Cheguei no Crato, esta cidade abençoada por Nossa Senhora da Penha, em Fevereiro de l969. Fiz minha matrícula no Colégio Estadual Wilson Gonçalves.
Aqui estudei, me formei em "Ciências Econômicas", especialidade que nunca exerci. Constituir família, exerci minha vida profissional, e, daqui não pretendo ir embora. Considero-me um filho adotivo de "Nossa Senhora da Penha".
A única coisa que não trouxe comigo de minha terra "Várzea-Alegre" e deixei lá foi o meu domicilio eleitoral. Não tenho responsabilidade pelo sucesso ou fracasso da cidade do Crato que admiro e quero muito bem.
Como um exímio observador, tenho o direito divino de declará que o Crato, nos últimos tempos é a cidade do atraso : Dá um passo para frente e dois para trás.
Vem um prefeito derruba dois metros da frente de cada edificação da rua Dr. Miguel Lima Verde para alargar a via terrestre e melhorar a tráfico de veículos e de pessoas.
Distroe e leva ao chão edificações centenárias e memoráveis com visíveis peças, azulejos e acabamentos de origens nobres, europeus.
Depois vem outro prefeito e alarga a calçada em dois metros deixando a rua como antes era.
Nada mais claro e concreto do que a falta de planejamento para o futuro : É um destruindo o que o outro fez ou o que já estava feito.
Se você cratense, que hoje em dia, reside aqui ou fora da cidade observar as ruas Miguel Lima Verde e Dr. João Pessoa, da Praça da Sé até a praça São Vicente verá que a largura da calçada é a mesma da rua com uma única diferença: "A via pública perdeu o encanto que tinha e está vazia de beleza".
Nessa artéria pública que considero o coração pulsante do Crato nada é mais igual como era há três, quatro ou cinco décadas.
A cidade que antes era da educação, município modelo, referência em todos os segmentos da sociedade no nordeste brasileiro, hoje se limita a ser admirada apenas pelos bajuladores, lambe botas e puxa-saquistas dos que estão passageiros do puder.
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