domingo, 11 de outubro de 2026

Pedro Alves de Brito - Antônio Alves de Morais

Da esquerda para direita:
O de chapéu motorista de Pedro Alves de  Brito.
Pedro Alves de Brito, de gravata e óculos escuro.
Madrinha Mundinha.
Escolástica.
Madrinha Zefa.
Expedito Bezerra de Brito.
Bonifácio e Luiz de Joaquim André, Pedrinho e Zacarias de Chico André.

Na verdade já se falou muito neste blog sobre Pedro Alves de Brito. Sabemos ser neto de Joaquim Alves de Morais e Teresa Anacleta de Meneses, que eram os pais de Leonarda Bezerra de Brito sua mãe. Tinha três irmãs casadas com primos em Várzea-Alegre, Bilinha com Jose Alves Feitosa Bitu, há poucos dias postagens uma bela foto da família, Sandola com José Raimundo de Menezes, o conhecido Zé Raimundo do Canto e Milinda com Cazuzinha Mendes do Iputi. Pedro Alves de Brito era casado com Laura Morais e Silva da Lagoa do Arroz. Foi político no Crato, desempenhando com ética, moral e honradez mandatos de vereador por varias legislaturas.

Duas ou três vezes ao ano Pedro Brito visitava os seus primos de Várzea-Alegre. Eram dezenas. Como a família era muito grande encontravam-se uns de posses, abastados e outros desprovidos de quaisquer valores materiais. Para Pedro Alves de Brito todos tinham o mesmo valor, e por essa razão recebiam dele a mesma consideração. 

Nesta visita a casa do Sanharol Pedro Alves de Brito fez-se acompanhar de Expedito Bezerra de Brito, filho do professor Zuza Bizerra de quem era primo legitimo. O Conhecido Expedito da Casa Tamoio.

A história está relatada no livro “Código da Vida” - Por Saulo Ramos ex-ministro da Justiça no Governo Sarney.

O ex-ministro da Justiça responsável pela nomeação de Celso de Mello para o STF no governo Sarney

“Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB — Partido do Movimento Democrático Brasileiro — negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.

Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.

CELSO DE MELLO

O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.

O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.

Claro! O que deu em você?

É que a Folha de S.Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranqüilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.

Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:

Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?

Sim.

E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

Exatamente. O senhor entendeu?

Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”

SAULO RAMOS, EX-MINISTRO DA JUSTIÇA

Familias e suas origens - V - Antonio Alves de Morais


Paróquia de Nossa Senhora da Paz em Arneirós.

Viúvo de Maria Anacleta de Menezes, pai de 14 filhos, José Raimundo Duarte, casou-se em segundas núpcias com Antónia de Morais Rego, a conhecida Totonha, filha de Gabriel de Morais Rego e Mãe Dona da fazenda Timbaúba em Asneiros. 

Desse casamento nasceram mais 10 filhos, perfazendo um total de 24 filhos nos dois matrimônios. Em seguida Joaquim Alves de Morais, irmão de Antónia de Morais Rego se casou com Tereza Anacleta de Menezes, filha do primeiro casamento de José Raimundo Duarte. 

Poucos anos depois se casaram Vitorino Alves de Menezes, João Alves de Menezes, Manuel Leandro Bezerra de Menezes e Ana Alves de Morais, todos filhos de José Raimundo do Sanharol, respectivamente com Josefa Alves Feitosa, Ana de Morais Feitosa, Clara Alves Feitosa e Antonio Alves Feitosa, todos os filhos de Manuel Alves de Morais Feitosa, conhecido por Manuelzinho do Pita, nome da Fazenda Serra do Pita onde morava. 

Todos esses casamentos aconteceram entre 1.840 e 1900. Os filhos destes casais se casaram com outros primos dos Inhamuns tornando mais acentuada ainda as ligações sanguíneas. Farei estes registros nas próximas postagens. Estes casamentos deram origem a muitas famílias, hoje em dia, são centenas espalhadas pelos cantos do mundo.

familias e suas origens - IV - Antonio Alves de Morais


Paróquia atual de São Raimundo Nonato.

Corforme informações do caro Amigo Raimundo Wiltom, em belo comentário, na postagem anterior o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro e Ana Maria Bezerra se casaram em 1730. 

Ela nascida em 1710 e ele nascido em 1700. Faleceu Bernardo Duarte Pinheiro em 12.11.1768, em Varzea-Alegre. Na relação de seus filhos vou fazer referencia ao Francisco Duarte Bezerra Pinheiro que foi o segundo matrimonio entre essas famílias de Várzea-Alegre e dos Inhamuns. 

Francisco Duarte Bezerra Pinheiro casou-se com Barbara de Morais Rego. Ele de Várzea-Alegre, filho do português Bernardo Duarte Pinheiro e Ana Maria Bezerra e ela filha de Gabriel de Morais Rego e Catarina Pereira de Almeida, de “São Gonçalo dos Anjinhos”, Oeiras-Pi. 

São os pais de Raimundo Duarte Bezerra o conhecido papai Raimundo, casado com Tereza Maria de Jesus, fundador de Várzea-Alegre e de quem descende grande parcela da população do município. 

Outros filhos do casal embora não se tenha informações de suas descendencias:
Jose Bezerra do Vale
Gabriel de Morais Rego
Manuel Antonio de Morais.

Familias e suas origens - III - Antonio Alves de Morais


Foto sa antiga paróquia de São Raimundo Nonato, l919.

Em princípios do século XVIII, o português Bernardo Duarte Pinheiro, chegando ao Ceará, solicitou umas datas de sesmarias as margens do Riacho do Machado.

Por despacho de 23 de fevereiro de 1718, foi-lhe concedido a data citada, com uma extenção de nove léguas , com uma légua para cada lado do referido riacho. Provavelmente o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro tenha sido o primeiro colonizador de Várzea-Alegre a contrair matrimonio com uma descendentes de familias dos Inhamuns, no caso Ana Maria Bezerra, filha de João Bezerra do Vale e Ana Gonçalves Vieira. 

Fato acontecido no inicio do século XVIII. Conta-se que ao chegarem a fazenda, no local onde havia árvores abundantes e pássaros cantando um dos componentes da expedição falou essa significativa frase: que várzea alegre! Daí a origem do nome da ciadade até os nossos dias.

Familias e suas origens - II - Antonio Alves de Morais

Estas famílias dos Inhamuns eram tradicionalmente católicas. Em cada uma delas tinha um ou dois filhos padres. António de Souza Rego e sua esposa Nazaria, da Fazenda Várzea do Boi, eram os pais de tres sacerdotes. Padre Jose da Costa Leitão, Padre António de Souza Rego e o Padre Benedito de Souza Rego, foto. O padre Banedito de Souza Rego foi o primeiro vigário de minha terra Várzea-Alegre. Nasceu em 08 de Agosto 1832, oudenou-se em 21 de Março de 1963. Foi vigário da matriz de São Raimundo Nonato por um período de 11 anos, de 1864 a 1875, quando viajou para Bahia e não retornou mais a Ceará. Faleceu no dia 11 de Junho de 1899 em Salvador.

Familias e suas origens - I - Antonio Alves de Morais



Estarei dedicando algumas postagens fazendo algumas considerações e referencias as famílias Alves, Feitosa, Morais e Rego de Asneiros e Duarte, Bezerra, Pinheiro e Menezes de Várzea-Alegre. Os enlaces entre estas famílias foram muitos e destes casamentos descendem grande parte da população de Várzea-Alegre.
Os Feitosas.
Realmente, constituem um grupo parental dos mais poderosos da nossa historia e cuja repercussão sobre as nossas instituições locais de direito publico foi enorme. Pelo numero da sua parentela, dominaram o Ceara – uma província inteira.
Oliveira Viana.
Instituições Políticas Brasileiras.
I, 1949 – pagina 269.
Blog do Sanharol.
Faremos posteriormente algumas postagens pesquisadas no Tratado Genealogico da Família Feitosa de autoria de Leonardo Feitosa – Tio Nado, editado pela Tipografia Paulina em 1952. Estes são os primeiros registros destas famílias, depois de tio Nado o Pedro Gonçalves de Morais, Pedro Tenente também fez os seus registros e por fim uma obra mais completa de autoria de Pedro Alves de Morais, Pedro Piau e Acelino Leandro da Costa, com informações das duas primeiras edições seguindo até as novas gerações. Parabéns para estes pesquisadores.

PT desqualifica denúncia grave de corrupção para não explicar recusa de investigar Lula - Diario do Poder.

 


A reação atabalhoada do PT, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República, tentando desqualificar a reportagem da Veja sobre acordo de corrupção de R$1 bilhão em propina de Daniel Vorcaro para pessoas próximas do presidente, parece uma jogada para não terem de explicar a recusa de investigar os fatos graves em gravações e documentos.? A revista não atribui os áudios a depoimentos na PF ou PGR, como fizeram parecer: esclarece que foram obtidas com fontes próximas Vorcaro, cujo advogado Daniel Bilinski confirmou: a voz é mesmo do ex-banqueiro.

Miopia seletiva

PF e PGR não investigaram denúncia de R$30 milhões em dinheiro vivo para o Instituto Lula, entregues a João Vaccari Neto, compadre de Lula.

Provas ignoradas

A PGR alegou “falta de provas”, apesar da profusão de mensagens, registros de retiradas, identificação de quem recebeu, rotas de entrega.

Perícia, nem pensar

Temos órgãos de investigação que nem sequer sugerem a possibilidade de periciar os áudios e abrir procedimento investigativa. Tá feia a coisa.

Ojeriza a investigação

Ainda mais revelador é Vorcaro relatar em áudio que “Ubiratan”, braço direito do PGR Paulo Gonet, barrou qualquer delação envolvendo Lula.

sábado, 10 de outubro de 2026

Crônicas e contos - Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

O padre e as duas malas - Doce de Pimenta, Livro do Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

Era um ano de copioso inverso. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que passava ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.

O padre chega à margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. 

Entrega as malas e vai dizendo: Seu Zé, preste bem atenção: essa mala aqui é da igreja, ela conduz cousas sagradas: o cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela! Essa outra é a mala que leva minhas roupas e meu dinheirinho.

O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: Seu padre, o peso é demais! A balsa vai virar! É preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo?

Ao que o Padre, aflito, em desespero, respondeu: Salve a do dinheiro – E o poeta ironizou:

Salve a mala do dinheiro!

Deixe a do santo afogada!

Com dinheiro eu compro santo!

Com santo eu não compro nada!

O galo Chantecler - Por Leonel de Moura Brizola.

Leonel Brizola, figura singular da história política brasileira, tinha como uma de suas características a fala através de metáfora. Era mestre neste tirocínio.

Ao reler seus Tijolaços – artigos pagos e publicados em jornais impressos de circulação nacional – este predicado fica mais evidente, e muito mais agudo com sua peculiar ironia e sagacidade.

Uma das figuras que usava era a síndrome do galo Chantecler.

O galo Chantecler, diz a história da fábula do teatrólogo e escritor francês Edmond Rostand, era um galo metido, chamado Chantecler (algo como “canta e clareia”).

O galo acordava de madrugada e cantava a plenos pulmões, para “acordar o sol”. Meia hora depois, o sol despertava e surgia brilhante no horizonte.

“O sol nasce porque eu canto”, proclamava orgulhoso e arrogante, o galo. 

Mesmo diante da contestação de todos, ele repetia: “sou eu que faço o sol nascer”.

Sua decepção profunda veio quando, depois de uma noite mal dormida, o galo acordou muito mais tarde, lá pelas 8 e meia da manhã, e viu, desesperado, o sol brilhando no céu, sem que ele o tivesse determinado.

Na existência humana muitos sofrem desta síndrome e acreditam, piamente serem a razão inconteste do raiar do sol; aprumam as penas e cacarejam a todos os pulmões; olvidando-se de sua reles existência finita, de sua ordinária vulnerabilidade, da sua vil transitoriedade.

Incultos, rasos e arrogantes, são desprovidos da genuína sabedoria de que pouco ou quase nada sabemos, uma vez que a existência é um eterno aprender.

Na política, esta síndrome se acentua: o poder, o dinheiro, o status, as facilidades, são agentes imperiosos para o cacarejo Chantecler. Muitos acreditam serem o centro do universo com seu egocentrismo e sua ganância, entre outros atributos mais deletérios.

Desta forma, fica cada vez mais perceptível e escandaloso a perda da conectividade com a vida e o sofrimento real de nossa população, em prol da infatigável busca por holofotes e poder.

Afinal, a política para alguns é apenas o instrumento basilar para aumentar suas síndromes, sua ganância e sua estupidez. O povo é apenas um detalhe, cinicamente, manipulado para a manutenção do poder.

Porém, um dia o despertar se atrasará, o sol brilhará e o cacarejar será apenas ruído de quem um dia se conjecturou ser a razão primordial e insubstituível da existência; e quem sabe assim perceberá sua pequenez e sua finitude.

Até porque o poder – cedo ou tarde – castiga, os insaciáveis galos Chantecler. 

Enviado por Dr. Francisco Alves Pereira.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Marinho: ‘Moraes e Dino deixaram a imparcialidade para fazer política’.

 

Líder da oposição ao presidente Lula no Senado critica ministros do STF e sugere que deixem o Judiciário e disputem voto

O líder da oposição ao presidente Lula (PT) no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), denunciou nesta quinta-feira (6) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sofreu uma intervenção contínua de ministros Supremo Tribunal Federal (STF), ao longo desta campanha presidencial. Após se encontrar com o presidente do STF, Edson Fachin, o senador aliado do candidato Flávio Bolsonaro (PL) relatou que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino abandonaram a imparcialidade para atuar politicamente com interesse partidário.

“Moraes e Dino deixaram a imparcialidade de lado para fazer política. Isso ficou ainda mais escancarado no primeiro turno, a sociedade percebeu e respondeu nas urnas. Quem quer fazer política que deixe a toga e dispute o voto. Juiz julga, não faz campanha, nem veste camisa de partido. O Brasil exige equilíbrio entre os Poderes e respeito à Constituição!”, escreveu Marinho, ao publicar na redes sociais um trecho de sua entrevista.

No vídeo, o líder da oposição a Lula relata dificuldade de dialogar com Moraes e Dino, por causa do viés político que denuncia em seus comportamentos. “Acho que política é para os políticos. A minha preocupação é com a interlocução com o Judiciário. Não me nego a conversar com eles. Mas vou deixar passar o processo eleitoral para procurá-los, oportunamente, se for o caso. Porque, hoje, me parece que, claramente, o viés político tem dominado as ações desses dois senhores”, concluiu Marinho.

O trecho é parte de uma entrevista concedida na saída do encontro com Fachin, em que Marinho inclui o ministro decano Gilmar Mendes entre integrantes do Supremo que têm feito intervenções na Justiça Eleitoral. E lembra de casos em Roraima e no Rio de Janeiro, como indefinição da linha de sucessão ao governo fluminense que mantém como governador, desde março, o desembargador Ricardo Couto de Castro, que presidia o Tribunal de Justiça, apesar de o Legislativo já ter como presidente o deputado Douglas Ruas (PL), eleito governador em 1º turno, no último domingo (4).

“Nunca é demais lembrar que, até agora, nesse exato momento, nós estamos com uma intervenção que significou a quebra da cadeia sucessória no estado do Rio de Janeiro e com um e com um julgamento que foi paralisado. Temos lá, de fato, uma situação completamente anômala. O Rio de Janeiro demonstra a sua irresignação e a sua revolta. E boa parte da votação que ocorreu também se dá pela indignação que a sociedade tem hoje, da maneira como estão acontecendo as intervenções do Judiciário na política”, conclui Rogério Marinho.

O Diário do Poder enviou à assessoria de imprensa do TSE um pedido pelos posicionamentos dos ministros citados por Marinho. E publicará eventuais respostas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Vamos pegar o rato? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Relembro com saudades do companheiro rotariano Jósio de Alencar Araripe, um grande amigo, que a vontade maior, que vence a todos nós, roubou do nosso convívio.

O companheiro Jósio era um forte crítico das idéias desprovidas de inteligência e, principalmente do regime político que vigorou em nosso país por longos vinte e um anos.

Quando o Rotary Clube do Crato ainda se reunia no Crato Tênis Clube, a notícia que mais teve repercussão no noticiário daquela época foi a declaração de Nelson Chaves, um conhecido nutricionista pernambucano, que receitava uma dieta de ratos para acabar com a fome do nordestino. 

Na reunião plenária da semana em que essa notícia era o prato do dia, Jósio se inscreveu no “Período de Comunicações” para comentar a infeliz declaração do cientista pernambucano, que era ligado a uma agência governamental de combate à fome. Iniciou sua fala comentando que a Checoslováquia tinha muitas represas próprias para criação de peixes. 

Era uma excelente maneira de matar a fome do povo daquele país. Que o nordeste precisa de açudes e o Ceará com os açudes do Orós e do Castanhão, naquela época, ainda um projeto distante, poderia se transformar num grande criatório de peixes. 

Ele lembrou ainda, que o governo poderia montar um programa de construção de pequenos açudes, exclusivos para criação de peixes. E assim o companheiro Jósio encerrou sua comunicação: 

“O nosso sertanejo não tem o costume de comer peixe. Mas seria muito mais fácil habituá-lo a comer peixes do que ratos. Mas como esse governo tem muita propaganda, pode ser que investindo em uma maciça campanha publicitária, convença nosso povo a comer ratos. Agora, difícil mesmo vai ser pegar o rato...”

Petistas se estranham e culpam Lula: ‘Ele achava que nada ameaçava a reeleição’ - Diario do poder.

A lavação da roupa suja está de vaca não reconhecer bezerro no governo, por isso o PT chegou a censurar até mesmo o discurso do próprio Lula, ontem. Com o hábito de terceirizar responsabilidades, Lula apontava o dedo para Edinho Silva, presidente nacional, reclamando da desorganização da sua campanha, quando a transmissão da reunião pelo canal do PT no Youtube foi abruptamente interrompida. Lula não escapa das críticas internas, que o apontam o único culpado pelo fiasco.

Faltou motivação

Além de abandonar o “varejo”, que em política é se dedicar aos aliados que trazem votos, Lula é acusado de não articular a própria candidatura.

Soberba derrota

“Ele achava que nada ameaçava a reeleição, a ficha só caiu quando viu na TV que estava perdendo”, diz um dirigente ligado a Edinho Silva.

Sem apoio externo

“Vai herdar votos da Tebet?”, ironiza outro, para quem Lula não articulou candidaturas de outros partidos que tirassem votos do adversário.

Herança bendita

Petistas acham que Flávio é quem soube garantir no 2º turno o apoio de candidatos que ficaram para trás no 1º. Esse diferencial Lula não tem.