A crise da educação no Brasil não é crise; é um projeto.
Blog do Antonio Alves de Morais
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Ramiro, o feio - Xico Bizerra.
"Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente.
Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era.
Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe : o seu era o 341.
Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem.
Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse que estava rindo.
Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro"!
Dr. Pedro Satiro, um homem virtuoso - Antonio Alves de Morais.
Há 66 anos a Casa de Saúde São Raimundo de Várzea-Alegre atua na defesa do bem estar e da saúde do povo de nossa terra.
A luta do seu idealizador, mentor e construtor Dr. Pedro Satiro é bem mais antiga. No inicio dos anos 60, após se formar em Recife, retornou a sua terra para dedicar sua vida a serviço da vocação escolhida: aliviar o sofrimento alheio e salvar vidas.
Homem honrado, amigo, dedicado, caridoso com destacada ação na área da solidariedade humana.
A Casa de Saúde São Raimundo é a resultante de seis décadas de trabalho árduo iniciados pela disposição e liderança do Dr. Pedro Satiro na década de 1960 do século passado.
No inicio as dificuldades eram enormes, mas o carismático médico sempre contou com a solidariedade do nosso povo. Quantas vezes podíamos observar adjuntos cortando lenha para queimar caeiras de tijolos, outros juntando pedras para fazer concreto. Os tempos eram outros. As dificuldades bem maiores e só eram superadas graças à liderança e a confiança depositada pela população na causa de seu grande líder.
No dia de encher a placar de concreto parecia um formigueiro subindo e descendo as escadas com as latas de concreto na cabeça.
Quem vê esta imponente obra, completa, acabada, acha que caiu do céu pronta para consumo, não sabe nem conheceu a luta do Dr. Pedro Satiro para que chegássemos a ter hoje este beneficio valioso a nossa disposição.
Não podemos nem devemos esquecer outros benfeitores que com Dr. Pedro Satiro caminharam na difícil jornada, mas não podemos esquecer que Dr. Pedro Sátiro foi o começo de tudo.
Curiosidade : Essa imagem pequenina de São Raimundo pertencia a Tereza Maria de Jesus, esposa de Papai Raimundo. Passando por diversas mãos como do seu filho José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, a filha deste Isabel de Morais Rego, Bebé do Sanharol, e, a filha desta Josefa Alves de Morais, Josefa do Sanharol.
Quando Dr. Pedro Sátiro começou a edificação da Casa de Saude São Raimundo, quase tudo era à base de doações. Josefa do Sanharol, avó do Dr. Pedro e minha pegou a pequenina imagem enrolou numa toalha e foi à casa do Dr. Pedro Sátiro e lhe disse : Pedro, eu não tenho posses materiais para te oferecer, mas aqui está São Raimundo para abençoar a tua obra.
Até os nossos dias o Santinho fica na casa de Saude, saindo apenas no Dia do Padroeiro, para a procissão.
Parabens Dr. Pedro – Deus lhe abençoe.
Falsidade - Antônio Alves de Morais.
domingo, 23 de agosto de 2026
Meditem - Antonio Alves de Morais.
"Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
Qual é o seu nome? Chamo-me Nelson, Senhor. Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada. Agora sim! - vamos começar .
Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta: Para que haja uma ordem em nossa sociedade. Não! - respondia o professor. Para cumpri-las. Não! Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. Não! Será que ninguém sabe responder a esta pergunta? Para que haja justiça - falou timidamente uma garota. Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça? Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo: Para salvaguardar os direitos humanos. Bem, que mais? - perguntava o professor .
Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem... Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: "Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?" Todos ficaram calados, ninguém respondia.
Quero uma resposta decidida e unânime! Não! - responderam todos a uma só voz. Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? Sim!
E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.
Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia."
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
MISTURAÇÃO - Wilton Bezerra, comentartista generalista.
A REALEZA DE PELÉ - Diante de um craque como Pelé, testemunhamos um gênio humano mais fácil de compreender do que, digamos, Picasso, Einstein, Miguel Ângelo, Dante e Da Vinci. Em uma de suas magistrais crônicas, Nelson Rodrigues afirmou que Pelé podia cumprimentar qualquer um desses, com íntima efusão: "Como vai, colega?".
BANDIDO BRASILEIRO VESTE MAL - O bandido está em alta no Brasil a ponto de ser cobrado quanto a sua deselegância no vestir. Pois é. Um articulista de grande jornal, fascinado por cinema, recuou até os filmes de gangsteres americanos dos anos 1920, para dizer que os bandidos brasileiros se vestem mal. Afirma ele que os nossos delinquentes são mais ricos que os bandidos americanos do começo do século passado. Entanto, se vestem como pés de chinelos. Faltava essa para glamourizar a bandidagem verde-amarelo.
MUITO CEDO PARA ONAIREVES - Ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol e ex- deputado federal cassado por falta de decoro em 1999, Onaireves Moura tirou até um tempo atrás das grades. O seu maior "momento cultural" se deu numa declaração a respeito do aniversário de 200 anos da revolução francesa. Instado pelo repórter sobre os efeitos dos 200 anos do acontecimento, afirmou: "É muito cedo ainda para avaliar esses efeitos". Demais.
A FRASE - “A preocupação das autoridades deve ser com os fatos e não com diplomas.” W
Sete dicas de São João Bosco aos pais e professores para orientar as crianças no caminho da virtude - Antônio Morais.
Seu Elói - Antonio Alves de Morais
No dia 10 de Dezembro de 1971 Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima celebrou o meu casamento. Passei a residi na rua Major Evangelista Gonçalves no Pimenta, em Crato.
Vizinho de Elói Teles de Morais. Ele diretor artístico da Rádio Araripe do Crato, a pioneira. Elói era uma pessoa gentil, educação esmerada, tratava as pessoas com lhanesa e irradiava alegria e felicidades.
Nossas conversas eram muito agradáveis. Ele tinha um jeito só dele de fazer as publicidades dos seus programas.
Nada gravado, tudo improvisado. Um dia ele me contou uma história que eu nunca esqueci.
Elói me falou que precisava ir ao Juazeiro do Norte comprar uma ferramenta que não encontrava em Crato, no mesmo horário que tinha que está na rádio apresentando o programa "Coisas do meu sertão".
Fez a abertura, mandou colocar o disco com a música "Triste Partida", pegou a Brasília e chispou para o Juazeiro.
Quando voltou ainda tinha gente subindo no caminhão.
Elói Teles era um gênio da graça e do humor.
Coisas do Sr. Pedro Felicio Cavalcante - Por Jose Ronald Brito
Foto - Pedro Felício Cavalcante.Por que votarei, sempre, contra o candidato petista - Percival Puggina
Ao contrário do que o título deste artigo pode sugerir, não faço restrição a tudo que não seja de direita. Numa democracia, havendo esquerda, é natural que exista direita e vice-versa. Minha severa restrição se volta à esquerda representada pelo grupo político governante no Brasil, polarizado pelo PT e aos seus reflexos na conduta tantas vezes casuísta e imoderada da cúpula do Poder Judiciário.
Tenho escrito e reiterado em programas de rádio e TV que essa esquerda, ruinosamente, ataca preciosos bens não materiais, espirituais e os conceitos mais relevantes que integram patrimônio intangível de ampla maioria da sociedade brasileira. Mesmo assim, parcela minoritária, mas expressiva, ainda não percebe ou considera irrelevante a destruição provocada por tais ideias e práticas no convívio social, político e econômico.
Em tal contexto, o “politicamente correto” é, simplesmente, um artifício que usa os meios culturais para implementar, sob pressão, as pautas do partido. Este texto pretende fazer uma síntese dos alvos políticos, econômicos, espirituais e culturais na mira da supostamente revolucionária esquerda nacional. A saber:
Deus. Sim, Deus se tornou alvo. A esquerda brasileira não aceita um Deus divergente do partido e uma lei moral que reprove condutas do Estado.
Pátria. Sim, também o amor à Pátria, porque o patriotismo é uma expressão visível do bem comum que é material, de contorno geográfico, mas não exclui o ensino e a experiência dos que vieram antes; por isso, inclui a tradição, a História e a sabedoria herdada – a “democracia dos mortos”, nas belas palavras de Chesterton.
Família. Sim, a instituição familiar é alvo dessa esquerda porque sintetiza a transmissão de princípios e valores que ela combate nas salas de aula e nos demais meios culturais. A família é considerada um agente patriarcal, contrarrevolucionário.
Liberdade. Esse precioso atributo da natureza humana raramente é mencionado pela militância esquerdista, que faz incidir contra ela todo poder que controla, quando tal lhe convém. Por isso a vimos, ano após ano, contida pelo Congresso Nacional, empenhada em controlar a mídia e regular os meios de comunicação; por isso a vimos mudar de alvo, conquistando apoio da mesma mídia quando surgiram as redes sociais.
Vida. O desapreço esquerdista ao valor da vida se manifesta de modo mais nítido quando o alvo é a vida intrauterina em qualquer de suas formas, mesmo na hora do parto. O combate a tão grave direito natural, se reflete nos conceitos sobre o valor do ser humano e no respeito à dignidade alheia.
Dignidade da pessoa humana. Sim, a esquerda não dá resposta satisfatória ao fundamento dessa dignidade. Fora das estreitas fronteiras delimitadas pelos conceitos de “companheiro” e “camarada”, ela simplesmente não sabe o que é isso.
Propriedade. A relação da esquerda com o direito de propriedade envolve duas situações. Numa, seus adeptos privilegiam os bens próprios e cuidam e ampliá-los; noutra, têm por alvo os bens alheios, estimulando invasões, severas tributações e restrições ao uso.
Bondade, beleza, justiça e verdade. Sob controle da esquerda, construções exitosas de uma civilização, com reflexo na cultura e tradição, precisam ser destruídas para parto de uma nova sociedade que, onde ensaiada, fracassou em todas as suas dimensões. Aprenda sobre isso observando o que acontece nas universidades.
Para essa esquerda, nenhum poder ou influência pode sobreviver fora do Estado ou do partido. Estou plenamente convicto da posição que aqui defendo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
O romantismo desapareceu - Antonio Alves de Morais
Fartura - Antonio Alves de Morais
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
19 DE AGOSTO - DIA DO HISTORIADOR - ANTONIO ALVES DE MORAIS
Quando
nascemos abrimos os olhos para o mundo, dentro de um ambiente que se nos vai
tornando familiar, à proporção que os anos passam e à medida que nós vamos
integrando nele.
Tudo
em torno de nós começa, aos poucos, a fazer parte da nossa própria vida até
que, toma aspecto comum, sem que disso nós vamos dando conta.
A
vida decorre placidamente, entremeada apenas por ligeiros encrespamentos,
quando o próprio acervo do teatro em que nos movimentamos, desperta, e sai da
sua casa quase letargia.
Nossa imaginação se perde em fantasiar uma
vida mais ativa, mais cheia de imprevistos que nos proporcione algo mais
palpável, para satisfazer os nossos anseios.
O
tempo passa, os primeiros arroubos são amortecidos e aí, então, acontece o que
não esperávamos. Basta que distanciemos da paisagem amiga que nos acolheu e
abrigou para que comecemos a sentir nostalgia e darmos vida a aquilo que, às
vezes, passava despercebido.
Longe
começamos a rever, na imaginação, nos mínimos detalhes, aquele todo que nos pareceu
tão igual, invariável e quase insignificante.
Sentimos
algo se movimentar dentro de nós, uma sensação esquisita, agradável e benéfica
que faz com que nos transportemos, pelo espaço ilimitado, e nos façamos
presente ao tempo longínquo.
Assim
é que sem sabermos por que, aquelas pequenas coisas que nada significavam
outrora, atuam em nosso espírito e despertam sentimentos que não supúnhamos
fossem capazes de existir.
Passamos
a viver com a sombra das imagens de tudo que deixamos para trás, e a dar vida e
movimento ao que, até então, estava inanimado. Veem-se recordações do tempo de
nossa infância em que, livres e despreocupados, percorríamos alegres as veredas
do incógnito para atingimos uma meta até certo ponto imaginária.
Chegamos
à quadra da nossa juventude quando os sonhos e as ilusões preenchiam totalmente
aquela existência descuidada. Entramos então na realidade presente e vemos que
todos esses pensamentos, que povoam o nosso cérebro cansado, são resultantes da
saudade que nos atinge.
Começamos
a nos interessar por informações que constam do nosso banco de dados, algumas
delas contemporâneas, vividas e outras repassadas em conversas com pessoas que
já não se encontram em nosso meio.
Na
ausência de registros oficiais, essas informações verbais vão surgindo, pouco a
pouco, e muitas vezes bem ao gosto das conveniências e dos interesses de cada
época e cada povo, tornando-se reais para as gerações futuras.









