terça-feira, 3 de março de 2026

NA MEDIDA, APRIMORAR - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

No futebol, mesmo um contumaz vencedor precisa se aprimorar, sempre. Não adianta ser campeão hoje e cair amanhã. O negócio é sério, gente boa. Difícil a caminhada para a glória, fácil o despencar. Quer comprovação disso? Dê mole. A concorrência é forte. 

TRAUMA - Fiquei com o sentimento de que nem a conquista de cinco copas faz sarar a ferida provocada pelos 7x 1 para a Alemanha. Foi, para este comentarista, como se o País tivesse morrido no gramado do Mineirão. Até hoje, não consigo rever nem lances daquele jogo. Nunca me senti tão humilhado no futebol. 

TEMPO PERDIDO - Nada mais surreal do que convidar dirigentes de torcidas organizadas para discutir como acabar a violência no futebol. Isso aconteceu em incontáveis vezes. Quanto tempo perdido pelas autoridades. 

IRRELEVÂNCIA - Num futebol de transformações, é triste ver grandes times brasileiros perdendo a relevância que tiveram. Equipes com capacidade maior de alavancar receitas, estão com gestões que só dão passos para trás. Podem, nunca mais, passar no funil de quem vai ter relevância de novo. 

DNA BRASILEIRO - Desejar que o futebol brasileiro retorne totalmente às suas raízes é querer ser mais romântico que o romantismo. Quando propomos a preservação do DNA brasileiro dos jogadores vindos da base, não imaginamos chegar a tanto. Afinal, o futebol mudou demais com a adoção de novos conceitos. 

FRASE - "Precisamos entender o futebol como paixão do povo brasileiro, fator de integração e de representação do que somos". WB.

2 comentários:

  1. Por falar nos 7 a1 eu me recordo que quando estava 4 a 0, Galvão Bueno via um jogo e narrava outro. A grande mídia convence o torcedor que um perna de pau qualque é igual a Pelé ou Garrincha e por aí vai.

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  2. "Estufar o peito e cantar alto nunca livrou a galo da panela".
    Quem vive de pose esquece que a vida não negocia com a soberba, ela cobra.

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