quarta-feira, 12 de agosto de 2026

*FUTEBOL NA DIREÇÃO DO POVO* - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Turistas ficavam admirados com as peladas entre garçons (depois do trabalho), às altas horas da noite no Aterro da Gávea, no Rio de Janeiro.

O fato até gerou uma das mais belas crônicas de Nelson Rodrigues sobre as peladas espectrais.

Quantas vezes nos deparamos com operários da construção civil (com roupas do trabalho) envolvidos numa disputada pelada na hora do almoço.

Estes cenários que indicavam o futebol em direção ao povo não existem mais. Pelo menos, nas antigas proporções.

O futebol precisa voltar a caminhar em direção ao povão e por ele ser abraçado.

Mesmo para quem o aprecia, o futebol de hoje tem feito uma trajetória inversa.

Os estádios diminuíram suas capacidades e os preços dos ingressos aumentaram.

Futebol não é (ou não devia ser) um lugar de exclusão. 

Um comentário:

  1. Dizem e é verdade, quem contou não mente. Que depois da copa do mundo de 1938 houve uma disseminação muito grande do Esporte Bretão no Brasil. Assim é que em Várzea-Alegre aconteceu uma partida inusitada entre os sitios Sanharol e Roçado Dentro. A bola era uma almofada de bilros o campo um curral com as porteiras com o pau de cima e os outros abertos. O juiz deu o primeiro apito e a tourada começou, a poeira cobriu, o juiz perdeu o apito, e, quando encontrou que apitou novamente a bola tinha se perdido ninguém sabe onde foi ficar, havia dez braças de cerca no chão, terminada a contenda cada jogador tomou um oito de cana numa bodega próxima para não gripar e o juiz colocou na súmula zero a zero.

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