O professor e palestrante Régis Furtado, uma vez veio ao Crato-Ceará, para proceder uma palestra no Crato Tênis Clube. O hotel onde o professor hospedou-se indicou uma senhorita para que antes da palestra guiasse o professor para mostrar um pouco da cidade.
A cicerone mostrou os pontos turístico e históricos da cidade e quando passavam na famosa feira do Crato, a garota avistou o poeta Patativa vendendo seus livros em uma banquinha.
A garota apontou para o poeta e falou: Olhe professor, aquele é o Patativa do Assaré.
Então, vamos até lá que eu quero conhecer pessoalmente o grande poeta.
Chegando na banca a moça fez as devidas apresentações e o professor começou a folhear o livro “ Cante lá que eu canto cá. “ Depois de uma rápida olhada ele disse que ia ficar com o livro e foi tratando de pagar.
Quando Patativa passou o troco disse : Professor. Eu tenho outros livros.
O professor pegou mais dois livros dizendo que ia levar, mas quando olhou para o relógio, falou para a sua guia : Minha filha, nós estamos atrazados para a palestra.
Colocou os livros na pasta e saiu esquecendo de pagar os dois últimos.
Quando chegaram no clube o professor abriu a pasta para tirar o material do trabalho, viu os livros e lembrou-se que não tinha pago. Chamou a garota e entregou uma cédula dizendo: Minha filha, na minha pressa eu esqueci de pagar os outros dois livros.
Vá lá, pague os livros e peça as minhas desculpas ao poeta.
A cicerone foi até a feira fez o pagamento e transmitiu as desculpas do Professor Régis Furtado.
Patativa quando já estava com o dinheiro no bolso, recitou essa pequena quadra:
Eu tava desconfiado
Daquela conversa curta
O Régis não é Furtado
É ele mesmo quem furta

O grande poeta do Assaré tinha sempre uma resposta certa e bem humorado para toda ocasião. Salve Patativa.
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