domingo, 1 de março de 2026

Parte III - Luiz Lua Gonzaga - Por Antonio Morais

O primeiro encontro com o famoso compositor Humberto Teixeira:

Região - O que representou, em vida, Humberto Teixeira para o Rei do Baião?

Gonzaga - Olha: Humberto, o grande Humberto Teixeira, representou um Luiz Gonzaga de regresso ao Nordeste. Através da musica, porque antes dele eu era um sanfoneiro, um cantador sem um galho certo. Eu desejava decantar o nordeste mas não me considerava o poeta que pretendia interpretar. Apesar de ser musico, musgueiro mesmo, de ter a pretensão de cantar, tinha igual desejo de que surgisse aquele poeta que me colocasse dentro do sertão, nos caminhos, nas estradas, nas veredas, nos troncos de pés de serra, finalmente num encontro com meu povo, através da poesia.

Foi aí que surgiu Humberto Teixeira, por uma ideia de seu cunhado, o saudoso Lauro Maia, que naquela época era compositor. Procurei, inicialmente, o Lauro Maia, porque achava ser ele a figura ideal. Houve uma especie de recusa do Lauro que alegou, naquele momento, não ter muito jeito para botar letra em musicas dos outros. Todavia, acrescentou Lauro Maia, tenho um cunhado e vou leva-lo até lá.

Era Humberto Teixeira. O primeiro tema que lhe dei foi: " Lá no meu pé de serra", relembrando o Exu, isto aqui, este cantinho de onde agora estamos falando e para o qual regressei, inspirado nas musicas que cantei tantos anos com Humberto. Interessante: Quanto mais eu decantava o nordeste mais vontade tinha de regressar, de fixar-me no meu chão. Tudo isso aconteceu. Tudo isso representa, para mim, o grande Humberto Teixeira.

Qui nem Jiló - Homenagem ao "Centenário do Rei "- Até a proxima.

FRASES CAMPEÃS - AUTOR DESCONHECIDO

01 - Liquidação de Muletas - Venha correndo!

02 - Mamãe, por que você bateu naquela mulher que a gente viu chorando no túmulo do papai?

03 - O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba rápido e pode ser substituída pelo álcool.

04 - Ex-namorado é que nem vestido: você vê em foto antiga e não acredita que teve coragem de um dia sair com aquilo!

05 - Eu sempre quis ter o corpo de um atleta. Graças ao Ronaldo isso já é possível.

06 - Troque seu coração por um fígado, assim você se apaixona menos e bebe mais.

07 - Mentiras são como crianças. Dão trabalho, mas valem a pena, porque o futuro depende delas.

08 - Antes eu não era perfeito. Faltava-me a modéstia.

No tempo do Tio Filé - Postagem do Pedrinho Sanharol.


1958 - Eleições municipáis no Crato. A residencia do Coronel Filemon Teles, respeitado chefe politico, estava apinhada de eleitores, principalmente aqueles residentes na zona rural do Municipio. Muito deles, depois de cumprido o "dever civico" do voto, já regressavam às suas casas.

Na epoca era bastante comum o eleitor, numa artimanha politica, mormente os residentes nos sitios e povoados, votar uma, duas ou mais vezes, usando titulos de eleitores já falecidos e daqueles que não mais residiam na area do municipio. Verificada a semelhança fisionomica, pois o titulo trazia fotografia, conhecido cabo eleitoral da UDN entrega ao não menos popular Rodrigues jamacaru, um dos titulos fantasmas,com a instrução para votar na seção eleitoral que funcionava, na epoca, no predio da Estatistica .

De posse do titulo, Jamacaru, pressuroso, tenta o voto duplo. Todavia, levou azar, pois na porta da seção estava o Sr. Diomedes Pinheiro, fiscal do PSD e amigo leal do Prof. Pedro Felicio Cavalcante. Ao regressar ao comitê do partido, recebeu nova instrução: Volte e tente dispistar o Sr. Diomedes - disse o cabo eleitoral. Jamacaru, fiel escudeiro do Coronel Filemon, partiu para nova investida. Foi chegando e avisando: corra, seu Diomedes, que a sua esposa caiu no banheiro e quebrou as duas pernas. Como um raio saiu Diomedes Pinheiro, enquanto Rodrigues Jamacaru, tranquilamente, em dose dupla, cumpriu mais uma vez o dever civico do voto.

Ao regressar e contar o episodio,foi observado, a certa distancia, sem ser notado pelo Coronel Filemon - nosso querido tio Filé que, ao final senticiou:

Compadre Rodrigues, voce não fez direito. Não agiu como devia. Era para quebrar uma perna nessa eleição e deixar a outra para a proxima.

Coisas gostodas do nosso folclore politico.

Osvaldo Alves de Sousa.

AH, BRASIL ! - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Abalos institucionais provocados pela corrupção.

Que vergonha!

Nosso País provoca engulhos. 

É a náusea dele próprio.

Jogo bruto, com o pedido de desculpas substituído pelo cinismo. 

Blindou, valeu.

O bandido é o herói das paradas. Na hora de ser ouvido na "justiça", impõe regras.

Contas públicas misturadas com contas pessoais.

Em ano de eleição, a mentira ganha logo no primeiro turno.

E haja pão e circo nas praças para entorpecer a patuleia.

Aí de ti, Brasil.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Parte II - Luiz Lua Gonzaga - Entrevistas.

No Parque Asa Branca no Exu, o Rei do Baião fala sobre Humberto Teixeira, o parceiro que desapareceu.

Quando Região chegou ao Parque Asa Branca, a pouco mais de um quilometro da cidade de Exu, encontrou o cantor Luiz Gonzaga profundamente abalado com a noticia do falecimento do seu maior parceiro, o compositor Humberto Teixeira. Amargurado, triste, meio solitário, Gonzaga, numa longa entrevista, falou sobre seu amigo, contou fatos marcantes de sua existência, recordou o passado, muitas vezes com lágrimas nos olhos e a fala embargada pela emoção.

Entre Gonzaga e Humberto sempre existiu um vinculo muito significativo de amizade, alem de uma vivencia profissional de longos anos, que marcaram a existência dos dois famosos criadores do baião e divulgadores maiores da musica popular brasileira dentro e fora do pais. Assim viveram, assim lutaram, assim fizeram, poeta e cantor, a gloria da musica popular, conduzindo-a ao pedestral da fama e do prestigio impereciveis, impondo-a, pelas beleza das composições e a grandeza das interpretações, ao respeito e a admiração do grande publico.

Somente a morte de Humberto Teixeira romperia um longo período de parceria, de estima, de amizade, de criatividade. Foi uma fase áurea e fecunda da musica popular brasileira, que os dois souberam representar com grandeza de sentimento, com aquela paixão de bom cearense e de bom pernambucano.

Na sua entrevista a Região, Gonzaga desabafou. Colocou nas palavras toda sua emoção. Trouxe ao presente um passado de dificuldades e de glorias. falou sobre si. Falou sobre Humberto, seu inesquecivel parceiro. Falou sobre o tema eterno de suas inspirações: A musica popular brasileira. Gonzaga estava no seu ambiente, no seu pé-de-serra, no seu decantado sertão.

Região - O que representou, em vida, Humberto Teixeira para o Rei do Baião?

Resposta na próxima postagem.

Fonte - Andanças e Lembranças.

O poeta e o desafio - Por Pedrinho Sanharol.

Eu estive uma vez com o Papativa do Assaré. Eu tinha uma fazenda  na divisa dos municipios de Santana do Cariri e Assaré. Nas imediações do Distrito de Aratama.

Deslocava-me  para fazenda e na saida do Crato Patativa estava no Hotel Tabajara esperando transporte.

Perguntei se ele aceitava o convite para ir comigo. Ele perguntou até onde eu ia. Falei que ia  até a Aratama. Ele respondeu que não porque de Aratama para o Assaré era mais dificil transporte do que do Crato.

Então, eu o convidei para ir comigo que eu ia deixá-lo  no Assaré.

Seguimos calados, não trocamos uma só palavra. Até avistar a cidade de Nova Olinda eu ia construindo uma pergunta em verso.

Perguntei:

Meu amigo Patativa

Responde-me se souber

Quantos pés de capim

Tem daqui pru Assaré.

Ele me olhou e respondeu :

Se a seca não matou

E o gado não comeu

Tem o mesmo que nasceu.

O que eu levei uma hora para fazer ele respondeu num segundo da forma mais exata, legítima e precisa.

Um gênio.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Luiz Lua Gonzaga - Parte I - Entrevistas - Por Pedrinho Sanharol.

Por toda semana vindoura estarei postando algumas informações do Luiz Gonzaga: Sua historia, o começo, como conheceu os compositores Humberto Teixeira e José Clementino, o poeta bom do Boi do Banco. Farei em homenagem ao centenario do Rei do Baião.

CURIOSIDADES DO ZÉ CLEMENTINO:

Era comum encontrar José Clementino do Nascimento, numa mesa, escrevendo as letras e suas composições, cantando a musica acompanhando  batendo numa caixa de fosforo, entre um drink e outro. José Clementino entregava a musica pronta, completa, letra e musica para o interprete. Luiz Gonzaga, sempre aparecia como  parceiro tanto da letra como da musica mesmo sabendo que  não tinha a menor participação. Mas, não há registro  de que o José Clementino  se aborrecesse com  este fato.

Em contrastes de Várzea-Alegre, Luiz Gonzaga fez uma modificação na letra. A parte que dizia:

Mas, diga moço de onde você é,
Eu sou da terra de Zé Costa e Josué.

Foi substituída por: Sou da terra que de mastruz se faz café.

Razoava-se o Rei do Baião que  os dois personagens homenageados eram importantes para o nosso município, mas já a nível de Brasil as suas importância e significado já não eram tanto.

Em "Eu sou do Banco" foi substituída uma palavra por outra para evitar a repetição: "É aí que o gado berra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo. Substituiu-se o primeiro berra por imperra e ficou: É aí que o gado imperra, o gado berra que o vaqueiro está mentindo.

Já na Musica "Aí não deixo não" foi a censura mesmo:

Aí não, aí não deixo não, se você botar aí vai ter grande a confusão.
Ficou então: "Se você beijar aí vai ter grande a confusão".

Esta parte eu estava presente com o Lindu do Trio Nordestino na hora que a musica lhe foi apresentada e, foi levantada esta questão.

Acompanhe as entrevistas  nas próximas postagens.
Veja e ouça "Eu sou do Banco" - José Clementino do Nascimento.

Blog humor - Feijão - Por Pedrinho do Sanharol.



Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas.
Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou.
Mas pensou: Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito.

Então fez um sacrifí­cio enorme e deixou de comer feijão. Pouco depois os dois se casaram. Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé. No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar. Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão. Durante todo o caminho, foi para casa fumaçando, feliz da vida. E quando chegou já se sentia bem melhor. A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada.
Ela disse: 'Querido, o jantar hoje é uma surpresa. Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira. Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo tiro a caminho. Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse. Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor petardo. Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando.
Com dificuldade para respirar, devido a venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar a inhaca. Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, frenéticamente, numa animada e ridí­cula coreografia.
Ouvido atento a conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou atirando e abanando os braços por mais uns três minutos. Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado.
Estampando no rosto a inocência de um anjo. Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.
Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou:

'SURPRESAAAA!'
E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário de casamento!

Grupo de deputados aciona MPF para pedir prisão preventiva de Lulinha - Diario do Poder.

Congressistas alegam que filho do presidente seria "sócio oculto" em esquema investigado pela CPMI do INSS.

Fábio Luís Lula da Silva, o 'Lulinha', filho do presidente Lula. Foto.

Um grupo composto por 48 congressistas, liderado pela deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP), formalizou junto ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação criminal contra Fábio Luís Lula da Silva, nesta quinta-feira (26). O documento solicita a decretação da prisão preventiva de Lulinha, sua inclusão no sistema de difusão vermelha da Interpol e a abertura de um processo de extradição junto às autoridades da Espanha.

A peça jurídica sustenta a tese de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuaria como um “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes. O empresário, apelidado de “Careca do INSS”, está detido desde setembro de 2025 sob a acusação de liderar irregularidades na Previdência Social.

Vale lembrar que, como já foi reportado pelo Diário do Poder, Lulinha teria percebido repasses mensais de R$ 300 mil do Careca.

Residindo em Madri desde o ano passado, a situação de Fábio Luís no exterior é vista pelos deputados como um perigo à aplicação da justiça, devido à possibilidade de deslocamento para nações que não possuem acordos de extradição com o Brasil. O texto da representação enfatiza este cenário:

“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Dona Matilde, a inimiga que protegeu Bárbara de Alencar - Por Armando Lopes Rafael.

 

Casa de Dona Bárbara de Alencar, localizada na Praça da Sé, em Crato. Num atentado ao pouco que resta do patrimônio arquitetônico e histórico de Crato, o imóvel foi destruído para dar lugar ao atual prédio da Coletoria de Rendas da Secretaria da Fazenda do Ceará

O episódio que, de forma resumida, relato abaixo consta – com mais detalhes – nas páginas 70 e 71 do livro “As Quatro Sergipanas”, escrito pelo sacerdote e historiador Mons. Francisco Holanda Montenegro*.

Dona Bárbara de Alencar tinha com Dona Matilde Telles, mãe do Juiz Ordinário de Crato, Manoel Joaquim Teles, uma intriga e rivalidade antigas por causa de política. Não se entendiam, não se cumprimentavam e nem se falavam. Aliás, uma das primeiras providências do subdiácono José Martiniano de Alencar – filho de Dona Bárbara – quando “proclamou” a Revolução Pernambucana de 1817 em Crato, foi destituir do cargo esse Juiz.

Rechaçada a Revolução, pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, os filhos de Dona Bárbara foram presos e ela se escondeu dos inimigos pensando escapar da prisão.  Na madrugada de 21 de maio de 1817, Dona Bárbara encontrava-se oculta nas imediações do Sítio Pau Seco, propriedade sua, onde passou o dia num canavial. À noite, saiu do esconderijo e tendo perdido a esperança de ver voltar seu fiel escravo – o negro Barnabé – seguiu vagando sem destino pelas matas que existiam, à época, em torno da Vila Real do Crato. Nessa andança veio parar no Sítio Miranda, mais precisamente nos fundos da casa de sua inimiga, Dona Matilde. Dona Bárbara soube que estava ali porque viu uma escrava da casa apanhando água. A escrava reconheceu Dona Bárbara e foi avisar a sua patroa.

Segundo Mons. Montenegro, Dona Bárbara apresentou-se, então, a Dona Matilde. Esta última, com o coração aberto a tantos sofrimentos porque passava a família Alencar, abraçou a sua inimiga com lágrimas de ternura e num gesto magnânimo de generosidade, respeito e fidalguia levou-a para abrigá-la na sua casa. Fez mais. Dona Matilde mandou chamar seu filho, o Juiz Ordinário do Crato, que tinha sido readmitido no cargo, e disse a ele:

– Mande queimar todos os papéis e atas arquivados pelos contrarrevolucionários que comprometam Dona Bárbara e seus filhos

Tempos depois, o futuro Senador e Presidente da Província do Ceará, José Martiniano de Alencar, filho de Dona Bárbara, preso nos cárceres do litoral teria reconhecido o gesto magnânimo de Dona Matilde: “Sem provas nós não poderíamos ser licitamente condenados à morte”.

* Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, no livro "As Quatro Sergipanas". Edição da Universidade Federal do Ceará, Coleção Alagadiço Novo. Fortaleza (CE), 1996.

Decisão de Mendonça, restringindo acesso, tirou Lula do controle do inquérito - Por Diario do Poder.

Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. 

Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.

Improvável

Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.

Vingança, não

Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.

Acesso dá nisso

O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.

Verdadeiro titular

A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.

Oposição estima eleger 35 senadores este ano.

Estudos internos do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro fazem uma estimativa animadora para a oposição a Lula (PT): a previsão é eleger, de certeza, ao menos 35 senadores, em outubro, considerando duas vagas por unidade da Federação.

Estarão em disputa 54 das 81 cadeiras de senador. Apesar disso, o otimismo é ainda maior: além dessas 35 vagas, elegendo dois senadores na maioria dos Estados, o PL projeta a vitória ao menos de um candidato ao Senado em vários outros Estados.

50 é maioria

Se a oposição conquistar 35 vagas em outubro, como projeta, encontrará outros 15 senadores de direita cujos mandatos estão na metade.

Dois de uma vez

Em Estados de eleitorado conservadores, como Distrito Federal e Santa Catarina, o PL promete lançar dois candidatos a senador.

Nordeste com Lula

No Nordeste, a expectativa é outra: candidatos ligados a Lula têm acentuado favoritismo em diversos Estados.

Dona Glorinha - Pedrinho Sanharol.

 


Você, como eu, já deve ter lido diversas histórias a respeito de Glorinha e sua casa de diversão.

Autores diversos com versões e julgamentos os mais diferentes.Talvez você não conheça a história que passo a contar a seguir.

A sociedade cratense era muito criativa. Bons clubes, bons conjuntos musicais, os bailes iam do concurso de missis, rainhas dos estudantes, da Exposição, da padroeira etc. Para tudo havia um motivo para sociedade se reunir e festejar.

Em meados da década de 70 do século passado houve uma festa no Crato Tenis Clube para eleger a "Rainha do Estudante".  

Durante o dia do evento os salões de belezas da cidade estavam todos lotados de pessoas.

Uma amiga minha e parenta estava aguardando sua vez já que era candidata no evento da noite. Do seu lado tinha uma jovem e se deu a presente revelação:

Minha amiga perguntou a desconhecida : Você vai participar do  desfile no Crato Tênis Clube?

Não, eu trabalho na Boite de Dona Glorinha.

Você é do Crato?

Não, eu sou de João Pessoa, na Paraiba. 

Como você veio parar aqui?

Eu sou filha de familia de nobre, familia tradicional, família de igreja. Meu namorado me seduziu e foi embora, fugiu, desapareceu. 

Quando os meus pais tomaram conhecimento que eu estava grávida me jogaram na rua, expulsaram-me de casa.

Fui morar com uma amiga. Tive a criança, uma menina. 

Soube que aqui no Crato tinha uma pessoa, uma casa que acolhia, amparava jovens na minha situação. 

Deixei minha filha com a minha amiga e estou trabalhando para sustentar a amiga, a minha filha, e, fazendo economia, juntando alguns trocados para quando poder ir embora cuidar de minha menina.

A história terminou aí. Ela se despediu e se retirou.

CLOACA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Com tristeza e preocupação, constatamos: a política brasileira virou uma cloaca.

A sua extinção física ainda não se deu, ainda bem.

Se assim fosse, teríamos de começar do zero. E do zero não se recomeça nada.

Mas, sob o ponto de vista da ética, é “bye, bye, Brasil”.

Alguma coisa deve constituir o ponto de uma nova partida.

Com isso, se agiganta o retrocesso em todos os sentidos.

Dicotomia – esquerda e direita – falsos refúgios.

Centro, centro-esquerda e centro-direita.

Ninguém sabe o que diabo é isso.

Retrocedem economia, segurança, justiça, a credibilidade da política e a nossa sanidade.

Recrudesce o poder do tráfico e das milícias.

E o pior desse cenário dantesco é o recrudescimento de uma praga chamada populismo.

Os homens falsamente providenciais e “salvadores do povo”.

O populismo é um perigo real que ameaça todos nós.

Pode matar.

As vinvandeiras buliçosas já se movimentam atrás de apoio para suas iniquidades.

Se a música é um alívio nos momentos de angústia, receitamos não um réquiem.

Como nos amparamos na precária esperança nacional, sugerimos uma Pavana, música para 

os quase mortos.

E valei-nos, Padre Cícero do Juazeiro ! 

Obs. Essa crônica foi cometida em 2017