sexta-feira, 17 de abril de 2026

Dr. Francisco e Mariano Pereira - Antônio Alves de Morais.

Uma história muito bonita que mostra o lado positivo do trabalho, do estudo, da gratidão e reconhecimento.

Próximo de nossa casa, na Vila Jubilar morava o senhor Raimundo Alves Monteiro, o muito conhecido por todos "Seu Lasquinha". Tinha uma família grande, como de costume, eram todas aquela época de antanho.

Sua profissão era motorista de taxi. Possuía um velho DKW, locado no Posto Crato, na gloriosa Praça Siqueira Campos.

O fato, é que ele focava todos os seus esforços para educação dos filhos. Determinação total. Exigência acentuada e disciplina esmerada.

Assim, conseguiu formar o primeiro filho Dr. Francisco Alves Pereira em medicina pela Universidade Federal do Ceará. Em seguida o Dr. Francisco deslocou-se para a cidade de Campinas - São Paulo a fim de se submeter à prova seletiva em residência médica na área de anestesiologia. 

Foi uma batalha árdua, uma vez que eram vários candidatos oriundos de todo o pais disputando somente 4 vagas. Vencida esta etapa em primeira colocação surge a oportunidade, através de concurso envolvendo prova escrita e oral, de ser professor de medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Nos dois concursos mencionados a colocação foi simplesmente primeiro lugar. 

Depois do Dr. Francisco vieram os outros filhos com títulos superiores, O filho médico, tão logo pode, deu um carro novo ao seu pai. Um corcel 4 portas. Um luxo pra época.

No painel, no interior do carro, logo abaixo de onde estava encaixado o rádio, feita com  essa maquininha da foto, estava bem à vista do passageiro a tirinha com seguintes dizeres :

"O carro deu o doutor, e o doutor, deu o carro".

Seu Lasquinha foi proprietário da única Kombi do cariri que possuía seis portas. Por essa razão tal veiculo era foco de muita atenção. Inspirado numa música Seu Lasquinha mandou escrever no parachoque : "Boneca cobiçada".

Fonte  Professor Mariano Pereira e Dr. Francisco Alves Pereira.

Não volte - Antonio Alves de Morais.

Não volte para onde um dia você foi feliz, é uma armadilha da melancolia, tudo terá mudado e nada será igual, nem mesmo você.

Não tente procurar as mesmas paisagens, nem as mesmas pessoas, elas não estarão, o tempo joga sujo, e terá se encarregado de destruir tudo o que um dia te fez feliz.

Não volte para o lugar onde um dia você foi feliz, mantenha-o sempre na sua memória, como era, mas não volte.

Não volte ao passado, você já o conhece, a vida continua e há novos caminhos para percorrer, novos lugares para visitar e outras pessoas que nos esperam.

Rubem Alves.

Filho - Antônio Alves de Morais



Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.

Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem. 

Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecem. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas. 

Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância. E isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho. Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida. 

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas. Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.

Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento? E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. 

Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia. A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...

Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

Lembrando o Segundo Científico do Colégio Diocesano do Crato, turma 1960 - Antonio Alves de Morais.

Professores à frente sentados : Maria de Castro, Monsenhor Francisco de Holanda Montenegro, diretor do colégio, Padre David Augusto Moreira, Padre Edmilson Macedo, professor Dr. José Nilo Alves de Sousa e professor José do Vale Arraes Feitosa, vice diretor.

Alunos segunda fila : Cidália Luma, Marlena Barbosa, Ana Lúcia Lemos, Marília Feitosa Ferro, Evaldo Alves Rocha, Gilberto Sobreira de Menezes, Francisco Aguiar Bezerra, Edmilson Pereira Felix, Camardele.

Alunos terceira fila : Wagner, Antônio Édson Libório, Aremilton, Edilson Tavares, Luciano Lira de Macedo, os irmãos Tarcisio e Tércio Siebra e Geraldo.

Estes mestres foram os semeadores da semente do bem, do conhecimento, dos bons costumes, da educação e da cultura. Os alunos são o terreno fértil onde as sementes foram semeadas e germinadas.

Primeiro carro do Crato - Antonio Alves de Morais.

O comerciante Manoel Siqueira Campos, nascido em Porteiras - Ceará, se estabeleceu no Crato no início do Século XX, após conseguir grande fortuna trabalhando em Triunfo - Pernambuco.

No dia 29 de Setembro de 1919, ele trouxe o primeiro automóvel para o município, comprado em Recife, no Pernambuco, sua chegada fez história na Princesa do Cariri, atraindo muitos curiosos.

Antes disso, criou a primeira "Fábrica de bebidas" da região. 

O empresário, por conta própria, construiu os primeiros calçamentos das ruas centrais da cidade e ajudou os flagelados da seca de 1915 que chegavam aos campos de concentração na região. Especialmente no Muriti - Crato.

A praça erguida em sua homenagem resiste ao tempo firme, altaneira e bela, porém o busto em sua homenagem foi retirado, não se sabe que fim levou.

Lamentável.

Histórias do João Dino - Antônio Alves de Morais.

Mandapulão era gabola e bossal demais. A melhor bicicleta, o melhor revólver, o melhor rádio, a melhor mulher, os meninos mais bonitos e mais sarados. 

Tudo dele era melhor.

Quando se aposentou pelo DNOCS em 1972, Mandapulão botou a mudança em cima do caminhão de Seu Lourival e veio morar na Rua das Flores em Juazeiro do Norte.

Conheço essa história porque na época eu cursava o 1º científico no Colégio Estadual Wilson Gonçalves do Crato, e sempre que tinha jogos importantes no Romeirão eu vinha assistir em Juazeiro. E o almoço era sempre na casa dele.

Um belo dia Mandapulão se encontrou com Agamenon Angelim na “Feirinha da Troca”. Local onde são negociados alguns produtos roubados. Nessa feirinha cidadãos se misturam com marginais, nas proximidades do Romeirão. 

Eles eram compadres. E tome conversa. Isso é muito natural. Quando a gente encontra um conterrâneo pelo meio do mundo. O que não falta é assunto.

E Agamenon Angelim se lembrou de umas conversas que se falava muito no Icó, e comentou: Compadre, e sobre os larápios aqui de Juazeiro que tem a mão ligeira e que batem carteiras, que roubam tudo das casas etc, isso é verdade?

Mandapulão respondeu: Tudo mentira compadre. Estou aqui há dois anos e nunca fui roubado. Compadre sabe que eu sou ativo. Eu não dou chance a ladrão. Talvez eles se aproveitam de pessoas abestadas. Eu até duvido que alguém me passe a perna.

Na hora da despedida ele sentiu que a carteira não estava no bolso, e falou: Compadre Agamenon, pague aí essa continha que eu esqueci minha carteira de dinheiro no bolso do meu palitó lá em casa. Inclusive, compadre, quando vier com mais tempo, vá rever sua comadre Luciana. Nós moramos aqui nessa rua, nº tal.

Um rapaz desses desocupados, cheio de tatuagens, estava ouvindo a conversa deles desde o início e teve uma idéia genial: Adquiriu um peru e foi até a casa de Mandapulão. Acionou a campainha, e com a maior intimidade já foi dizendo: D. Luciana, Seu Mandapulão está ali na “Feirinha da Troca”, encontrou com o compadre de vocês, Sr. Agamenon Angelim, lá de Icó, estão tomando umas cervejinhas, e ele mandou esse peru para a senhora fazer o almoço.

D. Luciana estranhou muito essa atitude do marido. Mas mesmo com aquele olhar de desconfiança recebeu o peru e amarrou na perna da mesa. Voltou e fechou a porta.

O educado rapaz tocou a campainha novamente e disse: Ah meu Padim Ciço, como eu sou esquecido. Já ia me esquecendo. Seu Mandapulão falou para a senhora mandar a carteira dele que está no bolso do palitó, dentro do guarda-roupas. 

D. Luciana não teve dúvidas: Entregou a carteira do jeito que estava, com todo dinheiro, aquela gentileza em pessoa.

Pouco tempo depois ele chegou. Ela estranhou e disse: Oh xente. Tu já veio almoçar? Eu ainda nem matei o peru.

Mandapulão: Tá ficando doida? Que peru?

D. Luciana: O peru que você mandou prá fazer o almoço para compadre Agamenon Angelim, lá de Icó. Está aí debaixo da mesa o peru. E tem mais, o rapaz que veio deixar esse peru levou sua carteira de dinheiro para lhe entregar.

Caiu a ficha. Mandapulão pegou ar: Isso é um inferno. Pela primeira vez na vida eu fui roubado. Mas eu vou já pegar o safado que me roubou. Foi alguém dali de perto que estava ouvindo minha conversa com compadre Agamenon.

Botou o revólver na cintura e saiu para a “Feirinha da Troca” a fim de pegar o ladrão e entregá-lo nas mãos da polícia, como se fazia antigamente no Icó.

De volta ao mesmo quiosque ele começou a bradar: Mas rapaz, pela primeira vez na vida eu fui roubado. Um vagabundo foi lá em casa deixar um peru e pegou minha carteira de dinheiro. 

E ficou contando a história e repetindo. Mas eu vou pegar esse cachorro e entregar a polícia.

O distinto rapaz ouviu atentamente a história dele. Colocou um chapéu, um óculos fundo de garrafa, mudou de roupa, e voltou ao mesmo endereço para terminar o serviço. Para Mandapulão criar marra, deixar de ser gabola e de contar vantagem.

D. Luciana mais uma vez atendeu a campainha. O sujeito já foi dizendo: A senhora é a esposa de Seu Mandapulão, cabra valente e destemido de Icó? Preste atenção minha senhora, seu marido está lá na Delegacia da Polícia Civil. Ele pegou o ladrão, recuperou a carteira de dinheiro, deu uma surra no safado, e foi entregá-lo à polícia. 

A confusão lá está grande porque o acusado está negando. Por causa disso o Delegado mandou dizer que a senhora mandasse o peru. O peru vai servir como prova do crime.

D. Luciana rezou por alguns segundos agradecendo a Deus por esse milagre. Desamarrou o peru da perna da mesa e o devolveu ao ladrão.

Para quem nunca tinha sido roubado foi uma boa experiência.

Mandapulão é de saudosa memória. Esse ladrão talvez não tenha consciência do grande trauma que causou ao nosso conterrâneo. 

Na velhice, caducando, Mandapulão ainda relatava esse fato e dizia: Ah se eu tivesse pegado aquele ladrão.

Canena, a Dona Benta da Praça da Estação - Antonio Alves de Morais.

Com meio século de atividades culinárias ininterrúptas, Maria Joaquina da Conceição exerceu o seu comércio na Praça da Estação, na cidade do Crato.

Desafiando o tempo e os cabelos grisalhos, Canena, como era conhecida na intimidade do povo, era dessas pretas de ferro, forte, de temperamento acessível e afável. Jamais se aborreceu com nenhum de seus fregueses, na maioria carregadores.

Nascida em 1887, Canena, a preta do coração de ouro, era dos tipos populares do Crato mais queridos, pela sua bondade nata e pela persistência com que, desde de 1926, vendia as mesmas coisas, na mesma praça, no mesmo jardim, usando talvês o mesmo banco, nas horas de maior cansaço. 

Tinha  um tratamento só para todos. Gregos e troianos, isto é, do chapeado ao doutor ela os tratava com a mesma ternura, paciência e dedicação.

Quando Canena iniciou a sua atividade de "Mestre Cuca" e proprietária do pitoresco restaurante ao ar-livre, da Praça da Estação a especialidade de sua cozinha tem sido a mesma : Tapioca com fígado de boi e foçura de criação.

A mesa onde Canena vendia suas gulozeimas mudava de canto, mas a praça sempre foi a mesma a da Estação Ferroviária. 

Ela mesma contava que só abria exceção às quinta e sextas-feiras da semana santa. Dias de reza e penitência que ela respeitava religiosamente. 

Zé Rangel - Uma Expressão Nacional - Antonio Alves de Morais

José Rangel nasceu na Rua Padre João Bandeira mais conhecida como Rua da Baixa, em Jardim-Ce, a 28 de maio de 1895, filho de Cirilo leite Rangel e Maria Bringel (Dona Maroca)

De origem humilde, bastante inteligente e reservado, estudou no Colégio 24 de Abril, fundado pelo Educador Dr. Lima Botelho, em 1916 - um marco na história educacional de Jardim e do Cariri - e concluiu seus estudos em Fortaleza-CE.

Em 1920 entra na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro, onde fez carreira, e participou ativamente da vida da cidade. Foi o autor da escultura na Avenida Atlântica, esquina com a Rua Siqueira Campos, em Copacabana, homenageando este que foi o único Tenente morto dos “18 do forte de Copacabana", jovens militares que se rebelaram, em 1922.(Veja:Acervo Escultórico do Rio de Janeiro) 

Em 1929 participou do Concurso público para o monumento comemorativo do Centenário de nascimento de José de Alencar, idealizado pelo jornalista Gilberto Câmara . Foi classificado em 3º lugar. A obra ganhadora foi do escultor Cozzo, em estilo Art- Déco , que consite em conjunto escultórico considerado o mais belo da cidade de Fortaleza.

Em Recife, Zé Rangel foi professor, onde preparava jovens artistas e graças a uma escultura, ganhou prêmio de viagem ao exterior, mas preferiu uma viagem pelo Brasil e retornou a sua terra natal Jardim, onde deixou uma obra que orgulha a cidade , a Escultura de Nossa Senhora das Graças, em cimento cru, na praça principal da cidade em frente a Matriz de Santo Antônio, inaugurada às 18 horas de 1º de janeiro de 1949.

A obra de Arte que tanto orgulho causa aos jardinenses foi modificada por um pároco desinformado que mandou pintá-la de de azul e branco deformando a originalidade da mesma. Somente cinqüenta anos depois, Sérvulo Esmeraldo, que participou da festa de inauguração da escultura, chamado pela prefeitura da Cidade, removeu o azul e o branco e nos revelou a Santa, tal como foi criada pelo artista genial José Rangel. Até hoje não foi colocada a placa, com o registro de sua autoria.

Outras marcas deixadas em jardim pelo artista, encontram-se no seio de sua família e um baixo relevo que pode ser apreciado no túmulo da família, construído depois da morte de sua mãe, Dona Maroca, no Cemitério São João batista em Jardim-Ce.

Morreu no dia 11 de novembro de 1969, no Hospital dos Servidores, no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Vieira explica que indiciamento de ministros do STF foi baseado em fatos - Diário do poder.

 


Para ele, atuação de Toffoli foi 'atípica' e PGR promoveu 'blindagem' do Master.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, sustentou que a proposta de indiciamento de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) foi fundamentada “nos fatos” apurados durante os trabalhos do colegiado. Em entrevista concedida à CNN, o parlamentar defendeu o conteúdo de seu parecer final, que acabou rejeitado pela comissão na última terça-feira, alegando que as sugestões de responsabilização derivaram de evidências colhidas ao longo da investigação parlamentar.

No documento descartado pelos demais senadores, Vieira sugeria o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, estendendo o pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relator enfatizou que o texto não constitui uma acusação formal de crime, mas sim a indicação de elementos que demandariam uma apuração aprofundada pelas autoridades competentes.

Durante a entrevista, o senador destacou que o ministro Dias Toffoli adotou “medidas absolutamente atípicas” enquanto exercia a relatoria do processo.

Para embasar seu relatório, o congressista citou um levantamento da Polícia Federal enviado ao ministro Edson Fachin, que indicaria uma relação de proximidade entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. No caso de Alexandre de Moraes, Vieira mencionou reportagens sobre supostas articulações entre o magistrado e servidores do Banco Central que teriam favorecido o Banco Master em processos regulatórios.

Já em relação a Paulo Gonet, o senador criticou o que chamou de “omissão total e o silêncio institucional” do chefe do Ministério Público, acusando-o de promover uma “verdadeira blindagem por meio da inércia”.

A postura do relator motivou uma forte resposta do ministro Gilmar Mendes, que anunciou a intenção de formalizar uma representação contra Vieira junto à PGR. O decano do Supremo interpreta a conduta do senador como um possível abuso de poder.

Gilmar já havia manifestado que o teor do relatório provoca um debate necessário sobre a extensão das prerrogativas das CPIs, alertando para o risco de tais comissões serem utilizadas para propósitos de propaganda ou para gerar pressão institucional indevida sobre outros Poderes.

Ao rechaçar o documento, o ministro afirmou que tentativas de intimidação dessa natureza precisam de uma resposta rigorosa. “Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República”, declarou Mendes, reforçando que, embora legítimas, as investigações parlamentares não podem ultrapassar os limites da legalidade.

DR. JOSÉ NILO – UMA VIDA A SERVIÇO DO BEM - Antonio Alves de Morais.

José Nilo DR. JOSÉ NILO – UMA VIDA A SERVIÇO DO BEM - Antonio Alves de Morais. Alves de Sousa, nasceu no dia 21 de maio de 1920, na cidade de Crato-CE, mais precisamente na rua Nelson Alencar. Filho de Jorge Lucas de Sousa e Maria Isabel Alves de Sousa.

Começou seus estudos na escola primária e auxiliou seu pai em serviços de marcenaria quando ainda era um garoto, estudou no Ginásio do Crato, atual Colégio Diocesano, depois foi para Fortaleza com o amigo Aníbal Viana de Figueiredo e lá iniciou o ciclo de estudos juntamente com o amigo no Liceu do Ceará. 

Posteriormente alistou-se no Exército Brasileiro, através da 10ª Região Militar.

Ingressou na Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, nesse período concluiu sua formação militar como 2º tenente da reserva depois colou grau como odontólogo no dia 16 de dezembro de 1944. 

Retornou ao Crato e iniciou sua vida profissional em 1945 na rua Nelson Alencar nº 568.

Nos anos 50 ingressou no quadro de professores do Colégio Diocesano do Crato, pelas mãos do Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, onde lecionou por 25 anos a disciplina de geometria descritiva. Ainda nos anos 50, alia-se ao quadro de atendimento do Hospital São Francisco, onde se dedicou de forma voluntária por 25 anos, ao atendimento de pessoas carentes que vinham nas segundas feiras para compor a tradicional feira do Crato. 

Nesse período construiu uma amizade valiosa e afetiva com o Monsenhor Pedro Rocha, provedor do hospital São Francisco.

Em 1955 casou-se com Maria Heyda Beserra Alves de Sousa que lhe deu os seguintes filhos e filhas: José Nilo Junior 1958, Ana Leocádia 1961, Jaqueline 1964 "faleceu aInda recém-nascida", Francisco Eldon 1967. Seus netos e netas são: José Nilo Neto, Iane Maria, Nilo Arthur, Nathan Luis, João Victor e João Marcelo.

Nos anos 70 passou a fazer parte do quadro funcional da Policlínica Cirandinha em Crato, compartilhando os constantes desafios profissionais com o amigo Dr. Henrique Costa e a amiga Dra. Fátima Lemos. 

Nos anos 80, acolhe em Crato, a sua filha Ana Leocádia, recém-formada em odontologia.

No início de 1992 teve a grata notícia de que seria avô do primeiro neto em outubro do mesmo ano. 

No dia 02 de maio de 1992, Dr. José Nilo sentiu-se mal e faleceu enquanto se preparava para fazer o que mais gostava durante o dia, cuidar dos passarinhos, ir ao mercado, atender no seu consultório, ouvir a radio B. B. C. de Londres, conversar na praça e efetuar a leitura diária.

Em 2001, de forma indefensável, ingressou post-mortem nos quadros da Academia Cearense de Odontologia, uma habilidosa indicação das amigas, Dra Dulcilene Landim e Dra. Fátima Lemos.

Fonte Dra. Ana Leocádia.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Brigadeiro José Macedo - Antônio Alves de Morais.

Um dia o brigadeiro José Macedo chegando num escritório de contabilidade, em Crato para tratar da contabilidade de suas empresas, foi recebido por um rapazinho, um funcionário do escritório que se dirigiu para ele dizendo:  Seu Zé, sente-se aí, apontando para uma cadeira ao lado. 

O Brigadeiro Macedo respondeu : É danado, eu dediquei toda minha vida, todo o meu trabalho à nação, em reconhecimento fui promovido a "Brigadeiro da Aeronáutica", agora vem um bostinha desses me chamar de "seu Zé".

O Crato e sua gente debocham de suas figuras prestimosas que lhe deram notoriedade nacional. 

Porque não conhecem a história, não fazem questão de conhecer e quem devia contar a verdade se esconde por trás da mentira.

Um misto de saudade e nostalgia - Antonio Alves de Morais.

Foto da direita para esquerda : Dra Ana Micaely, Dr. Francisco Alves Pereira,  Antonio Morais, Mariano Pereira e Dr. Menezes Filho.

Saudade sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas. "O que ficou daquilo que não ficou".

Nostalgia é um termo que descreve uma sensação de saudade idealizada, e às vezes irreal, por momentos vividos no passado associada a um desejo sentimental de regresso, impulsionado por lembranças de momentos felizes e antigas relações sociais.

Assim é que neste 28 de Junho de 2024, Antonio Alves de Morais, seu ex-colega do Colégio Estadual Mariano Alves Pereira e o médico Francisco Alves Pereira rebuscaram um passado de lembranças memoráveis e inesquecíveis.

Partindo de Crato passamos por Juazeiro do Norte, Caririaçu, Grangeiro onde visitamos alguns lugares que marcaram a infância do Dr. Francisco Alves Pereira, como sua terra natal,  a casa onde nasceu, residência dos padrinhos, a igreja, o açude  etc. 

Foto da esquerda para direita, Dr. Menezes Filho, Dra Ana Micaely, Mariano Alves Pereira, Antonio Morais e o médico Francisco Alves Pereira.

Em Várzea-Alegre paramos para o almoço na residência do casal Dr. Menezes Filho e Dra Ana Micaely. 

Conversa animada e prazerosa. 

Para concluir o giro seguimos para Farias Brito e finalmente o Crato. 

Flávio vence Lula com 42% a 40% no segundo turno, diz pesquisa - Diário do Poder.

 

Nas pesquisas anteriores, o primogênito de Bolsonaro e o petista empatavam em 41%

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula (PT) em um possível segundo turno.

O resultado representa um empate técnico dentro da margem de erro. Nas pesquisas anteriores, o primogênito de Bolsonaro e o petista empatavam em 41%.

Presidência da República – 2º Turno

Flávio: 42%

Lula : 40%

Branco/Nulo: 16%

Indecisos: 2%