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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

E por falar em Monarquia...

Fatos desconhecidos pela população brasileira

Você sabia?

1)    A Monarquia é uma forma de governo moderna e eficiente. Das 18 economias mais fortes do mundo atual, 12 são monarquias.

2)    O Monarca, sendo vitalício, pode inspirar e conduzir um projeto nacional, com obras de longo alcance e longo prazo. Já na república, o presidente executa seu próprio projeto de 4 anos de governo, e, com frequência, interrompe as obras dos antecessores.

3)    O Rei ou Rainha não têm interesse em interromper as obras dos seus antecessores, até porque participa dessas obras e projetos antes mesmo de subir ao trono.

4)    A sucessão monárquica é imediata e sem traumas: O Rei morreu – Viva o novo Rei! A sucessão de um presidente da república é cara e traumática. Trata-se de longo processo eleitoral que desestabiliza e convulsiona o país. Às vezes tem até atentados, como ocorreu com a facada em Bolsonaro.

5)    O Brasil Império era um país de primeiro mundo, junto aos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.

6)    Se não tivesse havido o golpe de 15 de novembro de 1889, que derrubou a monarquia e rasgou nossa Constituição os sucessores de Dom Pedro II teriam sido apenas três: Princesa Isabel (até 1921); Dom Pedro Henrique (até 1981) e Dom Luiz de Orleans e Bragança (Imperador de jure atual). No entanto, no mesmo período tivemos 45 presidentes de república, em meio a crises, golpes e instabilidade. 

        E o Brasil paga (até a morte deles) uma caríssima pensão mensal para sustentar os ex-presidentes José Sarney, Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Cada um tem direito, além do salário integral da Presidência, a dois carros com motorista, 10 assessores, 4 seguranças, passagens aéreas para suas viagens e plano de saúde...tudo pago com os impostos dos contribuintes...

O JARDIM DA MINHA MÃE - Por Antônio Gonçalo de Sousa.

Estamos em dezembro, aqui no Nordeste. A vegetação nessa época é devasta e estéril.  Não se tem nenhuma árvore que não esteja ressequida ou esquálida; a não ser o juazeiro, o jucá, mandacarú e poucas outras árvores que, por via da natureza e, na condicão de xerófilas, perfilam folhas verdes intermitentes, mesmo em épocas de seca.

A escassez de água e a pouca dispinibilidade de mudas de plantas exóticas ou de fora da caatinga, talvez, justifiquem o pouco hâbito do sertanejo em implantar e manter árvores sombrosas em pomares ou até mesmo nos arredores de duas residências.

Essa providènvia em dispor de árvores ao redor da casa, em si, já contribui com uma relevante providência em termos de melhoria no ambiente climático; se a isso for agregado plantas de jardim, muito mais se terá um arejamento adicional e um frescor considerável em redor do lar.

De princípio, isso poderá representar apenas trabalho a mais para as pessoas. Contudo, se a prática for desenvolvida com bom gosto e disposição, logo surgirá empatia e autoretribuição, pois  o tempo desprendido para o cuidar das plantas, servirá como estímulo cerebral e antídoto para ansiedade, depressões e outras causas da alma.

Tenho como exemplo prático para isso, uma arborização humilde que minha mãe mantém em sua casa, no Sítio Sanharol, em Várzea Alegre - CE. É ali que ela conversa com si mesmo e com filhos e parentes, todos os dias. A nós, só resta agradecer a Deus pela sua disposição de prover um oásis no deserto de poucos jardineiros do Sertão.

Sergio Moro é mais - Por Antônio Morais.

O ex-juiz Sergio Moro prendeu empresários e executivos bandidos, que pagavam propina a políticos corruptos e ladrões, alguns dos tais ele também prendeu.

Agora vai atuar em consultoria privada para evitar que empresas tenham e paguem bandidos pilantras.

Os canalhas e seus comparsas estão escandalizados.

"Assim como o lixo atrai as moscas o puder atrai os bajuladores".

085 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Um crime passional abalou o Brasil em virtude do local da lesão e pela delicadeza que a imprensa usava para transmitir a noticia.

Chicão, vaqueiro da fazenda Cacimbinha, antes de sair com o gado para o matadouro de Crato escutou a noticia pela Radio Cultura : "Mulher corta o membro do marido".

Pernoitando em nossa casa  no Crato, quando começou o Jornal Nacional, Chicão escutou a repórter dar destaque : "Mulher corta o pênis do marido".

Terminada a matéria Chicão falou indignado : "Arre égua, mas essa muié tá uma molesta dos cachorros. Lá no Assaré eu escutei o locutor da "Radia Cutura" dizendo que ela tinha cortado o membro do marido, agora no "Jorná Nacioná" estão dizendo que ela cortou "tombem" o pênis". 

"Se num butar logo essa individa na cadeia é arriscado ela querer cortar "inté o carái dele".

084 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.

O hasteamento frustrado - Coronel José Ronald Brito.

Quando em 1985, eu era diretor do Detran-ce – Departamento Estadual de Transito, o supervisor da cidade do Crato, Zezé Bezerra – José Rodrigues Bezerra, prefeito e comissão decidiram que a minha participação na solenidade de abertura da Exposição Agropecuária do Município seria hasteando a bandeira da mesma.

Relutei, primeiro porque desde a inauguração do Parque, a 04 de Setembro de 1944, pelo interventor Francisco Menezes Pimentel, de tudo ali já aconteceu: desde um vigário da Diocese afirmar em discurso que o Dr. Tasso Jereissati estava preparado para substituir Jesus Cristo, até a proibição do prefeito e comitiva adentrarem ao recinto; e em segundo porque achava que estariam presentes autoridades com maior representação do que a minha ; mas não teve jeito.

Tomamos posição nos mastros e a Banda Municipal regida por Azul – Manuel Augusto dos Anjos, iniciou o Hino Nacional e nós o içamento. A esta altura, senti foi um encontrão e o arrebatamento da adriça pelo General Teles – Raimundo Teles Pinheiro, que me tirando do posto, completou o hasteamento, sob o inacreditável testemunho dos presentes.

333 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Li em “Historias que vi, ouvir e contei”, obra literária do Carlos Eduardo Esmeraldo, um relato atribuído ao Neco Pereira.

Sustenta a historia que ao sentir falta de Pretinho, um jumentinho de sua propriedade, Neco Pereira fez promessa com meu padrinho Ciço admitindo, em caso de encontrar o animal, vendê-lo, comprar todo o dinheiro de velas e acendê-las de uma só vez no tumulo do santo padre.

O jumento apareceu e o Neco, como bom devoto, tratou de cumprir a promessa. Procurou vender em um lote do qual fazia parte um galo. Elevou o preço do galo e abaixou o preço do jumento e só vendia o lote completo. Finalmente conseguiu fazer a venda. Pagou sua promessa conforme planejado sem comprometer-se com a sua consciência e sem ter prejuízo.

Essa historia do Carlos Eduardo Esmeraldo me fez lembrar Raimundo Rosa, um caboclo da Várzea-Alegre que também fez uma promessa com São Francisco. Alcançando-a, doou em ação de graças, uma novilha ao santo.

15 anos mais tarde já eram 10 reses o rebanho e por falta d'água e pasto decidiu fazer a entrega dos animais. O velho Raimundo procurou o Padre local, contou a historia da promessa em detalhes e perguntou se era preciso se deslocar ao Canindé para fazer a entrega.

O padre disse que não era necessário viajar tanto. Era a mesma coisa entregar no Canindé, em Várzea-Alegre ou em qualquer outro lugar, o que valia mesmo era a intenção.

Raimundo Rosa deu uma cubada no padre e disse: já que é assim eu vou entregar para um que tenho lá em casa. Nada mais justo né seu vigário.

O padre que já estava com o bico doce ficou lambendo os beiços e Raimundo foi correndo comunicar a novidade à esposa devota ardorosa de São Francisco.


Brasil, uma triste Realidade - Por Antônio Morais.


Procuro me abster o quanto posso  de  escrever  sobre politica. É um tema polêmico que geralmente causa tricas e futricas. Desta feita não me contive  e me "astrevi" emitir a minha opinião. 

Devo informar que para  defender a minha verdade começo por respeitar a verdade alheia,  ela é tão importante quanto a minha. No Brasil, o "coronavirus", até então, se tem noticias de ministros, deputados, senadores e outras autoridades infectadas. 

Exatamente aqueles que podem e tem as condições de atenderem aos procedimentos recomendados pelo ministério da saúde e OMS.

Para as favelas que proliferam nas periferias das grandes cidades patrocinadas pela "republiqueta de meia pataca" que parecem mais uma Somália, foto, perguntas estão sem respostas : Como lavar as mãozinhas? Como usar álcool gel? Como uma alimentação saudável? Como hábitos saudáveis de higiene? 

Triste realidade. É de cortar o coração.

Resta-lhes a esperança e a misericórdia de Deus com a "imunidade e resistência ao vírus".

Rezemos.

332 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Onde localizar o memorial do Padre Antônio Vieira? – Editorial do Blog do Antônio Morais

O homem

Pe. Antônio Batista Vieira nasceu em 14 de junho de 1919 no sítio Lagoa dos Órfãos, no sopé da Serra dos Cavalos, município de Várzea Alegre (CE). Era filho de Vicente Vieira da Costa e Senhorinha Batista de Freitas. Faleceu em 2003. Foi um dos mais importantes filhos do Ceará. Concluídos os estudos de Filosofia e Teologia foi ordenado sacerdote na cidade de Crato, em 27 de dezembro de 1942.

Durante muitos anos foi professor polivalente do Seminário São José e construiu a igrejinha de São Francisco, imponente prédio localizado no Barro Vermelho (hoje bairro Pinto Madeira, na cidade de Crato). Em 1964 graduou-se em Economia e Planejamento pela Universidade da Califórnia, na cidade de Los Angeles.

Publicou – nos jornais de Crato e Fortaleza – dezenas de centenas de artigos, onde primava pela objetividade e observação, características visíveis da sua privilegiada inteligência. Deixou, pelo menos, quinze livros publicados. Em meio às suas atividades como Vigário da cidade de Icó (CE) foi eleito deputado federal, em 1967 pelo MDB (partido de oposição ao regime militar implantado no Brasil em 1964). Teve seu mandato arbitrariamente “cassado”. Deixou Brasília e foi lecionar na cidade do Rio de Janeiro, aonde – entre 1970 e 1974 – cursou Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciando-se, ainda, em Filosofia, Ciências e Letras. Foi fundador do Clube Mundial do Jumento e sócio da Associação Cearense de Imprensa.

O Memorial do Padre Antônio Vieira

Ao falecer, o Padre Antônio Vieira deixou um grande acervo de anotações, livros, diplomas, condecorações, objetos de uso pessoal, enfim, uma riqueza de fragmentos materiais que se constituem numa narrativa da sua própria existência. Lamentavelmente, as autoridades da cidade de Várzea Alegre não tiveram sensibilidade de reunir num imóvel apropriado esse rico acevo, os quais se constituem num motivo de honra e orgulho para qualquer cidade civilizada, que teve o privilégio de incluir no rol de filhos ilustres uma pessoa do porte do Pe. Antônio Vieira. Está claro que as autoridades de Várzea Alegre desconhecem a grandeza do seu filho ilustre. Uma figura universal. Pois, se assim não fosse, já teriam disponibilizado um local apropriado, na sede do município, para preservar a memória do Pe. Vieira.

Sabemos que o acervo deixado pelo Pe. Antônio Vieira se encontra no sitio Cristo Rey, propriedade da sua família. Consta que esses familiares pretendem transformar esse valioso patrimônio num memorial, com o objetivo de preservar a história daquele famoso sacerdote. Convenhamos que um memorial localizado na zona rural, distante vários quilômetros do centro citadino não atrairá, como deveria, a visita das pessoas, principalmente das novas gerações, a quem mais interesse usufruir desse pequeno museu.

Por que não trazer esse memorial para Crato?

Agora o desfecho lógico deste escrito. Pe. Antônio Vieira viveu longos anos da sua existência na cidade de Crato. Aqui foi estudante, sacerdote, diretor do jornal “A Ação” da Diocese, construiu igreja, foi professor de várias gerações tanto no Seminário São José, como nos colégios particulares de Crato. Sabemos que ele tinha muita consideração por esta cidade. 

Sabemos que Crato se orgulha de se auto intitular, “Capital da Cultura”, embora seja pobre no setor de memoriais/museus. Pelos serviços que o Pe. Antônio Vieira prestou à cidade e a Diocese de Crato, julgo que já é tempo de as forças vivas da “Cidade de Frei Carlos” iniciarem um movimento – através das suas instituições mais importantes: Prefeitura/Secretaria de Cultura/Departamento Histórico da Diocese de Crato/ Clubes de Serviços/ Fundações – para trazer para Crato o futuro memorial do Pe. Antônio Vieira. Não fariam nada mais do que justiça a esse notável homem.

Sabemos que em 2019, o Governador Camilo Santana iniciará a construção do Centro Cultural do Cariri, na cidade de Crato. Quem sabe uma ala daquela instituição não viria a abrigar o rico acervo deixado pelo Pe. Antônio Vieira? Com a palavra as lideranças políticas, a Prefeitura Municipal, o Instituto Cultural do Cariri, a Universidade Regional do Cariri, a secretaria de Cultura do Crato, para que iniciem, o quanto antes, um movimento a fim de sediar na “Princesa do Cariri” o Memorial Padre Antônio Vieira?


083 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Estoicismo - Por José de Figueiredo Brito, Campina Grande - Paraíba 1953.

Trabalhador cearense
Que estranho poder é o teu
O que foi que te venceu
O que é que te vence

Nem a fome nos estios
Nem o frio dos teus pagos
Nem a Amazônia de lagos
Feras e palustres rios

Não te cansas és bem forte
Tão no Sul quanto no Norte
No Leste ou no Nordeste

Só a saudade não resiste
Porque mostras feições tristes
Fora do teu torrão agreste

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

A retórica dos treinadores - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Antigamente, o treinador de futebol não dava muitas explicações sobre o jogo porque não merecia muita atenção dos entrevistadores.

Hoje, eles são sufocados pelas enfadonhas “coletivas”, falam pelos cotovelos, dão as mesmas respostas porque as perguntas são as mesmas.

Afora esse aspecto, geralmente fazem uma leitura do jogo que nem sempre convence, a exemplo de Guto Ferreira no jogo contra o Atlético Mineiro.

Com dez, o time mineiro fez uma modificação para jogada de contra ataque, tudo passou na janela e só o treinador não viu.

Quase perde o jogo.

Sem se falar em algumas análises de atuações de jogadores como Leandro Carvalho e Lima, consideradas, aqui e ali, quase perfeitas por ele.

Menos, menos.

Chamusca é craque em “esticar a baladeira” produzindo um verdadeiro ensaio em cima de uma prosaica jogada.

Colocou o Fortaleza em posição exageradamente defensiva contra o fraco Botafogo e ainda deitou falação com o sorriso no rosto.

E tome retórica.

Tite, treinador da seleção brasileira, nos parece ser um modelo para todos eles, um verdadeiro guru, especialista em complicadas explicações sobre coisas simples do futebol.

É bom lembrar para estes senhores o seguinte: Sócrates, pai da filosofia ocidental, questionou o fato de ser a retórica mais ou menos equivalente a estar certo.

Por isso, criou a dialética, uma forma de encontrar a verdade por meio de uma tese que dá origem à ideia oposta, a antítese, chegando-se a síntese que contém a verdade.

Ah, agora exagerei. Basta, vamos ficar por aqui. O futebol carece de análises mais simples.


Bolsonaro um mentiroso vulgar - Por Antônio Morais.

 


Sergio Moro é mais.

Bolsonaro escondeu os seus filhos corruptos, os amigos milicianos criminosos, e o pior, se apropriou do trabalho do Juiz Sergio Moro no combate a corrupção para se elegeu. 

Enganou  direitinho o eleitor que votou nele, inclusive eu. Depois de eleito  mostrou  a sua  verdadeira imagem covarde, podre e imunda. Um mentiroso vulgar

Portanto não tem mais inocente, enganado ou antipetista. Quem continua apoiando Bolsonaro é gente  feito ele. 

Observando o governo  vemos que  Bolsonaro apenas  assina  o que  determina os filhos corruptos, os amigos  milicianos e os bandidos políticos condenados  pelo Juiz Sergio Moro.

082 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Quanta diferença de antigamente. Neste clube, nas décadas de 60 e 70 do século passado,  para frequentar uma simples vesperal de Domingo tinha que está de terno e gravata. Imagine os grandes bailes e as festas sociais tradicionais.

Um jovem advogado que não revelo o nome nem sob tortura apresentou sua noiva a sociedade cratense num desses baile tradicionais do Crato Tênis Clube.  

O  noivo  abraçava e beijava a noiva efusivamente o que incomodou os presentes, aquilo era um "escandelo", parecia mais uma cena de sexo explicito.

Chamaram o presidente do Clube José Horácio Pequeno que se dirigiu a mesa e falou no ouvido do jovem  de  forma educada e quase inaudível : "Tem muita gente aí com inveja de você"!

A mensagem foi entendida, o advogado passou a se comportar dentro dos padrões morais e bons costumes da época.

Pula para 20 de maio de 2018.  Eu fui a rodoviária de Crato buscar minha filha que chegava de Fortaleza. Na passagem pelo Crato Tênis Clube, por volta das cinco horas da manhã, estava se encerrando uma festa. Vi jovens de chinela japonesa, bermuda, camisa de um time de futebol qualquer e boné na cabeça com a inscrição "Lula Livre" bebendo  Ypioca  passando  o litro de um para outro, de boca em boca.

É o fim da decência, honradez e autoestima de uma sociedade e o triunfo da desordem e anarquia a que o povo se nivelou. 

331 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


O Coronel Mario Leal convidou o colega deputado Chico Monte para um passeio na sua fazenda Canastra, em Jucás. Chegaram  por volta de 10h da noite e se acomodaram. No outro dia cedinho arrearam dois animais e saíram para uma inspeção no campo. Vistoriaram inicialmente as mangas das pastagens e, em determinado local tinha uma carniça de um cavalo, já em adiantado estado de decomposição. O Cel Mario desmontou do animal apanhou a pata do cavalo morto, amarrou nas correias da sela, montou novamente e seguiu sob os olhares curiosos do deputado Chico Monte.

Por uma cancela adentraram as mangas das plantações e num local que havia um banco de areia ele desmontou do animal, apanhou a pata do cavalo morto e forçou sobre o banco de areia deixando vários rastros.  Em seguida jogou a pata  num buraco bem escondida e seguiu para casa.

 Ao chegar em casa o vaqueiro perguntou: seu Mario está tudo direito? Ele respondeu está! Mas, na manga das lavouras tem um animal solto. Tem rastros de um animal naquele banco de areia do rio. O vaqueiro foi conferir.

Ao retornar disse: seu Mario o Senhor tem razão. Existem mesmo rastros na areia do rio, mas eu estou invocado porque são os rastros de um cavalo velho que morreu na outra manga há mais de três meses. A qualidade observadora do vaqueiro era fruto da disciplina do Coronel Mario Leal.


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Bolsonaro ressuscita quem enterrou em 18 - Por José Newmanne Pinto.

Em 2018, Jair Bolsonaro enterrou líderes e partidos que pertenciam ao que ele chamava de “velha política”. E nas eleições municipais de domingo 29, vencidas por PSDB, MDB, DEM e outras siglas comprometidas com ela, o fato de ele ter deixado de cumprir os compromissos com os combates à corrupção e, especialmente, ao PT, muitos deles voltaram à tona, principalmente aquele que indicou como seu maior inimigo, João Doria, que elegeu prefeitos em cidades que, somadas, têm 34 milhões de habitantes e respondeu ao estelionato eleitoral do capitão com outro, ao deixar para após a contagem dos votos a decisão de voltar ao estágio amarelo, endurecendo o isolamento social contra a covid 19. 

Seu candidato, Bruno Covas, venceu o adversário de esquerda, Guilherme Boulos, com 19 pontos porcentuais de vantagem, e ajudou a manter sepultado o PT, superado até na esquerda pelo PSOL em São Paulo.

"O brasileiro mandou o lulopetismo radical e o bolsonarismo boçal para fora" - Por Ciro Gomes

Ciro Gomes disse a Datena que “o brasileiro mandou o lulopetismo radical e o bolsonarismo boçal para fora”. “Falou: ‘Vão brigar lá fora’.”

Para ele, o eleitor optou pelo voto ao centro. “Foi um grande voto ao centro, centro-direita e centro-esquerda. Precisamos organizar para ver se isso tem desdobramentos no futuro do país.”

Apesar de ter pedido votos para Guilherme Boulos, Ciro Gomes considera o psolista um radical, disse que Flávio Fino perdeu a “noção da realidade” e que o PT “não tem humildade nem capacidade de compreender e se reconciliar com o povo, insistindo no hegemonismo”.

“O Boulos chegar onde chegou significa que agora você pode expressar uma predileção com a esquerda mais radical sem ter que explicar banditismo, contradições econômicas, fracassos extraordinários do desenvolvimento, que é o que o PT obriga o jovem. Isso eles vão perder. 

Não tem humildade nem capacidade de compreender e se reconciliar com o povo, insistindo nesse hegemonismo”, disparou Ciro.“O Flavio Dino resolveu não apoiar ninguém no primeiro turno. Foi votar com camiseta ‘Lula Livre’. Eles perderam um pouco a noção da realidade. Ganhou essa eleição quem soube interpretar a realidade do país com humildade.”

PECADO - Por Antônio Morais.

Pecado é você permitir que sua vida seja guiada por quem não tem nenhum interesse ou compromisso com sua felicidade. 

Transforme seu dízimo em uma cesta básica, e mate a fome de alguém...

O Papa, os Bispos e padres da Igreja Católica esquecem as feridas de Cristo e cuidam das hemorroidas de Marx e seus  seguidores. 

Deus não precisa de dinheiro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

081 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


A maior e mais bem conceituada empresa gráfica da região sul do estado do Ceará em décadas do século  passado foi a "Tipografia do Cariri". Empresa comercial pertencente a família Maia sob o comando de Dona Conceição Romão Maia, uma empreendedora de valor inigualável. Uma Senhora virtuosa, respeitada e admirada por quantos a conheciam. Uma Cristã generosa, devota fervorosa de Nossa Senhora da Penha, que colocava Deus à frente dos seus passos e do seu caminho.

Um dia um funcionário da empresa fez uma estripulia e foi preso. A mulher do preso foi à casa do Dr. Ribamar Cortez pedir socorro.  Dona Mundinha Bitu,  esposa  do nobre promotor de justiça informou que nada podia ser feito, visto que  o marido estava viajando. Sugeriu, então, que a suplicante procurasse Dona Conceição Maia, dona de empresa que empregava o detento.

Chegando na casa de Dona Conceição, depois de comunicar o ocorrido,  Dona Conceição foi à delegacia que ficava próximo da residência, onde hoje fica o "Museu do Crato", falar com o delegado.

Em lá chegando Dona Conceição falou para delegado : Solte esse rapaz, ele precisa ir trabalhar. O delegado perguntou : Quem é a senhora para me dá ordens?

A resposta veio em cima da bucha : Eu sou a dona da casa que o senhor mora e fazem seis meses que não me pagam o aluguel.

Solta, solta, solta rápido determinou o delegado para o carcereiro, e, assim se procedeu.

Deverasmente a resposta não podia ser mais perfeita, sem ser deselegante, sem ser grosseira, mas, com uma sinceridade impar.

330 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Nesse causo eu vou omitir o nome do principal personagem, por questão de ética. Morava um cidadão no sítio Cachoeira Dantas que tinhas três filhas, com um comportamento contrário aos costumes da época.

Naquele tempo não tinha ainda a história do fica e as garotas já adotavam, a mais nova ficou na boca do povo, em virtude das ficadas com soldados, cambistas, amansadores de burros, homens casados e quem chegasse perto dela.

Depois desse currículo extravagante, ela ingressou na igreja evangélica e mudou o seu comportamento. Um moço de família importante da cidade vendo a mudança da menina e simpatizando com a garota, noivou e se casou com ela de véu e grinalda.

O pai satisfeito com aquela mudança, chegou um dia no café de Socorro Sobreira e falou: Socorro, você falava das minhas filhas, mas veja o que aconteceu. Minha caçula, casou e limpou o nome da minha família.
Socorro com aquele seu jeito espontâneo respondeu: Limpou o da sua família, mas, sujou a dos outros.

Mundim do Vale.


Como era previsto - Por Antônio Morais.

O bolsonarista Marcelo Crivela, prefeito  da cidade do Rio de Janeiro como político evaporou no ar. Sumiu no lamaçal, na podridão e imundice  do seu governo.

Do bispo não se sabe  se sobrou  alguma coisa  para  os seus  seguidores e sua igreja. 

329 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Neste vídeo o Geraldo Teté faz uma homenagem a alguns conterrâneos ilustres. Começa com "Linda Brejeira", musica com a qual Chico de Amadeu animava os seus admiradores e fãs. 

Depois canta "O jumento nosso irmão", do José Clementino do Nascimento, musica inspirada no trabalho em defesa do jumento patrocinado por Padre Vieira, e por fim arremeda o jumento com o seu assobio acompanhado do sovaco mais bem ritmado do mundo.






080 - O Crato de Antigamente - Antônio Morais.


Belisário, figura querida do Sitio Cipó dos Tomás, em Crato, localidade da Ponta da Serra, próximo do Jaburu e Patos,  era o pai de Juvenal e outros 12 irmãos. 

O causo me foi contado  por Antônio Correia Lima, estou vendendo pelo mesmo preço que me foi passado, nem mais nem menos.

Portanto, não me façam tocaia pelos corredouros da Palmeirinha, se acertem com o Toinho, grande historiador,  memorialista e  escritor.

Juvenal se casou e nada de nascer menino em sua casa. Seu Belisário vivia enchendo a saco do filho, cobrando um neto a todo custo. 

Um belo dia, o velho Belisário falou sério para o Juvenal : Parece que você não é homem? Pois, eu bastava passar por debaixo da rede que a mulher engravidava!

E, Juvenal  brabo como um siri na lata com aquela chateação respondeu - É pai, o senhor passava por baixo e "os Caba" passavam por cima.

domingo, 29 de novembro de 2020

Moro é a solução - Por Antônio Morais.


O único homem do Brasil que espero, confio e desejo vê-lo na direção desta republiqueta de meia pataca é o senhor Sergio Moro. 

Por essa razão e motivo decidi participar deste grupo para colaborar nesse sentido : Moro é a medida padrão da coragem, da honradez, da decência, da moral e dos bons costumes. 

Moro é a solução. 

Moro se retirou daquela reunião malfadada que mais parecia um bordel cujo Bolsonaro fazia o papel da cafetina chefe. 

Graças a Celso de Melo o Brasil todo tomou conhecimento para o desencanto e tristeza  do brasileiro que ainda  tem a capacidade de amar seu país.

079 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Em décadas do século passado, Monsenhor Lima respondia pela  Paróquia de São José Operário da Ponta da Serra. Muito organizado e exigente, fugir  do  definido e acertada com a comunidade nem pensar. Eram semanais.

Sua  visita era definida  antecipadamente :  Sábado pela  manha batizados, a tarde confissões e casamentos, no Domingo  o encerramento  com uma missa solene.

Certa feita, na madrugada do Sábado para o Domingo nasceu na casa de José Raimundo de Brito, no sitio Quebra uma menina. Nascida desnutrida e fraquinha sob séria ameaça de ir a  óbito. 

José Raimundo preocupado  em ver uma filha  morrer pagã  foi  até a igreja falar  da possibilidade de batizá-la, na manhã do Domingo,  quebrando o que estava  determinado na agenda do Monsenhor Lima.
  
A secretaria já  não admitiu, José Raimundo insistiu tomando a liberdade de falar com o Monsenhor. Deu-se portanto o presente dialogo  entre  o Monsenhor e José Raimundo :
José Raimundo - Estou a solicitar encarecidamente a compreensão do senhor por que a minha filha está muito doentinha e eu não gostaria que ela morresse pagã.
O Monsenhor -  O dia dos batizados foi ontem,  hoje eu não batizo.
José Raimundo - Mas, ela  está muito fraquinha dificilmente vai resistir e esperar a próxima visita.
O Monsenhor - Não posso lhe atender, por que você não a trouxe ontem?
José Raimundo já afobado, respondeu em cima da bucha - "Porque ela nasceu hoje de madrugada". 
O tom da voz já era tão forte que o Monsenhor batizou Altanita. 
Estávamos  eu, Macário de Brito Monteiro quando ouvimos do José Raimundo está proeza.

Ludibrio e escárneo - Por Antônio Morais.

Hoje o brasileiro tem a oportunidade   de mostrar  para esses nocivos, imundos mentirosos  e corruptos Lula e Bolsonaro  as suas insignificâncias politicas no  cenário Brasil. 

Os seus partidos foram jogados na lama, e, os seus discursos piedosos, mentirosos e chorões perderam a validade, não tem mais eficácia alguma. 

Ludibrio, desprezo e escárnio, falta de caráter de políticos populistas, mentirosos que ludibriam e vivem glamorizando a pobreza sem nada fazer para contê-la, se não, para tirar proveito dela na manutenção de seus mandatos. 

sábado, 28 de novembro de 2020

Um rato solto, não deixa de ser sujo, cuidado - Por Antônio Morais.


Quando um rato escapa da ratoeira por causa da mola frouxa, não deixa de ser sujo muito menos de ser rato.

É apenas um rato solto. O bom é que teremos  nova emoção ao vê-lo ser preso novamente.

O bispo, o papa e as opções políticas - O antagonista.

 


Na ala ultraconservadora da Igreja Católica, o papa Francisco é tido como “comunista”.

Dom Paulo Cezar Costa, que foi escolhido pelo pontífice para chefiar a Igreja em Brasília a partir do próximo dia 12, disse ao Estadão:

“Papa Francisco é um homem dialogante, é o homem que vai ao encontro das minorias, quer uma Igreja em saída, a inclusão dos mais pobres. Isso não por ideologia, não por opções políticas. Mas por opções evangélicas. É o que o evangelho pede de nós, é o que a doutrina social da Igreja pede de nós.”

Na capital federal, centro do poder político e sede da CNBB, o bispo católico disse que vai buscar o diálogo.

“O mundo está se tornando cada vez mais intolerante, cada vez mais se radicalizando e deixando o diálogo. Isso infelizmente acontece também no Brasil. 

As pessoas vão se enrijecendo em suas posturas e o diálogo vai ficando minado. Meu grande desafio vai ser levar e tentar implantar essa cultura do diálogo.”

VAI COM DEUS MARADONA - Por Antônio Gonçalo.



No dia em que um dos maiores ídolos do esporte é enterrado, na Argentina, surgem  manifestações de toda parte, envolvendo muitos conceitos e opiniões sobre a tragetória do craque, que passou por diversas histórias e causos. Fato é que fica é até um tanto complexo entrar-se no mérito da vida de um astro como o Maradona.

O atleta, como a maioria dos ídolos do futebol, veio de família simples. Se aliarmos isso à precoce entrada dele no mundo da arte, é possível imaginar que alguma coisa incomum poderia acontecer com sua trajetória de sucesso.

E o sucesso, como todos sabemos, é efêmero, mas, também,  muito atraente e especulativo. De modo que, quem os tem, é sempre assediado; ou por quem quer tirar proveito da ocasião, ou por aqueles que, por concorrênncia, desenvolvem uma ou várias estratégias para sucumbir o efeito positivo que o personagem em questão expressa.

É possível afirmar que não há nenhuma dúvida quanto à genialidade de Maradona no futebol. Sua expressão diante da bola era parecida com as de nosso ídolo Pelé. Ou seja, o domínio que tinham sobre a "pelota"  era tão incomum, que os pobres mortais como nós os viam da arquibancada, chegando a pensar em superioridades do além.

Mas, como o Grande Aquireto previu,  não há escapatória para o encontro com Ele. Portanto, humildemente, como futebolista e um ser qualquer, sugiro que separemos os personagens, Maradona atleta e Maradona pessoa comum. Aí, veremos que ele era normal, levando em conta os cenários em que atuou e o entorno que o cercava.
Vai com Deus.

Reveses no combate à corrupção vieram dos três poderes - Por Sergio Moro.

 


Sergio Moro afirmou hoje, durante debate em evento jurídico na internet, que os reveses no combate à corrupção vieram dos três poderes.

“De 2014 a 2018, houve um ciclo virtuoso em que o Brasil galgou passos importantes na prevenção e no combate à corrupção via judicial. O que faltou nessa época e principalmente depois foi uma movimentação política, no sentido reformista, para que fossem consolidados e realizados ainda avanços maiores na prevenção e combate à grande corrupção no Brasil”, afirmou.

“Então ficou realmente um trabalho, de certa maneira, incompleto. Eu vejo às vezes algumas críticas até responsabilizando os investigadores por essa falha, mas evidentemente essa falha é do sistema político. Houve alguns revezes desde 2018 e isso veio da parte dos três poderes.”

O ex-ministro mencionou, em primeiro lugar, a decisão do STF de acabar com a prisão em segunda instância. “Claro que nós respeitamos o STF e respeitamos quem tem o entendimento de que se tem que aguardar o trânsito em julgado, mas é uma decisão que foi desfavorável ao combate à corrupção”, disse.

Depois no Congresso tivemos a aprovação de leis que não favoreceram o combate à corrupção e atualmente existe um ambiente não muito favorável a esse tipo de reforma no nosso Congresso. Do outro lado, também o Poder Executivo foi eleito com a bandeira e com agenda da anticorrupção e é uma bandeira que foi abandoada.”

Ele participou de debate com Deltan Dallagnol no Congresso Internacional de Direito e Economia.

328 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Os sítios São Vicente, Atoleiro e Boa Vista, localizados na ribeira do Riacho do Machado, todos ou quase todos os seus habitantes são conhecidos  pelo apelido.

Macaxeira, filho de Zé Quinkas se casou  e nada de nascer menino em sua casa.  Zé Quinkas vivia infernizando a vida  do filho. Queria porque queria  um neto. Macaxeira já estava  com a muzenga de raiva do pai com  aquela peleja.

Um dia, Zé Quinkas começo a arenga : eu morro e não entendo essa demora. Já era tempo de ter  pelo menos  uns quatro bruguelos e nem unzinho para o indez. 

Na sua idade,  falou Zé Quinkas para o filho, bastava eu passar debaixo da rede que a mulher engravidava.

Macaxeira, desesperado com aquela  lenga lenga respondeu : É pai, enquanto pai passava por debaixo da rede os cabas passavam por riba. 

078 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Os dois José Raimundo, o de Várzea-Alegre e o do Crato.

O meu pai se chamava José Raimundo de Morais, morava em Várzea-Alegre.  Era primo  do cratense José Raimundo  de Brito.  O José Raimundo deles tinha a mesma origem. Era uma homenagem ao José Raimundo Duarte de Várzea-Alegre a cuja ascendência genealógica pertenciam.

Existia uma grande amizade entre os dois. Vi algumas vezes o José Raimundo de Brito sair de Crato  com o filho Marcial num Jeep  para almoçar um capote na casa  do  amigo  no Sitio Sanharol em Várzea-Alegre.

Mas, eu peço permissão para contar uma historinha engraçada. Meu pai saiu de Várzea-Alegre com o amigo Zé de Ana que  era deficiente auditivo. Era meio surdo. Meio de transporte lombo de animais.  

Quando chegaram  no Quebra, se arrancharam, soltaram os animais na roça, jantaram Baião de dois com costela de porco torrada e banana maçã até não querer mais, e, se recolheram  para dormir. 

No outro dia cedinho pegaram a Kombe para o Crato.  Quando chegaram na Casa do Vaqueiro Zé de Ana viu um chocalho em cima do balcão, balançou ao ouvido e disse - chocalho de Rachanâ. Balançava o chocalho e repetia chocalho de rachanã. 

Chico Leonel, o dono do comercio perguntou: o que foi homem de Deus, esse chocalho eu comprei  hoje cedinho de um rapaz da Ponta da Serra. 

Rachanâ era a Burra de Zé de Ana, um cabolho tinha roubado o chocalho da burra, já tinha vendido Chicô Leonel e estava, naturalmente,  tomando pinga com o dinheiro.

Os "José Raimundo" morriam de ri com essa história.

327 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Joaquim André era muito brincalhão. Pra tudo tinha uma lorota, uma presepada. Amigo de todos, e, entre as qualidades atribuídas a ele, tinha a de ser rezador em animais doentes.

O povo acreditava, ele não se furtava de fazer a reza e muitas vezes, por coincidência, pela fé ou pela reza, os animais ficavam bons.

Certa feita, uma vaca de Vicente de Santiago adoeceu e Vicente mandou um portador pedir para Joaquim André rezar na vaquinha.

 A vaquinha estava entanguida, com o mucumbu caído, sem comer, e, triste chorando dos olhos. Segundo o portador a barriga estava igual a uma cabaça de golo cheia d’água, quando a vaca andava a barriga fazia choc, choc, choc..

Como por um milagre, no outro dia, a vaca estava curada, boa danada, até dando mais leite que de costume. Vicente foi a casa do Joaquim André agradecer pela reza, e, Joaquim disse: meu sobrinho, que bom que sua vaquinha ficou boa, eu recebi o recado que você me mandou por Benedito de João de Martins, me esqueci, mas ia fazer a reza amanhã.


A disputa do ruim com o pior - Por Carlos Fernando dos Santos Lima.

 “Não há mais governo no Brasil”, diz Carlos Fernando dos Santos Lima, em sua coluna na Crusoé.

“Estamos acéfalos. Enquanto Jair Bolsonaro não governa, sendo apenas um obstáculo ao pouco que a burocracia de Brasília ainda tenta fazer, o Congresso Nacional está paralisado pelo apego dos atuais presidentes das casas ao poder. 

Nosso parlamento é dominado pela disputa do ruim, Rodrigo Maia e Alcolumbre, com o pior, Arthur Lira e Renan Calheiros.

No Supremo Tribunal Federal ficamos reféns da escancarada proteção que alguns ministros, inclusive o indicado por Bolsonaro, dão à classe política e ao sistema corrupto que a sustenta. 

Nada fazemos de relevante para superar a pior crise dos últimos cem anos e vemos velhos inimigos como a inflação voltarem a preocupar.

Enfim, caminhamos como cegos à beira do abismo enquanto alguns loucos nos gritam para seguir em frente”.

"Sou a Anta de Bolsonaro" - Por o Antagonista.

 “Depois de "Lula é Minha Anta", que publiquei em 2007, estou pensando em publicar "Sou a Anta de Bolsonaro”, diz Diogo Mainardi, em sua coluna na Crusoé.

“Anta é o apelido que os bolsonaristas deram para O Antagonista.

Quando publiquei Lula é Minha Anta, Jair Bolsonaro e seu filho Lelé ainda abanavam o rabo para Lula, que estava no auge da popularidade e aproveitava o bom momento para montar o esquema de propinas da Petrobras, que só seria descoberto e desbaratado na década seguinte, pela Lava Jato e por Sergio Moro — com sua voz desafinada e seus princípios afinadíssimos.

326 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.



Em Fevereiro de 1962, Várzea-Alegre tinha uma excelente equipe de futebol. Cada empresário local adotou um jogador importado de cidades vizinhas. As duas partidas mais interessantes de nossa seleção foram contra Quixeramobim e Caucaia "vice e campeã" do intermunicipal daquele ano respectivamente. 

Venceu Quixeramobim  pelo escore de  2 x 0 e Caucaia por 3 x 1. Depois destas duas partidas a seleção foi desfeita.

A seleção tinha apenas três jogadores nativos da cidade : Silva Teté, Rubens Diniz e Tinteiro.

Perna Santa e Wilton eram de Iguatu, Inácio e Toinho de Abigail eram de Cariús, Nego Lino, Alexandre e Valdir de Juazeiro do Norte e Índio de Aurora.

Identificação : Da esquerda para direita em pé : Wilton, Silva Teté, Perna Santa, Tinteiro, Rubens Diniz e Inácio de Cariús. 

Agachados na mesma ordem : Nego Lino, Toinho de Abigail, Índio, Alexandre e Valdir.


077 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Iniciei minha vida profissional em 01.07.1971 como escriturário no Banco do Cariri S/A, instituição financeira pertencente a Diocese do Crato.

Tive a honra de ser colega de Afrodísio Nobre da Cruz, tesoureiro, Unias Gonçalves Norões, gerente, Pedro Gonçalves de Horões, diretor de contabilidade e Monsenhor Raimundo Augusto, presidente.

Pedro Gonçalves de Norões, homem sério sem ser sisudo, ria com os lábios presos para não demonstrar deboche, em tudo tinha uma boa  dose de humor e graça.

Lembrado como o maior colaborador da Diocese do Crato. Diretor tesoureiro da Hospital São Francisco de Assis, Diretor de contabilidade do Banco do Cariri S/A, Diretor artístico da Rádio Educadora entre outras ações benfazejas.

Na equipe da Rádio tinha um servidor com sério problema de flatulência, qualquer movimento peidava. O fole era desregulado, ia se sentar peidava, ia se levanta peidava novamente. Numa reunião da emissora com padres, freiras e bispo o homem não se conteve. Era um peido atrás do outro. Constrangido o pessoal procurou Pedro Norões para uma providência. Pedrinho chamou o rapaz para uma conversa, que no final a solução encontrada foi a demissão do colaborador. 

O rapaz já ia a uma certa distância quando Pedro Norões o chamou de volta e disse que estava de coração partido com a decisão  final.

Conformado o rapaz disse que já estava tudo certo, que ele era doente e não ia mais constranger os colegas. Seu Pedro propôs então : Você não podia substituir os peidos por umas bufas não? 

O moço fez bunda de ema e desapareceu.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

O que significa “agir republicanamente”? – por Armando Lopes Rafael

     Risível – para dizer o mínimo – é nosso sentimento quando vemos alguém dizer (ou escrever): “fulano não agiu “republicanamente” (SIC)... Ora “república” ou seu derivado “republicanamente” – pelo menos no Brasil – nunca serviu de bom exemplo para nada, nem para ninguém.

    Muito pelo contrário. Quando querem mostrar uma casa bagunçada, ou transformada numa “Casa de Mãe Joana” (esta outra expressão usada para dizer que a “casa não tem dono”) o povo usa este conceito: “Parece mais com uma “república de estudantes”.

      O povo é sempre sábio nos seus conceitos e expressões!

      Ademais, no Brasil, o advento da república nunca significou um avanço em termos de bem administrar a “res publica” (coisa pública). A república, entre nós, fez exatamente o contrário: implantada por um golpe, rasgou nossa Constituição Imperial, a que mais durou até hoje (e a melhor que o Brasil teve, segundo o constitucionalista Afonso Arinos), facilitando a corrupção na máquina pública, institucionalizando a  impunidade, a incompetência,  trazendo a falência aos serviços públicos (com destaque para a segurança, saúde e educação) , fazendo rotineiras as crises políticas, os estados de sítios, ditaduras, clientelismo, fisiologismo e todas as mazelas que vemos e sofremos no dia-a-dia...

        “Agir republicanamente”??? Como piada é válida! Conta outra...

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

MARADONA: UM GÊNIO RADICAL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.



Dentro e fora de campo, um gênio que não demonstrava zelo pelos bons costumes. Falastrão, vangloriava-se de ter feito um gol de mão na Copa, cheirou cocaína, tirou fotos em Cuba com Fidel Castro e era um narciso.
Nos momentos de decadência, em uma frase, confessou a necessidade de ter a glória do aplauso de forma permanente: “Eu necessito que me necessitem”.
De anódino não tinha absolutamente nada, bem diferente de geniais jogadores de sua estirpe, que preferiram posições bem mais seguras no bom mocismo.
A grandeza do que foi um dia acabou lhe massacrando através do vício, por ter o ídolo criado a falsa certeza de que a felicidade alcançada seria para sempre.
Os gênios de temperamento irascível parecem não ter o mínimo sentido de autopreservação.
A fama altera o comportamento de pessoas de caráter vulnerável, e os gênios da raça são absolvidos dos seus pecados pela obra que deixam.
Ainda hoje, está nas minhas retinas (estava numa cabine, com visão privilegiada para o centro do campo) sua jogada realizada para que Caniggia nos tirasse da Copa de 1990, na Itália.
Sorte teve o mundo, pela primazia da imagem, de ver em ação esse craque maravilhoso, da categoria dos bailarinos.
A Argentina chora comovida a morte de Maradona, um dos maiores jogadores do mundo, como chorou a morte de Carlos Gardel, em 1935.
O futebol agradece ao Dieguito o que ele fez pelo esporte mais popular do mundo.

076 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


O casal residia no sitio Pai Mané, distrito de Ponta da Serra. Rochinha era meio atrapalhado na sua conversa. Invertia e misturava palavras e termos e o leriado ficava engraçado. 

Exemplo : "lá em casa quem compra café é eu e açúcar, quem bota água é eu e lenha".

Dona Jesus, sua esposa carecia de um vestido novo para as festas  de São João que se aproximavam. Rochinha procurou o balconista "Osmar Sucupira" nas Lojas Pernambucanas e se deu o presente dialogo entre os dois : 

Rochina - Eu preciso comprar um tecido para Jesus fazer um vestido para botar na fogueira, que ela tá nuinha e São João tá em cima. 

Osmar separou o tecido do agrado e ao se despedir Rochinha disse : Obrigado, vou embora, tenho que ir devagar que eu botei um espinho no pé de mandacaru e tá  doendo pra lascar.

Bolsonaro no comando da PF - Por o Antagonista.

O presidente Jair Bolsonaro, cumprimenta o novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

Jair Bolsonaro chutou Sergio Moro porque queria controlar a PF.

É o que vai ocorrer.

“O atual diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, deve ganhar um posto de adido no exterior em breve”, diz o Estadão. “A saída dele já é dada como certa pelo governo, que quer colocar Alexandre Ramagem no comando da corporação”.

Recentemente, Alexandre Ramagem reuniu-se com Jair Bolsonaro para discutir uma manobra da arapongagem presidencial capaz de cancelar as provas contra Flávio Bolsonaro.

075 - O Crato de Antigamente - Por Antonio Morais.


Uma das mais importantes edificações das últimas três décadas no Crato foi a construção da estátua de Nossa Senhora de Fátima, idealizada pelo nobre deputado Ely Aguiar.

No inicio de sua construção, a base do pedestal, a construtora  tinha  como  gerente Raimundo Nonato Bezerra de Morais, Mundim do Vale um varzealegrenge da  minha mais elevada estima.

Um engenheiro   veio receber a parte construída. Mundim do Vale  contratou  todo pessoal de Várzea-Alegre. Pedreiros, marceneiros,  serventes e o vigia. Por recomendação do  Mundim do Vale o engenheiro  me procurou  para  levá-lo  ao local.  Chegando no local encontramos  o seguinte quadro :  Uma panela  de feijão numa trempe e um vigia. Um cabrinha  vermelho, cabelo pichaim, baixinho, com uma camisa do Flamento e um boné com a foto de  Dilma Roussef, enjoado e atrevido que só esses  chefes do MST etc.

Desci do carro e me dirigir dizendo : Eu sou da Polícia Federal e vi aqui verificar essa obra, dizem que há desvio de recursos.

O caboclo botou as mãos  nos quadris, e, me encarou  dizendo : " Derna de quando  você é da Polícia Federal? Você num é  fio  de meu padim José André, do Sanharol, em Várzea-Alegre?

O vigia é filho de um morador do meu pai e eu não conhecia.

Perdi a autoridade.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Sabujice bolsonarista - por o Antagonista.

“A recusa de Jair Bolsonaro em reconhecer a vitória de Biden há muito transcende as habituais estultices presidenciais”, diz o editorial da Folha de S. Paulo.

“Tamanha sabujice só apequena o governo brasileiro e cria desnecessárias tensões diplomáticas com quem Brasília deveria buscar estabelecer pontes de diálogo”.

325 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Se o marechal Deodoro da Fonseca fosse vivo ele ia ver a resultante  da republiqueta proclamada por ele.

Sustenta a história que um caboclo  de Várzea-Alegre saiu mundo a fora  a procura de emprego. Andou  grande parte do Brasil e nada de consegui. Estando na cidade  de Barão de Grajaú,   na divisa  dos estados do Tocantins  com o Maranhão,  vendo-se sem  dinheiro e com fome procurou  o café de Dona  Sinhé e  já mal intencionado  procurou  fazer refeição.

Como estava fora de hora, a única coisa possivel de servi era ovo cozido com sal e pimenta. Ele comeu seis, e, ficou aguardando um descuido da proprietaria para capar o gato, fazer bunda de ema, ir embora, saiu pra calçado e  dona Sinhá de olho nele. Para despistar ele disse : A senhora  já  viu um pais de politicos mais vagabundos do que o Brasil?  

Na republiqueta instalada por Deodoro não houve um só presidente que  honrasse  a liturgia do cargo. Cada um é pior que  o outro. O que dizer dos dois últimos. Corruptos,  bandidos, desonestos até a tampa.

E o pior,  é que nada lhes acontece, causam todo mal do mundo a pátria e ficam impunes, fica por isso mesmo. 

Com exceção  de Castelo Branco que largaram um avião no dele e foi pedaço de presidente pra todo lado, perna pra lá, braço pra cá.

Dona Sinhá com um olhar desconfiada perguntou : Meu amigo e os ovos? 

Ele bem sério : Ainda não encontraram.