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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Tebet põe a meta de déficit zero nas mãos de Deus - Por Otávio Augusto, o antagonista.


Apesar de apoiar a meta de déficit zero em 2024, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, demonstrou certa insegurança se ela será cumprida: “O futuro a Deus pertence”.

“Eu recebi receitas suficientes para zerar o déficit fiscal, sejam já realizadas ou que estão por vir. O futuro a Deus pertence, nós não sabemos diante do imponderável. 

Mas tem que ser algo imponderável. Nós acabamos de passar por uma pandemia que ninguém imaginava. Nós não sabemos como vai estar o enfraquecimento, a desaceleração do crescimento global ou não. 

Variáveis são sempre colocadas na mesa, mas nós não estamos rediscutindo meta fiscal neste momento”.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

ANIVERSÁRIO DO ARTILHEIRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Geraldino Savará, 73 anos, 98 gols no Castelão, 72 no Romeirão e mais um bocado de tentos por onde andou.

De Ipaumirim para o Icasa de Juazeiro, no finzinho da década de 1960. Fisgado pelo Guarany de Sobral, acabou sendo contratado pelo Fortaleza, onde fez história.

Está na galeria dos ídolos do tricolor. Festejado ainda hoje pela torcida do Leão. Defendeu, também, Ceará, Ferroviário e Tiradentes. Chute forte e velocidade eram com ele mesmo.

Lembro do primeiro treino de Geraldino pelo Icasa, no antigo estádio da Liga Desportiva Juazeirense (LDJ). Chegou como meia- armador, formando com Luciano na meia-cancha.

Num jogo de decisão contra o Guarani, em 1970, marcou um gol do meio de campo no goleiro Clodinei. Fez gol de todo jeito, menos em cobrança de penalidades, que não gostava de cobrar.

No rico futebol de hoje, estaria milionário.

Geraldino Saravá, um grande nome da história do nosso futebol. Parabéns e muito obrigado pela alegria proporcionada pelos seus gols.

Nas fotos, o artilheiro quando atuou pela Seleção de Juazeiro, na década de 1960, e pelo Icasa, no início dos anos 1970.

Se for mentira eu grele - Por Batista de Lima.

Excelente é a performance desse varzealegrense animado, que crava como assinatura, Antônio Alves de Morais. Seu texto “A ordenha da veada” é antológico. 

E quem quiser conhecer sua genialidade é só ler seu livro "Histórias, causos e proezas".

Imperdível.

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Caríssimo amigo Pedrinho Sanharol - Por Francisco Varela Pinheiro.


Francisco Varela Pinheiro.
Eu nasci em Várzea-Alegre-Ce e com 2 anos e 6 meses fui emigrado pro Crato com minha família.
Minha infância e adolescência foi no Crato-Ce. Portanto, me considero filho do Crato-Ce. Que Deus abênçõe às cidades de Várzea-Alegre e do Crato !
Quando ainda muito jovém, adolescente, com 12 anos de idade e trabalhando como Officé Boy no Banco de Credito Comércial. Cheguei à conhecer o Prefeito Pedro Felício como o qual sempre nos cumprimentávamos com um bom dia, boa tarde.
E entregava em suas mãos correspondências trocadas entre os Bancos de Crédito Comércial e o Banco Caixeral do qual era o proprietário o Sr. Pedro Felício. Aliás, muito gentil e educado.

Apartir de setembro de 1967.
Com 19 anos de idade.
Emigrei para Brasília.
Mesmo nascido em Várzea-Alegre me considero filho do Crato por ter emigrado prá àquela cidade com 2 anos e 6 meses. Estudei no Colegio Diocesano do Crato. Onde cheguei à concluir o Curso Admisdão ao Ginásio.

Tenho residência Oficial em Brasília.
E no momento estou residindo na Triplice Fronteira - Brasil, Paraguai e Argentina, com à familia em Foz do Iguaçú-Pr.

E sempre que posso vou visitar parentes e amigos no Cratinho de Açucar !
Talvéz o amigo Pedrinho conheça! Meu grande amigo de infância. Chama-se Wilton Bezerra.


Wilton Bezerra.

Estudamos juntos no Colégio Diocesano do Crato quando cursavamos o Admissão ao Ginásio.
Já estive visitando o amigo Wilton Bezerra no seu Apartamento no Bairro de Fatima em Fortaleza.
Quando crianças jogávamos bola juntos com Wilton Bezerra, Itálo seu irmão que jogou no Esporte e Ceará, Chico Curto, Fruta Pão, Cêgo Anduiá, Silva, Zé de Buzú, Cledson, Pirrô, Sibito, Zé Gagão, Tico de Binda e muitos outros craques da época.

Pedrinho.
Agente adolescente jogavamos no campinho de aréia que ficava à baixo, ao lado do campo do Cariri.
Wilton Bezerra já com seus 13 e 14 anos. Pegava um Sabugo de Espiga de Milho e ficava irradiando o jogo de nossa pelada.
Isso foi nos anos dourados.
1960 à 1970.
Linda recordação!
Grande abraços à todos cratenses !

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Histórias, causos e proezas - Por Dr. José Flavio Vieira.

 


“As coisas tangíveis

tornam-se insensíveis

à palma da mão

Mas as coisas findas

muito mais que lindas,

essas ficarão.”   

Carlos Drummond de Andrade

J. Flávio Vieira.

A vida, se a gente reparar direitinho, parece uma Montanha Russa. Os primeiros anos, os mais dourados, como na subida da rampa, passam lentamente e é possível curtir a paisagem ao redor e até bater papo  com os vizinhos de cadeiras, no trenzinho. Observando tudo miudinho do nosso observatório, do alto, bate-nos uma sensação de grandeza e onipotência. Chegado ao topo, no entanto, quando nos consideramos semideuses, de repente, a locomotiva desembesta. Velocidade alucinante, curvas fechadas, parafusos, loopings, frio na barriga. Aí já não há o que curtir, apenas agarrar-se à cadeira e esperar que , por fim, o carrinho esbarre. Em segundos,  tudo transcorreu sem que ao menos o percebêssemos, até que alguém avisa para sair: seu passeio acabou ! Se a gente não cuidar , sequer fica a recordação da viagem curta, alucinante, mas incrível.  

Recebi, nesses dias, o presente de um livro lançado recentemente: “Histórias, Causos & Proezas” do escritor Antônio Alves de Morais. Bateu-me uma alegria incontida porque Morais faz parte da minha viagem existencial, no parquinho. O livro é o diário de bordo também do meu passeio.  Subimos a mesma rampa na juventude e, agora, estamos descendo a montanha na velocidade estonteante que se segue ao cume. Nascido em Várzea Alegre, como meus ascendentes, o autor tem aquela irreverência e fluição típicas da oralidade dos filhos de Papai Raimundo. Antonio é um memorialista intuitivo e franco. Anotou, cuidadosamente, imagens e passagens da nossa excursão pelo mundo: cenário, personagens, histórias: esse amálgama de que se constrói a nossa  meteórica jornada terrestre. Teve o desvelo de  registrar tudo, antes que o trem trave e sejamos , logo mais, convidados a descer da condução. Dividido entre Crato e Várzea Alegre, as páginas  estão cheias de figuras expostas nas suas fragilidades, nos seus arroubos, nas suas guinadas e dribles. Um livro saboroso que, como os melhores Bordeaux, deve ir melhorando o buquê  e diminuindo  acidez com o passar dos anos.

A obra inicia com  o inventário de professores queridos nossos, entre eles Vieirinha, meu pai,  e José do Vale Feitosa, meu padrinho,  e de doces anos da nossa formação ginasiana no Colégio Estadual Wilson Gonçalves. De repente, por um momento, é como se o trenzinho voltasse a subir. novamente. a rampa íngreme: tudo se passa em Câmara Lenta, a vida, como um caramelo que se dissolvesse morosamente na boca , parece novamente valer a pena de ser degustada,.  E a felicidade , como num looping,  torna-se possível e vejo-a bem ali à frente, logo depois do pico da montanha, tangível, ao  alcance da palma da mão.

Crato, 15 de Junho de 2023  

MUITO ESQUISITO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Estamos incapacitados de dedicar tempo a um só assunto. É como se não houvesse espaço para isso.

Como certas pessoas que, no passado, colocavam na radiola a primeira faixa de um vinil e já queriam "pular" para a sexta.

Nossa mente desconcentrada está sempre à beira de um colapso. Que doideira!

Explicamos as coisas pela metade e esquecemos ideias. Demandas de uma só vez, para fundir a cuca.

Parece ser impossível sair desse fuzuê, quando somos inundados por informações.

Quem ousa sair de tal figurino é logo taxado de absorto, alheado, etc, etc, etc.

Um desiludido jornalista amigo meu afirmou: "Ninguém mais lê coisa nenhuma. Cadê paciência pra isso?".

Se olharmos bem, não há mais a serena contemplação.

Mas, fica combinado o seguinte: mais importante que o ponto de chegada é a caminhada.

Nada de querer receber a bola antes do passe. Sem embaraço.

Meditem, meditem.

domingo, 27 de agosto de 2023

"Histórias, causos e proezas" - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Acabo de ler, “de cabo a rabo”, o livro “Histórias, Causos e Proezas”, de Antonio Alves de Morais. Sou um leitor do seu blog na internet, há bastante tempo. 

Morais é um devotado contador de histórias e causos do nosso interior, dentro de uma linguagem simples.

Sua obra destaca importantes figuras deste celeiro de talentos que é o Cariri, sem esquecer tipos populares que fizeram parte do cotidiano das cidades.

Morais tem uma memória prodigiosa e de suas publicações no blog, fisguei saborosos causos que constam nos dois livros que cometi, pelo que agradeço.

“Histórias, Casos e Proezas” deve ser obra de consulta para as novas gerações cratenses e caririenses, interessadas em conhecer a essência do nosso povo.

Parabéns, Antonio Morais. O amigo marcou um gol de placa.

Conclusões de Aninha - Cora Coralina


Estavam ali parados. Marido e mulher. Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida.
 
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho, e tudo que tinha dentro. Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas. O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra. 

A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou, se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar. E não abriu a bolsa. 

Qual dos dois ajudou mais? Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar. 

Da mesma forma aquela sentença:"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso e ensinar a paciência do pescador. 

Você faria isso, Leitor? Antes que tudo isso se fizesse o desvalido não morreria de fome? 

Conclusão: Na prática, a teoria é outra.
Cora Coralina.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Amor Cego - Jose de Moraes Brito


Caminhando, caminhando
Em estradas paralelas
Não enxergo, enquanto ando
Estas paisagens tão belas.

Nem mesmo de vez em quando,
Vejo no céu as estrelas,
Pois apenas vou te olhando,
Sem nenhum tempo de vê-las.

E, ao lado de meu caminho,
Em que viajo sozinho,
Vendo que não vais sozinha

Penso como bom seria,
Se houvesse travessia
Da tua com a estrada minha.

O MEIA MODERNO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Leio sobre futebol e tenho a impressão de que o texto se refere à outra coisa.

Dias atrás, escrevemos sobre o meia de ligação clássico, cujo estilo não se enquadra mais no atual futebol.

Esse tipo de jogador foi o que mais sofreu alterações nas suas funções, pela velocidade que o jogo ganhou.

Até aí, tudo certo, deu para entender.

Agora, leiam sobre as "adequações" do atual meio-campista: pede-se o box to box (quer dizer "de uma área a outra"). Ataca e defende, pisa em sua área e na adversária.

Requer-se mais de mil tomadas de decisão. E por minuto. Tudo quantificado.

E tem mais: sinapses em termos de velocidade no processo da informação. Capacidade de leitura antecipada de jogadas aliadas à execução, etc, etc, etc e tal.

Tudo isso para se transformar em um meia de ligação moderno. Ou seria a construção de um robô para jogar futebol?

Acho isso muito estranho. Ou devo estar muito velho para as novidades.

O estelionato eleitoral de Lula com Lira - O antagonista.

Petista tem se reunido fora da agenda com o presidente da Câmara, Arthur Lira, segundo jornal; petista já disse mais de uma vez considerar grave esses encontros secretos

Lula, que já disse mais de uma vez considerar extremamente grave encontros secretos com líderes políticos, tem se reunido fora da agenda com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para discutir a reforma ministerial. 

Segundo a Folha de S. Paulo, os encontros têm ocorrido à noite. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

ARREMESSOS FILOSÓFICOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O ar que respiramos precisa inspirar coisas novas.

Nada como o tempo das calçadas amistosas.

Uma casa não é um lar. O lar somos nós, pais, filhos e irmãos, juntos.

O livro físico é fundamental. Quem o jogou na fogueira fez mal.

Nem a crônica, tampouco os gramados, aguentam o rojão do futebol brasileiro.

Não há perfume para assuntos que cheiram mal.

O povo escala o Supremo mais do que a seleção brasileira.

Tem gente que quer ser Napoleão, sem saber quem foi Napoleão.

Ser pouco objetivo é driblar e não sair do lugar.

O louco é a normalidade extravagante.

No Ceará, o vento não geme. O vento canta.

Nunca vote no partido. Vote na arte.

Morrer não é ruim. Ruim é não viver mais.

A humildade triunfa sempre, o orgulho não leva a nada - Por Antônio Morais.


Por vezes fico olhando para certas pessoas e penso : O que "Um preservativo teria evitado".

Nunca se ache demais, tudo que é demais sobra, tudo que sobra é resto e tudo que é resto vai para o lixo.

Quando você pensar ser muito importante, dê uma volta no cemitério. E, veja pessoas que foram muito mais importantes que você e o mundo continuou mesmo com a ausência delas.

E, por falar em cemitério fico a imaginar porque tem muros : Se quem está dentro não sai e quem está fora não quer entrar.

144 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Dizem, e é verdade que a união faz a força, que o segredo é a alma do negócio. Enquanto  estavam unidos,  esses pilantras e picaretas da politica atuavam  na mais perfeita tranquilidade. O Pajé nomeava o operador, que passava os recursos para o doleiro que transferia aos partidos e políticos, assim eram bem sucedidos nas suas atividades desonestas e malandras.

Caíram na besteira de se desentender. A coisa deu pra trás. O desmantelo tomou de conta por causa da desunião e das futricas. José Dirceu e Roberto Jefferson trocaram tapas. Entrou  água no negócio.

Esse fato me fez lembrar umas mulheres do sitio Charneca, em Várzea-Alegre, que até então faltava pouco para serem beatificadas, não havia quem soubesse nada sobre elas que desabonasse a conduta de honradez e fidelidade moral.

Um dia, lavavam roupa no açude do velho Januário e começou uma arenga entre duas delas. A teima foi tomando corpo e determinada hora uma disse para a outra : Você pensa que eu não seu que você traiu seu marido com Janjão? A outra,  você também botou chifre no seu esposo com Generino! Ele me falou!
Uma terceira aconselhou : acabem com isso, esses segredos não devem ser revelados. É muito feio. Não fica bem pra vocês!
Outra retrucou : Fique no seu lugar, não se meta onde não foi chamada, que você botou chifre no seu marido foi  com os dois.

Tanto num como no outro caso  a briga botou a caçada no mato.



segunda-feira, 21 de agosto de 2023

SUMIÇO DA CRÔNICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Para você leitor que busca impaciente a distração mais fácil, o prazer imediato e garantido: a crônica está morrendo.

Dá sinais de que vai sumindo pela incapacidade de seduzir algoritmos, diante de assuntos mais urgentes, de matérias que dão “cliques”. Se tornando irrelevante entre palavras que o momento julga imprescindíveis.

A crônica, dentro da sua simplicidade, sempre foi literatura, embora muitos lhe negassem essa posição.

Desprovida de ambições e cobiças, a crônica vai nos deixando, sem alardes.

Na sua face cotidiana, definha e nos deixa reféns dos assuntos sérios e dos risos histriônicos.

Nada mais faço nesse espaço do que reproduzir o sentimento do colunista do Uol Julián Fuks, que anuncia o fim silencioso e tímido desse gênero literário.

Segundo ele, a crônica já não sabe existir nesse Mundo alucinado que não alucina. Seu tempo é outro.

Concordo, em parte, com as conclusões a que chegou o Fuks. Afinal, assistimos o triunfo dos idiotas.

Entanto, discordo que a crônica vá desaparecer. Pode ter perdido parte do prestígio que sempre ostentou. Sumir, jamais.

Do meu cantinho, prometo que não vou entregar os pontos.

Não chorem, ainda não, pois tenho impressão de que mais uma crônica vai sair.

domingo, 20 de agosto de 2023

Selfie - Postagem do Antônio Morais.


Crianças sem celulares são mais felizes e saudáveis porque brincam mais, se divertem de verdade. 

Menos celulares e mais brincadeiras para os pequenos.  Esse "selfie" foi o mais bonito, o mais inocente, o mais puro e  verdadeiro que já vi.  Esses rostinhos  seduzem  qualquer  um que tem  coração e sensibilidade.

Trás muitos ensinamentos e desperta a consciência humana pela humildade.

sábado, 19 de agosto de 2023

O DINHEIRO ESTÁ CHAMANDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O título dessa croniqueta lembra a campanha publicitária das Óticas Jesus, de Fortaleza.

A chamada anunciava:"Jesus está chamando!”.

Durante a madrugada, assaltaram as Óticas Jesus.

No dia seguinte, um programa policial de rádio mandou a manchete: "Ladrões atendem chamado de Jesus!"

Nada a ver uma coisa com a outra e vamos lá.

A eterna "criança" Neymar,

o maior craque brasileiro de sua geração, ao que parece, anda enfastiado com futebol.

Só não enjoa de ganhar dinheiro, muito dinheiro. A ponto de se apequenar, futebolisticamente, na troca da Europa pela Arábia

Saudita.

O Fundo Soberano Saudita quer uma Copa do Mundo no País e, para isto, está derramando petrodólares em times e jogadores famosos.

Não tem papo de fair play. E tome inflação no mundo do futebol.

E o menino Neymar não contou conversa e disse: "É nessa que eu vou, pois minha vida de celebrações é muito cara".

Vai ganhar R$ 1 milhão a cada 24h.

É esse o Neymar que temos para a Copa de 2026, como maior trunfo individual.

Queiram ou não.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Se não foi assim, eu grele - Por Batista de Lima.

O Cariri é um monturo de mitos. Grande parte de seus escritores cavoucam essas minas de sobenças e sempre se deparam com novidades arqueológicas. Essa antologia Se não foi assim, eu grele! é uma amostra do potencial investigativo desses escritores, quase todos membros do ICC (Instituto Cultural do Cariri). 

O interessante é que o leitor fica com a certeza de que essas “escavações”, buscando nossos primórdios, têm o mérito de ir além do que já conhecemos. São camadas, tipo páginas, que esses arqueólogos vão vasculhando em uma mina inesgotável. 

O timoneiro dessa nave de escritos é o Presidente do ICC, Dr. José Flávio Vieira, que vem se mostrando um ”promoter” dos saberes do rico Cariri. Prova disso é que esse esculápio arregimentou, em torno de si, uma plêiade de intelectuais que reviraram muitas reentrâncias da mitologia Cariri e encheram nossos olhos lecturais de refinadas histórias de nossos antes. 

Foi buscar em Várzea Alegre esse Dr. Sávio Pinheiro que conhece como ninguém os mistérios que se escondem no por trás da Serra Negra. Esse poeta popular vem logo sucedido pelo Sr. Tomé Cabral, memorialista cratense e de todo o Ceará. Quando entra em cena esse Pedro de Lima, é uma revelação de um mergulhador de sete fôlegos nos estudos pré-cabralinos.

Excelente é a performance desse outro varzealegrense animado, que crava como assinatura, Antônio Alves de Morais. Seu texto “A ordenha da veada” é antológico. E quem quiser conhecer sua genialidade é só ler seu livro Histórias, causos e proezas. 

Voltando à coletânea retratada, não se pode perder “A raposa choca”, de Anilda Figueiredo que envolve coronel Filemon Teles e o brigadeiro Macedo. “A seca de 1915 no Crato” é um belo registro histórico de Antônio Martins Filho, fundador de Universidades. Heitor Bezerra de Brito, no seu “Abantesma” nos conduz aos anos de chumbo, via AI-5, com conhecimento do assunto. 

Telma de Figueiredo já traz o brilhantismo no próprio nome. Seguindo este roteiro, Maria de Fátima Araújo Teles, quando escreve sobre “Aurora e a cobra voadora da nascença”, vem com um excelente neologismo ao citar que “Das Dores gostava de auroresceres!” Já Armando Lopes Rafael foi garimpar na sabedoria popular uma excelente coleção de adágios que não podemos olvidar. Quando topamos com Cristina Couto, ler seu texto sinestésico é saborear o sorvete de coco do bar do Zé Alves e do resto das nossas muitas Lavras, que carregamos nos costados da alma. Fui criado ali, em um alpendre que soletrava a batida do motor do engenho até ao açude que fazia cafuné no matagal do pé da serra. 

Flávio Morais, em texto quase novela, desenterra Zeferino, no seu belo tratado titulado “Envultamento”. Traz mandinga e cangaceiro, paixão e assassinato. Jorge Emicles vem de mexer com Simão Bacamarte mesmo sem pedir licença ao Bruxo do Cosme Velho. Depois dá pesqueiro em Foucault, dando a entender que conhece As palavras e as coisas. J. Flávio Vieira, ainda sarando o umbigo, já ouvia certas histórias, que as esquinas ofereciam através de Ismael e Zacarias numa Crato que conversava pela boca de seu povo. Quando vislumbramos a Claude Bloc, herdeira da Serra Verde, aparece a ressurreição do Beato Zé Lourenço que o Sr. Mundoca Jucá, homem valente e carrancudo, não conseguiu dominá-lo. Não sei porque ela esqueceu a saga do Major Botelho. 

Paulo Elpídio Martins, vasculhando os baús de memórias, desenterra “O bicho mamãe” e desvenda os mistérios do encantamento. Logo em seguida o livro nos traz uma visita de Mauro Mota, o grande poeta pernambucano, que faz o boi gemer no couro que a cadeira traz. Depois, com seu “O mundo de Epifânio”, mostra que esteve no Crato e dele extraiu saberes. Em seguida vem esse Manoel Vieira, com seu “Peixe-elétrico na Barra Verde? Ora se não!” Interessante é que o peixe ao deseletrizar-se foi aberto a trinche-te e “dentro do peixe havia três contas da COELCE vencidas”. Essa história fictícia antecede “Sabia que tem alta tecnologia na natureza?” de Paulo de Tarso Barreto Alves de Sousa que de uma viagem acidentada tirou lições de solidariedade. 

Quando li “É verdade esta carta”, que fala em abdução, fui lançado no espaço de onde vislumbrei a ladeira do seminário, por onde transitei por cinco anos de internato no Sagrada Família. Depois que ultrapassei a ponte avistei o Hotel Tabajara que apenas via por fora. Esse Allan Bastos escreveu ficção como se realidade fosse. Finalmente Fabiana Vieira fez renascer em mim o menino do Engenho Taquari, criado na bagaceira e familiarizado com esses berros aí citados. 

Por aqui vou parando com gosto de quero mais. Essa antologia comprova que o Crato é um celeiro de profícuos escritores. Cada texto que leio é um retorno a um paraíso perdido que só através dessa andança me sinto por lá de novo. 

Fui ao Crato e matei minha saudade. 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Francisco Dalmir de Freitas, um varzealegrense bem humorado - Por Antônio Morais.

O Blog do Antônio Morais, ao longo de sua existência tem resgatado partes componentes de nossa historia, nossa memoria e nossas boas lembranças.

Encontramos vídeos da década de 80 do século passado resgatando os encontros promovidos por João Piau em Fortaleza, vídeos com Bié, Pedro Sousa, Chico de Amadeu, José Clementino, novenas de São Raimundo  atual e antiga, Geraldo Teté e Amadeu. São tantos que não há como lembrá-los todos.

Hoje  postamos um video especial com o meu amigo, parente a camarada Dalmir Freitas.  Além de conterrâneos somos contemporâneos de uma época em Crato. Dalmir se destaca pela capacidade de fazer amigos, de conserva-los pela sua  humildade e decência.

Portanto fique  com  as historias e estorias do Dalmir.

Grande abraço.


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

‘Verdadeiro militar não fica muito tempo nesse meio podre’, diz general - Por Roberta Paduan


A afirmação é do ex-presidente do Clube Militar Gilberto Pimentel, ao comentar demissão do ministro Santos Cruz. "cuidem para que nossa instituição não seja comprometida nessa baixaria".

O general da reserva Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar até junho do ano passado, manifestou-se de maneira enfática sobre a demissão do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, também general e até ontem titular da Secretaria de Governo da Presidência. 

Segundo Pimentel, “é praticamente impossível para um verdadeiro militar conviver por muito tempo nesse meio torpe, podre e corrompido pela própria natureza”, referindo-se à atividade política.

O militar também alertou para o risco de contaminação das Forças Armadas. “Ao Santos Cruz, o meu abraço, e aos demais companheiros, que ainda acreditam, meus respeitos e que se cuidem para que nossa instituição não se veja comprometida nessa baixaria”,

Porto seguro - Postagem do Antonio Morais.


Na despedida, me deixastes fora,

Do barco incerto, em que tu partias,

Em busca de certas alegrias,

Nas águas bravas que singras agora.


Os meus minutos se fizeram horas

E minhas horas se fizeram dias,

E os dias meus são semanas vazias

Bem diferentes daquelas de outrora.


Dizem que teu barco, no convés,

Tens outro comandante aos teus pés,

E já nem sabes se estou vivo ou morto


Mas, se teu barco entrar  em avaria

Atormentando a tua travessia;

Olha que estou ainda aqui no porto.

O IRADO BOTAFOGO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Ninguém me disse. Eu vi o Botafogo amassar o Internacional, no "tapetinho".

E olha que o adversário não deu mole, não. Terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0.

Que espetáculo o time da estrela solitária proporcionou no segundo tempo.

Não demorou e virou para 2 a 1, em um espaço de três minutos. Já o terceiro gol foi uma obra coletiva espetacular.

Fica até difícil destacar o que o Botafogo faz melhor.

Vai para dentro do adversário, joga com velocidade e prazer, faz ataques apoiados por dois alas intensos e marca gols como resultado de ações coletivas.

Não dá descanso ao adversário. Nem a si próprio.

Muda jogadores e sustenta incrível intensidade.

Concordo que a obra botafoguense é coletiva. Mas, o que Tchê Tchê está jogando é uma barbaridade.

Se alguém disse que o Botafogo é um time esquecido por Deus, errou.

É o melhor futebol do Brasil. Já merece levar o caneco.

Continuo tomado pelos efeitos da exibição alvinegra.

Estonteante.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Grata revelação política - Por Antônio Morais.

Antes de Dr. Fabrício Rolim tomar posse como vice prefeito de Várzea-Alegre eu vi uns profetas da terra, inclusive dois ex-vice-prefeitos, em suas paginas sociais, fazendo duas previsões :

O primeiro que foi vice-prefeito por dois mandatos seguidos disse : Vice não manda em nada, não tem caneta nem puder algum.

O segundo que foi vice por um mandato emendou - A briga com o prefeito vai ser breve.

Fiz a defesa do Dr. Fabrício solicitando que o povo desce um tempo, um voto de confiança. Que prefeito não gostaria de ter um vice atuante do seu lado?  Perguntei!

O tempo mostrou e continua mostrando que eu estava com razão. Dr. Fabricio se revelou um grande parceiro na administração do nosso município.

Avante Dr. Fabrício, politica é uma atividade para quem tem coragem, não serve a acomodados.

Parabéns.

Guerras, vergonha da humanidade - Postagem do Antonio Morais.


O tempo não apaga nada. Agente finge que esqueceu. Doe hoje e vai doer mais um pouquinho amanhã.

Pode ser que tempos depois melhore, pode ser que não. Mas, um dia passa, disso tenha certeza, porque assim como a felicidade não é eterna, a tristeza também não há de ser.

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

MDB pretende destronar Rodrigo Pacheco do comando do Senado - Por O Antagonista.

A ideia de lançar candidato à Presidência do Senado foi defendida publicamente por Renan Calheiros, um dos principais aliados do Palácio do Planalto.

Em entrevista ao Roda Viva da TV Cultura na noite desta segunda-feira (7), o senador Eduardo Braga (MDB-AM), confirmou o interesse de seu partido em participar da sucessão no comando do Senado.

A ideia já foi defendida publicamente por Renan Calheiros, um dos principais aliados do Palácio do Planalto.

“É óbvio que temos o interesse em participar do debate da Câmara e do Senado. Aí haverá uma reunião das bancadas, o que ainda não aconteceu. 

Mas hoje somos 11 senadores e ainda termos a possibilidade de crescermos, pois estamos conversando com alguns senadores com interesse de vir para o MDB. Portanto é natural que o MDB postule as questões da Câmara e Senado”, disse o parlamentar.

No Senado, Braga é apontado como o candidato mais viável do partido.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

OS LUGARES NO SONHO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

"Os lugares são as pessoas". Também, acho.

Mas, nos meus sonhos, os lugares têm assumido o pódio mais do que as pessoas.

Diga-se lugares do Crato, onde passei maior parte de minha infância.

Esse sonhar funciona como uma espécie de "regressão voluntária" aos bons tempos da meninice e adolescência.

Quando revisito a quadra Bicentenário, vem a lembrança de que o lugar já abrigou o Parque Municipal.

A precária quadra de futebol de salão existente se resumia a um espaço de piso de cimento vermelho.

Como não sonhar com as idas à Rádio Educadora para curiar, pelas janelas abertas, o trabalho de locutores e controlistas. Foi lá que comecei a trabalhar em rádio.

E tinha no itinerário olhar de perto os cartazes de filmes do Cine Educadora.

No local, hoje, funciona  a Faculdade de Medicina.

Impossível não fazer essa "regressão" aos campos de futebol do Cariri e do Esporte, a Praça Francisco Sá e o Bar Social, de seu Chiquinho, dirigido por Geraldo e Chico Alberto.

O entorno desse bar era o ponto de encontro da meninada.

A Praça Siqueira Campos tem posição destacada nas lembranças a que os sonhos nos remetem.

Nem preciso dormir e sonhar para sentir a recordação mais forte: a Praça da Sé, nas festas da Padroeira.

O parque de diversões Maia, o fundo musical de sua amplificadora, com locutor de voz impostada nos recados musicais inesquecíveis. A felicidade estava no ar.

Finalmente, a estação da RFFSA, com sua bela arquitetura, um lugar habitado.

Esses sonhos me fazem um bem danado. São viagens no tempo. Os lugares continuam intactos nas minhas retinas.

Quando o seu filho ou filha disser - Pai, mãe não se meta em minha vida - Por Antônio Morais


“Quando o teu filho ou tua filha disser: Pai, mãe não se meta na minha vida”!

Hoje que estou aprofundando meus estudos Teológicos na família, seus valores, seus princípios, seus conflitos. Recordo-me de uma ocasião em que escutei um jovem gritar para o seu pai: “Não te metas na minha vida”! Essa frase tocou-me profundamente. Tanto que, frequentemente, a recordo e comento nas minhas conferencias com pais e filhos.

Se em vez de sacerdote. Tivesse optado por ser pai de família, o que diria ante essa exclamação impertinente de meu filho (a). Esta poderia ser a minha resposta: Filho, um momento, não sou eu que me meto na tua vida, foste tu que te meteste na minha! Faz muitos anos, graças a Deus, e pelo amor que tua mãe e eu sentimos chegastes as nossas vidas e ocupaste todo nosso tempo. Ainda antes de nasceres, tua mãe sentia-se mal, não conseguia comer, tudo o que comia, vomitava. E tinha que ficar de repouso. Tive que me dividir entre as tarefas do meu trabalho e as da casa para ajudá-la. Nos últimos meses, antes que chegasses, tua mãe não dormia e não me deixava dormir. Os gastos aumentaram incrivelmente, tanto que grande parte do que ganhava era gasto contigo, para pagar um bom medico que atendesse tua mãe e ajudasse a ter uma gravidez saudável, em medicamentos, na maternidade, em comprar-te todo um guarda-roupa etc. Tua mãe não podia ver nada de bebê, que não quisesse para ti, compramos tudo o que podíamos, contanto que tu estivesses bem e tivesse o melhor possível.

Chegou o dia em que nascestes: tivemos que comprar algo para dar de recordação aos que te vieram conhecer, tivemos que adaptar um quarto para você. Desde a primeira noite não dormimos.A cada três horas, como se fosse um alarme de relógio despertava para te darmos de comer. Outros, porque te sentias mal e choravas, sem que nós soubéssemos o que fazer, pois não sabíamos o que te tinhas, até chorávamos contigo. Começastes a andar e não sei quando foi que tive que andar atrás de ti, se quando começastes a andar ou quando pensaste que já sabia. Já não podia sentar-me tranqüilo lendo jornal, vendo um filme ou jogo do meu time favorito, por que quando acordavas, te perdia da minha vista e tinha que sair atrás de ti para evitar que te machucastes. Ainda lembro do primeiro dia de aula quando tive que telefonar para o serviço e dizer que não podia ir. Já que tu, na porta do colégio, não queria soltar-me a mão e entrar. Chorava e pedias-me que não fosse embora. Tive que entrar contigo na escola, e pedir à professora que me deixasse está junto ao teu lado, algum tempo, na sala, para que te fosse acostumando.

Depois de algumas semanas, já não me pedias que ficasse e até esquecias de se despedir quando saia do carro correndo para te encontrar com os teus amiguinhos. Cada vez sei menos de ti mesmo, sei mais pelo que ouço dos demais, já quase não queres falar comigo, dizes que apenas reclamo, e tudo o que faço esta mal, ou é razão para que ti saias de mim.

Pergunto: como, com esses defeitos, pude dar-te o que até agora tens tido. Tua mãe passa noites em claro e, consequentemente, não me deixa dormir dizendo-me que ainda não chegastes, e que já é madrugada, que o teu celular está desligado, que já são três horas e não chegas. Até que, por fim, podemos dormir quando acabas de chegar. Já que quase não falamos, não me contas as tuas coisas, aborrece-te falar com velhos que não entendem o mundo de hoje.

Agora só me procuras quando tens que pagar algo ou necessita de dinheiro para a universidade ou para se divertir. Ou pior, procuro-te eu, quando tenho que chamar-te atenção. Mas estou seguro que diante destas palavras: “Não te metas na minha vida”. Podemos responder juntos: Filho (a) não me meto na tua vida, pois foste tu que te meteste na minha. Asseguro-te que desde o primeiro dia até o dia de hoje, não me arrependo que te tenhas metido nela e a tenhas transformado para sempre.

Enquanto for vivo, vou meter-me na tua vida, assim como tu te metes-te na minha, para ajudar-te, para formar-te, para amar-te e para fazer de ti um homem ou uma mulher de bem. Só os pais que sabem meter-se na vida de seus filhos e conseguem fazer deles, homens e mulheres que triunfam na vida e são capazes de amar.

Pais: muito obrigado!
Por se meterem na vida dos seus filhos. Ah, melhor ainda, corrijo, por terem deixado que os seus filhos se metam nas suas vidas, E para vocês filhos: Valorizem seus pais. Não são perfeitos, mas amam vocês, sejam capazes de enfrentar a vida e triunfar como homens de bem! A vida da muitas voltas, e, e em menos tempo do que vocês imaginavam alguém lhes dirá: “Não te metas na minha vida”! “A paternidade não é um capricho ou um acidente, é um dom de Deus, que nasce do Amor”.

domingo, 6 de agosto de 2023

O padre e as duas malas - Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

Era um ano de copioso inverno. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. 

A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.

O padre chega a margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. 

Entrega as malas e vai dizendo: essa mala aqui é da igreja, ela conduz coisas sagradas: O cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela. 

Essa outra é a mala que leva apenas minhas roupas, e meu dinheirinho.

O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: seu Padre, o peso é demais. 

A balsa vai virar, é preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo? 

Ao que o padre aflito em desespero, respondeu: salve a do dinheiro! E o poeta ironizou:

Salve a mala do dinheiro!

Deixe a do santo afogada!

Com dinheiro eu compro santo!

Com o santo eu não compro nada!.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

QUE BRONCA É ESSA COM OS MAIS VELHOS? - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Muita gente está à procura de quem disseminou essa conversa, pra lá de besta, segundo a qual velho não serve pra nada.
Certamente, uma visão equivocada e espalhada ao vento por parte de figuras pequenas, que nunca estão contentes com o mundo.
Já inventaram até um termo para rotular esse “movimento” preconceituoso: velhofobia.
Essa idiota estigmatização é ainda mais assimilada neste momento de pandemia, quando os velhos são escolhidos como “bois de piranha” pela velha da foice.
Quantas vezes se ouviu: “Ah, esse coronavírus só vai pegar os velhos”!
Pela ação devastadora da Covid-19, observa-se uma imprecisão nesse tipo de avaliação, em face das pessoas mais jovens vitimadas, infelizmente, pelo vírus.
Os velhos não deviam ser tratados com indiferença, mesmo porque, eles são valiosos e cuidam de nós.
Aliás, tenho o hábito carinhoso de tratar as pessoas de "véi". "Como vai, véi"?
Sempre apreciei o fato de ter tido amigos mais idosos do que eu, por compreender que as amizades se dão por afinidades e não por idades.
Chega-se ao requinte de perversidade e insanidade, quando se julga que a economia não pode parar para salvar a vida de velhinhos. De onde tiraram essa idéia imbecil?
É bom que se diga: esse preconceito com relação aos velhos não foi trazido pela pandemia. Foi realçado, pois já existia fortemente entre nós.
Se ser velho é uma merda, não ser velho é pior.

ACREDITE NOS APELIDOS - Por Wilton Bezerra.

No Crato de 50 anos atrás, era bastante conhecido um comerciante “vapt vupt” chamado “Zé Enrolão”.

Gostava de transações rápidas e que não exigissem nota fiscal, evitando diminuir o seu lucro no “rolos” que fazia.

Digo sempre que é preciso acreditar nos apelidos, ligá-los aos tipos que os carregam e perceber que tem tudo à ver.

Certa feita, precisei de um conserto nas lâmpadas do meu carro e um atendente da loja de peças me advertiu logo: “Isso é serviço para o “Golinha”, procure-o nas imediações”.

Quando encontrei o tipo, nem precisei perguntar se era o “Golinha” tal a semelhança, do pescoço pra cima, com o passarinho.

Muitos deveriam procurar os cartórios, e providenciar mudança dos seus nomes de registro para os apelidos que carregam.

Voltando ao “Zé Enrolão”, seus negócios eram pequenos e o que valia era o giro rápido da mercadoria.

Ao tentar despachar oito sacas de farinho de trigo (sem nota fiscal) na estação de trem do Crato, foi advertido pelo conferente amigo: “Ei, Zé, não vai ser possível despachar essa farinha de trigo sem a nota fiscal, é muita coisa”. 

E o Zé, mais “Enrolão” do que nunca, perguntou: “ Por que”? O conferente respondeu: “Porque vai dar bolo”! Zé encerrou o papo dizendo: “É pra isso mesmo, que a farinha serve”.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Gratidão - Por Antonio Morais.

Deus me concedeu a felicidade de ser colega de trabalho desta turma de amigos. Durante anos a fim ofereci e recebi carinho, afeto, respeito e consideração.

Quem não tem passado, também não terá futuro. Feliz daqueles que ainda possuem a capacidade de sentir saudades. 

Parabéns aos idealizadores do encontro. Espero, desejo e confio que no próximo eu esteja presente para manifestar a minha gratidão a Deus por nossa amizade.

Saibam todos que eu  sempre  os vi, e, continuo vendo-os  com os olhos de  um irmão.