quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O galo Chantecler - Enviado pelo Dr. Francisco Alves Pereira.

Leonel Brizola, figura singular da história política brasileira, tinha como uma de suas características a fala através de metáfora. Era mestre neste tirocínio.

Ao reler seus Tijolaços – artigos pagos e publicados em jornais impressos de circulação nacional – este predicado fica mais evidente, e muito mais agudo com sua peculiar ironia e sagacidade.

Uma das figuras que usava era a síndrome do galo Chantecler.

O galo Chantecler, diz a história da fábula do teatrólogo e escritor francês Edmond Rostand, era um galo metido, chamado Chantecler (algo como “canta e clareia”).

O galo acordava de madrugada e cantava a plenos pulmões, para “acordar o sol”. Meia hora depois, o sol despertava e surgia brilhante no horizonte.

“O sol nasce porque eu canto”, proclamava orgulhoso e arrogante, o galo. 

Mesmo diante da contestação de todos, ele repetia: “sou eu que faço o sol nascer”.

Sua decepção profunda veio quando, depois de uma noite mal dormida, o galo acordou muito mais tarde, lá pelas 8 e meia da manhã, e viu, desesperado, o sol brilhando no céu, sem que ele o tivesse determinado.

Na existência humana muitos sofrem desta síndrome e acreditam, piamente serem a razão inconteste do raiar do sol; aprumam as penas e cacarejam a todos os pulmões; olvidando-se de sua reles existência finita, de sua ordinária vulnerabilidade, da sua vil transitoriedade.

Incultos, rasos e arrogantes, são desprovidos da genuína sabedoria de que pouco ou quase nada sabemos, uma vez que a existência é um eterno aprender.

Na política, esta síndrome se acentua: o poder, o dinheiro, o status, as facilidades, são agentes imperiosos para o cacarejo Chantecler. Muitos acreditam serem o centro do universo com seu egocentrismo e sua ganância, entre outros atributos mais deletérios.

Desta forma, fica cada vez mais perceptível e escandaloso a perda da conectividade com a vida e o sofrimento real de nossa população, em prol da infatigável busca por holofotes e poder.

Afinal, a política para alguns é apenas o instrumento basilar para aumentar suas síndromes, sua ganância e sua estupidez. O povo é apenas um detalhe, cinicamente, manipulado para a manutenção do poder.

Porém, um dia o despertar se atrasará, o sol brilhará e o cacarejar será apenas ruído de quem um dia se conjecturou ser a razão primordial e insubstituível da existência; e quem sabe assim perceberá sua pequenez e sua finitude.

Até porque o poder – cedo ou tarde – castiga, os insaciáveis galos Chantecler. 

Sábio, Leonel Brizola!

Dr. Fracisco Alves Pereira - Antônio Alves de Morais

 


Dr. Francisco Alves Pereira – CRM 20.975 – é médico formado pela Universidade Federal do Ceará, 1970. Em 1971 fez residência médica em Anestesiologia na Maternidade de Campinas e Clínica Pierro.

De 1972 a 1981 foi Professor Assistente do departamento de Anestesiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Neste mesmo período, atuou concomitantemente no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica em pacientes internados neste hospital.

De 1977 a 1981 atuou também como Anestesiologista no Hospital Municipal de Campinas, “Dr. Mario Gatti”, atendendo simultaneamente os pacientes com dor crônica internados neste hospital.

De 1981 a 2006 exerceu a atividade de Anestesiologia no Hospital Samaritano de Campinas.

Realizou diversos cursos na área do tratamento da dor. Em 2005 iniciou o estágio no Ambulatório de Tratamento de dor crônica da Faculdade de Medicina da Unicamp, com duração de 1 ano.

A partir de 2006 resolveu se dedicar exclusivamente a atividade de tratamento da dor crônica, em consultório, em regime ambulatorial. 

Dr. Francisco Alves Pereira é um cratense vitorioso, um ilustre filho da terra de Barbara de Alencar que fundou a "Clínica de Dor Dr. Francisco Alves Pereira" em Campinas - São Paulo e presta relevantes serviços a comunidade regional no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica.

Campanha de Lula já teme que excesso de maldades eleitoreiras podem virar tiro no pé - Diário do Poder, Cláudio Humberto.

 

Levantamentos internos fizeram Lula (PT) e seus marqueteiros ligarem todos os alertas: pode virar tiro no pé do petista as recentes presepadas para turbinar sua campanha – da proibição das bets à decisão do aliado no STF Flávio Dino de liberar fake news sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL), em nome da “liberdade de expressão”. Pegaram pesado demais no oportunismo debochado: os sinais são de que empurram os indecisos e eleitores de outros candidatos a apoiar Flávio Bolsonaro (PL).

Encolhimento

Assim, a tendência do voto útil, em curso, pode encolher a expectativa de Lula de bom desempenho de Caiado, Zema, Cury e Renan Santos.

Excesso de maldades

Lula contava que candidatos nanicos de oposição somariam de 11% a 13% no 1º turno, retirando votos de Flávio, mas esperteza engole o dono.

Ops, não pensaram

Sobre as bets, marqueteiros não avisaram Lula do risco de desagradar clubes e torcidas de futebol, um dos maiores demográficos no País.

Parece caso pensado

Oportunismo e ignorância não deixaram perceber que proibir bets legais garantiria o mercado de R$100 bilhões para bets clandestinas, marginais.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

É ISSO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

• Como? "O povo da Venezuela tem o direito de escolher seus governantes". Somente agora ? 

• O diálogo amoroso entre o presidente do Senado e o banqueiro bandido é nauseante.

• Inflação. O que corre atrás do pobre não é um bicho, mas um zoológico inteiro. 

• Daqui a pouco no Brasil: "Vorcaro? Não conheço, só ouço falar. 

• A corrupção no Brasil não receia mais a luz do dia. 

• Não há, no momento que atravessa o País, a quem pedir emprestado um pouco de grandeza.

• Quem não tem massa cinzenta vira massa de manobra. 

• Antes, se tinha festival de música. Hoje, festival de vazamentos. 

• Na vida, o bom é o convívio analógico com pessoas, e não a fria relação através das telas. 

• Fico em dúvida sobre a real profissão do político profissional.  

Augusto Nunes - Por Augusto Nunes.

 

O STF virou um viveiro de delinquentes disposto a tudo para calar quem acha que a lei vale para todos.

O Brasil decente exige que os ministros alugados por Vorcaro sejam transferidos das poltronas do plenário para um banco dos reus.

Augusto Nunes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

OUTROS TOQUES - Wilton Bezerra, comentarista generalista. •

 

O QUE SE VÊ - Tática nenhuma, precária técnica, marcação bem atrás, chutões pra frente, substituindo os lançamentos. Como se não bastasse, o levantamento excessivo de bolas na área adversária para queimar etapas. Triste. E tem quem normalize tudo isso, por achar que somente o resultado importa. É do ex-treinador Murici a afirmação, em defesa do resultadismo: "Quem quiser ver espetáculo vá para o teatro". Interessante. De atividade física, o futebol transformou-se em teatro social. 

• HAJA DOR - Pelo que sei, é preciso reconhecer a dor crônica como prioridade de saúde publica. Ampliar acesso a centros especializados, investir em educação médica e campanhas de conscientização sobre a complexidade do problema. Estima-se que 30% da população brasileira conviva com dor crônica. A dor intensa aumenta o risco de depressão. 


• O MAIOR DE TODOS - Entre janeiro de 1962 e dezembro de 1963, Pelé disputou dez torneios diferentes, por Santos e seleção brasileira. Ganhou nove: uma Copa do Mundo, duas Libertadores, dois Mundiais de Clubes, dois Campeonatos Brasileiros, um Campeonato Paulista e um Torneio Rio-São Paulo. Faltou só o Estadual de 1963. Pelé jogou 79 partidas oficiais e anotou 106 gols. Com amistosos, foram 172 gols em 124 jogos. Até 1966, manteve uma média superior a um gol por partida. Incomparável! 

• NO BRASIL DE HOJE - Para lidar com o Brasil de hoje, temos que nos habituar com o "Vixe!" em cima do "Eita !", 24 horas por dia, inclusive, fins de semana. 

• FRASE - Os escândalos se sucedem no Brasil e os envolvidos sequer ruborizam.

Orgulho, vaidade e prepotência de mãos dadas - Antonio Alves de Morais.

Quando Jorge W. Bush visitou o Brasil foi difícil, quase impossível fazer a medição e avaliar qual dos dois presidentes era o mais arrogante e prepotente, Bush ou Lula.

Os dois se igualavam na vaidade, no orgulho, e, no "contar vantagens e cagar goma". 

Na despedida rabisquei estas sextilhas bem humoradas, atribuindo ao dialogo final da visita do americano ao Brasil :

Lula.

Bush veio ao Brasil,

Para ver se aprendia:

Nem canta como cantava,

Nem sabe como sabia....

Perdeu todo seu requinte

Adeus, "insigne partinte".

Bush.

Lula, tua aresia

Deixou-me mal satisfeito:

Sei mais do que já sabia,

Tenho mais força no peito,

Deixas de ser tão pedante:

Adeus, "insigne ficante".

domingo, 27 de setembro de 2026

Musica mais bonita - Antonio Alves de Morais.

Quem enviou esta foi o Raimundo Nonato Rodrigues, Auditor Fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda na Paraíba. Raimundo foi meu colega no Colégio Estadual no turno da tarde nos anos de 1969 e 1970. Veja:

"Nem a sanfona do Gonzaga
Nem o acordeon do Noca
Toca musica mais bonita
Daquela que a cama toca".

Poeta José Laurentino.

sábado, 26 de setembro de 2026

Memória do passado - Antônio Alves de Morais


Olira de Antônio Belo, vestindo um modelito idealizado por Dona Balbina Diniz. Festa de São Raimundo, inicio anos 40 do século passado.

Em 1932, o nordeste brasileiro se abateu com a maior seca do século passado. O governo criou "campos de concentração" em algumas localidades do estado, entre as quais Crato e Senador Pompeu. Abriu frentes de serviço para construção  de açudes e barragens.

O Estreito, hoje Lima Campos. foi a obra que reuniu o maior contingente de retirantes da região sul do estado. 
Antônio Belo, deixou a Serra do Kinkunkar, no Quixará, deslocando-se para o Estreito com toda família. Viagem peregrina, penosa, a pé.
Terminada a construção da barragem, e aproximando-se um novo inverno, Antônio Belo tratou de retornar ao Kinkunkar. 
Quando passava pelo Sanharol, se arranchou na casa de João do Sapo, conhecido das idas e vindas com as boiadas para Fazenda Pitombeira. Reclamava do tempo, não havia disponibilidade para preparar as terras  para um novo plantio.

João do Sapo acabara de se mudar com  a família para o chalé construído pelos mestres Joaquim Piau e Antônio de Sousa, o solar Luiz Menezes. Portanto a casa desocupada estava disponível. 
Antônio Belo e família ocuparam a casa cujas "cajaraneiras" ainda existem como testemunhas, no exato local onde fica, hoje em dia, a residência do Dr. Menezes Filho.
Entre os filhos de Antônio Belo ouvir falar muito do Júlio e Olira, foto acima. Viveram no Sanharol por muitos anos. Fizeram grandes amizades. Retornaram para Farias Brito onde voltaram a viver no seio familiar.

Pela foto concluiu-se fartamente que não era apenas o velho Antônio que era belo, Olira também era. De 1935 a 1942, Olira foi a babá do meu amigo Raimundo Menezes. 
Que não deixemos a história  do Sanharol cair no garrafão da vala perversa e profunda do esquecimento.

MISTURAÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• DESCARREGO - O STF é uma casa cheia de ódio, vaidade e inveja. Nele, não tem "perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos tem ofendido". É preciso tirar o ódio do coração dos seus integrantes e encontrar salvação para as vítimas de suas decisões. Não seria má ideia uma lavagem no Supremo, seguida de um descarrego ao som de atabaques. Abrir os caminhos para Exu e pedir paz para Oxalá. 

• METÁFORA - Botei na cabeça que o futebol nos ensina muito sobre a condição humana. Uma metáfora da vida. Afinal, tudo que está em jogo mexe com a alma humana. Talvez, esteja exagerando, quando vejo, no excesso de ideias defensivas do futebol, uma sociedade amedrontada e confinada em que vivemos. Ou é apenas uma abstração? 

• BENGALA - Para os que estão necessitando do uso da bengala, eis um verso do poeta repentista Pinto do Monteiro: “Eu ando com uma bengala / Com ela escoro a perna / Pra não cair em buraco / Nem desabar em caverna / Sou o dono da bengala / Mas ela é quem me governa.

• A FRASE - O problema do Mundo é que ninguém fecha a porta para o dinheiro, não importando sua origem.


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

‘Fala, meu amor’: Mensagens revelam intimidade entre ex-banqueiro Vorcaro e Alcolumbre - Diário do Poder.

 

Veja prints.

Presidente do Senado chamou Vorcaro de 'irmão' e recebeu do banqueiro a promessa de estar 'a qualquer tempo pra qualquer coisa'.

A relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o dono do já liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, aparece marcada por declarações de amizade e proximidade em mensagens apreendidas pela Polícia Federal.

Em uma das conversas, enviada em 1º de fevereiro de 2025, data da eleição de Alcolumbre para a Presidência do Senado, Vorcaro parabenizou o parlamentar pela vitória e desejou sucesso no novo mandato.

“Parabéns meu amigo. Que venham seus melhores anos! Que Deus te abençoe nessa empreitada. Desejo muito sucesso”, escreveu o banqueiro.

A resposta de Alcolumbre foi igualmente pessoal: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!”.

Cerca de dois meses depois, em 30 de março, outra conversa reforçou o tom de intimidade entre os dois. Segundo a publicação, Alcolumbre escreveu a Vorcaro: “Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!”.

Vorcaro respondeu à mensagem com emojis de coração e afirmou: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”.

1972, eleição municipal do Crato - Antonio Alves de Morais.

Foto de Luiz Lua Gonzaga, ladeado por Luiz Gavião e José Landim em solenidade com o Coral  da Faculdade de Filosofia do Crato.

Na campanha para prefeito de 1972, em Crato, cujo embate teve como concorrentes o Dr. Humberto Macário de Brito e o Professor Pedro Felicito Cavalcante, o José Jucá Landim fez essa letra que adaptada a musica da Marchinha de Carnaval Maria Escandalosa cantada por Luiz Gonzaga Feitosa, Luiz Gavião serviu de campanha para seu Pedro:

-

O Crato já foi modelo

A todo mundo causava admiração

Seu Pedro com muito zelo

Na prefeitura deu shol de organização.

Mas o Doutor lhe sucedeu

A renda desapareceu

Calçamento esburacado

Sandu fechado

Povo sem água

Meia dúzia enriqueceu.

-

Hoje com Walter Peixoto

Seu Pedro volta a chefia

E quando assumir o posto

Tome chave na economia.

A música alavancou campanha vitoriosa de seu Pedro Felicio.

José Jucá Landim e Luiz Gonzaga Feitosa, Luis Gavião. Autores desta memorável paródia. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Na medida - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


• O PÊNALTI -O pênalti pertence ao futebol, mas não é o futebol. Quando acontece uma vez no jogo, vá lá. Quando em decisões de torneios, é uma paralisação do jogo. Cinco pênaltis batidos alternados e em seguida, um horror. O cobrador de pênalti nem precisa ser o melhor jogador do time. 

• ESPETÁCULO RARO - Tenho a sensação de que já foi assim. O clássico era um espetáculo raro, aguardado ansiosamente, por dias. De carro, vou passando por bares e restaurantes. Vejo os aparelhos de TV ligados nos clássicos (as rodadas são cheias deles) e a atenção quase zero para as partidas, os duelos. É como se as telas fizessem apenas parte do cenário dos locais. Seria porque o clássico é um acontecimento localizado na sua região? Ou essa banalização se dá pelo excesso de oferta do futebol, quando não se sabe ao certo por qual competição seu time está jogando? Sei lá. Pode ser apenas uma sensação de nossa parte. 

• BUSCA - Sabem aquele desejo que todo time tem de contar com um meia de ligação que pense por todo o grupo? Em primeiro lugar, convenhamos, não seria exagero querer que um só jogador pense pela equipe toda? Mas, a ideia é do antigo meia clássico, de preciosos passes e lançamentos longos. Para esse, o futebol de velocidade dificultou a vida. O que deve ser buscado (e formado) é o organizador de jogadas entre linhas, seja qual for o esquema.

• SUPERSTIÇÃO E ESTATÍSTICA - Há quem considere fundamentos sérios e coloque nas estatísticas a crendice. Exemplos. "Tal equipe não perde em meio de semana" ou “não ganha em sol escaldante". Mais ainda: "Vence mais com o uniforme tradicional ou sempre empata na estreia". Tem pra todo gosto e números. 

• A FRASE: Juazeiro é uma cidade onde os tempos se misturam. Quando retorno de lá, ouço uma vozinha: "Volte logo, sua casa é aqui".