domingo, 21 de dezembro de 2025

Quatro horas da manhã - Por José Augusto de Lima Siebra

Nesta hora me levanto,
Como é linda a natureza!
O galo solta seu canto,
A lua no céu acesa.

Chama o sol o caburé,
Gargalha o gordo jacu,
Qual sentinela de fé
Apita logo a nambu.

Muge a vaca no chiqueiro
E vai da cama se erguendo.
Se levanta o bom vaqueiro
E vem na cuia batendo.

Vai o céu iluminando
Seu manto de pedraria
As estrelas se apagando
Para dar entrada ao dia.

Nas árvores frondosas
Solta seu canto o xexéu
E as estrelas medrosas
Vão se escondendo no céu.

Surge além no horizonte
O incêndio da alvorada
Doura a cabeça do monte
Sua noiva coroada.

Vem o sol com seus eflúvios
E seu raio que mais brilha,
Vai coroando de luz
A fronte de minha filha.

As avezinhas garbosas
Vão desprendendo seu canto
E saudando com firmeza
O lindo festão do campo.

6 comentários:

  1. Xexeu, Jacu, Caboré e nanbu é a natureza em poesia. Muito bonito e prazeroso de ler.

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  2. V. Oliveira.

    Agradecemos sua visita e seu comentario. Alem de agregar valor e enriquecer a postagem, alimenta nossa vontade de continuar pesquizando e descobrindo valores, resgatando-os para posteridade. Um grande abraço e um bom dia.
    A. Morais

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  3. Um dos temas preferidos do poeta Zé Augusto: o amanhecer com toda beleza da natureza explodindo. Mais um belo poema.

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  4. Stela, Morais,

    O entardecer, apesar de romântico, é triste. Diferente do amanhecer, que além de belo é bastante alegre. O Zé Augusto externa a alegria desse delicioso momento do dia.

    Belo Poema.

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  5. Belo poema, que fez-me recordar o amanhecer de meus dias, quando ainda criança, na Rua José Correia Sobrinho, em frente ao mercado. Boas recordações.

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  6. Xexeu, Jacu, Caboré e nanbu é a natureza em poesia. Muito bonito e prazeroso de ler José Augusto de Lima Siebra.

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