O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.
Blog do Antonio Alves de Morais
sábado, 31 de outubro de 2026
História de sertanejo - Antônio Alves de Morais.
O Cacimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
PENSO QUE….- Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• As paixões ideológicas só criam intolerância e ódio. E, muitas vezes, se voltam contra quem as criou.
• É da natureza do futebol que uma peça compense a fragilidade da outra, que um seja herói e outro vilão.
• Tudo tem começo, meio e fim. Todo verão acaba, por melhor que tenha sido.
• Conseguimos cair mais, mesmo quando chegamos ao fundo do poço.
• Por mais que sejamos poeira das estrelas, o homem é um homem e a mula é uma mula.
• Amizade, hoje, é um milagre. A de 15, 20 anos, um tesouro incalculável.
• O Brasil caminha para uma reeeducação ética. Ah, conta outra!
• Torcer futebol é a suspensão temporária da razão.
• No futebol brasileiro, a distância dos primeiros para os últimos se dá mais pela ruindade dos últimos do que pela qualidade dos primeiros.
• A política brasileira alcança, com eficácia, duas coisas: dividir e desorganizar o povo.
POEMA PARA ISABELE - Por Edmilson Alves
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
LOJA MUSICAL ZABUMBANDO - VARZEA-ALEGRE - CE
Abraços.
Dedicado ao grande amigo Nonato Souza.
Trio Nodestino - Por Antonio Morais
Wilton Bezerra - Comentarista Generalista.
• QUESTÃO DE ESTILO - Não sei se saem gritos de Autuori (ou do seu auxiliar) para alertar jogadores do Fortaleza diante do momento do jogo. A pasmaceira da equipe no primeiro tempo contra a Ponte Preta (em outras ocasiões, também) pareceu fazer parte de uma rotina. Mesmo quando se dá, a reação não obedece a um ritmo de maior urgência. Vai ver, pela fisionomia cansada do treinador, é tudo uma questão de estilo.
• PROMOÇÃO DO PAÍS - Quando em 1958, o Brasil era visto no Mundo apenas como uma grande floresta, foi o futebol que o colocou no Mapa-Múndi. De lá pra cá, bem que outros setores poderiam ter contribuído para nosso País ser mais conhecido e respeitado. Hoje, em termos de conhecimento, o Brasil está longe de ser um "bola cheia". Quando se trata de tratamento dispensado à população, é uma vergonha. Estamos nas primeiras posições em desigualdade social. Ué? Então, é só o futebol, que anda mal das pernas, que fica com a responsabilidade de promover a Nação. Penso, com meus botões: nosso futebol só voltará a ser o que era quando o País melhorar. Elas por elas.
• JOGADOR E ATLETA - Acho saborosas, com algumas exceções, as comparações no futebol. “Hoje, só joga futebol quem for atleta", vociferam. Concordo que a profissão de futebolista ficou mais difícil para jogadores "baladeiros". Dentro desse aspecto, julguei simpática essa defininição: “Pelé foi atleta na era dos jogadores. Messi é o jogador na era de atletas”. E, então?
• FRASE - “Quem precisa ter boa imagem é televisão”. Romário.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Fatos da História do Crato: Como surgiu a famosa “Lei de Chico Brito” – por Armando Lopes Rafael (*)
Entre 1896-1912 – durante 16 anos – governou o Ceará a oligarquia dos Accioly. Vem de longe, como se observa, a tradição de “famílias importantes” dominarem o poder político no Ceará. Era “Intendente” de Crato, àquela época, o Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, fiel ao clã Accioly.
(Explicando para as novas gerações: “Intendente” era como se chamava, no início dos conturbados tempos republicanos, o atual cargo de “Prefeito Municipal”). Diga-se de passagem, que a política desta República ainda continua conturbada...
. Voltemos ao assunto principal desta matéria. Derrubado o Governo da oligarquia dos Accioly, assumiu o comando do Ceará o Cel. Franco Rabelo. Este, nomeou como novo “Intendente” de Crato seu aliado político, o Cel. Francisco José de Brito.
O antigo intendente, Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno, não quis entregar o cargo ao seu substituto, Cel. Francisco José de Brito. Este, um homem sagaz e astuto, foi ao Lameiro (àquela época um sítio distante do centro de Crato; hoje um bairro da cidade) e trouxe até a Praça da Sé um grupo de amigos. Todos foram para o prédio da Intendência,um edifício histórico que abrigou até 14 anos atrás os dois museus da cidade, hoje fechados, enquanto o prédio ameaça desabar...
Encontrando a Intendência fechada, Chico de Brito arrombou a porta e sentou-se na cadeira do intendente anterior. Nisto apareceu o Dr. Irineu Pinheiro, sobrinho do Cel. Antônio Luiz. Irineu Pinheiro (que depois seria reconhecido um dos melhores historiadores do Cariri) ficou revoltado com o que viu e perguntou ao Cel. Francisco José de Brito:
– “Mas que lei é essa na qual o Sr. se arrima para assumir a Intendência”?
O Cel. Chico de Brito, tranquilamente olhou para o Dr. Irineu e sentenciou:
– “É a “Lei de Chico Brito”! Esta lei eu mesmo fiz. E estamos conversados”.
(*) Armando Lopes Rafael é historiador
O romantismo da carta - Antonio Alves de Morais
Verso da venda do patrimonio de São Raimundo - Antônio Alves de Morais
De 1918 a 1923 o Padre José Alves de Lima foi o titular da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre. Em 1919 a Diocese do Crato decidiu fundar a primeira instituição financeira da região, o Banco do Cariri S/A. O Bispo orientou as paróquias a subscreverem ações do banco e o padre Lima decidiu vender o patrimônio de São Raimundo doado pelo Major Joaquim Alves Bezerra e outros amigos na época da criação da paróquia em 30.11.1863.
O padre procurou o prefeito de então Cel Antônio Correia Lima, que diante do clamor e revolta dos paroquianos não aceitou fazer o negócio. Porém a venda foi feita a Dirceu de Carvalho Pimpim e o padre ameaçou com a ex-comunhão quem se colocasse contra sua decisão.
Manuel Antônio de Sousa, do sitio Varzinha, fez um verso intitulado "Verso da venda do patrimônio de São Raimundo", que durante dezenas de anos foi cantado e decantado nos adjuntos de apanha de arroz, nos maneiros paus, e nas festas da cultura popular.
Poucos conhecem a obra de Manuel Antônio de Sousa e este resgate histórico marca também o surgimento do primeiro foco de protestantes do município, passando pela Varzinha de Manuel Antônio e pela Vacaria dos Ginos, Camilos e dos Anicetos .
Até hoje era exclusividade minha, só eu tinha, aprendi quando menino vendo o meu pai cantar juntamente com dezenas de homens nos adjuntos de apanha de arroz, de hoje em diante, torno publico.
Eis a integra:
Leitores eu vou contar
Como anda o nosso mundo
Conto o primeiro capitulo
E depois conto o segundo
É coisa que intimida
Nunca visto em nossa vida
Foi questão com São Raimundo
Nosso mundo está perdido
Valei-me meu Santo Antônio
Se assim acontecer
Fica o lugar tristonho
O tempo tudo descobre
São Raimundo fica pobre
Se vender o patrimônio
Nosso mundo está perdido
Só por causa do dinheiro
Os homens que se ordenam
São os mais interesseiros
Já querem tomar a pulso
Querem deixar sem recurso
Nosso santo padroeiro
Devemos viver a calma
Não se envolver na questão
porque somos inocentes
Não sabem quem tem razão
Mesmo estamos excomungado
E pode ficar arriscado
Para nossa salvação
É certo que não faz medo
Esta triste excomunhão
Porque Deus só quer do homem
É um firme coração
Isto é palavra a toa
Que o padre amaldiçoa
E Jesus nos manda o perdão
Deus deixou padre no mundo
Para reger a doutrina
Ser zelador da igreja
Com a santa lei divina
Mas os padres do presente
Cada qual é mais valente
Com palavra libertina
O pobre tudo aguenta
O rico não se sujeita
E por esta causa e outra
Vivemos nesta peleja
A igreja não merece
Mas se o padre quisesse
fazia a coisa direita
O povo que não entende
Calunia o pessoal
Diz que em Várzea-Alegre
Padre vem e se dar mal
Executemos a questão
Para ver quem tem razão
De onde vem o sinal
Deus deixou padre no mundo
Para reger a igreja
Deus não deixou ordem em padre
Para lutar com peleja
E depois se zangar
Subir para o altar
E falar tudo que deseja
É certo que protestante
Nesta terra ainda não tem
Por causa destes abusos
Aparecem mais de cem
E se o orgulho aumentar
E alguém quiser virar
Chame que viro também
Deus deixou padre no mundo
Para absolver pecado
Mas por causa do dinheiro
Fez o povo excomungado
Veja quanto é valoroso
O nosso Deus poderoso
Vive sempre ao nosso lado
Leitores devem lembrar
Daquele verso terceiro
Que diz que neste mundo
Só quem vale é o dinheiro
Veja como acontece
Até o padre se esquece
Do nosso Deus verdadeiro
Pergunto ao nosso Deus
Porque foi esta questão
Respondeu-me Jesus
De todo meu coração
O padre falou em negocio
O prefeito disse não posso
Daí veio a maldição
Castigue quem merecer
A defesa é natural
Não faço nada por mal
Vós me queira defender
É que nosso padroeiro
Não precisa de dinheiro
Não precisava vender
Ó Virgem da Conceição
Meu Jesus sacramentado
Proteja minha inocência
Se nisso estiver culpado
Valei-me a providência
Proteja minha inocência
Se eu estiver errado
Eu habito em Santo Antônio
Não me cabia este artigo
Apenas fiz este verso
A pedido de um amigo
Vou dar meu nome completo
Eu me chamo Felisberto
Da Costa Sousa Perigo
Manuel Antônio de Souza
Sitio Varzinha - Várzea-Alegre
NA MEDIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.
• ESPAÇO PARA O JOGO - No futebol de hoje, é recomendado construir o espaço em vez de esperar que ele apareça. O craque, por exemplo, cria o espaço em vez de reclamar a sua falta. O jogador se alimenta de espaço.
• MOZART CHOROU - O treinador Mozart, que dirigiu o Ceará e está à frente do Goiás, pediu, chorando, que nos insultos dirigido a ele poupassem sua mãe. É verdade. As mães do treinadores não têm nada a ver com os resultados ruins de um time de futebol. O interessante é que os treinadores parecem ser órfãos de pais. Os genitores são mais poupados dos xingamentos.
• O TORCEDOR. O torcedor apaixonado até a medula vê o que quer ver. Até o que não existe e ele mesmo inventa. Problema para ele é quando chega à suspensão temporária da razão. A paixão tem suas dores e delícias. Cega, ensurdece, emburrece, tira a capacidade de análise crítica e opinião.
• FRASE - “A gente é juiz apenas em 90 minutos. Depois, é réu”. Valdomiro Matias.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Lembrando Dr. Raimundo Bezerra, um gigante da área de saúde em Crato - por Armando Rafael
A única notícia que li sobre este encontro foi aqui mesmo, no Blog do Crato. Durante o evento foram prestadas homenagens ao deputado Wellington Landim (PSB) e Madre Edeltraut Lerch.
Homenagens justíssimas!
Será que se lembraram do ex-deputado e ex-prefeito Raimundo Bezerra?
Ele foi o presidente da 9a. Conferência Nacional de Saúde—CONASEMS e presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde do Ceará. Esta mesma instituição que ora se reúne em Crato.
Aliás, do site do CONASEMS, retirei as informações abaixo:
"Raimundo Bezerra nasceu em Crateús. Menino veio para Crato, palco de sua profícua carreira médica e política. Era formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Foi deputado estadual e federal. Neste último mandato, fez parte da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1990), sendo considerado como um dos grandes protagonistas da Reforma Sanitária do Brasil.
Dr. Francisco e Mariano Pereira - Antônio Alves de Morais.
Uma história muito bonita que mostra o lado positivo do trabalho, do estudo, da gratidão e reconhecimento.
Sua profissão era motorista de taxi. Possuía um velho DKW, locado no Posto Crato, na gloriosa Praça Siqueira Campos.
O fato, é que ele focava todos os seus esforços para educação dos filhos. Determinação total. Exigência acentuada e disciplina esmerada.
Assim, conseguiu formar o primeiro filho Dr. Francisco Alves Pereira em medicina pela Universidade Federal do Ceará. Em seguida o Dr. Francisco deslocou-se para a cidade de Campinas - São Paulo a fim de se submeter à prova seletiva em residência médica na área de anestesiologia.
Foi uma batalha árdua, uma vez que eram vários candidatos oriundos de todo o pais disputando somente 4 vagas. Vencida esta etapa em primeira colocação surge a oportunidade, através de concurso envolvendo prova escrita e oral, de ser professor de medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Nos dois concursos mencionados a colocação foi simplesmente primeiro lugar.
Depois do Dr. Francisco vieram os outros filhos com títulos superiores, O filho médico, tão logo pode, deu um carro novo ao seu pai. Um corcel 4 portas. Um luxo pra época.
No painel, no interior do carro, logo abaixo de onde estava encaixado o rádio, feita com essa maquininha da foto, estava bem à vista do passageiro a tirinha com seguintes dizeres :
"O carro deu o doutor, e o doutor, deu o carro".
Seu Lasquinha foi proprietário da única Kombi do cariri que possuía seis portas. Por essa razão tal veiculo era foco de muita atenção. Inspirado numa música Seu Lasquinha mandou escrever no parachoque : "Boneca cobiçada".
Fonte Professor Mariano Pereira e Dr. Francisco Alves Pereira.








