dr. Quidroga inspira a troca do lema Ordem e progresso da bandeira por me engana que eu gosto. 

Na CPI de terça-feira o destaque foram os vexames de Ciro Nojeira, que mal conseguiu ler as ordens do capitão do mato do gabinete do ódio e do secretário de Comunicação, Fábio Faria, que tremeu feito vara verde para tentar justificar o injustificável, ter passado a cola de Ciro para o WhatsApp do depoente. 

Será ele frouxo ou maricas, segundo o capetão machão?

Croniqueta - Por Antônio Morais.

Pessoas felizes não perdem tempo fazendo maldades para os outros. Maldade é coisa de gente infeliz, frustrada, medíocre e invejosa.

O verdadeiro vencedor é aquele que caminha sem pisar ninguém.

Não são as aparências que nos enganam. Somos nós mesmos que nos enganamos quando não queremos ver as coisas como realmente são.

A VELHICE, A DOR E LA MUERTE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Eu já disse, várias vezes: não duvidem de um homem desocupado e reflexivo.

São milhares de elocubrações por minuto, quando, ainda por cima, acordamos, observando pela janela uma atmosfera de Europa no Saara brasileiro.

Se bem que Europa, para Oto Lara Resende, não passava de uma “burrice equipada de museus”

Pois bem, “inda gorinha”, sob os efeitos do filme “Meu Pai”, com arrebatadora atuação de Anthony Hopkins, estava refletindo sobre três temas pouco palatáveis: a velhice, a dor e la muerte.

Podem me inquirir: por que não morrer em Português? Tudo bem, não tem problema e passemos a frente.

“Ser velho é melhor que morrer”. Caberia até numa canção.

Agora, nem imaginem o que é a velhice acompanhada da doença. Que digam os portadores de neuropatia e males assemelhados.

O filme “Meu Pai”, mais do que abordar o mal de Alzheimer, é um relato arrasador sobre a velhice.

A cena final com Anthony, portador de perda degenerativa da memória, no colo da enfermeira pedindo por “mamãe”, além de pungente, reforçou duas certezas: a fragilidade do ser humano e a constatação de que somos uns perdidos.

Não vou mais falar sobre o filme. Assistam-no.

Já a dor, é companheira da velhice, embora as duas não se dêem muito bem, e traz um desconforto da “gota”.

Temo mais a dor que a morte

As dores físicas, mais do que as dores da consciência, se espalham pelo corpo e, por muitas vezes, permanecem como visitas desagradáveis, que não vão embora, nem com vassoura colocada atrás da porta.

Com relação à morte, devo dizer que ela não é absolutamente nada em comparação ao amor.

Contando que a “triste partida” demore um bom tempo, com ela já me acertei, sem precisar de intermediários.

Como disse Calligaris: “Só espero estar à altura”, quando o momento chegar.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

105 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Dr. Eldon Gutemberg Cariri - Esse sorriso sereno caracterizava uma personalidade de paz completa, amizade  e  muita confiança.

Muito jovem vi de Várzea-Alegre para o Crato. Aqui estudei, exerci minha vida profissional, fixei residência e constituir família.

Duas personalidades prestimosas de Crato foram muito importante em minha vida. Sou um eterno devedor de suas participações na minha vida.

Monsenhor Raimundo Augusto como presidente do Banco do Cariri S/A me admitiu ao quadro funcional onde desempenhei todas as funções na agência do Crato. 

Foi Monsenhor Raimundo Augusto quem celebrou o meu casamento e batizou quatro dos meus cinco filhos. Monsenhor Raimundo Augusto, um grande amigo, um extraordinário religioso, mestre  no ensino da "Doutrina  Cristã".

Dr. Eldon Gutemberg Cariri, foto, profissional da medicina, com especialidade em pediatria, ginecologia e obstetrícia, amigo de brandura impar, cuidou dos pré-natais dos meus filhos com toda lhaneza, atenção e esmerada responsabilidade. Homem honrado, inteligente, dedicado que traduzia muita confiança  aos seus pacientes.

Uma historinha dele que gosto de lembrar sempre : Estávamos eu, minha esposa e outros casais na ante-sala de seu consultório quando ele entrou, cumprimentou a todos e a todas. Do meu lado uma senhora, talvez no oitavo més, segurava entre os dedos um cigarro aceso as baforadas.

Dr. Eldon se aproximou e lhe disse : "Não faça isso não, você está se envenenando e prejudicando o seu bebê. Se não puder fazer por você faça por ele que é indefeso".

Educadamente, foi com sua "santa mão" e retirou o cigarro de entre os dedos daquela senhora, apagou e jogou no lixeiro".

O dono do circo fala, o palhaço apresenta-se bem a frente de meias - Por Republiqueta de meia pataca.

Neste  dia  o proprietário do circo  reuniu os palhaços para  desconstruir Sergio Moro. O presidente mentiu o quanto pode. Tudo que o ex-juiz afirmou foi comprovado pelas atitudes e decisões tomadas pelo Bolsonaro. 

Por falta  de  coragem  o Ministro do STF Alexandre de Morais está sentado em cima do processo.

A missão do ministro Paulo Guedes, esse palhaço que está sem sapatos e de meias, hoje em dia, resume-se a busca de recursos e meios para projetos unicamente destinados a reeleição do Presidente.

Orgulho, vaidade e prepotência de mãos dadas - Por Republiqueta de meia pataca.

Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente, Bush ou Lula.

Os dois se igualavam na vaidade, no orgulho, e, no "contar vantagens e cagar goma". 

Na despedida rabisquei estas sextilhas bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita do americano ao Brasil :

Lula.

Bush veio ao Brasil,

Para ver se aprendia:

Nem canta como cantava,

Nem sabe como sabia....

Perdeu todo seu requinte

Adeus, "insigne partinte".

Bush.

Lula, tua arisia

Deixou-me mal satisfeito:

Sei mais do que já sabia,

Tenho mais força no peito,

Deixas de ser tão pedante:

Adeus, "insigne ficante".

Tranquilamente aguardarei as próximas eleições para corrigi o meu erro - Republiqueta de meia pataca.

Eu não tenho predileção por político algum. Considero o senhor Ciro Gomes um homem muito competente e preparado, não tanto quanto  desaforado e desbocado, não  tem a postura e liturgia que o cargo de presidente da república exige.

Ontem eu vi e ouvi uma declaração do Ciro Gomes que  sou abrigado a concordar  com ele. Disse  o Ciro Gomes : "Na CPI tem um idiota do Ceará defendendo o uso  da  Cloroquina".

A minha desventura é que eu  votei  nesse cara, mas, aguardarei tranquilamente as próximas eleições  para corrigi o meu  erro, o meu grande erro.

GOSTAR DO OUTRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Ando sem paciência (neuropatia machuca) para ler um livro todo e acabo me socorrendo de pequenas resenhas, quando o assunto bate com o que estamos pensando.

Nem é preciso se aprofundar muito em a “Cegueira Moral”, de Zigmunt Bauman, para concluir que a sociedade vive a “era da indiferença”, dentro do que se define hoje como “modernidade líquida”.

Observa-se facilmente que as pessoas estão perdendo a compaixão pelo outro, tornando-se insensíveis ao sofrimento alheio.

Um filme oscarizado “Normadland’, estrelado por essa monumental atriz Frances MacDormand, mostra que a pessoas importam, sim.

Internalizei que passamos a nos conhecer melhor quando gostamos do outro.

Ora, basta entender o seguinte: o amor é um ato de compensação pelo fato de se encontrar no outro o que faz falta em nós.

Impossível não se incomodar que uma pessoa afirme, com uma saliva bovina e elástica (olha o Nelson aí) escorrendo-lhe da boca: “Eu não preciso de ninguém”!

Conclusão insustentável dos pascácios (dos lorpas, também) de que as virtudes do outro não lhe fazem falta.

O meu pessimismo (ou excesso de lucidez) sobre o outro gerava duas reações: raiva e pena, substituídos a esta altura pelo sentimento de compreensão.

“Feito de barro”, o homem desmorona, perde o sentido da existência e precisa se apoiar na existência do outro.

Guiado pelo que disse Cony (Carlos Heitor), “só temos consciência de nós próprios, quando estamos apaixonados. A vida começa, não quando nascemos. A vida começa quando estamos enamorados”.

“Onde existe o afeto, a miséria não se estabelece”. Até agora, acho que essa frase é de um autor desconhecido e supostamente falecido.

Com esta croniqueta, espero ter contribuído para uma reflexão do outro.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

104 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

A pobreza do primeiro Bispo de Crato.

Quem via Dom Quintino vestido com sua indumentária de bispo – batina preta com faixa roxa à cintura, casas dos botões na mesma cor; cruz peitoral e anel, ambos de ouro – não podia imaginar que por dentro daquela imponência habitava uma pessoa pobre e de hábitos simples. Ele assim se vestia para cumprir as orientações da Igreja, àquela época. Na verdade, Dom Quintino nunca aspirou a ser bispo (chegou a rejeitar a nomeação para a Diocese de Teresina), mas levava a sério a altíssima dignidade desse cargo. Além do mais, sabia separar a função episcopal da sua pessoa. Tinha ciência de que a cruz peitoral e o anel episcopal não eram dele, enquanto pessoal, individual, e sim representavam símbolos da sacralidade da hierarquia, na Igreja Católica, da qual ele era um lídimo representante.

Sabemos que Dom Quintino era muito devoto de Santa Teresa de Jesus e se identificava com a espiritualidade carmelitana. Aí incluída a pobreza apostólica. No que consiste esta? Na imitação da pobreza de Cristo. Jesus foi pobre, desde o momento de sua concepção no seio da Virgem Maria. Depois, quis Ele nascer em Belém, na mais completa desnudez. E durante sua vida pública – conforme lemos nos Evangelhos – não tinha onde reclinar a cabeça, contentando-se, muitas vezes, com o dormir ao relento.

Todos os que escreveram sobre o primeiro bispo de Crato são unânimes em reconhecer em Dom Quintino uma pessoa desapegada dos bens materiais. Durante os quatorze anos, nos quais foi bispo, residiu numa casa alugada – pagava trinta mil réis mensais – a um rico proprietário de Crato, José Rodrigues Monteiro.
Padre Azarias Sobreira, no seu livro “O primeiro Bispo de Crato”, escreveu: “A muitos que só o conheceram superficialmente parecerá um paradoxo. Mas é fora de dúvida que Dom Quintino viveu pobre e morreu paupérrimo. Tirante os móveis de casa e as insígnias episcopais, o seu único legado foram os livros e um cavalo de estimação, que o vigário de Saboeiro, Padre José Francisco, lhe havia oferecido.

“Dinheiro? Nem quanto bastasse para as custas do seu enterro. Propriedades? Nem sequer uma casa de palha. No entanto, S.Exa. passou quinze anos regendo a melhor paróquia do Estado (à época, Crato e Juazeiro reunidos), e outros tantos anos no governo de uma diocese brasileira.

“Quando vigário de Crato, segundo teve ocasião de me dizer, mandou, diversas vezes, à casa do milionário José Rodrigues Monteiro, tomar de empréstimo o dinheiro necessário para a feira da semana (...) Vendo-o entrar na velhice sem ter feito a mais pequenina reserva pecuniária, tomei, um dia, a liberdade de aconselhá-lo a fazer seguro de vida. Deu-me a seguinte resposta o homem de Deus: “– Eu ainda não ouvi contar que um padre de boa vida morresse de fome. “E continuou a só pensar na sua querida diocese e nos alunos do seminário diocesano, esquecido de si mesmo e dos seus pelo sangue”.

Quando ocorreu a morte de Dom Quintino, a Cúria Diocesana não dispunha de dinheiro suficiente para seu sepultamento. Um cidadão cratense, José Gonçalves, abriu uma subscrição e saiu a percorrer residências e estabelecimentos comerciais angariando doações para o funeral do grande bispo. Graças a essa iniciativa, foram realizadas as exéquias daquele que, nos últimos quatorze anos, fora o homem mais importante do Cariri...

(*) Armando Lopes Rafael é historiador

103 - O Crato de Antigamente.

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, Peregrina Mundial, a sede da Diocese do Crato e às demais paróquias, ocorrida em 13 de novembro de 1953, no ano do Jubileu de Ouro Sacerdotal de Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo diocesano do Crato, e do Centenário de elevação do Crato à categoria de cidade.

O primeiro da esquerda para direita Mons. Rubens Lóssio, seguido por  Mons. Dermival da paróquia de Brejo Santo, o de batina preta não identificado, padre Demontiê, de óculos escuro que acompanhava a imagem na perrgrinação, Audizio Brizeno, de terno  branco, o último a direita, sócio proprietário do Posto Crato,  a quem pertencia  o automóvel  que  conduzia a Imagem Peregrina.

A MORTE DOS ESTADUAIS E A GLOBALIZAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Quando o mundo foi tomado de assalto pela globalização, ouvi a conversa e perguntei se era uma coisa boa ou ruim.

Todas as transformações passaram a ser atribuídas e justificadas pela globalização, em sua marcha inexorável.

“Tudo vai ficar interligado, modernizado e facilitado mundialmente, sem que o nosso senso de pertencimento deixe de ser respeitado e celebrado”, foi a primeira explicação que me deixou  satisfeito, mesmo sem entender a profundidade.

Frases de efeito se seguiram para garantir que o parangolé era de primeira qualidade: “O universal pelo regional” e uma sacada de Tolstoi na qual me amarrei: “Fale de sua aldeia e estarás falando do mundo”.

Me esgueirei pelos cantos da sala o máximo que pude para dizer que, no futebol, essa “tal globalização” não veio para apreciar nossas essências municipais ou estaduais.

Enquanto matam a pauladas os campeonatos estaduais, as taras da globalização vão dizimando as rivalidades locais, substituindo-as por uma construção de realidades interestaduais e intercontinentais.

A ordem, ainda oculta, pelos interesses políticos de federações e clubes, é no sentido de por fim a essa história de que os campeonatos estaduais guardam, na alma, alguma essência regional  de valor

Sem hipocrisia, deviam anunciar logo a caminhada rumo à elitização, com fundo musical do tango, da rumba e do merengue, desprezando-se o resfolego da sanfona.

Daqui a pouco, em nome da ganância financeira globalizada e da falta de compromissos com o futebol, a própria Copa do Nordeste será vista como competição que atrapalha Copa do Brasil, Brasileirão, Sul-Americana e Libertadores.

No mais, é assistir a agonia dos resilientes, que mais lembram cadáveres insepultos.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Tropa de choque - Por Republiqueta de meia pataca.

 

"Assim como o lixo atrai as moscas o puder atrai  os  bajuladores".

Já vivi  o suficiente para  ver, desde o Fernando Collor de passagem por FHC, Lula, Dilma  e Temer tropas de choques as mais diversas.

Políticos subservientes, vendidos se exporem a tudo na defesa de seus amos. Depois não conseguiram mais se eleger a carga eletivo algum.

Essa CPI já nasce com uma provável derrota para os defensores do governo:

Primeiro - De um lado são  sete senhores senadores  procurando  conhecer  as razões que  levaram  o  Brasil a perder, até o momento  410 mil brasileiros, e se algo poderia ter sido feito  para evitar parte delas.

Segundo - Do  outro lado, quatro  senadores defendendo um governo cujo presidente foi e continua sendo um potencial aliado do vírus.  

"A tropa de choque de Bolsonaro precisa  entender a limitação de seu papel". Uma luta inglória. A CPI é politica, e, politica se decide no voto, 4 não ganham de 7 em lugar algum do mundo.

102 - O Crato de Antigamente - Por Antonio Morais.

Foi o Cardeal Dom Sebastião Leme, à época, Arcebispo do Rio de Janeiro, quem atribuiu a Dom Francisco de Assis Pires – segundo Bispo de Crato – a designação de A violeta do episcopado brasileiro. Desde a Idade Média, a flor violeta simboliza fidelidade, castidade e humildade. Merecidamente, Dom Francisco ficou conhecido como “A violeta do episcopado brasileiro”.

Outros títulos foram-lhe atribuídos. Monsenhor Francisco Holanda Montenegro – no livro “Os quatro Luzeiros da Diocese” – refere-se a Dom Francisco como O Bom Samaritano. Já Monsenhor Raimundo Augusto – no opúsculo “Histórico da Diocese de Crato” – escreveu que o segundo bispo de Crato “era a caridade em pessoa. Desprendido dos bens terrenos, bondoso e manso, veio para servir aos seus diocesanos sem nada receber em troca”. Tudo em consonância com o lema episcopal escolhido por Dom Francisco: Não vim para ser servido, mas para servir. Monsenhor Raimundo Augusto justificou a sua opinião: “A longa e diuturna convivência com Dom Francisco, na prestação de serviços à Cúria Diocesana, autoriza-me a expressar-me assim. Vi de perto a riqueza de virtudes que ornavam sua alma Angélica, seu coração de ouro”.

Nascido no seio de uma rica família da capital baiana, Dom Francisco era, no dizer dos seus biógrafos, um verdadeiro aristocrata. Monsenhor Montenegro é taxativo: “Um rico que se fez pobre a serviço dos mais pobres”. É voz unânime que o segundo bispo de Crato tinha, realmente, predileção pelos mais pobres e mais sofredores. Por conta disso, possuía centenas de afilhados de batismo ou crisma. Dotado de uma delicadeza impressionante, tratava a todos – de qualquer condição social – com educação esmerada.

Entre os afilhados de Dom Francisco, um merece ser citado. No final dos anos 40 veio residir em Crato um casal francês, que sofrera as agruras da Segunda Guerra Mundial: Hubert Bloc Boris e sua esposa Janine. Hubert, em pouco tempo, tornou-se figura estimada na sociedade cratense, mercê seu temperamento extrovertido, facilidade de fazer amizades, além do destaque social adquirido por ser administrador do maior imóvel rural do Sul do Ceará – a Fazenda Serra Verde, localizada em Caririaçu – participar do Rotary Clube de Crato, dentre outros atributos de que era possuidor.

Hubert era judeu de nascimento, o primeiro, talvez, a integrar o rebanho das ovelhas pastoreadas por Dom Francisco. Este, aproximou-se do casal francês e, depois de longas e demoradas conversas, conseguiu a aquiescência de Hubert para batizá-lo na Igreja Católica. Bom lembrar que Janine tinha procedência católica o que facilitou, certamente, a conversão ao catolicismo do saudoso e sempre lembrado “Cidadão Cratense” (título concedido pela Câmara de Vereadores), Hubert Bloc Boris.

Dentre as muitas realizações materiais de Dom Francisco destacamos três: a construção do primeiro hospital do Cariri – o São Francisco de Assis – onde havia lugar destinado à indigência, ou seja, aos doentes pobres; o Liceu de Artes e Ofício (hoje extinto) destinado à profissionalização da juventude masculina de baixa renda; o Patronato Padre Ibiapina, também extinto, (cujo prédio é ocupado hoje pela reitoria da Universidade Regional do Cariri) destinado à educação de moças pobres.

Numa edição especial do jornal “Folha da Semana”, comemorativa ao centenário da cidade de Crato, com data de 17 de outubro de 1953, foi inserido um artigo da lavra do Padre Neri Feitosa, com o título “A venerável figura de Dom Francisco Pires”. Dali retiramos os seguintes tópicos:
“(...) Ele é eminentemente “Homem de Deus”, com um porte que fala de modo impressionante à piedade. Êmulo e imitador do pobrezinho de Assis, seu onomástico. Dom Francisco de Assis Pires é uma figura muito venerável de asceta contemplativo e cheio de bondade cristã.

“É de ver como se perturba, como se angustia, como sofre o coração do Bispo de Crato, quando se declaram sintomas (dos fenômenos periódicos) da Seca. Indaga sobre o sofrimento do povo, sobre as possibilidades dos poderes (públicos), sobre os migrantes, sobre a produção nas diversas zonas da Diocese. Com a mão trêmula pelos anos e pela aflição, traça as feições abatidas de seus filhos diocesanos, em telegramas a quem possa prestar socorro.

“Aquela face carrancuda não expressa nada aquela bondade compassiva e providente que lhe enche o grande coração de Bom Pastor.

“Por estas e por outras razões, Crato guardará, nos arquivos da justiça e da melhor gratidão, a lembrança perene desta venerável figura que constitui Dom Francisco de Assis Pires”.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Croniqueta - Por Antônio Morais.

 Só o riso merece revide.

A maldade não deve ser devolvida, deixe o tempo cobrar.

O silêncio responde até o que não lhe é perguntado.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Lula em Brasília, a história se repete - Por Republiqueta de meia pataca.

 


Lula chegou em Brasília montou um escritório num hotel de luxo e passou a conversar com parlamentares. 

Contava com a caneta e o Diário Oficial na mão da presidente Dilma para evitar a deposição da mesma. Todos sabem o final da história. Lula na cadeia e a Dilma deposta. 

A população não esquece duas coisas : A Lava Jato e o que Lula fez de mal e em prejuízo do Brasil. 

Lula vai passar vergonha na próxima eleição. Vai repetir a Dilma de 2018 na eleição para o senado em Minas Gerais. 

Quarto lugar numa eleição de quatro candidatos. Vai perder o direito de  dizer : Não sou presidente porque não permitiram que fosse candidato.

Empatia, equilibrio, igualdade e pulso forte - Republiqueta de meia pataca.

 

Não haverá progresso sem união. Democracia é saber conviver com as divergências. Moro tem a inteligência emocional de um líder. Precisamos de paz e harmonia para vencer. 

Juntos vamos reconstruir o  nosso pais.  

101 - O Crato de Antigamente - Blog do Antônio Morais.


Poucas pessoas foram tão amigas do Melito Sampaio quanto eu fui. 

Até mesmo os familiares próximos.

Entendo que a amizade era recíproca e verdadeira. 

Um dia, eu estava no estabelecimento comercial dele e a minha esposa "Nair Brito" foto, chegou para passar uma informação sobre uma viagem que estávamos planejando fazer.

Melito olhou bem pra ela e observou :

"Você era bem bonitinha, uma baixinha toda redondinha, uma carinha com dois olhos pretos e grandes que pareciam dois rubis, morena clara, cabelos negros e lisos, quadris relativamente largos, cintura fina, os braços e pernas roliças e muito bem feitas".

O que você viu em Morais, esse cabra desengonçado, magro e feio como diabo?

Ela respondeu pausadamente, de forma quase teatral e sublime : Seu Melito, quando agente é jovem, agente não pensa.

'O governo brasileiro representa um retrocesso, representa o que a maioria das nações não quer' - Por Merval Pereira.

Merval Pereira faz uma análise do isolamento internacional do Brasil. O comentarista diz que é difícil mudar substancialmente porque o presidente não muda. 

Bolsonaro é o único chefe de Estado do mundo que ainda não se convenceu da gravidade da pandemia. 'O Brasil saiu do foco dos outros países. O Brasil hoje não tem importância nenhuma em lugar nenhum e em ponto nenhum da política internacional'.

Merval acrescenta que Bolsonaro jogou tudo na permanência de Donald Trump nos Estados Unidos. Com a eleição de Joe Biden, ele está completamente isolado. 'O Brasil não consegue encontrar o seu lugar no mundo'.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O carimbo bolsonarista - Por o Antagonista.

 Alvaro Dias encontrou-se com seu colega de partido, Eduardo Girão, e disse:

“Você precisa tirar esse carimbo de governista que lhe deram”.

Girão não é o único membro da tropa de choque bolsonarista aninhado no Podemos, um partido supostamente oposicionista.

Governista, e faz questão de ostentar seu carimbo no Congresso Nacional. 

O silêncio dos Bolsominions - Por Republiqueta de meia pataca.

 


Bolsonaristas fantasiados com roupas militares não são do Exército.

Aos pouco eles estão desaparecendo. Velhos amigos cheios de razão, parentes furiosos, vizinhos valentões, madames maquiadas de ódio, estão todos  em silêncio,  a beira do abismo, registra o jornalista Leandro Fortes, do Jornalismo pela Democracia sobre o constrangimento dos bolsonaristas.

Não estão arrependidos, o arrependimento requer uma força moral distante da personalidade dos eleitores de Bozo.

Estão apenas paralisados, diante de sucessivas quebra de expectativas relacionadas ao admirável mundo novo que se anunciava.

domingo, 2 de maio de 2021

A humildade triunfa sempre, o orgulho engole o dono - Por Republiqueta de meia pataca.

 

A popularidade é irrelevante, não estou em concurso de popularidade.

Existe também essa rede de desinformação que muitas vezes  prejudica a percepção adequada dos fatos por parte das pessoas.

Sinceramente não estou preocupado com essa questão. Com o tempo, a verdade acaba sempre prevalecendo.

Sergio Fernando Moro. 

7 x 4 - Por Republiqueta de meia pataca.

Sinceramente  eu não entendo  como  esses  senadores que defendem o  governo se expõem de forma tão ridícula.

Primeiro - A composição  da CPI é constituída de  7 senadores contra  os quatro a favor. Tudo deve ser  decidido pelo voto. Em lugar algum  do mundo  4 ganha de 7.

Segundo - Ir ao STF  para impedir um senador de  exercer suas prerrogativas é coisa de maluco, especialmente  quando se trata de Renan Calheiros um  sócio honorário do Supremo Tribunal Federal.

Terceiro - O que a CPI  pretende apurar é  do conhecimento  de todo o Brasil. O desprezo  pela vida, o deboche pelos mortos  e  a falta de respeito e humanismo  com os familiares destes.

Quarto - É fato que  a gratidão é  a mais bonita qualidade do homem,  e que esses senadores se elegeram  na  onda Bolsonaro. Mas, é certo  que  aquela onda não existe mais,  foi desfeita pelo  próprio Bolsonaro com suas  atitudes, comportamentos e posturas. 

Os senadores devem  observar o risco que correm  de serem um politico de um só mandato.

100 - O Crato de Antigamente - Por Antonio Morais

No inicio da década de 60 do século passado, eu com os meus 9 anos,quanto tempo faz e quanta diferença de costumes, quanta inocência tínhamos nós naquela época distante.

Chegou a Várzea-Alegre um sacerdote recém ordenado de alma pura por dentro e sublime por fora. Trazia com ele um projetor, coisa nunca vista práquelas bandas.

No patamar da igreja de São Raimundo, às noitinhas, passava para os adolescentes filmes religiosos. Fui seduzido, e, ele se tornou meu maior ídolo. Voz pausada, semblante sereno e confiante, tratava a todos com a mesma distinção, lhaneza e cordialidade.

Terminadas as missões Padre Argemiro deixou nossa cidade e, a partir daí, foi vigário em diversas paróquias de nossas Dioceses, inclusive Parambu onde também foi o seu primeiro prefeito municipal.

Vinte e cinco anos depois eu estava gerente do Bicbanco, agência do Crato. Ele entrou na agência, com a mesma brandura impar e serena, batina surrada, semblante abatido, aparência triste e desanimada, barriga um pouco alta, o mesmo riso e a mesma brandura..

Se achegou a mim, nem imaginava o quanto eu era seu fã e falou: "Meu filho, eu estou precisando de uma quantia em dinheiro para ir a São Paulo fazer um tratamento de saúde, e, aqui estou para saber se você pode me adiantar um empréstimo. "Eu tenho a promessa de um padre da paróquia de Nuremburg na Alemanha, ele vai fazer uma campanha com os fiéis para arrecadar fundos com este fim", mas, eu não estou pudendo esperar.

Procurei saber o valor, e, revelada a importância era um montante razoável. Ele não tinha avalista. Autorizei o setor de cadastro liberar sem aval, era apenas um procedimento protocolar, a responsabilidade é minha, disse ao meu colega.

50 dias depois, já na volta de São Paulo, Padre Argemiro Rolim entrou pela mesma porta, com a mesma humildade, batina surrada, o mesmo semblante triste, puro e sublime que tanto admirava, e, por fim a mesma bolsa, desta feita,  com volumosa doação dos alemães.

Resgatou o empréstimo e agradecido se retirou da agência.

Um ano mais tarde, 1986, recebi a noticia do falecimento do Padre Argemiro, o padre que tinha "um coração para amar a Deus".

Salve Padre Argemiro Rolim.

O eleitor não gosta de ser traído - Por Republiqueta de meia pataca.

O político Tancredo Neves dizia que  nada  botava  medo em politico  quanto o povo  nas ruas. E, que votos não se tem, se teve.

O eleitor que votou em Bolsonaro não o fez por mérito do Bolsonaro. Votou por raiva do PT, do Lula e da cambada de políticos corruptos que a ele se juntou para roubar dinheiro público.

Bolsonaro traiu quem votou pra ele de forma covarde, vil e desavergonhada, a ponto de hoje, muitos dos que nele votaram, exaltarem o retorno do senador Renan Calheiros à relatoria da CPI da pandemia e aplaudirem o retorno triunfal do Lula.

Bolsonaro optou pelo crime,  não sabia que existem duas coisas que não se entendem : Eleitor e traição.

099 - O Crato de Antigamente - Postagem do Antonio Morais..


Nasceu em Brejo Santo em 6 de janeiro de 1900. Padre Antônio Gomes de Araújo foi um dos grandes historiadores do Cariri. Aliás, ele dizia que não se considerava um historiador e sim um pesquisador. Viveu mais da metade de sua vida em Crato, mas, próximo da morte, retornou a sua cidade natal, onde faleceu em 26 de janeiro de 1989.  Em 1950, Pe. Gomes venceu um concurso na Bahia com a monografia “Formação da Gens Caririense”. Escreveu muitos opúsculos dentre os quais: “Naturalidade de Bárbara de Alencar” (1953); “Pe. Pedro Ribeiro da Silva–Fundador e Primeiro Capelão de Juazeiro do Norte” (1955); “Apostolado do Embuste” (1956); “1817 no Cariri” (1962); “Povoamento do Cariri” (1973). Em 1971, a Faculdade de Filosofia de Crato reuniu alguns de seus trabalhos no livro “A Cidade de Frei Carlos”.

Padre Gomes era um sacerdote irrequieto e sem papas na língua. Dizia ele que se não tivesse sido ordenado sacerdote teria optado pela carreira militar. Colaborou, longos anos, com excelentes trabalhos de pesquisa, nas revistas “Itaytera”, “A Província” e “Hyhyté”, bem como no jornal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato. O semanário “A Ação” foi dirigido algum tempo pelo notável monsenhor Pedro Rocha de Oliveira. Este, mantinha uma coluna naquele periódico com o título “Alfinetadas”. Nessa coluna Mons. Rocha fazia a defesa da doutrina católica e combatia implacavelmente as ideias comunistas.

Certo dia, ministrando uma aula de História do Brasil, no tradicional Colégio Diocesano de Crato, Pe. Gomes foi interrompido por um aluno com a pergunta:

“Padre, é pecado utilizar folhas do jornal “A Ação” como papel higiênico? ”

Padre Gomes respondeu de chofre:

“É não! Livre-se das “Alfinetadas” de monsenhor Rocha e faça bom uso”.

Texto do Armando Lopes Rafael.

sábado, 1 de maio de 2021

Croniqueta - Por Antônio Morais.

Lembra-te sempre do fim e que o tempo perdido não volta. Quem não evita os pequenos defeitos pouco a pouco cai nos grandes.

Alegrar-te-ás sempre à noite, se tiveres empregado bem o dia.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

098 - O Crato de Antigamente.





As garotas de Glorinha perfiladas igual a um concurso de debutantes. Glorinha a quarta da direita pata esquerda.
Circularam fotos com as garotas de Glorinha e a própria cafetina em meio a elas. Houve quem sentisse nostalgia desse tempo e propusesse que a casa noturna fosse reaberta. 
Tá brincando, companheiro? Os cabarés mais famosos do Crato eram os de Maria Alice, Vitorino e da opulenta Glorinha. Ficavam depois da estação ferroviária e da Praça Francisco Sá, onde ergueram a torre de um relógio e puseram um Cristo Redentor, imitando o do Rio de Janeiro. 

De costas para a cidade, olhava os bordéis além dos trilhos de ferro e do gesso empilhado para os trens cargueiros. Segundo as más línguas, os braços abertos indicavam: daqui pra frente tudo é puta.

Não era.
O lugar que assistia à chegada e à saída dos trens se chamava Barro Vermelho, por conta da coloração do solo, e foi habitado por gente humilde, trabalhadores do comércio, de oficinas e açougues. 

Próximo ao bairro de São Francisco, com igreja, missas e novenas, tudo na mais perfeita união.

EXCELSIOR CABARÉ - TEXTO RONALDO CORREIA DE BRITO

Bolsonaro estrebuchou, mas a CPI começou - Por José Newmanne Pinto.

 

O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros, esclareceu, de saída: “Há culpados e eles serão responsabilizados”. E ele será cobrado. Não lhe darei um minuto para respirar antes de ver cumprida essa promessa. 

E afirmou que sua atuação será “técnica, profunda e despolitizada”.  Isso bastou para que os bolsonaristas ficassem em pânico: a deputada Carla Zambelli entrou na Justiça para impedir a atuação do ex-presidente do Senado, mas a liminar do juiz Charles Frazão foi derrubada pelo TRF-1 e mereceu repulsa e revolta entre senadores. 

Em sua coluna no Estadão, o fundador da Anvisa, epidemiologista Gonzalo Vecina, fez a pergunta que não quer calar diante de tudo o que Bolsonaro fez: “vamos precisar de uma CPI para apurar os responsáveis por esta incúria que custou a vida de milhares de brasileiros?”

097 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

José de Brito, um homem de valor - Por J. Lindenberg de Aquino.

Conheci muito José de Brito. Entusiasta, sério, convincente e, sobretudo, amigo dos seus amigos e conterrâneos. Chegou a escrever durante um tempo, mas não seguiu a carreira da imprensa.

Criou em Crato família modelar que encaminhou pela vida afora. Dentre seus filhos posso citar José de Brito Filho, bancário, escritor, poeta e ardoroso defensor do cariri. Heitor, engenheiro, gente muito fina, inteligencia privilegiada, "puxou ao pai"  e Telma, escritora de méritos. E Rui, que saiu do Crato muito moço.

Sempre me dei muito bem com a família, os José e Dona Rosinha que deixaram no Crato justa fama de inteligentes, hospitaleiros, leais, francos e amigos, além de uma família numerosa ilustre e distinta.

José de Brito, dono de seus ideais que abraçou com entusiasmo, defendeu galhardamente, pelos quais lutou,  sofrendo por isso perseguições, injustiças e até ofensas, daqueles que se diziam, como hoje, donos da verdade e se julgam donos do mundo.

Sua família é maravilhosa, todos inteligentes, uteis, cidadãos prestantes e dignos. Uma boa descendência que orgulha o Crato e o Cariri.

Parentes próximos de Zuza Figueiredo e J. de Figueiredo Filho, dois esteios da cultura e da dignidade em nosso meio. Quem os conheceu e os conhece, pois os descendentes também são dignos  e inteligentes, têm orgulho da amizade  desse clã caririense.

A escritora Telma de Figueiredo Brilhante está no primeiro plano das novas gerações dos Figueiredos. E pavimenta bem o caminho de sua gloria.

Bem feito, justiça feita - Por Republiqueta de meia pataca.

O presidente Jair Bolsonaro optou pelo crime. Enganou e traiu de forma covarde e desavergonhada o único homem que se hoje estivesse no Supremo Tribunal Federal, já teria pego o Renan Calheiros.

Bem feito, justiça feita.

Maio com suas flores chegou – por José Luís Lira (*)

     É primeiro de maio. Dia internacional do trabalho e nossa Santa Madre Igreja celebra São José Operário. O mês é dedicado a Maria Santíssima e se inicia com celebração a seu castíssimo esposo. Dois milênios depois a Sagrada Família de Nazaré ainda tem muito a nos ensinar e me aproprio de versos do Pe. Zezinho, SCJ, da “Cantiga por um casal fiel”: “Por vezes uma angustia me persegue/ E pergunto pra Maria e pra José/ Por que será que o mundo não consegue/ Entender o que se deu em Nazaré?”. Quantas questões poderíamos levantar? Amor, fidelidade, dúvidas, incertezas, obediência? Mas, tudo se resume na fé. Fé que fez Maria ser a mãe do próprio Deus. Fé que fez José se tornar o pai da Sagrada Família e o pai amoroso do Filho de Deus, Jesus!

   No título deste texto encontramos a “flor de maio” e pesquisando, encontrei a existência de uma cactácea epífita originária da Serra dos Órgãos e Serra do Mar, aqui no Brasil, com esse nome. Na Wikipédia, lemos que ela “não apresenta espinhos (...) Seu ciclo de vida é perene. Floresce em maio”. As flores de maio nos recordam aquelas que depositamos aos pés de Nossa Mãe Santíssima, Maria; também às que oferecemos às nossas Mães, no segundo domingo. Na minha família também lembramos nosso pai que este ano aniversaria no dia das mães. Recordamos o aniversário de nosso Bispo, Dom Vasconcelos, no dia 12, o mesmo dia em que minha cidade natal, Guaraciaba do Norte, celebra 230 anos de emancipação política que no dia 9 lembra 31 anos do falecimento de seu maior benfeitor, Mons. Antonino Soares.

     Maio também é dia minha eterna companheira, Matusahila Santiago. Nosso amigo João Soares Neto, intelectual e cônsul do México no Ceará, costumava nos chamar MatusaLira. Dia 8 será o primeiro ano de sua partida para a eternidade. Foi tão rápido e parece muito tempo. É uma saudade tão grande. A falta da conversa diária, os comentários sobre isto ou aquilo. Mas, Deus em quem tanto ela quanto eu acreditamos, é nosso conforto e, sabemos que um dia nos reencontraremos e teremos muito a conversar...
     Num só dia, três, temos o dia Mundial da Liberdade de Imprensa, da assinatura da Ata de Constituição do Museu de Arte Moderna do Rio, do Sertanejo e o dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Dia 7 além do Oftalmologista, lembramos o dia do Silêncio. E quanto silêncio se têm feito e o quanto ele é necessário. O autor de fábulas, Esopo nos recorda: "Os sábios falam pouco e dizem muito; os ignorantes falam muito e dizem pouco", enquanto Baltazar Gracián explica que "O silêncio é o santuário da prudência" e Santa Teresa de Calcutá nos ensina que "Deus se manifesta no silêncio".

    Entre flores e eventos, temos o dia da Cavalaria, do Campo, do Enfermeiro (mundial), Internacional das Famílias, do Gari, Internacional dos Museus, dos Acadêmicos do Direito, da Língua Nacional, do Trabalhador Rural, do Profissional Liberal, finalizando com o dia Mundial das Comunicações Sociais (31), quando a Igreja celebra a coroação de Nossa Senhora, dona do mês, no céu.

   Deixei por último o dia 13, data da abolição da escravidão no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea, pela grande Princesa Isabel do Brasil, data em que anos mais tarde, em Portugal, Nossa Senhora apareceu e se tornou a Virgem de Fátima. 

   Que maio seja feliz a nós todos!

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

096 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Coronel José Ronald Brito.

Tem coisas que não chegam á compreensão do cidadão comum. Como justificar na mente dos singulares as decisões erradas dos que governam. O homem do povo tem que entender, obedecer e praticar o que o Poder Publico dita, só que o sistema trama, modifica e destrói a seu livre arbítrio.

Foi isso que aconteceu em Crato: destruição. Município de topografia acidentada, o que muito ajuda para que a sede tenha um clima bastante quente, portanto, ela fica necessitada, como as demais urbes cearenses, de áreas verdes, de espaços abertos e reflorestados para que a população desfrute de aeração sadia e farta. Mas, não foi por falta de local adequado para construir o Fórum que a administração publica municipal demoliu mais uma praça.

Terrenos a venda não faltavam ao seu derredor. No bairro Mirandão, existiam e existem loteamentos e terrenos baldios para desapropriação que comportam até uma metrópole. Porque então sacrificar um logradouro publico? Uma pracinha que recebeu o nome de um dos filhos ilustres da cidade, falecido em trabalho no seu gabinete na Superintendência do INSS, quem sabe, até defendendo os interesses de sua terra.


Falo do Dr. Raimundo Maciel de Brito, foto, cratense que, como poucos, soube ajudar seus conterrâneos e lutar pelos preitos maiores da comunidade. A pracinha a que me refiro situava-se em frente à rodoviária. À época da inauguração da mesma, estive presente e como parente, representei a família. Agradeci ao então prefeito Ariovaldo Carvalho à justa homenagem que o povo prestava ao falecido, dando o seu nome àquele logradouro.

Qual não foi meu espanto ao ver a rodoviária com sua frente voltada para o quintal do Fórum e os moradores do bairro privados dos seus momentos de lazer a sombra dos oitis, castanholas, sombreiros, etc.

Nada contra a construção daquela casa de justiça; outras cidades souberam locar as suas, mas ao fato, cabe toda revolta a quem autorizou a demolição da Praça Raimundo Maciel de Brito.

O logradouro merecia seu nome, porque se assim não fosse e se é que funeral conta algo de quem já morreu, até hoje, em Fortaleza, só dois são lembrados em grandiosidade e emoção: o do Governador Raul Barbosa e o do cratense Raimundo Maciel de Brito.

Cel. Ronald Brito.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Tropa de choques - Por Republiqueta de meia pataca.


No impedimentos de Collor de Melo o senador Odacy Soares do PFL de Rondônia defendia o Collor Melo de venta furada, a todo custo. Collor perdeu e o senador Odacy Soares nunca mais se elegeu a cargo eletivo.

Nas eleições municipais posteriores uma filha do senador foi candidata  a vereadora em Porto Velho e não se elegeu.

Agora na CPI da pandemia outro senador de Rondônia, do mesmo  partido DEM senador Marcos Rogério está na mesma condição em defesa do Jair Bolsonaro. 

Não sei se o senador Marcos Rogério tem algum  parente candidato a vereador. É bom ficar de orelha em pé.  

Amadorismo, inocência ou as duas coisas de mãos dadas - Por Republiqueta de meia pataca.

 

Nunca vi tamanha inocência,  amadorismo e capacidade de ser enganados como o presidente Bolsonaro, os seus filhos e o seu  entorno de auxiliares.

O senador Ciro Nogueira aliado do Centrão assina uma petição  solicitando da justiça o afastamento do Senador Renan Calheiros da CPI da pandemia, assina  porque sabe  que o STF  não irá cassar  os direitos de um senador em pleno exercício mandato.  

Na hora de votar, vota para presidente da CPI no senador Omar Aziz que havia declarado indicar o Senador Renan para o cargo de relator, e assim o fez. 

O tonto do Bolsonaro  não percebe o jogo.

095 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Conheci Antônio Melito Sampaio na década de 70 e daí por diante me tornei seu amigo. Diariamente nos encontrávamos e levávamos uma boa prosa.

 Causos dele conheci aos montes, ele era espirituoso, alegre, brincalhão ao extremo, pratico e para tudo encontrava uma saída.

Certa feita ele saiu numa sexta-feira com alguns amigos, começou a beber e só retornou para casa no outro dia por volta de cinco horas da manha. A mulher esperava andando pelos quatro cantos da casa, num misto de preocupação e raiva. Indignada, desabafando em alta voz, chamando-o de cretino e mau caráter.

Só não houve uma emboança porque ele não costumava discutir, chegava calado e continuava assim, por mais que a mulher zoadasse. Na verdade era de paz, especialmente depois de uma traquinagem.

Para agradar a esposa, no outro dia, fez um convite para um jantar numa churrascaria da cidade. A generosidade foi tamanha que autorizou a mulher a convidar uma outra irmã, ou seja, a cunhada para a festa comemorativa pelas pazes. Quando saíram de casa, a esposa notou o carro cheio de coxias de cigarros.

 A mulher perdeu o controle e passou exigir explicações: Ontem eu estava com uns amigos tomando umas geladas no Bar Gloria e um amigo me pediu o carro emprestado e só devolveu ao amanhecer, por isso cheguei tão tarde em casa, disse solicito.

Passaram na casa da cunhada e a apanharam. Bem acomodada no banco traseiro do carro a convidada soltou os sapatos dos pés que com os solavancos do carro foram parar na parte da frente, nos pés do Melito.

 Ao vê os calçados, tranquilo e bem humorado, imaginou no seu silencio: “vige nossa” a mulher esqueceu o diabo dos sapatos, e agora o que faço? Bem ao seu estilo apanhou os sapatos sem que ninguém percebesse e os jogou fora pela porta do carro.

Quando chegaram à churrascaria, para sua surpresa, as duas, mulher e cunhada quase endoidaram procurando os sapatos. O Melito na maior cara de pau danou-se a procurar por baixo de tudo que era banco. Causos que contava aos risos.

General detona Bolsonaro - Por Republiqueta de meia pataca.

Santos Cruz diz que seguidores de Bolsonaro tentam dividir a sociedade e que são um pessoal limitado, que coloca tudo em termos de direita e esquerda, em termo de amigo e inimigo.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Croniqueta - Por Antônio Morais.

Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem.

Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz.

094 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais

Padre Antonio Gomes de Araujo - Por Mônica Aquino.

Voltemos ao Padre, seu outro lado, seu silêncio martirizado no quarto de estudos, onde dormir é privilégio. Aí doma seus fantasmas, suas letras. Não tem com quem conversar, aprofundar argumentos, buscar o verme que contamina o miolo de seu fruto, o fruto vermelho da História. Busca nos alfarrábios, cruza garatujas de batistérios. E sempre Nascimento e Morte de permeio, desmontados em árvores desenhadas em páginas coladas, para chegar ao mais idiota descendente de um coronel qualquer da Guarda Nacional.

O Álbvm do Seminário do Crato, de 1925– álbvm com ‘v’, para imitar o latim da Santa Igreja – registra o aluno na página 202; o clérigo, na 207. A fotografia da página 189, carcomida pela traça, revela: batina, barrete, mas sem a capa romana que o acompanharia durante tantos anos, tremulante e negra sob o sol dos Cariris. Pois assim reza o artigo 12 do capítulo III do Regulamento do Seminário Maior:“Uma modéstia sem afetação e um porte digno resaltem do seu todo, mormente nos actos religiosos e quando estiverem recebendo instrucção” (sic).

É necessário lupa para recompor feições e formas. Segundo da segunda fila, da direita para a esquerda. A cabeça encoberta inclinada à direita; deixa-se ver o relógio de algibeira, quem sabe um Patek Philippe. O rosto é magro; o nariz, aquilino, mouro; as orelhas não se deixam passar despercebidas. Não mira a objetiva do fotógrafo. É uma visão para o largo, um ar que o distingue da bonomia do grupo. Tem um ar triste, inquieto. Um homem sozinho atravessa a cidade: batina negra, capa romana, faixa à cintura. Segue o trajeto que vai da igreja da Sé ao Ginásio. Quantas vezes terá feito esse percurso? Saúda Tandô, sentado no meio-fio da praça.“Em que pensa esse padre, com jeito de homem”, se pergunta o anão? Aqui tudo é vigiado. A cada janela há um olho à espreita.

O padre caminha sem prestar atenção a quem passa, nem atentar para quem se furta por detrás das gelosias. Anda rápido para dar tempo à chamada do refeitório e, logo depois, recomeçar reflexões e leituras. Abrirá a porta de vidro da estante de cedro com a chave escondida dentro do sapato, enrolada na meia. Lembrança do regulamento, de quando era regente:“Só poderão fazer leituras extra-programma mediante prévia autorização do Padre Prefeito” (sic). Passa o Padre Gomes e Tandô, o anão, se pergunta:“Em que diabo está pensando esse homem?”Somente hoje é possível compreender o porquê daqueles passos apressados, daquela inquietação permanente, de sua genialidade e equívocos.

A fotografia: não é mais necessário lupa para recompor as feições. Não mira a objetiva do fotógrafo. É uma visão para o largo, um ar que o distingue do resto. Tem um ar triste, inquieto. Pensa num mundo mais largo, sem cadeias, distante do jugo das genealogias, longe de um sol que é o mesmo sol de todos os dias, segundo Machado de Assis, onde nada existe que seja novo, onde tudo cansa, tudo exaure...Até aqui a poesia de Everardo Norões

Postado por Mônica Aquino - Texto Everardo Norões.

"É o presidente da República do WhatsApp, das redes sociais e dos filhos" - Por o Antagonista

 

“É o presidente da República do WhatsApp, das redes sociais e dos filhos”

João Doria voltou nesta quarta (28) a criticar o presidente Jair Bolsonaro.

“Ele não sabe de nada. É o presidente da República do WhatsApp, das redes sociais e dos filhos. E no resto do tempo brinca de videogame, enquanto os brasileiros morrem. 

Uma tristeza “, disse o governador, em coletiva de imprensa no Butantan.

093 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Sempre que se fala em desmandos no interior do estado logo são invocados os antigos delegados de policia, uns civis, outros militares, todos, no entanto iguais em matéria de arbitrariedades. Eram os delegados de policia nomeados por indicação dos coronéis situacionistas, cabendo-lhes, principalmente, dar execução as políticas dos prefeitos municipais.

Esta política consistia, nada mais nada menos do que dar perseguição aos adversários dos chefes que estavam “de cima”, prendendo-os por motivos fúteis, espancando-os, cometendo, enfim, toda sorte de truculências. Isso fazia com que os matutos preferissem os antes cangaceiros aos “macacos do governo”, apelido pelo qual eram tratados os soldados de policia.

Quem mais sofria nessa confrontação eram os pequenos, os trabalhadores do campo, roceiros e demais agregados dos chefes oposicionistas. Despeiteando os pequenos entendia “os paus mandados” de o situacionismo, estarem a desfeitear os grandes, por sua vez chefes dos injustiçados.

Estes, se eram vistos bebendo a sua cachaça, conversando alto nas feiras ou portando suas facas de ponta, logo seriam atingidos pela truculência policial. Daí afirmar a simplória sabedoria dos matutos que o pau quebrava sempre era no espinhaço dos pobres, ou, por outra, que pobre não podia ter opinião. Graças aos desmandos cometidos alguns delegados de policia entrariam para o nosso folclore.

É o caso do famoso Chico de Brito. Quem já não ouviu falar, no interior cearense, na Lei do Chico Brito? Quem, no entanto, não ouviu falar o famoso personagem? E sua lei? Em que consistia? Ao que se sabe, Chico de Brito, homem de posses, dono de engenho de rapadura, uma vez na delegacia de policia de Crato, isso no começo do século passado, instituiu a lei da peia.

Era a palmatória, era o chicote, aplicados nos presos como corretivos, de conformidade com os delitos cometidos. Não se sabe se Chico Brito logrou resultado com a sua malgradada instituição. O que se sabe, no entanto, é da triste fama de verdugo que lhe adveria.

Alberto S. Galeno.

Os bolsonaristas e o STF - Republiqueta de meia pataca.

 


Não há como  entender as razões e motivos   porque os bolsonaristas tem  tanto ódio do STF. 

Durante a campanha Bolsonaro  conseguiu  esconder a corrupção dos filhos e  os crimes  dos amigos milicianos. Quando a  investigação  chegou  no filho Flávio e  no amigo Queirós,  Bolsonaro se viu obrigado a aderir ao STF.  Se reuniu  com o presidente de então e  declarou ao sair da reunião : "Estou namorando  com Dias Tofolli". 

O presidente  do STF  anulou todas as provas  do Coaf, receita  federal e suspendeu o inquérito. Bolsonaro se encarregou de  destruir o resto,  sendo bem claro vou intervir : "não vou esperar que fodam  com a minha família e os meus amigos".

O inquérito  contra Bolsonaro por interferência, o Alexandre de Morais está sentado em cima e é prorrogado a cada 90 dias.

Quando encontraram Queirós, um fugitivo da justiça  na  casa do Advogado  do Flávio e do Bolsonaro,  foi a vez de Gilmar Mendes entrar em  ação e anular o processo e suspender a prisão preventiva.

Aquela indicação no STF que Bolsonaro  para se eleger  dizia que era  para o Moro, no dia da indicação, Bolsonaro  foi  consultar o Gilmar Mendes que  indicou  um  ministro  para  formar uma maioria ao contrário do que Bolsonaro prometia.

Os bolsonaristas deviam entender que o STF  pode  não ter atendido  ao  Bolsonaro  no que trata  o interesse  do povo e do estado brasileiro, mas a família, os  filhos e os amigos milicianos estão  todos protegidos e muito  bem guardados pelo STF.

O que o Bolsonaro não sabia é que essa sua atitude era o que faltava para o STF liberar geral. Agora não tem como se justificar diante da população nem se defender do Lula.

Bem feito.

092 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Humilde de origem, pois filho de um modesto ferroviário da extinta Rede de Viação Cearense, Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira ocupa lugar na história da Diocese de Crato, como um dos seus mais valorosos sacerdotes. Um homem vocacionado por Deus para a missão de educar e servir aos semelhantes.

Foi ordenado presbítero com 23 anos e seis meses de idade. Viveu apenas 57 anos, 34 dos quais exercendo um profícuo ministério sacerdotal. Tão logo foi ordenado sacerdote, Monsenhor Rocha passou a lecionar no Seminário São José, o que fez por seis anos, findos os quais assumiu o cargo de reitor dessa instituição, ali permanecendo por mais 15 anos. Mas suas atividades não se limitavam só a isso.

Foi, por 24 anos, Provedor do Hospital São Francisco de Assis, sendo que, nos últimos 12 anos de sua vida, residiu no próprio hospital. Por essa atividade ficou conhecido como “O Apóstolo da Caridade”. Simultaneamente, foi jornalista e diretor do jornal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato; orientador espiritual da Liga Feminina da Ação Católica; radialista, produtor e apresentador do programa “Consultório da Família”, levado ao ar pelas emissoras de rádio da cidade de Crato; Diretor Diocesano da Obra de Vocações Sacerdotais, entidade responsável pelo financiamento dos estudos de muitos sacerdotes. Sem falar que sempre foi muito requisitado para pregar retiros espirituais.

Um dos maiores oradores sacros do Sul do Ceará, Monsenhor Rocha era um líder entre seus colegas de sacerdócio. A muitos desses seus irmãos de ministério amparou, na velhice, dando, assim, o testemunho de um coração misericordioso e solidário. Vários dos pavilhões existentes no Hospital São Francisco foram por ele construídos. Possuía um espírito prático, sendo reconhecido como administrador competente e criterioso.

Certa feita, recebeu uma verba da entidade católica alemã Miserior, destinada à reforma e melhoramentos no Hospital São Francisco. Ao término das obras e como sobrara certa importância do dinheiro recebido, devolveu à instituição doadora essa sobra. Dos alemães, que vieram fiscalizar a construção, ficou este testemunho:
Trata-se de caso único, na história da Miserior.

Monsenhor Murilo de Sá Barreto assim se referiu a Monsenhor Rocha, seu antigo mestre:
“Era um Reitor amigo, educador coerente, conselheiro paciente, conferencista polivalente, iniciador da Ação Católica nesta diocese, acolhedor dos pobres e dos simples, tanto no Seminário como no Hospital, tanto no confessionário como nas conversas informais de orientação”.

Sobre Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira assim escreveu Monsenhor Montenegro, no livro O Apóstolo da Caridade:
“Monsenhor Rocha era um homem simples, modesto, Sacerdote modelo. Um Santo. Simples como Deus o fez, e a vida não conseguiu jamais desfazer. Era um mesmo para todos. E, no entanto, cada um o sentia como se fosse diferente para cada um. O segredo daquele imenso afeto que todos lhe dedicaram, o segredo do prestígio incomparável que adquiriu, em toda a sua vida, estava em ter vivido não para si, mas para os outros, em Deus e por Deus, no próximo, como um Santo Sacerdote, filho dessa Igreja que ele amava apaixonadamente, até o seu último alento”.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador.

terça-feira, 27 de abril de 2021

VAI MENTIR NA “BAIXA DA ÉGUA” - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Há quem diga do alto dos seus tamancos que, a mentira tem suas utilidades e quem mente se dá melhor na vida.

Será que é verdade, Juninho ?

Como sou cético, fico encafifado no meu canto ouvindo a zoada da mutuca

Não de trata de fazer apologia à mentira nesse espaço.

É que, apesar de ser pecado,  a mentira está  “comendo solta na buraqueira” nesse país descoberto por engano, causando mais estragos do que o bicudo no algodão.

Mentem o homem e a mulher, o menino e, ainda sobra um bom espaço para os velhos viciados em mentiras ancestrais.

Valei-me, Padre Cícero do Juazeiro !

Sustenta-se até a tese que,  o nosso cérebro é programado para aceitar falsidades.

De uma coisa temos certeza: boa parte da classe política forma fauna poderosa de mentirosos, cuja ação produz efeitos deletérios para o país.

Na política, até as amizades são falsas.

Por sinal, como no Brasil tudo vira estatística, uma enquete nacional está indagando sobre onde se mente mais: na política ou no casamento ?

Já dei o meu pitaco: no casamento a gente mente mas é pouco, comparando-se ao cipoal de mentiras do mundo político.

Os pós graduados em mentira não ruborizam, nem diante do detector de inverdades.

De uma maneira empírica pode-se descobrir o mentiroso pelo movimento dos olhos, o que confirma um aforismo do Padre Antonio Vieira (não é do Varzea Alegre, escritor e deputado) que assegurou: “De todos os males do corpo e da alma são cúmplices os olhos”

Para encerrar a prosa, uma mentira para distrair: “O ser humano é feliz o tempo todo, porque tem uma vida eternamente espetacular”.

Já ouço os apupos imaginários seguidos do insulto “vai mentir assim na “baixa da égua”, babaca”!

Ih, rapaz, só agora percebo que a covid me deixou muito distraído.

O dia da mentira foi no começo do mês.

Nunca se viu tanta incompetência - Por Republiqueta de meia pataca.

Os bolsonaristas e  o próprio  Bolsonaro alegam que a grande  mídia o persegue. Acontece que é o Bolsonaro que diariamente seu primeiro ato é  fornecer material  para a mídia publicar em seu desfavor.

A mídia publica  seus gestos,  suas atitudes, suas declarações e comportamentos. Se isso se  reverte  contra ele a culpa  não é da  mídia, é do que ele  fala, de sua postura, do que ele diz e faz.

Nunca se  viu um governo tão incompetente e  desastrado. Essa relação  de perguntas  que o próprio  governo  preparou,  divulgou e disseminou sobre as possíveis falhas  na CPI da pandemia é um desastre. Mesmo  que os membros da CPI não  soubessem ou não desejassem  investigar, o governo  forneceu  as fontes e os obrigou a apurá-las.

A deputada Carla Zambele buscar  na justiça  o impedimento do Senador Renan Calheiros para  relator  da CPI é  outra loucura sem igual. É claro que o STF não  vai intervi na decisão do colegiado. O  senador Renan poderá  vir enraivecido.

É muito amadorismo para um só governo. Já não fazem mais generais  como Goubery do Couto e Silva.  

091 - O Crato de Antigamente.


Na foto, Mons. Montenegro (de pé, de batina preta) conversa com o governador Adauto Bezerra e Dom Vicente Matos, General Raimundo Teles Pinheiro, Dr Luiz de Borba Maranhão. Atrás de Mons. Montenegro, o prof. José do Vale Arraes Feitosa.


Fui seu aluno. A ele devo os meus estudos, relativamente aos antigos cursos de Humanidades (ou Ginasial) e o Científico, como se chamavam, àquela época. Explico. Oriundo de família pobre, meu pai não tinha condições de pagar um colégio particular para o filho mais velho, pois tinha mais nove filhos para sustentar com o pequeno salário de funcionário público. Mesmo assim fui matriculado no Colégio Diocesano do Crato para fazer o antigo Exame de Admissão ao Ginásio. Concluído este, estavam em curso as providências de minha transferência para uma escola pública, quando, certo dia, Mons. Montenegro me encontrou, num intervalo de aula, e disse:

–“Vou conseguir uma bolsa de estudo para você. Só espero que, no futuro, você não me atire pedras, como têm feito muitos a quem tenho ajudado...”

E foi graças a essa “bolsa de estudo” que me eduquei no melhor colégio da cidade... E graças ao que aprendi no Colégio Diocesano do Crato, consegui, posteriormente aprovação em concurso público do Banco do Nordeste, no qual trabalhei por cerca de 36 anos, chegando a galgar, naquela instituição, elevadas posições.

Monsenhor Montenegro era austero, sério, mas sempre comunicativo! Em algumas ocasiões, tinha rasgos de generosidade que causavam admiração. Tendo dedicado quase toda a sua vida à educação, principalmente na direção do Colégio Diocesano do Crato, esta atividade lhe proporcionou conviver com pessoas de diversas categorias sociais. Nesse mister, conseguiu fazer dezenas de centenas de amigos. Foi padrinho de batismo de bom número de crianças, com cujos pais cultivou laços de amizade. O seu concorrido sepultamento é uma prova do que afirmo.

Nos últimos anos de sua vida, já na ancianidade, exerceu unicamente atividades pastorais, principalmente na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Bairro Granjeiro, por ele construída e onde repousam seus restos mortais, à espera da ressurreição final.

Foi na sua residência, localizada no mais aprazível bairro da nossa urbe, onde ele escreveu sua pequena mas profunda produção intelectual.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Bolsonaro fez renascer a turma da foto - Por Republiqueta de meia pataca.

 

Todos estavam fora de cena, alijados para vida publica, escondidos e tentando se livrar dos seus crimes na justiça. 

Bolsonaro os fez renascer com a indicação por Gilmar Mendes de um ministro para compor uma maioria do mal no STF, uma maioria o contrario do que era prometida.

Lembra quem Bolsonaro dizia que ia indicar? 

Viu quem ele indicou?

Bolsonaro é muito mais criminoso e corrupto que essa turma da foto.

Sergio Moro - Por Republiqueta de meia pataca.

Quanto ao Sergio Moro o seu tempo chegará, é jovem, muito  jovem, é honesto, talentoso, não tem amigo corrupto, não tem filhos bandidos, a Lava Jato não será esquecida  pelos brasileiros do bem, e a credibilidade do Sergio Moro se sustenta na  Lava Jato. 

Quando chegar o seu tempo esses velhos invejosos, mandriões putrefatos dos três poderes, de  hoje, já tem sido carcomidos vivos ou mortos pelos vermes.

"A corrupção não tem cores partidárias. Não é monopólio de agremiações políticas ou governos específicos.

Combatê-la deve ser a bandeira da esquerda e da direita".

domingo, 25 de abril de 2021

A vida - Por Antônio Morais.

 Quando a vida te chamar para  dançar, não se atrase. Mesmo que erre os passos, sinta a melodia.

Às vezes, a música toca apenas uma vez.