terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Os Bezerra de Menezes, a saga de uma família aristocrática -- por Armando Lopes Rafael

 


   Brasão da família Bezerra

    O jornalista e escritor Carlos de Laet, em artigo publicado no “Jornal do Brasil”, do Rio de Janeiro, edição de 15 de novembro de 1914 escreveu: “Há uma nobreza do sertão (cearense) que estuda e sabe a sua genealogia. A família Bezerra é nobre, em todo o rigor da acepção. (...) Sei que a “democracia” desdenha estas cousas: – e o mais curioso é que, ridicularizando questões genealógicas, no tocante à raça humana, cuidadosamente registra as procedências ancestrais dos cavalos de corrida. Supinas congruências democráticas!”.

    Tinha razão Carlos de Laet. Já os historiadores Daniel Walker e Renato Casimiro escreveram o livro “A Família Bezerra de Menezes – Fundação e Desenvolvimento de Juazeiro do Norte” (ABC Editora, 2011– 319 páginas) onde conta a saga desse clã aristocrático, oriundo da península Ibérica, e que se transportou para o Brasil no início da nossa colonização. Alguns membros desse clã chegaram ao Cariri cearense e aqui fizeram história, iniciada com a figura emblemática do seu mais expressivo representante, o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, o primeiro “General Honorário” do Brasil, título que lhe foi dado pelo Imperador Pedro I.

     Plínio Corrêa de Oliveira definiu muito bem o papel dessas famílias rurais nos albores do Brasil: “A Coroa portuguesa, movida pelo desejo de estimular o plantio da cana-de-açúcar – e assim consolidar a colonização e o povoamento do território, como também auferir ganhos econômicos – concedeu aos plantadores, que tivessem nas suas terras os engenhos apropriados para a produção do açúcar, algumas prerrogativas da antiga nobreza. Estes plantadores – "Senhores de Engenho" – vieram a constituir uma classe aristocrática, uma nobreza de fato.

     Descendentes do Brigadeiro Leandro, os filhos do casal José Bezerra de Menezes e Maria Amélia – que viveu em Juazeiro no século passado – ocuparam todos os cargos políticos da República, à exceção apenas da Presidência e Vice-Presidência do Brasil. Senão vejamos: Alacoque Bezerra foi Senadora; Adauto, Humberto e Orlando (cumpriram mandatos de Deputados Federais); Adauto Bezerra foi, ainda, Governador e Vice-Governador do Ceará; Também Humberto foi Vice-Governador do Estado; Orlando e Adauto foram ainda deputados estaduais; Humberto e Orlando foram Prefeitos de Juazeiro e Leandro foi vereador nessa cidade.


Ditadura socialista no Brasil, velho projeto do PT -- (excertos de artigo de Humberto Mendonça, publicado no jornal "O Estado", 13-02-2026)

 


   Em 1990, Lula, Fidel Castro e outros líderes socialistas criaram o “Foro de São Paulo”, cujo objetivo era (e continua sendo) possibilitar partidos socialistas, movimentos sociais e organizações de esquerda da América Latina e Caribe para a tomada do poder.  Doze anos antes da primeira eleição de Lula/PT (ocorrida em 2002) o “Foro de são Paulo” já havia planejado os (des)caminhos dos governos do PT no Brasil. Um dos mentores desse ambicioso projeto foi José Dirceu (que será candidato a deputado federal este ano) considerado o “gênio do mal” na difusão das ações da esquerda no continente americano. 

    Para a chegada ao poder, Lula e o PT contaram com o apoio de várias correntes políticas e formadoras de opinião, a exemplo dos professores e alunos das universidades públicas (estas começaram a ser infiltradas ainda no regime militar); com a simpatia da velha mídia (ainda hoje recebendo muito dinheiro a título de publicidades do Governo Federal); de uma ala da Igreja Católica abrigada sob a “Teologia da Libertação”. “Católicos ingênuos”, diga-se de passagem, pois o clero e os fiéis são as primeiras vítimas quando os regimes comunistas são implantados. Assim aconteceu em Cuba, Nicarágua, Venezuela, dentre outros. Existem até denúncias de que países socialistas – ligados ao narcotráfico internacional  –  deram uma “mãozinha”, mas nunca se abriram investigações para apurar se isso era verdade...

     Esses foram os pilares que contribuíram para a  ascensão do PT  ao poder no Brasil. O que foi feito a partir de 2002, com exceção dos 4 anos do Governo Jair Bolsonaro.  Além da corrupção, o projeto petista ocupou-se da destruição da família e de instituições sérias como as Forças Armadas. Piorando as falidas políticas da Segurança, Educação e Saúde Públicas. Trazendo o desgaste do  Poder Judiciário junto  à população. Parece até que as  nossas Forças Armadas capitularam também diante desse  projeto da esquerda. Nunca mais se falou da grandeza e da tradição de Caxias, que continua sendo um exemplo de patriotismo e coragem para o Brasil. Na minha modesta opinião, a crise no Poder Judiciário é a mais grave de todas. 

   E o que dizer da “crise política”? Neste 2026 ela é caracterizada por uma tensão institucional e contínua, marcada por conflitos entre os três Poderes da República. O Presidente Lula está a cada dia mais enfraquecido. O Congresso aumenta seu desgaste pela falta de credibilidade junto ao povo; o Supremo Tribunal Federal–STF busca o centro de todas as decisões, interferindo em áreas que não é da sua competência. Sem falar nas graves denúncias contra os ministros Toffoli e Alexandre de Morais, citados pela mídia como beneficiários do famigerado Banco Master.  E 2026 é ano de eleições para presidente da república, governadores, senadores e deputados. Não esquecendo a frase dita por Dilma Rousseff (que sofreu impeachment por incompetência): “Nós faremos o diabo pagar ganhar a eleições”.  E bote “diabo” nisso... 


Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública” nº 4: o “governo” de Lula e o PIX

 


  Em termos de República, sobretudo de corruptas como a nossa, sempre há o que piorar. Muitas vezes oferecendo inovação e progresso “irrecusáveis”, lá vem escondido o veneno que vai matando aos poucos nossa liberdade. Um bom exemplo é o PIX.

   Muitos o consideram um facilitador e agilizador de negócios. Entretanto, mal aplicado, converte-se em mais um artificio para os governos controlarem a vida financeira das pessoas, pois toda e qualquer movimentação bancária passa imediatamente pelo Banco Central. 

   E como tudo pode piorar, a ameaça agora é um tal de DREX, moeda digital monitorada pelo Banco Central que praticamente vai eliminar o uso do dinheiro físico. O controle estatal da economia será completo, 24 horas por dia, com técnicos fiscalizando quando e onde gastamos nosso dinheiro. Mesmo nos menores e mais distantes municípios do Brasil haverá a "DREXinização", caso contrário o cidadão  será considerado um "pária" republicano...

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)

Lula foi vaiado e ouviu refrão ‘seu lugar é na prisão’ - Diario do puder.

Desfile bancado com verbas públicas bajulou Lula e atacou adversários.

Lula (PT) foi vaiado na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15), durante o desfile de uma escola de samba que, patrocinada com dinheiro público, bajulou o petista e escondeu todos os escândalos de corrupção que marcaram sua trajeria. E ainda teve de ouvir o refr”Lula, ladrão, seu lugar é na prisão.

Agentes federais barraram o acesso de foliões vestidos com camisa verdade e amarela, alegando que traziam estampadas críticas a Lula, em mais uma demonstração da fragilidade dos preceitos constitucionais de liberdade de expressão.

O governo e a prefeitura do Rio chegaram a montar um esquema para abafar eventuais vaias, aumentando o volume do som ambiente até o máxima, mas se ouviu gritos de apoio de militantes do PT convocados para fazer número na plateia, o petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato, cumprindo mais de quinhentos dias de prisão em regime fechado, teve de ouvir também gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.

FALSOS REFÚGIOS DA POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Neste país, vivemos a era dos extremos, onde tudo vira um Fla X Flu, do jeito que a freguesia gosta.

Partidos existem, às pencas e muitos deles não têm o tamanho da torcida do Bonsucesso, mas topam “negociar”.

As polarizações são cegas e surdas e a desgastada dicotomia - esquerda e direita – resiste, para fazer a cabeça dos “manés”.

Além dos rótulos espremendo, a gente chega fácil à essência: aglomerados de gente ruim com gente de pouco valor, sobrando um pouco para gente “mais ou menos”.

O que não falta é o campeonato de certezas, na guerra de opiniões, através das redes sociais e plataformas de aluguel.

Nunca, em momento algum dos trópicos, se viu tanta gente insensata e grosseira.

Os "pronunciamentos" são pautados (só pode) com o auxilio de muletas feitas de erva e cachaça, tais os despautérios.

Só que o pessoal tem que “respeitar a puliça”, quando criticar as “autoridades”, pois o crime de opinião está valendo no regulamento do certame.

As rosas estão murchando, o que é doce está ficando amargo, a noite é uma criança, mas pode ficar mais escura.

A média móvel da imbecilidade aumentou e não há possibilidade de controle.

Quem já vem tirando proveito desse cenário é o populista, essa praga, muitas vezes, pior do que o bicudo para o algodão.

O populista, independente das falsas bandeiras onde se refugia, não é a salvação da lavoura, como se anuncia.

É igual a um carcará: sai voando e cantando, quando vê roça queimada.

Populismo é abraço de afogado, que leva a todos para o fundo do poço, ainda que esse poço não tenha fundo.

Abram os olhos!

É tempo para arruaceiros. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Patrimônio Artístico de Crato: a imagem de Nossa Senhora de Fátima existente na Catedral -- Armando Lopes Rafael


Famílias ainda conservam fotos, em velhos álbuns,
da imagem peregrina de N.S. de Fátima que veio a Crato

    Existe, numa capela lateral, no braço sul da Catedral de Crato, uma belíssima imagem de madeira de Nossa Senhora de Fátima.    A mencionada  estátua foi esculpida em Portugal, pelo escultor Guilherme Ferreira Thedim, integrante da famosa família de artesãos sacros.  Uma família,  composta por célebres artesãos especializados na feitura de imagens sacras, dentre as  quais as várias das imagens da  Virgem de Fátima que  peregrinaram pelo mundo.  Em novembro de 1953,  a  Diocese de Crato recebeu a visita de uma dessas imagens, produzida nos ateliês da família Thedim.             

   Hoje  a  Sagrada Imagem  está necessitando de uma restauração na pintura, gasta nos últimos 73 anos.

   A visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fatima, à Diocese de Crato, no mês e ano citados, se constituiu num acontecimento apoteótico para os católicos caririenses.  A tal ponto, que muitos fiéis cratenses pediram ao então Cura da Catedral de Crato, Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, para encetar uma campanha, visando adquirir – para a Sé Catedral de Crato – uma imagem similar a que visitou o Sul do Ceará. A estátua foi então encomendada à oficina de Guilherme Ferreira Thedim.

   Para confeccionar a imagem da Virgem de Fátima, encomendada pela população de  Crato, Guilherme Thedim utilizou um toro de cedro brasileiro, ofertado pelo cratense João Bacurau. O toro de cedro foi enviado a Portugal. E, em 8 de dezembro de 1955, monsenhor Rubens Gondim Lóssio inaugurou a nova capela lateral esquerda, na Catedral de Crato, construída para abrigar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.


Qual a importância artística de um piso com mosaico? (por Armando Lopes Rafael)


      Embora, nos dias atuais, não seja mais fabricado, o mosaico, além de ecológico,  possui um valor artístico e histórico que merece preservação. O mosaico possui uma superfície de textura lisa. E é um dos traços da cultura do Cariri que nos liga forte e imediatamente à península ibérica. Mas não possui importância apenas europeia, pois sofreu influência dos orientais, via universo moçárabe. 

    O mosaico vem do processo de fabricação onde a cura se dá na água, sem qualquer processo de queima, que agrida o meio ambiente. Além do mais, o mosaico possui alta resistência ao desgaste. Tem um formato quadrado, de 20 x 20 cm, com acabamento liso e cores firmes, além de ser um produto artesanal, hoje raríssimo. O antigo Palácio Episcopal Bom Pastor (onde hoje funciona a Cúria Diocesana de Crato), ainda conserva pisos de diversos desenhos de mosaicos, fabricados pelo escultor italiano Agostino Balmes Odísio, que residiu em Juazeiro do Norte entre 1934 a 1940. 


O Homem que nunca deixou o poder subir à cabeça - Por Fabricio Moreira da Costa.

 


O médico e líder político, Lúcio Alcântara, é uma grande referência para o Ceará de retidão de caráter, simplicidade, honradez e serenidade. Na vida pública, foi deputado federal, prefeito de Fortaleza, vice-governador do Ceará, governador, secretário de saúde, presidente da Cruz Vermelha, senador da República; enfim, foi tudo e, por onde passou, deixou sua marca e boas práticas.

Como governador do Ceará, percorreu todo o nosso Estado e, ao final do mandato, as pesquisas de opinião pública cravaram um índice de mais de 80% de aprovação popular. Foi candidato à reeleição, porém, foi brutalmente traído no pleito por seus próprios parceiros.

Pronto. Vou sair dessas preliminares, pois hoje assisto muito Ciro Gomes chamar Camilo Santana de traidor, vez que desejava a todo custo ser apoiado como candidato a presidente sem nenhuma densidade eleitoral. Um candidato de si mesmo, como restou confirmado após a abertura das urnas.

Dr. Lúcio Alcântara foi ouvido, com exclusividade, pelo Portal Opinião CE. Candidato à reeleição, dada a sua aprovação de gestão, informou que consultou por diversas vezes, à época, Tasso Jereissati e Ciro Gomes sobre o apoio para sua candidatura. Eles, juntos, declaravam não só apoiá-lo, mas ratificavam sua maneira de administrar bem o Ceará.

O traíram vergonhosamente, sem dó, pena ou piedade. Doutor Lúcio, como o chamamos em todo o Ceará, nunca deixou o poder subir-lhe à cabeça. Nessa entrevista, como sempre, foi leal à sua rica história de vida e de homem público:

“A política é cruel. E nunca espere por gratidão".

Esse homem notável, amante do povo, da arte, da cultura e da história, ainda hoje pode ser visto em seu cooper matinal na beira-mar, em Fortaleza, com a mesma ternura e gentileza de sempre, como se carregasse, no passo tranquilo, a consciência serena de quem fez muito, sem jamais perder a alma.

Vida longa ao Doutor Lúcio Alcântara.

Do “seriado “(infindável) Coisas da “Ré Pública”

 Nº 3 -- Sobrou para o peixe “Tilápia”




   Cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros, a tilápia é um peixe de água doce originário da África e Ásia Menor. De fácil cultura, adaptou-se facilmente nos ambientes brasileiros, sendo criada em tanques, lagoas e represas. No Ceará existe grande produção de tilápias no açude Castanhão, como é popularmente conhecida a Barragem Padre Cícero.

   Hoje, milhares de criadores se dedicam à cultura dessa rica e saborosa carne, criando empregos e minorando a fome e a desnutrição da população. Mas a insuportável burocracia republicana, por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), estuda a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras.

   Ou seja, qualquer ambientalista de meia tigela poderá decretar, de repente, a proibição da tilápia em todo o território da República Federativa do Brasil, alegando “prejuízo” a nosso ecossistema. Alguém ainda duvida das intenções sinistras desses órgãos ecologistas criados nesta horrorosa república? 

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)


Carnaval - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

FUTEBOL, RELIGIÃO, CARNAVAL. LUGARES SOCIAIS DO BRASILEIRO.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Supremo virou casa sem porteiro: poder, privilégios e o silêncio da ética - Por Felipe Vieira, Diario do Poder.

O cancelamento da reunião convocada por Edson Fachin para discutir o Código de Ética do Supremo Tribunal Federal não foi um gesto administrativo. Foi um gesto político. Oficialmente, faltou agenda. Na prática, sobrou desconforto. 

Quando a discussão sobre limites começa a incomodar quem deveria defendê-los, o problema não é a pauta — é a resistência a qualquer tipo de freio.

Volto a este tema depois de ouvir a íntegra das falas de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli na sessão do STF. Volto porque, mesmo após já ter escrito o artigo “A perigosa tese de Moraes e Toffoli: quando o direito vira álibi e a toga passa a defender privilégios — não limites”, a impressão não apenas se manteve como se agravou. 

A forma e o conteúdo do que foi dito — sem mediações, sem recuos, sem autocrítica — continuam a ecoar de maneira perturbadora. Não houve ali apenas uma divergência jurídica. Houve a exposição crua de uma visão de mundo.

O episódio ganha ainda mais gravidade diante dessas declarações públicas. Moraes afirmou, sem rodeios, que “juiz pode receber por palestras”. Toffoli foi além e sustentou que magistrados podem ser “acionistas de empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes”. 

O subtexto é claro: não há problema algum, sigamos adiante. O problema é que há — e muito.

O Supremo parece ter virado uma casa sem porteiro. Entra dinheiro, sai justificativa, circulam interesses privados, e ninguém parece disposto a perguntar quem bate à porta, com que intenção e a que custo institucional. Tudo pode, tudo é explicado, tudo é normalizado. 

O porteiro — o código de ética — foi convidado, mas acabou dispensado antes de começar o turno.

É justamente aqui que o debate sobre um Código de Ética revela seu caráter quase acessório. Se a Constituição, a LOMAN e as regras que atribuem ao Senado a fiscalização da atuação dos ministros fossem efetivamente cumpridas, nada disso seria necessário. Bastaria vergonha na cara. O que existe hoje é um vácuo de controle, alimentado por pressões institucionais que inibem qualquer tentativa de fiscalização real. E mesmo que um código fosse aprovado, permaneceria a pergunta essencial: quem o aplicaria? Não há hoje mecanismo claro de punição ou impedimento. 

O resultado é a normalização de práticas que já ultrapassaram o campo da ética e avançam para irregularidades funcionais graves, como a advocacia administrativa.

Nesse ambiente de permissividade, as falas de Toffoli e Moraes deixam de ser apenas opiniões e passam a soar como desprezo pelo clamor público por decência institucional. Não se trata de acusação criminal. Trata-se de algo mais profundo e corrosivo: a ideia de que integrantes do topo do sistema de Justiça não precisam se submeter a padrões mais elevados do que aqueles exigidos do cidadão comum. Pelo contrário — parecem acreditar que o cargo lhes garante um salvo-conduto moral.

No mérito das manifestações, há ainda um ponto incontornável que segue sem resposta: como magistrados ou outros integrantes do funcionalismo conseguem constituir fortunas expressivas ao longo da vida tendo exercido exclusivamente cargos públicos? A participação societária ou a condição de acionista não são, por si, ilegais, mas exigem explicações claras sobre a origem do patrimônio. 

Trata-se de herança, recursos familiares, rendimentos anteriores comprovados? No caso de Moraes, há um escritório anterior à magistratura — mas permanece a dúvida se isso seria suficiente para justificar o volume de bens acumulados. Transparência patrimonial não é perseguição: é uma exigência básica de qualquer república que se pretenda séria.

Felipe Vieira.

CUIDE - Por Pedrinho Sanharol.

 


Cuide bem das coisas que o dinheiro não compra, são elas que te tornam rico. Tratar bem as pessoas é melhor que postar versiculos bíblico que você não pratica.

Você sabe que a pessoa vale a pena quando ela te trata hoje da mesmo forma que te tratava quando precisava de você.

Vivemos em um mundo que o funeral vale mais do que o morto, o casamento vale mais do que o amor e o físico vale mais do que o intelecto.

Vivemos na cultura da embalagem, que despreza o conteúdo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Coisas da “Ré Pública” n° 2: pobres Correios...

 


   Verdadeiro ícone por sua seriedade, confiabilidade e sobretudo por promover a integração de um país-continente, predicados adquiridos em grande parte durante o Brasil-Império, os Correios hoje padecem de grave crise financeira provocada sobretudo por má administração.

   De 2017 a 2012, breve período em o Brasil se viu livre da “República sindicalista” (leia-se: as  administrações petistas de Lula (duas) e Dilma Rousseff (duas, até sofrer o impeachment por incompetência) , os resultados dos Correios foram positivos. Mas estima-se que em 2025 o prejuízo foi superior a R$ 6 bilhões, o que representou metade do déficit de todas as estatais. 

   Motivos para a empresa chegar a essa situação não faltaram: nomeações políticas para altos cargos, má administração das receitas, ausência de pessoas capacitadas para adaptar a empresa aos tempos modernos, desmotivação dos funcionários devido a atrasos de salários e desvios de dinheiro dos fundos de pensão, e daí para baixo. Resumindo: os falidos Correios e esta República se merecem.

(Fonte: boletim “Herdeiros do Porvir”, n° 78)