quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O FINAL DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Antonio Alves de Morais

 


No final do ano de 1944, acontecia os horrores da segunda guerra mundial, comandada pelo ditador Adolf Hitler.

As notícias chagavam em Várzea Alegre atrasadas e destorcidas. Atrasadas porque o sinal da Rádio Globo chegava a passar vários dias sem alcançar a nossa cidade.

Destorcidas porque os nossos conterrâneos que tinha o acesso eram os senhores Fábio Pimpim e Hamilton Correia, dois torcedores ferrênios do regime nazista.

Quando as notícias dos Holocaustos chegavam ao sítio serrote, Luís Inácio ( Boca de Fogo ), Dizia:

Eu acho é pouco. Pruque num levaro ome pra lá? No dia qui o tenete chegou aqui cum o caminhão, pra levar o povo, eu quís ir, mais ele num quis me levar, levou foi o Bêbo Ontõe Goberto.

Em abril de 1945 o ditador já bastante debilitado da saúde, teve o seu Bunker em Berlim bombardeado pelos países aliados. Esse fato contribuiu para o seu suposto suicídio no dia 07 de maio de 1945. Com aquela grande baixa, a Alemanha afrouxou e com a sua rendição a guerra chegou ao seu final.

Voltando para Várzea Alegre vejamos as repercussões.

Antônio Bitu foi a cidade fazer umas compras e soube da notícia que a guerra havia acabado. Naquele momento ele viu a alegria do povo e teve a informação que os dois nazista de província estavam escondidos. Chegando de volta no Sítio serrote, encontrou Boca de Fogo afiando uma foice.

Bitu na sua empolgação gritou:

Ei Luís. A guerra acabou-se !

Luís respondeu em cima da bucha:

Ou trabái Pirdido !

Qual?

Esse meu aqui. Apois eu tava amolando essa foice era pra ir cortar o pescoço de HITLER hoje à tarde.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sob Flávio, três mulheres são consideradas ao STF - Diario do poder.

Caso a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) se confirme no segundo turno, três mulheres já são consideradas para assumir uma das vagas que vão se abrir no Supremo Tribunal Federal. Angela Gandra, advogada e filha do jurista Ives Gandra Martins, Gabriela Hardt, juíza federal que foi responsável pela Lava Jato, e Marianna Fux, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e filha do atual ministro Luiz Fux.

Antiaborto

Jurista e antiaborto, Angela Gandra integrou a equipe do governo de Jair Bolsonaro como secretária nacional da Família, em 2019.

História firme

Gabriela Hardt é lembrada pela atuação firme contra a corrupção nos julgamentos da operação Lava Jato e na condenação de Lula.

Nome de peso

Marianna Fux é considerada por aliados de Flávio e tem atuação elogiada como desembargadora no Rio de Janeiro.

Primeiro da fila

A primeira vaga aberta no STF deve ficar com Jorge Oliveira, ministro do TCU que foi secretário-geral da Presidência com Jair Bolsonaro.

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro mostram intimidade com Hugo Motta (Rep-PB) que ofende a liturgia do cargo de presidente da Câmara. Os dois se tratam com carinho incomum, Motta até negociou com Vorcaro “empréstimo” mal contado de R$22 milhões. Vorcaro está preso. Deputados de direita eleitos no dia 4 articulam discretamente contra sua recondução ao cargo e até a cassação Motta. E ainda tem na Papuda outro amigo, o Careca do INSS.

Assim não dá

Foram mais de cem telefonemas e ao menos 19 encontros de 2024 a 2025 entre o presidente da Câmara e um banqueiro sob suspeita.

Dois amigos na prisão

Semana passada o país ficou sabendo por fotos que Hugo Motta e o Careca do INSS dividiam o mesmo ambiente e sabe-se lá mais o quê.

Falta a contrapartida

Eles se tratavam como “irmãos”, o deputado ganhou viagens de luxo, compartilhavam de festas ruidosas. Resta sabe a contrapartida de Motta.

Poder sem Pudor

Cobras à espreita

Jânio Quadros nunca teve muito apreço por jornalistas. Considerava-os como a serpentes. No final dos anos 80, prefeito paulistano, ele foi à casa do deputado estadual Fauze Carlos (PTB) para se encontrar com o presidente nacional do partido, Paiva Muniz. Deparou-se com dois jornalistas, que, claro, logo pediram uma “conversa rápida”. “Ah, são só dois?...”. Os repórteres se animaram, mas só até ele completar, às gargalhadas: “...e não dá para um comer o outro, e ficar um só?”

Correndo bem por fora

Apesar de elogios de Flávio (PL) à segurança do Goiás, governado por dois mandatos por Ronaldo Caiado (PSD), são mínimas as chances de o ex-governador virar ministro da Segurança em eventual governo do PL.

Terça-feira, 13

Completa 48 anos nesta terça-feira (13) a promulgação, no Congresso, da Emenda Constitucional nº 11, que revogou os atos institucionais e complementares a partir de 1979. Foi o começo do fim oficial do AI-5.

Me engana que eu gosto

O ministro Dario Durigan (Fazenda) negou que o novo anúncio do governo Lula (PT) de zerar impostos para combustíveis tenha algo a ver com a eleição. Diz ele que medidas semelhantes começaram logo depois do início da guerra EUA-Irã. Ou seja... no meio do período pré-eleitoral.

Alvo tem

O apetite da nova composição do Congresso pelo eventual impeachment de Flávio Dino é menor do que o de Alexandre de Moraes, relator do 8 de janeiro, que arrastou por mais de sete anos o inquérito das fake news.

Frase do dia

“Mais um escândalo para a conta do PT”

Deputado Bibo Nunes (PL-RS), sobre Daniel Vorcaro ter bancado filme de Lula

Falta tempo e votos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para hoje (13) e amanhã (14) sessões para análise do fim da escala 6x1. O governo Lula (PT), no entanto, não tem os votos necessários para aprovar o texto.

Muda o quê?

Instituto que na véspera da votação previu vitória de Lula (PT) por 3% sobre Flávio (PL), o Datafolha garante que 78% dos brasileiros acham “muito importante” participar em debates, mas 82% não mudam de voto.

Campanha EAD

Integrantes da campanha de Lula contam que o núcleo baiano, leia-se Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, colabora com a estratégia eleitoral, mas nada de rotina diária. As consultas aos dois são pontuais.

Voto perdido

Coordenador da Campanha de Lula, Camilo Santana atribuiu parte da queda da votação o petista no Nordeste à abstenção. A campanha ainda vai mapear os resultados por município e identificar onde perdeu votos.

Pensando bem...

...para campanha de Lula, sobra imposto e falta combustível.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A realeza Pelé - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

• A REALEZA DE PELÉ - Em fevereiro de 1958, o Santos goleou o América do Rio por 5 x 3. Pelé, então com 17 anos de idade, fez uma grande partida e marcou quatro gols. Se de Nelson Rodrigues arrancou a frase "Rei, da cabeça aos pés", de um torcedor do America ouviu-se: "Vá jogar bem assim no diabo que o carregue". 

• INSUPORTÁVEL - Quando nosso corpo apresenta fadiga de material, ficamos entrevados, depois de um movimento brusco. É o tal negócio: a vida, a gente aguenta, insuportável é a dor. Mas, está na regra do jogo da existência e não adianta reclamar. "O tempo passou", como dizem os locutores esportivos. 

• OPOSIÇÃO ÀS SAFs - Clubes de futebol têm todo direito de continuar com o modelo associativo em oposição às SAFs. Mas, precisam adotar fortes mecanismos de controle e gestão financeira. Seguramente, a maioria não faz isso.

• SANIDADE - Não percebemos que é preciso, nos dias de hoje, um esforço a mais para manter a sanidade mental. Vez por outra, somos tomados por sensações angustiantes que não sabemos de onde vêm. Essa vida... 

• A FRASE - "O Mundo não gira em torno de você, a não ser quando você bebe muito". 

domingo, 11 de outubro de 2026

Pedro Alves de Brito - Antônio Alves de Morais

Da esquerda para direita:
O de chapéu motorista de Pedro Alves de  Brito.
Pedro Alves de Brito, de gravata e óculos escuro.
Madrinha Mundinha.
Escolástica.
Madrinha Zefa.
Expedito Bezerra de Brito.
Bonifácio e Luiz de Joaquim André, Pedrinho e Zacarias de Chico André.

Na verdade já se falou muito neste blog sobre Pedro Alves de Brito. Sabemos ser neto de Joaquim Alves de Morais e Teresa Anacleta de Meneses, que eram os pais de Leonarda Bezerra de Brito sua mãe. Tinha três irmãs casadas com primos em Várzea-Alegre, Bilinha com Jose Alves Feitosa Bitu, há poucos dias postagens uma bela foto da família, Sandola com José Raimundo de Menezes, o conhecido Zé Raimundo do Canto e Milinda com Cazuzinha Mendes do Iputi. Pedro Alves de Brito era casado com Laura Morais e Silva da Lagoa do Arroz. Foi político no Crato, desempenhando com ética, moral e honradez mandatos de vereador por varias legislaturas.

Duas ou três vezes ao ano Pedro Brito visitava os seus primos de Várzea-Alegre. Eram dezenas. Como a família era muito grande encontravam-se uns de posses, abastados e outros desprovidos de quaisquer valores materiais. Para Pedro Alves de Brito todos tinham o mesmo valor, e por essa razão recebiam dele a mesma consideração. 

Nesta visita a casa do Sanharol Pedro Alves de Brito fez-se acompanhar de Expedito Bezerra de Brito, filho do professor Zuza Bizerra de quem era primo legitimo. O Conhecido Expedito da Casa Tamoio.

A história está relatada no livro “Código da Vida” - Por Saulo Ramos ex-ministro da Justiça no Governo Sarney.

O ex-ministro da Justiça responsável pela nomeação de Celso de Mello para o STF no governo Sarney

“Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB — Partido do Movimento Democrático Brasileiro — negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.

Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.

CELSO DE MELLO

O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.

O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.

Claro! O que deu em você?

É que a Folha de S.Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranqüilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.

Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:

Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?

Sim.

E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

Exatamente. O senhor entendeu?

Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”

SAULO RAMOS, EX-MINISTRO DA JUSTIÇA

Familias e suas origens - V - Antonio Alves de Morais


Paróquia de Nossa Senhora da Paz em Arneirós.

Viúvo de Maria Anacleta de Menezes, pai de 14 filhos, José Raimundo Duarte, casou-se em segundas núpcias com Antónia de Morais Rego, a conhecida Totonha, filha de Gabriel de Morais Rego e Mãe Dona da fazenda Timbaúba em Asneiros. 

Desse casamento nasceram mais 10 filhos, perfazendo um total de 24 filhos nos dois matrimônios. Em seguida Joaquim Alves de Morais, irmão de Antónia de Morais Rego se casou com Tereza Anacleta de Menezes, filha do primeiro casamento de José Raimundo Duarte. 

Poucos anos depois se casaram Vitorino Alves de Menezes, João Alves de Menezes, Manuel Leandro Bezerra de Menezes e Ana Alves de Morais, todos filhos de José Raimundo do Sanharol, respectivamente com Josefa Alves Feitosa, Ana de Morais Feitosa, Clara Alves Feitosa e Antonio Alves Feitosa, todos os filhos de Manuel Alves de Morais Feitosa, conhecido por Manuelzinho do Pita, nome da Fazenda Serra do Pita onde morava. 

Todos esses casamentos aconteceram entre 1.840 e 1900. Os filhos destes casais se casaram com outros primos dos Inhamuns tornando mais acentuada ainda as ligações sanguíneas. Farei estes registros nas próximas postagens. Estes casamentos deram origem a muitas famílias, hoje em dia, são centenas espalhadas pelos cantos do mundo.

familias e suas origens - IV - Antonio Alves de Morais


Paróquia atual de São Raimundo Nonato.

Corforme informações do caro Amigo Raimundo Wiltom, em belo comentário, na postagem anterior o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro e Ana Maria Bezerra se casaram em 1730. 

Ela nascida em 1710 e ele nascido em 1700. Faleceu Bernardo Duarte Pinheiro em 12.11.1768, em Varzea-Alegre. Na relação de seus filhos vou fazer referencia ao Francisco Duarte Bezerra Pinheiro que foi o segundo matrimonio entre essas famílias de Várzea-Alegre e dos Inhamuns. 

Francisco Duarte Bezerra Pinheiro casou-se com Barbara de Morais Rego. Ele de Várzea-Alegre, filho do português Bernardo Duarte Pinheiro e Ana Maria Bezerra e ela filha de Gabriel de Morais Rego e Catarina Pereira de Almeida, de “São Gonçalo dos Anjinhos”, Oeiras-Pi. 

São os pais de Raimundo Duarte Bezerra o conhecido papai Raimundo, casado com Tereza Maria de Jesus, fundador de Várzea-Alegre e de quem descende grande parcela da população do município. 

Outros filhos do casal embora não se tenha informações de suas descendencias:
Jose Bezerra do Vale
Gabriel de Morais Rego
Manuel Antonio de Morais.

Familias e suas origens - III - Antonio Alves de Morais


Foto sa antiga paróquia de São Raimundo Nonato, l919.

Em princípios do século XVIII, o português Bernardo Duarte Pinheiro, chegando ao Ceará, solicitou umas datas de sesmarias as margens do Riacho do Machado.

Por despacho de 23 de fevereiro de 1718, foi-lhe concedido a data citada, com uma extenção de nove léguas , com uma légua para cada lado do referido riacho. Provavelmente o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro tenha sido o primeiro colonizador de Várzea-Alegre a contrair matrimonio com uma descendentes de familias dos Inhamuns, no caso Ana Maria Bezerra, filha de João Bezerra do Vale e Ana Gonçalves Vieira. 

Fato acontecido no inicio do século XVIII. Conta-se que ao chegarem a fazenda, no local onde havia árvores abundantes e pássaros cantando um dos componentes da expedição falou essa significativa frase: que várzea alegre! Daí a origem do nome da ciadade até os nossos dias.

Familias e suas origens - II - Antonio Alves de Morais

Estas famílias dos Inhamuns eram tradicionalmente católicas. Em cada uma delas tinha um ou dois filhos padres. António de Souza Rego e sua esposa Nazaria, da Fazenda Várzea do Boi, eram os pais de tres sacerdotes. Padre Jose da Costa Leitão, Padre António de Souza Rego e o Padre Benedito de Souza Rego, foto. O padre Banedito de Souza Rego foi o primeiro vigário de minha terra Várzea-Alegre. Nasceu em 08 de Agosto 1832, oudenou-se em 21 de Março de 1963. Foi vigário da matriz de São Raimundo Nonato por um período de 11 anos, de 1864 a 1875, quando viajou para Bahia e não retornou mais a Ceará. Faleceu no dia 11 de Junho de 1899 em Salvador.

Familias e suas origens - I - Antonio Alves de Morais


Estarei dedicando algumas postagens fazendo algumas considerações e referencias as famílias Alves, Feitosa, Morais e Rego de Asneiros e Duarte, Bezerra, Pinheiro e Menezes de Várzea-Alegre. Os enlaces entre estas famílias foram muitos e destes casamentos descendem grande parte da população de Várzea-Alegre.
Os Feitosas.
Realmente, constituem um grupo parental dos mais poderosos da nossa historia e cuja repercussão sobre as nossas instituições locais de direito publico foi enorme. Pelo numero da sua parentela, dominaram o Ceara – uma província inteira.
Oliveira Viana.
Instituições Políticas Brasileiras.
I, 1949 – pagina 269.
Blog do Sanharol.
Faremos posteriormente algumas postagens pesquisadas no Tratado Genealogico da Família Feitosa de autoria de Leonardo Feitosa – Tio Nado, editado pela Tipografia Paulina em 1952. Estes são os primeiros registros destas famílias, depois de tio Nado o Pedro Gonçalves de Morais, Pedro Tenente também fez os seus registros e por fim uma obra mais completa de autoria de Pedro Alves de Morais, Pedro Piau e Acelino Leandro da Costa, com informações das duas primeiras edições seguindo até as novas gerações. Parabéns para estes pesquisadores.

PT desqualifica denúncia grave de corrupção para não explicar recusa de investigar Lula - Diario do Poder.

 


A reação atabalhoada do PT, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República, tentando desqualificar a reportagem da Veja sobre acordo de corrupção de R$1 bilhão em propina de Daniel Vorcaro para pessoas próximas do presidente, parece uma jogada para não terem de explicar a recusa de investigar os fatos graves em gravações e documentos.? A revista não atribui os áudios a depoimentos na PF ou PGR, como fizeram parecer: esclarece que foram obtidas com fontes próximas Vorcaro, cujo advogado Daniel Bilinski confirmou: a voz é mesmo do ex-banqueiro.

Miopia seletiva

PF e PGR não investigaram denúncia de R$30 milhões em dinheiro vivo para o Instituto Lula, entregues a João Vaccari Neto, compadre de Lula.

Provas ignoradas

A PGR alegou “falta de provas”, apesar da profusão de mensagens, registros de retiradas, identificação de quem recebeu, rotas de entrega.

Perícia, nem pensar

Temos órgãos de investigação que nem sequer sugerem a possibilidade de periciar os áudios e abrir procedimento investigativa. Tá feia a coisa.

Ojeriza a investigação

Ainda mais revelador é Vorcaro relatar em áudio que “Ubiratan”, braço direito do PGR Paulo Gonet, barrou qualquer delação envolvendo Lula.

sábado, 10 de outubro de 2026

Crônicas e contos - Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

O padre e as duas malas - Doce de Pimenta, Livro do Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

Era um ano de copioso inverso. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que passava ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.

O padre chega à margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. 

Entrega as malas e vai dizendo: Seu Zé, preste bem atenção: essa mala aqui é da igreja, ela conduz cousas sagradas: o cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela! Essa outra é a mala que leva minhas roupas e meu dinheirinho.

O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: Seu padre, o peso é demais! A balsa vai virar! É preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo?

Ao que o Padre, aflito, em desespero, respondeu: Salve a do dinheiro – E o poeta ironizou:

Salve a mala do dinheiro!

Deixe a do santo afogada!

Com dinheiro eu compro santo!

Com santo eu não compro nada!

O galo Chantecler - Por Leonel de Moura Brizola.

Leonel Brizola, figura singular da história política brasileira, tinha como uma de suas características a fala através de metáfora. Era mestre neste tirocínio.

Ao reler seus Tijolaços – artigos pagos e publicados em jornais impressos de circulação nacional – este predicado fica mais evidente, e muito mais agudo com sua peculiar ironia e sagacidade.

Uma das figuras que usava era a síndrome do galo Chantecler.

O galo Chantecler, diz a história da fábula do teatrólogo e escritor francês Edmond Rostand, era um galo metido, chamado Chantecler (algo como “canta e clareia”).

O galo acordava de madrugada e cantava a plenos pulmões, para “acordar o sol”. Meia hora depois, o sol despertava e surgia brilhante no horizonte.

“O sol nasce porque eu canto”, proclamava orgulhoso e arrogante, o galo. 

Mesmo diante da contestação de todos, ele repetia: “sou eu que faço o sol nascer”.

Sua decepção profunda veio quando, depois de uma noite mal dormida, o galo acordou muito mais tarde, lá pelas 8 e meia da manhã, e viu, desesperado, o sol brilhando no céu, sem que ele o tivesse determinado.

Na existência humana muitos sofrem desta síndrome e acreditam, piamente serem a razão inconteste do raiar do sol; aprumam as penas e cacarejam a todos os pulmões; olvidando-se de sua reles existência finita, de sua ordinária vulnerabilidade, da sua vil transitoriedade.

Incultos, rasos e arrogantes, são desprovidos da genuína sabedoria de que pouco ou quase nada sabemos, uma vez que a existência é um eterno aprender.

Na política, esta síndrome se acentua: o poder, o dinheiro, o status, as facilidades, são agentes imperiosos para o cacarejo Chantecler. Muitos acreditam serem o centro do universo com seu egocentrismo e sua ganância, entre outros atributos mais deletérios.

Desta forma, fica cada vez mais perceptível e escandaloso a perda da conectividade com a vida e o sofrimento real de nossa população, em prol da infatigável busca por holofotes e poder.

Afinal, a política para alguns é apenas o instrumento basilar para aumentar suas síndromes, sua ganância e sua estupidez. O povo é apenas um detalhe, cinicamente, manipulado para a manutenção do poder.

Porém, um dia o despertar se atrasará, o sol brilhará e o cacarejar será apenas ruído de quem um dia se conjecturou ser a razão primordial e insubstituível da existência; e quem sabe assim perceberá sua pequenez e sua finitude.

Até porque o poder – cedo ou tarde – castiga, os insaciáveis galos Chantecler. 

Enviado por Dr. Francisco Alves Pereira.