segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O PT e a praga - Por Silvio Narravo, Diário do Poder.

Dois anos depois do retorno de Lula ao poder, casos de corrupção voltam a dominar as manchetes, desta vez sem fiscalização do Ministério Público, do Tribunal de Contas, nem da Policia Federal.

Quando o petista Lula da Silva bradou ao recuperar a faixa de presidente da Republica, na virada de 2023, que o Brasil voltou, a velha mídia festejou, os mais lúcidos ficaram com medo, o mercado deu de ombros, mas ainda era cedo  para tirar conclusões.

Dois anos e alguns meses depois, é possível compreender quem, de fato, retornou às engrenagens de Brasília :  "A praga da corrupção".

Uma garota de 10 anos - Antonio Alves de Morais

Os de Várzea-Alegre dizem que o causo se deu em Santana do Cariri, os de Santana dizem que foi em Várzea-Alegre, eu não digo nada, deixem-me fora. 

O certo é que numa cidadezinha do interior uma garota de 12 anos de idade tangia um rebanho de cabras. 

De passagem pela igreja o padre perguntou : Para onde você está levando essas cabras?

Estou levando para o cercado de seu Bernardino para cruzarem com o pai de chiqueiro dele!

Entendendo que aquilo poderia ser considerado exploração de trabalho infantil o padre perguntou : Você não acha que era melhor os seus irmãos fazerem isso?

A garota respondeu - Eles já fizeram, mas não dá cria, tem que ser com o bode mesmo.

domingo, 30 de agosto de 2026

Dr. Pedro Satiro, um homem virtuoso - Antonio Alves de Morais.

Há 66 anos a Casa de Saúde São Raimundo de Várzea-Alegre atua na defesa do bem estar e da saúde do povo de nossa terra. 

A luta do seu idealizador, mentor e construtor Dr. Pedro Satiro é bem mais antiga. No inicio dos anos 60, após se formar em Recife, retornou a sua terra para dedicar sua vida a serviço da vocação escolhida: aliviar o sofrimento alheio e salvar vidas. 

Homem honrado, amigo, dedicado, caridoso com destacada ação na área da solidariedade humana.

A Casa de Saúde São Raimundo é a resultante de seis décadas de trabalho árduo iniciados pela disposição e liderança do Dr. Pedro Satiro na década de 1960 do século passado.

No inicio as dificuldades eram enormes, mas o carismático médico sempre contou com a solidariedade do nosso povo. Quantas vezes podíamos observar adjuntos cortando lenha para queimar caeiras de tijolos, outros juntando pedras para fazer concreto. Os tempos eram outros. As dificuldades bem maiores e só eram superadas graças à liderança e a confiança depositada pela população na causa de seu grande líder. 

No dia de encher a placar de concreto parecia um formigueiro subindo e descendo as escadas com as latas de concreto na cabeça.

Quem vê esta imponente obra, completa, acabada, acha que caiu do céu pronta para consumo, não sabe nem conheceu a luta do Dr. Pedro Satiro para que chegássemos a ter hoje este beneficio valioso a nossa disposição.

Não podemos nem devemos esquecer outros benfeitores que com Dr. Pedro Satiro caminharam na difícil jornada, mas não podemos esquecer que Dr. Pedro Sátiro foi o começo de tudo. 

Curiosidade : Essa imagem pequenina de São Raimundo pertencia a Tereza Maria de Jesus, esposa de Papai Raimundo. Passando por diversas mãos como do seu filho José Raimundo Duarte, José Raimundo do Sanharol, a filha deste Isabel de Morais Rego, Bebé do Sanharol, e, a filha desta Josefa Alves de Morais, Josefa do Sanharol.

Quando Dr. Pedro Sátiro começou a edificação da Casa de Saude São Raimundo, quase tudo era à base de doações. Josefa do Sanharol, avó do Dr. Pedro e minha pegou a pequenina imagem enrolou numa toalha e foi à casa do Dr. Pedro Sátiro e lhe disse : Pedro, eu não tenho posses materiais para te oferecer, mas aqui está São Raimundo para abençoar a tua obra.

Até os nossos dias o Santinho fica na casa de Saude, saindo apenas no Dia do Padroeiro, para a procissão.  

Parabens Dr. Pedro – Deus lhe abençoe.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Lula mente ao ‘JN’ negando conhecer lobista sócia de Lulinha; e ainda a chamou de ‘pilantra’ - Diario do Poder.

Logo após Lula mentir, apareceram nas redes sociais fotos mostrando sua relação com Roberta Luchsinger. Roberta Luchsinger faz o L em uma das muitas fotos ao lado de Lula.

Lula (PT) protagonizou momento de grande constrangimento ao ser pego mentindo durante entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo. Quando o assunto chegou à lobista Roberta Luchsinger — sócia do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção —, a resposta foi peremptória: nunca a viu, nunca conversou com ela, ela nunca esteve próxima dele. “Não conheço essa moça”, afirmou. Chamou-a de “pilantra” e ironizou a mensagem em que ela dizia ter sido convidada por ele a escolher um cargo no governo.

A lobista com Lula, que disse não a conhecer. Logo em seguida, voltaram a circular as muitas fotos que documentam o relacionamento entre Lula e Roberta Luchsinger, em diversos momentos diferentes. Não são imagens obscuras ou de origem duvidosa. Estavam no Instagram da própria Roberta: ao lado de Lula e Janja em 2022; na comemoração da nomeação de Daniela Teixeira ao STJ, em 2023, com o presidente no meio das duas; e em post de aniversário do petista, em outubro daquele ano, elogiando-o como “o melhor presidente que esse país já teve”. Outros registros a mostram em eventos da família e da militância petista.

Lula e a lobista que disse não conhecer. Roberta Luchsinger não é uma figura distante. É apontada pela PF como integrante de um núcleo, com Lulinha e o empresário Fernando Bittar, voltado a intermediar negócios milionários no governo Lula. Mensagens apreendidas mostram a lobista falando em nome do filho do presidente (“eu sou o Fábio”), projetando ganhos de dezenas de milhões, cobrando “somos governo” e relatando que Lula a teria chamado para escolher “onde queria ficar”. Ela recusou, segundo o próprio relato, para permanecer na “sociedade” com Fábio e Fernando. Lulinha é alvo de inquéritos no STF por tráfico de influência. Roberta fez dezenas de visitas a ministérios e ao Planalto fora da agenda oficial. Fotos mostram que é a antiga a relação de Lula com Roberta.

Lula passou vergonha ao ser desmentido em minutos, logo após a entrevista. Ao escolher a negação absoluta — “nunca vi essa moça na minha vida” — Lula comprometeu a credibilidade de tudo o mais que disse na entrevista e em outras ocasiões. Afinal, quem mente sobre o que está documentado em fotos públicas enfraquece o resto do que diz na mesma conversa: sobre o filho, sobre as investigações, sobre o governo.

A política brasileira está saturada do “não sabia” de Lula no escândalo de corrupção do mensalão em seu primeiro governo, há mais de duas décadas. Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram.

O efeito é imediato: a denegação não protegeu Lulinha nem desfez as suspeitas da PF. Apenas deixou a impressão de que, diante da câmera, o presidente preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos.

MISTURAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

COADJUVANTES. Cada vez mais, se torna restrito no futebol brasileiro o grupo de clubes que brigam pelo pódio. Por isso mesmo, vítimas de gestões incompetentes, mais equipes de tradição tendem a ser apenas coadjuvantes. O desequilíbrio pode se tornar acintoso. 

O CORAÇÃO TEM CÉREBRO - Faz um bom tempo que escrevi sobre esse assunto. O coração, também, pensa. Ele dispõe de neurônios, em uma rede neural própria capaz de processar e gerar decisões racionais, algo semelhante ao que faz o cérebro. Afiançam estudos pela física quântica. Foi mais ou menos assim que relatei. Não sei onde fui buscar essa informação. Só sei que cometi esse texto. 

TODO TIME QUER - Pressão, posse de bola, profundidade, amplitude, mobilidade, variações táticas e intensidade. É tudo que um time de futebol deseja. Como conseguir isso? Ora, contratando jogadores de qualidade para desempenhar tais tarefas. Quais os times brasileiros em condições de realizar isso? Tem que usar uma lupa para encontrar. 

PENSE NUM PAÍS - O Brasil é beleza, poesia, música, tragédia, desigualdade, irresponsabilidade e corrupção. Tudo de bom e ruim de mãos dadas. Ainda vai? 

FRASE - “A política ensina duas coisas: o caminho do inferno e o estilo do diabo”. Alcides Carneir

Forum privilegiado - Antônio Alves de Morais.

Se o Supremo Tribunal Federal cumprisse a sua verdadeira função, aplicando a lei e a justiça, ninguém queria "Forum privilegiado", porque sendo a última instância não havia mais para quem apelar. 

Acontece que a STF é uma corte formada por juizes nomeados de favor, para fazer favores a quem os nomeou. 

Como diz Luiz Gama, foto nos seus versos : 

"Não tolero a magistrado,

Que do brio descuidado, 

Vende a lei, trai a justiça,

Faz a todos injustiça,

Com rigor deprime o pobre,

Presta abrigo, ao rico, ao nobre,

E só acha horrendo crime, 

No mendigo que deprime".

Nos últimos tempos nos embates no plenário do STF temos vistos bate bocas os mais diversos. Os mais notáveis deles os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Barroso declararam verdadeiros absurdos a respeito de colegas da corte. Frente a frente, olhando nos olhos.

Nem respeito existe mais entre as "Vossas Excelências". Já tivemos ministros no STF bem mais qualificados : Evandro Lins e Silva, Bilac Pinto, Afonso Arinos, Paulo Brossard que o diga. 

RONALDINHO GAÚCHO, UM ARTISTA BRASILEIRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Depois de Garrincha, não lembro de um jogador brasileiro que, através do drible, tenha fascinado tanto as plateias do Mundo quanto Ronaldinho Gaúcho. Esse herói da alegria volta a jogar futebol por uma divisão secundária do futebol europeu. Artistas da bola como ele estampam sempre um sorriso despreocupado, são generosos, pouco disciplinados, irreverentes de uma arte popular que é o futebol. Com o seu estilo, Ronaldinho Gaúcho "nos representa", sim.

O BEM JOGADO - Hoje, o jogo bem jogado requer gostar da bola e valorizar sua posse. Não depender, excessivamente, do jogo dito "reativo", nem da "bola parada". Jogar bem e bonito significa jogar com eficiência. Eliminar o "saber sofrer" ou o "sofrer menos". O baixo nível de muitos jogos que assistimos no futebol brasileiro tem muito a ver com estagnação. 

A PIOR FORMA DE SOLIDÃO DO JOGADOR - Não existe pior coisa para o jogador do que ser apontado como único culpado pelo fracasso da equipe. O pior acontece quando, depois do erro cometido, não aparece ninguém que saia em sua defesa. O jogador olha para todos os lados e só vê inimigos. Não tem para onde correr ou fugir. É a pior forma de solidão para o atleta. Principalmente, se o caso for com o goleiro que falha.

FRASE - “Futebol é a vitória da inspiração sobre o método; é a vitória do atalho sobre a estrada”. Carlos Pol

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Dr Raimundo Maciel de Brito - Antonio Alves de Morais.



Tem coisas que não chegam á compreensão do cidadão comum. Como justificar na mente dos singulares as decisões erradas dos que governam. O homem do povo tem que entender, obedecer e praticar o que o Poder Publico dita, só que o sistema trama, modifica e destrói a seu livre arbítrio.

Foi isso que aconteceu em Crato: destruição. Município de topografia acidentada, o que muito ajuda para que a sede tenha um clima bastante quente, portanto, ela fica necessitada, como as demais urbes cearenses, de áreas verdes, de espaços abertos e reflorestados para que a população desfrute de aeração sadia e farta. Mas, não foi por falta de local adequado para construir o Fórum que a administração publica municipal demoliu mais uma praça.

Terrenos a venda não faltavam ao seu derredor. No bairro Mirandão, existiam e existem loteamentos e terrenos baldios para desapropriação que comportam até uma metrópole. Porque então sacrificar um logradouro publico? Uma pracinha que recebeu o nome de um dos filhos ilustres da cidade, falecido em trabalho no seu gabinete na Superintendência do INSS, quem sabe, até defendendo os interesses de sua terra.

Falo do Dr. Raimundo Maciel de Brito, foto, cratense que, como poucos, soube ajudar seus conterrâneos e lutar pelos preitos maiores da comunidade. A pracinha a que me refiro situava-se em frente à rodoviária. À época da inauguração da mesma, estive presente e como parente, representei a família. Agradeci ao então prefeito Ariovaldo Carvalho à justa homenagem que o povo prestava ao falecido, dando o seu nome àquele logradouro.

Qual não foi meu espanto ao ver a rodoviária com sua frente voltada para o quintal do Fórum e os moradores do bairro privados dos seus momentos de lazer a sombra dos oitis, castanholas, sombreiros, etc.

Nada contra a construção daquela casa de justiça; outras cidades souberam locar as suas, mas ao fato, cabe toda revolta a quem autorizou a demolição da Praça Raimundo Maciel de Brito.

O logradouro merecia seu nome, porque se assim não fosse e se é que funeral conta algo de quem já morreu, até hoje, em Fortaleza, só dois são lembrados em grandiosidade e emoção: o do Governador Raul Barbosa e o do cratense Raimundo Maciel de Brito.

Cel. Ronald Brito.

“SANTINHOS” POLÍTICOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Temos que dizer quem somos. Do contrário, quem não nos conhece e não gosta da gente, pode nos definir de uma maneira inteiramente equivocada.

Como sou o que digo, imaginei ser isso o suficiente para que os outros tivessem uma ideia do que somos e dos valores que defendemos. 

Escrevo sobre futebol, política, música e  o tempo. São parcos os conhecimentos, reconheço e juro de pés juntos.

Confesso sentir um mal estar quando abordo política, esta arte tão nobre tratada a pontapés.

Todos os problemas passam e são resolvidos, ou não, pela política.

Como disse Alcides Carneiro, antigo político e intelectual paraibano: “Lugar onde os homens me ensinaram os caminhos do inferno e o estilo do diabo”

À guisa (palavra bonita) de esclarecimentos para os que me esculacham quando abordo política (não se preocupem, a bronca é livre), eis algumas confissões, talvez, desnecessárias e desinteressantes.

Por não me dar tanta importância, fico em dúvidas se isso realmente é levado em conta pelas pessoas.

Quando menino, antes de descobrir e me apaixonar pelo futebol, os primeiros santos do meu altar foram os políticos.

É preciso esclarecer urgentemente: os “santinhos” dos políticos, fotos fartamente distribuídas durante os períodos eleitorais.

Através desse material de propaganda, todos me pareciam sem jaça, sem nódoas.

Me lembro dos “santinhos” estaduais de Paulo Sarasate, Parsifal Barroso, Virgílio Távora, Carlos Jereissati, Armando Falcão, Wilson Gonçalves, Adahil Barreto, Figueiredo Correia e tantos outros.

No plano nacional Jânio Quadros, Henrique Lott, João Goulart, Ademar de Barros e Fernando Ferrari.

Com pequenas exceções negativas, o nível era, moralmente falando, disparadamente melhor.

Colecionava-os como figurinhas de álbuns de artistas ou jogadores de futebol.

Apesar dessa “iniciação”, nunca cultivei grandes admirações no teatro político.

Até que um cidadão chamado Luiz Inácio da Silva, “Lula”, me chamou à atenção. Da admiração à decepção foi tudo na mesma proporção.

Não há como conviver com grossa corrupção.Nunca fui sectário, embora quando jovem, tivesse inclinações esquerdizantes.

Depois, veio a desilusão com a realidade conhecida. E olha que a desilusão é uma doença quase incurável.

Nem direita, nem esquerda, tampouco centro disso ou daquilo. Hoje, com as polarizações, ao expor um ponto de vista crítico à ações danosas ao país, de forma isenta, só não somos chamados de santinhos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Isabel de Morais Rego e o hino à Nossa Senhora Auxiliadora - Antônio Alves de Morais.

Isabel de Morais Rego era a filha caçula  do casal José Raimundo  Duarte, o conhecido José Raimundo do Sanharol e sua esposa Antônia de Morais Rego. O pai faleceu  na manhã do mesmo dia que a tarde ela nasceu. Foi batizada pelo Padre Benedito de Sousa Rego, primeiro vigário de Várzea-Alegre de quem também era afilhada e sobrinha.

Na década de 30 do século passado, de passagem pela casa de sua irmã Leonarda Bezerra do Vale, Dadá do São Cosme, conheceu uma  freira da Fundação Padre Ibiapina do Crato de quem recebeu de presente uma pequena imagem de Nossa Senhora Auxiliadora.

Em casa chegando de posse da santinha disse para filhas Josefa e Raimunda: De hoje em diante, toda primeira semana do mês de Maio será  rezada as novenas a Nossa Senhora Auxiliadora em nossa casa. Mãe a filhas eram analfabetas, Josefa lia alguma coisa, mas, não escrevia, Raimundo escrevia e pouco sabia ler.

Assim é que a Isabel de Morais Rego compôs a letra e colocou a musica do que resultou o Hino a Nossa Senhora Auxiliadora, cantado e decantado por décadas pelos do Sanharol  nas novenas a santa.

60 anos depois,  me encontrando em Porto Velho com o Padre Emílio, vigário Geral da Diocese de Nossa Senhora Auxiliadora, contei a história para ele. Fui procurado pelo Frei Osmar, um frade franciscano, e cantei o hino, ele gravou e preparou partitura e incluiu no livro de cânticos da paróquia. 

Josefa Alves de Morais, Zefa  do Sanharol, minha avó. Uma das maiores religiosas de Várzea-Alegre, se não a maior.

"Está lá no livro de cânticos  da diocese : "Hino a Nossa Senhora Auxiliadora. Autora Isabel de Morais Rego". Pouca gente conhece essa história. Não há registros que a paróquia de São Raimundo em Várzea-Alegre a conheça.
Eis a  preciosidade produzida por minha Bisavó:

Maria Auxiliadora.
Nossa mãe tão venerada.
Nas aflições dessa vida.
Sede nossa advogada.

Sede nossa advogada.
Sede nossa protetora.
Rogai por nós a Jesus.
Maria Auxiliadora.

As lindas flores dos campos,
São um jardim de alegria.
Mas não dão para igualar.
Ao o retrato de Maria.

Para que com alegria.
Gozemos do sumo bem.
Maria Auxiliadora.
No céu para sempre, amém.


MORTE DE HUBERTO CABRAL ENLUTOU O CARIRI - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Pelos meus 14 anos, já como controlista (hoje, operador) da Rádio Educadora do Crato, tive a sorte de conhecer Huberto Cabral. 

Jornalista, comentarista esportivo, historiador, memorialista e uma grande figura humana. Quando lançamos o livro de causos e crônicas e fomos agraciados com o título de cidadão cratense, contamos com o suporte desse enorme cidadão. 

Cabral nos deixou. Ficamos orfãos de sua generosidade e de preciosas e históricas informações. Ave, Cabral! 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

"O que ex-petistas falam do Lula" - Antonio Alves de Morais.

 


"Lula não tem caráter. Ele é um oportunista".

Chico Oliveira - Sociólogo.

"Lula ignora a constituição e se acha acima do bem e do mal".

Hélio Bicudo - Jurista.

"Lula é um farsante. Não merece confiança. É um governo para enganar pessoas".

Ferreira Gullar - Poeta.

"Lula chefia uma organização criminosa capaz de roubar, matar, liquidar qualquer um que passe na sua frente ameaçando o seu projeto de puder".

Heloíza Helena - ex-senadora do PT. 

Educação no Brasil - Por Darcy Ribeiro.

 


A crise da educação no Brasil não é crise; é um projeto.

Darcy Ribeiro.

In memoriam da Lava Jato - Percival Puggina

 

Quando o Ocidente, por bons ou maus modos, pôs fim ao absolutismo monárquico, destacaram-se dois modelos de limitação do poder político: o britânico, construído a partir da Revolução Gloriosa de 1688, e o estadunidense, instituído com a independência de 1776. Os artífices desta última conheciam bem o modelo institucional vigente na Inglaterra. Com bom proveito, haviam estudado O Espírito das Leis, que Montesquieu publicara poucos anos antes. Tempos brutos na América, mas quem sabia ler, lia.

Ali estava, também, a tripartição do poder, pondo a funcionar o sistema de freios e contrapesos, para evitar que qualquer deles saísse de controle. Seria a esse modelo que o Brasil aderiria nas suas constituições democráticas, adotando, com igual intuito (o de fracionar o poder político), o federalismo vigente nos Estados Unidos. Só que não. Em momento algum foram providas, no Brasil, as precondições necessárias para a efetiva autonomia dos entes federados. A experiência republicana associou a palavra “federal” à ideia de governo central, do qual dependem, em proporções variáveis, estados e municípios. No encadeamento dessa tradição, foram ganhando força crescente as expressões “federal”, “nacional”, “central”, “geral”, “único”, entre outras. Tal fenômeno reflete a permanência de práticas que concentram o poder político na capital da República – um hábito intoxicante.

Na correspondência que trocou em 1887 com o bispo anglicano Mandell Creighton sobre a responsabilidade moral de líderes históricos, Lord Acton nos proporcionou a famosa afirmação transcrita como introdução a este artigo. Ele não aceitava que a importância de um cargo – de qualquer cargo – sublimasse a condição humana de seu ocupante e alertava contra a tolerância ante os abusos de poder. De suas páginas, parece gritar ao Brasil de hoje: “Parem de abraçar a servidão! Não normalizem aberrações institucionais!”

A literatura de ficção científica produziu obras interessantes sobre revolta das máquinas. Autores providos de gênio criativo conceberam a possibilidade de as máquinas ganharem autonomia e construírem razões autônomas ou aspirarem e lutarem por domínio (como acaba de acontecer de modo autônomo com duas IAs). Ora, se nem o poder das máquinas escapa à sentença de Lord Acton, como poderia fazê-lo o imenso aparelho do poder político brasileiro?

A nação, vertente de onde emana o poder, quis a Lava Jato, amou a Lava Jato, aplaudiu-a com empolgação, e a viu ser objeto de uma campanha de descrédito. Assistiu-a ser destroçada pela máquina do poder. Ainda assim, pesquisa de Genial/Quaest de março de 2024 mostrou que apenas 28% dos entrevistados consideravam que ela “fez mais mal do que bem”…

A corrupção colossal que estamos vendo em Brasília é expressão política e apocalíptica de uma brutal concentração de poder. É sintoma visível da servidão a que fica relegada a nação quando artifícios são montados para perenizar autoridades, posições e acesso a meios abundantes, agindo de modo autônomo e… fora de controle. Só que isso não é ficção científica (nem política), é dura realidade sobre a qual não adianta falar. Tudo foi consumido, consumado e a continuidade da Lava Jato teria evitado.

Brasília, nosso mostruário de excessos, é referência sensível da concentração de autoridades gerando autoritarismo, de poder gerando abuso e de arrogância gerando narcisismo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Seu Siebra - Antonio Alves de Morais.

 


RAIMUNDO FERREIRA LIMA SIEBRA, nascido em 11.10.1855, portanto, sua mãe morreu de parto dele. 

Raimundo era casado com  Ormecinda Pedroso Siebra, tendo ele exercido em Várzea Alegre – CE a profissão de farmacêutico, e era por todos conhecido por  “SEU SIEBRA” OU “o Velho Siebra”. 

O casal morou por muitos anos no sítio Sanharol em Várzea Alegre.  

Raimundo e Ormecinda eram os pais. dentre outros filhos de Jorge de Lima Siebra. 

Jorge de Lima Siebra, foto tinha pendores para medicina, e, viveu sua vida salvando humanos. 

Chegando a ser tratado  por todos como  "Um Anjo que salva vidas".

Jorge Siebra era um homem justo, solidário e caridoso. Junto com Pedro Costa foram perseguidos porque tomavam sempre o lado e a defesa dos perseguidos pelos coronéis do bacamarte da época. 

Deixou um legado de exemplos a serem seguidos por todos e, que  honraram a sua nobre e ilustre família.

Ramiro, o feio - Xico Bizerra.

"Ramiro era muito feio e todos os bonitões da cidade riam de sua feiúra. Descaradamente. 

Até os que também eram feios riam de sua feiúra, tão feia que era. 

Ele não se importava e seguia a vida, carregando bagagens na estação de trem, trabalhando como chapeado: era assim que se chamavam aqueles que transportavam malas, identificados por um número na chapa de bronze colada ao quepe : o seu era o 341.

Um dia Ramiro ganhou de um viajante um espelho encantado que refletia a alma das pessoas que nele se olhassem. 

Ramiro olhou, viu-se e passou a rir da feiúra de todos os bonitões da cidade. Discretamente, sem que ninguém percebesse que estava rindo. 

Como era feio aquele povo! Como era belo o Ramiro"!

Falsidade - Antônio Alves de Morais.



Gente falsa é como "SAPO" tem perna curta, língua comprida, olho grande e vive na lama. Ignore, veneno só faz mal quando você engole.

A inveja é a amargura que se sofre pela felicidade alheia.

Não corra atrás das borboletas... Cuide do jardim para que elas venham até você. E, tudo que você não puder contar como fez, não faça!

domingo, 23 de agosto de 2026

Meditem - Antonio Alves de Morais.

 

"Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

Qual é o seu nome? Chamo-me Nelson, Senhor. Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada. Agora sim! - vamos começar .

Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta: Para que haja uma ordem em nossa sociedade. Não! - respondia o professor. Para cumpri-las. Não! Para que as pessoas erradas paguem por seus atos. Não! Será que ninguém sabe responder a esta pergunta? Para que haja justiça - falou timidamente uma garota. Até que enfim! É isso, para que haja justiça.

E agora, para que serve a justiça? Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo: Para salvaguardar os direitos humanos. Bem, que mais? - perguntava o professor .

Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem... Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta: "Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?" Todos ficaram calados, ninguém respondia.

Quero uma resposta decidida e unânime! Não! - responderam todos a uma só voz. Poderia dizer-se que cometi uma injustiça? Sim!

E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!  Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia."

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

MISTURAÇÃO - Wilton Bezerra, comentartista generalista.

 


A REALEZA DE PELÉ - Diante de um craque como Pelé, testemunhamos um gênio humano mais fácil de compreender do que, digamos, Picasso, Einstein, Miguel Ângelo, Dante e Da Vinci. Em uma de suas magistrais crônicas, Nelson Rodrigues afirmou que Pelé podia cumprimentar qualquer um desses, com íntima efusão: "Como vai, colega?". 

BANDIDO BRASILEIRO VESTE MAL - O bandido está em alta no Brasil a ponto de ser cobrado quanto a sua deselegância no vestir. Pois é. Um articulista de grande jornal, fascinado por cinema, recuou até os filmes de gangsteres americanos dos anos 1920, para dizer que os bandidos brasileiros se vestem mal. Afirma ele que os nossos delinquentes são mais ricos que os bandidos americanos do começo do século passado. Entanto, se vestem como pés de chinelos. Faltava essa para glamourizar a bandidagem verde-amarelo. 

MUITO CEDO PARA ONAIREVES - Ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol e ex- deputado federal cassado por falta de decoro em 1999, Onaireves Moura tirou até um tempo atrás das grades. O seu maior "momento cultural" se deu numa declaração a respeito do aniversário de 200 anos da revolução francesa. Instado pelo repórter sobre os efeitos dos 200 anos do acontecimento, afirmou: "É muito cedo ainda para avaliar esses efeitos". Demais. 

A FRASE - “A preocupação das autoridades deve ser com os fatos e não com diplomas.” W

Sete dicas de São João Bosco aos pais e professores para orientar as crianças no caminho da virtude - Antônio Morais.


01 - A punição deve ser o último recurso. Muitas vezes é fácil perder a paciência e ameaçar uma criança em vez de educá-la. Até São Paulo tinha essa tentação: ele se lamentava de como alguns convertidos à fé retornavam facilmente aos hábitos inveterados; no Sete dicas de São João Bosco aos pais e professores para orientar as crianças no caminho da virtude -  Antônio Morais. entanto, suportava esses desafios com paciência tão zelosa quanto admirável. Este é o tipo de paciência de que precisamos ao lidar com os mais jovens.

02 - O educador tem que se esforçar para ser amado pelos alunos caso deseje obter o seu respeito. O amor se mostra nas palavras e, mais ainda, nas ações, com todos os cuidados direcionados ao bem-estar espiritual e temporal dos alunos.

03 - Exceto em casos raríssimos, correções e punições não devem ser dadas em público. Somente casos graves de prevenção ou reparação de escândalos justificam correções ou punições públicas. Em todos os demais casos, deve-se preservar a privacidade. Afinal, trata-se de educar, não de humilhar.

04 - Violência? Castigos físicos? Devem ser absolutamente evitados. Em vez de educar, eles machucam não só fisicamente – além de rebaixarem a reputação e a respeitabilidade do suposto educador.

05 - As regras de disciplina, bem como as suas respectivas recompensas e punições, devem ficar bem claras para o educando, de modo que ele não possa alegar que não sabia. Em outras palavras, as crianças precisam de limites claros. Ninguém se sente seguro se estiver voando às cegas.

06 - Seja exigente nas questões de dever, firme na busca do bem, corajoso na prevenção do mal, mas sempre gentil e prudente. A impaciência expande o descontentamento até entre os melhores. A caridade triunfa onde a severidade encontra o fracasso. A caridade é a cura, embora possa parecer (e ser) lenta. Daí a necessidade, de novo e sempre, de paciência, paciência e paciência.

Não se trata de ser frouxo, leniente, conivente. Já foi dito que é preciso estabelecer regras e limites claros. A paciência não consiste em tolerar a indisciplina, mas em educar na disciplina com respeito, apesar da tentação de explodir e partir para os gritos, castigos e até para punições físicas.

07 - Para ser verdadeiros pais e mestres, não devemos permitir que a sombra da raiva escureça o nosso semblante. A serenidade deve brilhar em nossas mentes e nossa fronte, dispersando as nuvens da impaciência. O autocontrole deve governar todo o nosso ser: mente, coração, lábios, mãos… Se alguém está errado, esse alguém precisa de ajuda e acompanhamento.

Fundamental para acompanhar todos esses conselhos: A humilde oração a Deus é imprescindível e fará uma diferença notável, que edificará e iluminará!

Seu Elói - Antonio Alves de Morais


A história da radiofonia do Crato passa por Eloi Teles de Morais. Com os seus programas "Coisas do meu Sertão e Forró da casa grande" através das Rádios Educadora e Araripe levou diversão e muita alegria às multidões.

No dia 10 de Dezembro de 1971 Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima celebrou o meu casamento. Passei a residi na rua Major Evangelista Gonçalves no Pimenta, em Crato.

Vizinho de Elói Teles de Morais. Ele diretor artístico da Rádio Araripe do Crato, a pioneira. Elói era uma pessoa gentil, educação esmerada, tratava as pessoas com lhanesa e irradiava alegria e felicidades. 

Nossas conversas eram muito agradáveis. Ele tinha um jeito só dele de fazer as publicidades dos seus programas.

Nada gravado, tudo improvisado. Um dia ele me contou uma história que eu nunca esqueci.

Elói me falou que precisava ir ao Juazeiro do Norte comprar uma ferramenta que não encontrava em Crato, no mesmo horário que tinha que está na rádio apresentando o programa "Coisas do meu sertão". 

Fez a abertura, mandou colocar o disco com a música "Triste Partida", pegou a Brasília e chispou para o Juazeiro. 

Quando voltou ainda tinha gente subindo no caminhão.

Elói Teles era um gênio da graça e do humor.

Coisas do Sr. Pedro Felicio Cavalcante - Por Jose Ronald Brito

Foto - Pedro Felício Cavalcante.

Quando o Coronel Adauto Bezerra assumiu o governo do Ceará em 1976, não ficou pregando aos quatro cantos as dívidas herdadas. Se os administradores que entregam o poder, sempre deixam, o Estado devendo, roubando ou não! Aqueles que os sucedem ficam só falando em pagar dividas, passam os quatro anos e não fazem nada.
Apesar das diferenças políticas, mas reconhecendo a respeitabilidade de um adversário político, o Cel Adauto solicitou o comparecimento do Sr. Pedro Felício, prefeito eleito do Crato a Fortaleza para uma audiência.
Á época eu trabalhava no gabinete do governador e quando o Sr. Pedro Felício chegou logo me reconheceu, pois eu morei grande parte da minha vida adolescência na casa de tio Vicente Bezerra, que foi a vida toda funcionário do Banco do político, o Caixeiral do Crato.
Acompanhei o Sr. Pedro até o governador, o assunto eu já sabia! O governador como político experiente já sabia das dificuldades que os novos gestores dos municípios iriam encontrar, então mandou o Banco do Estado do Ceará, criar uma linha de credito a juros módicos e pagável em dez anos.
Quando o Sr. Pedro Felício saiu da audiência, eu perguntei:
E aí Sr. Pedro, deu tudo certo?
E ele:
Com o Adauto sim, mas com o Banco não! Eu não vou fazer dividas para os outros pagarem.

Por que votarei, sempre, contra o candidato petista - Percival Puggina


Ao contrário do que o título deste artigo pode sugerir, não faço restrição a tudo que não seja de direita. Numa democracia, havendo esquerda, é natural que exista direita e vice-versa. Minha severa restrição se volta à esquerda representada pelo grupo político governante no Brasil, polarizado pelo PT e aos seus reflexos na conduta tantas vezes casuísta e imoderada da cúpula do Poder Judiciário.

Tenho escrito e reiterado em programas de rádio e TV que essa esquerda, ruinosamente, ataca preciosos bens não materiais, espirituais e os conceitos mais relevantes que integram patrimônio intangível de ampla maioria da sociedade brasileira. Mesmo assim, parcela minoritária, mas expressiva, ainda não percebe ou considera irrelevante a destruição provocada por tais ideias e práticas no convívio social, político e econômico.

Em tal contexto, o “politicamente correto” é, simplesmente, um artifício que usa os meios culturais para implementar, sob pressão, as pautas do partido. Este texto pretende fazer uma síntese dos alvos políticos, econômicos, espirituais e culturais na mira da supostamente revolucionária esquerda nacional. A saber:

Deus. Sim, Deus se tornou alvo. A esquerda brasileira não aceita um Deus divergente do partido e uma lei moral que reprove condutas do Estado.

Pátria. Sim, também o amor à Pátria, porque o patriotismo é uma expressão visível do bem comum que é material, de contorno geográfico, mas não exclui o ensino e a experiência dos que vieram antes; por isso, inclui a tradição, a História e a sabedoria herdada – a “democracia dos mortos”, nas belas palavras de Chesterton.

Família. Sim, a instituição familiar é alvo dessa esquerda porque sintetiza a transmissão de princípios e valores que ela combate nas salas de aula e nos demais meios culturais. A família é considerada um agente patriarcal, contrarrevolucionário.

Liberdade. Esse precioso atributo da natureza humana raramente é mencionado pela militância esquerdista, que faz incidir contra ela todo poder que controla, quando tal lhe convém. Por isso a vimos, ano após ano, contida pelo Congresso Nacional, empenhada em controlar a mídia e regular os meios de comunicação; por isso a vimos mudar de alvo, conquistando apoio da mesma mídia quando surgiram as redes sociais.

Vida. O desapreço esquerdista ao valor da vida se manifesta de modo mais nítido quando o alvo é a vida intrauterina em qualquer de suas formas, mesmo na hora do parto. O combate a tão grave direito natural, se reflete nos conceitos sobre o valor do ser humano e no respeito à dignidade alheia.

Dignidade da pessoa humana. Sim, a esquerda não dá resposta satisfatória ao fundamento dessa dignidade. Fora das estreitas fronteiras delimitadas pelos conceitos de “companheiro” e “camarada”, ela simplesmente não sabe o que é isso.

Propriedade. A relação da esquerda com o direito de propriedade envolve duas situações. Numa, seus adeptos privilegiam os bens próprios e cuidam e ampliá-los; noutra, têm por alvo os bens alheios, estimulando invasões, severas tributações e restrições ao uso.

Bondade, beleza, justiça e verdade. Sob controle da esquerda, construções exitosas de uma civilização, com reflexo na cultura e tradição, precisam ser destruídas para parto de uma nova sociedade que, onde ensaiada, fracassou em todas as suas dimensões. Aprenda sobre isso observando o que acontece nas universidades.

Para essa esquerda, nenhum poder ou influência pode sobreviver fora do Estado ou do partido. Estou plenamente convicto da posição que aqui defendo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

19 DE AGOSTO - DIA DO HISTORIADOR - ANTONIO ALVES DE MORAIS

 

Quando nascemos abrimos os olhos para o mundo, dentro de um ambiente que se nos vai tornando familiar, à proporção que os anos passam e à medida que nós vamos integrando nele.

Tudo em torno de nós começa, aos poucos, a fazer parte da nossa própria vida até que, toma aspecto comum, sem que disso nós vamos dando conta.

A vida decorre placidamente, entremeada apenas por ligeiros encrespamentos, quando o próprio acervo do teatro em que nos movimentamos, desperta, e sai da sua casa quase letargia.

 Nossa imaginação se perde em fantasiar uma vida mais ativa, mais cheia de imprevistos que nos proporcione algo mais palpável, para satisfazer os nossos anseios.

O tempo passa, os primeiros arroubos são amortecidos e aí, então, acontece o que não esperávamos. Basta que distanciemos da paisagem amiga que nos acolheu e abrigou para que comecemos a sentir nostalgia e darmos vida a aquilo que, às vezes, passava despercebido.

Longe começamos a rever, na imaginação, nos mínimos detalhes, aquele todo que nos pareceu tão igual, invariável e quase insignificante.

Sentimos algo se movimentar dentro de nós, uma sensação esquisita, agradável e benéfica que faz com que nos transportemos, pelo espaço ilimitado, e nos façamos presente ao tempo longínquo.

Assim é que sem sabermos por que, aquelas pequenas coisas que nada significavam outrora, atuam em nosso espírito e despertam sentimentos que não supúnhamos fossem capazes de existir.

Passamos a viver com a sombra das imagens de tudo que deixamos para trás, e a dar vida e movimento ao que, até então, estava inanimado. Veem-se recordações do tempo de nossa infância em que, livres e despreocupados, percorríamos alegres as veredas do incógnito para atingimos uma meta até certo ponto imaginária.

Chegamos à quadra da nossa juventude quando os sonhos e as ilusões preenchiam totalmente aquela existência descuidada. Entramos então na realidade presente e vemos que todos esses pensamentos, que povoam o nosso cérebro cansado, são resultantes da saudade que nos atinge.

Começamos a nos interessar por informações que constam do nosso banco de dados, algumas delas contemporâneas, vividas e outras repassadas em conversas com pessoas que já não se encontram em nosso meio.

Na ausência de registros oficiais, essas informações verbais vão surgindo, pouco a pouco, e muitas vezes bem ao gosto das conveniências e dos interesses de cada época e cada povo, tornando-se reais para as gerações futuras.

L E A L D A D E - Antônio Alves de Morais.



"Enquanto a soberba é o atrevimento dos homens maus, a lealdade é a virtude dos homens bons. Lealdade é o sentimento que abre portas da vida e coração.

A vida é um projeto que sozinho é uma ilha. É uma obra inacabada. A criatura é um ser social e necessita viver em gregário, porém, há muitos conflitos entre humanos.

A lealdade surge como milagre nos atributos sociais, curando feridas, suavizando desavenças, adocicando amarguras de corações amargurados.

Quem é leal, é afável e doce com os amigos, a família e o núcleo social.
A lealdade alimenta tudo o que existe de melhor no ser humano.

O homem leal se redime após reconhecer o próprio erro. A lealdade é capaz de perceber seus limites e imperfeições!
Compreende que as ilusões das aparências é a esterilidade das virtudes.

Lealdade é virtude inquestionável e de grande valor pra evolução humana.
Lealdade é sinônimo de verdade, pois ser leal é, antes de tudo, verdadeiro. Lealdade é um atributo do caráter que enriquece qualquer relação humana.

Lealdade é acima de tudo uma busca pra novos caminhos, pra exauri as rotas obsoletas".

SOB A ÉGIDE DAS PROPINAS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Antecessor de João Havelange, sir Stanley Rous não recebia nem salário pelo cargo que ocupou como presidente da FIFA, entre 1961 e 1972.

À frente da entidade, o brasileiro João Havelange mudou tudo. Ampliou a Copa do Mundo e a tornou uma máquina de fazer dinheiro, aumentando os valores dos direitos de transmissão do torneio.

Foi um tempo em que o "propinoduto" fez maletas de dinheiro vivo voarem entre Zurique (sede da Fifa) e Rio de Janeiro.

Lembramos até de uma tenebrosa transação em forma de "mimo para uma criança".

Sandro Rosel (ex-presidente do Barcelona) enviou R$ 8,12 milhões para a filha de dez anos de Ricardo Teixeira.

Além de ex-genro de Havelange, Teixeira era membro do Comitê Executivo da FIFA.

Tempos muito "esquisitos".

Ora... 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

22 de Junho de 1937, fundação do Rotary Club do Crato - Antonio Alves de Morais.

Sentados da esquerda para direita : Dr. Miguel Lima Verde, Dr. Otacilio Macedo, Dr. Irineu Pinheiro, Dr. Antonio de Alencar Araripe, Dr. Antonio Macario de Brito, Dr. Décio Teles Cartaxo, José Eurico Ribeiro da Silva.

Em pé da esquerda para direita : Dr. Ivan Ramos, Perentino Maia, Plinio Cavalcante, Hélio, visitate originario de Juiz de Fora - Minas Gerais, José Barbosa, Cândido Monteiro e Dr. Jefferson Alburquerque. 

O Rotary Club do Crato foi fundado em 22 de Junho de 1937, foi Registrado em Rotary Internacional sob o número 7810 em 15 de Agosto do mesmo ano. 

A sua Carta Constitutiva foi entregue em 18 de Fevereiro de 1938, por uma caravana de Rotarianos do Rotary Club de Fortaleza, composta dos seguintes membros: Carlos Ribeiro Governador do Distrito 72, na época o único distrito existente no Brasil; Thomaz Pompeu de Sousa Brasil, Abnedago Rocha Lima, Edgar Dutra Nunes, Germano Ponte, Alberto Craveiro, José Thomé de Sabóia, Raimundo Girão e José Pompeu de Sousa Brasil.

O seu primeiro quadro de sócios foi assim constituído: Irineu Nogueira Pinheiro Presidente, Ivan Ramos, Pergentino Maia, Plínio Cavalcante, Hélio José Barbosa, Cândido Monteiro, Jefferson Albuquerque, (Jefferson foi Governador do então Distrito 26 no período de 1940 a 1941, hoje Distrito 4490 a que o clube do Crato pertence), Miguel Lima Verde, Otacílio Macêdo, Antônio de Alencar Araripe, Antônio Macário de Brito, Décio Teles Cartaxo, José Eurico Ribeiro da Silva, João Batista de Siqueira, Ernani Silva, Elmar Silva, Álvaro Esmeraldo e Álvaro Garrido.

José Gonçalves Bezerra, Zezito e a esposa Toinha Bezerra - Antonio Alves de Morais

Eu peço permissão para contar uma historinha do Zezito, o homem mais humano, bom e amigo que se ouviu falar naqueles tempos. 

Um varzealegrense que não revelo o nome nem sob tortura chegou em São Bernardo num período de safra ruim para emprego. Depois de certo tempo estava devendo a pensão que ocupava e se desesperou. Procurou Zezito e contou sua historia. 

Zezito lhe perguntou, o que  você deseja que eu faça por você?  Eu quero que você me empreste uma quantia para eu pagar umas pendências e voltar para Várzea-Alegre. De lá eu te mando. 

Informado a importância Zezito entregou o numerário. Quando o rapaz chegou na pensão estava a convocação para um emprego que havia agendado. Um mês depois recebendo o primeiro ordenado procurou Zezito para pagar a dívida. 

Zezito falou : Você já está podendo pagar? Já resolveu seu problema? Eu pensava que você tinha retornado a nossa terra? O nosso sertanejo quitou a divida monetária, agradeceu, ficou devendo o obséquio, a consideração e a gratidão. 

Hoje, conta esta história bonita, solidária, humana que honra o nosso inesquecível José Gonçalves Bezerra, Zezito.

FURIOSOS & DESCONTROLADOS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


O clima no futebol do Brasil anda pesadão. Pode ser apenas uma sensação de nossa parte (olha a Míriam Leitão aí).

Sinceramente, não lembro de um período em que torcedores estiveram tão furiosos e descontrolados com seus times, como agora.

Em alguns casos, nas campanhas que pedem a cabeça de treinadores, jogadores e dirigentes, a civilidade vai para o vinagre. 

Vôte! 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

É mesmo assim - Antonio Alves de Morais.

 "Nunca se iluda, gente ruim não muda. Você espera que a pessoa amadureça e ela vai lá e apodrece.

Muitos irão gostar de você apenas enquanto puderem te usar, a lealdade termina quando os benefícios acabam. A ingratidão é o preço do favor não merecido.

Nada que eu posto é pessoal, muito menos direcionado a alguém. São simples mensagens, frases, imagens, piadas e brincadeiras, para fazer rir e passar o tempo.

Há tanta falsidade que a vida nos faz acreditar que caminhar sozinho nem sempre é o mal maior".

Capela de Santa Teresa de Jesus: importante patrimônio histórico de Crato – por Armando Lopes Rafael


O Cardeal João Braz Aviz, Prefeito da Congregação para os Religiosos,  visitou a capela de Santa Teresa, de Crato, em 21 de outubro de 2014

   Há quase cem anos era inaugurada, na cidade do Crato, a capela de Santa Teresa de Jesus. Felizmente esta igrejinha está conservada, mantendo sua originalidade, até os dias atuais.  A pequena capela foi entregue ao povo católico da “Cidade de Frei Carlos”, num dia 31 de outubro, aniversário de nascimento e de sagração episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato, coordenador da construção deste templo.

      Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente em Crato, fundada em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, Padre Quintino, o qual, um ano depois, seria eleito primeiro bispo da nossa diocese.

     A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos resta as gratas lembranças e os registros históricos...

    Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artesão cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, foi este cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos seis bispos da Diocese do Crato.

    As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino.

    Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé! Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar o sentimento católico da população daquele tempo.

      A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da Rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas ideias de modernismo, que tiveram seu auge na medíocre década 60, após a construção de Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978.

      Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da Diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade.
Altar-Mor da Capela de Santa Teresa de Jesus, em Crato

SOCIALISTA - Antônio Alves de Morais.



Individuo preguiçoso e fracassado, que inconformado com os resultados de seus parcos esforços, mas sem nenhuma iniciativa para superar as suas limitações, prefere jogar sobre a sociedade, a culpa do seu próprio fracasso.

Incapaz de admitir seus erros, cultiva a crença de que todos tem alguma divida para com ele, passando então a cobiçar dos outros, tudo aquilo que ele acredita merecer, mas não teve a capacidade de conquistar.

É aquele que  prega a distribuição igualitária da miséria.

FUTEBOL COMO ELE É - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Futebol não carrega bulas nem receitas de bolo. É um mistério. Qualquer linha de trabalho pode dar certo, mesmo a mais improvisada. Até o que parece perfeito pode desandar numa partida. Ou o que parece fadado ao fracasso pode se consagrar. 

NÃO É SÓ RESULTADO - Nem tudo se resume a resultados no futebol. Hungria de 54, Holanda de 74 e Brasil de 82 foram times inesquecíveis sem taças. Tanto que perderam para equipes fortes e mais pragmáticas. Mas, foram referências que contribuíram com a evolução do futebol e se eternizaram pelo sonho do jogo perfeito. 

A FRASE. "O Brasil e os brasileiros devem ao futebol a imagem simpática que têm". WB. 

domingo, 16 de agosto de 2026

Época do tudo pronto - Antonio Alves de Morais

Os dias de hoje são a época da mediocridade e da insensibilidade, da paixão pela ignorância, pela preguiça, pela incapacidade de agir e pela necessidade de tudo pronto.

Eu parei de me explicar quando percebi que as pessoas só entendem o que elas querem.

Antes de enganar alguém lembre-se : A verdade anda devagar mas sempre chega ao seu destino.

Quando você começa a focar em você, o único arrependimento que você tem, é de não ter começado antes.

Cônego Manoel de Araújo Feitosa - Por Robson Pereira Sales.

Nasceu em Arneiroz no dia 08 de dezembro de 1886, sendo filho de Leonardo Alves Feitosa e D. Maria Jardilina de Araújo Feitosa.

Iniciou a sua vida estudantil em Canindé em 1900, passando a residir na capital cearense no ano de 1907, ordenando-se em 1912.

Somente em 1917 fixou residência no Crato, onde teve larga projeção no que refere-se à educação e imprensa.

Em 1941 recebeu provisão de vigário de Quixará, onde faleceu a 28 de Dezembro de 1945.

O bom povo quixaraense, que dele recebeu favores espirituais sem conta, quis que os restos mortais de seu pranteado pároco, repousassem no recinto da Igreja Matriz.

A sua trajetória espiritual junto ao povo de Quixará não iniciara-se em 1941. Anteriormente, de 1919 a 1925, atendia convites do povo do lugar, geralmente para celebrar o dia de finados e o Natal.

Com a nomeação de vigário em 1941, já gozava de profundas amizades perante os paroquianos, o que veio a solidificar a grande estima do povo para com o seu líder espiritual.

Foi um homem de “dotes espirituais extraordinários, memória privilegiada, sacerdote exemplar.”

Fonte - "Revista Eclesiástica Brasileira e A Ação”.