Blog do Antonio Alves de Morais
terça-feira, 3 de novembro de 2026
NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• SÉRIE B - Nos aproximamos do final do Campeonato Brasileiro da série B, competição em que o torcedor aprendeu a sofrer. Tivemos partidas horríveis e a média de público mostra que muita gente deixou de ir aos jogos. Nem mesmo as equipes que lideram são de meter medo. A crônica ficou meio perdida no julgamento das partidas, pelo baixo nível de futebol jogado.
Adotou-se uma espécie de "futebol prático", com vitórias obtidas tropegamente, e o "importante é ganhar três pontos, etc, etc, etc". Os treinadores ficaram naquela de explicar tudo por meio das coletivas. Explicar o quê? O Fortaleza, tomara, deve voltar à série A. O Ceará não vai cair para a C.
• INDECENTES - Impossível normalizar o Brasil trilhando o caminho de "Sodoma e Gomorra", com Vorcaro à frente. Impressionantes as indecências que somos obrigados a assistir, diariamente. Sem escolha, acrescente-se, e já admitindo que vem mais por aí. Somos faixa-preta em corrupção.
FRASE
“Todo time tem uma torcida. O Corinthians é a única torcida que tem um time”. José Roberto de Aquino.
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Por onde andam? - Antonio Alves de Morais
Bibo critica partidos de direita aliados de Lula: ‘São esquerda e devem assumir’ - Diario do poder.
Deputado defende Bolsonaro e Flávio como referências do movimento conservador e reafirma alinhamento à chamada 'Direita Raiz'
O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) defendeu o protagonismo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na articulação da direita brasileira.
O parlamentar também cobrou maior espaço para lideranças conservadoras de outros partidos e criticou legendas que, embora se apresentem como de direita, mantêm alianças com o governo Lula (PT).
Para Bibo, Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência do campo conservador no país, seguido por Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos na disputa presidencial de 2026.
“O maior líder da direita no Brasil é Jair Bolsonaro e depois Flávio, com seus quase 60 milhões de votos. Precisamos também de lideranças de direita em outros partidos”, afirmou em postagem na rede social X, antigo Twitter.
O deputado também citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um exemplo de liderança ligada ao bolsonarismo.
O parlamentar destacou que Tarcísio construiu sua trajetória política com o apoio do ex-presidente e sempre esteve alinhado ao movimento.
Bibo ainda direcionou críticas a partidos que se identificam como de direita, mas apoiam o governo petista. Na avaliação do político, essas legendas deveriam assumir uma posição diferente da que dizem representar.
“Partidos ditos de direita que se aliam a Lula não têm meu respeito. São esquerda e devem assumir”, declarou.
Ao final, o deputado reafirmou sua identificação com a ala mais ideológica do movimento conservador e resumiu sua posição: “Sou Direita Raiz!”
domingo, 1 de novembro de 2026
Cococi, de cidade a uma localidade fantasma - ANTONIO ALVES DE MORAIS
De próspera fazenda de gado, do início do século XVIII, passou a símpático núcleo urbano e, depois, a cidade extinta. Hoje, referem-se àquela planura de nome indígena usando o tenebroso termo "cidade fantasma", para outros, a classificação fica a cargo da origem da maioria de seus habitantes, por isso, também ser conhecida como "a cidade dos Feitosa".
No princípio, e desde milênios, era tudo terra dos índios, conforme confessa o nome, Cococi, que, para alguns, significa "coco pequeno" (coco + ci = pequeno); para outros, é palavra de origem cariri, "cocotsi", igualmente, coqueiro.
Curioso é o fato de a palavra "có", de origem tupi, está ligada, geralmente, à roça, como aponta a tradução de outros lugares cearenses, a exemplo de Icó (i=água+có=roça) e Acopiara (aco=roçado+pi=limpar+ara=o que cultiva).
Na minha grande ignorância, bem que Cococi poderia ser traduzido como roças pequenas ou pequenas roças. Mas só o povo originário daquela época para nos dizer o real significado.
O fato é que, depois da guerra civil cearense de 1724, o coronel Francisco Alves Feitosa, oriundo de Penedo/AL, guiado pelos índios Jucá e Jenipapo, depois de passar por Sirinhaém/PE, Icó/CE, Cariri/CE e Missão dos Jucás (hoje, Arneiroz/CE), subiu pelo Rio dos Jucás e, próximo às margens desse rio seco construiu sua casa de fazenda, em taipa, talvez, por volta de 1725, para fugir das autoridades e da vingança dos Montes, estes, seus parentes e inimigos acérrimos.
De frente à casinha de taipa de pilão, no ano de 1740, iniciou a construção de uma capelinha, estilo barroco, devotada à Nossa Senhora da Conceição. Aí, depois de ter desposado duas viúvas, casou-se pela terceira vez com outra senhora que havia perdido o marido, vivendo nesse lugar o resto de seus dias, fugindo do seu passado de guerra; lembrando-se da perda do filho mais velho, assassinado nas contendas fratricidas de 24.
Depois dele, vieram muitos outros, com mesmo sobrenome e sangue, criando gados, vivendo também outros conflitos, interpolados por sambas, paixões, vinganças e uma história de 300 anos que enlaça os curiosos.
Em meio a essas histórias vertem muitas lendas, como a de uma uma serpente que, em noites de lua cheia, emerge de um velho túmulo de um antigo e cruel coronel enterrado no cemitério do Cococi, atrás da referida capela.
A verdade é que a cidade do Cococi deixou de existir no plano físico para fazer parte do imaginário dos Inhamuns.
sábado, 31 de outubro de 2026
NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• TEMOR DA VELHICE - Embora se procure dourar a pílula da velhice, ela é um dos maiores temores humanos. Entanto, diríamos que o primeiro temor de quem fica velho e aposentado é não poder pagar um plano de saúde. Embora sejam eles os que provocaram mais reclamações nos organismos de defesa do consumidor. Tem jeito?
• CIVILIZAÇÃO - Nada pior para um País quando ele sofre uma estiagem de civilidade. Na direção do que disse José Saramago: "Uma sociedade começa a se perder quando o hábito faz com que a injustiça pareça uma coisa normal". Não faltam exemplos nos dias de hoje.
• TESTES GLOBAIS - Estaríamos exagerando ao constatar que temos uma educação de segunda mão? A indagação se dá pelo seguinte: em todos os testes educacionais globais a posição do Brasil tem sido sempre vexaminosa. Um País sem educação se destrói um pouco a cada dia.
• EFEITOS DELETÉRIOS - As trevas parecem ter tomado a cabeça dos brasileiros. Basta apurar o nível de discussão em torno das eleições presidenciais. E mais: observar o que de ofensivo e de negativo isso tem trazido no relacionamento entre amigos e familiares. Não se tinha notícias de efeitos tão deletérios como agora.
• FRASE - “No nosso futebol, a regra é uma caixinha de surpresas”. PVC.
• FRASE - “Tomamos o futebol como uma riqueza natural, tal qual o café, a soja e o minério de ferro”. WB.
História de sertanejo - Antônio Alves de Morais.
O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
PENSO QUE….- Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• As paixões ideológicas só criam intolerância e ódio. E, muitas vezes, se voltam contra quem as criou.
• É da natureza do futebol que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói e outro vilão.
• Tudo tem começo, meio e fim. Todo verão acaba, por melhor que tenha sido.
• Conseguimos cair mais, mesmo quando chegamos ao fundo do poço.
• Por mais que sejamos poeira das estrelas, o homem é um homem e a mula é uma mula.
• Amizade, hoje, é um milagre. A de 15, 20 anos, um tesouro incalculável.
• O Brasil caminha para uma reeeducação ética. Ah, conta outra!
• Torcer futebol é a suspensão temporária da razão.
• No futebol brasileiro, a distância dos primeiros para os últimos se dá mais pela ruindade dos últimos do que pela qualidade dos primeiros.
• A política brasileira alcança, com eficácia, duas coisas: dividir e desorganizar o povo.
POEMA PARA ISABELE - Por Edmilson Alves
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
LOJA MUSICAL ZABUMBANDO - VARZEA-ALEGRE - CE
Abraços.
Dedicado ao grande amigo Nonato Souza.
Trio Nodestino - Por Antonio Morais
Wilton Bezerra - Comentarista Generalista.
• QUESTÃO DE ESTILO - Não sei se saem gritos de Autuori (ou do seu auxiliar) para alertar jogadores do Fortaleza diante do momento do jogo. A pasmaceira da equipe no primeiro tempo contra a Ponte Preta (em outras ocasiões, também) pareceu fazer parte de uma rotina. Mesmo quando se dá, a reação não obedece a um ritmo de maior urgência. Vai ver, pela fisionomia cansada do treinador, é tudo uma questão de estilo.
• PROMOÇÃO DO PAÍS - Quando em 1958, o Brasil era visto no Mundo apenas como uma grande floresta, foi o futebol que o colocou no Mapa-Múndi. De lá pra cá, bem que outros setores poderiam ter contribuído para nosso País ser mais conhecido e respeitado. Hoje, em termos de conhecimento, o Brasil está longe de ser um "bola cheia". Quando se trata de tratamento dispensado à população, é uma vergonha. Estamos nas primeiras posições em desigualdade social. Ué? Então, é só o futebol, que anda mal das pernas, que fica com a responsabilidade de promover a Nação. Penso, com meus botões: nosso futebol só voltará a ser o que era quando o País melhorar. Elas por elas.
• JOGADOR E ATLETA - Acho saborosas, com algumas exceções, as comparações no futebol. “Hoje, só joga futebol quem for atleta", vociferam. Concordo que a profissão de futebolista ficou mais difícil para jogadores "baladeiros". Dentro desse aspecto, julguei simpática essa defininição: “Pelé foi atleta na era dos jogadores. Messi é o jogador na era de atletas”. E, então?
• FRASE - “Quem precisa ter boa imagem é televisão”. Romário.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Fatos da História do Crato: Como surgiu a famosa “Lei de Chico Brito” – por Armando Lopes Rafael (*)
Entre 1896-1912 – durante 16 anos – governou o Ceará a oligarquia dos Accioly. Vem de longe, como se observa, a tradição de “famílias importantes” dominarem o poder político no Ceará. Era “Intendente” de Crato, àquela época, o Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, fiel ao clã Accioly.
(Explicando para as novas gerações: “Intendente” era como se chamava, no início dos conturbados tempos republicanos, o atual cargo de “Prefeito Municipal”). Diga-se de passagem, que a política desta República ainda continua conturbada...
. Voltemos ao assunto principal desta matéria. Derrubado o Governo da oligarquia dos Accioly, assumiu o comando do Ceará o Cel. Franco Rabelo. Este, nomeou como novo “Intendente” de Crato seu aliado político, o Cel. Francisco José de Brito.
O antigo intendente, Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, não quis entregar o cargo ao seu substituto, Cel. Francisco José de Brito. Este, um homem sagaz e astuto, foi ao Lameiro (àquela época um sítio distante do centro de Crato; hoje um bairro da cidade) e trouxe até a Praça da Sé um grupo de amigos. Todos foram para o prédio da Intendência,um edifício histórico que abrigou até 14 anos atrás os dois museus da cidade, hoje fechados, enquanto o prédio ameaça desabar...
Encontrando a Intendência fechada, Chico de Brito arrombou a porta e sentou-se na cadeira do intendente anterior. Nisto apareceu o Dr. Irineu Pinheiro, sobrinho do Cel. Antônio Luiz. Irineu Pinheiro (que depois seria reconhecido um dos melhores historiadores do Cariri) ficou revoltado com o que viu e perguntou ao Cel. Francisco José de Brito:
– “Mas que lei é essa na qual o Sr. se arrima para assumir a Intendência”?
O Cel. Chico de Brito, tranquilamente olhou para o Dr. Irineu e sentenciou:
– “É a “Lei de Chico Brito”! Esta lei eu mesmo fiz. E estamos conversados”.
(*) Armando Lopes Rafael é historiador










