quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Mãe e filha a caminho de casa, voltando do optometrista. Sua filha de dez anos de idade, entusiasmada, estava usando seu primeiro par de lentes de contato. Agora conseguia enxergar direitinho e distinguir placas nas lojas, nomes de ruas e até mesmo folhas distintas nas árvores. As lentes haviam custado muito dinheiro, mas seus pais estavam dispostos a fazer esse sacrifício, contanto que ela pudesse ver melhor e nunca mais ser chamada de "quatro olhos".

Sua mãe aproveitou o curto trajeto para casa a fim de explicar uma vez mais que ela precisava ser muito cuidadosa com as lentes de contato, especialmente até que estivesse mais acostumada com elas. Dois dias mais tarde, enquanto sua mãe olhava pela janela, sorriu ao ver sua filha brincando alegremente com uma amiga, virando cambalhotas no gramado um pouco crescido no quintal. De repente sua mãe lembrou: Susana está com as lentes de contato. Será que não vai perdê-las, pulando daquele jeito? Levantou-se para lhe fazer o lembrete de ser cuidadosa, mas no meio do caminho vinha Susana ao seu encontro para contar, com voz fraca e quase chorando:
Acho que perdi uma de minhas lentes de contato.
Onde?
A pergunta era quase ridícula. Naturalmente, em algum lugar daquele gramado crescido.
Você sabe me dizer em que parte estava brincando quando a perdeu?
Outra pergunta sem sentido.
Foi por aqui, mamãe disse ela, apontando para uma área de uns três metros quadrados.
Depois de procurar por alguns instantes, disse sua mãe: Quem vai encontrar uma minúscula lente de contato numa grama alta e compacta como essa? Simplesmente impossível. Já tentamos. O jeito é comprar outra.
Susana fitou sua mãe com seu rosto inocente e disse:

Jesus sabe onde ela está. Ele sabe onde estão todas as coisas. Ele pode mostrar para nós. Vamos orar mamãe. O sol declinava no céu. Ajoelharam-se ali mesmo, com as mãos ainda sobre a grama onde haviam feito "pente fino", e fecharam os olhos. Em seu coração, a mãe, pediu que o Senhor lhe dissesse palavras para explicar a ela que Deus nem sempre resolve por nós todos os nossos pequenos problemas. As duas oraram. Quando abriram os olhos, o dedo indicador da mãe apontava diretamente para a lente de contato, que brilhava aos raios derradeiros do sol, como se dissesse: "Aqui estou eu".

Sua filha saberá sempre que existe Alguém que se importa com as grandes coisas e com as pequenas coisas. Muitas vezes, através dos anos, perdemos "coisas" em nossas vidas, mas o Senhor nos ajuda a abrir os olhos, fazendo-nos lembrar que, se Ele conta os próprios fios de cabelo de nossa cabeça e sabe quando um pardal cai, sem dúvida cuida de nós e nos guiará, desde que coloquemos o coração em Suas mãos como as criancinhas.

Veta Dilma - Marcus Nicholas.


Minas Gerais carregou o Brasil e a Europa nas costas durante 150 anos, nos ciclos do ouro e diamante! Ficaram para os mineiros os buracos e a degradação ambiental! Depois veio o ciclo do minério de ferro, até hoje principal item da pauta de exportações brasileiras, que rendeu ao Rio de Janeiro uma das maiores indústrias siderúrgicas do Brasil, a CSN, e a sede da VALE. Curioso é que o Rio de Janeiro não produz um único grama de minério de ferro, mas recebeu a siderúrgica rendendo impostos e gerando empregos e a sede da mineradora recebendo royalties de exploração de minério. 

Mais uma vez Minas Gerais carregando o Brasil nas costas e, de vinte anos para cá, ajudada pelo Pará em razão das reservas de minério de ferro descobertas nesse Estado. Outra vez ficam para os mineiros e paraenses os buracos e a devastação ambiental. Isso sem falar da água; quem estudou geografia sabe que Minas Gerais é a "caixa d'água do Brasil", aqui nascem praticamente todos os rios responsáveis pela geração de energia hidráulica e, embora a usina de FURNAS seja em MG, a sede é no Rio. Me causa estranheza essa posição de alguns cariocas/fluminenses, pois toda riqueza do subsolo, inclusive marítimo, pertence a UNIÃO. 

Ao contrário do ouro, do diamante e do minério de ferro que estão sob o território mineiro, as jazidas do pré-sal estão a 400 quilômetros do litoral do Rio do Janeiro e nenhum Estado Brasileiro, inclusive o RJ, tem recursos aplicados na pesquisa, exploração e refino de petróleo, pois todo dinheiro é da UNIÃO que é a principal acionista da PETROBRAS. Acho piada de mal gosto quando esses políticos fluminenses falam em "Estados produtores de petróleo" sabendo dessas características da exploração do petróleo e dos eternos benefícios que o RJ recebe, tais como jogos panamericanos, olimpíadas, etc. 

Acho um absurdo ver crianças de outras regiões mais pobres do Brasil estudando em salas de aula sem luz, sentadas duas ou três numa mesma cadeira, quando há cadeira, enquanto que a prefeitura de Macaé/RJ gasta, torra, esbanja, joga fora dinheiro pintando de cores berrantes passeios públicos! Proponho que todos brasileiros dos outros Estados façam o protesto VOTA DILMA e mandem e-mails para seus deputados e senadores para acompanhar de perto essa questão do pré-sal. É como disse certa vez um compositor, cujo nome me esqueci," o Rio de Janeiro é um Estado de frente para o mar e de costas para o Brasil". Sérgio Cabral, vá te catar! 

Hino de São Raimundo Nonato - Antonio Alves de Morais

Recebi do Expedito Máximo a solicitação para postagem  do Bendito de São Raimundo Nonato - "Cantado". Eu tenho, porém, não localizei. Por enquanto  vai na execução da Banda de Musica de Várzea-Alegre. Quem sabe depois faça a postagem  como ele  deseja.



HINO E ORAÇÃO

HINO DE SÃO RAIMUNDO:

Não nascendo veio ao mundo
Mesmo contra a natureza
E todos logo admiram
A sua santa beleza

Cantemos fiéis louvores
Com um eterno amor inteiro
Ao Padre São Raimundo
Nosso fiel padroeiro

O sinal de Santidade
Ainda infante mostrou
Que do mundo os afagos
Com desprezo abandonou

Aceita-nos, ó meu santo
Nossos votos negativos
E de todos lhe agradava
A redenção dos cativos

Quando prostrado venerava
Da Mãe de Deus a imagem
Que por filho adotasse
Pediu com santa linguagem

Alcançai-nos, ó meu Santo
Paz na vida transitória
E depois quando morrermos
Perdão na eterna glória 


Rebuscar o passado - Antonio Alves de Morais

Rebuscar o passado, alem de histórico, é um ótimo passatempo, quando em conversas tentamos construir a nossa árvore genealógica e a memoria da família. O assunto geralmente trás ao debate passagens sociais, épicas ou burlescas dos nossos antepassados.

O cratense José Pinheiro Teles era um viciado. Não podia se encostar numa "roda" de conversas, sem conseguir mudar o rumo da prosa para assunto de família. Amadeu de Carvalho encontrando-se com ele na cidade, proseou perguntando: E aí, Zé Pinheiro, como vão os estudos genealógicos? Amadeu, eu estou é satisfeito! Por que José? Ora homem, na ultima pesquisa que fiz, descobri que sou primo legitimo de Nossa Senhora!.

Em Várzea-Alegre, o meu tio Francisco Alves de Morais, Chico André, conhecia muito bem a origem de nossa família. Eu sempre fui curioso, visitava constantemente e o pouco que conheço é fruto das nossas conversas.

Um belo dia ele falava do Alferes Bernardo Duarte Pinheiro, um português que se radicou em Várzea-Alegre por volta de 1.700. Começou com o casamento do próprio português e daí por diante foi relacionando quem com quem, todos os enlaces matrimoniais e seus descendentes até nossos dias.

 Madrinha Doca, esposa do tio Chico, não gostava nem um pouco daquelas conversas e historias, e passava nos olhando de soslaio como quem dissesse isso é que é serem bestas.

Num dado momento a minha madrinha perdeu a paciência e lascou: deixem de serem éguas, que a esta altura não tem mais nem a merda do português!.

Pequenas e velhas historias - Antonio Lves de Morais

No dia 29 de Novembro de 1876, o Padre Vicente Ferrer Ponte, fez os casamentos de Antonio de Brito Correia com Leonarda Bezerra de Brito e Jose Raimundo de Brito com Isabel de Morais Rego.

As testemunhas foram Eufrasio Alves de Brito, Vicente Alves Bezerra e João Alves de Meneses.

Leonarda e Isabel eram irmãs, filhas de Joaquim Alves de Morais e Tereza Anacleta de Meneses. E Jose Raimundo de Brito era filho do primeiro casamento de Antonio de Brito Correia com Maria Anacleta de Meneses que era tia legitima das duas noivas.

O fato interessante é que no dia do primeiro casamento de Antonio de Brito Correia a Leonarda foi batizada. Veja a diferença de idade do casal. Nasceram ao todo 11 filhos deste casamento. Quatro deles se casaram com primos de Varzea-Alegre.
Livro – 3C – casamentos – Capela de Várzea-Alegre – CE.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um velho pedindo esmola - Antonio Alves de Morais.


José André  do Sanharol.

Tenho muito orgulho da singeleza e humildade que caracterizaram a vida do meu pai. Veja essa estória dele.

Na década de 60 do seculo passado um produto difícil de se encontrar no mercado era o café. As sacas que chegavam a Várzea-Alegre eram contrabandeadas, escondidas nas mercearias e pouca gente podia adquirir. Naquela época também não existiam as embalagens de hoje, sacos e sacolas plásticas. Os produtos eram colocados em pacotes feitos com papel de embrulho, fácil de estragar.

José André comprou dois quilos de café cru na mercearia de Luiz Cavalcante e quando passava na Rua dos Lobos, em frente à casa do Chico de Umbelino, o pacote se desfez e, foi caroço de café pra todo lado.

Desanimado, ia saindo quando o Chico gritou: compadre José André pegue este saco e vamos juntar o café, quando chegar em casa você manda separar as impurezas e quando torrar a temperatura mata qualquer espécie entranha que porventura exista.

Dito e feito, nesse dia, o serviço nosso foi catar caroço por caroço, um por um. O meu pai nasceu e viveu no sitio Sanharol a um km da sede do município, hoje, um bairro da cidade. Oito dias depois resolveu ir novamente à cidade e, para não devolver o saco vazio apanhou no armazém uns 10 quilos de fava para levar, como gratificação, para o Chico de Umbelino, que era seu compadre.

Quando José André chegou à porta da casa, bateu palmas, a mulher perguntou da cozinha quem é lá? Um menino botou a cabeça no corredor e, viu José André com o saco no ombro e disse: mãe, é um velho pedindo esmola! A comadre saiu com uma xícara de fava para doá-lo. Foi gargalhada pra todo lado.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Proezas de nossa gente - Antonio Alves de Morais

Chico Danga, um bêbado enjoado, tomado pelo efeito da fubuia, adentrou o armazém de Antonio Ulisses Costa pronunciando palavrões com o Zé Lima, concorrente do comerciante na negociação do ouro branco: Velho miserável, velho mesquinho. Pedir-lhe 20 reais e ele não me arranjou. Seu Antonio Ulisses, o senhor podia arranjar esse dinheiro?
Eu estou sem dinheiro.
Pois me arranje 10,00.
Já lhe disse que não tenho.
Só 2,00 pelo menos.
Antonio Ulisses para se ver livre, entrega os 2,00.
Ao sair, Chico Danga diz: agora eu vou mijar no seu algodão. - Antonio Ulisses - Aqui não, vá mijar no de Zé Lima que não lhe deu nada.

O preço da honra - por Gaudêncio Torquato


O roteiro é mais que conhecido. Desvenda-se a trama de tráfico de influência envolvendo quadros da administração pública em conluio com figuras dos negócios privados, indiciam-se e afastam-se implicados, abrem-se processos, os casos entram nos longos corredores da Justiça, sob o bumbo midiático e a ação de partidos interessados em tirar vantagem da celeuma.

Vejam o último episódio. A investigação que flagrou a ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, usando o cargo para intermediar interesses assume proporções impactantes por apontar suas ligações com o centro do poder (o próprio Palácio do Planalto, onde trabalha a presidente Dilma), com o ex-presidente Luiz Inácio e outras figuras de relevo, como o ex-ministro José Dirceu, mas acabará no baú do esquecimento.

Pois os braços da lei, como é sabido, costumam deter e punir criminosos, mas são curtos para propiciar assepsia completa em costumes e práticas de agentes públicos. Ainda mais quando se sabe que o tráfico de influência está no topo de nossas mazelas desde os tempos em que o escriba Pero Vaz de Caminha, na carta do Descobrimento do Brasil, pedia ao rei a volta a Portugal de seu genro, degredado na África por ter roubado uma igreja e espancado o padre.

Abre-se a questão com esta pergunta: por onde começar o combate às formas de corrupção com origem no tráfico de influência? A resposta sugere que se comece pelo Judiciário, pelo nexo que se forma entre corrupção e sentimento de impunidade. 

ENVIADO POR - AMIGOS DE DEUS


Charles Blondin (1824-1897) foi um acrobata francês especialista em equilibrismo sobre cordas. Aos cinco anos de idade, Blondin começou a frequentar uma escola de acrobacias em Lyon, França. Seis meses mais tarde, Blondin fez a sua primeira apresentação.

Em junho de 1859, foi o primeiro acrobata a atravessar as Cataratas do Niágara, nos Estados Unidos, servindo-se de uma corda suspensa de mais de 330 metros, 50 metros acima das quedas de água. Uma multidão veio para assisti-lo. Blondin fez vários tipos de acrobacias inimagináveis. Realizou o percurso completo com pernas de pau e em seguida vestido de saco. 

Chegou até mesmo a carregar um fogareiro e uma frigideira até o meio do percurso, sentou-se, fritou e comeu uma omelete!  A multidão vibrou com a ousadia e coragem de Blondin. 

Finalmente, o incrível acrobata pegou um carrinho de mão e realizou o percurso com os olhos vendados. Ao voltar sob os aplausos ensurdecedores dos expectadores, perguntou se a plateia acreditava ser ele capaz de carregar uma pessoa no carrinho de mão ao realizar o percurso.
Sim, sim, sim! – a multidão gritou entusiasmada.
Afinal, ele era o maior equilibrista de todos os tempos. A multidão não tinha a menor dúvida de sua capacidade!

Há algum voluntário? – Blondin perguntou. Ouviu-se um burburinho entre a multidão e todos começaram a olhar uns para os outros. Estavam ansiosos e animados, mas ninguém teve coragem de aceitar o desafio. Em agosto do mesmo ano, o empresário de Blondin atravessou as cataratas do Niágara nas costas do grande equilibrista.

Muitas vezes, dizemos que acreditamos em Deus e em Sua Palavra, mas ao chegarem as provações e os momentos difíceis nos recusamos a confiar nEle. 

Assim como as pessoas que assistiram Blondin cruzar as Cataratas do Niágara sobre cordas, afirmamos que confiamos em Deus, mas não aceitamos dar um passo à frente e entrar no “carrinho de mão”!
A decisão é nossa... nós estamos no carrinho de mão e você?

Maryland Silver Spring

O ADEUS DO DIDI - POR ANTÔNIO ALVES DE MORAIS

A partir de 2.013 o "Programa do Didi" deixará de ser exibido pela Rede Globo de televisão. 

Dedicado aos meus netos Ana Thays, João Pedro e Aluísio.



A REPÚBLICA DAS ROSES - POR MARY ZAIDAN


Um favorzinho aqui, outro acolá. Nomeações, falsificações, tráfico de influência, e sabe-se lá mais o quê. Na semana em que a Suprema Corte encerrou a dosimetria das penas dos réus do mensalão, pela primeira vez decidindo mandar poderosos para a cadeia, a estrela foi Rosemary Noronha. Ou simplesmente Rose, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, que se vangloria da intimidade com Lula, e que por 12 anos secretariou o agora condenado José Dirceu.
Perto dos crimes do mensalão, os “malfeitos” de Rose parecem pecadinhos, quase risíveis. Mas a naturalidade com que foram cometidos vai além da conhecida confusão do petismo entre o público e o privado. Expõe, em miúdos, como o PT apoderou-se do Estado.
O PT tem muitas Roses.
E o aval à prática veio de cima. Em 2004, a primeira-dama Marisa Letícia achou natural fazer nos jardins do Palácio da Alvorada uma estrela de cinco metros de diâmetro com sálvias vermelhas. Estrela, aliás, que continuava lá quando Dilma Rousseff assumiu a residência oficial.

A ex-ministra da Assistência Social de Lula, Benedita da Silva, também achou que podia ir rezar na Argentina à custa do erário. E o ex-ministro dos Esportes Orlando Silva pagou até tapioca com cartão corporativo, como se dele fora. Isso foi em 2008, quando se desbaratou a farra dos cartões que financiaram todo tipo de particulares com dinheiro do contribuinte.
Menos folclóricos e mais lucrativos foram o aporte milionário da Telemar, hoje Oi, para a Gamecorp, empresa do filho de Lula, ou os negócios da família Erenice Guerra, substituta de Dilma na Casa Civil e amiga da presidente. A lista de exemplos parece não ter fim.
Dilma foi rápida para demitir os citados no Rosegate, preservando a imagem de faxineira implacável. E antes que a água lhe roçasse o pescoço fez saber que pretende fechar os gabinetes da Presidência que ela própria criou em Belo Horizonte e em Porto Alegre.
O escritório de BH, que como o de São Paulo funciona em um andar de um Banco do Brasil cada vez mais dominado pelo governo de plantão, a presidente entregou para Sônia Lacerda Macedo, colega de ginásio e de armas. Nunca foi lá. Para o de Porto Alegre, que nem foi instalado, designou Cristian Raul Juchum em maio de 2011.
Os chefes regionais são remunerados mensalmente e nada fazem, pelo menos visível ao público pagante. Mas até Rose vir à tona, Dilma achava normal ter estruturas para atender a si nessas cidades, sob o argumento “republicaníssimo” de que nasceu em uma e fez política em outra.
Ou seja, por mais que finja tentar, nem Dilma escapa da República de Roses.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Historias de crianças - Antonio Alves de Morais

O meu pai era mais bobo com os netos do que sou eu com os meus. Por isso não tenho duvida que ele foi melhor avô do que sou. Certa feita, numa semana santa no Sanharol, família toda reunida, muita fartura, feijão verde, milho assado, canjica, queijo, maxixe, quiabo, peixe, vinho e um bom papo na alpendrada da casa, recheado de muita prosa, animação, afeto e carinho, eis que o meu pai achou de ensinar a Lais, filha do Pedro, a tirar leite de uma vaca.

Arreou o bezerro e pegou Lais pelo braço e foi mostrar para neta como apertar as tetas da vaca para extrair o leite. Então, Lais orgulhosa  com os mimos do avô gritou a todo pulmão:: Ei pai, olha, vovô tira leite é apertando os ovos da vaca!

Esta ocorrência foi motivo de muitas risadas, e, até hoje quando me encontro com minha afilhada pergunto se ela já aprendeu a fazer ordenha.

Rosemary, Rose, Rosa - Por Ruth de Aquino


Quando Rosemary saiu das sombras de seu chefe direto, Lula, e ficou mais famosa do que vilã de novela, ao ser demitida por Dilma, a fofoca correu o Brasil: “Sabia que ela era amante de Lula?”.

Um amigo me dizia saber de fonte segura e insuspeita, do Palácio. Outro comentava apenas que era óbvio: “Eles viajavam juntos para todo lado, ela era uma secretária com superpoderes e com passaporte diplomático”.

O assunto começou a me dar asco. Creio que muitas mulheres já se viram em situação parecida. Foi promovida? É porque deu para o chefe. Viajaram juntos, foram para o mesmo hotel? É claro que transaram.

Inicialmente, nenhuma reportagem deixou claro que os dois teriam uma relação amorosa ou sexual. Mas todos os eufemismos foram usados. Rose é “amiga íntima” de Lula. Dona Marisa Letícia “não gosta de Rose”. Rose chama Lula de “tio”. Lula chama Rose de “Rosa”. Pedidos de Rosa para ajeitar a vida da filha e do ex-marido eram como ordens. Rose “rodou o mundo” com Lula. A Polícia Federal “gravou 122 ligações pessoais entre Rose e Lula”.

Não me interessa saber se o PR – sigla usada por Rosemary para tratar do então presidente em e-mails – e sua ex-chefe de gabinete em São Paulo trocavam carinhos. Se havia um caso consensual entre dois adultos, isso interessa apenas à ex-primeira-dama.

A julgar pela ausência de Dona Marisa em evento do Calendário Pirelli, no Rio de Janeiro, onde Lula se aboletou sobre o decote de Sophia Loren, ele não escapará da CPI doméstica.

O importante para todos nós é que Rosemary, falastrona, não só pedia favores pessoais em nome de Lula. Para obter o que queria, ela se identificava como sua “namorada”.

Se for verdade, e ela usou o sexo ou o amor como trampolim para defender interesses privados, isso é imoral, ilegal, irregular. Mulheres assim prestam um desserviço à categoria.