sexta-feira, 15 de maio de 2026

Escândalo no Brasil não liquida candidatura, Lula que o diga - Diário do poder.

Foto Jarbas Passarinho - Ex-governador do Pará,  ex- senador da Republica e ex-ministro da educação, homem de elevador carater. Num desses escandalos do Lula ele declarou "Dois erros não dão um acerto".  A frase serve para o Flávio Bolsonaro.

O áudio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai, fez parecer o fim da sua candidatura. Mas o Brasil recomenda cautela. 

Lula (PT) que o diga. No Mensalão, em 2005, com parlamentares aliciados mediante propina, a prisão de Lula era dada como certa, e a oposição o queria “sangrando” até a eleição de 2006. O resultado é conhecido: Lula foi reeleito com folga. O petista adotou a narrativa cara-de-pau de ser “vítima” das elites conservadoras e colou. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Quatro anos depois, novo escândalo de corrupção, o Petrolão, mais de 200 condenações. E Lula conseguiu reeleger Dilma Rousseff (PT).

O capítulo final é ainda pior: após quase dois anos preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista foi “reabilitado” pelo STF e eleito em 2022.

O caso de Flávio Bolsonaro e Vorcaro não está no mesmo patamar de gravidade de um mensalão ou de um petrolão. Ao menos por enquanto.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sons universais - Ariano Suassuna.

 


Resposta de Ariano Suassuna a um certo jovem tatuado, cara de hyppie, bolsinha de couro, óculos redondo, que perguntou em uma de suas aulas : "Ariano, você não acha que o rock é um som universal?"
"Meu filho, som universal só conheço três : Arroto, espirro e peido".

Ariano sustentava em suas teses que em sua terra natal Taperoá - Paraiba para tudo tinha o oficial : O doido, o herege, o mentiroso etc.
O mentiroso oficial dizia que as abelhas dele produziam o dobro do mel das dos vizinhos. Ele fêz o cruzamento com vagalume e os filhotes trabalhavam de dia e de noite.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

MISTURAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 . HAJA TEMPO - Ainda chegará o tempo em que o futebol brasileiro será organizado como nos países ditos “civilizados”. Aqui, a criação "imediata" de alguma coisa leva um tempo maior que em qualquer outro lugar. Uma liga única e realmente forte já seria alguma coisa. 

• VALE TUDO - Na briga pelo poder político, valem as mentiras e os golpes baixos. Expressão dos piores sentimentos. Jogo sujo. Ingenuidade acreditar em lealdade politica. A única vergonha é perder a eleição. 

• DEPENDÊNCIA - Campeonato sem CBF tem, sem Federação tem, sem clube, não. Para um campeonato ser forte, tem que haver times fortes. Por isso mesmo, os grandes clubes não podem estar enfraquecidos e endividados. E não adianta só sanear dívidas. Se não mudar o modelo de gestão, vai dever de novo. 

• QUIETUDE - Ser amigo não é bisbilhotar a vida do outro, querer que o outro lhe conte o que não quer contar. Boas amizades são urdidas na quietude. O tempo não abre mão de uma boa dose de silêncio. Aprendi isso com o mar. 

- O JOGADOR - Os treinadores não podem ser superestimados, tampouco subestimados. Só que suas influências batem, no máximo, em 30%. Quem resolve é o jogador.

FRASES

- “Crise institucional é diferente de anarquia institucional”. 

- “Às vezes, é melhor jogar nos bastidores do que ser midiático”. 

Meu pai está no leme - Antonio Alves de Morais

Um exemplo interessante: Um garotinho viaja num barco que era duramente açoitado pela tempestade e nem se incomodava. 

Brincava tranquilamente. Os outros passageiros, com medo de morrerem afogados, estavam preocupados. E, ao verem o garotinho, todo faceiro e brincando como se tudo estivesse bem, perguntaram-lhe: você não tem medo menino? Eu não! O meu pai é que está no leme, dirigindo.

Se a nossa fé e confiança em Deus fossem um pouco mais profundas, certamente não ficaríamos tão assustados e desesperados diante dos momentos difíceis e dos problemas que a vida nos traz. 

Por que em vez de acreditar tanto em horóscopo, signos, simpatias não acreditamos um pouco mais em Jesus, em Deus?

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O colapso - Por Pedro Valls Feu Rosa, Diario do poder.

Foto Pedro Valls Feu Rosa. 

Convido-o, humildemente, a um exercício mental. Imagine-se, durante alguns instantes, dentro do longo corredor de dado hospital. À sua frente dezenas de doentes – crianças, jovens e velhos – sofrem e gemem, espalhados pelo chão ou em macas improvisadas.

A agonia é pavorosa. Alguns estão ali há horas, outros há dias – ou mesmo há semanas. Esqueça o “jeitinho” ou até eventual recurso a algum juizado – afinal, não há mesmo estrutura que os comporte. Estão condenados a ali permanecerem até que lhes alcance a cura milagrosa ou a morte.

As condições de higiene são degradantes. Os insetos circulam livremente pelo ar impregnado daquele odor fétido derivado das indisposições dos pacientes. O cenário é, além de dantesco, nauseante. Vez por outra percorre o local algum profissional da saúde. À semelhança do Criador vai decidindo quem morre e quem vive. Estes receberão alguns dos poucos medicamentos disponíveis e aqueles um prosaico soro com sonífero – que encontrem a felicidade embalados pelo sono. Fico a pensar no tributo cobrado à saúde mental destes profissionais.

Do lado de fora do hospital inquietam-se os entes queridos daqueles doentes. As visitas não são possíveis e as informações saem a conta-gotas – afinal, faltam servidores do lado de dentro. Só lhes resta ficar lá. Daquele jeito.

A enfermaria do hospital, às voltas com estoques de suprimentos praticamente exauridos, afixa diante do balcão uma lista do que está faltando. De luvas a máscaras, de algodão a seringas, praticamente tudo falta. A saída é improvisar – ainda que ao custo da morte do paciente ou da contaminação do profissional da saúde.

Encerra-se um turno. Realiza-se a contagem dos mortos e remoção dos seus corpos, abrindo-se vagas para outros doentes que aguardam amontoados dentro de ambulâncias.

Algum desavisado poderia pensar que as linhas acima descrevem o drama vivido pela humanidade ao longo da epidemia causada pelo vírus Covid-19, a partir da aurora de 2020. Nada mais falso!

Aí está, sem retoques, a descrição do que ocorre desde que me entendo por gente em vasta parcela dos hospitais públicos deste planeta. A única diferença é ser a triste rotina aqui descrita imposta apenas aos miseráveis, desprovidos dos caríssimos planos de saúde – em um mundo no qual tantos dizem ser a saúde uma prioridade!

domingo, 10 de maio de 2026

Croniqueta - Antonio Alves de Morais.

Antigamente você sabia quem eram os seus inimigos. Eles não falavam com você. Não faziam questão de ficar perto de você.

Hoje eles entram na sua casa. Beijam o seu rosto. Até dizem que te amam, e, na primeira oportunidade te apunhalam pelas costas.

Você nunca verá uma pessoa ingrata bem sucedida. Um dos princípios do sucesso é a gratidão. 

Cuidado, nos dias de hoje temos dois  mundos paralelos. O das pessoas que dizem versículos bíblicos perfeitos e bonitos e o dos que não fazem nada do que dizem.

A amizade é  um tecido delicado que não aceita remendos. 

Minha opinião - Antônio Alves de Morais.

Meu caro amigo, quando posto a minha opinião não é para convencer ou mudar a sua. É para quem pensa igual a mim saber que não está sozinho no mundo.

Não perca o seu tempo dando muitas explicações. Aos amigos não é necessário, os demais só ouvem o que querem ouvir. 

Todo bajulador é falso e perigoso. O "puxa saco" é igual a carvão : Apagado te suja, aceso te queima.

Imbecis hipócritas - Antônio Alves de Morais.

As pessoas gordas sabem que são gordas. As pessoas magras também sabem que são magras.

Seria maravilhoso se as pessoas estúpidas soubessem que são estúpidas. As pessoas imbecis soubesses que são imbecis e as pessoas idiotas soubessem que são idiotas.

O mundo seria bem menos hipócrita.

sábado, 9 de maio de 2026

Saudades - Clarice Lispector

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. 

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei.

Sinto saudades dos que foram e de quem não me despedi direito. Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. 

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que. Não sei onde. 

Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi.

Eloi Teles de Morais - Antonio Alves de Morais



Embora registrado no Crato, o que poucos sabem é que o jornalista, o poeta, o advogado, o radialista mestre Eloi nasceu no sitio Baraúnas município de Várzea-Alegre. 

Sua graça, seu humor, sua alegria são herança da terra de São Raimundo.

No governo militar, sob os auspícios da Revolução de l964, o Eloi foi preso. Imaginem: preso como subversivo, como comunista, como uma ameaça a pátria. 

Na solidão da prisão fez este versinho bem oportuno e sábio:

Cadeia, estas tuas grades.
Prendem o meu corpo revolto
Porém tu não sabes cadeia,
Que o meu ideal está solto!

Não prenda, não aperte, não sufoque - Antonio Alves de Morais.

Não confie em palavras bonitas. Tem muita gente com açúcar na boca e veneno no coração.

A vida é assim : Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. 

O que ela quer da gente é coragem.

Não prenda, não aperte e não sufoque. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço.

Se tudo que você ofereceu não adiantou, ofereça a sua ausência.

O tempo - Antonio Alves de Morais.

O tempo é a matéria prima da vida. O passado não pode ser esquecido, más não devemos fazer dele o futuro. 

Vejo descendentes de pessoas de boa condição sócio econômica no passado, cangando goma e contando vantagens, por conta daquela condição que seus ascendentes tiveram e que ele já não a tem. 

Vejo também, aqueles que tiveram uma infância humilde e simples, e, hoje, as custas de trabalho honesto e honrado tem dinheiro para comprar tudo que é bem material e continuam simples, humildes e bons amigos.

Portanto nas rodopiadas que o mundo dá tudo vemos. A personificação da formação humana costuma resistir ao tempo. 

Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

DIGRESSIONANDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Não existe melhor sensação do que comida chegando ao estômago. Ao mesmo tempo, penso: como admitir que muitos morrem de fome?

Em nosso tempo, os idiotas convencem mais do que os gênios.

Lamentável quando se descobre que uma figura admirada não passa de um anão moral.

Um apelido posto pode gerar um ódio eterno ou uma amizade para sempre.

Freud achava que o cérebro era um apêndice das glândulas genitais.

Nada mais irritante quando o entrevistador fala mais do que o entrevistado.

As metáforas, quando em demasia, enchem o saco.

Os bajuladores, assim como os idiotas, têm o que chamamos de abundância numérica.

Saudade é uma palavra agridoce. Doce como mel, azeda como limão.

Quem sabe o que foi o facismo não trata ninguém de fascista.

Os bandidos entram na política para fazer o mal. Não é para ajudar o povo.