Na minha época influenciador era meu pai, minha mãe e meus professores.
Hoje são pessoas vazias querendo mostrar que são cheias.
Na minha época influenciador era meu pai, minha mãe e meus professores.
Hoje são pessoas vazias querendo mostrar que são cheias.
• VIRA-LATAS - Há quem sinta uma certa satisfação em apresentar o Brasil como um País que não nasceu para vencer no futebol. Sentimento nascido quando perdemos, em casa, a Copa do Mundo de 50. Coisa criada por Nelson Rodrigues, com a história do brasileiro que se comportava como um vira-latas. Perdemos feio, (os 7 x 1) assim como ganhamos bonito. Daí porque, esse momento deprê fica sem sentido.
• GOSTAR - O clima em torno de uma Copa do Mundo deixa muita gente encafifada: "Todo mundo tem seu lado irracional", dizem. "Como se pode gostar de um jogo entre 22 marmanjos correndo atrás de uma bola?". Acrescentam. Então, é o seguinte. Você pode não gostar, mas não pode ignorar. Nem tratar os que gostam como alienados. No futebol, projetamos o gosto pela façanha. Ele nos dá prazer de jogar e ver jogar. Serve até para revelar caráter. É uma tela, onde um País revela suas potencialidades.
• FRASE - "Os duelos do futebol são a melhor metáfora para se compreender a vida". WB.
Com a escolha de Daniel Perez Washington sinaliza uma diplomacia de firmeza institucional e valores patrióticos na América Latina
A Casa Branca anunciou formalmente a indicação de Daniel Perez para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
O movimento estratégico de Donald Trump preenche uma das vagas diplomáticas mais relevantes do continente americano, mantida sob a liderança interina de encarregados de negócios desde o término do governo de Joe Biden, quando a representação americana no país passou a ser gerida provisoriamente por Gabriel Escobar.
Daniel Perez é um expoente do Partido Republicano na Flórida, onde atualmente exerce a função de presidente da Câmara de Representantes do estado.
Cubano-americano de primeira geração, Perez construiu uma trajetória legislativa sólida desde sua primeira eleição parlamentar em 2017, consolidando forte influência na política da Flórida, um dos estados economicamente mais pujantes e com maior concentração de comunidades imigrantes conservadoras dos Estados Unidos.
A escolha de uma liderança legislativa de perfil firme e alinhada às pautas republicanas sinaliza a intenção de Washington de estabelecer uma interlocução clara e assertiva com a maior economia da América Latina.
Natural de Nova York e residente na Flórida desde 1993, Perez acumulou experiência interna de gestão e negociação partidária na presidência da casa legislativa estadual, caracterizando-se pela defesa de princípios que norteiam a direita americana.
A formalização do nome de Daniel Perez encerra o período de transição técnica estabelecido na representação diplomática em Brasília.
Para assumir oficialmente as funções de embaixador no país e chefiar a missão em solo brasileiro, a indicação de Perez segue agora para as etapas regulamentares de sabatina e votação de confirmação no Senado dos Estados Unidos.
Não faz muito tempo que as cidades do Cariri não tinham uma universidade. Muitos cratenses, por falta de recursos, não conseguiram concluir um curso superior por não existir na região aquele que correspondesse à opção desejada.
Outros concluíam os cursos de Economia e Direito, ou os de formação para professores até então existentes no Crato, como História, Letras, Geografia e Ciências. Para os pais era um sacrifício incalculável manter os filhos estudando em um grande centro.
Muitas famílias cratenses foram forçadas a migrar do Crato para Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, João Pessoa e outros centros universitários para acompanharem os filhos que para lá seguiam, a fim de obterem uma formação profissional. Isso representava um grande prejuízo para a região, que se empobrecia com a partida de preciosos valores humanos.
O professor Manoel Batista Vieira, carinhosamente conhecido por Vieirinha por todos os cratenses, fazia parte da linha de frente de excelentes mestres que consagraram o Crato como cidade pioneira na educação no interior do Estado e centro cultural do sertão nordestino. Durante muitos anos ele lecionou latim e português em vários colégios do Crato.
A história a seguir me foi narrada pelo primo e cunhado Huberto Esmeraldo Cabral e confirmada pelo filho do Professor Vieirinha, o médico José Flávio Pinheiro Vieira.
Quando os filhos do velho Vieirinha precisaram ingressar na universidade, ele decidiu acompanhá-los. Requereu a aposentadoria e mudou-se para capital pernambucana.
Para o professor Vieira, homem afeito às coisas do sertão, acostumar-se a viver numa grande cidade foi uma dificuldade indescritível. Sua vida ali, no meio de tantos rostos estranhos, fazia com que para ele, os dias se arrastassem como se fossem séculos. Até que um dia, viu um aviso para seleção de professor de português para um colégio da rede pública.
Após muito matutar, e incentivado pelo amigo Monsenhor Rubens Lócio, resolveu se inscrever. Ao chegar à mesa de inscrição, a funcionária perguntou de onde ele era e se possuía experiência como professor. Ele mostrou toda a documentação comprobatória, afirmando que era cearense de Várzea Alegre e lecionara por alguns anos nos colégios do Crato, conforme ela poderia observar em sua documentação. Ao verificar que ele era do interior cearense, a funcionária encheu-se de superioridade e desejando intimidá-lo perguntou: “O senhor vai ter coragem de se inscrever? Aqui só tem cobra!” E o professor Vieirinha respondeu: “É moça, não custa nada “os minhocas” enfrentarem ‘os cobras’.” As palavras daquela funcionaria encheram de brios o professor Vieira, que fez uma revisão apurada de todo latim e português, que havia aprendido em anos de estudos no Seminário do Crato e no Seminário Maior de Fortaleza, onde concluíra teologia.
Após prestar as provas exigidas pelo concurso, no dia marcado para divulgação do resultado, o professor Vieira voltou ao local onde fizera a inscrição e procurou a mesma funcionária. Ela começou a consultar a lista dos aprovados, procurando encontrar o nome dele de baixo para cima. E ele observava: “Olhe mais em cima, moça”. E ela continuava olhando os nomes em ordem decrescente.
Quando já percorria a metade da folha, ela lhe disse: “É, parece que o senhor não passou!” E o nosso Vieirinha insistia: “Mas moça, olhe mais em cima, por favor. Bem mais em cima!” Ela, a contragosto, obedeceu, até que chegou ao topo da lista. E tomada de grande surpresa, exclamou: “Puxa!
O senhor foi aprovado em primeiro lugar!” E nosso Vieirinha com a humildade e misto de bom humor que lhe eram característicos, perguntou: “Moça, e os cobras onde estão?”
Dr. Carlos Eduardo Esmeraldo
O ex-ministro explicou que 20 anos de leniência estatal permitiram ação de Washington contra o crime organizado
Em pronunciamento realizado, o ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, apontou que o cenário atual é o resultado direto de 20 anos de falhas e omissões das autoridades brasileiras no enfrentamento direto ao crime organizado.
A nova designação estabelecida por Washington (que rotula Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como “terroristas globais especialmente designados”) não resultará em intervenção militar em território brasileiro, conforme esclarecido pelo político.
O impacto real da medida recairá sobre o estrangulamento financeiro das organizações.
O governo norte-americano passará a aplicar bloqueios de contas bancárias, restrições a movimentações financeiras no exterior e o congelamento de ativos que utilizem o sistema bancário sob a influência dos Estados Unidos.
De acordo com o relato do ex-governador, a falta de um combate eficiente ao longo das últimas duas décadas permitiu que as facções deixassem de operar apenas no mercado ilícito tradicional para se infiltrar ativamente na economia formal.
Os grupos expandiram seus tentáculos para o sistema financeiro e passaram a apresentar infiltrações nas estruturas políticas regionais, com destaque para a situação observada no estado do Ceará.
• ORGULHO DA SELEÇÃO - Sim. A seleção brasileira como fonte de orgulho e satisfação do povo. Nosso apoio em torno de quem, tantas vezes, tornou a nossa vida menos dura e mais fácil de ser vivida. Fora com esse papo de ver com a camisa verde amarela caras e rostos que não reconhecemos. Se quase todos os seus componentes atuam na Europa, isso se dá pelos valores que possuem. Arriba, Brasil!
• EXPLICANDO MELHOR - O jogador habilidoso não é o que faz pirotecnias com a bola, mas aquele que pensa rápido e tira proveito das habilidades que possui. Já o jogador técnico, esse é fundamental. É através da técnica apurada que encontra os melhores caminhos para sua equipe. O talentoso é aquele que carrega o dom natural na arte de jogar futebol. O craque é o que reúne habilidade, técnica e talento. Esse é o eleito pelos deuses.
• TEMPO DE COPA DO MUNDO - Nosso País está inserido entre os que mais cultivam o ludopédio. Nos momentos que antecedem a mais uma Copa do Mundo, os debates se sucedem. Mais do que nunca, vamos sentir o futebol de forma atmosférica (respiramos futebol), como disse Nelson Rodrigues. Se tudo der certo para nossa seleção, não vai faltar gente fingindo que não disse o que disse. E mais: todo mundo vai junto, sem lembrar que escutou.
• O FUTEBOL NOS DEU: a maestria de Pelé, a poesia de Garrincha, a fúria de Rivelino e a astúcia de Romário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou grande insatisfação com a decisão dos Estados Unidos de categorizar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas.
Ele se declarou "muito triste e decepcionado" com a medida.
A posição do presidente foi divulgada após comentários do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que indicou que tal classificação poderia justificar intervenções mais rigorosas contra as facções criminosas.
Lula, por sua vez, rejeitou veementemente qualquer hipótese de ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
O governo dos Estados Unidos decidiu classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão foi confirmada pelo Departamento de Estado do governo de Donald Trump um dia depois de haver recebido o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que defendeu a medida também durante reunião com o secretário de Estado Marco Rubio.
Em comunicado desta quinta-feira, o governo americano afirmou que as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
A medida ignora o posicionameto do presidente brasileiro, que há três semana visitou seu homólogo norte-americano.
O Departamento de Estado informou também que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho. Ao anunciar a decisão, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.
O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.
• LUIZ GONZAGA E A COPA DE 50 - Por ocasião do Brasil x Uruguai de 1950, os alto-falantes do Maracanã traziam na sua programação musical todo um repertório de baiões. Primeiro, "Paraíba". Depois, "Baião de Dois". A seguir, "Asa Branca". Era o gênero da moda no Rio de Janeiro. Só dava Luiz Gonzaga na sanfona, cantando Humberto Teixeira. A multidão delirava. Cada baião era um hino da paixão nacional.
• TRANSFORMAÇÃO - Times de futebol viraram corporações. Como atividade capitalista, são regidos, na maior parte do Planeta, pelo livre mercado. Visam o lucro e a expansão das suas marcas. Muitos têm ações na bolsa e despertam cobiça de bilionários. Por trás da paixão, existem máquinas de fazer dinheiro. Embora nos causasse estranhamento, foi essa a nossa compreensão, há bastante tempo. Só que o dirigente do futebol brasileiro não absorveu inteiramente essa transformação.
• FUTEBOL E MÚSICA - Já ouviram falar em "jogar por música"? A música é tempo. Tempo de acelerar, tempo de ir mais lentamente, tempo de parar. Assim, é o futebol. Só que, apenas os grandes times, possuem essa noção de tempo. Ter a bola, por exemplo, significa controlar o tempo.
• O FUTEBOL EM SUAS FORMAS - O gênio futebolístico acontece de formas diferentes. Um pode ser mais inteligente, habilidoso. Outro, a personificação do lúdico. Como nas brincadeiras de criança.
• FRASE - "As vitórias de Fortaleza e Ceará mais do que prazer dão alivio". WB.
Se você soubesse a rapidez que vão te esquecer quando você morrer, você não deixaria de fazer o que gosta, preocupado com o que os outros vão pensar.
A vida é um eco. O que você envia, volta para você. O que você planta, você colhe. O que você dá, você recebe. O que você vê nos outros, existe em você.
Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tantas ferrammentas desponíveis para a comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão.
Nunca houve tanta estrada e nunca nos visitamos tão pouco.
Se você ama a vida não desperdice o tempo, a vida é feita desse material.
Charlie Chaplin se inscreveu num concurso para sósia de Charlie Chaplin.
Tirou terceiro lugar. Se depender dos outros você não serve nem para ser você mesmo.
Não podia ser outro o nome do maestro da banda da minha cidade. Nas madrugadas frias, os acordes quentes e festivos da banda de Azul era um café na cama requintado de notas musicais.
Filtrando-se pelos telhados de nossas casas, “Violetas Imperiais” e “Rosas de Maio” desciam exalando cheiros e sons de clarinetes e saxofones. Amanhecíamos banhados de melodias azuis, sabendo que um de nossos vizinhos fazia anos de felicidade. Com certeza, esse seria um dia mais primaveril e, naturalmente, mais azul.
O maestro sempre foi o arauto das notícias boas. No seu uniforme com galas douradas, o rosto redondo, tinto de preto azulado fazia bonito o contraste. Comandando os seus “soldadinhos de chumbo” era a sua banda que acompanhava o pau da bandeira, abrindo a festa da padroeira, a visita ilustre, as inaugurações que beneficiariam o nosso município.
Entre confetes, serpentinas e lança perfume, o som das marchinhas de carnaval eram azuladas por sua banda, arrastando-nos até a praça numa euforia que me fazem doer de saudade dos carnavais que já não voltam mais. “Alá, lá, lá, ô, ô, ô...”
Havia somente uma ocasião em que o maestro, ao invés da azul-alegria, convidava-nos musicalmente a vestir a nossa alma de luto. Seus dobrados, em tom fúnebre, cadenciados, tornavam-se solenes e lastimosos como os trajes roxos de Nossa Senhora acompanhando seu filho morto.
Ao despedir-se das solenidades, o maestro ia deixando no ar o seu rastro azul “... qual cisne brancos em noite de lua, vai navegando no mar azul...” e todos ficávamos sonhando em singrar com ele os mares do Norte a Sul.
Quando criança, eu o seguia sem embaraço, tal qual os meninos do canto de fadas seguiam hipnotizados o tocador de flauta. Minha alma azulada ainda não tinha medo de sonhar, de alçar voos ao mundo da fantasia.
Hoje, embora ainda sinta a vontade de dar a mão a todos da cidade e sair cantando e dançando, mostrando o colorido do meu coração; fico no meu canto muda e só, só vendo “as bandas passarem tocando coisas de amor” e outras tantas melodias que não fazem eco no meu coração.
Onde você está Azul, só pode ser azul; eu te agradeço por ter “musipintado” a minha infância de sonhos e fantasias azuis.