Páginas


"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 7 de abril de 2020

Nunca ninguém contou - Por Coronel José Ronald Brito.


Glorinha a quinta da esquerda para direita.

Muito já se falou sobre "Glorinha", bordel famoso do Crato que em época passada segundo falavam, concorria com a hegemonia corporativista do município. "O reino da Glória" continha a parte social e turística. 
A sofisticação da Boite chegou a tal ponto, que as esposas dos abastados conterrâneos dela, não se incomodavam que os maridos comparecessem a sua festa de aniversário trajando smoking. E foi nesse clima eufórico que aconteceu o que hoje conto sobre o "reino".
Um casal caririense há muito radicado  no Rio de Janeiro (nomes preservados) passava férias no Crato e Glorinha estava em evidência. Só se falava na casa noturna, Aí, o casal resolveu visitar a "badalação"!
Chegaram no gesso, adentraram no recinto e foram bem recebidos. A ordem era receber todos bem desde que apresentassem um certo traquejo. O garçom todo maneiroso instalou os visitantes numa mesa bem em frente ao salão, onde alguns pares rodopiavam sobre os acordes na voz de Núbia Lafaete.
Tudo romântico e muito tranquilo, já tinha tomado uma cerveja quando Glorinha apareceu para dar as boas-vindas e depois de saber que moravam no Rio de Janeiro tornou-se ainda mais distinta.
Nós estamos só conhecendo!
Fiquem bem a vontade.
Mais uma cerveja e regresso a casa da família. 
Quando no dia seguinte eles revelaram o programa da noite a família ficou em situação aflitiva, no entanto para o casal tinha sido tudo normal. 
Aí, a irmã da turista quis saber os detalhes da visita ao antro: Não vi nada demais, alguns casais sentados bebendo, outros dançando. Alguns saiam educadamente e depois voltavam. 
Fomos embora porque o ambiente estava muito monótono.

100- Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


A fonética e a língua portuguesa - Para descontrair  um pouco. Um lero  bem ao modo do populacho de nossa terra. Ao tempo em que rogo  a proteção de São Raimundo Nonato nesse momento de  dúvidas e muitas tristezas.

Veja :
Dois conterrâneos de Várzea-Alegre, preservado os nomes, levavam um lero. Fitando o seu cigarrinho de palha o primeiro pergunta  para o segundo : Cumpade, o que qui ocê acha desse tá de "coruru vivo"?

O outro pensou, pensou mais um pouco e respondeu : Eu num tô preocupado não, as lagoa tão tudo cheia, os açude tombém, os cururu tão com a vida qui pediro a Deus.
Na verdade, eu tô muito preocupado é com uma coisa nova e desconhecida que vem por aí, uma tal de "DEVO A".

Promode de que qui, cumpade tá falando isso?
Pô causa qui é bem mais violenta e difici de ser vencida e debelada.
Cuma  cumpade?
Devo a luz, devo a água, devo a bodega, devo o supermercado, devo a farmácia, "DEVO A"...........

BOLSONARO TEM 3 OPÇÕES PARA O LUGAR DE MANDETTA - Por Claudio Humberto.


Luiz Henrique Mandetta estava adorando tudo isso. Alçado a liderança política nacional, elogiado pela oposição, o ministro da Saúde se sentia à vontade até para ignorar as opiniões, mesmo toscas, do presidente da República. E não resistia, com sua palavra fácil e tom gentil, à tentação de fazer política em cada coletiva. 
Exagerou. O presidente chegou ao Planalto, nesta segunda (6), decidido a demitir Mandetta. Mas a turma do “deixa disso” agiu e o esperto ministro decidiu propor a flexibilização do isolamento nos locais com 50% da capacidade de saúde liberadas.
Mandetta até ousou prestigiar o governador goiano Ronaldo Caiado, que na véspera havia rompido com seu chefe. Não tinha perigo de dar certo.
Bolsonaro tem três opções para o lugar de Mandeta: o ex-ministro da Cidadania e deputado Osmar Terra (MDB-RS) está na “pole position”.
Outra opção é seu amigo pessoal almirante Antonio Barra Torres, diretor da Anvisa e ex-vice-diretor do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio.
A médica Nise Yamaguchi, terceiro nome, defende o isolamento vertical e, como Bolsonaro, é entusiasta da cloroquina, remédio contra malária.

Principal motivo para Bolsonaro não ter demitido Mandetta, ainda - Postagem do Antônio Morais.


É notório a perda de confiança do ministro da saúde pelo presidente Jair Bolsonaro.
O presidente estava com a caneta na mão pra assinar a demissão e o ministro já estava com as gavetas vazias.
Porém alguns deputados federais aliados do presidente ponderaram de que a demissão neste momento seria um prêmio a Mandetta e que o novo ministro receberia o Ministério logo no momento em que as mortes irão aumentar e isso seria usado pelo ministro e pela oposição.
Bolsonaro concordou e “adiou” a demissão do ministro que está com os dias contados.
Como podem ver, não foi por causa do congresso ou da imprensa que o capitão deixou de demitir Mandetta.

099 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Na década de 80 do século passado André Menezes comprou uma camionete F.1000, em Fortaleza.

Encarregou o genro Mundinho Sobreira para trazê-la para Várzea-Alegre. Mundim do Sapo soube da viagem e resolveu vi junto. 
Carro novo, potente, saíram  cedinho da manhã de Fortaleza. Viagem boa e sem atropelo. Quando chegaram em Russas foram surpreendidos com uma volante da Policia Rodoviária Federal.

Documento do condutor, do carro tudo em ordem. O policial alegou que o veículo transitava com excesso de velocidade e, chamou o Mundinho Sobreira para falar com o chefe da volante. 

Era a palavra de um contra a do outro, visto que não tinha radar no local. O comandante já estava sendo desdobrado por Mundinho Sobreira quando o outro Mundim, o do Sapo saiu do carro, tomou chegada do local e disse : Graças a Deus vocês estavam aqui, eu vinha me cagando de medo, esse homem não tem juízo, vinha a 180 km/h de Fortaleza pra cá.

Pronto. Não houve mais defesa. O carro foi multado antes de ser emplacado.

Falsidade - Por Antônio Morais.


Gente falsa é como "SAPO" tem perna curta, língua comprida, olho grande e vive na lama. Ignore, veneno só faz mal quando você engole.

Não corra atrás das borboletas... Cuide do jardim para que elas venham até você. E, tudo que você não puder contar como fez, não faça!

098 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Antônio Alves Costa.

Outro dia, um comentarista disse que sou debochado, libertino. imoral. Pois bem, segundo Padre Vieira imoral são as estruturas econômicas, sociais, os bacanais que os políticos fazem patrocinados por governos sebosos e imundos, imoral é uma mãe bater na boca do filho porque ele falou em partes do corpo e depois, levá-lo para a piscina ou a praia para ele ver com os olhos o que não pode falar com a boca.

Quando li que Camila Parker Bowles, a esposa do príncipe Charles exigiu 320 milhões de euros para aceitar o divorcio fiquei abismado e me lembrei de uma proeza de Várzea-Alegre.

Um casal resolveu se separar. Procurou consultar-se com Antônio Alves Costa, delegado da cidade. Sabendo que ali não era o foro adequado o delegado perguntou para o homem : Chico, você possui algum bem? Não, nenhum. Olhando para a mulher repetiu a pergunta : Hortência, a senhora possui algum bem? Também não tenho nada, respondeu solícita.

A sentença do delegado saiu em versos e no ato:

Uma questão tola, sinto!
Eu mesmo faço o desquito.
Chico fica com o pinto,
E Hortência com o sibito.

Mário Covas, o homem - Por Antônio Morais.


Na minha singeleza e humildade, tenho o direito sagrado de através da comparação avaliar os homens pelo caráter, honradez e decência.
Quando o governador do estado de São Paulo Mário Covas foi diagnosticado com câncer, reuniu a imprensa, comunicou a doença, renunciou ao cargo, deu posse  ao vice Geraldo Alckmin e foi cuidar de sua saúde junto a família. 
Depois de algumas quimioterapias, vi dona Lila, sua esposa levando numa cadeira de rodas num corredor de um hospital. Dezenas de repórteres o encantoavam a frente, Dona Lila recuou e cortou caminho. Mas, deu para se ouvir quando ele disse essa expressiva frase : Esses urubus querem noticias, eles vivem da desgraça alheia.


Diferentemente, o Pajé Lula da Silva, convocou a imprensa, comunicou que estava com câncer, mandou a mulher Marisa Letícia colocar um lençol sobre o tórax e com uma navalha raspar a cabeça. Qual brasileiro,  por mais otário que seja não sabe que  com a quimioterapia os cabelos caem? Que não carece raspar a cabeça. 
Nas atitudes estão as qualidades dos homens públicos. A demagogia, mentira e hipocrisia levaram o Lula a presidência da república, e, a ladroagem, desfaçatez e corrupção o levaram ao xadrez. 

097 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Na década de 60 do século passado, na rua Major Joaquim Alves, em Várzea-Alegre ficava a "Soparia do Pereira". 

Nos finais de semana, dias de festas no Recreio Social era aberta dia e noite. Terminados os bailes todos acorriam ao local para se servir de canja de galinha. A higiene não era a especialidade do ambiente e eram constantes as reclamações dos frequentadores. 

Um belo dia, Pereira, um baixinho enjoado, proprietário e garçom chegou para mulher e disse: Estão reclamando que a sopa está com gosto de baigon!

Ela deu uma rabissaca, botou as mãos na cintura e respondeu: Não tem quem agrade essa gente : Ontem,  disseram que estava com gosto de barata.


O QUE MAIS INCOMODA NO CEARÁ É A MUDANÇA DE TREINADORES - Por Wilton Bezerra.


O futebol brasileiro é o que mais demite treinador no mundo. Consegue, sem muito esforço, esse tipo de “padrão”.
Em uma entrevistada no programa A Grande Jogada, da TV Diário, indaguei ao presidente do Ceará, Robinson de Castro, o que lhe causava, hoje, maior incômodo: jogadores contratados que não corresponderam ou a constante mudança de técnicos à frente do alvinegro?
“O que incomoda mais é a troca de treinadores”, respondeu o presidente do Ceará que, desde a saída de Lisca, nunca mais teve sossego.
Ainda bem, sabe-se que os distratos de treinadores, por aqui, não atingem volumes capazes de quebrar as finanças dos nossos times.
O mesmo não se pode dizer com relação aos grandes clubes, entre os quais o São Paulo serve como maior exemplo.
Teve tempo em que o tricolor paulista pagava ao treinador da hora e sustentava, com polpudas somas, mais dois técnicos, que recebiam ordenados por indenizações.
Não se trata de um caso único. Outros agem da mesma forma, como se essa gastança fizesse parte do jogo.
Basta enfatizar uma providência tomada para contratação de Fernando Diniz, após seguidas rescisões contratuais com treinadores. Seu acordo é regido pela CLT, que não prevê um tempo determinado de vínculo, sem a necessidade de multa rescisória negociada.
Mas, pergunta-se: quem mais concordaria com esse “combinado”? Por que isso tem que continuar no futebol brasileiro?
Achamos uma ocorrência não justificada, apenas pela natural pressão da torcida, numa cultura imediatista, que despreza o longo prazo de um trabalho.
Tenho me repetido numa receita, que nos remete à força poderosa da continuidade, caso específico do Fortaleza, de Rogério Ceni.
Não é o mesmo que acontece ao Ceará, cujo trabalho de montar uma equipe é constantemente fragmentado pela troca de comando técnico.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Frases para refletir - Postagem do Antônio Morais.



“É inútil fechar os olhos à realidade. Se o fizermos, a realidade abrirá nossas pálpebras e nos imporá a sua presença”.
Juscelino Kubitschek


Às vezes, a única  coisas verdadeira num jornal é a data.
Luiz Fernando Veríssimo.


O discurso do PT é 80% mentira e 20% malandragem.
Fernando Gabeira, ex-petista.

Minha avó Zefa do Sanharol - Por Antônio Morais.

Josefa Alves de Morais, Zefa do Sanharol.

Para defini-la bem, começo dizendo que : Foi aquela que teve verdadeira e perfeita caridade, que em nada se buscou a si mesma, que de ninguém teve inveja e que procurou sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus.

Madrinha Zefa, saía de sua casa no Sanharol para assistir a missa na matriz de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre. 

Quando retornava a sua casa, o marido Pedro já tinha saído para os afazeres na roça.  

A chave da casa ficava num lugar combinado, No "frechar" de uma janela. Um dia, quando ela  foi apanhar a chave caiu na calçada e quebrou o fêmur.

Com mais de setenta anos e numa época que não existiam os recursos que a medicina oferece hoje, a única opção que lhe restou foi o repouso absoluto.

Como era muito querida na comunidade, muitas pessoas lhe visitavam, e, questionavam : Como é que você vem da igreja, da missa e acontece uma coisa dessas, justo com você?

Ela respondia : Deus está testando a minha fé.

Eu tinha os meus 13 anos e me lembro desta resposta dada a Luíza Félix.

domingo, 5 de abril de 2020

A pandemia de "Colera Morbus' de 1859 em Várzea-Alegre e a fé do Padre José Pontes Pereira - Por Antônio Morais.


Vejam Bem, em 1859 na pandemia de "cólera morbus", 210 mortos em Várzea - Alegre representava que proporção da comunidade a época? Essa é a pergunta que se faz.

Sustenta a História que a última vitima foi o Padre José Pontes Pereira, 11 de Março de 1859, narram que ele pediu durante a missa que Deus cessasse a mortandade nem que ele fosse o último a falecer. E, assim aconteceu, ele foi o último a morrer. Depois dele mais ninguém.

Como não existiam remédios naquele tempo o povo foi curado pela fé. Coisa que não estou vendo hoje em dia. 

Não vejo nenhuma autoridade, politico, médicos e até mesmo a população chamar por Deus. Todos mantem-se no egoísmo de encontrar culpados.

Deus seja louvado - Postagem do Antônio Morais.


Dr. José Sávio Pinheiro, médico, escritor e poeta, membro da Academia Brasileira de Cordel, membro do Instituto Cultural do Cariri, meu amigo, meu conterrâneo e meu camarada, deixou na sua pagina essa estrofe de razoabilidade impar e de grande reflexão para o momento que vivemos:

Oh! vil político do mal.
Que se mexe em bambolê.
E tenta pegar carona.
Num corona que nem vê.
Triste manobra se inverte.
E o corona, nada inerte,
Pega carona em você!

Na foto Dr. Sávio no desempenho de sua atividade vocacional e o coveiro do distrito de Caipu, antigo Poço do Mato, terra de Né do Canto - Cariús - Ceará.


O TELEFONE E O ENCONTRO COM O OUTRO - Por Wilton Bezerra

A vida é o encontro com o outro, apesar dos muitos desencontros por aí, já dizia Vinicius de Morais.
O encontro é pessoal; impessoal é o desencontro.
Em tempo de virtualidades, o poeta Carpinejar alerta para a necessidade de se revitalizar a pessoalidade.
Por conta de um vírus assassino, tudo isso fica para depois. Não tem encontro com o outro. O mundo físico vira uma miragem e um “até logo” ao abraço.
O poeta Quintana é quem definiu: “O abraço é dizer com as mãos o que a boca não consegue”.
Parece até que o mundo parou suas atividades, nos condenando a uma “prisão domiciliar”, só faltando uma tornozeleira eletrônica imaginária.
Para falar a verdade, as coisas já estavam esquisitas. Nos termos de um relacionamento virtual que alijava até os papos do telefonema.
Entre as pessoas, já prevalecia uma coisa rápida e burocrática, como se uma conversa dos tempos do telefone fixo fosse algo reprovável e aborrecido.

“Pode falar”?
“Posso, mas deixa o recado no zap, que depois eu te ligo”.
Um relacionamento de redes sociais, WhatsApp, Twitter, tela e teclado, com pessoas que nunca vamos conhecer.
Mas, enquanto o relacionamento físico não é reatado, continuamos forçados ao virtual.
A filósofa Amélia Valcarcel admite que, no momento crucial que atravessamos, as pessoas voltaram a descobrir o telefone e estão felizes, falando sem parar.
Esse me parece o dado mais importante nessa prosa, num momento de turbulência que nos leva a recuperar os telefonemas.
E pensar que o primeiro telefone fixo que adquiri me custou uma pequena fortuna.
Era tempo em que Antonio Carlos Magalhães, “O Toninho Malvadeza”, mandava na Comunicação do Brasil.

sábado, 4 de abril de 2020

Congresso Nacional - Por Antônio Morais.



No Brasil "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim".

"Deve haver, escondida nos subterrâneos, do Congresso, uma escola de malandragens, golpes, perfídias e corrupção".

"Não é possível que tantos congressistas já nasçam com tanto conhecimento acumulado".

096 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Pedro Alves de Almeida, o conhecido Pedro Beca, homem honrado, trabalhador e correto em seus negócios tinha um comboio de burros para alugar. Era prático e bem mais barato, quem precisasse fazer um serviço alugava o animal e devolvia depois de terminá-lo. Custava menos que manter o burro no pasto.

Um dia, o meu pai, José André do Sanharol procurou alugar um animal para ir buscar uns produtos de engenho na Palmeirinha, em Crato, na casa do seu padrinho Duquinco de Brito : Alfinin, batida, rapadura temperada etc.

Quando propôs o negócio Pedro Beca disse : José, só resta um animal disponível, os demais estão alugados. E, esse é cinquenta! 

Seu Pedro, o senhor aluga para outras pessoas a dez, e, pra mim vai cobra cinquenta?  

O velho Pedro esclareceu : Você não entendeu José,  são 50 cabras para pegar, ontem vieram  40 e não conseguiram. 

VIAGEM PELO PENSAMENTO - Por Wilton Bezerra.


Nesse tempo de isolamento “antissocial”, ficamos a pensar besteiras, num comportamento natural de quem está saturado dos acontecimentos ruins ao redor.
Mais do que ficar imaginando besteira, (pode ser qualquer coisa) é importante publicar o que produz esse estado de espírito.
Estava o escriba a pensar com os poucos botões de sua camisa sobre essa pandemia escrota, mal saídos que estamos de um final de ano (2019) dos retrospectos. Aliás, diria melhor, dos retrocessos
E como se não bastasse o retrocesso do homem, surge do nada uma desgraça do tamanho do mundo para corroer o tiquinho de saúde que nos resta.
O ser humano sem escrúpulos, sem apreço pela dignidade humana, sexista, xenófobo belicista, preconceituoso, limitado intelectualmente e irresponsável diplomaticamente.
Eis o que compõe a figura abjeta que combóia o retrocesso. É isso que me ocorre, quando penso na besteira dos bestas espalhados pelo mundão idiota.
No paroxismo dessa narrativa, concluo que o planeta que habitamos é uma cloaca e não saberemos jamais o que estamos fazendo aqui.
Já disse, em papos anteriores, sobre a sensação de que nossa extinção física está condenada pelos vírus e suas mutações.
Sim, porque sob o ponto de vista civilizatório, a humanidade já está na fase pré-extinta.
É verdade ou estão pensando besteira?

Balança,mas não cai: Nunca antes na história desta "Ré-Pública"

 Câmara aprova em 2º turno texto-base da PEC do Orçamento de Guerra
Plenário vazio. Deputados votaram por vídeo-conferência.
Nenhum destaque foi aprovado

Em cerca de seis horas de votação, a Câmara concluiu a votação da Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento da Guerra em dois turnos. A medida, entre outros pontos, aumenta o poder de fogo do Banco Central diante da crise. Deputados rejeitaram nesta sexta-feira, 3, os dois destaques, um do Novo e outro do PSOL, nesta segunda fase e, com isso, a votação foi concluída. A medida vai agora ao Senado.

A medida também amplia a atuação do BC para enfrentar instabilidades no mercado financeiro durante a crise. A instituição poderá comprar e vender títulos públicos e privados. Os deputados incluíram um trecho que prevê que a cada 45 dias o presidente do BC deverá prestar contas ao Congresso sobre as operações realizadas.


A PEC cria uma espécie de orçamento paralelo para segregar as despesas emergenciais que serão feitas para o enfrentamento da covid-19 no Brasil. Vai vigorar durante estado de calamidade pública já reconhecido pelo Congresso, que vai até o dia 31 de dezembro deste ano.

A proposta cria também um "Comitê de Gestão da Crise", responsável por aprovar as ações do regime emergencial; criar, eleger, destituir e fiscalizar. O presidente Jair Bolsonaro vai presidir o colegiado, que será formado pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Saúde, da Economia, da Cidadania, dos Transportes, da Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública, da Controladoria-Geral da União e Casa Civil.



Fonte: jornal Estado de S.Paulo, 04-04-2020

O Imperador Dom Pedro II cuidou do seu povo numa epidemia



   Em 1855, o Rio de Janeiro foi duramente atingindo pela epidemia de cólera que grassava o Brasil, chegando a um funesto saldo de 200 mil mortes. Recusando-se terminantemente a buscar refúgio em Petrópolis, como lhe era aconselhado, o Imperador Dom Pedro II permaneceu, resoluto, na capital do Império, onde frequentemente sua carruagem de uso pessoal era vista estacionada junto às portas dos hospitais.

   Nessas visitas, o Soberano fazia questão de se aproximar dos leitos dos enfermos, “rebustecendo a coragem dos fortes, inspirando valor e ânimo aos fracos e enchendo de esperança, de fé e de gratidão o coração dos míseros doentes”. Era verdadeiramente o Pai da Nação cuidando de seu povo, conforme foi imortalizado na obra de Louis-Auguste de Moreaux, “Dom Pedro II visitando os doentes de cólera-morbus” no Hospital de Santa Isabel.

    Foi aquele o primeiro grande enfrentamento da Saúde Pública em nosso País, após a epidemia de febre amarela ocorrida em 1851. O elevado número de mortes causadas pela cólera levou a uma redefinição – instigada não em pequena parte pelo próprio Imperador – do papel do Poder Público em relação à saúde da população, com grande esforço empreendido em legitimar a medicina frente a práticas alternativas de cura e mudanças na legislação então vigente com relação ao combate à insalubridade.

( Baseado em trecho do livro “Princesa Isabel: amor, liberdade e exílio”, de autoria da Professora Regina Echeverria. Postagem original: Face Book Pró Monarquia).

Sociedade "Egocentrista" - Por Antônio Morais.


"Egocentrismo é o comportamento voltado somente para si ou tudo que lhe diz respeito e lhe interessa".

Há poucos dias uma jovem senhorita que não conheço, não sei de qual região é, não sei qual a sua formação intelectual ou profissional, nem sei que atividade estava cumprindo em Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, postou um vídeo onde declarou que a região é uma África em potencial.
Houve uma grande comoção das pessoas, um rebuliço danado, um alvoroço dos diabos, e, foi considerado  como um insulto inaceitável.

Certamente essa jovem visitou as favelas que proliferam na periferia destas cidades, locais que os prefeitos, vereadores e políticos não visitam, ou visitam apenas no período de campanha eleitoral.
Ali vivem os párias da "sociedade egocentrista, a míngua, sem nenhuma atenção ou assistência do puder público. Saneamento, saúde e educação zero. 

Quem duvidar faça como aquela jovem visite as periferias e comprove que naquelas localidades nem a limpeza é feita, nem o lixo é retirado. Essa é a realidade para quem vê a região pela razão e não pela emoção ou paixão. 
Para os que vivem no conforto da comodidade, o problema não existe, e, se existe não é deles.

095 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Joaquim Correia Lima e Clara Alves Bezerra, ela filha do Major Joaquim Alves.

Naqueles velhos tempos, a família era coisa sagrada e, como tal, resguardada e protegida a sete chaves. As mocinhas quando em casa aparecia um viandante estranho, eram trancadas no caritó, evitando-se, assim, comentários ou namoricos. Os pais, temerosos dos bilhetinhos que poderiam as filhas receber ou enviar, não lhes permitiam, sequer, a alfabetização. Bastava as moças aprender os misteres de dona de casa: cozinhar. lavar, passar, o crochet e de quebra, ter filhos, muitos filhos. Tal regra não havia de fugir ao lar do Major Joaquim Alves e sua esposa Antônia Correia Lima, embora já com um pouco de liberdade.

Aconteceu que um dia, recomendado pelo pai, Leandro Correia Lima, residente no Brejo, apareceu na casa do Major um rapazinho de apresentável aspecto, desinibido e loquaz, que, ali, precisava pernoitar, numa das pausas necessárias, na viagem que empreendia com seus negócios. Era o futuro patriarca Joaquim Correia Lima. Na ausência do marido, que se encontrava na roça, Antônia Correia Lima, sua esposa, recebeu cordialmente, o recém chegado, mesmo porque se tratava de pessoa de sua família, os Correia Lima do Brejo. Não sei se as outras filhas, Tereza Maria, Gloria e Barbara, ficaram encafuadas, o certo é que a menina Clara, uma boneca loirinha, pequenina, de olhinhos claros e vivos, teve licença de aparecer e, até, conversar! Conversa puxa conversa, como se diz e, lá pelas tantas, o mocinho, na frente da mãezinha vigilante, pergunta a garota se ela sabe escrever. A resposta, naturalmente, com assombro - foi positiva e isto bastou para que o moço, tirando sua cadernetinha de bolso e um toco de lápis, pediu para provar a assertiva, escrevendo o nome dela. Sem maior embaraço e sem recato ela papocou no papel as três palavrinhas: Clara Alves Bezerra.

Quando o Major chegou, sem saber ou sentir que ofendia a dignidade de um lar... o mocinho, dizendo da boa acolhida que recebera, falou da surpresa que tivera, vendo uma mocinha tão bonitinha e tão novinha saber escrever. Inocentemente, mostrou a cadernetinha com o nome da princesa.

Ah, meu Deus, pra que ele fez isto? Nosso Major, possivelmente, torcendo as bagudas, se encheu de revolta e foi claro em dizer ao mocinho que sua casa não ficaria desmoralizada, ia escrever ao pai, exigindo pronto casamento. Tão parecido com hoje, né? Não houve, possivelmente, desentendimento maior, de parte a parte, convinha o casamento e sei lá se o nosso Major, com todo esse esparro, não estava apenas interessado em descontar uma promissória. O certo, na historia, é que houve um final feliz. Muito logo se casou.
Deste casamento em 1858 nasceram :
01 - Raimunda Correia Lima
02 - Coronel Antônio Correia Lima
03 - Coronel Joaquim Correia Lima
04 - Coronel José Correia Lima
05 - Pedro Correia Lima
06 - Gervásio correia Lima
07 - Dr. Leandro Correia Lima
08 - Coronel Gustavo Correia Lima
09 - Coronel Virgílio Correia Lima
10 - Petrolina Correia Lima
11 - Emília Correia Lima
12 - Maria Correia Lima.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

“Não cheguei aqui, pelo milagre da facada, para perder para esses urubus aí” - Jair Bolsonaro.


Após receber uma oração de apoiadores, Jair Bolsonaro disse que não chegou à Presidência para perder para “esses urubus”, apontando para os jornalistas que estavam à frente do Palácio da Alvorada.

“Eu não cheguei aqui, pelo milagre da facada, e a eleição também, para perder para esse urubus aí.”

Bolsonaro ouviu das pessoas que, por ser “filho de Deus”, “o melhor está por vir”. “Só estamos esperando a sua voz”, disse uma apoiadora.

Bolsonaro diz que vai dar entrevista para Augusto Nunes porque eles “têm uma posição muito parecida” - Lucas Rocha.


Em conversa com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro revelou nesta quinta-feira (2) que vai conceder entrevista ao apresentador Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan, em razão da proximidade política dos dois.
“Hoje, às 19h, eu não vou fazer live e vou ser entrevistado ao vivo pelo Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan, porque é um jornalista que tem uma posição muito parecida com a minha, ou eu parecida com a dele”, afirmou o presidente.
Bolsonaro disse que vai aproveitar a entrevista com um “aliado” para debater sobre o isolamento social e “convencer” governadores a não continuarem sendo “radicais”.
“Olha só, o governador Dória, acabou de fazer um vídeo assinado pelos governadores do Sul e Sudeste agora dizendo que eu sou responsável em resolver o problema de arrecadação dele. O Dória acabou com o comércio no estado e não pediu pra mim, não conversou comigo pra fazer aquela loucura”, afirmou.
“O corpo está doente, vamos dar o remédio. Se for 3 ou 4 vezes a dose a mais, é veneno. E é o que o governador fez em São Paulo, é veneno”, disse ainda. “Eu não vou me responsabilizar por isso”, completou.
Outro fator que chama atenção no vídeo é o cumprimento do presidente. Ao invés de apertar a mão dos apoiadores ele dá um “soquinho”.

094 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antonio Morais


Padre Benedito de Sousa Rego, primeiro  vigário  da Paróquia de São Raimundo Nonato - 1863 a 1873.

AO LEITOR:

Trecho do livro de Pedro Tenente editado em 1933 .
Antes de tudo o autor desse pequeno opusculo, sente a necessidade irresistível de confessar seja: ”Chamam-no de Pedro Tenente, porém o seu verdadeiro nome com todos os ff e rr é Pedro Gonçalves de Morais contando atualmente 64 anos de idade, pois nascera aos 14 dias do mês de março de 1869, é casado, agricultor, e analfabeto, porém provém de uma linguagem boa e os seu pais foram ricaços, mas a seca de 1877 a 1879, levou de águas abaixo tudo de bens e haveres que possuíam.

”Voltando ao passado com o livro, Passado e Presente do autor Pedro Tenente, editado em 1933 editora Ramos e Pouchain - Fortaleza – Ceará”.

Comentário do Antônio Morais :

Pedro Gonçalves de Morais, o Pedro Tenente, assim conhecido por ser filho do Tenente Antônio Gonçalves de Oliveira e Maria da Gloria de Morais, proprietários da fazenda onde hoje fica um dos bairros mais populosos de Várzea-Alegre – Alto do Tenente.
Poucos conterrâneos sabem e conhecem a razão do nome Alto do Tenente. Pedro Tenente deve ter sido o primeiro autor varzealegrense a editar um livro sobre nossa cultura, nossa historia e nossa genealogia - datado de 1933. Portanto há 81 anos.

Um dia de boas notícias - Por José Newmanne Pinto.


Enfim, a sexta-feira 2 de abril teve algumas boas notícias no meio da onda negativa trazida pelo vírus chinês. 
O presidente Jair Bolsonaro sancionou a medida que dará R$ 600 por mês a assalariados de baixa renda, trabalhadores informais e autônomos desprotegidos. 
O ministro da Economia, Paulo Guedes. lançou um pacote de medidas de R$ 51 bilhões para socorrer pequenos e médios empresários com dificuldades de tocar a contabilidade dos negócios e manter empregos neles. 
E, num gesto inusitado de generosidade do Leão, o Imposto de Renda da pessoa física teve o prazo final de entrega adiado para 1 de junho. Tudo isso só produzirá efeitos positivos na economia quando a curva de velocidade de contágio da pandemia parar de subir se o governo não fracassar na lojística.

A sogra conciliadora - Por Antônio Morais.


A sogra portuguesa chega à casa da nora e encontra o filho saindo com as malas, furioso.
O que aconteceu, ó, Manuel?
O que aconteceu? Pois aconteceu o seguinte, minha mãe! Fui viajar e mandei um telegrama para a Isabel avisando que voltaria hoje.
Chego em casa e o que eu encontro? Ela com um sujeito! Os dois nus na nossa cama!
É o fim, estou a ir embora para sempre!
Calma! - pede Dona Maria. Deve haver algo errado nessa história, a Isabel jamais faria uma bobagem dessas! Espere um pouco que vou verificar o que se passou.
Momentos depois, Dona Maria volta sorridente:
Não disse que havia um equívoco, meu filho?
A Isabel não recebeu o seu telegrama.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Os ignorantes e os instruídos ( excertos de um artigo de Ernesto Araújo (*)



    O povo é muito mais são e sábio do que a classe instruída. Talvez justamente por não passarem por uma escolarização emburrecedora, destinada a embotar as capacidades cognitivas do ser humano, os brasileiros sem instrução enxergam a realidade, inclusive e sobretudo a realidade política, com muito mais clareza do que as pessoas com "nível universitário" e são muito mais capazes de identificar os reais interesses do país e posicionar-se em sua defesa.

    Talvez por não haverem sido moídos por uma educação cínica e anti-patriótica onde se ensina uma história sem heróis e onde professores sub-marxistas tentam criar pequenos militantes facilmente manobráveis, os brasileiros sem instrução têm amor ao Brasil, um amor incondicional e absurdamente esperançoso, ao contrário das classes intelectualizadas, que se acham muito inteligentes ao repetirem a sua "preocupação" com o nacionalismo e o populismo e para as quais os símbolos nacionais são coisa de "fascismo" e de "regime autoritário". Os intelectuais não sentem amor e, como não conseguem entender o amor que os outros sentem, atribuem o nacionalismo ao “medo” ou à “xenofobia”.

     Para os pobres, a nação brasileira e a fé cristã são tudo o que possuem para ligá-los a uma realidade melhor, superior, mais autêntica. Os instruídos não precisam de pátria nem de Deus, para eles tanto faz, nada os liga a nada, em sua permanente autossatisfação e sentimento de superioridade. Os "ignorantes" podem não entender a sintaxe do hino nacional, mas entendem perfeitamente o sentido inspirador e a beleza profunda quando cantam "Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce". Os instruídos talvez entendam a gramática (na hipótese de que, em suas escolas, a aula de análise sintática não tenha sido substituída por doutrinação ideológica), mas não fazem a menor ideia do que essas palavras significam.

     Os instruídos não têm culpa, foi o sistema que os fez assim. Muitos estão saindo da caverna, olhando o mundo pela primeira vez à luz do sol, percebendo que tudo o que aprenderam até hoje era um mecanismo de controle mental a serviço de um projeto torpe de poder. O povo já saiu da caverna. O povo não sabe quem é Platão mas entende Platão e vive ao sol da verdade. Os instruídos até ouviram falar em Platão, mas preferem viver no escuro. O povo entende que qualquer expressão tem um contexto, compreende que a realidade é algo muito mais complexa do que um slogan politicamente correto.

     O povo diz o que sente, não o que aprendeu que deve sentir. O povo pensa. O povo está ainda livre do paupérrimo jogo de palavras nominalista. O povo se relaciona com a realidade, não com as palavras, e sua reação aos fatos e fenômenos resulta de sua experiência e de sua razão, de uma complexa interação entre vida exterior e vida interior.

    Os instruídos são todos eles materialistas, pois ensinaram-lhes que não existe nenhuma realidade transcendente. O povo "ignorante", ao contrário, sabe que existe a vida do espírito, sabe que existe a alma, inclusive a alma de uma nação, e nisso está em companhia de todos os grandes pensadores da história humana.

 (*) Ernesto Araújo é Ministro das relações Exteriores do Brasil, desde 01-01-2019.

Coisas da Igreja - Por Coronel José Ronald Brito.


A igreja católica sempre revelou com legitimo orgulho suas catedrais. Contrapondo-se com o que  doutrinava Jesus, humildade.

Cada bispo, arcebispo, cardeal ou papa tinha que mostrar sua megalomania construindo edifícios suntuosos.
No Crato não foi diferente, A Diocese resolveu construir um palácio para o bispo. Terrenos não faltavam, mas preferiram destruir a casinha em alvenaria onde havia nascido o Padre Cicero Romão Batista, para  no lote edificar o Palácio Episcopal.

Quem sabe? Talvez, influenciados pela inveja, pois na época "padrinho" já era um santo nordestino.

Hoje, fala-se na restauração apenas da fachada do palácio que segundo os entendidos é uma construção cratense em estilo "Art Deco".
Poucos visitam o palácio e muitos desconhecem Art Deco, mas se a casinha onde nasceu Cicero  ainda estivesse lá, tenho certeza, milhares de romeiros a visitariam anualmente, como fazem em Juazeiro à igreja do Socorro  onde ele está enterrado.

093 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Raimundo Alves de Menezes, Mundim do Sapo era o que se podia chamar de  gente bem humorada. 

Certa feita, numa festa de São Raimundo, quando montaram  a Roda Gigante, foram testar para ver se o equipamento estava  funcionando bem.  

João de Zé Preto aproveitou para rodar e quando estava no local mais alto  houve uma pane,  um problema e  a engenhoca ficou parada com ele na parte mais alta, na proa. 

Mundim do Sapo deixava a barbearia de Raimundo Santiago onde fizera a barba, e,  quando observou aquela cena inusitada disse : bicho danado é arapuá, essa roda gingante chegou aqui ontem e já tem um arranchado lá em cima.

Meu tio, meu velho amigo e camarada de saudosa memória Mundim do Sapo, estou contando  essa sua  história  porque   já prescreveu o que  hoje é considerado crime. Essa proeza  é de  Agosto, Festa de São Raimundo  de 1976.

CONTRA CAPA DO LIVRO 34 - Edmilson Alves.


A consciência humana necessita de lucidez visando conhecer novos caminhos do conhecimento. O conhecimento é a principal vacina do problema humano, pra as enfermidades viróticas, pra as desigualdades sociais, distribuição de renda e empregabilidade da mão de obra dos homens.  

Neste livro insistimos no autoconhecimento, no amor com instrumento de paz e arma contra ódios, guerras de extermínio, litígios nos relacionamentos conjugais. Enfim, adentramos na organização da economia, finanças e humanísticas.

Pregamos a lucidez como instrumento da verdade, da ética, pra nos libertar a alma das amarras inconscientes, colocadas em nossa mente desde sempre!

Seja gentil com você mesmo - Por Antônio Morais.


A maior gentileza que você pode praticar é com você mesmo. Pare de se cobrar tanto. Se não deu tempo, paciência. Se não quer ir, não vá.

Se o amor é raso, não mergulhe. Se a energia é ruim, não se misture. Ouça mais a sua intuição. Ela nunca vai puxar o seu tapete.

DIRIGENTES FEITOS DE LAMA - Por Wilton Bezerra.


O coronavírus abreviou, de quatro para dois anos, a prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, numa penitenciária dos Estados Unidos.
Imagina-se que tenha sido o ato final da nefasta ação dos dirigentes brasileiros que enlamearam o futebol mundial.
O primeiro foi João Havelange que, indo mais longe, não inaugurou a corrupção no futebol, mas sem sombra de dúvidas foi ele, na FIFA, quem “modernizou” a propinagem e os desvios milionários nos negócios da entidade.
Saiu pelas portas dos fundos, totalmente desmoralizado, renunciando à presidência de honra da entidade, e ainda tendo que fazer acordo com a justiça suíça para não cumprir prisão.
Afastado do Comitê Olimpico Internacional, do qual era membro, Havelange teve seu nome retirado do prédio da CBF e do estádio Engenhão no Rio.
Quando de sua morte, no período das Olimpiadas no Brasil, em 2016, a família olímpica, reunida no Rio, disse: “Não temos nada a ver com este senhor”.
Imperial e rancoroso, Havelange morreu aos 100 anos de idade depois de ter encharcado de lama o futebol do mundo.
A seguir, em voo menor, veio Ricardo Teixeira, ungido ao comando da CBF por ser genro de João Havelange, mesmo porque, também, a exemplo do “sogrão”, nunca chutou uma bola.
O “Ricardão”, mesmo sobrevivendo a uma CPI (por razões óbvias) em 2012, foi obrigado a “puxar o carro” em razões de investigações internacionais por grossa corrupção.
Também, fez acordo com a justiça suíça para não ser engaiolado. Procurado no mundo todo, vive hoje escondido no Brasil, onde se vangloria de que, aqui, "ninguém mexe com ele".
Aproveitando-se da prisão de José Maria Marin, assumiu a presidência da CBF mais um filhote da corrupção – Marco Polo Del Nero – hoje, banido do futebol pela FIFA, enrolado por grandes trapaças.
Ainda assim, usou do seu podre poder para eleger o atual presidente da milionária entidade brasileira, celeiro da alta gatunagem futebolística.
É difícil entender porque pessoas abrem mão da própria existência para ganhar, desonestamente, fortunas que não terão tempo de vida para gastá-las.
Certamente, ninguém chorou, ou chorará, pela desgraça desses honoráveis patifes esculpidos com lama.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Casimiro coco - Por Antônio Morais.


Manuel Joaquim, o conhecido  "Manuel Pistaco-Tico" nasceu e se criou no sitio São Vicente em Várzea-Alegre. Estatura baixa, moreno magro, vivedorzinho pra danar. Conheci no desempenho de diversas atividades.
Na década de 70 do século passado  o vi desempenhando a função de apresentador de boneco do Casimiro Coco. 
Certa feita, num evento no Riacho Verde, reduto dos "Jucá de Brito" o grupo empilhado de gente, o boneco feito de umburana apareceu um pouco acima da empanada e cumprimentou a plateia dizendo: "Boa noite cambada de filadaputa".
Vicente Jucá que estava no meio do público sacou o 38 e meteu bala na testa do boneco dividindo a cabeça em duas. Enquanto os ânimos se acalmavam "Pistaco-Tico" saiu pela porta dos fundos, fez finca pé no giro de casa como uma bala.
No outro dia, tinha contratado uma apresentação na Fazenda Canastra do Coronel Mario Leal. Pegou o boneco reserva e fez bunda de ema a pé para o local. Foi muito bem recebido pelos promotores do evento. No almoço uma galinha caipira  com cuscus e depois uma rede no canto da sala para tirar um deforete.
Antes de dormi ouviu um cavalo machador parar e o cavaleiro perguntar : O que vai haver aqui hoje?  O terreiro está  varrido, tudo muito organizado e limpo!
O dono da casa respondeu :  É um homem de Várzea-Alegre que vai  botar uns bonecos. Dizem que é muito engraçado. Pois, avise pra ele que eu venho assistir e se não achar graça vou fazer ele engoli o boneco.
E, o Pistaco-Tico ouvindo a conversa. Quando o cavaleiro saiu, ele se esticou  na rede e perguntou : de quem era aquele cavalo tão troteiro que passou na estrada? O dono da casa respondeu : De seu Moacir Leal!
"Pistaco-Tico se levantou, entrou numa mata que havia na frente da casa e capou o gato, foi embora deixando para trás os teréns, o boneco e a profissão.
Depois morou no Crato, onde era servidor da "Expresso Real Caririense". Quando eu perguntava  Pistaco-Tico como foi na Fazenda Canastra? Ele respondia rindo : Eu lá sabia se o homem era fácil de fazer  achar graça.

A VIDA É UMA VIAGEM - Por Edmilson Alves


A vida é uma grande viagem que poderá nos levar onde nossa consciência determinar. Poderá ser ao Céu ou ao Inferno! Durante o percurso há estradas íngremes, há testes os mais variados pra que a criatura seja avaliada por Deus, e, pela própria consciência. Deus e o Demônio moram dentro de cada um pra que o discernimento determine a quem deseja servir.

O itinerário necessita de reflexão e questionamento, interrogando o próprio coração –, onde está o amor?

A boa vontade do viajante, dizem os iluminados, é que torna os desafios suaves. Os papeis vividos nessa trajetória são responsáveis pela credibilidade ou o fracasso da jornada. Só aprendendo, verdadeiramente, a amar e a viver em harmonia com as pessoas de próprio gregário‚ nutrem-se a consciência de paz, ampliando a fé e o entusiasmo para vencer os obstáculos naturais da vida!...

O amor é aprendido sendo praticado, é traduzido nas relações interpessoais reais e concretas; é amando sem nada temer, como instrumento de paz, sem a especulação abstrata do interesse que seremos exemplos pra humanidade.

terça-feira, 31 de março de 2020

Profissionais da saúde - Por Antônio Morais


Somos 190 amigos membros do Grupo "Cratensidade". Pelo Menos 25 atuam na área da saúde : Médicos,  dentistas, enfermeiros e assistentes sociais. 

No momento  estamos sem uma luz, sem um leme,  com as autoridades politicas do pais pensando em 2022, a grande mídia interessada que morra muita gente para encontrar um culpado, e, a pandemia existindo hoje, agora nesse exato momento. 

Eu solicito  aos senhores e senhoras profissionais de saúde do nosso  grupo  relacionados abaixo que deixem  as suas opiniões, o seu pensamento, os seus conceitos e a sua verdade. Nós leigos  estamos voando sem asas, sem leme, sem  destino e em alguns casos sem esperança.

Se eu esqueci algum profissional de saúde do grupo foi por pura falta do conhecimento, façam as retificações nos comentários:

Dr. Marigelbio Lucena.
Dr. José Sávio Pinheiro.
Dr. José Luciano de Brito Gonçalves.
Dr. Wilmar Rocha Silveira.
Dra Paula Aires.
Dra Francisca Bitu.
Dr. Welington Paiva.
Dra Ana Amelia Cariri.
Dr. José Bitu Cortez.
Dra Cida Carlos Luna.
Dr. Walter Brito - Dentista.
Dr. João Henrique Xenofonte - Dentista.
Dra Lívia Cipriano - Enfermeira.
Dra Ana Claudia Brito - Enfermeira.
Dra Claudia Daniela - Enfermeira.
Dr. Ernesto Brito - Assistente  Social.

A página está aberta a todos os amigos do Grupo. Escrevam  suas mensagem, crônicas e postem.  Tragam-nos um pouco de conforto.

092 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Dr. Leandro Correia Lima foi o primeiro filho de Várzea-Alegre a se formar em medicina.  Formado na Bahia, turma de 1915, exerceu a clinica, em várias cidades por onde passou, com dignidade e dedicação estremadas.

 Bom clínico geral e ótimo obstetra, foi um dos mais ilustres filhos de nossa terra, pela vasta cultura e grandeza d’alma.

A tudo isto aliava um pendor notável para a pintura, sendo capaz de desenhar, com um simples lápis e um pedaço de papel vulgar, retratos perfeitos, no que era sua especialidade.

O segundo filho de Várzea-Alegre a receber título igual foi o Dr. José Ferreira, 21 anos depois. Dr. José Ferreira colou grau e recebeu o seu diploma de Doutor em Medicina, na tarde de uma terça-feira, dia 08 de Dezembro de 1936.

Portanto, o primeiro médico era tio do segundo. Resgate de curiosidades importantes da família Correia Lima.

Filho de Joaquim Correia Lima e Clara Alves Bezerra, neto do major Joaquim Alves. Casado com Anália Correia Lima filha do Coronel Antônio Correia, portanto sua sobrinha.

A terceira semana de abril - Por AUGUSTO NUNES


O político Osmar Terra foi prefeito de Santa Rosa, deputado federal e ministro de Estado. O médico Osmar Terra foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul durante oito anos e coordenador do combate à epidemia de H1N1 em território gaúcho. Somadas, as duas faces de Osmar Terra compõem um doutor em qualquer tipo de epidemia.

Com a expressão serena de quem sabe o que diz, Osmar Terra afirma que a opção pela quarentena horizontal — todo mundo em casa — serve apenas para reduzir a velocidade do contágio. E impedir que multidões de infectados recorram ao mesmo tempo a um sistema de saúde cuja indigência é escancarada pela escassez de leitos de UTI.

"O isolamento radical não vai evitar que a Covid-19 complete a trajetória de toda epidemia desse tipo", avisa o deputado. "A curva se tornará descendente a partir da terceira semana de abril".  Os partidários da desertificação das cidades já têm na ponta da língua a resposta para a pergunta inevitável: deu certo?

Se o número de mortes ficar abaixo do previsto, governadores e prefeitos vão caprichar na pose de salvadores da humanidade. Se ficar acima, todos culparão os que não obedeceram às recomendações dos governantes. E os brasileiros comuns? Esses voltarão ao trabalho, tentando entender se valeu a pena começar o ano dois meses depois do Carnaval.

Uma palavra amiga - Por Antônio Morais.


Nunca permita que alguém corte tuas asas, estreite teus horizontes e tire as estrelas do teu céu, Nunca deixe os teus medos serem maiores que a tua vontade de voar.

Um pássaro sentado em uma árvore nunca tem medo que o galho quebre, porque sua confiança não está no galho, mas nas suas próprias asas.

segunda-feira, 30 de março de 2020

In memoriam: Cel. Francisco Humberto Bezerra de Menezes (03 de junho de 1926 – 28 de março de 2020)



Faleceu às 19:00h da noite do último sábado, em seu apartamento, em Fortaleza, o empresário Humberto Bezerra. Veio a óbito devido às complicações decorrentes de uma operação do esôfago.

Nascido em Juazeiro do Norte, era irmão gêmeo do ex-Governador do Ceará, Adauto Bezerra., filhos do casal José Bezerra de Menezes e Maria Amélia Rodrigues Bezerra de Menezes. Humberto foi militar, político e empresário de sucesso. Concluiu o curso de Oficial do Exército brasileiro na Academia Militar das Agulhas Negras, servindo às Forças Armadas de 1949 a 1967. Entrou para a reserva com a patente de Tenente-coronel. Quando serviu no Rio Grande do Sul, casou-se com Norma da Silva Bezerra, com quem teve quatro filhos. Foi sempre um marido e pai exemplar.

Na política, foi eleito Prefeito de Juazeiro do Norte de 1963 a 1966. Deve-se a ele o início da modernização de Juazeiro do Norte, cidade que – a partir daquele quatriênio administrativo – nunca mais parou de crescer e se desenvolver. Naquela época predominava a honestidade na administração pública. Elegeu-se Deputado Federal em duas ocasiões, 1966 e 1975. Sempre pela ARENA–Aliança Renovadora Nacional, partido político que dava sustentação à fase militar que governou o Brasil de 1964 a 1984.  Humberto Bezerra foi ainda Vice-governador do Estado do Ceará no período entre 1971 e 1974. Entre 1975 e 1978, foi Secretário de Estado para Assuntos Municipais do Ceará.

Como empresário, ramo ao qual se dedicou – a partir de 1981, com exclusividade – tornou-se Presidente do Bicbanco, instituição financeira fundada por seu pai em 1938. Durante sua gestão à frente do banco, fundou e tornou-se presidente, em 1992, da Bic Arrendamento Mercantil S.A. e da Bic Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Também em 1992 assumiu a vice-presidência do conselho de administração do Bicbanco.

Sem alarde, ajudou centenas de pessoas necessitadas. Em 1995, fundou a Associação Assistencial José Bezerra de Meneses, com sede em Juazeiro do Norte, que abrigou condignamente dezenas de idosos nos últimos 25 anos. Nos seus instantes finais de vida, invocou a proteção do Padre Cícero Romão Batista, por quem Humberto Bezerra tinha grande veneração, admiração e respeito.

(Postado por Armando Lopes Rafael)

091 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

Hoje, eu estou com muita saudade de Raimundo Menezes. Permiti-me contar uma historinha dele, quem sabe assim eu consiga enganar a saudade.

Na década de 80 do século passado Raimundo Menezes estava com todos os filhos em Fortaleza. Ficaram só ele e Risomar em Várzea-Alegre. 

Um dia, por volta de 09 horas da noite Luiz Justino  o avisou que no dia seguinte, as quatro da manha estaria viajando para Fortaleza e se ele tivesse alguma encomenda para os meninos ele levaria. 

Raimundo preparou uma caixa com o que dispunha em casa : Queijo, manteiga, pão de arroz e de ló, sequilhos, doce de leite, linguiça caseira etc. Mas, Raimundo tinha um lastro de milho plantado no monturo da casa dos compadres Leandro e Francisca que estava no ponto de ser consumido : cozido ou assado. Era uma novidade. 
Sem ter como avisar ao Picoroto para colher o milho, ele mesmo foi ao Sanharol às três horas  da madrugada. Escuro de meter o dedo no olho. 
Em lá chegando seguiu a carreira do milho, escolhendo as espigas maiores. Com a zoada do estalo da espiga dona Francisca despertou, abriu a janela da casa com uma lamparina acesa na mão e gritou a toda altura : Ei ladrãozinho sem futuro, largue de roubar o milho de seu Raimundo se não eu vou contar pra ele.
Raimundo estava calado e calado continuou, a comadre nunca soube que era ele. Ele contava e ria da prosa.

O saudosista - Por Antônio Morais.


Gosto de relembrar o passado, principalmente de dois tipos de feitos. "Os notáveis e os divertidos". Hoje cito três trovas interessantes  do Dr. Quitino Cunha, humorista e poeta cearense : Só não sei é se o nosso literato nos dias atuais de empoderamento feminino,  teria a mesma inspiração:

Seu moço, muié bonita.
De duas faia uma tem.
Ou quer bem a todo mundo,
Ou não quer bem a ninguém.

O homem que se sujeita,
A capricho de mulher,
É zero escrito a esquerda.
De uma unidade qualquer.

Jurei ser teu e só teu
Eternamente, querida
Mas nunca pensei, confesso.
Que fosse tão longa a vida.

Diocese de Crato: Nota de repúdio aos atos de vandalismos contra duas imagens do Padre Cícero Romão Batista


Chegaram ao nosso conhecimento dois vídeos de vandalismos desferidos contra duas imagens do Padre Cícero Romão Batista, esculpidas em gesso, arrancadas de seus ninchos e atiradas, violentamente, ao chão. O primeiro ataque aconteceu entre terça-feira, dia 24 de março, e a quarta-feira, na estrada que liga a cidade de Crato ao distrito de Ponta da Serra. O segundo, na madrugada deste sábado, dia 28, no distrito de Dom Quintino, também em Crato.

A intolerância de que foi vítima as duas imagens fere profundamente os devotos do Padre Cícero e representa, sem dúvidas, uma afronta à nossa fé católica e à piedade popular, causando-nos grande indignação e merecendo o nosso absoluto repúdio.

Vivemos em uma sociedade de crenças diferentes, mas isso não nos dá o direito de desrespeitar as pessoas e os seus valores. O próprio Jesus nos adverte: “Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz” (Jo 3, 20).

Conclamamos, então, a todos para se unirem por mais tolerância, respeito e fraternidade. E tão logo passe essa pandemia do coronavírus, faremos publicamente a reposição das imagens destruídas. Nada haverá de nos abalar.

Em Cristo, luz do mundo e para cuja Páscoa nos preparamos, confiantes e em oração,

Dom Gilberto Pastana de Oliveira -- Bispo diocesano de Crato

Padre Cícero José da Silva -- Reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores

Comissão da Pastoral de Romaria

090 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Arrozais e planícies verdejantes do Riacho do Machado - Várzea-Alegre - Ceará.

Eu sou um observador da genealogia de Várzea-Alegre. Estranho  que o Papai Raimundo tenho tido outros 09 irmãos e só ele tenha sido muito disseminado e os outros não. 

Sou descendente de 08 netos do famoso Raimundo. É que naqueles tempos na falta de ter com quem se casar tios e tias se casavam com sobrinhos e sobrinhas.  Por essa razão em minha família é muito comum encontrar um abilolado.
Não tenho conhecimento que o Papai Raimundo tenha sido "Marquês", mas criaram a Av. Marques Papai Raimundo, criaram também uma medalha com o seu nome  para bajular e fazer média com políticos sebosos e pilantras na mais deslavada demagogia e hipocrisia já vistas.
Eu não faça a menor questão de ser descendente do Papai Raimundo, até porque nas favelas que proliferam a periferia da cidade : Riachinho, Varjota, Grossos, Sanharol, Vila Chique ninguém sabe que foi Barbara de Morais Rego que deu a luz ao filho ilustre, muito menos interessa saber quem veio ao mundo depois dele.
Algumas honras ao ilustre conterrâneo serviram apenas para manchar a memória do nobre varzealegrense por conta de alguns homenageados imerecidos. 
Tenho a mais absoluta certeza, pelo que se conhece da história dos filhos José Raimundo, Joaquim Alves e Ildefonso - que eles jamais concordariam em ver o nome do seu patriarca numa medalha homenageando gente do porte de um deputado que nem merece que se pronuncie o nome.
Fica a pergunta : Porque não disseminam os demais irmãos do Raimundo? Porque os esqueceram e deixaram cair na vala profunda do esquecimento? 

DÓRIA JÁ QUIS SE PROMOVER COM A SECA NO CEARÁ - Por Wilton Almeida.


É difícil acreditar que sejam reais os acontecimentos semelhantes aos mostrados pelo cinema-catástrofe, quando populações inteiras são atingidas por pestes.
Quando acordamos, ficamos com a sensação de que a praga do coronavírus não passa de um pesadelo; tudo ficção da sétima arte.
Eis, no entanto, o choque de realidade, nos mostrando que os horrores são reais para o mundo todo.
Se, nos momentos de tragédia, parte da humanidade cresce, uma outra nos faz crer que a salvação do homem é uma enorme impossibilidade.
Falo daqueles que procuram tirar vantagem de uma situação dolorosa em proveito próprio.
No mundo político, no jogo do escancarado oportunismo, desponta, entre outros, a figura do Sr. João Dória, governador de São Paulo, cuja obsessão é governar o Brasil.
Em 1987, quando era presidente da Embratur, João Dória propôs reduzir a verba para obras de irrigação e transformar a caatinga em ponto turístico.
Isso se deu no governo Sarney, em visita que Dória fez a Fortaleza.
Isso mesmo: Dória desejava transformar a seca em atração turística, enfatizando que todos tinham o direito de conhecer a riqueza e a pobreza do Brasil.
Os senhores já imaginaram, ônibus lotados por turistas para ver de perto as pessoas atingidas pela miséria da seca; de preferência, distribuindo comida, como se estivessem num zoológico?
Transformar em turístico o sofrimento de um povo só pode ser considerado delírio de um idiota, despreparado, desumano e estupidamente oportunista.
Foi um vexame, seguido de várias tentativas para consertar o discurso absurdo do atual governador de São Paulo.
Esse homem tem uma fixação: governar o Brasil.
Eu pergunto: depois de um país varrido pela incompetência, megalomania, roubalheira braba e corrupção estratosférica, temos que suportar ainda uma mala maldita dessa?
Que pecado cometemos para pagar com tamanho sacrifício? Teríamos na cena pública mais um cavaleiro do apocalipse ?
Basta de cinismo.