
Eu me lembro! Eu me lembro! Era pequeno
E brincava na praia, o mar bramia
E erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca espuma para o céu sereno.
E eu disse a minha mãe nesse momento:
Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver maior que o oceano,
Ou que seja mais forte do que o vento?
Minha mãe a sorrir olhou pros céus
E respondeu – Um Ser que nós não vemos
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão! Meu filho, é - Deus.
Casimiro de Abreu, Dezembro de 1858.
Lembro-me como se hoje fosse. Março de 1965, Colegio São Raimundo Nonato, Várzea-Alegre, primeira aula, primeiro ano ginasial. O professor de português Tiburcio Bezerra de Morais Neto, de saudosa memoria, entra na sala de aula, cumprimenta os alunos, faz a chamadas e conclui a aula com uma tarefa de casa. Aprender o poema do Casimiro de Abreu para na próxima aula alguns dos alunos de forma aliatória fazerem um recital.
ResponderExcluirDecorei que ainda não esqueci. Bonito o poema e divina a mensagem.
Abraços aos ex-colegas, espalhados como chumbos de uma espingarda socassoca. Não sei onde estão, mas como colegas de classe sempre os vi como uns irmãos.