quarta-feira, 24 de junho de 2026

O Clero de Bom Humor – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Padre Gilson, ao celebrar missa na Lagoa Redonda, um bairro da periferia de Fortaleza, ouvia uma resposta diferente para a tradicional saudação: “O Senhor esteja convosco”. Apurou bem os ouvidos e notou que uma velhinha, que sentava no banco da frente, assim respondia a essa oração: “Ele está com medo de nós”.
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Padre Pita, um irmão do nosso inesquecível Padre Lauro, era também muito apegado à sua carteirinha de cédulas. Quando rezava a missa das nove horas do domingo, em Fortaleza, ao pronunciar o “eu pecador” e dizer: “porque pequei muitas vezes, por minha culpa,” (bateu com a mão nos peitos e sentiu falta da carteira), imediatamente colocou as mãos sobre os dois bolsos laterais da batina, enquanto dizia: “por minha tão grande culpa”, (e a carteira também não estava lá). Por fim, prosseguiu a oração levando as mãos aos dois bolsos de trás, exclamando: “por minha máxima culpa”. Gritou: “Roubaram minha carteira!”
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Os alunos do Curso Cientifico do Colégio Diocesano do Crato viram um jumento roendo tocos de capim de burro pelos cantos do meio-fio da Rua Nelson Alencar. Conduziram o animal até a sala de aula, durante o intervalo do recreio. O Padre David entrou para aula de Física, fez de conta que não viu o animal na sala e ministrou sua aula com toda tranqüilidade possível, como era seu costume. Ao final, foi até o local onde o jumentinho a tudo assistia com redobrada atenção e assim falou para o burrico: – “Avise aos seus colegas que na próxima aula vai haver prova.”
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Anualmente, o saudoso Padre Murilo celebrava a páscoa dos funcionários da Coelce em Juazeiro do Norte. Entre as inúmeras virtudes das quais ele era possuidor, uma eu admirava muito, pois assim como eu, ele era torcedor do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Em 1988, a páscoa ocorreu depois de um jogo decisivo do Vasco contra o Flamengo. O Vasco sagrou-se campeão carioca, ao vencer seu rival com um único gol marcado pelo jogador Cocada, um ex-flamenguista. Na benção final da missa, após pronunciar a mensagem: “Ide em paz, que o Senhor vos acompanhe”, o Padre Murilo emendou: “Agora vocês vão para casa, comam uma cocada e bebam um copo d’água.”
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Dario Maia Coimbra, mais conhecido pelos juazeirenses por “Darinho”, devia vinte cruzeiros a um amigo que faleceu, sem que antes ele tivesse pagado tal dívida, naturalmente corroída pela inflação. Então ele foi se informar com o Padre Murilo, se ele poderia celebrar uma missa pela alma do seu credor com o dinheiro daquela dívida, e mandar o que sobrasse para os familiares do morto. Padre Murilo lhe respondeu que com aquela quantia não daria para celebrar nem meia missa. – “Nem mal celebrada?” – Insistiu Darinho. – “Nem celebrada por mim.” – Respondeu Padre Murilo.
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Padre Quinderé, talvez o mais espirituoso dos sacerdotes cearenses, chegou atrasado para celebrar a missa das seis horas na Igreja do Carmo. Quando vestia os paramentos na sacristia, uma velhinha se aproximou pedindo para que ele a ouvisse em confissão, pois não desejava passar um dia sem comungar. Ele lembrou-se que a confessara na tarde anterior e perguntou: “Criatura de Deus, que pecado tão grave você cometeu de ontem para hoje?” Então a beata perguntou: “Padre, eu queria saber se ventar na Igreja é pecado?” – “Depende, se não apagar as velas, pode ventar à vontade.”
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Os vizinhos do Padre Quinderé estavam escandalizados com o que se passava na casa do sacerdote, situada numa esquina. Então convocaram um senhor muito católico para ir falar com ele. “Monsenhor, desculpe-me vir até aqui ocupar seu precioso tempo. Mas está acontecendo uma coisa na sua casa, que está chocando toda a vizinhança. Temos certeza que não é do seu conhecimento.” – “Explique-se logo homem.” – Suplicou-lhe o padre, com muita curiosidade. – “É que a Maria, sua cozinheira, deixa a janela do quarto do oitão somente encostada e depois das dez horas da noite, o namorado dela entra no quarto pela janela.” O padre agradeceu a informação e prometeu tomar as providências. Cedo da noite, armou uma rede no quarto do oitão e disse para a empregada: “Maria hoje eu vou dormir aqui. Você vá dormir no seu quarto.” – “Mas padre, e o leite que eu recebo do leiteiro todas as manhãs pela janela?” – Perguntou-lhe a empregada. – “Vá receber pela porta da frente.” – Dito isso, o padre deitou-se e aguardou até as dez horas da noite. Ouviu a janela ser aberta e fez-se dormindo. O namorado da Maria foi direto para rede e passou a mão por baixo. O padre levantou-se de um só pulo e disposto a enfrentar o invasor, perguntou: – “Que é que você está fazendo aqui, rapaz?” – “Padre Quinderé, desculpe se eu lhe acordei, mas eu só queria saber que dia é hoje?”– Gaguejou o namorado da Maria. – “E você está pensando que o meu “fiofó” é calendário? ”– No dia seguinte, Maria não amanheceu mais na casa do padre.
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Padre Quinderé, no final da vida, retirou-se para Maranguape, sua terra. Definhava a olhos vistos, estando em pele e osso, além de cego. O Arcebispo de Fortaleza foi visitá-lo. Para confortá-lo disse: – “Padre Quinderé, o senhor é um homem feliz. Está preste a atravessar os umbrais do Paraíso e falar com Jesus, contemplar a face de Deus.” E o padre, com a voz quase inaudível, sussurrou: – É, mas Maranguape é tão bonzinho!”


NOTA: Monsenhor José Alves Quinderé foi um sacerdote de extraordinárias virtudes, aliada a alegria de viver consolidada pela fé na ressurreição. Ex-professor de Latim do Liceu do Ceará, fundador do Colégio Cearense, deputado estadual em duas legislaturas e secretário do Arcebispo de Fortaleza, Dom Manoel da Silva Gomes.
Para saber mais sobre o Padre Quinderé, recomendo aos amigos a leitura do livro: “Padre Quinderé, o Apóstolo da Alegria.” de Fernanda Quinderé, Edições ao Livro Técnico, Fortaleza – 2004.

terça-feira, 23 de junho de 2026

O último Coronel - Antônio Alves de Morais.

Li, outro dia, um relato mencionando o coronelismo de outrora, e lembrando de uma preciosidade atribuída ao austero Cel. Mario da Silva Leal, chefe político da antiga UDN na região centro sul do estado.

Deputado Estadual por duas legislaturas e que fez historia por sua destacada liderança das décadas de 40 e 50. Proprietário de um grande latifúndio com base territorial no município de São Mateus, hoje Jucás.

O comentário sustenta que se o Cel Mario oferecesse guarida a qualquer recomendado de amigo não tinha nem perigo da policia entrar nas Tabocas, onde morava. Os macacos voltavam da primeira cancela.

Em uma escola municipal do Poço do Mato, hoje Caipu, a professora perguntou ao aluno: Dilermando onde está o sujeito desta oração? Xavier matou Joaquim! Dilermando cravou a resposta no ato: Na fazendo do Cel Mario Leal fessôra.

O Coronel Mário Leal nasceu na Fazenda Castro, do Município de Cariús, na época pertencente a Jucás (São Mateus), antigo solar dos Leais que já apareceu nas crônicas dos primeiros tempos do Império e nas lutas de Pinto Madeira, guarnecendo a região do Alto Jaguaribe.

Ele era filho do abastado fazendeiro e prestigiado chefe político daquela zona, o Coronel Manoel da Silva Pereira da Costa Leal, o “Né do Canto”. 

Cel. Mário fez os primeiros estudos na própria casa paterna, na fazenda Canto, com o professor Francisco Bezerra que deixou fama de mestre-escola rigoroso e eficiente ensinando a diversas gerações.

Deputado Estadual em duas legislaturas, marcou presença e posição em todas as grandes decisões do Estado, principalmente nas campanhas eleitorais, sempre ao lado de Virgílio Távora, já que era mais moço do que Fernandes Távora e o irmão João Leal.



Foram seus contemporâneos nas diversas frentes políticas do interior do Ceará os lideres Teodomiro Sampaio, de Jardim; José Geraldo da Cruz, de Juazeiro do Norte; Argemiro Sampaio, de Barbalha; Raimundo Augusto, de Lavras da Mangabeira; Chico Martins, de Mombaça; Major Feitosa, de Cococi, Dr. Gouveia, de Iguatu e Chico Monte, de Sobral, Filemon Teles, do Crato.

Considerado o último coronel do Sertão, Mário Leal, faleceu na clinica Gêneses de Fortaleza, aos 93 anos, no dia 13 de outubro de 1990.

Lula admite a jovens: “O político honesto que vocês procuram não está dentro de mim” - Diario do poder.

Ele fez a afirmação, curiosamente, para estimular os jovens a fazer política.

Em evento para jovens nesta segunda-feira (22), realizado no Rio de Janeiro, Lula (PT) fez uma confissão rara: “O político honesto que vocês procuram não está dentro de mim”, disse ele durante a Premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Ele afirmou que estudantes não devem desistir da política mesmo diante da percepção de que há corrupção na atividade pública. A cerimônia foi realizada no Rio de Janeiro e reuniu os 684 medalhistas de ouro da edição de 2025 da olimpíada.

O presidente da República foi mais além: “Quando vocês virem na televisão e vocês chegarem à conclusão que todo político é ladrão, ainda assim, não desanime”, disse.

Lula ainda estimulou os jovens a renovar a política. “Entrem vocês na política, porque o político honesto que vocês querem está dentro de vocês, não está dentro de mim, não está dentro dele”, declarou, referindo-se a um dos fotógrafos presentes no evento.

Para PF, Wagner dedicou mandato no Senado ao Master - Diario do Poder.

 

A Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, “mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” nos negócios liderados por Daniel Vorcaro.

Juntos na ascensão

Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa".

Projeto de Ciro na mesa

A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master.

Batom na cueca

Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco".

Pernas curtíssimas

É acusado também de mentir sobre dólares e euros. As diárias pagas pelo Senado totalizam bem menos que os R$600 mil apreendidos.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A feijoada do Henrique – por Carlos Eduardo Esmeraldo

Henrique da Pernambucana é engenheiro sanitarista da FUNASA e nos fins de semana ocupa seu tempo livre em duas atividades que muito lhe agradam: a carpintaria e a culinária. Nesta última ele é um especialista em feijoada. Recebe encomendas de amigos e até de algumas empresas de Natal, onde reside. Para tanto ele possui toda uma estrutura montada, com garçons, cozinheiras, panelões, talheres, pratos, copos e material de sobremesa.

Como carpinteiro é da sua lavra todos os móveis de sua residência e da clínica de fisioterapia de suas duas filhas. Planeja adquirir um terreno em Natal, para quando se aposentar, instalar uma futura fábrica artesanal de móveis feitos por ele mesmo.
Já sabíamos da habilidade de Henrique em trabalhos manuais, pois nas aulas da professora Lucia Madeira eram dele as melhores notas. Mas de mestre em feijoada, foi uma grande surpresa.

Quem conversa com Henrique, logo se enche de curiosidade e pergunta: “Como surgiu esse seu interesse pela feijoada?” E ele explica. Quando ele era estudante de engenharia em Recife, aos sábados pela manhã, tinha aula de Topografia e Cálculo Numérico à tarde, duas matérias que são verdadeiros “sacos” em um fechamento de semana. Para aliviar a mente, no intervalo do almoço, Henrique e mais quatro colegas iam almoçar uma feijoada deliciosa que existia num boteco da Praia do Pina. Era um local muito freqüentado conhecido por todos como “O Jaime da Feijoada”. Henrique já era freqüentador habitual do local e muito conhecido pelos garçons, cozinheiros e demais funcionários. Certo dia, não havia nenhuma mesa disponível e eles tinham pressa, pois teriam uma prova à tarde. Olhou para um lado e para outro e avistou uma velha porta num canto de parede. Imediatamente ordenou aos garçons: “Peguem dois engradados de cerveja vazios e coloquem aquela porta sobre eles. Vamos comer assim e não precisa de toalha, pois quando a comida cai sobre a toalha, ninguém bota de novo dentro do prato.” E assim eram atendidos.
Certo sábado, desinibido como sempre foi, e reforçado por duas ou três doses da cachaça pernambucana Pitu, Henrique na maior “cara de pau” do mundo, pediu a receita daquela feijoada ao mestre-cuca.

Em seguida Henrique convidou os colegas para uma feijoada em sua casa no domingo seguinte. Ao chegar a casa com a receita, pediu ao seu saudoso pai, senhor José Maria da Cruz, ex-gerente de “A Pernambucana” do Crato, que comprasse todo aquele material da lista que lhe fora fornecido: feijão preto, lingüiça defumada, toucinho, folha de louro, pé de porco e mais três garrafas de pitu. Um tanto quanto espantado, seu Zé Maria que não gostava de beber e nem queria que os filhos bebessem perguntou: “Para que é essa cachaça toda, meu filho?” “É pra lavar o pé do porco.” Respondeu Henrique. O pai acreditou e atendeu o desejo do filho.

Quando os convidados chegaram foi servido a eles uma deliciosa batida de limão, enquanto Henrique se aventurava a preparar a feijoada conforme a receita. Saiu uma delícia, tanto a feijoada, quanto a bebida que foi servida. Até seu Zé Maria entrou na brincadeira. Aprovou a feijoada feita pelo filho e provou um pouco da batida, pedindo: “Meu filho, bote mais um copinho dessa bebidinha deliciosa.”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Para refletir - Ariano Suassuna

*Não sou nem otimista, nem pessimista. Os otimistas são ingênios, e os pessimistas são amargos. Sou realista esperançoso. Sou um homem da esperança.

*Espalhar alegrias não é apenas contar piadas, ou dizer coisas engraçadas, mas sim fazer uma alma sorrir quando o que ela mais quer é chorar. Não ache que todas as pessoas engraçadas tem uma vida feliz, uma bela risada pode ser um choro na alma.

*Eu não tenho imaginação, eu copio. Tenho simpatia por mentiroso e doido. Como sou do ramo, identifico o mentiroso logo.

domingo, 21 de junho de 2026

Brasil - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

No primeiro tempo. É bom adiantar.

Seleção brasileira entrou "matando", taticamente, o Haiti.

Raphinha e Vinícius nos sprints, pelos lados. Paquetá e Matheus Cunha chegando rápido pelo "talo" do ataque.

Nem foi necessário o jogo de apoio dos alas Danilo e Douglas Santos.

A construção do placar foi obra maior de Vini Jr. Nos tentos de Matheus Cunha e no gol marcado, com passe de Paquetá.

Ao ficar no dilema "não sei se saio, não sei fico", na posição das linhas defensivas, o Haiti levou os três gols.

Na segunda fase, o Brasil não voltou com o pé embaixo. 

Rayan, que entrou no primeiro tempo, teve a companhia de Martinelli, Enrick, Danilo Santos e Ederson no rol das alterações do segundo tempo.

Martinelli ainda acertou uma finalização.

Outras situações até geraram condições para o Brasil ampliar, sem a intensidade do prineiro tempo.

O Haiti até que saiu do "saber sofrer" em alguns momentos. Alisson teve que fazer duas arrojadas intervenções.

Para aliviar a barra das cobranças do jogo de estreia, o resultado de 3 x 0 foi bom.

O compromisso contra a Escócia será mais difícil e valioso.

Será a liderança do grupo que estará em jogo. 

Até lá. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Cola do Henrique - Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

Nesta sexta-feira 13, eu e a Magali participamos de um agradavel jantar, a convite do nosso amigo e ex-colega do velho Diocesano do Crato, Jose Henrique Vieira da Cruz, que nos anos sessenta era conhecido em todo Crato, por " Henrique da Pernambucana". Para nós, seus colegas do Diocesano, ele era simplesmente o "Nego Henrique" , cheio de bossa, criador da "Charanga da Pernambucana", que animava o carnaval de rua cratense. Tambem foi fundador da "Sociedade Esportiva Buchada", uma entidade que, como o nome bem sugere, reunia todos aqueles que gostavam de jogar futebol de salão, mas por jagarem com uma bola bem "quadrada", eram justamente relegados pelo selecionado do colegio.
Foto : Dom Vicente Matos, José Adauto Bezerra, General Teles, Dr. Luis de Borba, Mons. Montenegro, José do Vale entre outros.

Henrique relembrou para nós muitas histórias daquela época que vale a pena contar. Uma delas era sobre uma “cisma” que Monsenhor Montenegro tinha com ele. Diretor do Colégio e nosso professor de Inglês e OSPB, apesar de austero, o monsenhor tinha muito carinho pelos seus alunos. Para ele, “Henry”, como assim o chamava, “pescava” nas provas de suas duas disciplinas. E tinha toda razão.
Naquela época as carteiras escolares eram para dois alunos, o que possibilitava a visualização de tudo aquilo que o colega ao lado escrevia. Henrique sentava-se na mesma carteira com um colega estudante de inglês no IBEU, cujo programa era bem mais avançado. Os dois combinaram que fariam um acordo de permitir que um pudesse “olhar” o que o outro escrevia. Nas provas de inglês Henrique copiava quase tudo que o colega escrevia, com o cuidado de cometer alguns erros de propósito, de modo a tirar uma nota um pouco inferior que à do colega. Após a prova corrigida, eram devolvidas aos alunos com a respectiva nota. Numa delas, Henrique recebeu sua prova sem nota. Foi perguntar ao monsenhor por que sua prova não estava corrigida. “É a mesma prova do seu colega do lado. Na próxima eu quero ver você colar. Vai se sentar sozinho, bem aqui na minha frente.” Disse-lhe o monsenhor, sob protestos do Henrique de que havia uma questão em branco. O desafio foi lançado. Como não havia mais nenhuma prova de inglês, a seguinte seria de OSPB. Na véspera dessa prova, Henrique preparou uma cola num pedaço de papel um tanto quanto espesso, amarrou-o com uma liga presa na parte inferior da calça, de modo que a folha de papel ficasse rente as meias do sapato. Tudo ele programou, visualizando antecipadamente todas as possibilidades. No dia da prova Henrique disse ao colega: “Ele vai me chamar para frente e eu pego o teu livro de OSPB para levar comigo. Então ele vai me mandar deixar o livro na carteira.” Foi dito e feito conforme o programado. “Deixe o livro na carteira Henry. “Está pensando que hoje você vai colar”, – Disse-lhe o monsenhor. Era o que Henrique queria. Sentou-se numa carteira estrategicamente colocada ao lado da mesa do professor. Durante a prova, a cada descuido do monsenhor, Henrique puxava pela liga e copiava alguma coisa. Mas como antecipadamente dedicara um bom tempo para preparar o seu artefato de pesca, muita coisa havia aprendido e ia respondendo sem necessidade de colar.
No dia da entrega das provas o monsenhor exclamou: “Estão vendo! Quando o Henry quer, ele estuda!” A classe inteira soltou uma estrondosa gargalhada.

Foto postado pelo Historiador Armando Rafael.

Blog Humor - Historias do Lunga.

01 - Seu Lunga entrando em uma agropecuária: Tem veneno pra rato? Tem! Vai levar? - Pergunta o balconista.-Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!!
-Respondeu seu Lunga.

02 - Seu Lunga, quando era motorista de ônibus urbano, é questionado por um passageiro:- Esse ônibus vai para a praia?- Pode até ir, se você arranjar um biquíni que dê nele!

03 - O cliente chega pra comprar um relógio na loja de Seu Lunga.- Pode tomar banho com esse relógio, Seu Lunga?- Ô corno! Isso é um relógio, não é um sabonete.

04 - Seu Lunga chega em casa e vê sua esposa concentrada na leitura de um livro e com as pernas atravessando o vão da porta de entrada. Após alguns minutos, ela levanta o olhar, vê Seu Lunga parado, com o celular na mão:- Oh! Lunga, pelo amor de Deus, me desculpe! Venha! Passe!- Pode ficar! Eu já chamei o pedreiro pra abrir outra porta!

05 - Seu Lunga dava uma bela surra no filho e o menino gritava:- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!- Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.
Postado Por Morais.

BRASIL EM BUSCA DA PRIMEIRA VITÓRIA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Os efeitos negativos da estreia ainda estão no mundo.

Quem se equipou para fazer a festa diante do Marrocos, tomou um freio de arrumação.

A boa qualidade do time marroquino não foi suficiente para aliviar a bronca da patuleia.

O adversário desta sexta-feira será o Haiti, derrotado pela Escócia no primeiro jogo.

"Não é possível que o mau funcionamento se repita", murmura o torcedor  descontente.

É certo que Ancelotti fará modificações, somente anunciadas durante o trajeto para o estádio. 

Se o treinador acha que tem de ser assim, "então, pronto", que seja.

"Grandes coisas", dirão os inquietos.

Deu para fisgar que, atacando, o sistema será o 4-2-4. Espanto seria uma postura tática diferente.

Igor Thiago, um centroavante "casca grossa", estaria mantido no time. Não foi somente ele que jogou mal.

Nessa Copa, em muitas partidas, não tem funcionado o papo de "jogo para fazer saldo".

São grandes os pregos dessa vida. Não custa lembrar que todos os cuidados podem ser poucos.

Te segura, Brasil!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Casa do Sanharol - Antonio Alves de Morais

Casa do Sanharol.
Sempre que lembramos o passado costumamos lembrar mais das coisas boas do que das demais outras, porque somente as coisas boas nos trazem grandes lembranças - saudades.

Portanto eu gosto de sentir saudades. Todos sabem que sou um saudosista inveterado. Talvez por essa razão, sou um apaixonado por fotografias.

Hoje, mexendo e remexendo, com meus documentos encontrei esta foto de 1989. No alpendre da casa do Sanharol, sentado ao lado do meu pai, recebendo abraço do filho Ernesto, sob o olhar carinhoso de minha mãe.

Na janela as minhas irmãs: Mundinha e Auxiliadora e a filha Ana Micaely aparecendo um pouco do lado esquerdo da foto.

Quantas histórias! Quantos ensinamentos ouvi deste homem! Quantas demonstrações de carinho e de amizade recebi! Quantos conselhos? E os grandes exemplos de amor ao próximo por ele derramados?

Saudade é tudo isto, saudade é o que sinto do meu pai, e, esta foto é o registro que tenho como prova de que toda esta felicidade aconteceu um dia.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Lula cavou encontro com Trump, mas foi ignorado e passou vergonha na reunião do G7 - Diario do Poder.

 

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França. 

Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil. Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial. 

O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.

Para refletir - Antonio Alves de Morais.

Sempre que puder.... Seja feliz.

"É a melhor maneira de se vingar de quem lhe deseja o mal".

Charlie Chaplin.

"As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que beijam".

Honra Estoica.

"O tempo é um bom professor, mas infelizmente costuma matar os seus alunos".

Hector Berlioz.