sexta-feira, 22 de maio de 2026

RIBAMAR DO CRATO - Transcrito de "A Província" - Por Antonio Alves de Morais.

Despertei na meditação primeira do dia focalizei um nome : Ribamar nos escaminhos da memória viajei ao Maranhão onde prevalece o nome Ribamar. Pensei no "Ribamar do Crato". Homem determinado nos seus valores de cidadania perfeita.

O Ribamar do Crato nada tinha de Ribamar. Era José Peixoto de Alencar Cortez. Promotor de Justiça. Cratense puro no seu ufanismo de ser louco pelo "Cratinho de açucar". Bairista. Ribamar era e é conhecido além fronteiras. 

Aqui em Fortaleza, nos meios jurídicos, todos fazem referência ao Ribamar promotor. O Ribamar do Ministério Publico como exemplo de correção, equilíbrio e ética profissional. 

Ribamar tão grande no amor ao trabalho que se tornou "sinônimo" da entidade lá no Crato. Juizes, promotores e advogados quando em idas ao Crato tinham, necessariamente de fazer visita ao nosso Ribamar, o José Paixoto de Alencar Cortez.

Homem simples até no vestir. Gostava de branco. Roupa limpa. Imaculada. Personalística. Palitó e gravata só nas audiências do juizo. Toga no juri. Elegante na orarória.

Disciplinado no exercicio da magistratura de pé. Sorridente. Simpatia inerente ao ser humano de bom coração que transpira solidariedade. Amigo fiel na correta acepção do termo. Boa conversa. Humor bem dosado no desempenho sereno da sua cidadania. 

Ribamar um cidadão do bem. Excelente exemplo de seriedade e ética funcional. Defensor intransigente dos direitos iguais nenhum preconceito na convivência social.

Amava a vida com intereza de ser justo. Homem de bem a saudade do Ribamar é incontestável ele é figura imortal nas lembranças de quantos privaram da sua convivência.

Nas conversas com o Inácio seu filho desembargador, temos a inflexão nostalgica do profundo sentimento de perda.

Sempre lembrado pelos méritos. Marcou e marca sua presença entre nós pela luz que emana no brilho dos que recordam sua caminhada de vida proba.

Esteio também na família que o amou e ama sem restrinções. Aqui e além o Ribamar vai permanecer nos guardados da memória que vale perpetuar. 

03.11.2007. "Idéias Diário do Nordeste".

Um comentário:

  1. Dr. José Peixoto de Alencar Cortez, promotor de justiça, foi casado com a Varzealegrense Mundinha Bitu Cortez, filha de José Alves Bitu, Zé Bitu do Umari.

    O casal Dr. Ribamar e Mundinha São os pais do Desembargador Inácio Bitu Cortez, do Médico José Bitu Cortez e da professora Maria Ismália Bitu Cortez.

    O casal residiu na cidade do Crato por toda sua vida. Pessoas queridas e admiradas por toda comunidade cratense.

    Dr Ribamar e Mundinha foram aqueles que tiveram as mãos benfazejas e coração magnânimo, que encontravam sempre a alegria e a felicidade em Deus.


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