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quinta-feira, 16 de abril de 2026

DR. JOSÉ NILO – UMA VIDA A SERVIÇO DO BEM - Antonio Alves de Morais.

José Nilo DR. JOSÉ NILO – UMA VIDA A SERVIÇO DO BEM - Antonio Alves de Morais. Alves de Sousa, nasceu no dia 21 de maio de 1920, na cidade de Crato-CE, mais precisamente na rua Nelson Alencar. Filho de Jorge Lucas de Sousa e Maria Isabel Alves de Sousa.

Começou seus estudos na escola primária e auxiliou seu pai em serviços de marcenaria quando ainda era um garoto, estudou no Ginásio do Crato, atual Colégio Diocesano, depois foi para Fortaleza com o amigo Aníbal Viana de Figueiredo e lá iniciou o ciclo de estudos juntamente com o amigo no Liceu do Ceará. 

Posteriormente alistou-se no Exército Brasileiro, através da 10ª Região Militar.

Ingressou na Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, nesse período concluiu sua formação militar como 2º tenente da reserva depois colou grau como odontólogo no dia 16 de dezembro de 1944. 

Retornou ao Crato e iniciou sua vida profissional em 1945 na rua Nelson Alencar nº 568.

Nos anos 50 ingressou no quadro de professores do Colégio Diocesano do Crato, pelas mãos do Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, onde lecionou por 25 anos a disciplina de geometria descritiva. Ainda nos anos 50, alia-se ao quadro de atendimento do Hospital São Francisco, onde se dedicou de forma voluntária por 25 anos, ao atendimento de pessoas carentes que vinham nas segundas feiras para compor a tradicional feira do Crato. 

Nesse período construiu uma amizade valiosa e afetiva com o Monsenhor Pedro Rocha, provedor do hospital São Francisco.

Em 1955 casou-se com Maria Heyda Beserra Alves de Sousa que lhe deu os seguintes filhos e filhas: José Nilo Junior 1958, Ana Leocádia 1961, Jaqueline 1964 "faleceu aInda recém-nascida", Francisco Eldon 1967. Seus netos e netas são: José Nilo Neto, Iane Maria, Nilo Arthur, Nathan Luis, João Victor e João Marcelo.

Nos anos 70 passou a fazer parte do quadro funcional da Policlínica Cirandinha em Crato, compartilhando os constantes desafios profissionais com o amigo Dr. Henrique Costa e a amiga Dra. Fátima Lemos. 

Nos anos 80, acolhe em Crato, a sua filha Ana Leocádia, recém-formada em odontologia.

No início de 1992 teve a grata notícia de que seria avô do primeiro neto em outubro do mesmo ano. 

No dia 02 de maio de 1992, Dr. José Nilo sentiu-se mal e faleceu enquanto se preparava para fazer o que mais gostava durante o dia, cuidar dos passarinhos, ir ao mercado, atender no seu consultório, ouvir a radio B. B. C. de Londres, conversar na praça e efetuar a leitura diária.

Em 2001, de forma indefensável, ingressou post-mortem nos quadros da Academia Cearense de Odontologia, uma habilidosa indicação das amigas, Dra Dulcilene Landim e Dra. Fátima Lemos.

Fonte Dra. Ana Leocádia.

domingo, 27 de outubro de 2024

254 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais


Raimundo Bitu de chapéu de massa, José André apoiando-se no primo Padre Manuel Alves Feitosa, hoje Monsenhor Feitosa, meu inesquecível compadre Nonato, os irmãos Perboary e José, no aniversario de papai na fazenda Cacimbinha no Assaré.

Um causo  de Raimundo Bitu :

Todos reconheciam a capacidade empreendedora de Cotinha, esposa de Raimundo Bitu do Sanharol. Um dia  ela pediu a "José de João de Pedrinho"  que fosse ao encontro de  Raimundo Bitu, que era homem bom, justo, honrado, amigo, conselheiro, mas, que reconhecidamente era bem mais sossegado,  priorizando mais os valores humanos do que os bens materiais.
Raimundo Bitu, o esposo de Cotinha se encontrava na feira semanal da cidade e José seguia na exata direção.

Veja o recado de Cotinha : Diga ao Raimundo Bitu  que apresse o passo e volte logo, pois minha porca se encontra na estrada com o rebanho de bacuris e quando o Crateús passar, o Crateús era o único ônibus que fazia linha entre as regiões norte e sul do estado aquela época, vai matar meus porquinhos.

José disse ok!!!! Cotinha!. Vou dar o recado, e, desembestou correndo.
José encontrou Raimundo Bitu  no Posto Boa Vista e transmitiu o recado detalhando-o, conforme solicitou Cotinha.
Raimundo Bitu sem a mínima preocupação disse: Dedé, muito obrigado!!!!!. O recado está dado, agora você não acha ruim voltar na mesma carreira e mandar Cota ir a PUTA QUE O PARIU!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


“E eu, pra não morrer de tristeza
me sento na mesma mesa
mesmo sabendo quem és...”
(Pra não morrer de tristeza)

JOÃO SILVA

Por Zé Nilton

“João Silva nasceu em Arcoverde. Aos sete anos já tocava pandeiro e cantava em rádios no Recife. Aos quinze, por dores do mal d’amor, foi para o Rio de Janeiro tentar a fama. para um dia voltar e dizer à Iracema; “Tá vendo o que perdeu ?”. E voltou. Foi á sua casa. Ela veio, ficou na porta, ele falou-lhe: “Tá vendo o que você perdeu?” Calada estava, calada ela ficou. Mestre João me falou que lhe veio um nó angustial nos “grugumilhos”. Passado um tempo, Iracema balbuciou: “Vou ali beber água.” Não mais voltou. Naquele fatal momento nasceu: “ ... “Bebeu água foi simbora / nem se despediu de mim.”

Este é o Mestre João Leocádio da Silva. O mais profícuo, fiel e leal parceiro de Luiz Gonzaga. Nos idos de 1988, Gonzaga ia fazer um show no Canecão. Um crítico “alma sebosa”, do Rio de Janeiro, escreveu no jornal que aquela música de paraibas ia conspurcar o templo sagrado do samba. Gonzagão se “arretou”: “João, vamos dar uma pisa nesse “fela”. João retrucou: “Não, Gonzaga, vamos fazer isso com música”!. Seu Luiz não titubeou. Chamou o grande Geraldo Azevedo e, no LP “Ai Tem”, ambos cantaram “Taqui Pá Tu”, onde os dois craques “dixeram de um tudo” contra aquele beócio. No final da canção Gonzaga fala: “...Sabe, Geraldinho, o que esse cabra é, ele é um fela...”

Eis um tantinho de João Silva, que mostro aos caros leitores. Aos setenta anos, vivendo em Aracaju, ainda produzindo bem, um pouco magoado com Pernambuco, João Silva compôs, para Seu Luiz , desde 1964 (LP Sanfona do Povo, Não Foi Surpresa, de João Silva e João do Vale) até 1989 (onde canta com Gonzaga, no LP Alvorada Nordestina, da autoria dos dois, Vamos Chegando), sem esquecer de “Vou Te Matar de Cheiro”, no LP do mesmo nome, composta pelos parceiros e em homenagem à Edelzuita, último amor do Rei. No show final e inesquecível de Gonzagão, no Teatro Guararapes, sempre a segunda parte de cada música era cantada por João, a pedido de Lua, cujas forças estavam se exaurindo.

Não existe na Música Popular Nordestina e talvez na MPB, quem tenha maior quantidade de músicas gravadas por diversos artistas (mais de duas mil), do que Mestre João. Vejamos alguns: Gérson Filho, Severino Januário, Zé Gonzaga, Chiquinha Gonzaga, Joquinha Gonzaga, Ary Lobo, Marinês e Abdias, Dominguinhos, Joãozinho do Exú, Quininho de Valente, Novinho da Paraíba, Pinto do Acordeon, Cremilda, Elba Ramalho, Cirano, Trio Nordestino, Alcione, Beth Carvalho, Flávio Leandro, Flávio José, Genival Lacerda, Núbia Lafayette, Ney Matogrosso.

Aliás, para compor, João é multifacetado. O hino da boemia nordestina, sem dúvida, é Pra Não Morrer de Tristeza, supra sumo do samba de latada, que Mestre João chama “samba apracatado”. Mas ele compõe, além de todo tipo de forró, merengue, bolero, guarânia, lamento, toada, carimbó, como se pode ver no Lp “Mixto Quente”, que ele gravou em 1979.

Um grupo de pessoas, que amam a música nordestina, em parceria, chamaram Mestre João Silva, para resgatar-lhe vida e obra. Quando aceitou, João citou versos de Nélson Cavaquinho, sambista como ele: “... Quem quiser fazer por mim / que faça agora...” O projeto chama-se MESTRE JOÃO SILVA - PRA NÃO MORRER DE TRISTEZA - O MAIOR PARCEIRO DE LUIZ GONZAGA. Na tarefa estão engajados este escriba que vos fala, Roberta Jansen, Rinaldo Ferraz, Herbert Lucena, a gravadora A FÁBRICA, Mávio Holanda, Jr. do Bode e esperamos a necessária ajuda das autoridades culturais. Certamente contaremos com o apoio desta Folha de Pernambuco, para lançar luz sobre o mais popular compositor pernambucano vivo.

Pra finalizar, só mesmo trazendo, aqui, a letra de “Flor de Croatá’, de Mestre João, que o grande Flávio José considera como a música que ele mais gosta de cantar: “ Vou bater porta /Pra quem abusou de mim /Esse meu rosto triste /Não nasceu assim /Era bonito que nem flor / De Croatá/ E então zangado/ Era danado pra cheirar/ Tinha alegria /Que jorrava noite e dia / Mas se excedeu / Pra um tal malvado/ De um amor/ Que não deu gosto/ Só deu desgosto/ E tudo em fim/ Foi até bom/ Que me ensinou a ser ruim.”
Texto de José Maria Almeida Marques, poeta pernambucano. Transcrito de http://www.enciclopedianordeste.com.br/nova339.phpda

Nesta quinta um pouquinho da obra desse mestre da Música Popular Brasileira no Programa Radiofônico Compositores do Brasil.

Quem ouvir verá!

Na sequência:

DANÇADOR RUIM, de João Silva e Zé Mocó com Dominguinhos e Luiz Gonzaga
ESTOU ROENDO SIM, de João Silva e Anatalicio com Trio Nordestino
DEIXA A TANGA VOAR, de João Silva e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga
DE FI A PAVI, de (João Silva e Oseinha com Virgilio
AMIGO VELHO TOCADOR, de João Silva Zé Mocó com Marinês
DANADO DE BOM, de João Silva e Luiz Gonzaga com Luiz Caldas
TOQUE SANFONEIRO, de João Silva com João Silva
CORAÇÃO MALUVIDO, de João Silva e Pedro Maranguape, com Ary Lobo
PRA NÃO MORRER DE TRISTEZA, de João Silva, com Ney Matogrosso
VIVA MEU PADIM, de João Silva e Luiz Gonzaga com Luiz Gonzaga e & Benito di Paula
PAGODE RUSSO, de João Silva e Luiz Gonzaga com Zeca Baleiro

COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri -1020
www.radioeducadoradocariri.com
Acesse pelo www.blogdocrato.com
Quintas-feiras, de 14 às 15 horas
Pesquisa, Produção e Apresentação de Zé Nilton