Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 16 de agosto de 2022

Um dia atrás do outro, com uma antártica gelada no meio - Por Antônio Morais.


Duas e meia da tarde, um sol escaldante, ensopado de suor, eu andava a ermo pelo Sanharol observando o que restava do antigo sitio, hoje um bairro da cidade.
Fui parar no Bar do Herculano. Pedir uma cerveja gelada. Do lado de dentro do Balcão um moço distinto, educado e com muita lhaneza no trato me trouxe uma antártica.

Tomei o primeiro gole e me vi um homem novo em folha. Um movimento de carros na direção do sitio Varzinha me chamou a atenção. Era uma reunião de políticos, ex-prefeito, vereadores e lideranças em apoiamento a deputados Estadual e Federal.
Quando o Deputado Federal chegou num carro que mais parecia um avião, diante da admiração que o automóvel causou, ele declarou sem que ninguém lhe perguntasse: "Isso aqui é carro de quem vota no Lula".

Estávamos em Setembro de 2006. Naturalmente o político  continuou votando no Lula, na Dilma e no Temmer.
O tempo passou, a vida continuou e ontem, 03.06.2020. eu li uma noticia no jornal que a "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal" está julgando aquele parlamentar pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

Os dois primeiros votos foram pela condenação. Aguardemos os demais.
   

05 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


"Dadama" a babá de Dom Pedro II.

Em poucos anos, seu pai Pedro I, morrera em Portugal. E sua família se restringiu a suas jovens irmãs e D. Amélia que mantinha uma frequente correspondência com o enteado.

Pedro, morava no palácio de são Cristovão, na quinta da Boa Vista, um lugar distante do centro da corte, em meio a uma paisagem quase selvagem. Um palácio mal cuidado, escuro, sem enfeites e sem cores. Um lugar sombrio para uma criança, convivendo apenas com suas jovens irmãs, Januária, Paula Mariana e Francisca, um tutor frio e distante; e uma governanta muito afetuosa.

Esta governanta D. Mariana ou chamada carinhosamente pelo infante de “Dadama”, foi a maior fonte de carinho maternal que Pedro teve até sua maioridade.

As aulas de diversas matérias e assuntos, eram obrigatórias. Eram muitas horas diárias de estudos de assuntos complexos e de difícil compreensão, ainda mais para uma criança.

Continua na próxima postagem.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Forum privilegiado - Por Antônio Morais.

Se o Supremo Tribunal Federal cumprisse a sua verdadeira função, aplicando a lei e a justiça, ninguém queria "Forum privilegiado", porque sendo a última instância não havia mais para quem apelar. 

Acontece que a STF é uma corte formada por juizes nomeados de favor, para fazer favores a quem os nomeou. 

Como diz Luiz Gama, foto nos seus versos : 

"Não tolero a magistrado,

Que do brio descuidado, 

Vende a lei, trai a justiça,

Faz a todos injustiça,

Com rigor deprime o pobre,

Presta abrigo, ao rico, ao nobre,

E só acha horrendo crime, 

No mendigo que deprime".

Nos últimos tempos nos embates no plenário do STF temos vistos bate bocas os mais diversos. Os mais notáveis deles os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Barroso declararam verdadeiros absurdos a respeito de colegas da corte. Frente a frente, olhando nos olhos.

Nem respeito existe mais entre as "Vossas Excelências". Já tivemos ministros no STF bem mais qualificados : Evandro Lins e Silva, Bilac Pinto, Afonso Arinos, Paulo Brossard que o diga. 

“O populismo, com lampejos autoritários, está escancarado” - O Antagonista.


Sergio Moro atacou o populismo bolsonarista.
“Os órgãos do Estado têm sua atuação regrada pela lei e por finalidade atender o bem-estar comum, e não cumprir os caprichos e arbítrios do governante do momento.

Políticos populistas tendem a ignorar tal distinção.
Não é o caso de falar em totalitarismo ou mesmo em ditadura, no presente momento, mas o populismo, com lampejos autoritários, está escancarado.

O quadro é muito ruim. Mas quero deixar claro: o populismo é negativo por si mesmo, seja de direita, seja de esquerda. Manipular a opinião pública, estimulando ódio e divisão entre a população é péssimo. Temos mais coisas em comum do que divergências. Democracia é tolerância e entendimento.”

domingo, 14 de agosto de 2022

04 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.


Ao contrário de D. Leopoldina que lhe faltavam atrativos físicos na visão de Pedro I, mesmo muitos brasileiros e estrangeiros que a descreviam como uma mulher bela. Porém a nova Imperatriz D. Amélia chamou mais a atenção do imperador.

Era uma jovem linda, com a pele branca, olhos muito azuis penetrantes e lindos cabelos negros. O Imperador se encantou com tanta beleza e aparentemente foi um homem mais apaixonado. A pequena criança Pedro d’Alcântara, tinha ganho uma nova mãe, uma mulher carinhosa e afetuosa, que realmente tinha muita cumplicidade com o pequeno príncipe. 

Porém esta cumplicidade maternal, iria se romper em breve, com abdicação de seu pai em 1831 e a despedida de um convívio familiar.

Em pouco tempo, Pedro, se tornaria o órfão da nação, um pequeno menino largado a mercê do destino e trancafiado por longos anos em um palácio no meio do nada, escuro e sufocante. 

Tendo que aprender toda a teoria para um dia se tornar o segundo imperador do Brasil, de acordo a ambição e as conveniências de estranhos.

Continua na próxima postagem.

PT, Lula e Dilma, pouca vergonha e muita cara de pau - Por Antonio Morais


Se você andar pelas favelas que proliferam nas periferias das grandes cidades você verá em cada uma delas uma Somália em potencial.

E, terá a absoluta certeza que todo mundo que o PT tirou da pobreza continua pobre?

PT e seus governos se confundem com ludibrio, mentira, ilusão, corrupção, ladroagem, pouca vergonha e muita cara de pau.

Pior que o PT  ninguém viu.

sábado, 13 de agosto de 2022

WALTER RAMALHO, UM VOZEIRÃO DE QUIXADÁ - Por Antonio Gonçalo.

Aproveitando um dos retornos que faço sempre a Quixadá, ontem à tardinha fui visitar o cantor WALTER RAMALHO, um ícone da música regional, que há pouco tempo despontou nacionalmente, através do programa "The Voice Brasil", da Rede Globo. 

No trajeto de 12 Km entre a cidade e o Sítio Pau D'arco, ainda fui desfrutando e relembrando as belezas naturais da Pedra da Galinha Choca e a maravilhosa barragem do Açude Cedro. O sítio Pau D'arco, onde o artista mora, fica localizado junto à represa do magestoso reservatório.

Por já conhecer bem a região, visto que por 23 anos trabalhei ali como técnico do BNB, só quando estive chegando próximo  da localidade é que fui me informar melhor sobre a casa propriamente dita do artista. Poucos metros à frente deparei-me com o mesmo, sentado em um banquinho em frente a sua morada simples, situada em um dos Lotes administrados pelo DNOCS.

Muito cordial e educadamente, Walter Ramalho, que no lugar onde reside é conhecido por "Waltinho", me apresentou o seu "Stúdio Musical" anexo a sua residência. Um trabalho próprio seu, que envolve cenário simples, mas pitoresco, onde instala seus intrumentos e acessórios da profissão. 

Me falou de quando despertou para a música, ainda na adolescência; da época em que começou a ser reconhecido na região por ter porte físico e vozeirão parecidos como o cantor paraibano Zé Ramalho; e também sobre a oportunidade de ter participado recentemente do Programa da Rede Globo, no qual chegou a classificar-se para as "quartas de finais" da importante disputa.

Em meio aos registros fotográficos e visuais que fiz, aproveitei para autografar o meu livro "TROPEIRISMO NOSSO" e para agradecer-lhe por tão graciosa receptividade, aproveitando para desejar-lhe sucesso na sua nova empreitada, agora, à frente de sua "WALTER RAMALHO & BANDA",  que está a fazer shows, com disponibilidade para todo Brasil.

03 -Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.



Dom Pedro I e sua  segunda esposa D. Amélia.

A mulher educada em meio a toda grande nobreza européia para ser uma esposa perfeita, sofria humilhações de seu marido. A principal amante Domitila de Castro, por ordens do próprio D. Pedro I, convivia no mesmo palácio, se tornou a dama de companhia da própria esposa. Leopoldina era humilhada pelo marido na frente de sua amante.

Domitila engravidou e Pedro I fez questão de reconhecer a filha bastarda e agraciar a criança com um grande título de nobreza, Duquesa de Goiás. D. Leopoldina sofreu com uma grande Depressão por anos, devido a tantas humilhações e desprezo do marido. Muitos acreditam que sua morte em um parto foi apenas o estopim de uma morte emocional gradativa.

Logo após o falecimento da Imperatriz, obviamente a grande amante Domitila de Castro não se tornaria esposa de Pedro I; então houve a necessidade de se encontrar uma nova Imperatriz , alguma jovem com refinamento , educação e nobreza proporcionais a finada d. Leopoldina .

A fama do Imperador de ser um homem rústico e adúltero, corria por toda nobreza europeia ...Após 2 anos do falecimento da imperatriz, o famoso caso com a Marquesa de Santos, que era odiada pelos brasileiros e culpada por muitos pela morte prematura de Leopoldina, chegou ao fim, pelo menos teoricamente.

Com isso ficou mais fácil encontrar uma moça nobre europeia para se casar com o monarca. D. Amélia, filha do vice-rei da Itália, e parente próxima de Napoleão, aceitou a proposta de casamento.

Continua na próxima postagem.

Canalhas, pilantras, picaretas - Por Antônio Morais.

 Fernando Henrique Cardoso para Lula.

Se quisermos implantar o socialismo no Brasil, precisamos fingir que nos opomos, que somos contrário um ao outro.

Quem não quiser votar em você, votará em mim, e vice-versa.

No final das contas, pensando que estão votando numa oposição, eles estarão escolhendo sempre o mesmo projeto.

Divisão - Por Sérgio Porto.


Você poderá ficar com a poltrona, se quiser. Mande forrar de novo, ajeitar as molas. É claro que sentirei falta. Não dela, mas das tardes em que aqui fiquei sentado, olhando as árvores. Estas sim, eu levaria de bom grado: as árvores, a vista do morro, até a algazarra das crianças lá embaixo, na praça. 0 resto dos moveis — são tão poucos! — podemos dividir de acordo com nossas futuras necessidades.

A vitrola esta, tão velha que o melhor é deixá-la ai mesmo, entregue aos cuidados ou ao desespero do futuro inquilino. Tanto você quanto eu haveremos de ter, mais cedo ou mais tarde, as nossas respectivas vitrolas, mais modernas, dotadas de todos os requisitos técnicos e mais aquilo que faltou ao nosso amor: alta-fidelidade.

Quanto aos discos, obedecerão às nossas preferências. Você fica com as valsas, as canções francesas, um ou outro "chopinzinho", o Mozart e Bing Crosby. Deixe para mim o canto pungente do negro Armstrong, os sambas antigos e estes chorinhos. Aqueles que compartilhavam do nosso gosto comum serão quebrados e jogados no lixo. É justo e honesto.

Os livros são todos seus, salvo um ou outro com dedicatória. Não, não estou querendo ser magnânimo. Pelo contrario: Ainda desta vez penso em mim. Será um prazer voltar a juntá-los, um por um, em tardes de folga, visitando livrarias. Aos poucos irei refazendo toda esta biblioteca, então com um caráter mais pessoal. Fique com os livros todos, portanto. E conseqüentemente com a estante também.

Os quadros também são seus, e mais esses vasinhos de plantas. Levarei comigo o cinzeirinho verde. Ele já era meu muito antes de nos conhecermos. Também os dois chinesinhos de marfim e esta espátula. Veja só o que está escrito nela: 12-01-48. Fique com toda essa quinquilharia acidentalmente juntada. Sempre detestei bibelôs e, mais do que eles, a chamada arte popular, principalmente quando ela se resume nesses bonequinhos de barro. Com exceção, o de pote de melado e moringa de água, nada que foi feito com barro presta. Nem o homem.

Rasgaremos todas as fotografias, todas as cartas, todas as lembranças passíveis de serem destruídas. Programas de teatros, álbuns de viagens, souvenirs. Que não reste nada daquilo que nos é absolutamente pessoal e que não possa ser entre nós dividido.

Fique com a poltrona, seus discos, todos os livros, os quadros, esta jarra. Eu ficarei com estes objetos, um ou outro móvel. Tudo está razoavelmente dividido. Leve a sua tristeza, eu guardarei a minha.

MILLÔR FERNANDES - Por Millôr Fernandes.

“Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na terra um canalha a menos”. 

Dona Leopoldina do Brasil - Postagem do Antônio Morais.

Em 22 de Janeiro de 1797, nascia na corte de Viena mais uma descendente do Imperador Francisco I da Áustria com Maria Teresa da Sicília, aquela que viria ser a Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil. 

Mais do que uma soberana consorte reinando em um país tropical, ela também promoveu um verdadeiro intercâmbio cultural entre a Europa e o Brasil. Por isso, sua figura pode se constituir em um elo entre o chamado velho e novo mundo. 

Interessada em botânica e mineralogia, a imperatriz contribuiu de forma decisiva para que a cultura, a fauna e a flora brasileira se tornasse mais conhecidas no exterior. 

Apesar dos recentes esforços feitos para destacar sua importância no cenário histórico atual, poucos são aqueles que se lembram da esposa de Dom Pedro I como a mulher astuta que ela foi. Perto de outras arquiduquesas austríacas, Leopoldina é quase desconhecida, embora tenha sido uma pessoa dotada de muitas capacidades intelectuais, acompanhadas de sentimentos como o amor pela família, o carinho pela sua pátria de adoção e o respeito para com seus habitantes. 

Repensar a sua figura é, portanto, uma forma de compreender os eventos ocorridos na primeira metade do século XIX, que culminaram no 7 de Setembro de 1822 com a independência do Brasil.

Associação dos Autarcas Monárquicos.

Mário Sabino: as minhas despedidas do Diogo - Por O Antagonista.

Em sua coluna na Crusoé desta semana, aberta para não assinantes, Mário Sabino, fala sobre sua amizade com Diogo Mainardi e as despedidas que tiveram — a mais recente ocorreu nesta semana. 

“Quantas vezes me despedi do Diogo? Foi a pergunta que fiz a mim mesmo logo depois que ele decidiu dar outro tempo no jornalismo e deixar de escrever em O Antagonista e nesta Crusoé. 

A primeira vez foi quando ele viajou para fazer o último ano do colegial nos Estados Unidos.

Tínhamos 16 anos. Lembro que, na noite anterior à sua partida, desci até a portaria do prédio em que morava (não tínhamos telefone) para ligar para ele. Eu disse que seria seu amigo para sempre e ele me respondeu que também seria meu amigo para sempre, e assim acabou sendo.”

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

02 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.



Dia 11 de dezembro de 1826, sua mãe d. Leopoldina, filha de Francisco I, Imperador da Áustria, faleceu devido complicações de um parto. As razões da morte de Leopoldina para muitos aconteceu de forma gradativa ao longo dos anos de casada. D. Pedro I, mantinha inúmeras amantes e muitas delas, sua esposa tinha o conhecimento.
Porém a grande protagonista dessas traições foi Domitila, a futura Marquesa de Santos, uma mulher ambiciosa e sem muitos pudores para chegar em suas metas.
D. Leopoldina, era uma Habsburgo, uma das famílias mais nobres e prestigiadas da Europa. Uma mulher criada para ser nobre e ter um comportamento nobre, principalmente em relação ao matrimônio. 
Seu marido, foi criado no Brasil, tendo centenas de amantes e aventuras sexuais sem compromissos; etiqueta e nobreza real, eram características que o primeiro imperador não possuía. 
As centenas de cartas que a imperatriz mandava as suas irmãs na Áustria, contando sobre sua grande tristeza e o verdadeiro inferno que vivia aqui no Brasil. 
Em muitas cartas ela escrevia “estou em uma melancolia realmente negra”, hoje em dia conhecida como Depressão.
Continua na próxima postagem.

Herança e legado do Fernando Henrique Cardoso - Por Antônio Morais.

Veja a faixa  no peito.

Na minha humildade e singeleza atribuo ao imediatismo, à falta de planejamento a longo prazo o fracasso da gestão política brasileira. Dos últimos presidentes o mais nefasto foi Fernando Henrique Cardoso. O seu governo deixou um legado de destruição que, ao longo do tempo, tem prejudicado enormemente o Brasil.

A conhecida reeleição além de ser um grande mal porque o eleito ao assumir o executivo já está com o pensamento voltado para quatro anos depois, foi originada na base da corrupção, da compra de votos no congresso nacional quem não lembra o deputado Ronivon Santiago PFL, PMDB e PP do Acre, réu confesso, dentre tantos outros.

Outra herança do famigerado governo Fernando Henrique Cardoso está aí, as vistas, para quem quiser ver. A indicação de Gilmar Mendes para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não carece que se faça qualquer tipo de depoimento ou comentário  a respeito, basta  ver e ouvir o que falaram o senador Jorge Kajuru e os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Roberto Barroso no plenário da corte suprema na presença do próprio, olho no olho.

FHC representa a destruição  da ordem legal  e cobertura e ampara a corrupção. O mais grave é que  ainda se acha na condição de opinar.

Assassinos da esperança - A primeira que matam ou a ultima que morre? - Por Xico Bizerra


Dona Ética bateu mas ninguém abriu-lhe à porta. Insistiu, e nada. Ouviu – atentos ouvidos tem a Dona Ética, passos de dentro da sala. Certamente, alguém veio ao olho mágico observar quem era a visita.

Identificada como incômoda, a porta não foi aberta. Dona Ética pensou insistir mais uma vez mas, já tinham lhe dito, não adiantaria: ali ninguém lhe daria ouvidos. Seria perda de tempo. Desistiu. Saiu prometendo a si mesma não mais querer conversa com aqueles homens de paletós, cuecas e meias fartas.

Dali, já atrasada, foi ao sepultamento da amiga Esperança.

Grande verdade sobre o Brasil - Postagem do Antônio Morais.


Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de lavagem sempre seria eleito. Não importa quantos porcos já houvesse abatido.

Orson Scott Card.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Uma cena da vida do Imperador Dom Pedro II

(Texto do livro "Memórias do Exílio", do Conde Afonso Celso).


Eis o que os republicanos de 1889 nos tiraram! O mais digno, culto, honesto e patriótico governante!E tudo para colocar no lugar um punhado de aventureiros, que se sucederam ao longo do tempo, mandato após mandato, até hoje sem demonstrar que mereceram estar no mais alto cargo do país...

Leiam o texto que acompanha essa imagem e se transportem para a época, tentando sentir toda a dor daquele momento de um homem que, ao tempo em que enfrentava as agruras do Exílio, acabara de perder a esposa de quase 50 anos de vida em comum.Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:
— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.
Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele.

Notei lhe a funda lividez.
Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.
— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.
“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.”
Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante."

A Mesa do Velho Avô - Postagem do Antônio Morais.


Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante.

A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:
"Nós temos que fazer algo sobre o Vovô," disse o filho.

"Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão". Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá , Vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.

Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira. Quando a família olhava de relance na direção do Vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.

O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança, "O que você está fazendo? "Da mesma maneira dócil , o menino respondeu: " Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer." O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar.

As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu para a mesa familiar.

Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.

As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.

O pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança. Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.

MEU AMIGO JOÃO DINO - Um amigo do peito, um verdadeiro irmão.

.Prezado João Dino.

Rebuscando o passado, encontrei, em meus arquivos, a abertura de um Baile no Crato Tênis Clube realizado em 19 de Abril de 1997.

 Clube lotado, o maestro José Renato ingressou no recinto tocando o seu pistom, e, logo a seguir você o acompanhou para o aplauso e delírio da distinta plateia.

Esta foi a melhor forma que encontrei  para agradecer, já que na condição de presidente do Lions fui o contratante de  tamanha festiva.  Receba o abraço sincero deste  teu amigo, camarada e irmão.

Veja o Crato Tênis Clube  em festa.

Há quatro décadas, Brasil recebeu pela primeira vez a visita de um Papa


Fonte: excertos da matéria publicada na "Folha de S.Paulo", 30-06-2020.


Há exatamente 40 anos, o Brasil recebeu pela primeira vez a visita de um papa. O protagonista foi o polonês Karol Wojtyla, o Papa João Paulo 2º, que então chefiava a Igreja Católica havia um ano e dez meses. E a estreia no país, que tinha 89% da população como cristã católica, segundo censo de 1980, foi grandiosa.

Ao longo dos 12 dias em que esteve no Brasil, o papa mobilizou ao menos meio milhão de pessoas em cada uma das 13 cidades que visitou: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém, Teresina e Fortaleza. Tudo começou em 30 de junho de 1980, ao desembarcar em Brasília, quando o pontífice fez seu gesto característico ao beijar o solo brasileiro. Recebido pelo presidente João Batista Figueiredo, João Paulo 2º deixou uma marca por onde passou.


Saindo de mansinho - Por Diogo Mainardi.

De tempos em tempos, desisto do Brasil. Estou desistindo novamente agora. Além de renunciar às urnas, resolvi renunciar também ao nosso site. 

A partir de hoje, vou parar de escrever para a imprensa. No caso, O Antagonista e a Crusoé.

O plano é me dedicar a atividades mais gratificantes do ponto de vista intelectual e espiritual. De fato, pretendo passar meus dias deitado no sofá, tirando meleca do nariz. Quanto tempo isso vai durar? O trato é permanecer um ano de folga. Pode ser mais, pode ser menos. A única certeza é que vou me abster de comentar a campanha eleitoral, os debates na TV, o resultado do primeiro turno, a festa do vencedor, os nomes dos ministros, as tentativas de golpe, a compra dos parlamentares. 

Sinto-me revigorado só de ver essa lista.

É claro que há reciprocidade nisso. Eu desisti do Brasil, o Brasil desistiu de mim. Ninguém está disposto a ler pela trigésima-oitava vez os mesmos comentários sobre os mesmos assuntos. Eu já disse o que tinha a dizer. O afastamento, portanto, é consensual. 

O Brasil e eu enjoamos um do outro. Vou sair de mansinho e o leitor nem vai notar.

Estupidamente, eu havia prometido me atirar do campanário de São Marcos em caso de segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro. 

A aposentadoria precoce foi o jeitinho acovardado que arrumei para descumprir a promessa. É uma espécie de terceira via particular. 

Minha vida vai virar uma Simone Tebet: estreita, tediosa, supérflua e sem brilho, mas longe daquela gentalha fedorenta que há vinte anos embosteia meu dia a dia.

01 - Era do Império - Por EQUIPE PEDRO II DO BRASIL.

Este não tem como assunto principal o Imperador do Brasil, Dom Pedro II, mas sim o menino Pedro, que ficou órfão prematuramente, abandonado em um palácio feio e escuro, aos cuidados de pessoas que não eram de sua família e sendo preparado em todos os sentidos para governar um Império de proporções continentais.

Um Império de mestiços, escravidão, pobreza e corrupção.

Uma criança que antes de seus 15 anos de idade foi coroado o Imperador do Brasil, onde o próprio cetro de sua coroação tinha o dobro de sua estatura. 

Um jovem cheio de mágoas, tragédias familiares, incertezas, sonhos e medos. Um ser humano como qualquer outro, cheio de limitações e inseguranças.

Pedro nasceu em 2 de dezembro de 1825, o parto que trouxe ao mundo o jovem príncipe demorou mais de cinco horas. Sua mãe dona Leopoldina, a Imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I, já tinha tentado inúmeras vezes engravidar de um filho homem, o único que vingou antes de Pedro, foi D. Miguel que faleceu pouco tempo depois de seu nascimento.

Toda responsabilidade da continuidade de uma monarquia independente conquistada por seu pai, caiu em cima daquele bebê que não fazia a menor ideia do que passaria ao longo da vida para ser considerado o Defensor Perpétuo do Brasil; um defensor de 14 anos.

Continua na próxima postagem.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Julga-se o homem por sua postura - Por Antônio Morais.


Moro silenciou, levantou da cadeira e saiu da reunião. Moro vem de um ambiente de trabalho sério, de respeito e obediência a lei e ajustiça.
Queriam que gritasse?
Falasse palavrões?
Fosse cúmplice da sujeira?
Sergio Moro não mente, não grita, não fala palavrões, é educado, fino, polido, inteligente, culto, entende de processo penal pra caramba e não tem filhos suspeitos! 
Sabe o que é : um "Gentleman"!
Os outros estavam se sentindo em casa servindo o seu mestre, o seu amo.
Moro estava servindo o Brasil, a lei e a constituição.

Não culpe apenas o "sistema" - Por Mário Sabino.



A menos de uma semana do início oficial da campanha eleitoral, está ainda mais evidente o que ela será em ambos os lados que importam eleitoralmente: lama.

Não se trata de culpar apenas os candidatos, os seus marqueteiros, os seus aliados políticos e os militantes a soldo imediato ou com perspectiva de ganhos mais adiante. 

Os culpados são também os brasileiros que escolheram a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula, além de todas aquelas autoridades que contribuíram para que chegássemos a este ponto. Ou seja, a maioria esmagadora.

Não adianta culpar o “sistema”, como se fosse algo completamente exterior aos cidadãos. O nosso analfabetismo, a nossa miséria, o nosso sentimento de impotência, não nos inocentam. 

O “sistema” somos todos nós: ricos, pobres e remediados. Quem escolheu a polarização escolheu a lama.

Monarquia e República - Por Antônio Morais.


Quando me perguntam a diferença entre Monarquia e República eu respondo : "Na monarquia os monarcas preparam sucessores e na República os governantes preparam herdeiros".
Analisando as denúncias dos últimos 50 anos, vemos uma republiqueta apodrecida. Políticos sebosos, desonestos envolvendo, despudoradamente, os seus familiares em seus mal feitos, em suas ladroagens. 
É a mãe do Gedel, é a esposa do Cabral, a irmã do Aécio, os filhos do Lula, a filha do Temer, a filha do Serra, e, por fim, os filhos e amigos do presidente Bolsonaro, por exemplo!
República no Brasil é sinônimo de "Iniquidade".
Um dia, o grande poeta de minha terra Raimundo Lucas Bidinho me falou:

Olhando a antiguidade
A noite quando me deito
Fico a sonhar sobre o leito
Com o Brasil dos Andrada
Ali a honestidade
Nascia do coração
Roubo, furto e estorção
Hoje é quem nasce primeiro
Em cada dez brasileiro
Tem oito ou nove ladrão

Padre Cicero, o monarquista - Postagem do Antônio Morais.


Da janela de sua casa, ele falou aos seus fiéis : Não se preocupem meus filhos, a Monarquia voltará e seremos novamente um pais próspero.

"O Comunismo foi fundado pelo demônio. Lúcifer é o seu chefe e a disseminação de sua doutrina é a guerra do diabo contra Deus.

Conheço o comunismo e sei que é diabólico. É a continuação da guerra dos anjos maus contra o criador e seus filhos."

Padre Cicero Romão Batista.

PELAS PONTAS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quando o 4-4-2 (a Inglaterra usou na Copa do Mundo de 1966) prenunciou o sumiço dos pontas especialistas,  estranhou-se por aqui.

Besteira. O futebol sempre precisou (e precisa) de especialistas.

Com as novas geometrizações táticas e avanços da preparação física, os jogadores tiveram um acréscimo em suas funções.

Entanto, os espaços da linha de fundo não viraram "terra de ninguém".

Pelo contrário. Os laterais viraram alas (para armar e atacar como extremas), afora deslocamentos de jogadores de outras posições em campo.

Quando Zé da Galera pedia ponta a Telê, tinha ponta esquerda voando: Éder e Zé Sérgio, que nem foi para a Copa.

O pedido era voltado mais para o setor direito.

Só que não era fácil deixar de formar um quarteto com Cerezo, Zico, Sócrates e Falcão. O ala Leandro era, na verdade, um extrema.

Telê não abria mão de um centroavante de referência. Daí, a escalação de Serginho Chulapa.

Mas, voltando ao assunto do "sumiço" dos pontas. O Palmeiras, que vimos domingo passado contra o Goiás, reforça a nossa observação de que os extremas, no duro, nunca deixaram de existir.

Dudu e Wesley (ou Rony) fecham da ponta para o meio. Acrescente-se o apoio incessante dos alas. Mayke (ou Marcos) e Piquerez (ou Vanderlan).

Ataques apoiados pelas pontas, para Zé da Galera nenhum botar defeito.

Não à tôa, o time do Abel Ferreira está solto na buraqueira do campeonato brasileiro.

Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã' - Postagem de Antônio Morais.


Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). Suas datas de nascimento e morte não são conhecidas. Seu sobrenome, também não.

Como escrava criada na casa grande, Adelina aprendeu a ler e escrever. Trabalhando nas ruas, assistia a discursos de abolicionistas e decidiu se envolver na causa.

Como não há registros fotográficos de Adelina, a charuteira, ilustração foi baseada em fotografias de escravas minas que viviam no Maranhão na época.

De acordo com o Dicionário da Escravidão Negra no Brasil, de Clóvis Moura (Edusp), Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.

Aos 17 anos, Adelina seria alforriada, segundo a promessa que seu senhor fez a sua mãe. Mas, segundo o Dicionário, isso não aconteceu.

O TCU quer eleger Jair Bolsonaro - Por O despertador do Diogo.

Ao perseguir Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot, o pessoalzinho de Renan Calheiros entra na campanha eleitoral e refresca a memória dos brasileiros sobre a Lava Jato e o departamento de propinas da Odebrecht.

Lula só tem a perder com isso. Ele merece.

Em entrevista ao Financial Times, Ciro compara Lula a ditadores Maduro e Ortega - Por O Antagonista.

Ciro Gomes teceu duras críticas a seus dois principais rivais na corrida presidencial, Lula e Jair Bolsonaro, em entrevista ao Financial Times publicada nesta terça-feira (9).

Quanto ao ex-presidente, Ciro o comparou aos ditadores latino-americanos Nicolás Maduro, da Venezuela, e Daniel Ortega, da Nicarágua.

O pedetista disse que Lula é “uma expressão de populismo sul-americano podre e corrupto”.

“Se você considera que Ortega é um populista corrupto, então Lula é a expressão absolutamente igual de Ortega ou de Maduro”, acrescentou.

Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios - Postagem do Antônio Morais..



O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.

Em 1881, o Dragão do Mar comandou, em Fortaleza, uma greve de jangadeiros que transportavam os negros e negras escravizados para navios que iriam para outros Estados do Nordeste e para o Sul do Brasil. O movimento conseguiu paralisar o tráfico negreiro por alguns dias.

Francisco José do Nascimento se recusou a transportar escravos das praias de Fortaleza para navios negreiros.

Com o comércio de escravizados impedido nas praias do Ceará, Nascimento foi exonerado do cargo, segundo o registro de Clóvis Moura. E se tornou símbolo da batalha pela libertação dos escravos.

Depois da abolição, ele tornou-se Major Ajudante de Ordens do Secretário Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará e morreu como primeiro-tenente honorário da Armada, em 1914.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

COLÉGIO DIOCESANO DO CRATO E SUA HISTÓRIA - Por Raphael Batista Menezes Sobreira de Oliveira.


O que está acontecendo na gestão do Diocesano? Porquê passa por momentos de dificuldades? Porquê não possui mais o ensino médio? Porquê não é mais a principal instituição de ensino do Crato? 
Estas e outras perguntas se espraiam na sociedade Cratense.

Tenha-se mais zelo e atenção à história do Diocesano de Crato, ele guarda uma história de pujança da Educação no interior do Nordeste, e quem por ele passou não permitirá omitir-se do que o sucede de maneira silente.

Aonde foi parar o Diocesano, que como Cabral dizia:
"O Colégio Diocesano do Crato, só não teve ainda presidente da República , mas formou discentes de todas as profissões e carreiras políticas e diplomáticas do país".

FAZER POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Futebol e política têm tudo a ver. E, para variar, coloca-se a politicalha a serviço dos interesses inconfessáveis do “ toma lá, dá cá”.
E quando se trata de arbitragem, o chafurdo é grande. Do alto ao baixo clero dos apitadores.
Sempre existiu no futebol o árbitro consagrado, o mediano e aquele que se dedica mais a tarefa de trabalhar como bandeirinha.
Em partidas amistosas, sem muita relevância, o bandeirinha ganha a grande oportunidade de ser o juiz central, no fito de adquirir experiência e sonhar com um destaque maior.
Foi nessa brecha que um amigo nosso (não está mais entre a gente) pôs à prova sua suposta competência e honestidade, em busca de tornar sua existência menos tediosa.
Escalado para apitar um amistoso entre seleções de Maranguape e Pentecoste (ou Itapajé, não me lembro bem), ele não esperava que a barra fosse tão pesada.
O time da casa tinha feito grandes investimentos e posava de favorito absoluto.
Só que o futebol “não respeita as caras” e a equipe visitante fechou o primeiro tempo vencendo por 1 X 0.
Pra quê? No intervalo, o nosso amigo juiz recebeu a visita de um colérico dirigente da seleção da casa que, em tom de ameaça, foi logo dizendo aos gritos: “Ei, “rapaizim” tu é doido é? Tu acha que eu vou gastar dinheiro num time, pra ser derrotado no nosso campo? Não se enxerga não”?
Tranquilo, ao ouvir o histriônico dirigente, o candidato a “grande apitador” acalmou os ânimos, com uma pergunta: “Meu amigo, o jogo, por acaso, terminou?”
Na segunda etapa, segundo ele, para sair vivo, marcou um pênalti inexistente para o time da casa (afora outras “ajudas”) e o empate evitou um mal maior.
Narrando esse seu feito na meteórica carreira de árbitro, nosso amigo me disse, exalando autoridade: “Não tenho nada de besta, eu fui político naquela decisão”.
Pergunta inocente: isso é que é fazer política?

Incrível: IPCA de julho registra deflação de 0,68%, a maior desde início da série histórica – por Daniela Amorim (Estadão)

Deus é brasileiro?

9 agosto 2022


Índice acumula alta de 4,77% neste ano e de 10,07% nos últimos 12 meses

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,68% julho, a maior deflação registrada desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1980. Com esse resultado, o IPCA acumula alta de 4,77% no ano 2022, e 10,07% em 12 meses.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que previam um recuo entre 0,88% e 0,45%, com mediana negativa de 0,66%.Quer ajuda para colocar as contas em dia? Assine agora a newsletter e receba conteúdo gratuito e exclusivo no seu e-mail!


Porque me tornei um monarquista - Por Antônio Morais.



Não há e nunca existiu forma ou maneira mais própria de escolher o melhor que comparando. É comparando que se chega ao melhor ou ao menos ruim. 

Não carece ser um estudioso das diversas formas e sistemas de governo para avaliar a melhor. Hoje, como  observador da história posso afirmar sem medo de errar que a monarquia prepara sucessores, e, a republica  prepara herdeiros é só ver o que se conhece dos filhos do Lula e do Bolsonaro, que em nada diferem.

Se você tem alguma dúvida, leia a história, a nobreza, as ações, as atitudes, a lealdade, a humildade, o caráter e a probidade de Dom Pedro II e compare com o Pajé Lula, e com o Jair Bolsonaro. 

Afastemos-nos  da fossa republicano proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora abolicionista - Postagem do Antônio Morais.


A maranhense Maria Firmina (1825-1917) era negra e livre, "filha bastarda", mas formou-se professora primária e publicou, em 1859, o que é considerado por alguns historiadores o primeiro romance abolicionista do Brasil, Úrsula. O livro conta a história de um triângulo amoroso, mas três dos principais personagens são negros que questionam o sistema escravocrata.

A escritora assinava o livro apenas como "Uma maranhense", um expediente comum entre mulheres da época que se aventuravam no mercado editorial, e só agora começa a ser descoberto pelas universidades, segundo a professora de literatura brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Constância Lima Duarte.

Romance de Maria Firmina dos Reis é considerado o primeiro a trazer o ponto de vista de personagens negros no Brasil escravocrata.

Maria Firmina também publicava contos, poemas e artigos sobre a escravidão em revistas de denúncia no Maranhão.

De acordo com o Dicionário de Mulheres do Brasil: de 1500 Até a Atualidade (Ed. Zahar), ela criou, aos 55 anos de idade, uma escola gratuita e mista para crianças pobres, na qual lecionava. Maria Firmina morreu aos 92 anos, na casa de uma amiga que havia sido escrava.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

POR FALAR EM POBREZA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Em um encontro de dois saudosos poetas caririenses, Hélder França e Enéas Duarte, o primeiro deplorou a precária vestimenta do segundo:

Responde-me,

Oh! Pobre vate,

Qual foi o mal alfaiate

Que te aleijou de uma vez

Enéas não tardou a responder:

Foi o alfaiate da miséria

Que pobreza

É coisa séria

Foi a miséria quem fez.

Acontece que a pobreza que gera a fome não tem nada de poética.

Quando iremos nos preocupar com a pobreza no País?

O que falta para encarar esse problema com a urgência que ele merece?

Quem tem maiores responsabilidades sobre essa questão já experimentou passar um dia de fome?

E ver os seus dependentes vítimas dessa pena de morte por inanição?

Como em outros desafios, não há uma preocupação real com isso.

O objetivo parece ser mesmo naturalizar essa impiedade de séculos.

André Rebouças, o engenheiro que queria dar terras aos libertos - Postagem do Antônio Morais.


André Rebouças nasceu na Bahia, em 1838, em uma família negra, livre, e incluída na sociedade imperial. Quando jovem, estudou engenharia e começou a trabalhar na área. Foi responsável por diversas obras de engenharia importantes no país, como a estrada de ferro que liga Curitiba ao porto de Paranaguá. Conquistou posição social e respeito na corte. A Avenida Rebouças, importante via em São Paulo, é uma homenagem a André e a seu irmão Antonio, também engenheiro.

Em uma das obras de que participou, outro engenheiro pediu que Rebouças libertasse o escravo Chico, que era operário e tinha sido responsável pelos trabalhos hidráulicos. "Foi quando sua atenção recaiu sobre o assunto", escreve Angela Alonso, também em Flores, Votos e Balas. Chico foi, então, libertado.

"Sou abolicionista de coração. Não me acusa a consciência ter deixado uma só ocasião de fazer propaganda para a abolição dos escravos, e espero em Deus não morrer sem ter dado ao meu país as mais exuberantes provas da minha dedicação à santa causa da emancipação", discursou certa vez Rebouças, na presença do imperador Pedro II.

André Rebouças era adepto de uma reforma agrária que concedesse terras para os ex-escravos.

Na década de 1870, Rebouças se engajou na campanha pelo fim da escravidão. Participou de diversas sociedades abolicionistas e acabou se tornando um dos principais articuladores do movimento. Um de seus papéis foi fazer lobby - uma ponte entre os abolicionistas da elite e as instituições políticas, para quem executava obras de engenharia.

As ideias de Rebouças incluíam não apenas o fim da escravidão. Ele propunha que os libertos tivessem acesso à terra e a direitos, para serem integrados, não marginalizados. "É preciso dar terra ao negro. A escravidão é um crime. O latifúndio é uma atrocidade. Não há comunismo na minha nacionalização do solo. É pura e simplesmente democracia rural", proclamou Rebouças.

O engenheiro também se opunha ao pagamento de indenização para os senhores de escravos em troca da liberdade - para Rebouças, isso seria uma forma de validar que uma pessoa fosse propriedade da outra.

Apoiador da monarquia e da família real brasileira, Rebouças foi ainda um dos responsáveis pela exaltação da Princesa Isabel como patrona da abolição.

domingo, 7 de agosto de 2022

Colégio Diocesano do Crato - Postagem do Antônio Morais.


Aberto em 27 de março de 1927, inicialmente chamado de Ginásio do Crato, o Colégio Diocesano se tornou referência no interior, numa época em que muitas pessoas deixavam o Cariri para estudar em Recife,PE. 
No inicio a instituição só educava garotos – até adotar o ensino misto. Seu primeiro diretor foi o padre Francisco Pita, depois passou a ser administrado pelo monsenhor Joviniano Barreto, padre David Moreira e o monsenhor Montenegro, este último, passou 52 anos na direção da escola.
Ali, foram formadas diversas pessoas ilustres, como educadores, embaixadores, militares, sacerdotes e políticos.”Só não formou presidente da República”, resume o memorialista e jornalista Huberto Cabral. 
Entre as personalidades, estão ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, o ex-governador do Ceará, Adauto Bezerra, o ex-governador do Piauí, Helvídio Nunes de Barros, o ex-governador de Alagoas, Muniz Falcão, e os ex-ministros João Gonçalves de Sousa e Humberto Barreto.
Atualmente, o Colégio só abriga o Ensino Fundamental. Os familiares de estudantes acreditam que o ano letivo de 2022 já não acontecerá. 
Eles também denunciam que, na última vez que houve manutenção no prédio, para revitalizar a pintura das paredes, o custo saiu do bolso de pais e professores.

Minha gratidão "In memoria" - Por Antônio Morais

Manuel Batista Vieira, professor Vieirinha. 

No dia 25 de Fevereiro de 1969, sair de minha cidade Várzea-Alegre para o Crato no ônibus de Seu Totô.

Trazia no bolso da camisa uma carta do meu pai para Vieirinha, era assim que ele chamava na intimidade conterrâneo. Solicitando a minha matricula no Colégio Estadual Wilson Gonçalves do qual Vieira era diretor.  

Encontrei o Vieira na Livraria Católica sentado em cima do balcão conversando com José do Vale enquanto José Vieira, seu  irmão recebia e conferia uns livros.

Entreguei a carta, ele retirou do envelope, leu, colocou novamente e escreveu no verso do envelope : Faça-se! Mandou-me procurar Zuleide na secretaria do colégio.

Iniciava-se ali uma grande amizade. Como aluno e depois como amigo sempre o vi com os olhos de um filho e, acho que havia uma grande reciprocidade, ele me via com os olhos de um pai.

A minha amizade com o Velho Vieira passou  para os filhos José Flávio, Vicente e Luciano. 

Do Vieira eu guardo as melhores lembranças, muita gratidão, reconhecimento e saudade.

Maria Tomásia Figueira Lima, a aristocrata que lutou para adiantar a abolição no Ceará - Postagem do Antônio Morais.

Filha de uma família tradicional de Sobral (CE), Maria Tomásia foi para Fortaleza depois de se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. 

Na capital, tornou-se uma das principais articuladoras do movimento que levou o Estado a decretar a libertação dos escravos quatro anos antes da Lei Áurea.

Segundo o Dicionário de Mulheres do Brasil, ela foi cofundadora e a primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras que, em 1882, reunia 22 mulheres de famílias influentes para argumentar a favor da abolição.

Ao fim de sua primeira reunião, elas mesmas assinaram 12 cartas de alforria e, em seguida, conseguiram que senhores de engenho assinassem mais 72.

As mulheres conseguiram, inclusive, o apoio financeiro do imperador Pedro II para a iniciativa. 

Juntamente com outras sociedades abolicionistas da época, elas organizaram reuniões abertas com a população, promoviam a libertação de escravos em municípios do interior do Ceará e publicavam textos nos jornais pedindo a abolição em toda a província.

Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa no dia 25 de março de 1884, quando foi realizado o ato oficial de libertação dos escravos do Ceará, que deu força à campanha abolicionista no país.

sábado, 6 de agosto de 2022

Crônicas e contos - Por Antônio Morais.

A pior coisa do mundo é ver o olhar triste de uma criança causada pela fome e miséria. Causada pelas guerras sem sentidos comandadas por homens rígidos e impiedosos que nunca perceberão que a guerra só terá fim quando um dos lados desisti.

O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã 

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza. Porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Se você não sente a dor do teu irmão, a tua doença é maior do que a dele.

As lambanças da justiça - Por Antônio Morais.

No tem hábil Sérgio Moro e a esposa Rosângela Mora transferiram o domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo. 

A justiça eleitoral de São Paulo barrou Sérgio Moro e permitiu para esposa. Ao mesmo tempo, o ministro do governo Bolsonaro Tarcísio de Freitas transferiu o domicílio para São Paulo numa aventura de doido, para concorrer ao governo do estado e foi aceita. 

É a justiça a serviço do puder, seja ele qual for, seja de onde venha. Se não forem impugnados teremos Rosângela Moro candidata a deputada federal por São Paulo e Sérgio Moro candidato a senador pelo Paraná. 

Este fato vai marcar e testemunhar a lambança da justiça eleitoral do Brasil.

Costumo dizer que os iguais se atraem, quem tem o puder de nomear e quem é nomeado. Triste de um país que tem uma justiça vendida e um povo que aplaude e sustenta esse sistema nocivo e seboso com o seu voto.

"Crônicas e Causos" - Por Wilton Bezerra, comentarista Generalista.

Sobre o livro "Crônicas e causos" do eminente cronista e comentarista esportivo Wilton Bezerra tenho a informar o que se segue : Ele informa que a edição esgotou.

Há um projeto de futuro para uma nova edição.

Deixou um abraço de agradecimento para todos os amigos..

Pode ser uma imagem de 5 pessoas, pessoas sentadas, área interna e texto que diz ""Reinventei 0 passado para ver sOLHU"
Curtir
Comentar
Compartilhar