quinta-feira, 30 de abril de 2026

Menino de recado - Antônio Alves de Morais.

 


Uma das maiores vergonhas que vi na Republica de Deodoro da Fonseca foi liberada para os brasileiros pelo Juiz Sergio Moro : Um telefonema da presidente Dilma Roussef para o ex-presidente Lula.

Repito na integra:

Dilma - Lula?

Lula - Diga querida!

Dilma - Eu estou mandando o Bessias com um documento, guarde com você, só mostre se precisar.

Lula - Obrigado querida.

O documento era uma cópia de uma suposta posse do Lula como ministro o que impedia de ser preso.

O Bessias da Dilma é o que o Lula quer colocar no STF ao custo de 12 bilhões para os senadores aprovarem segundo "O Diário do Poder - Cláudio Hmberto". 

Tempo, tempo meu - Xico Bizerra

“O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece".
Caetano Veloso, em ‘Força Estranha’.

Às vezes quero sair por portas que não existem, portas por mim mesmo inventadas. Quero pular muros que só eu enxergo.
- Calma, Xico, o tempo é o senhor da razão - diz-me a alma, candidamente.
- Eu sei – respondo de mim para mim, mas o tempo corre e talvez não dê tempo. E as horas, que passavam horas pra passar, agora passam em segundos, velozes, num raio de luz. Por que a pressa? Estará a vida em nosso encalço, feito polícia, ávida por nos prender? Por que a correria? O rio em que banhamos nossos pés se desencherá, se não nos apressarmos? A lua deixará de estar lá em cima, prateando nosso chão se, ao invés de ficarmos parados, contemplando, corrermos? O canto dos passarinhos será tão breve que não conseguiremos ouvi-lo? Nosso amanhã se desmanchará se formos pacientes e sonhadores?
Não, não quero a pressa. Quero a paz da calma, o sossego da preguiça, o esperar chegar. Quero a vida, o sonho, o amor. Quero a paz, pra mim, pra nós. Quero o tempo passando preguiçosamente, no compasso certo do tempo. Quero o meu tempo chegando no tempo certo. Não me avexo. Não se avexe. Dêem-me uma rede pra balançar o tempo e fazê-lo dormir, enrolado num lençol de cambraia bem branquinho, cor da paz.
Por Xico Bizerra

Magda Brossard - O STF é uma vergonha.


“O Supremo é uma vergonha … será enterrado… e Cármen Lúcia é a coveira”. 

Magda Brossard filha de Paulo Brossard.

PAULO BROSSARD DE SOUZA PINTO foi um jurista, advogado, magistrado, professor, político e ministro do STF entre os anos de 1989 a 1994. Homem público como poucos, um dos maiores juristas de sua geração.

Através de seu twitter, Magda, filha de Brossard fez questão de comentar a decisão do STF que manteve Renan Calheiros na Presidência do Senado, tomada no último dia 07 de Dezembro 2016.

Alcolumbre dá ‘tchau’ a Messias e humilha Lula com derrota histórica no Senado - Diario do Poder.

 


Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, situação inédita desde 1894, para ocupar cadeira de ministro do STF.

Lula (PT) apostou alto e perdeu feio, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), impondo-lhe uma humilhação sem precedentes, não comparável nem mesmo ao caso anterior de rejeição a um indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 1894. A derrota de Jorge Messias, o “Bessias”, pareceu factível tão logo foi concluída a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a previsão de 18 votos foi reduzida para 16, e logo se “identificou” o voto revertido contra Messias.

Essa suspeita indicava que Pacheco atendeu a pedido de Alcolumbre, indicando que o presidente do Senado atuava pela rejeição.

Euforia na vitória

Com a derrota sacramentada, Alcolumbre, eufórico, anunciou resultado, encerrou a sessão e jogou o microfone de lapela sobre a mesa e saiu.

Hora da vingança

Vingativo, Lula deve destituir indicados de Alcolumbre no governo e já avalia designar um petista para enfrentar Pacheco em Minas.

A oposição articula reestabelecer, hoje (30), partes da lei da dosimetria de penas aos presos do 8 de janeiro, que foi vetada integralmente pelo presidente Lula (PT). Apoiadores do governo petista no Congresso insistem que uma lei vetada na íntegra só poderia ter o veto revertido integralmente, entretanto a líder da Minora no Congresso, Bia Kicis (PL-DF) garantiu que não há impedimento legal para o plano da oposição.

Mecanismo

A decisão de analisar o veto de forma fracionada pode se dar através da apresentação de destaques ou via acordo entre os líderes partidários.

Terceiro tempo

Existe o temor na oposição que a derrubada do veto seja alvo de ação no STF, onde o resultado deve ser a favor da vontade do governo Lula.

Só um tema

A sessão da análise do veto de Lula está marcada para às 11h desta quinta-feira (30). É o único item na pauta de votação.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Joaquim José Vieira, seu Quinco - Antonio Alves de Morais


Hoje, eu vou falar um pouco deste cidadão honrado, inteligente, de coração bom, exemplar, bom filho, esposo e pai de família. Quero saudar Joaquim Jose Vieira, Joaquim de Bilinha ou seu Quinco. Inicialmente em nome do meu pai grandes amigos e compadres que eram indo e voltando. Seu Quinco era padrinho de um dos meus irmãos e o meu pai era padrinho de uma de suas filhas, tamanha consideração, amizade e respeito.

Quando menino eu andava muito no sitio Batalhões onde moravam os meus tios Santiago e Ana. Bem próximo da casa dos meus tios ficava a casa de seu Quinco. Mas, as melhores lembranças que guardo do seu Quinco são da nossa casa do Sanharol. Seu Quinco era um eximio marcineiro, foi ele quem construiu o sote de nossa casa no Sanharol. Como ninguém seu Quinco casava as tabuas de camarú de forma que não vazasse o arroz depositado no paiol.

Fui colega de alguns de seus filhos, do Geraldo e da Isabel. Seu Quinco era um homem sábio, calmo, paciente, conselheiro, um grande poeta. Escrevo esta pequenina crônica como reconhecimento de minha família a amizade reciproca que sempre existiu entre Jose de Pedro André e o seu compadre Joaquim de Bilinha.

ANTÔNIO DANTAS, um varzealegrense que levou nosso nome mundo afora - Antonio Alves de Morais.


Há poucos meses o Dr. Rolim fez um texto dedicado  ao varzealegrense Antônio Dantas. Falou de seus talentos, suas glorias, como venceu e se tornou professor universitario, escritor e uma das grandes culturas do mundo, e, sobretudo  agradeceu por levar o nome de nossa terra pelo mundo a fora. Hoje, recebi esse email do Antônio Dantas o qual  transcrevo na integra.

Ei-lo:

Caro Antônio Morais.

Por acidente encontrei o Blog do Sanharol, O Blog do Dr. Rolim. Para minha surpresa encontra-se lá uma referência elogiosa a minha pessoa. Infelizmente, depois de tantos anos de ausência, tenho pouco contato com o pessoal dessa terra querida. A última vez que estive ai foi em 2004. 
Por questão familiares, aposentei-me da Universidade de Brasília e agora resido perto do meu filho e de minha filha nos Estados Unidos. Espero que ainda possa visitar Várzea-Alegre e encontrar com essas ilustres pessoas que meu pai sempre se referia a elas com carinho. Há dois anos tive um excelente contato com um jovem brilhante de Várzea-Alegre que leciona na Universidade de Sobral, Prof. Éber Diniz, filho do Sr. Kleber Diniz, cujo pai foi prefeito de Várzea-Alegre.
Como dito, atualmente moro nos Estados Unidos e me dedico a estudar e operar no mercado financeiro. De vez em quando, escrevo alguns artigos para um site em São Paulo, sobre coisas do mercado financeiro e de economia. No referido site ou blog adotei o pseudônimo de Professor Metafix. O link para aquele site onde estão os artigos é esse: www.investmax.com.br
Agradeça ao Dr. Rolim pela atenção dispensado a esse matuto do Baixio. 

Um grande abraço, 

Antônio Dantas

A EVOLUÇÃO DO VOTO NO BRASIL - ANTONIO ALVES DE MORAIS

1532 - Os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa de São Vicente - São Paulo vão às urnas para eleger o Conselho Municipal, de forma indireta. É o primeiro pleito de que se tem notícia no Brasil.
1821 - O voto sai do âmbito municipal. São os homens livres, a partir dos 25 anos, inclusive analfabetos, que podem eleger representantes junto à corte portuguesa. Casados e oficiais militares podem votar aos 21 anos. Não existem partidos políticos e o voto não é secreto.
1824 - É editada a primeira legislação eleitoral brasileira – antes foram aplicadas normas de Portugal e Espanha. O voto era censitário, ou seja, restrito àqueles que preenchessem certas condições econômicas. O voto poderia ser por procuração e não existia título de eleitor.
1842 - É proibido o voto por procuração. 
1855 - É vetado o voto distrital – eleição pela maioria dos votos em regiões eleitorais relativamente pequenas –, mas a lei acabou revogada. Nova lei estabelece que autoridades devem deixar seus cargos seis meses antes do pleito; cada distrito deve eleger três deputados.
1882 - A Lei Saraiva estabelece a obrigatoriedade do título de eleitor. O analfabeto perde o direito de votar.
1889 - Mesmo a Proclamação da República não assegura o direito ao voto a menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero.
1891 - O voto direto para presidente e vice-presidente aparece pela primeira vez na Constituidão.
1898 - Com a política do “café com leite”, em que representantes de Minas e São Paulo se revezam no poder, são comuns fraudes e o voto de cabresto.
1930 - Getúlio Vargas assume o poder, após golpe.
1932 - Novo código eleitoral cria a Justiça Eleitoral. É assegurado à mulher o direito de votar e garantido o sigilo dos votos.
1934 - A Constituição estabelece a idade mínima obrigatória de 18 anos para o exercício do voto.
1937 - O código eleitoral é revogado. Com isso, extingue-se a Justiça Eleitoral, e os partidos políticos são abolidos. As eleições livres são suspensas – é estabelecida eleição indireta para presidente da República, com mandato de seis anos.
1945 - Após oito anos sem eleições, o general Eurico Gaspar Dutra é eleito. Cédulas eleitorais, distribuídas pelos próprios partidos, trazem o nome de apenas um candidato.
1955 - A Justiça Eleitoral encarrega-se de produzir as cédulas. Para diminuir as fraudes, começa a ser exigida a foto no título eleitoral.
1964 - O golpe militar proíbe o voto direto para presidente da República e representantes de cargos majoritários (governador, prefeito e senador). Apenas vereadores e deputados federais e estaduais eram eleitos.
1968 - O Ato Institucional 5 dá plenos poderes ao governo. O Congresso é fechado e muitos parlamentares cassados. Os partidos políticos são extintos, e o bipartidarismo é adotado no País.
1972 - São restauradas as eleições diretas para senador e prefeito, exceto para as capitais.
1976 - Decreto apelidado de Lei Falcão permite apenas fotos dos candidatos e a voz de um locutor anunciando seu currículo na propaganda eleitoral.
1978 - É editado o “Pacote de Abril”, que determina a eleição de apenas dois senadores, um eleito diretamente e outro, indiretamente, pelas Assembleias Legislativas.
1984 - Começa a campanha pelas eleições diretas.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1985 - É eleito indiretamente o primeiro presidente civil após o período militar. Emenda constitucional restabelece eleições diretas para a presidente e prefeitos de cidades consideradas área de segurança pelo Regime Militar. A emenda concede direito de voto facultativo aos maiores de 16 anos e aos analfabetos. É extinta a fidelidade partidária e são flexibilizadas as exigências para o registro de novos partidos.
1988 - É promulgada nova Constituição, que estabelece eleições diretas para a presidência, os governos estaduais e as prefeituras com mais de 200 mil eleitores e prevê mandato de cinco anos para presidente. Mantém o voto facultativo dos analfabetos e dos jovens a partir de 16 anos.
1989 - Após 29 anos, o Brasil elege seu presidente pelo voto direto.
1993 - Plebiscito leva mais de 67 milhões de eleitores às urnas para decidir a forma e o sistema de governo.
1994 - O mandato presidencial é reduzido de cinco para quatro anos.
1996 - As urnas eletrônicas são usadas pela primeira vez nas eleições municipais.
1997 - Emenda constitucional possibilita a reeleição.
2000 - As urnas eletrônicas são introduzidas em todo o País.
2006 - Minirreforma eleitoral estabelece regras mais rígidas para a propaganda eleitoral e obriga os partidos políticos a divulgar pela Internet os recursos que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizaram.
2008 - Nas eleições municipais, começa a ser testada a identificação biométrica dos eleitores.
2010 - A identificação biométrica será usada em algumas seções eleitorais. Os eleitores devem apresentar documento de identidade para votar. É criada a possibilidade de voto em trânsito para presidente em todas as capitais. O TSE se empenha em garantir o direito ao voto dos presos.

Fonte:Jornal da câmara.

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro

NEM COM REZA

Ao nascer, demonstra para àquela pequena plateia, em uma sala de parto improvisada, um jeitão de menino sabido. Chora antes de a parteira lhe cortar o cordão umbilical, dando a descarada impressão de malandragem, esperando, na boquinha, o finíssimo e delicioso leite de peito. A felicidade jorra em goles festivos.

O pequeno Quequé, codinome que lhe acompanhará até o final de seus dias, tem uma vida de rei, como teria todas as crianças nascidas nos idos de 1930. O leite materno, provindo das mamas de sua genitora, era produzido à custa de doce de gergelim, coalhada escorrida e pirão de galinha caipira. Somem-se aí os licores de jenipapo e outras bebidas afins, com pequeno teor de álcool, permitidos nas entranhas dessas pequenas comunidades.

A infância é saudável e tranquila nas traquinagens e estripulias da vida. Joga peão, solta arraias, caça passarinhos e brinca de esconde-esconde, principalmente com as priminhas. De bobo, só tem o nome. Nas peças improvisadas é sempre o galã, não deixando para ninguém o famoso beijo final.

Quequé cresce, e com ele as suas travessuras. Corridas de jegues, de bicicletas, de cavalos de paus, lutas livres e queda de braços formam o seu dia a dia. Mas foi do alto de um coqueiro, no quintal do vizinho, que acontece o inevitável. Cai o menino travesso e com ele ascende a triste sina de uma cadeira de rodas.

Passa o susto e chega o conformismo. Com Quequé não há tristeza nem tempo ruim. Aprende rapidamente a manobrar o seu novo passatempo. Corridas em ladeiras empinadas, manobras perigosas e os modernos cavalos de paus, com freadas bruscas invertendo o sentido de seu veículo, davam graça a sua nova vida. A sua mãe se adapta fácil por não ver o filho deprimido, como é comum acontecer em casos trágicos.

O Quequé adolescente começa a demonstrar atividades, que de início, não desperta quaisquer suspeitas. Com certa frequência, em postos de saúde, instituições bancárias, nas escolas, ele inicia quadros convulsivos, que o leva sempre ao chão, devido à gravidade das convulsões. Contrações tônicas e clônicas atraem jovens e adultos a lhe prestarem socorro. - Foi só um susto! - Resmungavam aliviadas as recepcionistas das repartições públicas e as suas coleguinhas de saias curtas.

Passa algum tempo e Quequé é desmascarado. A sua simulação é apenas para ver de perto as calcinhas multicoloridas fazendo os ares de céu, e os famosos pares de coxas roliças que desfilam pelas ruas da cidade. A sua mãe tenta encontrar uma amante e companheira para o seu filho, já que o paraplégico não é tão deficiente como parece ser. Ele possui ereção e atração. É um tigrão enrustido e inescrupuloso. Porém, é seu único filho, já que o trabalho excessivo em criá-lo, retirou-lhe o sonho de ter outros filhos para a sua confirmação materna.

Quequé contrai núpcias, tem filhos e se torna um dono de casa exemplar. Sempre sentado ou deitado, bem tratado pela esposa e pelos filhos, e com o dinheiro da aposentadoria em dia, o torna um homem doce e educado. Enfim, um cidadão suportável, sem remorsos e lamentações.

De repente, durante uma madrugada de julho, mês de frio no nordeste brasileiro, ele sente uma forte convulsão. Contrações fortes, olhos arregalados, não mais para as calcinhas das jovens mancebas, mas para o telhado empoeirado de seu quarto. Sua companheira, bem mais velha do que ele, no auge de seu desespero, indaga-lhe:

- O que você deseja, meu amor? Quer um chá de erva cidreira? - Calmamente, ele responde: - Quero comer um prato de papa de carimã, bem cheio! – Após a lauta refeição ele se sente bem melhor e dorme o sono dos justos.

Madrugada seguinte, a mesma crise, a mesma conduta caseira. Sono tranquilo. Dia após dia, mês após mês, repete-se a mesma cena. Clínicos Gerais, Neurologistas, Psiquiatras, Rezadores, Eletroencefalogramas, Tomografias Computadorizadas e Ressonâncias Magnéticas não conseguem diagnosticar ou decifrar o tão instigante enigma. Esposa e filhos sofrem diante de tão difícil diagnóstico.

Certa manhã, Bilinha acorda com uma réstia em seu rosto. Salta da rede, em sobressalto, e vai até a cama aonde Quequé faz as suas noitadas. - Ele deve estar curado, pois não deu nenhum ataque nesta madrugada, pensa em voz alta. - Os primeiros raios do dia mostram o olhar fixo daquele astuto enfermo para o telhado empoeirado de seu quarto. Não mais existe vida naquele corpo inerte. Esvai-se a mamata.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Coisas do sertão, assinação de carneiros - Antônio Alves de Morais


João Pedro.

Assinar carneiros significa marcá-los nas orelhas para que se saiba a quem o animal pertence. Cada pessoa tem uma marca. Caso a animal seja capturado em outra propriedade olha-se na orelha e sabe-se quem é seu dono.

Neste fim de semana estivemos na fazenda Pitombeira no município do Assaré, propriedade do agro pecuarista Raimundo Menezes para realizar a assinação dos carneiros nascidos  no último semestre.

Vejam João Pedro na captura de um.



Dr. Menezes Filho.

CARÍCIAS - Antônio Alves de Morais

A analise transacional reconhece como instintiva a nossa necessidade de caricias. 

As caricias são absolutamente necessárias à nossa sobrevivência. Um sorriso, uma palavra, um gesto constitui caricias.

As primeiras caricias são recebidas durante a infância e são mais sob a forma de contato corporal: o bebê é manuseado, acariciado, embalado. 

Esses toques físicos expressam mensagem de vários sentimentos, positivos ou negativos, tais como reconhecimento, aceitação, amor ou rejeição, impaciência, hostilidade.

Durante toda vida, o contato físico constitui uma forma de expressão muito mais intensa do que uma palavra, um abraço, um beijo, um aperto de mão ou uma pancadinha no ombro.

A medida que a criança cresce, aprende a discernir as caricias desejáveis, valorizadas em sua família, e passa a agir de modo a obter essas caricias.

As caricias podem ser físicas ou verbais. Os dois tipos de caricia podem ainda ser positivos ou negativos, condicionais ou incondicionais.

FILHO, recomendo a leitura - Antônio Alves de Morais.


Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.

Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.

Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecem. E então algo começa a mudar.

Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.

Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância. E isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho. Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.

Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.

Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?

E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

Salve o Bidim - Antônio Alves de Morais.


Essa minha postagem é  uma homenagem "in memoria" do Bidim e em reconhecimento ao Mundim pelo que fez o Bidim e faz o Mundim do Vale na promoção  da memória e história da cultura do município.

Bidim, nasceu e se criou no Chico, localidade rural de Várzea-Alegre. Nos tempos de juventude curtiu uma paixão condenada por uma prima conhecida por Maria. Um dia, durante um terço para ver se chovia, a sala empilhada de gente, Maria fez um movimento brusco, e, soltou um peido.

O poema a seguir, feito pelo Bidim no momento do acidente comprova o que digo sempre. Quando se quer bem, o sovaco não fede, não tem mal hálito nem se sente a inhaca de um peido.

Veja como Bidim declarou seu amor por Maria:

Eu estava ajoelhado,
Quando uma pobre moça.
Peidou com tanta força,
Que fiquei admirado.
O peido foi tão danado,
Que o vestido encheu.
De vergonha ela correu,
A pobrezinha tremendo.
Eu fiquei de cá dizendo,
Foi grande, mas não fedeu.

A lição deixada por Dom Pedro II - Armando Lopes Rafael

Imperador Dom Pedro II sempre fitou os brasileiros com o olhar de sinceridade de quem agiu com competência e honestidade

O próximo dia 15 de novembro, data que o calendário assinala a “Proclamação da República”, efeméride que nunca foi comemorada pelo povo, vai encontrar o Brasil na pior crise política-econômica-social da sua história. A população não acredita mais nos políticos e está órfã de sadias lideranças para administrar esta grande nação.

Voltemos nosso pensamento para aquele que, ainda hoje, é considerado “O maior dos brasileiros”. Quando Dom Pedro II foi expulso do Brasil recusou todo tipo de dinheiro como forma de indenização que a República lhe ofereceu. E ainda deixou esta lição, quando declarou: "Quem pensam que são esses que me depuseram, para dispor do dinheiro público assim? Que mandem construir escolas com esse dinheiro."

Não moveu sequer uma palha, nem mesmo usou a força para conter a sua queda. Saiu humilhado, mas de cabeça erguida, pela porta de frente, do local onde dedicou toda a sua vida – com competência e honestidade – para a grandeza do Brasil.

15 de novembro não é um dia de comemoração, é um dia de tristeza, porque a República só trouxe desgraças ao país e nos forçou a caminhar cada vez mais para trás.

Desde 1889, quando cometemos a injustiça de expulsar dom Pedro II do Brasil, o país passou por várias tentativas republicanas, mas o tempo provou que a República é inoperante... Em tempos de crise institucionalizada, vemos a monarquia novamente crescer e entrar nas discussões dos brasileiros.

Um projeto no site do Senado, um dos mais apoiados, pede a restauração do Império... Um processo longo, que precisaria ser debatido profundamente, mas que já é um passo... Precisamos voltar a pensar no Brasil em primeiro lugar, e em todas as situações de socorro, a Coroa ajudou o Brasil.
Foi assim em nossa independência, quando Dom Pedro I liderou este processo. Foi também assim durante o período regencial, quando precisamos coroar dom Pedro II para pacificar a nação...
A monarquia está sempre pronta e a serviço do país.
(do site “Dom Pedro II” – postado por Armando Lopes Rafael)