quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Dona Matilde, a inimiga que protegeu Bárbara de Alencar - Por Armando Lopes Rafael.

 

Casa de Dona Bárbara de Alencar, localizada na Praça da Sé, em Crato. Num atentado ao pouco que resta do patrimônio arquitetônico e histórico de Crato, o imóvel foi destruído para dar lugar ao atual prédio da Coletoria de Rendas da Secretaria da Fazenda do Ceará

O episódio que, de forma resumida, relato abaixo consta – com mais detalhes – nas páginas 70 e 71 do livro “As Quatro Sergipanas”, escrito pelo sacerdote e historiador Mons. Francisco Holanda Montenegro*.

Dona Bárbara de Alencar tinha com Dona Matilde Telles, mãe do Juiz Ordinário de Crato, Manoel Joaquim Teles, uma intriga e rivalidade antigas por causa de política. Não se entendiam, não se cumprimentavam e nem se falavam. Aliás, uma das primeiras providências do subdiácono José Martiniano de Alencar – filho de Dona Bárbara – quando “proclamou” a Revolução Pernambucana de 1817 em Crato, foi destituir do cargo esse Juiz.

Rechaçada a Revolução, pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, os filhos de Dona Bárbara foram presos e ela se escondeu dos inimigos pensando escapar da prisão.  Na madrugada de 21 de maio de 1817, Dona Bárbara encontrava-se oculta nas imediações do Sítio Pau Seco, propriedade sua, onde passou o dia num canavial. À noite, saiu do esconderijo e tendo perdido a esperança de ver voltar seu fiel escravo – o negro Barnabé – seguiu vagando sem destino pelas matas que existiam, à época, em torno da Vila Real do Crato. Nessa andança veio parar no Sítio Miranda, mais precisamente nos fundos da casa de sua inimiga, Dona Matilde. Dona Bárbara soube que estava ali porque viu uma escrava da casa apanhando água. A escrava reconheceu Dona Bárbara e foi avisar a sua patroa.

Segundo Mons. Montenegro, Dona Bárbara apresentou-se, então, a Dona Matilde. Esta última, com o coração aberto a tantos sofrimentos porque passava a família Alencar, abraçou a sua inimiga com lágrimas de ternura e num gesto magnânimo de generosidade, respeito e fidalguia levou-a para abrigá-la na sua casa. Fez mais. Dona Matilde mandou chamar seu filho, o Juiz Ordinário do Crato, que tinha sido readmitido no cargo, e disse a ele:

– Mande queimar todos os papéis e atas arquivados pelos contrarrevolucionários que comprometam Dona Bárbara e seus filhos

Tempos depois, o futuro Senador e Presidente da Província do Ceará, José Martiniano de Alencar, filho de Dona Bárbara, preso nos cárceres do litoral teria reconhecido o gesto magnânimo de Dona Matilde: “Sem provas nós não poderíamos ser licitamente condenados à morte”.

* Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, no livro "As Quatro Sergipanas". Edição da Universidade Federal do Ceará, Coleção Alagadiço Novo. Fortaleza (CE), 1996.

Decisão de Mendonça, restringindo acesso, tirou Lula do controle do inquérito - Por Diario do Poder.

Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. 

Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.

Improvável

Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.

Vingança, não

Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.

Acesso dá nisso

O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.

Verdadeiro titular

A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.

Oposição estima eleger 35 senadores este ano.

Estudos internos do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro fazem uma estimativa animadora para a oposição a Lula (PT): a previsão é eleger, de certeza, ao menos 35 senadores, em outubro, considerando duas vagas por unidade da Federação.

Estarão em disputa 54 das 81 cadeiras de senador. Apesar disso, o otimismo é ainda maior: além dessas 35 vagas, elegendo dois senadores na maioria dos Estados, o PL projeta a vitória ao menos de um candidato ao Senado em vários outros Estados.

50 é maioria

Se a oposição conquistar 35 vagas em outubro, como projeta, encontrará outros 15 senadores de direita cujos mandatos estão na metade.

Dois de uma vez

Em Estados de eleitorado conservadores, como Distrito Federal e Santa Catarina, o PL promete lançar dois candidatos a senador.

Nordeste com Lula

No Nordeste, a expectativa é outra: candidatos ligados a Lula têm acentuado favoritismo em diversos Estados.

Dona Glorinha - Pedrinho Sanharol.

 


Você, como eu, já deve ter lido diversas histórias a respeito de Glorinha e sua casa de diversão.

Autores diversos com versões e julgamentos os mais diferentes.Talvez você não conheça a história que passo a contar a seguir.

A sociedade cratense era muito criativa. Bons clubes, bons conjuntos musicais, os bailes iam do concurso de missis, rainhas dos estudantes, da Exposição, da padroeira etc. Para tudo havia um motivo para sociedade se reunir e festejar.

Em meados da década de 70 do século passado houve uma festa no Crato Tenis Clube para eleger a "Rainha do Estudante".  

Durante o dia do evento os salões de belezas da cidade estavam todos lotados de pessoas.

Uma amiga minha e parenta estava aguardando sua vez já que era candidata no evento da noite. Do seu lado tinha uma jovem e se deu a presente revelação:

Minha amiga perguntou a desconhecida : Você vai participar do  desfile no Crato Tênis Clube?

Não, eu trabalho na Boite de Dona Glorinha.

Você é do Crato?

Não, eu sou de João Pessoa, na Paraiba. 

Como você veio parar aqui?

Eu sou filha de familia de nobre, familia tradicional, família de igreja. Meu namorado me seduziu e foi embora, fugiu, desapareceu. 

Quando os meus pais tomaram conhecimento que eu estava grávida me jogaram na rua, expulsaram-me de casa.

Fui morar com uma amiga. Tive a criança, uma menina. 

Soube que aqui no Crato tinha uma pessoa, uma casa que acolhia, amparava jovens na minha situação. 

Deixei minha filha com a minha amiga e estou trabalhando para sustentar a amiga, a minha filha, e, fazendo economia, juntando alguns trocados para quando poder ir embora cuidar de minha menina.

A história terminou aí. Ela se despediu e se retirou.

CLOACA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Com tristeza e preocupação, constatamos: a política brasileira virou uma cloaca.

A sua extinção física ainda não se deu, ainda bem.

Se assim fosse, teríamos de começar do zero. E do zero não se recomeça nada.

Mas, sob o ponto de vista da ética, é “bye, bye, Brasil”.

Alguma coisa deve constituir o ponto de uma nova partida.

Com isso, se agiganta o retrocesso em todos os sentidos.

Dicotomia – esquerda e direita – falsos refúgios.

Centro, centro-esquerda e centro-direita.

Ninguém sabe o que diabo é isso.

Retrocedem economia, segurança, justiça, a credibilidade da política e a nossa sanidade.

Recrudesce o poder do tráfico e das milícias.

E o pior desse cenário dantesco é o recrudescimento de uma praga chamada populismo.

Os homens falsamente providenciais e “salvadores do povo”.

O populismo é um perigo real que ameaça todos nós.

Pode matar.

As vinvandeiras buliçosas já se movimentam atrás de apoio para suas iniquidades.

Se a música é um alívio nos momentos de angústia, receitamos não um réquiem.

Como nos amparamos na precária esperança nacional, sugerimos uma Pavana, música para 

os quase mortos.

E valei-nos, Padre Cícero do Juazeiro ! 

Obs. Essa crônica foi cometida em 2017

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Lula tentou, mas não conseguiu enterrar Toffoli; agora terá de aguentar - Por Diario do Poder.

 


Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. 

Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. 

Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

Senador Dinarte Mariz - Por Antônio Morais.


Senador Dinarte de Medeiros Mariz.

Quem narrou o seguinte episódio ao então repórter Murilo Melo Filho foi o senador Dinarte de Medeiros Mariz : “o presidente Castelo Branco chamou-me ao Palácio das Laranjeiras para conversar sobre a sucessão no Rio Grande do Norte. 

Começou dizendo que quem realmente tinha votos lá no Estado era o meu adversário, Aloízio Alves. 

Ponderei: Vossa Excelência me perdoe. Mas, se o critério é este, quem devia estar aí no seu lugar era o Juscelino, que tem votos. Muitos, aliás".

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Familia - Pedrinho Sanharol.

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim: - "Oh, me desculpe por favor", foi a minha reação. E ele disse "Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!"  Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado.  Mas em nossa casa, acontecem histórias diferentes. Como nós tratamos aqueles que amamos...???

Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silencio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca. "Saia do meu caminho filho!"

E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele. Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo: 

- "Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe pra você. Ele mesmo as pegou; a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele."

Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado. - "Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou pra mim?"

Ele sorriu, - "Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você!. Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul" Eu disse: "Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira." - "Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!!" - "Filho, eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul."Você já parou pra pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos pra pensar nisso.

Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.  Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante pra nós.  Ao invés disso, muitas vezes agimos com rudeza, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos.

A família é o nosso maior bem!

Janja pode tornar Lula inelegível? - Por O Antagonista.

A primeira-dama participou da preparação do desfile e chegou a viajar de FAB para acompanhar a escola.

Por mais que o presidente Lula tente se distanciar do desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de 15 de fevereiro, domingo de Carnaval, há elementos que vinculam diretamente o petista à presepada vista ao vivo pela TV Globo.

O principal deles tem nome e sobrenome: Janja Lula da Silva.

A primeira-dama não somente foi entusiasta do desfile como, segundo informou o jornal O Globo, tentou obter financiamento para a propaganda eleitoral travestida de homenagem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A Ética mudou — ou mudamos nós? - Diario do poder, David Gertner.

 

Não vivemos uma era sem valores. Vivemos uma era em que os valores passaram a depender de quem os invoca.

Vivemos repetindo que a ética está em crise. Mas talvez o diagnóstico esteja equivocado.

A ética não desapareceu. Ela foi adaptada.

Hoje ninguém se declara contra princípios. Todos falam em justiça, responsabilidade, direitos, democracia, verdade. A disputa não é sobre a importância da ética. É sobre o seu significado — e, principalmente, sobre quando ela deve valer.

O que mudou não foi o vocabulário moral. Foi o critério.

A mentira virou “narrativa”.

A manipulação tornou-se “estratégia”.

A censura passou a ser “proteção”.

A vigilância é “personalização”.

A corrupção é “interpretação”.

Nada é negado. Tudo é reclassificado.

Em ambientes polarizados, a ética tornou-se condicional:

é absoluta contra o adversário,

é contextual quando protege os nossos.

Esse deslocamento é mais profundo do que parece. Substituímos princípios universais por lealdades identitárias. O certo deixou de ser aquilo que é coerente — e passou a ser aquilo que é conveniente ao grupo.

A tecnologia apenas acelerou esse processo.

TOCO Y ME VOY - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


QUALIDADES ESSENCIAIS - Habilidade é o domínio de bola, sem perdê-la para os adversários em espaços pequenos. Técnica é a lucidez para tomar decisões corretas e executar fundamentos da posição. Criatividade é a capacidade de antever, improvisar, surpreender e inventar. É por aí, meu prezado. 

TERAPIA - O futebol é refúgio fácil e terapia barata para driblar frustrações. Pelo menos, para quem tem um dinheirinho mais avultado. Ir ao estádio, se divertir, acompanhar o seu time, está, cada vez mais, fora do alcance do bolso do torcedor. 

TORCER - Torcer seria o fato de nos contorcermos quando nosso time ataca ou é atacado. Dizem que o termo torcer foi usado pela primeira vez quando as moças que iam assistir partidas de futebol ficavam torcendo seus lencinhos nervosamente. Torcedor seria o mesmo que torcedora sem o lencinho. 

LUGAR COMUM - Treinador não precisa, necessariamente, reinventar o futebol. Basta sair, com gosto, do lugar-comum e já será o suficiente. 

DADOS - Jogador contrata consultoria para saber em qual clube teria mais chances de jogar. De preferência, onde também o treinador tenha ideias que batam com o seu estilo de jogo. De fato, com tais dados, fica mais fácil fazer sucesso. 

FRASE. "Futebol de resultados não costuma dar resultado". Nei Conceição.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Bolsa Família: Lula ‘esquece’ promessa de ascensão social e perpetua dependência - Diario do Poder.

O Bolsa Família completou duas décadas em meio a um paradoxo gritante: em vez de acesso à ascensão social, virou uma rede de dependência crônica que expõe o fiasco das políticas assistencialistas. Lançado em 2003 para “erradicar a miséria”, o programa prometia transferência de renda e porta de saída para a pobreza. Era mentira. Estudos independentes revelam que 20% das crianças e adolescentes atendidos em 2005, hoje, adultos, ainda dependem do benefício.

Pobreza persistente

O Brasil assiste o oposto da prometida ascensão social dos mais pobres: inchaço persistente refletindo o fracasso em atacar as raízes da pobreza.

Objetivo: a próxima eleição

Não precisa ser gênio: o governo mantém os pobres presos ao Bolsa Família para lhes cobrar “gratidão’ por meio do voto, a cada eleição.

Condenados à pobreza

Com a economia estagnada, o Brasil do PT perpetua o assistencialismo em vez de fomentar empregos dignos e educação transformadora.

Dependência explicada

O Bolsa Família virou “o maior programa de compra de votos do mundo”, como certa vez definiu o então senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Estou com vergonha do Brasil - Postagem Pedrinho Sanharol.


Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder. Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais. 

Pensar no bem do País é ser trouxa. Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. 

Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros. Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. 

Vergonha de ver o presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está o guerrilheiro? É tudo fantasia? Mentira? Enganação? Ladroagem? ). 

Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo. 

Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta. Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação. 

Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país? Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS? ROTARY? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza. Até quando isso vai continuar? 

Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas? Estou com muita vergonha do Brasil. 

RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br

O professor e o poeta - Pedrinho Sanharol.

 

O professor e palestrante Régis Furtado, uma vez veio ao Crato-Ceará, para proceder uma palestra no Crato Tênis Clube. O hotel onde o professor hospedou-se indicou uma senhorita para que antes da palestra guiasse o professor para mostrar um pouco da cidade. 

A cicerone mostrou os pontos turístico e históricos da cidade e quando passavam na famosa feira do Crato, a garota avistou o poeta Patativa vendendo seus livros em uma banquinha. 

A garota apontou para o poeta e falou: Olhe professor, aquele é o Patativa do Assaré.

Então, vamos até lá que eu quero conhecer pessoalmente o grande poeta.

Chegando na banca a moça fez as devidas apresentações e o professor começou a folhear o livro “ Cante lá que eu canto cá. “  Depois de uma rápida olhada ele disse que ia ficar com o livro e foi tratando de pagar. 

Quando Patativa passou o troco disse : Professor. Eu tenho outros livros.

O professor pegou mais dois livros dizendo que ia levar, mas quando olhou para o relógio, falou para a sua guia : Minha filha, nós estamos atrazados para a palestra.

Colocou os livros na pasta e saiu esquecendo de pagar os dois últimos.

Quando chegaram no clube o professor abriu a pasta para tirar o  material do trabalho, viu os livros e lembrou-se que não tinha pago. Chamou a garota e entregou uma cédula dizendo: Minha filha, na minha pressa eu esqueci de  pagar os outros dois livros. 

Vá lá, pague os livros e peça as minhas desculpas ao poeta.

A cicerone foi até a feira fez o pagamento e transmitiu as desculpas do Professor Régis Furtado.

Patativa quando já estava com o dinheiro no bolso, recitou essa pequena quadra:

Eu tava desconfiado

Daquela conversa curta

O Régis não é Furtado

É ele mesmo quem furta