terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

FALSOS REFÚGIOS DA POLÍTICA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Neste país, vivemos a era dos extremos, onde tudo vira um Fla X Flu, do jeito que a freguesia gosta.

Partidos existem, às pencas e muitos deles não têm o tamanho da torcida do Bonsucesso, mas topam “negociar”.

As polarizações são cegas e surdas e a desgastada dicotomia - esquerda e direita – resiste, para fazer a cabeça dos “manés”.

Além dos rótulos espremendo, a gente chega fácil à essência: aglomerados de gente ruim com gente de pouco valor, sobrando um pouco para gente “mais ou menos”.

O que não falta é o campeonato de certezas, na guerra de opiniões, através das redes sociais e plataformas de aluguel.

Nunca, em momento algum dos trópicos, se viu tanta gente insensata e grosseira.

Os "pronunciamentos" são pautados (só pode) com o auxilio de muletas feitas de erva e cachaça, tais os despautérios.

Só que o pessoal tem que “respeitar a puliça”, quando criticar as “autoridades”, pois o crime de opinião está valendo no regulamento do certame.

As rosas estão murchando, o que é doce está ficando amargo, a noite é uma criança, mas pode ficar mais escura.

A média móvel da imbecilidade aumentou e não há possibilidade de controle.

Quem já vem tirando proveito desse cenário é o populista, essa praga, muitas vezes, pior do que o bicudo para o algodão.

O populista, independente das falsas bandeiras onde se refugia, não é a salvação da lavoura, como se anuncia.

É igual a um carcará: sai voando e cantando, quando vê roça queimada.

Populismo é abraço de afogado, que leva a todos para o fundo do poço, ainda que esse poço não tenha fundo.

Abram os olhos!

É tempo para arruaceiros. 

2 comentários:

  1. Um texto absolutamente real. O que dizer? Não há o que retirar nem acrescentar, estar completo.

    Assino em baixo

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  2. Na minha singeleza e humildade avalio como um politico sério o ex-senador e ex-governador de São Paulo Mário Covas. Um dia ele disse da tribuna do senado que se tivesse dez caras todas seriam iguais. "Nenhuma delas seria cara de pau". Ele produziu Geraldo Alckimin, seu vice que governou São Paulo por três mandato, que entre as referências que fazia do Lula eram : "Lula quer voltar a cena do crime". Dificil compreender que o Lula voltou ao crime junto com o Alckmin, o maior cara de pau do Brasil.

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