Os primeiros dez minutos de jogo não poderiam ser mais efervenscentes.
Um gol anulado (por impedimento) da Noruega e um pênalti desperdiçado pelo Brasil.
A partir de então, a Noruega cadenciou o jogo e tirou, para o resto da partida, a pretendida aceleração do Brasil.
Sim, pintaram algumas oportunidades de gol para a seleção brasileira.
Mas, é verdade, também, que a Noruega modelou o jogo da forma que quis.
Lembrar que, depois de trombar com Gabriel Magalhães, Halland serviu a Odegard em condições de abrir a contagem.
Como na segunda fase, a Noruega continuou inabalável na ação de amornar o jogo, Ancelotti acionou o botão de emergência.
Colocou Endrick, no lugar de Matheus Cunha, aos 12 minutos. Um minuto depois, Endrick perdeu, cara a cara com Nyland, a chance de abrir a contagem. O passe foi de Vini Jr.
A Noruega, então, passou a colocar o nariz de fora. Aos 23, Halland chegou atrasado, debaixo da trave de Alisson.
Aos 22 minutos, o botão de emergência de Ancelotti foi novamente acionado para fazer entrar Neymar.
Aos 34 minutos, Halland sobe mais que Gabriel Magalhães e pega um cruzamento para fazer 1x0.
Se, aos 40 minutos, o zagueiro da Noruega quase marca contra (a bola tocou na trave), quatro minutos depois Halland selou a sorte do Brasil e faz 2 x 0.
O pênalti, convertido por Neymar, nada alterou. Fora de hora.
Certo é que a seleção de Ancelotti não ousou subir suas linhas e acelerar o ritmo de jogo.
As jogadas de ruptura pelos lados, com Vini Jr. e Rayan, não funcionaram.
A Noruega gostou da posse da bola, valorizou essa posse e, às vezes, até caminhou em campo no segundo tempo.
Com duas fortes remadas, Halland mandou o Brasil de volta para casa. Não passou 10 segundos com a bola o jogo todo.

Era previsivel. Nunca acreditei nessa seleção, porém nunca imaginel que fosse eliminada nas oitavas.
ResponderExcluirAntigamente o futebol era jogado em campo pelos jogadores, hoje é jogado pela crônica esportiva nas cabines de rádio e nas TVs pela grande midia, na sua grande maioria vendida e paga pelos proprietários dos jogadores para promovê-los. Neymar bem que poderia ter saido melhor nessa historia, despediu-se de maneira melancólica.
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