Blog do Antonio Alves de Morais
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Nos tempos de estudantes - Antonio Alves de Morais.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
CLUBES ACIMA DA SELEÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
O hexa mundial para a seleção do Brasil é, hoje, uma missão quase impossível.
E daí, vamos fechar as portas do futebol? "Não, amigos" (como diria um certo narrador).
Os clubes, esses sim, é que devem ser colocados acima da seleção.
Quem forma jogadores, investe em preparação e estruturas e mantém interesse maior do torcedor é o clube.
É nesse ponto onde o futebol brasileiro vacila. Pela velha doença da falta de estratégia ou mesmo pela incompetência crônica.
Grandes equipes andam vivendo fases agônicas. Por estagnação ou passos para trás.
E o futebol imita a natureza: é implacável ao impor ciclos de vida, sobretudo para os que param no tempo.
Há preocupações com a nossa paróquia.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
A ópera da vida - Por Dr. Jose Bitu Moreno
Capela de Maria de Bil - Foto de Wiltom Bitu Moreno.Ontem foi o primeiro dia de abril desse ano de 2007. Ficamos em casa, enquanto lá fora brilhou o sol e os pássaros cantaram até altas horas. Dentro de casa também ouvimos música, e dessa feita foi Carmen de Bizet. Bela ópera, belas melodias, como bela é a vida com seus diversos e misteriosos desígnios. As crianças assistiram pesarosos e excitados o desfecho fatal da ópera. Eu me desloquei do enlevo dado pela beleza que a obra inspira, até à beira do desconforto e da tristeza, aquele negro precipício que às vezes se enxerga quando se debruça na própria alma, ou na arte, ou na beleza superlativa.
Carmen e José morrem a todo instante nesse vasto mundo. Carmen foi a mesma Maria, que um dia Bil matou, por puro ciúme e despeito, sob o sol de meio dia no sítio Inharé, na cidade de Várzea-Alegre, quando ela grávida do terceiro filho, levava comida para o pai na roça. José foi o mesmo que de incontrolável e excessivo amor, ou sentimento de posse, ou não sei que ferida d´alma, matou sua esposa num domingo fatídico, em Marília, e depois se matou ...eu os pude ver no pronto socorro, jogados em macas diferentes, mas por acaso virados um para o outro, e como que mirando-se, no vazio de seus olhos e da existência perdida. Impressionantes os meandros da vida, inescrutáveis seus precipícios, a morte sombreando escandalosamente cada manisfestação vital.
Maria se tornou uma lenda e virou santa para as pessoas da região. De longe se pode ver sua capelinha branca encrustada na serra.
- Carmen um dia existiu, pai? – André me pergunta com uma entonação triste.
Carmen, José, o amor, a vida, a paixão desenfreada, o ciúme, o egoísmo, a fatalidade, a loucura, o instinto homicida...
- Sim, André, um dia Carmen existiu, viveu em Sevilha, na Espanha – Eu lhe respondo com convicção, sabendo que vida e arte são ao final um só corpo, mistura de ficção e realidade. Carmens e Josés vivem e morrem a cada instante dentro de cada um de nós.
Dr. Jose Bitu Moreno.
NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA O RÁDIO ESPORTIVO DE JUAZEIRO DO NORTE - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Quando em 1967 a equipe esportiva da rádio Progresso AM de Juazeiro do Norte começou a ser formada, estávamos lá (pra sorte nossa).
Com Jussier Cunha, como narrador, se buscou mais um locutor. Dalton Medeiros foi contatado, mas não aceitou a proposta. "Irresponsavelmente", enviei carta para Francisco Silva, o Foguinho, que estava na Emissora Rural de Petrolina.
O velho Fogo apressou-se e veio bater no meu endereço, na rua Dr. Diniz.
Com ajuda de João Barbosa, diretor comercial, convenci o Dr. Geraldo Barbosa, gerente e nosso compadre, de que a contratação era cara, mas fundamental.
Fechou-se a maior contratação do rádio esportivo juazeirense à época. Depois, veio a saída de Foguinho. Para não deixar cair a qualidade e a audiência, foram chegando, pela ordem, Luiz Carlos e Carlos Alencar.
Até Heron Aquino e Hamilton Lima do rádio cratense narraram pela Progresso por pequenos períodos.
O nosso poder de persuasão junto aos dirigentes da querida emissora contribuiu para valorização dos profissionais do rádio esportivo da região.
Tenho o maior orgulho disso.
Na foto, Wilton Bezerra, Jussier Cunha e Foguinho. Abaixo, da esquerda para a direita, Hamilton Lima, Heron Aquino, Carlos Alencar e Luiz Carlos.
DANÇA LENTA - Antonio Alves de Morais.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Dr. Jose Bitu Moreno - Por João Bitu
Dr. Jose Bitu Moreno.Orgulho de nossa família e de todos os seus conterrâneos Varzealegrese por se destacar pelo profissionalismo e competência na área de medicina, tanto nacional como internacional.
Senti muita alegria pelo nosso encontro em Agosto de 2009 na residência dos meus pais no sítio Sanharol, terra de nossas origens. Dr. José Moreno Bitu, competência, simplicidade, humildade, o tripé que faz galgar de prestígios no campo da medicina. Parabéns e que Deus lhe ilumine cada vez mais nas suas atividades do dia-a-dia.
Dotado de sabedoria
Deus é seu protetor
Na ciência e tecnologia
Receba os nossos parabéns
De toda a sua família
Do seu primo
João Bastos Bitu
sábado, 1 de agosto de 2026
Habeas Pinho - Dr. Arthur Moura
Em 1955, em Campina Grande, na Paraíba, um grupo de boêmios fazia uma serenata numa madrugada do mês de Junho, quando chegou a policia e apreendeu o violão. Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, então recentemente saído da Faculdade e que também apreciava uma boa seresta. Ele peticionou em juízo para que fosse liberado o violão. Aquele pedido ficou conhecido como “Habeas Pinho” e enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praias no nordeste. Eis a famosa petição: O instrumento do crime, que se arrola
Neste processo de contravenção.
Não é faca, revolver nem pistola,
É simplesmente, Doutor, um violão.
Um violão, Doutor, que na verdade,
Não matou nem feriu um cidadão,
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.
O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade,
Ao crime ele nunca se mistura,
Inexiste entre eles afinidade.
O Violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas e que povoam a vida,
Sufocando suas próprias dores.
O Violão é musica e é canção,
É sentimento de musica e de alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.
Seu viver, como o nosso, é transitório
Porem seu destino se perpetua,
Ele nasceu para cantar na rua,
E não para ser arquivo de cartório.
Mande soltá-lo pelo amor da noite.
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite,
De suas cordas leves e sonoras.
Libere o violão Dr. Juiz,
Em nome da justiça e do direito,
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe encheu o peito?
Será crime, e, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua o desgraçado,
Deixando ali as suas dores?
É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento,
Juntando esta petição aos autos nós pedimos
E pedimos também deferimento.
Ronaldo Cunha Lima - Advogado
Despacho do Juiz.
O Juiz Arthur Moura, sem perder o ponto, deu a sentença no mesmo tom:
Para que eu não carregue remorso no coração,
Determino que seja entregue ao seu dono,
Desde logo, o malfadado violão.
Recebo a petição escrita em verso,
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no cartório, um violão.
Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo, que há de belo no universo.
Que seja o sol, ainda que a desoras,
E volte a rua, em vida transviada
Num esbanjar de lágrimas sonoras.
Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de lua, plena madrugada,
Venha tocar a porta do Juiz.
A chegada de George Gardner a Crato - por Armando Lopes Rafael
Ele chegou ao Ceará, ao meio dia de 22 de julho – na data que completava dois anos do seu desembarque no Rio de Janeiro. Certamente, foi com alívio e alegria que o Botânico inglês contemplou a foz do Rio Jaguaribe, emoldurada pelas areias brancas do litoral cearense, ponto final da travessia. Mas só no dia seguinte, 23 de julho, utilizando um bote, ele desceu pelo rio, até atingir, a pouca distância, a vila de Aracati.
As redondezas de Crato eram dotadas de exuberante vegetação – com boa variedade de fauna e flora nativas – possuindo dezenas de fontes naturais, além de depósitos de fósseis do período Cretáceo Inferior. Era isso que atraía o interesse do intelectual inglês. Gardner demorou cerca de 12 dias em Aracati. No dia 3 de agosto, sob forte chuva, rumou, com seus ajudantes e algumas malas, em busca de Icó, onde faria uma parada antes de atingir Crato.
"Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.
A tarde era das mais belas que me lembra ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas.
A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas “em paz com tudo em torno".
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael
Profeta de chuvas - Antonio Alves de Morais
Em 1970, fui colega do Pedro Norões no Banco do Cariri S/A. Tinha um profeta de chuvas pras bandas do sitio Araçás, que anotava todas as previsões num caderno e trazia para Pedro Norões datilografar numas folhinhas de papel, rejuntar e deixar igual um livrinho com as previsões. Um almanaque.Para ver se o profeta prestava bem atenção ao que fazia, Pedro Norões mudou a previsão de uma chuva do dia 14 de outubro a tarde para o dia 15 pela manhã.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Ciro Gomes - Por Ciro Gomes.
Eu conheço os bastidores da política cearense.
Sei quem são, como agem e quais interesses representam. Durante anos acompanhei de perto tudo o que aconteceu no Ceará e no Brasil.
Chegou a hora de falar a verdade sem medo.
O povo cearense merece conhecer os fatos, separar discurso de realidade e enxergar quem realmente está comprometido com o futuro do nosso estado.
Como diz o ditado: chegou a hora de mostrar que o rei está nu.
O Ceará vai voltar a sonhar, mas com os pés na realidade e os olhos abertos para a verdade.
O TAMANHO DE DEUS - Antonio Alves de Morais.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
VALE A PENA VER DE NOVO. CARIRI ATUAL, 20 de Março de 2017 - Wilton Bezerra, comentarista geraralista.
Há 50 anos, durante a transmissão de um torneio de futebol de salão da extinta CELCA (Companhia de Eletricidade do Cariri), começava a trajetória de um dos maiores comentaristas esportivos nascidos na região, WILTON BEZERRA( à direita).
Segundo o Portal de Juazeiro, do historiador DANIEL WALKER, a estreia de Wilton Bezerra aconteceu na Rádio Progresso AM, ao lado de Wellington Amorim e Damião Gomes.
Com passagens pelas rádios Uirapuru, Cidade, Assunção e emissoras de TVs, Wilton integra a equipe de esportes da rádio Verdes Mares e TV Diário .
Em 2006, Bezerra foi agraciado com o título de Cidadão Juazeirense, por meio de requerimento do então vereador Aguinaldo Carlos (à esquerda na foto).
DANADO DE BOM - Por Mundim do Vale
Quem vai marcar a quadrilha sou eu. Cavalheiros de um lado e damas do outro.
Chiquita Bacana perguntou:
Capitão e eu fico de que lado?
Do lado de fora! Minha quadrilha é pra homem e mulher, não é pra fresco não.
Você é minha!
O par da moça falou:
Mas capitão essa é a minha dama.
Era. Agora é minha. Vá buscar Chiquita Bacana pra você.
Mas tá danado!
Lampião apontou um terceiro rifle e perguntou:
Danado de que coronel?
Danado de bom.
Depois de todo esse constrangimento, o bando saiu batendo no povo e levando cuecas e calcinhas nos fuzis, como se fossem bandeirinhas. Um cangaceiro poeta ainda improvisou esse verso de despedida, para desmoralizar mais ainda o coronel Juca.
“ Lampião marcou quadrilha
Na fazenda do Sossego,
Coronel Juca cagou-se
Depois foi pedir arrego.
Quando a dança terminou,
Virgulino amancebou
Uma branca com um nego.”
Quando lampião já estava no cavalo, Tomaz Pinto Gritou:
Capitão quando é qui o sinhor vai maicar uma quadrilha dessa lá im Matorzinho?







