terça-feira, 2 de junho de 2026

E os cobras, onde estão? - Postagem do Antonio Alves de Morais.

Não faz muito tempo que as cidades do Cariri não tinham uma universidade. Muitos cratenses, por falta de recursos, não conseguiram concluir um curso superior por não existir na região aquele que correspondesse à opção desejada. 

Outros concluíam os cursos de Economia e Direito, ou os de formação para professores até então existentes no Crato, como História, Letras, Geografia e Ciências. Para os pais era um sacrifício incalculável manter os filhos estudando em um grande centro. 

Muitas famílias cratenses foram forçadas a migrar do Crato para Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, João Pessoa e outros centros universitários para acompanharem os filhos que para lá seguiam, a fim de obterem uma formação profissional. Isso representava um grande prejuízo para a região, que se empobrecia com a partida de preciosos valores humanos.

O professor Manoel Batista Vieira, carinhosamente conhecido por Vieirinha por todos os cratenses, fazia parte da linha de frente de excelentes mestres que consagraram o Crato como cidade pioneira na educação no interior do Estado e centro cultural do sertão nordestino. Durante muitos anos ele lecionou latim e português em vários colégios do Crato.

A história a seguir me foi narrada pelo primo e cunhado Huberto Esmeraldo Cabral e confirmada pelo filho do Professor Vieirinha, o médico José Flávio Pinheiro Vieira.

Quando os filhos do velho Vieirinha precisaram ingressar na universidade, ele decidiu acompanhá-los. Requereu a aposentadoria e mudou-se para capital pernambucana.

Para o professor Vieira, homem afeito às coisas do sertão, acostumar-se a viver numa grande cidade foi uma dificuldade indescritível. Sua vida ali, no meio de tantos rostos estranhos, fazia com que para ele, os dias se arrastassem como se fossem séculos. Até que um dia, viu um aviso para seleção de professor de português para um colégio da rede pública. 

Após muito matutar, e incentivado pelo amigo Monsenhor Rubens Lócio, resolveu se inscrever. Ao chegar à mesa de inscrição, a funcionária perguntou de onde ele era e se possuía experiência como professor. Ele mostrou toda a documentação comprobatória, afirmando que era cearense de Várzea Alegre e lecionara por alguns anos nos colégios do Crato, conforme ela poderia observar em sua documentação. Ao verificar que ele era do interior cearense, a funcionária encheu-se de superioridade e desejando intimidá-lo perguntou: “O senhor vai ter coragem de se inscrever? Aqui só tem cobra!” E o professor Vieirinha respondeu: “É moça, não custa nada “os minhocas” enfrentarem ‘os cobras’.” As palavras daquela funcionaria encheram de brios o professor Vieira, que fez uma revisão apurada de todo latim e português, que havia aprendido em anos de estudos no Seminário do Crato e no Seminário Maior de Fortaleza, onde concluíra teologia.

Após prestar as provas exigidas pelo concurso, no dia marcado para divulgação do resultado, o professor Vieira voltou ao local onde fizera a inscrição e procurou a mesma funcionária. Ela começou a consultar a lista dos aprovados, procurando encontrar o nome dele de baixo para cima. E ele observava: “Olhe mais em cima, moça”. E ela continuava olhando os nomes em ordem decrescente. 

Quando já percorria a metade da folha, ela lhe disse: “É, parece que o senhor não passou!” E o nosso Vieirinha insistia: “Mas moça, olhe mais em cima, por favor. Bem mais em cima!” Ela, a contragosto, obedeceu, até que chegou ao topo da lista. E tomada de grande surpresa, exclamou: “Puxa! 

O senhor foi aprovado em primeiro lugar!” E nosso Vieirinha com a humildade e misto de bom humor que lhe eram característicos, perguntou: “Moça, e os cobras onde estão?”

Dr. Carlos Eduardo Esmeraldo

Ciro diz que omissão do Brasil entregou facções aos EUA - Ciro Gomes, Diario do Poder.

O ex-ministro explicou que 20 anos de leniência estatal permitiram ação de Washington contra o crime organizado

Em pronunciamento realizado, o ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, apontou que o cenário atual é o resultado direto de 20 anos de falhas e omissões das autoridades brasileiras no enfrentamento direto ao crime organizado.

A nova designação estabelecida por Washington (que rotula Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como “terroristas globais especialmente designados”) não resultará em intervenção militar em território brasileiro, conforme esclarecido pelo político. 

O impacto real da medida recairá sobre o estrangulamento financeiro das organizações. 

O governo norte-americano passará a aplicar bloqueios de contas bancárias, restrições a movimentações financeiras no exterior e o congelamento de ativos que utilizem o sistema bancário sob a influência dos Estados Unidos.

De acordo com o relato do ex-governador, a falta de um combate eficiente ao longo das últimas duas décadas permitiu que as facções deixassem de operar apenas no mercado ilícito tradicional para se infiltrar ativamente na economia formal. 

Os grupos expandiram seus tentáculos para o sistema financeiro e passaram a apresentar infiltrações nas estruturas políticas regionais, com destaque para a situação observada no estado do Ceará. 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Ladainha de São Raimundo Nonato - Antônio Alves de Morais.

Este vídeo  foi gravado  na residência  do meu pai José Raimundo de Morais, no dia 30 de Abril de 1998, data de seu aniversario, dois meses antes de seu falecimento.  

A missa foi celebrada pelo Padre José Mota Mendes  nos moldes  antigos com as  ladainha primeira e segunda.  

Banda de música do Crato já regida pelo maestro Bonifácio e o coral de Nossa Senhora da Penha com a regência  da maestrina Miralva. 

Coral do qual eu e minha esposa Nair faziamos parte. Com a participação  do Maestro Mestre Chagas.


"Deus, vindi em nosso auxilio"!


domingo, 31 de maio de 2026

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• ORGULHO DA SELEÇÃO - Sim. A seleção brasileira como fonte de orgulho e satisfação do povo. Nosso apoio em torno de quem, tantas vezes, tornou a nossa vida menos dura e mais fácil de ser vivida. Fora com esse papo de ver com a camisa verde amarela caras e rostos que não reconhecemos. Se quase todos os seus componentes atuam na Europa, isso se dá pelos valores que possuem. Arriba, Brasil! 

• EXPLICANDO MELHOR - O jogador habilidoso não é o que faz pirotecnias com a bola, mas aquele que pensa rápido e tira proveito das habilidades que possui. Já o jogador técnico, esse é fundamental. É através da técnica apurada que encontra os melhores caminhos para sua equipe. O talentoso é aquele que carrega o dom natural na arte de jogar futebol. O craque é o que reúne habilidade, técnica e talento. Esse é o eleito pelos deuses. 

• TEMPO DE COPA DO MUNDO - Nosso País está inserido entre os que mais cultivam o ludopédio. Nos momentos que antecedem a mais uma Copa do Mundo, os debates se sucedem. Mais do que nunca, vamos sentir o futebol de forma atmosférica (respiramos futebol), como disse Nelson Rodrigues. Se tudo der certo para nossa seleção, não vai faltar gente fingindo que não disse o que disse. E mais: todo mundo vai junto, sem lembrar que escutou. 

• O FUTEBOL NOS DEU: a maestria de Pelé, a poesia de Garrincha, a fúria de Rivelino e a astúcia de Romário.

sábado, 30 de maio de 2026

RC TV - Por RC TV Interativa.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou grande insatisfação com a decisão dos Estados Unidos de categorizar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. 

Ele se declarou "muito triste e decepcionado" com a medida.

A posição do presidente foi divulgada após comentários do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que indicou que tal classificação poderia justificar intervenções mais rigorosas contra as facções criminosas. 

Lula, por sua vez, rejeitou veementemente qualquer hipótese de ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil. 

ESPÓLIOS DE LAMPIÃO - Antônio Alves de Morais.

A riqueza do ‘tesouro’ dos cangaceiros é, principalmente hoje, incalculável. Além dos objetos históricos, tinha a quantia em dinheiro, o ouro e as joias.

O comandante Ferreira de Melo, em entrevista, fala sobre eles:
Era grande a riqueza em poder dos bandidos, principalmente em face dos anéis e medalhas de ouro e prata que quase todos possuíam. Fiquei com alguma coisa, como todos ficaram, porém, quase de nada me serviu, de vez que vendi quase de graça, por preço muito aquém do verdadeiro valor. 
Outros souberam aproveitar e se saíram muito bem graças a Deus. Outros pertences, documentos diversos, retratos, etc, o “Rei do Cangaço”, os conduzia em uma latinha, com tampa, feita dessas latas de óleo vegetal, vendidos em toda parte. Fiquei com algumas fotografias, das quais algumas ainda figuram em meu álbum como única recordação, que se junto às tristes recordações que conservo dos idos que espero jamais venham a ressurgir. 

GAZETA DE ALAGOAS – 14 de dezembro de 1965.
Na declaração do comandante Ferreira de Melo, notamos que os espólios, realmente, foram em uma quantidade grande. Chama-nos a atenção quando o mesmo refere a ‘lata de óleo vegetal’, e nela estarem guardado “documentos”, não citando que tipo de documentação seria. Nesses documentos, estaria a resposta para as inúmeras perguntas que pairam no ar? Neles, estaria ou estão guardados tudo aquilo que desvendaria o tão grande mistério que ainda envolve a morte do chefe cangaceiro? Difícil responder, pois o comandante refere que ficou com algumas fotografias, no entanto, sobre os documentos, nada citou na entrevista, pelo menos a que fora publicada.


Presidente Getúlio Vargas e sua esposa dona Darci.
A ordem expressa para acabar de vez com Lampião e seu bando, partiu diretamente do Palácio do Catete, na Capital do País, Rio de Janeiro, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas. Após ter cumprido a ordem, o comandante João Bezerra da Silva e sua esposa, D. Cyra Brito, são convidados e aceitam para jatarem com o Presidente Vargas e sua esposa, D. Darci. Lá estando, João Bezerra dá de presente à primeira dama do país, joias que pertenceram a “Rainha dos Cangaceiros”.
Ele mesmo, João Bezerra, na época já tendo sido promovido a Capitão, no livro da escritora Aglae L. de Oliveira, “Lampião, Cangaço e Nordeste”, na página 35, relata para autora:
“Numa dessas visitas ao Catete (Palácio do Catete, sede do Governo Federal na cidade do Rio de Janeiro), lembro-me de que D. Darci Vargas (primeira Dama da Nação) disse, no momento em que lhe mostrei as joias: “Que broche lindo! Capitão este é lindo!” Eu imediatamente lhe fiz presente”.


"Aqui a pulseira, atualmente pertencente a acervo particular, gravada "Maria", identificando a esposa de Virgulino Ferreira, o Lampeão, identificada e fotografada pelo estudioso Orlins Santana, que gentilmente forneceu as imagens a este blog."(cangacçonabahia.com)".

sexta-feira, 29 de maio de 2026

LULA IGNORADO - Diário do poder, Cláudio Humberto.

 

O governo dos Estados Unidos decidiu classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão foi confirmada pelo Departamento de Estado do governo de Donald Trump um dia depois de haver recebido o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que defendeu a medida também durante reunião com o secretário de Estado Marco Rubio.

Em comunicado desta quinta-feira, o governo americano afirmou que as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).

A medida ignora o posicionameto do presidente brasileiro, que há três semana visitou seu homólogo norte-americano. 

O Departamento de Estado informou também que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho. Ao anunciar a decisão, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.

“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.

O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.

Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

• LUIZ GONZAGA E A COPA DE 50 - Por ocasião do Brasil x Uruguai de 1950, os alto-falantes do Maracanã traziam na sua programação musical todo um repertório de baiões. Primeiro, "Paraíba". Depois, "Baião de Dois". A seguir,  "Asa Branca". Era o gênero da moda no Rio de Janeiro. Só dava Luiz Gonzaga na sanfona, cantando Humberto Teixeira. A multidão delirava. Cada baião era um hino da paixão nacional. 

• TRANSFORMAÇÃO - Times de futebol viraram corporações. Como atividade capitalista, são regidos, na maior parte do Planeta, pelo livre mercado. Visam o lucro e a expansão das suas marcas. Muitos têm ações na bolsa e despertam cobiça de bilionários. Por trás da paixão, existem máquinas de fazer dinheiro. Embora nos causasse estranhamento, foi essa a nossa compreensão, há bastante tempo. Só que o dirigente do futebol brasileiro não absorveu inteiramente essa transformação. 

• FUTEBOL E MÚSICA - Já ouviram falar em "jogar por música"? A música é tempo. Tempo de acelerar, tempo de ir mais lentamente, tempo de parar. Assim, é o futebol. Só que, apenas os grandes times, possuem essa noção de tempo.  Ter a bola, por exemplo, significa controlar o tempo. 

• O FUTEBOL EM SUAS FORMAS - O gênio futebolístico acontece de formas diferentes. Um pode ser mais inteligente, habilidoso. Outro, a personificação do lúdico. Como nas brincadeiras de criança. 

• FRASE - "As vitórias de Fortaleza e Ceará mais do que prazer dão alivio". WB.

CRONIQUETA - Antonio Alves de Morais

Se você soubesse a rapidez que vão te esquecer quando você morrer, você não deixaria de fazer o que gosta, preocupado com o que os outros vão pensar.

A vida é um eco. O que você envia, volta para você. O que você planta, você colhe. O que você dá, você recebe. O que você vê nos outros, existe em você. 

Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tantas ferrammentas desponíveis para a comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. 

Nunca houve tanta estrada e nunca nos visitamos tão pouco.

Se você ama a vida não desperdice o tempo, a vida é feita desse material.

Charlie Chaplin se inscreveu num concurso para sósia de Charlie Chaplin.

Tirou terceiro  lugar. Se depender dos outros você não serve nem para ser você mesmo. 

Maestro Azul (in memoriam) - Ana Lúcia Jamacaru.

Não podia ser outro o nome do maestro da banda da minha cidade. Nas madrugadas frias, os acordes quentes e festivos da banda de Azul era um café na cama requintado de notas musicais. 

Filtrando-se pelos telhados de nossas casas, “Violetas Imperiais” e “Rosas de Maio” desciam exalando cheiros e sons de clarinetes e saxofones. Amanhecíamos banhados de melodias azuis, sabendo que um de nossos vizinhos fazia anos de felicidade. Com certeza, esse seria um dia mais primaveril e, naturalmente, mais azul.

O maestro sempre foi o arauto das notícias boas. No seu uniforme com galas douradas, o rosto redondo, tinto de preto azulado fazia bonito o contraste. Comandando os seus “soldadinhos de chumbo” era a sua banda que acompanhava o pau da bandeira, abrindo a festa da padroeira, a visita ilustre, as inaugurações que beneficiariam o nosso município. 

Entre confetes, serpentinas e lança perfume, o som das marchinhas de carnaval eram azuladas por sua banda, arrastando-nos até a praça numa euforia que me fazem doer de saudade dos carnavais que já não voltam mais. “Alá, lá, lá, ô, ô, ô...”

Havia somente uma ocasião em que o maestro, ao invés da azul-alegria, convidava-nos musicalmente a vestir a nossa alma de luto. Seus dobrados, em tom fúnebre, cadenciados, tornavam-se solenes e lastimosos como os trajes roxos de Nossa Senhora acompanhando seu filho morto.

Ao despedir-se das solenidades, o maestro ia deixando no ar o seu rastro azul “... qual cisne brancos em noite de lua, vai navegando no mar azul...” e todos ficávamos sonhando em singrar com ele os mares do Norte a Sul. 

Quando criança, eu o seguia sem embaraço, tal qual os meninos do canto de fadas seguiam hipnotizados o tocador de flauta. Minha alma azulada ainda não tinha medo de sonhar, de alçar voos ao mundo da fantasia.

Hoje, embora ainda sinta a vontade de dar a mão a todos da cidade e sair cantando e dançando, mostrando o colorido do meu coração; fico no meu canto muda e só, só vendo “as bandas passarem tocando coisas de amor” e outras tantas melodias que não fazem eco no meu coração.

Onde você está Azul, só pode ser azul; eu te agradeço por ter “musipintado” a minha infância de sonhos e fantasias azuis.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

É assustador o que está acontecendo - Eurico Borba, Diario do Poder.

É assustador a tranquila naturalidade com que a população brasileira recebe, diariamente, as notícias sobre a violência e a corrupção em nosso país. Acostumou-se com a convivência com o mal, com a anarquia, fatos que se tornaram corriqueiros para as famílias e a sociedade, que não esboçam nenhuma reação. A “banalização do mal“.

Parece que esta convivência covarde e amoral passou a fazer parte da maneira de ser do povo brasileiro, que não reage. Continua a eleger uma boa medida de parlamentares medíocres e corruptos, responsáveis pelo o que está acontecendo. Na Democracia, que queremos preservar e aperfeiçoar, o voto é o único instrumento de transformação, de substituição das autoridades responsáveis pela condução da sociedade e pela construção do seu futuro.

O crime organizado saiu das ruas e começa a se instalar nos Poderes da República, nas Instituições Republicanas, nas classes sociais superiores, sem que surja uma reação radical e imediata das autoridades constituídas e do povo.

O Congresso Nacional assiste omisso ao espetáculo dantesco que se desenrola na sociedade. Nada faz de concreto e eficaz para resolver a crise global que nos assola. Parece que tira proveito da anarquia reinante para continuar a se beneficiar da desordem e do descrédito popular com a Política, elegendo, sempre, um contingente de salafrarios como representantes do povo. Tudo isso é feito, cinicamente, em nome da defesa do “Estado Democrático de Direito” e da “Liberdade”.

Aonde está a maioria silenciosa das cidadãs e cidadãos de bem? Serão as pessoas competentes, intelectualmente bem formadas, éticas e corajosas que, se eleitas, poderão mudar o rumo dos acontecimentos. Essas pessoas estão caladas sem nada fazer. Mexam-se, organizem-se com a finalidade de elegermos, no próximo pleito, as melhores cidadãs e cidadãos. O Brasil precisa dessa atitude. Serão estas as pessoas que poderão vir a salvar o Brasil do caos. Pessoas competentes, dignas e honestas, aquelas que elaborarão as Leis saneadoras para resgatar o nosso país do desastre histórico para o qual nos dirigimos.

Triste Brasil.

NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


FALSO 9 - Houve um tempo em que o camisa 9 devia ser, obrigatoriamente, um jogador caneleiro, grandão e que só sabia fazer gol. Quando Zagalo agrupou talentos na seleção brasileira de 70, coube a camisa 9 a um jogador super habilidoso chamado Tostão. Daí, a história fajuta de falso 9. Como é que um jogador que tabela, dá passes e faz gols, pode ser chamado de falso? Da mesma forma, no tempo em que os times usavam um zagueiro como líbero, se cometia outro equívoco. Chegavam a dizer que tal função podia ser executada por um zagueiro veterano e mais lento. Pelo contrário. Esse zagueiro tinha que ser mais rápido, por atuar num espaço de cobertura maior. Por essa e outras, Nelson Rodrigues vociferava contra os "entendidos".

ACHAM POUCO - Há quem diga: "a cada Copa perdida, perco interesse pela seleção brasileira". Piores são aqueles que passam a torcer contra a canarinha. Pelo mesmo motivo ou só para "encardir". Ora, bolas. Quem tem cinco títulos mundiais não pode passar um tempo sem suas conquistas? Acham pouco? 

"COLONIZADOR" - Dizem que, em suas palestras, o treinador Jorge Jesus (ganhou tudo com o Flamengo) sempre elogia o talento do jogador brasileiro. Mas, faz uma ressalva: "Não conheciam tão bem o jogo sem bola". Esquece que a seleção brasileira de 1970 já tinha craques trabalhando sem bola, concentrados para fechar espaços. Ponto para Zagalo. 

EXAUSTÃO - Os tempos mudam, a motivação muda, as relações humanas mudam. Treinador se manter em alto nível por longos anos não é para qualquer um. Por que desaprendeu? Não. É porque o técnico, muitas vezes, pode ficar exausto de si mesmo. 

FRASE - "A Copa do Mundo dura um mês. Mas, rende assunto para o resto da vida". Roberto Assaf.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Iniciativa sensata e muito razoada - Antonio Gonçalo.

Considero muito produtiva a reunião em que participei hoje 26.05.2026, às 7:00 hs, na Câmara Municipal de V. Alegre-CE.

O tema versou sobre a aplicação do Decreto Estadual 34.704, de 2022, que versa sobre a proibição do uso de "Paredões de som", em estabelecimentos públicos e/ou privados.

Os Vereadores supra-citados, que receberam cópia do Decreto retro-mecionado, se comprometeram a analisar detalhadamente a lei estadual e os dispositivos municipais para, se for o caso, começarem a atuar: 

a) junto ao órgão ambiental do município que delibera as licenças para eventos e festas usando "paredões de som" e outros tipos de equipamentos sonoros;

b) procurar o conselho tutelar e a secretária de saúde, para ver os dispositivos legais e prescrições médicas, com respeito ao público "autista" e seus cuidadores, um dos grupos diretamente afetados pela poluição sonora; 

c) contactar o setor policial para montar estratégia de configurar ações com o que determina a lei e as disponibilidades de tempo e equipamentos para flagrar e punir os possíveis infratores da norma legal.

Obs: o vereador Joaquim Gabriel, também convidado para o evento, mandou justificativa por não poder comparecer, mas se apresentando como participante das ações a que estamos nos propondo a agir, no que for possível, junto com toda a sociedade varzealegrense. 

Agradecemos a disponibilidade e acolhida da Câmara Municipal.