sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ciro Gomes - Por Ciro Gomes.

Eu conheço os bastidores da política cearense.

Sei quem são, como agem e quais interesses representam. Durante anos acompanhei de perto tudo o que aconteceu no Ceará e no Brasil.

Chegou a hora de falar a verdade sem medo.

O povo cearense merece conhecer os fatos, separar discurso de realidade e enxergar quem realmente está comprometido com o futuro do nosso estado.

Como diz o ditado: chegou a hora de mostrar que o rei está nu.

O Ceará vai voltar a sonhar, mas com os pés na realidade e os olhos abertos para a verdade.

O TAMANHO DE DEUS - Antonio Alves de Morais.


Pai e filho passeavam e conversavam sobre diversos assuntos, até que em determinado momento, o filho pergunta ao pai: Papai, qual o tamanho de Deus?
O pai pensou, pensou, tentando achar a melhor resposta, pois queria que o filho entendesse de forma simples, mas não queria frustrá-lo com uma resposta do tipo :”Ah filho Ele é infinito”, pois talvez o menino continuasse não entendendo. Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião, era o maior avião que existe, era um Jumbo e ele perguntou ao filho:
Que tamanho tem aquele avião? O menino levantou a mão pro céu, mediu e disse: Papai, tem o tamanho da palma da minha mão!

Então o pai totalmente empenhado em fazer o filho entender, o levou ao aeroporto em frente aquele mesmo avião (o avião tinha 19,4 metros de altura e 70,7 metros de comprimento, com capacidade pra 467 passageiros) e ao chegar próximo de um avião perguntou: Filho e agora? Qual o tamanho desse? O menino, saltitando de alegria e espantado em ver de perto algo como aquele, disse: Nossa papai! Esse é muito, muito grande! Ele é imenso!

O pai então disse: Filho este é o mesmo avião, e com isso eu quero que você entenda o tamanho de Deus:  ”O tamanho vai depender da distância que você estiver dele. Quanto mais perto você estiver dele maior ele será em sua vida, e quanto mais longe você estiver menor ele será”

O tamanho que Deus ocupará em nossas vidas, depende de nós, não basta apenas saber sobre Ele, para conhecer a grandiosidade do nosso Senhor é necessário um relacionamento íntimo com Ele! Que Deus não ocupe em nossa vida o tamanho da palma da nossa mão, por que Ele nos quer por completo!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

VALE A PENA VER DE NOVO. CARIRI ATUAL, 20 de Março de 2017 - Wilton Bezerra, comentarista geraralista.

Há 50 anos, durante a transmissão de um torneio de futebol de salão da extinta CELCA (Companhia de Eletricidade do Cariri), começava a trajetória de um dos maiores comentaristas esportivos nascidos na região, WILTON BEZERRA( à direita). 

Segundo o Portal de Juazeiro, do historiador DANIEL WALKER, a estreia de Wilton Bezerra aconteceu na Rádio Progresso AM, ao lado de Wellington Amorim e Damião Gomes. 

Com passagens pelas rádios Uirapuru, Cidade, Assunção e emissoras de TVs, Wilton integra a equipe de esportes da rádio Verdes Mares e TV Diário . 

Em 2006, Bezerra foi agraciado com o título de Cidadão Juazeirense, por meio de requerimento do então vereador Aguinaldo Carlos (à esquerda na foto).

DANADO DE BOM - Por Mundim do Vale


O coronel Juca Furtado, inimigo mortal de Lampião, era proprietário da fazenda Sossego, no município da Lardânia. No mês de São João ele convidou vizinhos e amigos para uma quadrilha. Entre os convidados estavam o cambista de Matorzinho Tomaz Pinto e uma bichinha da capital chamada Chiquita bacana.

Acenderam a fogueira, decoraram o barracão e dançaram forró, enquanto chegava a hora. Por volta das nove horas da noite, foram começando a quadrilha, quando chegou lampião com o seu bando todo armado. A surpresa e o medo fizeram com que aquela gente ficasse toda passiva. Lampião por sua vez tomou conta da situação e falou:
Quem vai marcar a quadrilha sou eu. Cavalheiros de um lado e damas do outro.
Chiquita Bacana perguntou:
Capitão e eu fico de que lado?
Do lado de fora! Minha quadrilha é pra homem e mulher, não é pra fresco não.

Cavalheiros cumprimentam as damas. – Damas cumprimentam os cavalheiros. – Grande roda. – Lá vem a chuva. – Todo mundo nu. - Um dedo na boca e outro na bunda. - Trocar de dedos. – Coluna por um. – Olha o trem. – Aperta o trem. – Damas deitadas. – Cavalheiros em pé. – Cavalheiros fazer apoio de frente. – Passeio.

Quando a neta do coronel passava pelada com um comprador de algodão, Virgulino arrastou, abraçou e disse:
Você é minha!
O par da moça falou:
Mas capitão essa é a minha dama.
Era. Agora é minha. Vá buscar Chiquita Bacana pra você.

Nessa hora o coronel Juca que estava na mira de dois rifles gritou:
Mas tá danado!
Lampião apontou um terceiro rifle e perguntou:
Danado de que coronel?
Danado de bom.

Depois de todo esse constrangimento, o bando saiu batendo no povo e levando cuecas e calcinhas nos fuzis, como se fossem bandeirinhas. Um cangaceiro poeta ainda improvisou esse verso de despedida, para desmoralizar mais ainda o coronel Juca.

“ Lampião marcou quadrilha
Na fazenda do Sossego,
Coronel Juca cagou-se
Depois foi pedir arrego.
Quando a dança terminou,
Virgulino amancebou
Uma branca com um nego.”

Quando lampião já estava no cavalo, Tomaz Pinto Gritou:
Capitão quando é qui o sinhor vai maicar uma quadrilha dessa lá im Matorzinho?

quarta-feira, 29 de julho de 2026

NELSON RODRIGUES: "PELÉ, UM REI DA CABEÇA AOS PÉS" - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Terminada mais uma Copa do Mundo, cessam as comparações (algumas absurdas) de craques de hoje com Pelé. 

Nem é preciso a desculpa de que seja difícil conversar com uma época. Pelé foi um jogador-atleta fora do comum. 

Foi o que constataram os exames médicos dele para ingresso no Cosmos. Vai ver que estava lá: "Rei da cabeça aos pés", como definiu Nelson Rodrigues.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Um Vaqueiro andando a pé - Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

Outro dia, vi num desses programas rurais que passam nas manhãs de domingo nas nossas tevês, uma inacreditável reportagem mostrando um vaqueiro tangendo o gado montando uma moto e vestido com calças gins e camisa polo. 

Confesso que fiquei com saudades dos tempos em que os nossos vaqueiros não se separavam de seus cavalos e do gibão. Bons tempos aqueles! Ah que falta do João Bentivi, Raimundo Manezim, e Pedro Mandú! Aqueles sim, eram vaqueiros de verdade! 

Não como esses janotas, que montados em cavalos mangas-largas, derrubam bois maltratados em um campo aberto. Ao lado de uma faixa de corridas, uma turba de idiotas a ovacionar seus tristes feitos. 

O vaqueiro de verdade enfrentava a caatinga e seus perigos com muita coragem. Ele e o cavalo eram criaturas que somente se separavam para dormir. Parece que nossos autênticos vaqueiros foram sepultados por essa coisa idiota chamada vaquejada, promovida por empresários de barulhentas e intoleráveis bandas de ruídos, que eles pensam ser forró. O verdadeiro vaqueiro jamais era visto andando em carros, motos ou mesmo a pé. Para qualquer lugar que ele fosse era montado em seu cavalo.

A propósito de vaqueiros, lembrei-me de uma pequena historinha da tia Esmeraldina, a irmã mais velha da minha mãe. Ela era professora e com quase 80 anos, continuava sendo a única catequista do Sítio São José. Morava com o seu irmão, meu tio Zeco Esmeraldo e sua mulher Hélia Abath. 

Toda tardinha, um monte de crianças se reunia num calçadão existente na casa do tio Zeco para as aulas de catecismo. Certo dia, entre indagações de “o Pai é Deus?” “Sim o Pai é Deus”, repetiam as crianças. 

De repente, ouviu-se a voz da tia Esmeraldina, interrompendo seus ensinamentos, e exclamando com muita admiração, apontando para a estrada que passava a cerca de uns cem metros: “Olhem meninos, que coisa interessante, um vaqueiro andando a pé!” 

As crianças olharam e uma delas mais desinibida ousou discordar: “Dona Esmeraldina, aquilo lá não é vaqueiro coisa nenhuma. É um doido nu.” “Para dentro de casa todo mundo!” Falou minha tia, cortando deste modo a natural curiosidade das crianças.

Carlos Eduardo Esmeraldo

domingo, 26 de julho de 2026

Trezena de Santa Genoveva - Por JFlavio Vieira


Dona Siderina, este é um dos únicos consensos da cidade, possui a língua mais afiada de Matozinho. Ligua dessas de se usar em cartucheira, de se pensar, muitas vezes, em exigir aumento no estoque de soro antiofídico. Sua casa é uma espécie de radio, de amplificadora da vila: não tem dia em que não apareça furo de reportagem! O noticiário é fornecido, estrategicamente, por temas, em ordem crescente de picardia: os boletins periódicos daqueles que estão no pé da cova, com o rigoroso agravamento de suas mazelas e macacos, as fraudes e roubos dos grandes da vila; os crimes de correr sangue; os namoros mais arrochados; com detalhes das apalpadelas repetidas e dos escândalos; as prenhas solteiras e, por, fim, à sorrelfa, sai a sempre atualizada lista das casadas que andam costurando pra fora. Siderina tem ainda um verdadeiro arquivo morto com o histórico minucioso de todos os escândalos da Vila, facilmente acessível e acessável, bastando um rápido toque no teclado da sua memória de elefante.
Algum ano atrás se pensou até que a Vila perderia de vez o seu Arquivo Municipal. Segundo a regra, um filho de uma filha de Siderina lhe deu um tremendo desgosto, fazendo opções sexuais esdrúxulas e difíceis de serem digeridas numa cidadezinha tão minúscula. 

Todos os matozenses imediatamente gritaram: língua falou, cu pagou! Mas Siderina, mais que de repente, recobrou-se do golpe e voltou com a carga e a saliva todas, para o temor de alguns e a curiosa alegria de muitos. A historia que se segue me narrou Lilian Wite Fibe de matozinho, quando, um dia, não sei a que propósito, lhe indaguei sobre as sempre animadas festas da Padroeira da cidade, a Imaculada Santa Genoveva.

A Trezena de Santa Genoveva, celebrada no mês de Setembro, enchia e vila de pompa e de orgulho. A praça única de Matozinho, capitaneada por sua Matriz, via-se atapetada de barracas, de carrocinhas e de carrosséis. Enquanto as beatas tiravam a trezena, os homens embebiam-se em cachaça e os meninos chupavam roletos de cana e rodopiavam nos parques de diversões. O Sagrado e o profano se mesclavam ludicamente como, alias, em tudo nesta vida, naquele ano, no entanto, me conta Siderina, havia um clima tenso na vila, um ar de pânico, de previsível sobressalto. Dias antes, tinham assassinado, a troco de nada, o velho Ptolomeu Gaudêncio, conhecido amavelmente por Pitó. Ele era comerciante prospero na cidade, tinha montado o primeiro Mercantil daquelas brenhas: uma bodega metida à besta, como definiam todos. 

A família estava inconformada e já havia ameaçado por todos os lados: ia haver vingança, a coisa não ia ficar assim. O criminoso tinha fugido a tempo, mas possuía muitos familiares em Matozinho, inclusive filhos, que, certamente, poderiam, de uma hora para outra, saldar a divida de sangue. Toda festa naquele ano, transcorria neste clima de medo e expectativa: todo mundo preparado para, no primeiro estampido pegar o gramear num urgente e salvador pernas pra-que-te-quero.

Os temores iam se diluindo com o passar dos dias. Santa Genoveva parece que tinha apaziguado os ânimos, com sua doçura. Chega então o ultimo dia da trezena, o ponto culminante da festa. A igreja estava superlotada de fieis fervorosos que depositavam na padroeira muitas das suas derradeiras esperanças. Lá fora até os parques aguardavam o termino da reza, para voltar as suas atividades. As barracas contavam apenas com os mais renitentes deodatos da cidade, que pastoreavam as mesas, como soldados de Pompéia. Perto do templo, Juvenal Fogueteiro atiçava os fogos que céleres iam aos céus e pipocavam ritmadamente, em homenagem a santa padroeira. De repente, deu-se a tragédia. Um dos fogos de Juvenal, desobediente, cortou o firmamento em vôo rasante, e no telhado do templo onde se celebrava o ato religioso. 

Quando o fogo explodiu, a acústica da capela amplificou o estrondo para uma platéia já sobressaltada com as possibilidades de vingança. Não bastante isso, um sem vergonha, aproveitando o eco do estampido, gritou no meio da Igreja: Por favor, não mate o homem!

Era a faísca única que faltava para o estouro da boiada. Foi um rapa-pé de tal monta que só é possível dar uma idéia clara do que aconteceu naqueles terríveis instantes, utilizando a língua de sabre de Dona Siderina: Meu Senhor, a coisa foi feia! O velho Vanderico, que já tem mais de noventa, diz que rodou esta igreja mais de dez vezes, nunca com menos de seis cabras na corcunda! 

Pedro Engembrado, quem há mais de dez anos pede esmola na praça, lembrou que foi um dos primeiros a escapar do liquidificador em que se transformou a capela e só teve uma idéia do que acorreu, quando ao chegar em casa, sua mulher lhe perguntou onde é que ele tinha deixado a cadeira de rodas: tornara-se sua companheira inseparável há mais de uma década. 

Padre Velderico, depois de rastejar como cobra, nadar num mar de braços e cabeças, dar varias bunda-canastras e plantar bananeiras por mais de cinco vezes, afirmou, após a catástrofe, ter escapado passando direto da sacristia para o adro da igreja. Quando lhe perguntaram como conseguira o feito, já que existe um muro enorme, separando as duas áreas, ele foi categórico: rapaz, quando eu passei lá não tinha muro não.

No outro dia, as faxineiras fizeram um levantamento total dos espólios no campo de batalha As portas da igreja estavam abrindo nos dois sentidos: para dentro e para fora. Acharam setecentos e cinqüenta e seis sapatos, mas nenhum perfazia um par, com outro qualquer. 

Coletaram ainda, vinte e cinco chapas inferiores, seis olhos de vidro, quatro muletas, uma perna de pau, oito fundas de hérnia, um marcapasso de coração, quarenta e três armações de óculos, sem qualquer sinal das lentes. 

E concluiu Dona Siderina: Só para você ter uma base do que foi a fricção naquela balburdia: quando varreram o chão, as mulheres ainda apuraram dezessete litros de botão.

sábado, 25 de julho de 2026

JOSÉ DO VALE ARRAES FEITOSA : 42 ANOS ININTERRUPTOS DE PRÁTICA DOCENTE EM ESCOLAS DO SEMIÁRIDO CEARENSE.

Madele Maria Barros de Oliveira Freire, pedagoga do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, campus Picuí. e-mail: madele.freire@ifpb.edu.br

José Lucínio de Oliveira Freire, professor do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia – IFPB, campus Picuí. e-mail:lucinio@folha.com.br

Luíza Gabriela Barros de Oliveira Freire, graduanda do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, Campina Grande, PB. e-mail: luizagabrielab@live.com

Um professor, por 42 anos ininterruptos, exercendo o seu ofício em escolas do semiárido, tende a deixar um sólido legado a várias gerações. Esse trabalho contextualizou a prática docente de José do Vale Arraes Feitosa e os momentos históricos à época, bem como sua importância para a Educação do Cariri cearense. 

A análise das informações permitiu concluir que, na sua prática docente, o professor mesclou a Linha Pedagógica Tradicional, de Herbart, com a Pedagogia Nova, de Dewey, e a Pedagogia Libertadora, de Paulo Freire.

A história da educação no Brasil é pródiga em avanços e retrocessos. No período político entre o início do Estado Novo (1937) e a denominada Nova República (1989) ocorreram muitas reformas educacionais e o desenvolvimento de várias correntes pedagógicas.

Na Constituição brasileira de 1937, a política educacional se caracterizava pela centralização autoritária e pela preocupação em equacionar as questões da relação trabalho-escola. 

Para Vieira (2007), é clara a concepção da educação pública como aquela destinada aos que não podiam arcar com os custos do ensino privado. 

O velho preconceito contra o ensino público, presente desde as origens de nossa história, permaneceu arraigado no pensamento do legislador estado-novista. 

Sendo o ensino vocacional e profissional a prioridade, nesse período é flagrante a omissão com relação às demais modalidades de ensino. A concepção da política educacional no Estado Novo estava inteiramente orientada para o ensino profissional, para onde seriam dirigidas as reformas encaminhadas por Gustavo Capanema.

De acordo com Bello (2001), no estado-novista o ensino ficou composto por cinco anos de curso primário, quatro de curso ginasial e três de colegial, na modalidade clássico ou científico. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico, de preparatório para o ensino superior, e passou a se preocupar mais com a formação geral. 

Apesar dessa divisão do ensino secundário, entre clássico e científico, a predominância recaiu sobre o científico, reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial.

Com base nessa ideologia e prática educacional, deu-se a formação escolar de José do Vale Arraes Feitosa, quando, segundo Feitosa (2003), fora apresentado pelo cônego Manoel Feitosa ao Seminário São José de Crato, em 1936, para concluir os cursos primário e ginasial. 

Em 1942, como ex-seminarista, José do Vale foi indicado pelo monsenhor Pedro Rocha para auxiliar o padre Francisco de Holanda Montenegro, no então Ginásio do Crato.

José do Vale Arraes Feitosa foi um professor que exerceu o seu mister, de 1947 a 1989, nas mais tradicionais instituições de ensino médio do município do Crato, encravado no centro socioeconômico e político do Vale do Cariri cearense: Colégio Diocesano do Crato (escola privada pertencente à Igreja Católica), Colégio Estadual Wilson Gonçalves (escola pública) e Colégio Agrícola do Crato (hoje, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Crato). 

Começou a sua prática docente já sob os auspícios doutrinários da Constituição de 1946, concluindo-a já sob a égide da Constituição Federal de 1988, que prescrevia o início de um debate propriamente pedagógico, visando-se, entre outras metas, recuperar a escola pública, aviltada e empobrecida nos períodos precedentes.

FLIMAN III - Dr Sávio Pinheiro.



Cinco varzealegrenses paidéguas.

Tivemos a grata satisfação de participar da fenomenal III Feira Literária de Mangabeira (FLIMAN), evento que cresce de forma surpreendente a cada edição.

Batista de Lima, idealizador da feira, ao lado de pessoas da melhor cepa, como Pedro Luiz e Fátima Lemos — dois poliartistas de reconhecido talento —, demonstrou, por meio de uma organização impecável e de uma programação diversificada, a extraordinária capacidade artística, intelectual, musical e literária do povo de Mangabeira.

A FLIMAN consolidou-se como um verdadeiro celeiro de cultura, reunindo escritores, artistas, músicos e leitores em um ambiente de celebração da literatura, da arte e da identidade regional. É um evento que orgulha o Cariri e inspira todos aqueles que acreditam na força transformadora da cultura.

Estiveram presentes ao evento, membros do Instituto Cultural do Cariri, da Academia dos Cordelistas do Crato, o memorialista Antônio Morais e os escritores Sávio Pinheiro, Linda Lemos, José Bitu Moreno e José Flávio Vieira num sábado de Expo Crato. Eis a importância da feira. 

Bons tempos - Crato Tenis Clube - Antonio Alves de Morais.


No dia l7 de Julho de 1950 o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros.  Até o inicio da 
década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata, em trajes a rigor. Imaginemos uma festa social para escolha da "misse mirim" do ano, cuja a vencedora foi "Salambó" filha do saudoso, nobre e honrado professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira. 

Os meus colegas Colégio Estadual Anário, Severiano e Zé Leite Dias infucaram de ir, me seduziram, fui junto. A grana era pouca ou quase nada. 

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Severiano parecia o apóstolo Judas, Anário com a calsa pegando marreca e o paletó com medo de bufa e o Zé Leito aleijado, torto, uma parte do terno no joelho e a outra no sovaco. O Anario havia colocado uma pedra de três quilos no bolso do paletó dele! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos quatro cubas montila ao Fuim, garçom muito conhecido do meio social a época. Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube. Passamos a festa andando pelos corredores girando os cubos de gelo com o dedo. Nenhum dos quatro dançou na festa, ninguém se arriscou a levar uma mala. Uma aventura, hoje  não  me arrependo das estripulias que cometi, lamento por não puder fazê-las novamente. 

Estas lembranças objetivam resgatar a foto abaixo do "Conjunto do Hildegardo", pelo que representou para sociedade e para os jovens cratense, naquela que foi a fase mais dourada de nossas vidas. 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Reza atrapalhada - Antonio Alves de Morais

Moravam no sitio Formiga, entre a sede do municipio e o Roçado Dentro, local onde a cada 13 de Dezembro reuniam-se centenas de fieis e devotos de Santa Luzia para venerá-la.

Gente de todas as localidades compareciam para pagar promessas e ex-votos. Dos filhos da família, em numero de 12, tanto as moças quanto os rapazes eram de finíssima hospitalidade e de tanto escolherem pretendentes a altura, não se casaram, ficaram todos na prateleira.

A união reinava naquela casa, um cuidava do outro como quem cuidava de um filho que não tivera. Quando atingiram a idade de 50 e 60 anos, firmaram maior fervor na sua religiosidade. Todo dia, à noitinha, se reuniam, na sala da casa e, rezavam o terço, coisa bastante difícil nos dias atuais.

Na introdução cantavam " A nós descei e Queremos Deus", e a seguir Josefa, a irmã mais velha, ia tirando a reza enquanto os demais respondiam.

Na sala, existia uma pequena mesa onde, em cima, se colocava um santuário com as imagens e embaixo um cachorro costumava fazer o seu merecido descanso.

Um belo dia, de repente, surgiu uma catinga desagradável e se deu essa tragedia:

Josefa disse:

Ave Maria cheia de graças,
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós,
Chico ponha pra fora esse cachorro,
Que está bufando fedorento,
Entre as mulheres,
Bendito fruto do vosso ventre.....

Imediatamente foi atendida. O cachorro foi retirado da sala, mesmo sem se ter tanta certeza que ele era o responsável pela contaminação gasosa.

Havia uma desconfiança, pois no almoço fora servido um baião de dois com fava, farofa com cebola, batata doce e toucinho torrado.

Demorou pouco e a catinga de bufa dominou novamente o ambiente, e desta feita, o cachorro já não poderia receber a culpa, faltaram com respeito a Santa Luzia. Foi, então  que Zefa encarou o irmão dizendo:  Chico crie vergonha e vá cagar no terreiro.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

*A INFÂNCIA DO FUTEBOL* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Se as ruas de terra ou calçamentos eram ruins para carros e transeuntes, para o futebol da garotada serviam muito bem.

Não havia coisa mais importante na nossa infância do que o futebol.

Tão natural como acordar e escovar os dentes.

Mas, tinha a escola. De fato, tinha a escola.

Mas, na escola mesmo, nos 15 minutos de recreio, escondidos dos olhares dos diretores, se improvisava uma pelada com uma bola de papel.

Quando da escola retornávamos, o destino era a bola e a rua.

Aí, começava o aprendizado. Educava-se o corpo para chutar, driblar, "matar a bola" no peito e na coxa, do jeito que ela chegasse.

Não é mais assim que a garotada de hoje se inicia no futebol.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Um deforete - Antonio Alves de Morais


Nada há no mundo para marcar mais o ser humano do que a musica. Um dia o meu professor Manuel Batista Vieira definiu saudade como sendo: presença e ausência, ou seja, você traz para o presente o que lhe é ausente. Assim sendo a musica é saudade, porque têm a propriedade de resgatar as alegrias, as felicidades do acervo vivido outrora. 

 Quando cheguei a Crato, Março de 1969, nossa turma de colégio gostava de fazer tertúlia na casa de colegas. Tudo muito simples. Um emprestava a radiola de pilhas, aquele mais dengoso conseguiu com os pais a casa, e, os discos cada um trazia o seu. Nunca se passava das 10 da noite. Quando o dono da casa era mais liberal, tínhamos também, em cima da mesa, um caldeirão cheio de caipirinha. 

 Nós tínhamos uma colega muito bonita, que era também, uma especialista em dar fora em nego. Ela dava uma cordinha e quando o caboclo se aproximava levava uma tremenda mala. Um dia um colega confessou para mim e para a José Flávio  que estava pretendendo falar namoro com a talzinha. 

Nós demos uma boa corda. O José Flávio até ensinou um palavrado romântico a ser usado. Depois de uma talagada da caipirinha, o colega criou coragem, tomou chegada, e, partiu para a ação. Sem rodeios lascou: eu vi saber se você quer namorar comigo porque o Morais e José Flávio mandaram! - Ela respondeu no ato: volte e diga pra eles que eu não quero. Foi a mala mais bem aplicada que vi. O colega saiu atordoado, morava prum lado e saiu em outra direção.

Ame seu filho - Antonio Alves de Morais.

Em vez de se afobar e se estafar dizendo que seu filho ou filha é um problema, comece a dizer: “Amo meu filho assim como ele é”. Você conseguirá muito mais vendo os pontos positivos e não só os negativos. É difícil educar hoje, mas se você só xingar. Ou pior cair no outro extremo de cruzar os braços, o que será daqueles que Deus confiou a você?
Não adianta agente ficar se desesperando, mas sim alimentar esperanças. Pois, apesar das degradações e incertezas, nem tudo está perdido: existem pessoas conscientes de valor e dignidade. Que mesmo padecendo as fraquezas humanas da carne, ainda procuram manter o espírito e o corpo sadios. É a pureza do coração de criança.
Ai que saudades! Não é mesmo? Não tome resoluções nas trevas do desanimo. Espere até se sentir num clima de amor, de paz e de alegria. Justamente aí é que vai aparecer a melhor solução. No nervosismo, na raiva ou no desespero as decisões que tomamos só nos trazem remorsos e desgraças.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

José Clementino do Nascimento - Antonio Alves de Morais


A morte do compositor José Clementino consternou o Cariri. Ao lado de Luiz Gonzaga, Padre Antônio Vieira e Patativa do Assaré, Zé Clementino fez parte da “Trilogia do Ciclo do Jumento”, um movimento idealizado em Crato, em defesa do jegue. 

A iniciativa tomou dimensão nacional através da música e da poesia dos quatro defensores do jumento. A campanha ganhou mais intensidade na década de 80, quando os quatro se encontraram na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), sob a presidência de Henrique Costa. 

Padre Vieira chegou ao palanque, onde se encontravam Luiz Gonzaga, Patativa e Zé Clementino, montado num jumento. Ao lembrar este fato, destacacamos que Zé Clementino foi um dos mais vigorosos músicos do Ceará. É o autor de autênticos clássicos da música nordestina, tendo sido interpretado por alguns dos grandes nomes da MPB, dentre os quais o “Rei do Baião” — Luiz Gonzaga. 

Funcionário público aposentado, Zé Clementino, que já morou em Crato, quando trabalhava no INSS, integrou-se à vida boêmia da Princesa do Cariri, fazendo parcerias com outros artistas. Com o “velho Lua”, o talento de Zé Clementino ganharia destaque nacional, ao passo que, por outro lado, a inventiva produção artística do compositor varzealegrense proporcionaria vitalidade e renovação à obra musical de Luiz Gonzaga. 

O “batismo” fonográfico da parceria Luiz Gonzaga-Zé Clementino procedeu-se, de certa forma, quando o “Rei do Baião” atravessava um longo período de ostracismo e mesmo de indefinição quanto à continuidade da carreira artística. No seu trabalho anterior, o ilustre “sanfoneiro de Exu” mostrava-se desestimulado e cético quanto aos possíveis rumos de sua até então vitoriosa trajetória musical. 

Numa de suas canções mais emblemáticas da época, Luiz Gonzaga lamentava: “Pra onde tu vai, Baião? / Eu vou sair por aí / Mas por que, Baião? / Ninguém me quer mais aqui...”. De fato, o Baião, assim como outros ritmos nordestinos, havia perdido o forte apelo comercial que gozara no passado, particularmente em virtude do surgimento de novos movimentos musicais — a Bossa Nova e a Jovem Guarda. 

Nesse panorama, foi lançado o álbum “Luiz Gonzaga – Óia Eu Aqui de Novo”, o qual continha três canções compostas por Zé Clementino. Uma delas, o “Xote dos Cabeludos”, uma bem humorada crítica à estética ‘hippie’ que conquistava a juventude de todo o mundo, tornou-se uma das músicas mais executadas do país no verão de 68, trazendo o ‘Rei do Baião’ de volta à mídia e despertando o interesse das novas gerações pelo riquíssimo acervo musical do artista. 

Naquele mesmo ano, Zé Clementino confere uma legítima e emotiva dádiva à sua cidade natal, quando compõe a letra do Hino Oficial de Várzea Alegre. No seu álbum seguinte, Luiz Gonzaga grava “O jumento é nosso irmão”, uma homenagem à luta, encampada pelo Padre Vieira, em prol da preservação da espécie asinina. Em 1976, fazendo proveito do mesmo tema, o Rei do Baião gravaria “Apologia ao jumento”, uma espécie de discurso inflamado em que, com muito bom humor, exalta as benesses do “pobre e castigado” animal. Registra ainda o xote “Capim Novo”, outra canção do compositor varzealegrense, cuja letra sugere uma “discutível” alternativa terapêutica e afrodisíaca para os homens que enfrentam os “percalços” da terceira idade. Em 1978, o Trio Nordestino, na época o campeão em vendagem de discos no segmento de música regional, grava “Chinelo de Rosinha”, uma parceria de Zé Clementino e Paulo César Clementino. 

Em 1983, o Brasil vê-se tocado pela sensibilidade musical do prodigioso varzealegrense Serginho Piau, que executa a comovente canção “Simplesmente Zé”, de autoria de Zé Clementino, em alguns programas televisivos. Por fim, os anos 90 marcaram o processo de revitalização estética e musical do forró, e o cearense Sirano, um dos mais bem sucedidos artistas do Ceará. 

Entre as suas músicas estão: “Aí não deixo não”, “Xote dos cabeludos” , “O jumento é nosso irmão”, “Apologia ao jumento”, “Contrastes de Várzea Alegre”, “Capim novo”, “Sou do banco", "Xeêm”, “Chinelo de Rosinha”, “Jeito bom”, “Hino Oficial de Várzea Alegre”, e “Simplesmente Zé”. 

Ele faleceu vítima de enfarte no Hospital de Várzea Alegre, aos 69 anos de idade. Gravada pelo Trio Nordestino e campeã de vendagem veja a letra de :

Aí não deixo não!

Não, não, aí não deixo não!
Se você beijar aí vai ser grande a confusão.

Eu gosto muito de você e tenho admiração,
Entreguei só pra você meu coração.
Meu benzinho pelo bem do nosso amor,
Eu lhe peço, por favor.
Aí não deixo não!

Leve seus troços, vá deixar noutro lugar
Se você não quer casar
Porque vem com enrolação,
Você bem sabe, estas coisas não aceito,
Isso é falta de respeito
Aí não deixo não.
Não, não, aí não deixo não.
Se você beijar aí vai ter grande a confusão.

*À ESPANHA, AS BATATAS* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

A Espanha jogou. A Argentina trabalhou.

A Espanha teve a posse de bola o tempo todo.

Quem tem a posse de bola controla o jogo e o tempo.

A Espanha mandou na partida ( e na prorrogação ).

Messi faltou ao encontro marcado com a bola.

A Espanha mereceu construir a vitória, antes do gol de Torres, na prorrogação.

O mais importante: a vitória de uma equipe que não recusou ter a posse de bola.

E a bola só obedece a quem a trata bem. 

Transgressão e falta de respeito a regra - Antônio Alves de Morais.


Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

Lembra-te sempre do fim e que o tempo perdido não volta. Quem não evita os pequenos defeitos pouco a pouco cai nos grandes.

Alegrar-te-ás sempre à noite, se tiveres empregado bem o dia.

domingo, 19 de julho de 2026

Veja o que dizia Ruy Barbosa - Antônio Alves de Morais.

 

O comunismo não é fraternidade; é a invasão do ódio entres as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelo; bane Deus das almas e das reinvindicações populares.

Não dá trégua a ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dssolveria a sociedade. Extingueria a religião. Desumanaria a humanidade. Evertera, subverteria, inverteria a obra do Criador.

Rui Barbosa.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ARGENTINA, COM PERNAS E CORAÇÃO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Rivalidade às favas. Reconheçamos: o que a Argentina vem mostrando na Copa transcende.

Organização tática de jogo é fator imperioso, concordamos. 

Mas, o que os atuais campeões do Mundo oferecem é muito mais do que isso.

Não era verdadeira a alegativa de que Cabo Verde, Egito e Suiça foram adversários frágeis. Pelo contrário.

Aí, veio a Inglaterra, de Bellingham e Harry Kane. O andamento musical de Piazzolla foi acelerado.

O time de Messi não sabe o que é cansaço. Quando decretamos sua morte, ressurge.

Joga pela pátria e pelo futebol, como ele deve ser jogado: com pernas e coração. Ver menos

Quando existia talento e humildade - Antonio Alves de Morais

 

Uma fotografia em preto e branco registrada em Poços de Caldas - MG guarda um momento raro da história do futebol brasileiro: jogadores da Seleção Brasileira aguardando o trem antes da viagem para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Na imagem, os atletas aparecem sentados em um banco simples, vestidos de forma casual e sem o aparato de segurança, marketing e luxo que hoje cerca as grandes estrelas do esporte. 

Da esquerda para a direita estão: Nilton Santos, Dino Sani, Gilmar, Bellini, Garrincha, Moacir, Dida, Joel, Mazzola, Zagalo e Pelé.

Uma cena impossível hoje.

A legenda que acompanha a foto resume bem o sentimento de nostalgia: “Difícil imaginar os ‘estrelas’ de hoje numa situação como essa. Mas é uma bela recordação.

De fato, a cena chama atenção pela simplicidade. Em 1958, muitos jogadores ainda levavam uma vida próxima da realidade do torcedor comum. Viagens de trem, hospedagens modestas e pouca exposição midiática faziam parte da rotina da seleção.

Hoje, as equipes nacionais viajam em aviões fretados, cercadas por assessores, patrocinadores e forte esquema de segurança. O contraste evidencia não apenas a evolução do futebol profissional, mas também a transformação dos atletas em celebridades globais.

Mais do que uma foto. A imagem de Poços de Caldas vale como documento histórico. Ela mostra jogadores que se tornariam lendas em um instante de normalidade: conversando, esperando o trem e vivendo a rotina de uma época muito diferente da atual.

Num futebol cada vez mais marcado por cifras milionárias e superexposição, a fotografia lembra que algumas das maiores glórias brasileiras nasceram em ambientes simples, longe dos holofotes.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Ainda sobre meu pai, Rubens Gondim Lóssio - Por Delane Maria.

No ano de 1978, ele deixou a reitoria da Universidade Católica de Pernambuco e no final desse mesmo ano, casou com minha mãe. 

Mas, como todo sacerdote que por algum motivo deixa a batina, foi julgado. Minha mãe foi julgada. 

Muitas pessoas da família se afastaram, amigos.

Curiosidade: um tio meu deixou de falar com ele por anos por isso. 

Os dois livros que eu considero mais importantes são: Renúncia, que explica a renúncia dele do Crato e A serviço da palavra, que pelo que eu li, demonstra o sentimento dele a respeito das mudanças na Igreja.- não li todo ainda pois estou com pouco tempo. 

Quem tiver interesse em adquirir esses livros, entra em contato por mensagem, vou escanear.

Ainda temos força politica? - Postagem de Antonio Alves de Morais

Vejo com muito desencanto, alguns autores fazendo uma exaltação ao presente, como se estivéssemos no inicio de tudo e tentando abominar a memória e a historia desta promissora região do cariri. 
É necessário que revejam seus conceitos, precisam reconhecer as origens, especialmente das famílias, que com seu trabalho projetaram os municípios para o futuro. Vocês chegaram bem depois. Vivemos uma democracia e eu vou escrever um pouco do que conheço da historia desta querida região, menos como historiador e mais como observador para contestar com veemência esses relatos apresentados aos leitores. 
Para não dificultar o entendimento, vou dividir os últimos 60 anos em duas etapas: de 1950 a 1990 e de 1990 aos nossos dias. Pois bem, na primeira etapa a região era vibrante, progressista, comercio arrojado, fornecedor para grande parte do nordeste. 
Quando o Governo ia implantar um programa de incentivo ao desenvolvimento começava pelo cariri. Com um contingente eleitoral de um terço do de hoje tínhamos seis Deputados Estaduais na Assembléia Legislativa, com voz e poder de decisão. Presidente da Assembléia e depois até Governador do Estado. 

Seis Deputados Federais com um peso político enorme. A união dos políticos era disseminada ao povo e de mãos dadas todos faziam a defesa dos interesses da região sul do estado. 

Vamos agora ver um pouco de 1990 aos nossos dias. A região vê se amiudar o seu poder político. Quando o Governo decide implantar um sistema tributário para aumentar a sua arrecadação “arrocho fiscal” começa pelo Crajubar porque sabe que não tem quem a defenda. 
Com um contingente eleitoral, três ou quatro vezes maior, temos hoje dois Deputados Estaduais de favor na Assembléia Legislativa, um ocupa a vaga do titular licenciado para tratar da saúde e o outro porque o Governo requisitou alguns deputados eleitos para lhe auxiliar nas Secretarias e abriu a vaga. 
O Crato não tem um Deputado Estadual eleito. Os o único Federais que representam a região, foi eleito catando votos lugarejos a fora, pois dá pena as votações locais se levarmos em conta a proporcionalidade de votos diante do eleitorado total dos municípios.
Muitos haverão de dizer que a região hoje é dez ou mais vezes maior. É verdade, porem, comparando com o crescimento de outras nesse mesmo período a região apequenou. 
A desunião que já atinge também o povo é imensa, a ponto de não haver ambiente para reunir todas as lideranças no mesmo local, quem duvida que possa ocorrer um entrevero? Há muito se diz que a união faz a força. Este meu comentário tem uma finalidade: avaliar o grau de dissenso e consenso relacionado a este tema. 
Ficaria imensamente feliz se estivesse totalmente equivocado. Nesta foto estão as principais lideranças da região nos últimos 50 anos. 
Separem por epocas e comparem, sem paixão, umas com outras, e verão que devemos e precisamos respeitar o passado.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

As urnas acabam punindo quem ignora o limite para o ultraje - Augusto Nunes


Em 1970, o presidente Emilio Medici era ovacionado nos estádios por multidões sem queixas a fazer: a seleção triunfara no México, não faltavam empregos, a censura escondia a face escura. 
Os que tinham razão imaginaram que aquilo duraria eternamente. Muitos ficaram longe das urnas, muitos anularam o voto. O governo se apoderou de dois terços do Congresso.
Em 1974, a oposição conquistou 16 das 22 vagas em disputa no Senado. Vários vitoriosos se mostrariam bem piores que os derrotados, mas o recado foi dado: os brasileiros estavam insatisfeitos. Não votaram num candidato; votaram contra o governo. 
A direção dos ventos havia mudado. A História não aceita becos para sempre sem saída. Nenhum governante é popular todo o tempo. 
As urnas às vezes demoram para punir, mas punem. E nunca deixam de castigar quem esquece que há limites para tudo.
Foram longe demais os participantes da farsa encenada no Conselho de Ética para livrar José Sarney de punições. Só os suplentes não têm o que temer. São apenas vigaristas que ajudaram a financiar a campanha do titular. Mas quem olhar o candidato à reeleição Sérgio Cabral pode enxergar Paulo Duque. Quem recusar o cumprimento do candidato a governador Hélio Costa pode estar devolvendo os insultos despejados por Wellington Salgado.
Mais de um limite foi superado pelo espetáculo ultrajante. Boa parte da platéia ainda ignora que foi Lula quem o produziu.

SOBRE COPA, RATTIN E O CARTÃO VERMELHO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O jogador argentino Rattin, falecido na semana passada, recusou-se a sair de campo, depois de expulso.

Foi na Copa de 66, no jogo Argentina x Inglaterra, quando Rattin alegou que não entendeu o que disse o juiz alemão Rudolf Kreitlein (que não falava espanhol).

Depois de permanecer dez minutos em campo, após a expulsão, Rattin ainda sentou no tapete vermelho reservado à rainha.

Foi aí que a FIFA resolveu criar o cartão vermelho para indicar a expulsão.

BELA PAISAGEM

A Noruega entrou na Copa do Mundo de 2026 como uma paisagem. 

Jogou um futebol surpreendente, despachou o Brasil e o seu artilheiro Halland tornou-se uma sensação.

Saiu da competição mostrando que não pode mais ser olhada apenas como uma curiosidade.

A FRASE

"Para a história de um jogador, é mais importante ficar no coração das pessoas do que ganhar uma Copa do Mundo".

Platini. 

domingo, 12 de julho de 2026

Direita é alvo de quase todas as iniciativas da PF, PGR e STF contra políticos - Claudio Humberto.

Desde a posse de Lula (PT), em 2023, impressionam ações e operações da Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, do governo, com o Supremo Tribunal Federal, contra políticos de direita. 

Levantamento de julho de 2025 já indicava que 83% das ações contra deputados federais miravam a direita. Das 61 ações no STF contra deputados, 51 tinham políticos de direita como réus e apenas 5 esquerdistas. Isso se agravou no ano eleitoral de 2026, mas ainda não há um levantamento confiável que traduza isso em números.

Uma raridade

Ações contra a esquerda, como a recente Operação Compliance Zero contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), são pontuais e excepcionais.

Seletividade

O padrão numérico revela uma seletividade que enfraquece o pluralismo e sugere uso político das instituições contra adversários do governo.

Esmagamento

No STF, condenações e medidas como prisões, restrições de contato e de redes e inelegibilidades recaem esmagadoramente sobre a oposição.

Alvo preferencial

Há um ano, o PL era alvo em 64% dos casos e a PF deflagrou diversas operações e dezenas de fases. Só a Lesa Pátria teve 29 fases até 2024.

sábado, 11 de julho de 2026

Saudações franciscanas, paz e bem - Antônio Alves de Morais.

É muito gratificante sentir que ao término de um dia conseguimos manter o equilíbrio nas ações das quais participamos. Fazer um levantamento e descobrir um saldo positivo. Não discutimos, não agredimos, mesmo com palavras, não criticamos, não fomos egoístas, não ficamos zangados por coisa nenhuma, não forçamos nenhuma situação, fisionomia alegre o tempo todo, enfim foi um dia muito proveitoso.

Quando isso acontece pode ter certeza o seu prestígio no alto aumentou, houve sorrisos de aprovação.

As pessoas que estiveram em contato conosco sentiram-se felizes e essa felicidade rende dividendos para nossa alma, reforça a nossa esperança de uma aproximação maior com Deus.
Se analisarmos com bastante carinho vamos chegar à conclusão que não é nada difícil conseguirmos realizar essa atitude, basta uma correção no nosso modo de agir, na nossa maneira de encarar o mundo naquele espaço que nos pertence.

Conheci uma pessoa que mesmo tendo um fardo pesado para carregar, ”esposa na cadeira de rodas” vivia com fisionomia alegre olhando a todos com benevolência como se todos fossem superiores a ele.

Cheguei um dia a perguntar-lhe: O senhor parece uma pessoa feliz! Ao que ele respondeu: Parece não! Eu sou um homem feliz. Só o fato de pertencer à obra criada por Deus como sendo teu irmão, irmão de todos independente de raça, credo ou preferências já é motivo suficiente para me considerar feliz.

Essa resposta calou fundo no meu ser e me deu grande alento para enfrentar as vicissitudes da vida.

Clinica São Raimundo - Cuidando da saúde de Várzea-Alegre.

Clínica São Raimundo - Cuidando da saúde de Várzea-Alegre.


Dr. Menezes Filho e Dra Ana Micaely.


Dra Ana Micaely e Flora.

Dra Ana Micaely e Izaac


Dra Ana Micaely e Izaac


Dra Ana Micaely e Izaac.

Meus amigos - Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Não foi apenas dentro de campo que as coisas funcionaram mal para o Brasil na Copa de 2026.

Na comunicação esportiva, a situação foi mais difícil ainda.

Quanta incompetência junta. Microfones e câmeras castigados por todo tipo de disparates.

Diagnósticos e teorias ultrapassadas no cardápio diário.

Comparações risíveis, para não dizer outra coisa. 

Chegou-se a formular como grande solução para o futebol brasileiro a extinção dos campeonatos por pontos corridos.

"Esse critério norteia apenas uma disputa contábil. A solução é o mata-mata", alardeou-se.

É preciso dizer mais alguma coisa ?

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dr. Fracisco Alves Pereira - Antônio Alves de Morais

 


Dr. Francisco Alves Pereira – CRM 20.975 – é médico formado pela Universidade Federal do Ceará, 1970. Em 1971 fez residência médica em Anestesiologia na Maternidade de Campinas e Clínica Pierro.

De 1972 a 1981 foi Professor Assistente do departamento de Anestesiologia do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Neste mesmo período, atuou concomitantemente no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica em pacientes internados neste hospital.

De 1977 a 1981 atuou também como Anestesiologista no Hospital Municipal de Campinas, “Dr. Mario Gatti”, atendendo simultaneamente os pacientes com dor crônica internados neste hospital.

De 1981 a 2006 exerceu a atividade de Anestesiologia no Hospital Samaritano de Campinas.

Realizou diversos cursos na área do tratamento da dor. Em 2005 iniciou o estágio no Ambulatório de Tratamento de dor crônica da Faculdade de Medicina da Unicamp, com duração de 1 ano.

A partir de 2006 resolveu se dedicar exclusivamente a atividade de tratamento da dor crônica, em consultório, em regime ambulatorial. 

Dr. Francisco Alves Pereira é um cratense vitorioso, um ilustre filho da terra de Barbara de Alencar que fundou a "Clínica de Dor Dr. Francisco Alves Pereira" em Campinas - São Paulo e presta relevantes serviços a comunidade regional no tratamento da dor crônica oncológica e não oncológica.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O QUE É PRECISO PARA JOGAR FUTEBOL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Você precisa educar o corpo para jogar futebol, desde cedo. Aprender a cabecear sem fechar os olhos e para baixo. Chutar com o peito, de trivela, de chapa e de bico. Estufar o peito quando receber a bola e esvaziá-lo na hora que a redonda encostar. Matar a bola na coxa e conduzi-la com a cabeça erguida. "No futebol, matar a bola é um ato de amor". Armando Nogueira. 

Bater com a esquerda e adquirir repertório de dribles. Ter bom preparo fisico e treinar, ensaiar. Está enganado quem achar que Pelé era apenas improvisação. O rei ensaiava jogadas que ia realizar. É por aí. 

VIDA DE TREINADOR - Quando o treinador recebe um elenco de baixo nível,  seu trabalho já fica comprometido. Assim, fica mais dificil assumir a responsabilidade pelo ofício de quem está em campo. Aí, vem a cobrança covarde: "Treinador ganha bem pra isso, ele que se vire". 

Da boca pra fora, é fácil dizer que "é preciso tempo e estrutura". Só que ninguém garante isso e tudo bem. Segue o drama. Ser treinador é, também, pagar pelo erro dos outros. 

Visão deturpada - Antônio Alves de Morais.


Abrahan Lincoln:

"Não se pode fortalecer o fraco enfraquecendo o forte. Não se pode trazer prosperidade desencorajando a iniciativa. Não se pode ajudar o recebedor de salario prejudicando o pagador de salario". 

O europeu, o americano do norte, o japonez e outras nacionalidades civilizadas e desenvolvidas do mundo quando  se vê  um  concidadão bem sucedido  decide : Vou  tomar como exemplo,  vou me esmerar para  ser um igual.

Já o brasileiro, quando  vê alguém economicamente  acima dele  decide : vou  fazer tudo para destruí-lo e  deixá-lo igual a mim.

A personificação - Antônio Alves de Morais.


O tempo é a matéria prima da vida. O passado não pode ser esquecido, más não devemos fazer dele o futuro. Vejo pessoas de boa condição sócio econômica no passado, cangando goma e contando vantagens, hoje em dia, por conta daquela condição que teve e já não a tem. 

Vejo também, aqueles que tiveram uma infância  bonita, humilde e simples, e, hoje, as custas de trabalho honesto e honrado tem dinheiro para comprar a nossa cidade, continuarem  simples, humildes e bons amigos.

Portanto nas rodopiadas que o mundo dá tudo vemos. A personificação da formação humana costuma resistir ao tempo. 

Aquele que transgride a regra está exposto a grande ruína. Quem busca a vida cômoda e menos austera sempre estará em angustia, porque uma ou outra coisa sempre lhe desagrada.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

*NORUEGA PASSOU O REMO NO BRASIL* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Os primeiros dez minutos de jogo não poderiam ser mais efervenscentes.

Um gol anulado (por impedimento) da Noruega e um pênalti desperdiçado pelo Brasil.

A partir de então, a Noruega  cadenciou o jogo e tirou, para o resto da partida, a pretendida aceleração do Brasil.

Sim, pintaram algumas oportunidades de gol para a seleção brasileira. 

Mas, é verdade, também, que  a Noruega modelou o jogo da forma que quis.

Lembrar que, depois de trombar com Gabriel Magalhães, Halland serviu a Odegard em condições de abrir a contagem.

Como na segunda fase, a Noruega continuou inabalável na ação de amornar o jogo, Ancelotti acionou o botão de emergência.

Colocou Endrick, no lugar de Matheus Cunha, aos 12 minutos. Um minuto depois, Endrick perdeu, cara a cara com Nyland, a chance de abrir a contagem. O passe foi de Vini Jr.

A Noruega, então, passou a colocar o nariz de fora. Aos 23, Halland chegou atrasado, debaixo da trave de Alisson.

Aos 22 minutos, o botão de emergência de Ancelotti foi novamente acionado para fazer entrar Neymar.

Aos 34 minutos, Halland sobe mais que Gabriel Magalhães e pega um cruzamento para fazer 1x0.

Se, aos 40 minutos, o zagueiro da Noruega quase marca contra (a bola tocou na trave), quatro minutos depois Halland selou a sorte do Brasil e faz 2 x 0.

O pênalti, convertido por Neymar, nada alterou. Fora de hora.

Certo é que a seleção de Ancelotti não ousou subir suas linhas e acelerar o ritmo de jogo.

As jogadas de ruptura pelos lados, com Vini Jr. e Rayan, não funcionaram. 

A Noruega gostou da posse da bola, valorizou essa posse e, às vezes, até caminhou em campo no segundo tempo.

Com duas fortes remadas, Halland mandou o Brasil de volta para casa. Não passou 10 segundos com a bola o jogo todo.

domingo, 5 de julho de 2026

O FUTEBOL EM NOSSA VIDA - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O futebol é a mais forte lembrança da infância que permanece no adulto.

Os primeiros chutes nas pedras, nas latas, nas tampas de garrafas que encontramos pelo caminho.

Depois, na bola de meia, nas ordinárias bolas de borracha até chegar no luxo da bola de de couro.

Jogava-se quase o dia inteiro no piso das ruas, nas calçadas, e nos campinhos de terra.

Os rachas não tinham tempo de duração determinado. Podia ser o "três gols, vira" e, "mais tres gols", termina".

Educava--se o corpo, para jogar, na marra. Criava-se memorial corporal.

Misto de baile e combate o futebol continua encantador.

sábado, 4 de julho de 2026

Ela não tinha preço - Nilo Sergio Viana Bezerra.

 

Em um tempo em que reputações são negociadas como mercadorias, a jornalista Malu Gaspar emerge como um raro contraponto de integridade. Segundo relatos recentes, sua trajetória pessoal e profissional resistiu tanto às tentativas de destruição quanto às ofertas de cooptação.

O caso expõe os métodos clássicos usados contra jornalistas incômodos: primeiro, vasculha-se a vida em busca de fragilidades. Depois, busca-se um ponto de pressão. Quando nada funciona, resta a solução mais antiga do poder: comprar o silêncio.

O que surpreendeu os envolvidos foi justamente a ausência do que esperavam encontrar. Não havia dívidas escandalosas, esqueletos escondidos, irregularidades financeiras ou um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Detalhes aparentemente banais, como um bom score no Serasa, CNH sem multas e um carro simples, causaram espanto. O que deveria ser a regra para qualquer profissional séria tornou-se, para alguns, quase uma anomalia.

Ainda mais reveladora foi a reação à proposta: R$ 1,5 milhão à vista mais um salário mensal de R$ 120 mil. Malu Gaspar não hesitou. Não se vendeu. Não negociou sua credibilidade.

Esse episódio transcende a história de uma única repórter. Ele ilustra o valor da independência em uma profissão constantemente sitiada por interesses políticos, econômicos e pessoais. Revela também como se tornou rara a noção de caráter em ambientes onde muitos partem do princípio de que “todo mundo tem um preço”.

Malu Gaspar representa, hoje, algo maior que uma colunista: a jornalista que incomoda porque apura sem medo; a profissional que constrange porque não se intimida; a figura pública perigosa exatamente por não oferecer flancos fáceis à chantagem, à vaidade ou à ganância.

Em tempos de profunda desconfiança nas instituições, exemplos como esse importam. Não porque jornalistas precisem ser perfeitos, mas porque a credibilidade da imprensa se constrói, em grande medida, sobre a coragem individual de quem recusa atalhos, favores e pactos silenciosos.

A tentativa de destruir uma pessoa íntegra diz muito mais sobre quem ataca do que sobre quem é atacado. E a disposição para comprar quem não está à venda expõe o desespero de quem só entende o mundo pela lógica da corrupção.

Nem tudo está perdido!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

*O TEMPO PASSOU...* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quando a gente  acompanhava a passagem do tempo pelas folhinhas do Calendário do Coração de Jesus, achávamos que a idade da maturidade demoraria a chegar.

Mas, aí, o surgimento dos cabelos brancos passaram a marcar, também, a marcha arbitrária do tempo.

O que fazer? Ora, agradecer pelo milagre de estar vivo, e reconhecer que valeu à pena.

Ganhamos, entre outras coisas boas, experiência, embora nem precisemos mais tanto dela.

Não ficamos velhos, apenas chegamos na tarde da vida. #chegamos.

Quando não havia Motel - Antônio Alves de Morais.

Já havia mais de 20 pessoas em volta do veiculo e aquela aglomeração me fez apressar o passo, pois, confesso que tenho o vicio da curiosidade. Alcancei o ajuntamento de pessoas e pude ver de que se tratava. Uma colisão em plena avenida. O fato de ter sido uma avenida acentuou sobremodo a movimentação de gente e a desordem  no transito.

Aproximei-me o máximo que pude e assim conseguir ver melhor o veiculo, com as 4 rodas para cima. Não havia mais ninguém dentro e se houve vitima já havia procurado socorro. Não lhes sei dizer o tipo de carro acidentado, pois nada entendo do assunto.

Havia todo tipo de pessoas alimentando sua curiosidade e muitos outros a quem interessava o fato.

Um homem, de macacão oleado e roto, com letras sujas pelo peito, era o que mais examinava o veiculo. Não só examinava olhando, pegava, passava  a mão, esfregava, puxava os fios, palmeava as portas. É! No mínimo o conserto da maquina vai pra umas dez milhas.

Um cidadão de mala de executivo, bigode ralos e jeans informou serio e sozinho: Será que se encontrava no seguro?

Por fim apareceu outro cidadão de boné e farda, com uma tabuleta e lápis na mão. Mediu o asfalto. Mediu os rastros dos freios, olhou para os dois lados da avenida, atravessada pela rua. Fez anotações e dialogou com outro fardado, que ajudava na perícia: Sem duvida nenhuma, este motorista entrou errado  no sinal.

Duas garotas infiltradas na massa, chegaram-se até onde eu estava, muito perto da maquina escamoteada. Eram estudantes uniformizadas. Uma que arrumava o cabelo com uma mão e apertava o braço da amiga, exclamou: Olha, Cristina! Os faróis de milha. O volante esporte de corrida, ajuntou a outra.

Vidros Ray-ben.

E baixinho as duas exclamaram: Bancos reclináveis....

Eu não tinha percebido este detalhe.

O Templo - Antônio Alves de Morais.

O Templo, lugar de apresentação de Jesus, também foi o lugar de muitos embates na sua vida adulta. 

Lugar de corrupção denunciada por Ele, lugar de falta de fé. Lugar onde a aparência era primordial e a fé apenas um detalhe. 

Isso nos leva a pensar as nossas formas de nos relacionar com Ele. Será que somos verdadeiros? Será que não está escondido em nosso peito aquele desejo de recompensa, de amargura, porque Deus não nos atende quando queremos? 

Olhe bem lá no fundo e não deixe que sentimentos assim dominem a sua oração.

Zaqueu, a autoridade - Antonio Alves de Morais

A cidade de Cedro devido ser isolada apresenta algumas dificuldades para os visitantes. Transportes por exemplo não é fácil encontrar. Se perder os de hoje pode esperar pelos do amanhã. Certa feita eu retornava do Icó e resolvi vi por dentro, passando pelo Cedro. Por volta das três horas da tarde já na saída da cidade vi aquele homão saindo de um quiosque em direção a estrada balançando os braços no maior desespero: pare aí, pare aí! Do carro conheci o Zaqueu. Inicialmente ele perguntou se eu podia levá-lo até Várzea-Alegre. Depois que me conheceu disse: Como vai o amigo, agora você vai esperar que eu tome o resto da minha cerveja! Está vendo que abusado?
Fiquei no carro olhando o Zaqueu no maior pagode, na maior folia com uma cabocla tomando a cerveja. Depois de terminar a cerveja, Zaqueu sentou-se na poltrona e demos seqüência à viagem. Na chegada de Várzea-Alegre tinha uma blitz da policia militar. O policial se aproximou do carro, deu boa tarde e perguntou: se vier alguma autoridade civil, eclesiástica ou política se identifique: Zaqueu lascou: tem eu, fui candidato a vereador “os fela da puta dos eleitores” deram de garra de minhas enxadas todas e votaram noutro corno. O policial quase morre de rir e nos liberou, eu deixei Zaqueu em Várzea-Alegre e voltei para o Crato.