sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dr. Fracisco Alves Pereira - Antônio Alves de Morais

 


Dr. Francisco Alves Pereira – CRM 20.975 – é médico formado pela Universidade Federal do Ceará, 1970. Em 1971 fez residência médica em Anestesiologia na Maternidade de Campinas e Clínica Pierro.

De 1972 a 1981 foi Professor Assistente do departamento de Anestesiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Neste mesmo período, atuou concomitantemente no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica em pacientes internados neste hospital.

De 1977 a 1981 atuou também como Anestesiologista no Hospital Municipal de Campinas, “Dr. Mario Gatti”, atendendo simultaneamente os pacientes com dor crônica internados neste hospital.

De 1981 a 2006 exerceu a atividade de Anestesiologia no Hospital Samaritano de Campinas.

Realizou diversos cursos na área do tratamento da dor. Em 2005 iniciou o estágio no Ambulatório de Tratamento de dor crônica da Faculdade de Medicina da Unicamp, com duração de 1 ano.

A partir de 2006 resolveu se dedicar exclusivamente a atividade de tratamento da dor crônica, em consultório, em regime ambulatorial. 

Dr. Francisco Alves Pereira é um cratense vitorioso, um ilustre filho da terra de Barbara de Alencar que fundou a "Clínica de Dor Dr. Francisco Alves Pereira" em Campinas - São Paulo e presta relevantes serviços a comunidade regional no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O QUE É PRECISO PARA JOGAR FUTEBOL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Você precisa educar o corpo para jogar futebol, desde cedo. Aprender a cabecear sem fechar os olhos e para baixo. Chutar com o peito, de trivela, de chapa e de bico. Estufar o peito quando receber a bola e esvaziá-lo na hora que a redonda encostar. Matar a bola na coxa e conduzi-la com a cabeça erguida. "No futebol, matar a bola é um ato de amor". Armando Nogueira. 

Bater com a esquerda e adquirir repertório de dribles. Ter bom preparo fisico e treinar, ensaiar. Está enganado quem achar que Pelé era apenas improvisação. O rei ensaiava jogadas que ia realizar. É por aí. 

VIDA DE TREINADOR - Quando o treinador recebe um elenco de baixo nível,  seu trabalho já fica comprometido. Assim, fica mais dificil assumir a responsabilidade pelo ofício de quem está em campo. Aí, vem a cobrança covarde: "Treinador ganha bem pra isso, ele que se vire". 

Da boca pra fora, é fácil dizer que "é preciso tempo e estrutura". Só que ninguém garante isso e tudo bem. Segue o drama. Ser treinador é, também, pagar pelo erro dos outros. 

Visão deturpada - Antônio Alves de Morais.


Abrahan Lincoln:

"Não se pode fortalecer o fraco enfraquecendo o forte. Não se pode trazer prosperidade desencorajando a iniciativa. Não se pode ajudar o recebedor de salario prejudicando o pagador de salario". 

O europeu, o americano do norte, o japonez e outras nacionalidades civilizadas e desenvolvidas do mundo quando  se vê  um  concidadão bem sucedido  decide : Vou  tomar como exemplo,  vou me esmerar para  ser um igual.

Já o brasileiro, quando  vê alguém economicamente  acima dele  decide : vou  fazer tudo para destruí-lo e  deixá-lo igual a mim.

A personificação - Antônio Alves de Morais.


O tempo é a matéria prima da vida. O passado não pode ser esquecido, más não devemos fazer dele o futuro. Vejo pessoas de boa condição sócio econômica no passado, cangando goma e contando vantagens, hoje em dia, por conta daquela condição que teve e já não a tem. 

Vejo também, aqueles que tiveram uma infância  bonita, humilde e simples, e, hoje, as custas de trabalho honesto e honrado tem dinheiro para comprar a nossa cidade, continuarem  simples, humildes e bons amigos.

Portanto nas rodopiadas que o mundo dá tudo vemos. A personificação da formação humana costuma resistir ao tempo. 

Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

*NORUEGA PASSOU O REMO NO BRASIL* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Os primeiros dez minutos de jogo não poderiam ser mais efervenscentes.

Um gol anulado (por impedimento) da Noruega e um pênalti desperdiçado pelo Brasil.

A partir de então, a Noruega  cadenciou o jogo e tirou, para o resto da partida, a pretendida aceleração do Brasil.

Sim, pintaram algumas oportunidades de gol para a seleção brasileira. 

Mas, é verdade, também, que  a Noruega modelou o jogo da forma que quis.

Lembrar que, depois de trombar com Gabriel Magalhães, Halland serviu a Odegard em condições de abrir a contagem.

Como na segunda fase, a Noruega continuou inabalável na ação de amornar o jogo, Ancelotti acionou o botão de emergência.

Colocou Endrick, no lugar de Matheus Cunha, aos 12 minutos. Um minuto depois, Endrick perdeu, cara a cara com Nyland, a chance de abrir a contagem. O passe foi de Vini Jr.

A Noruega, então, passou a colocar o nariz de fora. Aos 23, Halland chegou atrasado, debaixo da trave de Alisson.

Aos 22 minutos, o botão de emergência de Ancelotti foi novamente acionado para fazer entrar Neymar.

Aos 34 minutos, Halland sobe mais que Gabriel Magalhães e pega um cruzamento para fazer 1x0.

Se, aos 40 minutos, o zagueiro da Noruega quase marca contra (a bola tocou na trave), quatro minutos depois Halland selou a sorte do Brasil e faz 2 x 0.

O pênalti, convertido por Neymar, nada alterou. Fora de hora.

Certo é que a seleção de Ancelotti não ousou subir suas linhas e acelerar o ritmo de jogo.

As jogadas de ruptura pelos lados, com Vini Jr. e Rayan, não funcionaram. 

A Noruega gostou da posse da bola, valorizou essa posse e, às vezes, até caminhou em campo no segundo tempo.

Com duas fortes remadas, Halland mandou o Brasil de volta para casa. Não passou 10 segundos com a bola o jogo todo.

domingo, 5 de julho de 2026

Quando existia talento e humildade - Antonio Alves de Morais

 

Uma fotografia em preto e branco registrada em Poços de Caldas - MG guarda um momento raro da história do futebol brasileiro: jogadores da Seleção Brasileira aguardando o trem antes da viagem para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Na imagem, os atletas aparecem sentados em um banco simples, vestidos de forma casual e sem o aparato de segurança, marketing e luxo que hoje cerca as grandes estrelas do esporte. 

Da esquerda para a direita estão: Nilton Santos, Dino Sani, Gilmar, Bellini, Garrincha, Moacir, Dida, Joel, Mazzola, Zagalo e Pelé.

Uma cena impossível hoje.

A legenda que acompanha a foto resume bem o sentimento de nostalgia: “Difícil imaginar os ‘estrelas’ de hoje numa situação como essa. Mas é uma bela recordação.

De fato, a cena chama atenção pela simplicidade. Em 1958, muitos jogadores ainda levavam uma vida próxima da realidade do torcedor comum. Viagens de trem, hospedagens modestas e pouca exposição midiática faziam parte da rotina da seleção.

Hoje, as equipes nacionais viajam em aviões fretados, cercadas por assessores, patrocinadores e forte esquema de segurança. O contraste evidencia não apenas a evolução do futebol profissional, mas também a transformação dos atletas em celebridades globais.

Mais do que uma foto. A imagem de Poços de Caldas vale como documento histórico. Ela mostra jogadores que se tornariam lendas em um instante de normalidade: conversando, esperando o trem e vivendo a rotina de uma época muito diferente da atual.

Num futebol cada vez mais marcado por cifras milionárias e superexposição, a fotografia lembra que algumas das maiores glórias brasileiras nasceram em ambientes simples, longe dos holofotes.

O FUTEBOL EM NOSSA VIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O futebol é a mais forte lembrança da infância que permanece no adulto.

Os primeiros chutes nas pedras, nas latas, nas tampas de garrafas que encontramos pelo caminho.

Depois, na bola de meia, nas ordinárias bolas de borracha até chegar no luxo da bola de de couro.

Jogava-se quase o dia inteiro no piso das ruas, nas calçadas, e nos campinhos de terra.

Os rachas não tinham tempo de duração determinado. Podia ser o "três gols, vira" e, "mais tres gols", termina".

Educava--se o corpo, para jogar, na marra. Criava-se memorial corporal.

Misto de baile e combate o futebol continua encantador.

sábado, 4 de julho de 2026

Ela não tinha preço - Nilo Sergio Viana Bezerra.

 

Em um tempo em que reputações são negociadas como mercadorias, a jornalista Malu Gaspar emerge como um raro contraponto de integridade. Segundo relatos recentes, sua trajetória pessoal e profissional resistiu tanto às tentativas de destruição quanto às ofertas de cooptação.

O caso expõe os métodos clássicos usados contra jornalistas incômodos: primeiro, vasculha-se a vida em busca de fragilidades. Depois, busca-se um ponto de pressão. Quando nada funciona, resta a solução mais antiga do poder: comprar o silêncio.

O que surpreendeu os envolvidos foi justamente a ausência do que esperavam encontrar. Não havia dívidas escandalosas, esqueletos escondidos, irregularidades financeiras ou um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Detalhes aparentemente banais, como um bom score no Serasa, CNH sem multas e um carro simples, causaram espanto. O que deveria ser a regra para qualquer profissional séria tornou-se, para alguns, quase uma anomalia.

Ainda mais reveladora foi a reação à proposta: R$ 1,5 milhão à vista mais um salário mensal de R$ 120 mil. Malu Gaspar não hesitou. Não se vendeu. Não negociou sua credibilidade.

Esse episódio transcende a história de uma única repórter. Ele ilustra o valor da independência em uma profissão constantemente sitiada por interesses políticos, econômicos e pessoais. Revela também como se tornou rara a noção de caráter em ambientes onde muitos partem do princípio de que “todo mundo tem um preço”.

Malu Gaspar representa, hoje, algo maior que uma colunista: a jornalista que incomoda porque apura sem medo; a profissional que constrange porque não se intimida; a figura pública perigosa exatamente por não oferecer flancos fáceis à chantagem, à vaidade ou à ganância.

Em tempos de profunda desconfiança nas instituições, exemplos como esse importam. Não porque jornalistas precisem ser perfeitos, mas porque a credibilidade da imprensa se constrói, em grande medida, sobre a coragem individual de quem recusa atalhos, favores e pactos silenciosos.

A tentativa de destruir uma pessoa íntegra diz muito mais sobre quem ataca do que sobre quem é atacado. E a disposição para comprar quem não está à venda expõe o desespero de quem só entende o mundo pela lógica da corrupção.

Nem tudo está perdido!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

*O TEMPO PASSOU...* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quando a gente  acompanhava a passagem do tempo pelas folhinhas do Calendário do Coração de Jesus, achávamos que a idade da maturidade demoraria a chegar.

Mas, aí, o surgimento dos cabelos brancos passaram a marcar, também, a marcha arbitrária do tempo.

O que fazer? Ora, agradecer pelo milagre de estar vivo, e reconhecer que valeu à pena.

Ganhamos, entre outras coisas boas, experiência, embora nem precisemos mais tanto dela.

Não ficamos velhos, apenas chegamos na tarde da vida. #chegamos.

Quando não havia Motel - Antônio Alves de Morais.

Já havia mais de 20 pessoas em volta do veiculo e aquela aglomeração me fez apressar o passo, pois, confesso que tenho o vicio da curiosidade. Alcancei o ajuntamento de pessoas e pude ver de que se tratava. Uma colisão em plena avenida. O fato de ter sido uma avenida acentuou sobremodo a movimentação de gente e a desordem  no transito.

Aproximei-me o máximo que pude e assim conseguir ver melhor o veiculo, com as 4 rodas para cima. Não havia mais ninguém dentro e se houve vitima já havia procurado socorro. Não lhes sei dizer o tipo de carro acidentado, pois nada entendo do assunto.

Havia todo tipo de pessoas alimentando sua curiosidade e muitos outros a quem interessava o fato.

Um homem, de macacão oleado e roto, com letras sujas pelo peito, era o que mais examinava o veiculo. Não só examinava olhando, pegava, passava  a mão, esfregava, puxava os fios, palmeava as portas. É! No mínimo o conserto da maquina vai pra umas dez milhas.

Um cidadão de mala de executivo, bigode ralos e jeans informou serio e sozinho: Será que se encontrava no seguro?

Por fim apareceu outro cidadão de boné e farda, com uma tabuleta e lápis na mão. Mediu o asfalto. Mediu os rastros dos freios, olhou para os dois lados da avenida, atravessada pela rua. Fez anotações e dialogou com outro fardado, que ajudava na perícia: Sem duvida nenhuma, este motorista entrou errado  no sinal.

Duas garotas infiltradas na massa, chegaram-se até onde eu estava, muito perto da maquina escamoteada. Eram estudantes uniformizadas. Uma que arrumava o cabelo com uma mão e apertava o braço da amiga, exclamou: Olha, Cristina! Os faróis de milha. O volante esporte de corrida, ajuntou a outra.

Vidros Ray-ben.

E baixinho as duas exclamaram: Bancos reclináveis....

Eu não tinha percebido este detalhe.

O Templo - Antônio Alves de Morais.

O Templo, lugar de apresentação de Jesus, também foi o lugar de muitos embates na sua vida adulta. 

Lugar de corrupção denunciada por Ele, lugar de falta de fé. Lugar onde a aparência era primordial e a fé apenas um detalhe. 

Isso nos leva a pensar as nossas formas de nos relacionar com Ele. Será que somos verdadeiros? Será que não está escondido em nosso peito aquele desejo de recompensa, de amargura, porque Deus não nos atende quando queremos? 

Olhe bem lá no fundo e não deixe que sentimentos assim dominem a sua oração.

Zaqueu, a autoridade - Antonio Alves de Morais

A cidade de Cedro devido ser isolada apresenta algumas dificuldades para os visitantes. Transportes por exemplo não é fácil encontrar. Se perder os de hoje pode esperar pelos do amanhã. Certa feita eu retornava do Icó e resolvi vi por dentro, passando pelo Cedro. Por volta das três horas da tarde já na saída da cidade vi aquele homão saindo de um quiosque em direção a estrada balançando os braços no maior desespero: pare aí, pare aí! Do carro conheci o Zaqueu. Inicialmente ele perguntou se eu podia levá-lo até Várzea-Alegre. Depois que me conheceu disse: Como vai o amigo, agora você vai esperar que eu tome o resto da minha cerveja! Está vendo que abusado?
Fiquei no carro olhando o Zaqueu no maior pagode, na maior folia com uma cabocla tomando a cerveja. Depois de terminar a cerveja, Zaqueu sentou-se na poltrona e demos seqüência à viagem. Na chegada de Várzea-Alegre tinha uma blitz da policia militar. O policial se aproximou do carro, deu boa tarde e perguntou: se vier alguma autoridade civil, eclesiástica ou política se identifique: Zaqueu lascou: tem eu, fui candidato a vereador “os fela da puta dos eleitores” deram de garra de minhas enxadas todas e votaram noutro corno. O policial quase morre de rir e nos liberou, eu deixei Zaqueu em Várzea-Alegre e voltei para o Crato.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Velho e viúvo - Por Mundim do Vale



Chico Luís viajava com a família para passar um fim de semana num sítio, quando chegaram num sinal da Av. Duque de Caxias, Chico avistou uma velhinha caminhando com passos curtos e a mão direita segurando um terço, tremia mais do que pano de bandeira. Chico Luís apontou para a anciã e falou :  Olha aí gente! A Zilma quando ficar mais velha.

O pessoal ficou rindo da brincadeira mas Zilma não gostou. Logo em seguida surgiu um velhinho com uma bengala, que estava mais maltratado do que bermuda de sapateiro, o ancião se conduzia com passos curtos, como se estivesse cobrindo arroz no baixio do Machado.

Dona Zilma encontrando a oportunidade da vingança apontou para o idoso e falou: - Olha aí gente! Chico Luís quando tiver mais velho.

Chico para não perder a oportunidade de defesa disse: - É gente, velho e viúvo.