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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 28 de julho de 2021

Bolsonaro se reduz ao papel de figurante no governo - Por O Antagonista

 

Após a confirmação de Ciro Nogueira na Casa Civil, o deputado do PSD fez uma análise sobre o avanço do Centrão no Planalto.

Bolsonaro se reduz ao papel de figurante no governo.

O deputado Fábio Trad (PSD-MS) se pronunciou após a confirmação de Ciro Nogueira (PP-PI) na Casa Civil.

O parlamentar fez uma análise sobre o avanço do Centrão no governo Bolsonaro e afirmou que o presidente da República “se reduz ao papel de figurante” ao entregar cargos.

“Esta é a terceira fase do governo Bolsonaro: a primeira foi marcada pelos hóspedes do hospício; a segunda pelos militares e agora pelo centrão. 

Tomou posse como ator principal, transformou-se em coadjuvante e agora se reduz ao papel de figurante”, escreveu na publicação.

Crônicas e contos - Um coração para amar a Deus.

O novo e moderno estúdio da Rádio Educadora do Cariri será transferido para o prédio onde funciona a lojinha da Secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, ao lado da Sé Catedral. 

A transferência foi anunciada pelo novo diretor presidente da emissora católica, padre Joaquim Ivo Alves dos Santos.

A mudança do estúdio está sendo feita em função da ocupação do prédio da Rádio Educadora que está sendo vendida ao Governo do Estado para instalação da futura Faculdade de Medicina do Crato, pertencente a Universidade Regional do Cariri.

Desbravadores da medicina:

Peço permissão para prestar minha homenagem a seis médicos, três de Várzea-Alegre e três de Crato que tiveram que se deslocar para Salvador e Rio de Janeiro para cursarem medicina. 

Segue o nome, naturalidade, data da conclusão do curso e local da universidade. 

Dr. Leandro Correia Lima  - V-Alegre       1915 - Salvador.

Dr. Joaquim Fernandes Teles - Crato       1916 - Salvador.

Dr. José Correia Ferreira -  V-Alegre       1936 - Salvador.

Dr. Antônio Macário de Brito - Crato       1945 - Salvador.

Dr. Heldon Gutemberg Cariri - Crato       1948 - Rio de Janeiro.

Dr. Raimundo Batista Vieira - V.Alegre   1952 - Salvador.

Avalie a dificuldade para os deslocamentos. Os primeiros em lombo de animais, os últimos já existiam trem, ônibus e outros meios de transportes precários.

Vampiros de si mesmos - Postagem do Antônio Morais.


"Petistas e Bolsonaristas brigam entre si. A disputa ganha um quê de briga de pátio de colégio. A tribo do Capitão diz que o PT roubou no mensalão e no petrolão.  A turma do "Lula Livre" aponta para Flávio Bolsonaro. E, pergunta : Cadê Queiroz?

É como se os fatos dessem razão aos dois lados. Como se dois erros dessem um acerto.

Enquanto os fanáticos se odeiam em praça publica cabe a imprensa cumprir o papel de imprensar expondo a hipocrisia generalizada. Por isso não é preciso odiar ninguém. Basta amar o país.

Quanto aos adoradores de defeitos alheios espera-se que abram os olhos, sob pena de acabarem chupando o próprio sangue, como vampiros de si mesmos".

Gente ou objeto - Por Antonio Morais



"Desde cedo, tempos de escola, se mostrava capacho e treinava para o futuro denunciando colegas ao bedel. Agora, sua vocação se mostrava de forma mais nítida, mais acentuada. Uns na vida são gente, outros, objeto e outros até menos que isso. Ria dos colegas, com um riso frágil como sua alma, sua postura, seu viver. Índole servil, não levantava a cabeça quando se tentava olhá-lo nos olhos. 

Ia às Assembleias dos trabalhadores onde todos arriscavam a pele. Ele não: ficava quieto, ausente, mudo, sem coragem de votar contra mas já certo de furar a greve que se aproximava. Sabia a quem bajular, não se importava com a omissão e traía quem não fosse pelego, como ele. À noite, na sombra da covardia, abraçado ao travesseiro da consciência pesada, se perguntava: em que dia dormirei?"

Xico Bizerra.

200 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Januário acumulou riquezas, poupou alegrias. Pensou que ser feliz era juntar dinheiro, bens. E assim fez a vida inteira. Privou-se de tudo que não fosse necessidade e ficou rico. Desconheceu o que de bom a vida ofertava, não viveu.

Todo seu dinheiro era para emprestar a juros, vivia de usura. Sugou o quanto pode o sangue alheio. Um dia sua esposa Belisária adoeceu e no hospital o médico recomendou a internação.

Na secretaria ao ser informado que precisava fazer um caução de dois mil reais Januário perguntou a atendente : "Minha santa, e, se eu der o pano sai mais barato?"

Belisária faleceu, os filhos compraram o ataúde mais caro e luxuoso que encontraram, o padre celebrou missa de corpo presente, a igreja vazia de gente, só Januário chorava, não pela morte da esposa, mas, pelo custo do velório e do sepultamento. 

Dizia sempre : O meu dinheiro é para a maior precisão. Morreu também, se foi, sem nada levar. Está debaixo de uma pedra fria com as indefectíveis palavras - "Aqui Jaz - Belisária e Januário".

O pior é que o mundo está cheio de Januários, e, eu aqui me perguntando porque cemitério tem muro, se quem está dentro não sai e quem está fora não quer entrar.

194 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Ases do Ritmo - Crato Anos 1960. 

Identificação : Osmerinho, sax; Hugo, acordeom; Peixoto, crooner; Zé Libório, guitarra; Chiquinho, bateria; Zé Biron, percussão; Mozart, piston e Geraldo, contrabaixo.

terça-feira, 27 de julho de 2021

“Filhos chantageiam Bolsonaro” - Por José Newmanne Pinto.

 


1 – Para Marcelo Ramos, “Bolsonaro não protege seus filhos porque os ama, mas porque eles o chantageiam”. 

2 – Na segunda parte do Neumanne entrevista da semana, o vice da Câmara disse que hoje a democracia une quem quer impedir a volta da ditadura. 

3 – “Bolsonaro tinha a tanga de um governo sem corrupção, e agora o rei está nu”, disse o amazonense na segumda parte de sua entrevista.

Laboratório reforça suspeitas da CPI - Por José Newmanne Pinto.


Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investiga a desastrada gestão do desgoverno Bolsonaro da pandemia da Covid-19 avalia que a decisão da Bharat Biotech, fabricante indiana da vacina Covaxin, de cancelar o contrato com a Precisa Medicamentos reforça indícios de ilegalidades no contrato do governo federal para comprar o imunizante contra o coronavírus.

Além de romper com a Precisa, o laboratório indiano nega ter assinado cartas enviadas ao Ministério da Saúde e isso reforça a suspeita de fraudes nos documentos, existentes desde que a senadora Simone Tebet apontou 23 erros na invoice, fatura após denúncias do deputado bolsonarista Luís Marinho e de seu irmão Luís Ricardo Marinho, levadas ao próprio presidente Jair Bolsonaro, segundo depoimento dos dois aos senadores da comissão

189 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


José Valdevino de Brito que se vivo fosse estaria completando 104 anos.

Eis a razão.

Quando sou forçado a criticar os atuais governantes pela desordem, anarquia e corrupção no trato com  a coisa publica a única razão que me leva a assim proceder é a certeza que é possível fazer politica com caráter, decência, lealdade e honestidade. 

José Valdevino de Brito, se vivo fosse estaria fazendo 104 anos. Durante o tempo que viveu foi exemplo em todos os segmentos da vida, especialmente no meio politico. Depois da morte sua trajetória  de vida  continua viva a serve de leme para quem  queira ser premiado com decência e honradez.

Do respeitável clã dos Valdevino de Brito, Ponta da Serra, meu parente, amigo e camarada, José Valdevino de Brito, homem educado, prestimoso, personalidade forte, serio sem ser sisudo, brandura franciscana, porém, forte e decidido em suas ações.

Criatura das mais inteligentes e de bem-querencia que conheci, madeira pra toda obra, puro jacarandá da Bahia, exemplar pai de família, deu aos filhos a mais primorosa educação, exemplo vivo que era de sua decência.

Crusoé: relatório do Coaf sugere financiador oculto da Precisa - O Antagonista

Empresário Mauricio Camisotti tentou fazer uma operação de câmbio no valor de 18 milhões de reais em nome da farmacêutica.

Crusoé: relatório do Coaf sugere financiador oculto da Precisa

“Um relatório do Coaf enviado à CPI da Covid no Senado revela a identidade de um financiador oculto da Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra da Covaxin pelo governo Jair Bolsonaro e também está na mira de investigadores por supostas fraudes na venda de testes ao governo do Distrito Federal”, informa a Crusoé.

Segundo a revista, trata-se de Maurício Camisotti, empresário com longo histórico de contratos com um plano de saúde de servidores públicos federais dominado pelo Progressistas.Segundo o relatório, em maio do ano passado, Camisotti foi ao banco tentar fazer uma operação de câmbio no valor de 18 milhões de reais para a compra de testes de Covid. “No entanto, o fez em nome da Precisa Medicamentos, da qual não era sócio nem procurador. O banco rejeitou o pedido, mas achou por bem informar ao órgão de controle.”

Dono de empresas na área de odontologia, o empresário tem um histórico longo de contratos milionários com o Geap, plano de saúde dos servidores públicos federais, cuja diretoria é indicada pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e o INSS.

“Durante os anos em que o empresário firmou contratos, o Geap era um feudo do Progressistas, e a própria Polícia Federal chegou a investigar pagamento de propinas a Ricardo Barros, Ciro Nogueira e Aguinaldo Ribeiro – os inquéritos nunca andaram.”

188 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Foto - Dr. Geraldo Menezes Barbosa.


Faz muito tempo, mas aconteceu. Vale a pena lembrar. Após abastecer meu veiculo, a margem da BR 116, descobri sentado, no restaurante, ao lado do seu motorista, o famoso Luiz Gonzaga, de boné e óculos escuros, tendo o olhar voltado para estrada. Estava absorto, talvez lembrando sua terra no Exu ou estimulado pelo cheiro da carne assada que vinha do alpendre. 

Luiz trazia no rosto desenhos profundos de um homem amargurado, emagrecido, ombros caídos, em nada se assemelhando aquele biotipo amorenado, monumento vivo de braços valentes repuxando os pulmões da sanfona, estremecendo a plateia no melhor ritmo do reinado do baião daqueles velhos tempos.

Aproximei-me dele para tocar-lhe o ombro, em sinal de identificação amiga dos nossos bons momentos da Radio Progresso de Juazeiro, nos shows delirantes programados.

Luiz Gonzaga! Que bom revê-lo! Nunca mais andou pelo Juazeiro?

Minha saudação de alegria teve uma resposta melancólica. Erguendo a cabeça, o sanfoneiro fitou-me buscando uma identificação que não conseguia e balbuciou triste:

Como vai o senhor?

Resposta anonima e diferente a um passado bem recente, quando nos abraços no acerto de contas dos contratos e na alegria de suas noites de sucessos. Desconversei qualquer coisa e fui saindo entristecido. Seu motorista, ao lado, sinalizou-me com um olhar de decepção confirmando que seu patrão já não era o mesmo.

Prossegui viagem profundamente constrangido por aquele encontro. Sentir que o rei estava próximo de morrer. Já não expressava a simpática eloquência comunicativa de festa interior, quando dissertava o linguajá do baião em livre palestra regionalista, sem a necessidade de olhar para o teclado. Luiz exibia ali um fantasma amargurado de corpo e alma. Havia perdido a alegria de viver, vitima da falta de saúde, decepções e sem esperança por um amanha propicio. Nunca imaginei ver aquele "monarca nordestino" condenado a um abandono de si próprio, sem a capacidade de sonhar. Ele que distribuiu tantos sonhos de amor por esse mundo a fora. Que encantou os terreiros e palcos. Acelerei o carro na certeza de ter visto, pela ultima vez, o mais eloquente folclorista do Brasil.

PP despacha Bolsonaro - Por o Despertador do Diogo.

Jair Bolsonaro ensaiou filiar-se ao PP, mas os donos do partido, Arthur Lira e Ciro Nogueira, preferem despachá-lo para algum outro lugar.

“Nas últimas semanas, Arthur Lira tentou convencer o presidente do PSL, Luciano Bivar, a retomar o diálogo com Bolsonaro e filiá-lo novamente ao partido”, diz O Globo.

“Como a conversa não evoluiu, Lira e Ciro Nogueira tentarão convencer Bolsonaro a insistir nas conversas com outras siglas menores. Na última quinta-feira, o presidente revelou, durante uma transmissão ao vivo, que esteve com José Maria Eymael, do Democracia Cristã”.

Uma parte do PP está fechada com Lula. Outra já se acertou com João Doria. Arthur Lira e Ciro Nogueira apoiam o sociopata, mas se preparam para sobreviver à sua derrocada.

Moro manda recado para os caminhoneiros - Por O Antagonista

Às vésperas de uma possível nova paralisação de caminhoneiros, programada para ocorrer a partir da meia-noite de domingo, Sergio Moro mandou um recado para a categoria.

Em vídeo feito a pedido de Wanderlei Alves, o Dedeco, um dos líderes dos caminhoneiros, Moro falou da importância da categoria e disse torcer pelo fim da pandemia.

“Nós sabemos das dificuldades de exercer esses trabalhos durante a pandemia. Sabemos da relevância do trabalho dos caminhoneiros pelo país. Não pode parar essa atividade, que acaba se expondo um pouco mais por conta da pandemia. Vamos torcer para essa pandemia passar logo.”

Como noticiamos, Moro, que se mudou para os Estados Unidos, esteve na semana passada em Brasília e em Curitiba, para resolver pendências pessoais e intensificar conversas políticas.

Ele ainda não decidiu se será ou não candidato ao Planalto em 2022. 

A decisão será tomada até novembro.

186 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


O Crato é muito rico de humor, cultura e folclore. Cidade da cultura e município modelo, povo bem humorado e extremamente feliz.

Na década de 70 do século passado, um casal do sitio "Pai Mané" tinha todas as razões para fazer uma grande festa. Bodas de ouro do casal, 15 anos da filha caçula e casamento da filha do meio.

Perdeu-se a conta do que foi abatido para o lauto jantar: galinha, porco, bode, carneiro, guiné e peru, além de um sanfoneiro e em cada canto da sala um pote de aluá de jenipapo.

Lá pras quatro da manhã quando a rela bucho terminou, Zefinha, a filha caçula sentiu-se mal. Você sabe como é perigoso comida leve : buchada, fussura e sarapatel em excesso altas horas da noite.

Resolveram levá-la ao médico no Crato. Meio de transporte uma rede num pau de porteira com um caboclo na frente e outro atrás. 

Quando passavam pela bodega do seu Valdomiro, na Ponta da Serra, ele perguntou:

Quem está doente?
O pai respondeu - minha filha.
E o que foi?
Foi comida!

O bodegueiro encerrou a conversa com outra pergunta :  "Pegaro o caba"?

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Momento da Política - Por Merval Pereira.

 'Não há nenhuma lógica na política brasileira'.

Diante da confirmação do senador Ciro Nogueira, que já chamou Bolsonaro de fascista, no comando da Casa Civil, Merval Pereira avalia que o centrão é um grupo 'fisiológico'. 

Presente em todos os governos desde sua criação, na época da Constituinte de 1988, posicionou-se não por ideologia, mas por conveniência.

domingo, 25 de julho de 2021

Bolsonaro tem de ser afastado e preso - Por o Despertador do Diogo.

 

Jair Bolsonaro jogou fora as vacinas oferecidas pela OMS.

Os vídeos publicados com exclusividade pela Crusoé são chocantes e esfregam na cara da CPI da Covid a necessidade de punir o sociopata com impeachment e cadeia.

As mentiras contadas por Eduardo Pazuello em seu depoimento tentam esconder o assassinato em massa praticado por Jair Bolsonaro. Ele descartou as vacinas do consórcio internacional em setembro de 2020, quando ainda apostava na imunidade de rebanho, e passou a negociar com a bandidagem mais ralé quatro meses depois, desesperado com seu derretimento nas pesquisas.

Os vídeos revelados pela Crusoé não são apenas as provas de um crime. Eles são uma confissão.

Personalidades prestimosas do cariri - Por Antônio Morais.

A pesada e fria mão da morte pesou sobre o seu coração e a sua alma pura e emanada da divindade, voou ao seio do Eterno e lá foi gozar o prêmio de suas eximias virtudes. Quem era este majestoso que desapareceu dentre nós? Quem era este cidadão prestimoso, cuja campa regamos com as lagrimas da gratidão e da saudade? Preciso fora, que conhecêssemos como conhecemos, para podermos avaliar a tamanha perda.

E deste amigo sem igual, deste coração magnânimo, destas mãos benfazejas, que sempre derramaram o bem, desta cabeça onde germinaram os mais elevados pensamentos em prol do povo de nossa terra, deste todo que formava o grande homem, o amigo verdadeiro, temos apenas sua memória, a grata memória, que jamais morrerá para aqueles que tiveram a ventura de conhecê-lo. Memória que honrosa passará para a posteridade, quando a história lhe fizer a devida justiça.

Temo não proferir o seu nome, o seu venerando nome, com todo o respeito que é devido. Temo pronuncia-lo, e não exprimir a dor, a profunda dor que nos invade. Deixa que a face de Deus e dos homens se confessem o que a ti devemos. Deixa que descreva tuas virtudes, virtudes não de tumulo, mas verdadeiras, para atestar as quais aí estão milhares de testemunhas.

Quem é aquele por quem vertemos amoroso pranto? Por cuja perda a população lamenta? Que elevou a tantos e a tantos deu brilhantes exemplos? Aquele com quem morreram tantas esperanças? Amigo extremoso e verdadeiro.

Dr. Eldon Gutemberg Cariri, foi um grande profissional da medicina, um aporte da medicina, com especialidade em pediatria, ginecologia e obstetrícia. 

Formou-se pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 1948, e veio para o Crato atuar no Hospital São Francisco de Assis, Casa de Saúde São Miguel, e também, médico da Fundação Nacional de Saúde.  Nasceu no dia 02 de novembro de 1923, e atuou aqui na medicina do cariri por vários anos. Era casado com D. Dometila Alencar Araripe Cariri, e veio a ter vários filhos formados: Pergentino, Ana Amélia, Ovídio e Carmem.

Saudades eternas.

O FEITIÇO QUE VEM DE FORA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

A gangorra de treinadores à frente das equipes é uma marca deletéria do futebol brasileiro exibida com a maior desfaçatez.

É bom ressaltar, mais uma vez, que, no passado, os laços de afetividade entre técnicos e clubes serviam como garantia de que as mudanças traziam efeitos positivos imediatos e, em alguns casos, até duradouros.

Tempos de Flávio Costa, Zezé Moreira, Tim, Osvaldo Brandão, Fleitas Solich e tantos outros.

Nos dias de hoje, as dispensas e contratações perderam  o impacto que tinham no passado por se tornarem corriqueiras.

São semelhantes a casamentos de celebridades de pouco prazo de validade.

Por razões, as mais diversas possíveis, aqui e ali, os clubes acertam a mão como o Fortaleza com Vojvodai, e o Flamengo com Jorge Jesus.

Estamos falando de passagens marcantes na vida dos clubes, assinaladas pela conquista de reputações vencedoras

O tricolor do picí, depois das passagens consideradas tristes de Chamusca e Enderson Moreira (este nem tanto) trouxe da Argentina um nome desconhecido pela maioria.

Num estalar de dedos, Juan Pablo Vojvoda, sem medir o tamanho do desafio, assumiu o leão e o colocou como sensação do campeonato brasileiro de 2021.

A imprensa sudestina está encantada com a forma de jogar do Fortaleza e as celebrações não cessam .

Antes que pululem as explicações dos “especialistas táticos”, diga-se que, diferente das exigências de tempo e contratações ( naturais por parte de todos os treinadores) o argentino conseguiu internalizar, em tempo rápido, suas idéias de jogo no elenco.

Essa empatia imediata entre comandante e comandados não uma coisa fácil de ser explicada, embora seja o que todo time busca com as constantes mudanças: resultados positivos no curtíssimo prazo.

Como entender, também, que um Jorge Jesus, conhecido por poucos, desembarque no Brasil e bote o time do Flamengo para jogar um futebol maravilhoso ?

Para quem não se anima em entender essas coisas inexplicáveis do futebol e, alimenta outras crenças, isso é coisa de feitiçaria.

Eu, hein?

sábado, 24 de julho de 2021

Crato Tênis Clube - Por Antonio Morais


Identificando : Hildegardo Benício, José Flávio Teles, Vandir, José dos Prazeres, Tonico, Haroldo, Alexandre e Nélio Cleyton.

No dia l7 de Julho de 1950 o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros. Até o inicio da década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata, em trajes a rigor. 

Imaginemos a minha primeira festa social no clube, 1969. Escolhia-se a "misse mirim" do ano, cuja a vencedora foi "Salambó" filha do saudoso, nobre e honrado professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira. 

Os meus colegas do Colégio Estadual Anário, Severiano e Zé Leite infucaram de ir, me seduziram, fui junto. A grana era pouca ou quase nada. 

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Severiano parecia o apóstolo Judas, Anário com uma calça pegando marreca e o paletó com medo de bufa, o Zé Leito aleijado, torto, uma parte do terno no joelho e a outra no sovaco. É que o Anario havia colocado uma pedra de três quilos no bolso do paletó dele! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos quatro "cubas montila" ao Fuim, garçom muito conhecido do meio social a época. Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. 

Passamos a festa andando pelos corredores girando os cubos de gelo com o dedo. Nenhum dos quatro dançou na festa, ninguém se arriscou a levar uma mala. Foi uma aventura, hoje não me arrependo das estripulias que cometi, lamento por não puder fazê-las novamente. 

Estas lembranças objetivam resgatar a foto do "Conjunto do Hildegardo", pelo que representou para sociedade e para os jovens cratense, naquela que foi a fase mais dourada de nossas vidas

HOMENAGEM AOS NETOS - Por Antônio Gonçalo de Sousa.

Há cerca de um mês e meio, eu e minha esposa Silvana ganhamos o primeiro neto, Israel. Já tínhamos duas graciosas descendentes nesta linha: Maria Eduarda e Isabelly. Foi mais um indicativo de reconhecermos de que, como diz o vernáculo popular, neto é um filho adocicado. 

Estamos em um momento gracioso, convivendo com criaturas que vêm de nós e que serão nossas ações postergadas no futuro.  Convivendo com seus movimentos iniciais e cognitivos; com as primeiras palavras; os ímpetos naturais da idade e assistindo às reprimendas que estão sendo imprimidas pelos respectivos país. Até as nossas infalíveis e (in)eficientes ações estão em jogo.

Sabe-se que os tempos mudaram. Ter rigor forte, ser perseverante, impor reprimendas, pequenos castigos, um carinho a mais e/ou reservas de afeto, não têm nada a ver, com o que diz respeito aos dias atuais. As formas modernas de convivências afetivas estão em ascensão. 

Devemos seguir em frente. O que importa é estamos em condição de reserva,  alertos e pré-dispostos a resultados, para que esses nossos decesdentes tenham um futuro de paz e que processem e pratiquem o bem.

Um abraço fiel e amigo aos meus parentes e amigos, especialmente aos netos, Maria Eduarda, Isabelly e Israel. 

Com Deus.

Caririensidade - Postagem do Antônio Morais.


A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha, que posteriormente mudou a denominação para Paróquia de São José dos Cariris Novos, tendo São José como novo Padroeiro.

Apesar de ter 251 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei ou Imperador.

1º - Padre Manoel Teixeira de Morais
2º - Padre Antônio Lopes de Macedo Júnior
3º - Padre Antônio Teixeira de Araújo
4º - Padre Antônio Leite de Oliveira
5º - Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha
6º - Padre Miguel Felipe Gonçalves
7º - Padre Pedro Antunes de Alencar Rodovalho
8º - Padre Joaquim Ferreira Lima
9º - Padre João Marrocos Teles
10º - Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento
11º - Padre Antônio Fernandes da Silva Távora
12º - Padre Antônio Alexandrino de Alencar
13º - Padre Quintino Rodrigues de Oliveira Silva, depois nomeado Bispo de Crato.
14º - Padre Pedro Esmeraldo da Silva
15º - Padre Joviniano Barreto
16º - Padre Plácido Alves de Oliveira
17º - Padre Francisco de Assis Feitosa
18º - Padre Luiz Antônio dos Santos
19º - Padre Rubens Gondim Lóssio
20º - Padre João Bosco Cartaxo Esmeraldo
21º - Padre José Honor de Brito Filho
22º - Padre frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida
23º - Padre José Josias Gomes de Araújo
24º-  Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira
25º - Padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva

Texto do Armando Lopes Rafael.

“Eu não sou Centrão”, diz deputado do PSL - Por o Antagonista.

O deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL), que chegou a ser cotado para ser vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2018, não vai seguir o presidente em caso de filiação a algum partido do Centrão.

“Eu não sou Centrão. Sou de direita e vou continuar sendo o que sempre fui. Minha opção de futuro partido terá que respeitar isso ou fico sem partido”, disse ele a O Antagonista.

Ontem, como noticiamos, em meio à reforma mais fisiológica de seu governo, colocando Ciro Nogueira na Casa Civil, Bolsonaro disse que o termo Centrão é “pejorativo” e admitiu pertencer ao grupo político.

Bolsonaristas fracassaram na tentativa de criar a Aliança pelo Brasil. Depois, ficaram na expectativa de o presidente tomar algum partido pequeno, como o Patriota, para dividir poder entre eles. 

Não deu certo até aqui. Agora, se veem em situação política complicada a pouco mais de um ano das eleições.

JOAQUIM VIEIRA DE OLIVEIRA - QUINCO HONORIO.



Joaquim Vieira de Oliveira

Joaquim Vieira de Oliveira, nosso estimado Quinco Honorio. Alto, magro, era exponensial em tudo. Trabalhador e profundamente correto em seus negocios. Não lhe turbava a decencia de procedimento o espirito jovial e brincalhão de que era servido, virtude que transmitiu aos filhos, especialmente ao Otacilio.

Comerciante de alto nivel, negociou, por muitos anos, com algodão, peles e cereais, não esquecidas as naturais atividades de agricultura e pecuaria.

Seu Quinco tinha constancia, pois era casado com Dona Constancia Correia, Nanan - uma das mais santas e caridosas senhoras de nossa terra.

Andava sempre muito elegante, gravata e pano passado, usava bons perfumes, as jovens moças andavam leguas para cumprimenta-lo pois pegando em sua mão ficava com a mão perfumada pru resto do dia.

Dizia seu Quinco que homem pobre não era aquele que não possuia bem algum. Homem pobre era aquele casado com uma mulher feia.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Família Callou, origem do nome, e ascendências - Por Fernando de Sá Barreto Callou.

 

Parte final.

Família do Cel. Alexandre Coreia Arnaud (de Missão Velha Ceara) CC Rosa Maria de Santana (Baiana de Inhambupe ) Bisavôs de Gertrudes Gonçalves Martins Callou, já citada na Ascendência A.

As Ascendências da Família Callou contribuíram para a formação, do Patrimônio Genético desta Família. Entretanto merece destaque, a contribuição do Casal Antônio Pereira Pinto Callou e Ana Izabel d´Olinda, que casaram 48 netos, primos legítimos entre si. Esses casamentos entre primos legítimos continuaram por varias gerações, o que definiu um Fenótipo, de caracteres marcantes da Família Callou.

Fernando de Sá Barreto Callou.

Comentário do Antônio Morais.

As últimas palavras proferidas, por Antônio Pereira Pinto Callou, á sua filha Carlota foram :

"Findou-se o Primeiro Callou.... Meu nome fica existindo para filhos, netos e bisnetos e os mais que forem vindo".

Onde estiver o velho patriarca deve está  orgulhoso de sua descendência, em especial do procurador da república José Adonis Callou Araújo de Sá, foto. Um dos grandes defensores da Lava Jato. Homem sério destemido  não sendo servil aos poderosos corruptos que  tomaram o país de assalto e implantaram  o mais perverso  e poderoso sistema de ladroagem já visto em todos os tempos.

Salve os Callou.

184 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


A Revendedora Avon foi entregar seus produtos a uma cliente. No elevador, entre um andar e outro, sentiu uma necessidade horrível de soltar um PUM. 

Como estava sozinha, soltou o danado - p f f f f f f f.

Que alívio! Mal terminou, o elevador diminuiu a velocidade e parou num andar.

Rapidamente, ela pegou na bolsa o spray Avon "Aroma de PINHO" e borrifou todo o elevador. A porta se abriu e entrou um sujeito, que fez uma cara feia e perguntou : Que diabo de cheiro é esse?

A mulher, com cara de inocência, disse : Não sei, senhor. Não sinto cheiro algum. Que cheiro o senhor está sentindo?

Ele : Não sei bem... É como se alguém tivesse cagado numa floresta.

Família Callou, origem do nome, e ascendências - Por Fernando de Sá Barreto Callou.

 


Terceira Parte. 

Ascendência B:

1) Alferes Antônio Pinheiro Magalhães, Baiano, CC Inez de Sá Souto Maior (descendente Colateralmente de Mem de Sá, 3º. Governador-Geral do Brasil)

2) Capitão Francisco Magalhães Barreto e Sá (Fundador da cidade de Barbalha) CC Maria Polucena de Abreu Lima, Avôs materno do Primeiro Callou.

Ascendência C:

1) Capitão Antônio Pereira Pinto, Baiano de Inhambupe, CC Joana do Espirito Santo Pereira Pinto, Avôs Paterno do Primeiro Callou.

Ascendência D:

1) Cel. Antônio da Cunha Pereira, de ascendência Austríaca radicado em Russas-Ceara, CC Laura d´Holanda Cavalcante, de ascendência Alemã.

2) João da Cunha Pereira CC Francisca Vieira de Gusmão

3) Ana Izabel d´Olinda CC Antônio Pereira Pinto Callou, Primeiro Callou.

Devo acrescentar ainda ás Ascendências da Família Callou. Famílias que contribuíram para formação da mesma. Como a do Cel. Antônio de Olyveira de Carvalho (Sergipano , radicado em Icó-Ceará) CC Francisca Vieira de Gusmão, Bisavôs do Primeiro Callou.

Continua na próxima postagem.

Ari Lobo - Por Antonio Morais.

Gabriel Eusébio dos Santos Lobo, Ari Lobo autor da música uma prece para  os homens sem Deus.


Meu deus,

Por que é que nesta terra,

Pedem paz e fazem guerra,

E fazem guerra pela paz?

Meu deus,

Por que é que os homens agem,

Sempre em nome da coragem,

E apunhalam só por trás?

A fortuna correndo atrás,

De quem já tem dinheiro,

E o faminto se foge da fome,

Ela vai atrás.

Oh, meu deus, o sertão está seco,

Só chove na praia,

O oceano está cheio d´água,

Não precisa mais.

Muita gente com a reza na boca,

E o ódio no peito,

O cristão fazendo mal-feito,

Com a bíblia na mão.

A ganância na terra entre os homens,

Gerando conflitos,

E a ciência a serviço do mal e da destruição.

Meu deus, anulai a profecia,

Pois o mundo qualquer dia,

Vai mergulhar num vulcão.

Meu deus, aumentai a nossa crença,

Pra que o homem se convença,

Que o mundo inteiro é cristão.

CELEBREMOS O FUTEBOL FUTEBOL- Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 No dia 19 de julho de 1976, a CBF instituiu o Dia do Futebol, em homenagem ao Sport Clube Rio Grande, da cidade gaúcha do mesmo nome, primeiro time registrado como clube de futebol no país.

Neste dia em que é celebrado e quando se procura tornar esse jogo mágico em ciência exata, o momento se mostra ideal para se refletir sobre o que faz futebol futebol.

Isso, mesmo: futebol verdadeiramente futebol.

A popularização da prática advém dos fundamentos e da desnecessidade de adaptações para ser jogado, e por não ser possível descrevê-lo através de estatísticas.

É possível viver sem futebol, mas, reconheça-se: sem ele, a vida seria muito chata.

Como esporte cumpre um papel sociológico importante: une diferenças, compartilha responsabilidades, ajuda a conhecer a nós próprios, como uma tela, onde nossa sociedade revela suas vaidades e neuroses.

O futebol é que nos funda; deixamos de ser Rio de Janeiro, capital Buenos Aires, fomos mostrados ao mundo por um negro, Pelé, e um mestiço, Garrincha, e passamos a figurar na origem do futebol como arte – futebol futebol.

É melhor pensar o nosso futebol como uma levada musical, bem brasileira na sua pureza – o samba.

Na forma simples do seu andamento Bum Bum, Paticumbum, Brugurundum, fazendo “a alegria de milhões de corações brasileiros”, como cantou Zé Kéti.

Isso não tem estatística que reflita. Futebol não é só números.

Viva o futebol futebol!

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Reminiscências do Cariri por Armando Rafael – por José Luís Lira (*)

 

    Na última terça-feira, dia 20, celebrou-se o 87° aniversário da chegada do Pe. Cícero Romão Batista no céu, sem presença, por conta da pandemia, de romeiros ou “amiguinhos” do Pe. Cícero espalhados pelo Brasil e que sempre se fazem representar em Juazeiro do Norte.  A partida do Pe. Cícero desta vida terrena se deu no dia da amizade. Em 18 de outubro de 2016, eu me encontrava em Roma para assistir à canonização do querido São José Luís Sánchez del Río, quando recebi um comentário de Armando Lopes Rafael a uma publicação minha em rede social e surgiu uma amizade leal e sincera. 

     Citei Padre Cícero e amizade, pois, sendo Armando Rafael um intelectual de alta envergadura, historiador por formação, professor universitário, pensei que ele não fosse devoto do Padre Cícero como eu não fui uns tempos atrás. Invadido por contrainformações, eu tive uma visão distorcida do Padre Cícero. Inicialmente, fiquei receoso de falar isso a Dr. Armando, até que um dia toquei no assunto e foi uma felicidade em ver que ele também compartilha dessa visão. Chegamos a ir à estátua do Padre Cícero e fizemos fotos como romeiros.

     Todavia, o tema de hoje é sobre um dos tantos contributos que Armando Rafael, amante da arte de Heródoto e monarquista, ofereceu à sua terra e sua região. A publicação foi feita pela Editora “A Província”, sediada no Crato, em 2020. Recebi exemplar autografado junto com cartão sempre personalizado do autor. Entre as tantas atividades obrigatórias, feitura de um livro e outras coisas, o livro, embora lido inicialmente, ficou aguardando uma manifestação o que faço não por dever, mas, por satisfação e justiça.

       A(s) epígrafe(s) de um livro, recordando aulas dos Doutores Carlos Cozzi e Ricardo Machado, em Buenos Aires, diz ao que se propõe o trabalho e Armando Rafael vai a Honoré de Balzac: “Há duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, História Vergonhosa”. E Armando parte para, digamos, uma terceira via, a História real, amparada em arquivos pessoais e enriquecida fontes biobibliográficas para fazer justiça a três caririenses de nascimento e dois por adoção.

   Trata, em artigos organizadíssimos e delimitados no rigor científico, sobre: 1) o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, contrarrevolucionário de 1817, relacionado à Revolução Pernambucana de 1817, onde se destacaram figuras que depois estariam, também, na Confederação do Equador. 2) Joaquim Pinto Madeira, o caudilho que se relaciona com as duas revoltas citadas, fuzilado no Crato. 3) Dr. Leandro Bezerra Monteiro, o varão católico, advogado e político caririense, nome de destaque na questão religiosa do II Império. 4) Dom Francisco de Assis Pires que recebeu do Cardeal Leme o epíteto de violeta do episcopado brasileiro, por sua fidelidade, castidade e humildade. 5) Dom Newton Holanda Gurgel, quarto bispo de Crato, a quem, conforme o autor, Crato deve grande homenagem. Poder-se-ia dizer que são cinco ensaios biográficos num livro.

   “Algumas Reminiscências do Cariri”, ilustrado com a Bandeira Imperial hasteada no cimo da chapada que abriga aquela região, é uma pequena/grande joia histórica e literária que deve ser lida e apreciada por nós, brasileiros e pelo mundo. Parabéns, mais uma vez, Dr. Armando.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Família Callou, origem do nome, e ascendências - Por Fernando de Sá Barreto Callou.

Segunda parte.

Ascendentes da Família Callou.

A Família Callou, descende de quatro ascendências primordiais de origem Europeia.

Que se estabeleceram inicialmente, na Bahia e em Sergipe, se expandindo pela região do Rio Jaguaribe, e Sul do Ceará, nos primeiros anos de 1700. E depois desbravaram o Sertão Pernambucano.

Os ascendentes da Família Callou, contribuíram direta ou indiretamente, da fundação das cidades de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte, no Cariri Cearense. E das Cidades de Serrita, Parnamirim e Terra Nova em Pernambuco.

Ascendência A:

1) Antônio Correia de Oliveira, Português, CC Izabel Correia de Oliveira.

2) Apolônia Correia de Oliveira CC José Pereira Lima Aço, Português de Barcellos, o lendário Pereira Aço. Citado pelo escritor José de Alencar, no seu livro o Sertanejo pag. 201, “ . . . mais tarde dos Ferros e Aços” .

3) Francisca Pereira de Oliveira CC O Tenente-Coronel Antônio José Batista e Mello Português Advogado e Diretor dos índios no Cariri Novos.

4) Maria da Conceição Batista Gonçalves Martins CC Antônio Pereira Gonçalves Martins, Baiano de Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, com o sogro participava da Administração dos Índios no Cariri Novos, em Crato.

5) Capitão- Antônio Pereira Gonçalves Martins Parente, Cratense, CC Joana Batista do Espirito Santo Gonçalves Martins.

6) Gertrudes Gonçalves Martins Callou CC O Cel. Gregório Pereira Pinto Callou, Coronel Comandante do 13º. Batalhão de Infantaria da Cidade de Barbalha. (Diário Oficial da União de 17 de Novembro de 1898). Gregório Pereira Pinto Callou é Filho do Primeiro Callou.

Continua na próxima postagem.

Simone Tebet cobra 'reação imediata, clara e direta' a suposta ameaça de Braga Netto - Por O Antagonista

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) criticou nesta quinta-feira (22) a suposta ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, sobre as eleições de 2022. Segundo o Estadão, o general condicionou a validade do pleito à implementação do voto impresso no Brasil.

Tebet cobrou uma reação imediata, clara e direta às constantes insinuações golpistas de integrantes do governo.

“Basta de relativizar o absolutamente intolerável: ora velada, ora expressa, ditas e depois desditas, as constantes ameaças às instituições, às eleições e à democracia, precisam de reação imediata, clara e direta. A constituição nos diz o que fazer. Não é poder, mas nosso dever.”

Depois da repercussão, Braga Netto negou que tenha feito a ameaça.

Família Callou, origem do nome, e ascendências - Por Fernando de Sá Barreto Callou.

Primeira parte.

Abrev. CC – Casado (a) Com.

O Nome da Família Callou, foi adotado por Antônio Pereira Pinto, nascido nas imediações das cidades de Missão Velha e Barbalha. Filho do Tenente- Gregório Pereira Pinto, Baiano de Inhambupe e de Ana Angélica de Jesus de Sá Barreto. Filha do Capitão-Francisco Magalhães Barreto e Sá (Fundador da cidade de Barbalha) e de Maria Polucena de Abreu Lima. Os dois originários da Bahia/Sergipe.

Antônio Pereira Pinto casou com Ana Izabel d`Olinda, Filha de João da Cunha Pereira e Francisca Vieira de Gusmão, proprietários da Fazenda Cruz. No médio Jaguaribe na localidade chamada Riacho do Sangue. Os Filhos de Antônio e Ana Izabel nasceram e foram criados na Fazenda Cruz. Hoje submersa pelas aguas do Açude Castanhão.

Não se sabe com segurança a razão, pela qual, levou Antônio Pereira Pinto, a acrescentar Callou ao seu nome de nascimento. O que se sabe com certeza. Foram suas ultimas palavras, anotadas por sua Filha Carlota a seu pedido. E que seus descendentes obedeceram, e continuam priorizando o nome Callou. Que se manteve por varias gerações num Clã fechado e homogêneo. Hoje já mais diluído.

Mas eis as últimas palavras proferidas, por Antônio Pereira Pinto Callou, á sua Filha Carlota:

Findou-se o Primeiro Callou.... Meu nome fica existindo para filhos, netos E Bisnetos e os mais que forem vindo.

Continua na próxima postagem.

Ratos no puder - Por Antônio Morais.

 

Falta muito pouco para o Supremo Tribunal Federal concluir que fomos nós que roubamos o Lula e que foi Sergio Moro quem traiu Jair Boldonaro e não o contrário.

O Brasil é o único pais do mundo que os ratos conseguem colocar a culpa no queijo.

Veja o que dizia Ruy Barbosa - Postagem do Antônio Morais.

 

O comunismo não é fraternidade; é a invasão do ódio entres as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelo; bane Deus das almas e das reinvindicações populares.

Não dá trégua a ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dssolveria a sociedade. Extingueria a religião. Desumanaria a humanidade. Evertera, subverteria, inverteria a obra do Criador.

Rui Barbosa.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

O FUTURO É O “DAQUI A POUCO” - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nas primeiras horas do dia, ainda com gosto de café na boca, uma vozinha me diz: “Vai escrever, Wilton. Batuque nas pretinhas do computador e revisite, no celular, os apontamentos feitos, quando traçavas uma inofensiva cervejinha. Escreve, até, sobre poesia que é ‘o jeito mais simples de dizer coisas complicadas’, segundo o poetinha”.

A vozinha continua: ”Vai, deixa de ser estranho. Fala de novas real idades. Olhos digitais estão em toda parte. Na falta de assunto, escreve sobre o tempo, que é a maior distância que há. Mas, não se deixe engabelar por essa história de “idade de ouro”, entre os 15 e 30 anos, como o melhor tempo de nossa vida. De ouro é o tempo, que nos foi dado para viver”.

E lá vou eu, nessa fadiga de viver, abordar tempo difíceis. Que tempos não o são?

Quantos de nós recordamos tempos que não gostaríamos de ter vivido, pelo desperdício de felicidade.

O tempo é arbitrário e nos traz contratempos. Entanto, não adianta fazer “beicinho” contra ele, em sua marcha inexorável.

Falamos do tempo o tempo todo, porque ele é que define o nosso tempo, aqui, na Terra, a não ser que existam seres humanos esquecidos pela morte.

Aliás, penso pedir recontagem do meu tempo de vida, pois os 73 anos que completarei em setembro, passaram mais ligeiro do que enterro de pobre.

Aconselhável para quem já ultrapassou a barreira dos 70 não fazer planos para o futuro. Não sacrificar o presente, pensando em construir um futuro abstrato.

A vida é breve, como a vida da flor, nada mais que a folhagem antes da foice.

O futuro é o “daqui a pouco”.

183 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


José de Adálio - Zé Gatinha.

Zé Gatinha, cujo nome José Adálio, uma figura admirada e ao mesmo tempo odiada pelas travessuras que praticara em Várzea Alegre, em pouco tempo que conviveu com a nossa gente. Foi na década de 60 com a explosão da Jovem Guarda, os rádios e amplificadoras tocavam as músicas dos ídolos Roberto Carlos e sua turma que apaixonaram muitos jovens naquela época.

Em V. Alegre naquele tempo tinha como costumes, o encontro dos brotos na praça central todas as noites. Passeavam em torno da praça os homens e as mulheres em sentido contrários. Ali os brotos flertavam ouvindo as músicas apaixonadas do iê...iê...iê. Paixões incendiavam muitos corações. Noites acordadas sofreram muitos apaixonados. Quando ia se aproximando o final das férias estudantis, a saudade batia com mais força e dor nos corações daqueles jovens. Prenúncio de que alguém ia partir deixando a sua paixão naquele torrão amado.

Aí entra a estória de Zé Gatinha. O seu pai Manoel Totô, possuía um "misto" que fazia a linha V.Alegre ao Crato, e a figura Zé Gatinha era ajudante do pai. Todas as segundas-feiras o misto saía de V.Alegre de uma agência que ficava em frente a prefeitura municipal. Era uma multidão de gente querendo mandar encomendas pra familiares em Crato. Mas o que chamava mais a atenção era a quantidade de jovens entregando cartas ao Zé Gatinha para serem entregues aos amores que estavam distantes.

O misto partia com inúmeras cartas nas mãos do Zé Adálio, nisso quando chegava na Serra de São Pedro em que o transporte começava a subir a ladeira vagarosamente, o ajudante subia ao bagageiro e começava a ler as cartas dos apaixonados e logo após as rasgava. Certo dia ao se encontrar com um dos apaixonados, foi chamado à atenção que não tivera recebido a resposta da carta de sua amada, de imediato, ele disse que ela tinha sabido que ele tinha arranjado outra garota e que o namoro tava terminado.

Foi denunciado  por  ele mesmo.

Padre Argemiro Rolim, um religioso virtuoso - Por Antôni0o Morais.

No inicio da década de 60 do século passado,  com os meus 9 anos, quanto tempo faz e quanta diferença de costumes, quanta inocência tínhamos nós naquela época distante.

Chegou a Várzea-Alegre um sacerdote recém ordenado de alma pura por dentro e sublime por fora. Trazia com ele um projetor, coisa nunca vista práquelas bandas.

No patamar da igreja de São Raimundo, às noitinhas, passava para os adolescentes filmes religiosos. Fui seduzido, e, ele se tornou meu maior ídolo. Voz pausada, semblante sereno e confiante, tratava a todos com a mesma distinção, lhaneza e cordialidade.

Terminadas as missões Padre Argemiro deixou nossa cidade e, a partir daí, foi vigário em diversas paróquias de nossas Dioceses, inclusive Parambu onde também foi o seu primeiro prefeito municipal.

Vinte e cinco anos depois eu estava gerente do Bicbanco, agência do Crato. Ele entrou na agência, com a mesma brandura impar e serena, batina surrada, semblante abatido, aparência triste e desanimada, barriga um pouco alta, o mesmo riso e a mesma brandura..

Se achegou a mim, nem imaginava o quanto eu era seu fã e falou: "Meu filho, eu estou precisando de uma quantia em dinheiro para ir a São Paulo fazer um tratamento de saúde, e, aqui estou para saber se você pode me adiantar um empréstimo. "Eu tenho a promessa de um padre da paróquia de Nuremburg 

na Alemanha, ele vai fazer uma campanha com os fiéis para arrecadar fundos com este fim", mas, eu não estou pudendo esperar.

Procurei saber o valor, e, revelada a importância era um montante razoável. Ele não tinha avalista. Autorizei o setor de cadastro liberar sem aval, era apenas um procedimento protocolar, a responsabilidade é minha, disse ao meu colega do setor.

60 dias depois, já na volta de São Paulo, Padre Argemiro Rolim entrou pela mesma porta, com a mesma humildade, batina surrada, o mesmo semblante triste, puro e sublime que tanto admirava, e, por fim a mesma bolsa, desta feita,  com volumosa doação dos alemães.

Resgatou o empréstimo e agradecido se retirou da agência.

Um ano mais tarde, 1986, recebi a noticia do falecimento do Padre Argemiro, o padre que tinha "um coração para amar a Deus". 

Clubes de Lions no Ceará VI - Por Antônio Morais.


Quando eu assumi a presidência do Lions Clube de Crato Centro pela terceira vez no inicio  da década de 90 do século passado as plenárias festivas se realizavam  nos clubes sociais da cidade. A maioria no Crato Tênis Clube.

Sugeri e a diretoria aprovou que fossem feitas nas casas dos companheiros. Cada  domadora trazia um prato, assim ficava bem mais barato e os alimentos vinham fresquinhos, com sabor caseiro e combinado pelas domadoras.

Um dia,  na casa  do companheiro de saudosa memória Albino Oliveira, quando todos já estavam presentes o mestre de cerimonia compôs a mesa, e, eu fiz a abertura solene, minha esposa Nair falou no meu ouvido - Morais, ninguém trouxe arroz.

Então chamei  Dalice Frutuoso, foto, irmã da Dolarice, domadora do Albino Oliveira e solicitei que  fizesse o arroz. 

Tive a ideia  de passar a palavra para um companheiro que gostava muito de fazer um discurso. O homem se levantou, deu de garra do microfone e de tantos "prumodes, nos entretanto, num há de que, desconcordes" Dalice me fez sinal que o arroz estava pronto.

Quando o jornalista Lindemberg de Aquino pediu o microfone de volta o companheiro disse - Oh homi, agora que eu ia começar.

O bom dessa história é que o presidente do Lions era de Várzea-Alegre, a dona da casa era de Várzea-Alegre que é a terra do arroz, justamente o que faltou. Mais um contraste. 

A sorte é que Dalice Frutuoso, também de Várzea-Alegre estava presente, e prestou o devido atendimento fazendo um arrozinho que só lá em nós tem igual. Terminada a  solenidade, Chico Pierre ao se despedir  me disse : Morais "Ruim Barbosa" foi sua salvação.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Bolsonaro e os pelados na piscina - Por José Newmanne Pinto.

 


1 – Ao deixar o hospital particular de luxo, onde tirou folga de quatro dias, o presidente da republica blindou o ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello, pilhado em vídeo negociando coronavac pelo triplo do preço, alegando que corrupção só se for pelado na piscina. 

2 – Na entrevista, definiu Brasilia como paraiso de lobistas, na melhor das hipóteses os “empresários” recebidos no gabinete do coronel Elcio Franco, ex-secretário-geral do ministerio da saude. 

3 – E ainda disparou dez mentiras cabeludas a respeito de temas variados, de suas canetadas à compra de vacinas

Monsenhor Raimundo Augusto - Vigário Geral da Diocese de Crato - Postagem do Antônio Morais.


Monsenhor Raimundo Augusto é o terceiro  da esquerda para direita, ao centro o padre  José Otávio e  os familiares, filhos, genro e netos,  A direita o deputado federal Figueiredo Correia e a padre Gonçalo Farias Filho, Menininho Bitu e Antônio Bitu Costa, solenidade de ordenação sacerdotal do padre José Wilson, filho do Padre Otávio. Foto memorável

No dia primeiro de Julho de 1971 fui admitido no Banco do Cariri S/A, instituição financeira pertencente a Diocese do Crato, fundada  pelo  seu primeiro Bispo Dom Quintino de Oliveira e Silva.

Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima era o presidente e o gerente ao mesmo tempo. Iniciei as atividades na função da carteira de empréstimo. O banco tinha uma grande clientela  vinda desde Santana do Cariri, Várzea-Alegre, Lavras de Mangabeira e outras cidades  circunvizinhas.

Depois da  conversa  com Monsenhor Raimundo Augusto o  cliente  vinha para  a minha mesa onde eram assinada a documentação,  feitos os cálculos e autorizado  o pagamento pelo caixa.

Ao final do expediente Monsenhor se posicionava do lado da minha  mesa esperando para assinar a papelada. Um dia ele  me contou uma historinha engraçada, disse:

Um motociclista transportava um amigo na garupa da moto. Um catabi levou o garupeiro a cair. O motociclista não notou e depois de um km a diante é que tomou conhecimento da ausência do amigo e voltou.
Como fazia muito frio e ventava muito o garupeiro usava a camisa de modo contrário, com a frente para trás. Quando o motociclista chegou  no local encontrou  o amigo morto e dois doidos juntos ao corpo.
Perguntou então: Ele morreu da queda? 
Um dos doidos respondeu, não, quando ele caiu estava vivo, mas nós fomos botar a cabeça dele para o lugar certo e ele não resistiu.
Monsenhor Raimundo Augusto, me casou e batizou os meus filhos. Sou um eterno devedor de sua generosidade.
Um religioso virtuoso e santo.

181 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. 

Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. 

Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. 

Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. 

Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. 

Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar.

Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Amor maiúsculo - Portagem do Antônio Morais


Um Senhor bastante idoso procurou uma clinica para um curativo em sua mão ferida. Dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto tratava, o jovem médico quis saber o motivo de sua pressa e ele disse que precisava ir a um asilo de repouso para idosos tomar o café da manha com sua mulher que estava internada há bastante tempo. Sua mulher sofria do mal de Alzheimer em estagio bastante avançado.

Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe: se ela não ficava assustada pelo fato dele está atrasado. Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou, há quase oito anos ela nem me reconhece.

Intrigado o médico lhe pergunta: Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs? O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse: É verdade... Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é.

Enquanto o velhinho saia apressado o jovem médico sorria emocionado.

Crônicas e contos - Por Antônio Morais.

A pior coisa do mundo é ver o olhar triste de uma criança causada pela fome e miséria. Causada pelas guerras sem sentidos comandadas por homens rígidos e impiedosos que nunca perceberão que a guerra só terá fim quando um dos lados desisti.

O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã 

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza. Porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Se você não sente a dor do teu irmão, a tua doença é maior do que a dele.

Clubes de Lions no Ceará III - Por Antônio Morais.


Casal amigo Rogério Alencar e Cristina indicado por mim e eleito por aclamação para me suceder no meu último mandato no Lions Clube de Crato Centro. Final da década de 80 do século passado. Fez uma grande gestão.

Na minha avaliação duas pessoas foram muito importante  para o Lions Clube de Crato Centro. José Leandro Correia, Gessi e Arlindo Matias da Silva.

Gessi fez a doação de um terreno no distrito do Muriti e outro na Fazenda Boqueirão pertencente ao seu pai João Leandro Correia. No Boqueirão o Lions construiu uma capela e um posto de saúde, no muriti foi construído a Escola Melvin Jones.

Arlindo Matias, foi presidente da escola por décadas. Concluída, a escola tinha 10 salas de aulas, um auditório, um refeitório, vários banheiros, uma secretaria, uma tesouraria, 1200 alunos matriculados nos três turnos.

Todos os professores eram conveniados com o estado. A única participação da prefeitura, pasmem, eram os dois vigias que se reversavam de 12 em 12 horas. 

O Lions custeava  o material escolar, de limpeza, de expediente, manutenção e outros custos.

Quando o Governo Federal passou a pagar a educação baseado no número de matrículas o prefeito  Raimundo Bezerra bateu o pé, o município não podia deixar de receber a verba de 1.200 alunos. Ameaçou  retirar os vigias e usar sua influência politica junto ao estado para que não fosse reeditado o convênio com a escola. 

O presidente do Lions reuniu a diretoria e como era amigo do prefeito formou uma maioria e entregou a escola ao município. Eu fui voto vencido, mas  sabia  que a partir de então o Lions Clube de Crato Centro desapareceria  da historia da escola.

Eu nunca concordei com as cotas cobradas dos companheiros, especialmente a internacional, mandar dinheiro para Os Estados Unidos da América não era recomendado. Todo vez que o tesoureiro apresentava os valores tinha sempre alguns que por uma razão qualquer não podiam pagar. 

Certa feita, a diretoria resolver excluir do clube os inadimplentes. Quando vi a lista observei que eram os mais aplicados e que os motivos do não pagamento era falta de condições financeiras. Mandei somar os valores e paguei. 

Em seguida disse - Agora podem excluir os companheiros, não quero que imaginem que deixaram o leonismo porque não podiam  pagar as cotas. Eu estou deixando o movimento. 

E sair da reunião para nunca mais voltar.

Clubes de Lions no Ceará II - Por Antônio Morais.

Thomaz Osterne de Alencar - Um baluarte no trabalho em favor do Crato. Como presidente da Associação Comercial, membro do Lions, empresário e como cidadão. Um empreendedor que marcou o Crato pela decência, trabalho e honradez.
Numa Convenção Distrital na cidade de Quixadá as delegações de Crato e Juazeiro do Norte se hospedaram num Colégio de Freiras. Os homens para  um lado, as mulheres para outro.

O nosso companheiro do Lions Clube de Juazeiro do Norte, Dario Maia Coimbra, o "Darim" era  de uma presença de humor incomparável. Quando a sua esposa Cicinha lhe entregou uma toalha, a escova, creme dental e o aparelho de barbear, pergunto: Meu filho você quer mais alguma coisa : Ele respondeu, e, as freiras deixam?
Durante os mais de 25 anos que estive no Lions Clube de Crato Centro fui por três vezes presidente e o resto diretor animador, talvez porque os "companheiros e domadoras" me tinha na conta de um palhaço.

Neste evento eu fui escalado pelo clube para saldar os convencionais e apresentar a nossa representação. Para dominar o público presente contei uma historinha engraçada : Disse que um caboclo de minha terra dormiu na casa de um amigo. Estava chovendo muito, a latrina ficava fora da casa no fundo do quintal. Batei, então, uma vontade danada de urinar.
 
No quarto tinha um menino dormindo numa rede. O homem teve a ideia : tirou o menino da rede e botou na dele, deitou na rede do menino fez xixi a vontade, aliviou a bexiga, quando foi trazer o menino de volta o danado tinha cagado na rede dele.

A totalidade do publico riu, e, não sei se para agradar aplaudiu. Mas, um casal que estava bem a frente, um homem vermelho e abarracado com uma mulher do lado enfeitada que parecia "Tandor" fazendo careta e gestos de reprovação pela imoralidade. E, foi seguida  pelo maridão.
Que coisa mais provinciana, uma necessidade fisiológica que todo mundo sabe muito bem o que é, todo mundo faz, causar tamanho espanto e desconforto. 

Na minha última gestão como presidente  do Lions o clube criou a "Medalha Thomáz Osterne de Alencar" foto, para agraciar  as pessoas  que prestaram serviços  relevantes ao município e seu povo.
A primeira agraciada  foi Madre Maria Carmelita Feitosa, a  medalha concedida foi entregue  por Dona Dayse Alencar viuva  do Thomaz Osterne numa solenedade muito concorrida no Clube Recreativo Grangeiro.