quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ANDREZADAS - POR A. MORAIS

Dizia José André do Sanharol que os "André" tinham as suas "Andrezadas". Ele tinha base e fatos que comprovavam, com sobra,  esse seu  pensamento. 

André, o seu terceiro filho, depois  dos 50 anos achou de adquirir uma moto sem ser habilitado para tanto. Todo mundo  advertiu: isso não tem futuro, você não sabe  conduzir  esse tipo de veiculo. 

André mais teimoso do que agua de ladeira a baixo e fogo de ladeira a cima,  não aceitou os conselhos. A revenda mandou deixar a moto na casa do André. O homem  não tinha o menor conhecimento da maquina, mas resolveu dar uma volta. Montou na bicha, deu uma acelerada doida e arrancou. Cem metros adiante a moto deu uma empinada e se arrebentou no chão. 

André ficou entanguido, estatelado com duas costelas quebradas, três dedos da mão esquerda fora do lugar, uma queimadura na coxa, e, avistando São Pedro dando com a mão pra ele, vem, chega! 

Quando voltou a viver, perguntou a um rapaz que passava por perto: Ei, tu sabe dirigir moto? Ele respondeu sei! Pois leve essa pra você!  

CARICIAS.



A analise transacional reconhece como instintiva a nossa necessidade de caricias. As caricias são absolutamente necessárias à nossa sobrevivência. Um sorriso, uma palavra, um gesto constitui  caricias.
As primeiras caricias são recebidas durante a infância e são mais sob a forma de contato corporal: o bebê é manuseado, acariciado, embalado. Esses toques físicos expressam  mensagem de vários sentimentos, positivos ou negativos, tais como reconhecimento, aceitação, amor ou rejeição, impaciência, hostilidade.
Durante toda vida, o contato físico constitui uma forma de expressão muito mais intensa do que uma palavra, um abraço, um beijo,  um aperto de mão ou uma pancadinha no ombro.
A medida que a criança cresce, aprende a discernir as caricias desejáveis, valorizadas em sua família, e passa a agir de modo a obter essas caricias.
As caricias podem ser físicas ou verbais. Os dois tipos de caricia podem ainda ser positivos ou negativos, condicionais ou incondicionais.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As cinzas do carnaval de mentiras - Senador Demostenes Torres.


O que começou pequeno, com o Bloco da Mentira, foi ganhando corpo até se transformar na Escola de Samba Unidos da Desfaçatez. Na passarela de Genebra, no fim de semana, a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres se submeteu aos jurados peritos da ONU. Ouviu horrores da comissão de frente. De nada adianta se fantasiar de ovelha se quando abre a boca mostra as presas de lobo.

Assim como a presidente Dilma Rousseff foi destaque como carola na busca por votos, Eleonora Menicucci forjou-se burocrata diante dos especialistas e disse que o problema não era do Executivo – já mandou as mais absurdas Medidas Provisórias para o Congresso, causaria espanto mínimo se fizesse a MP do Citotec.

Pouco interessa se com terço ou planilha na mão, o governo simplesmente não se importa com as mulheres ou seus filhos, mas com a repercussão nas manchetes.

Mesmo impelida pela opinião pública a encampar a defesa da vida, é sacrificante para a ministra negar uma militância de décadas pró-aborto. Desnecessário e soaria falso, pois a ala das baianas inteira acha que ela atravessa o samba ao violar seus princípios, mesmo que o País os considere o fim.

Na ONU, foram duros os questionamentos sobre o que a União faz para evitar a morte de 200 mil mulheres por ano em decorrência do aborto. Isso mesmo: 200 mil! Com 1 milhão de abortos, o viés fatal estaria na criminalização.

Como Menicucci realmente confia nesses dados, garantiu na véspera da reunião que continua abortista. Se as informações estão corretas, como o grupo da presidente permitiu, nos últimos 110 meses, o óbito de quase 2 milhões de mulheres?

Se todos os bebês tivessem nascido e nenhuma mãe morrido ao interromper a gravidez, o Brasil teria 11 milhões de habitantes a mais, considerando-se apenas o período petista.

"Se ninguém está mentindo, alguém está se omitindo. Menicucci, para usar uma expressão sua, não “expressou suas convicções pessoais”, pois por ela a política de estado seria legalizar a matança". 

De pai para filhos - Por A. Morais

Dedicado ao Mundim do Vale.

Estive em Varzea-Alegre neste período de carnaval. Encontrei alguns amigos e parentes. Dentre eles  Pedro e Caetano filhos  de Raimundo Alves de Morais, o grande poeta Candeiro.

Na nossa conversa, procurei saber se eles haviam herdado a tendência poética do pai. Eles levavam junto uma garrafa de pinga e, o Pedro improvisou esta sextilha:

Carro sem roda não anda,
Bêbado deitado não cai.
Quem tá por cima não cansa,
Quem tá por baixo não sai.
Ponta de corno não fura,
Cachaça limpa não vai.

Então trouxe-lhes uma cuia com  umas cajaranas e o Caetano fez esta quadra:

Se é mole não entra,
Se é duro não sai.
O tira gosto chegou,
A cachaça agora vai.

Foi um lero aprazível. Lembrei-me do saudoso Candeiro de Zé de Ana do Sanharol.

Ficha Limpa - Jailton de Carvalho e André de Sousa.

Mensaleiros podem ficar fora das eleições até 2020. A Lei da Ficha Limpa, validada pelo Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, poderá ter forte impacto sobre a política nacional, a começar pelos réus do mensalão, o escândalo mais rumoroso do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se os políticos do grupo forem condenados este ano, ainda que com penas baixas, estarão proibidos de concorrer a cargos eletivos, no mínimo, até as eleições de 2020. Pela lei, políticos condenados por órgãos colegiados, como o STF, não podem disputar eleições por pelo menos oito anos.

Até a aprovação da Lei da Ficha Limpa em 2010, condenações em processos criminais resultavam na inelegibilidade por apenas três anos. O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, disse que o processo poderá ser julgado ainda no primeiro semestre deste ano.

Entre os réus do processo que poderão ter as carreiras duramente atingidas estão alguns dos principais líderes do PT como o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o deputado João Paulo Cunha. O ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, que vinha se preparando para as eleições deste ano, corre o risco de se ver obrigado a mudar os planos políticos antes mesmo do próximo pleito.

O mesmo pode acontecer com o ex-deputado Roberto Jefferson, atual presidente do PTB, Bispo Rodrigues, ex-PR, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PR), entre outros. José Dirceu e Roberto Jefferson tiveram os mandatos cassados em 2005 e, desde então, perderam o direito de concorrer a cargos eletivos até 2014. Com uma eventual condenação no processo criminal em curso no STF, a punição poderia ser ampliada por um prazo igual ou superior a oito anos.

Pra curtir a ressaca e matar a saudade - Por A. Morais.

Chegamos mais uma vez a uma quarta-feira de cinzas.  Com ela findamos o carnaval. Mais uma vez Várzea-Alegre  dedicou sua hospitalidade e carinho aos visitantes. Apresentou um carnaval digno de sua gente e sua tradição. Reuniu seus  filhos e amigos e os brindou com  paz e alegria costumeiras. As duas escolas de samba e os demais  blocos  fizeram uma festa de gente grande. Parabéns Várzea-Alegre e sua gente.

Num ritmado diferente a marchinha "Um pequenino grão de areia" com o Altemar Dutra.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Blog em Prosa - Por Geovane Costa.

O careca, usando uma muleta, chega numa loja de fantasias e diz ao atendente: - Estou querendo ir a um baile de carnaval e preciso de uma fantasia. - Pois não! Tenho uma aqui de pirata que é lindíssima, inclusive vai disfarçar a sua muleta e a sua careca! - Legal! Quanto custa? - 380 Reais! Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? - O senhor pode ir fantasiado de monge. Esse hábito franciscano lhe cairá perfeitamente. - Quanto custa? - 120 Reais! Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? - Que tal essa fantasia de surfista? Um bermudão, uma camiseta, óculos escuros... - Quanto custa? - 40 Reais!  Caramba! 
Não tem uma mais baratinha? Aí o atendente se encheu, foi lá dentro e voltou com um pote na mão. - Toma, são três Reais! - O que é isso?
É calda de caramelo. Você despeja na cabeça, enfia a muleta na bunda e sai fantasiado de maçã do amor!


domingo, 19 de fevereiro de 2012

DEBATE MOMINO - MUNDIM DO VALE x JOÃOZINHO BONEQUEIRO

Eu estava conversando
Com o meu primo Nonato,
Num papo muito sensato
Lá na loja Zabumbando.
De repente vi chegando
Cláudio Souza com um tição,
Amarrado de cordão
Parecendo a Besta Fera.
Diz aí! Que o bicho era
Joãozinho de Damião.

O boneco já chegou
Com aquela presepada,
Não gostei da palhaçada
Nem o meu primo gostou.
Quando o bicho encostou
Eu disse: - Ninguém merece!
Tudo comigo acontece,
Confusão chega é de ruma.
Eu não posso tomar uma
Que essa coisa aparece.

O boneco reagiu
Me chamando pra porrada,
Tacou o pé da calçada
Disse: - Puta que o pariu.
Mundim do Vale fugiu
Do Instituto Penal,
Já passou no Juremal
E furtou Nonato Beca.
É bem capaz da cueca
Tá lotada de real.

Mundim:
Eu não lhe dei liberdade
Para ser assim tratado,
Você é muito abusado
Todo cheio da verdade.
Mas se está com vontade
De partir pra baixaria,
Eu vou só lembrar o dia
Que tu levou uma surra,
Quando estava atrás da burra
De José de Zacaria.

Joãozinho:
Era só o que faltava
Tu querer entrar na linha,
Quando pro Vale tu vinha
Eu no Vale já estava.
Se lembra que eu dançava
No forró de Zé Pereira
Com uma cabocla faceira
Que chega suava a tanga?
E tu fazendo munganga
Com Zé de Lula Goteira.

Mundim:
Não diga isso Joãozinho
Que isso nunca aconteceu,
Tenho no propósito meu
Não gostar de burburinho.
Eu faço tudo sozinho
Sem boneco e nem palhaço,
E quando sozinho eu faço
Respondo pelo que fiz.
Já você só é feliz
Se andar com João Sem Braço.

Joãozinho:
Cláudio Souza fez questão
Pra eu vir aqui com ele
Mas tem cada amigo dele
Que não merece atenção.
Não vale mais que um tostão
É igual papel queimado
E eu já fui convidado
Na posição de boneco,
Pra tocar no reco-reco
Na escola do Roçado.

Mundim:
Eu também fui convidado
Por Nonato e por Vicente,
Para a comissão de frente
Da escola do Roçado.
Mas lá eu sou respeitado
Como foi o Mestre Tim.
Se falar em Raimundim
A escola fica vibrando.
E eu vou no meio tocando
Agogô e tamborim.

Joãozinho:
Apois eu não vou mas não
Que eu sou individualista,
Sou boneco muito artista
Pra ficar perto de anão.
O cigarro em tua mão
Diz muito bem quem tu é,
Cachaceiro da ralé
Vadío, doido e fumante,
Inda tem a agravante
Da catinga de xulé.

Mundim:
Não há ninguém que aguente
Esse bicho desumano,
Rouba mais do que cigano
Mente mais que presidente.
Essa figura de gente
Nunca fez calo na mão,
É homicida e ladrão
Vive direto na pêia.
Vai já voltar pra cadêia
No Ronda do Quarteirão.

Joãozinho:
Mundim deixe de besteira
Que eu sou um boneco quente,
Vou desfilar bem na frente
E você vai na rabeira.
Fique com Sávio Teixeira
Dois poetas do fracasso,
Dançando no embaraço
Todo tempo reclamando.
E eu só arrodeando
Minha gata num abraço.

Mundim:
Boneco eu vou lhe falar
Sua gata tá maluca,
É mesmo lelé da cuca
Quem procura sem achar.
Mas se ela quiser ficar
Com um macho que se garante,
Levo ela pra vazante
Para fazer um fuxico.
Depois eu corro pro Chico
Para livrar o flagrante.

Joãozinho:
Não sou Joãozinho Prefeito
Sou o Boneco Joãozinho,
Eu faço tudo sozinho
Porque sei fazer bem feito.
Você não tem o direito
De querer tirar um sarro.
Acabe com esse esparro
Deixe de falar de mim.
Porque pra falar assim
Tem que deixar o cigarro.

Mundim:
Joãozinho eu sou viciado
Mas não é da sua conta,
De boneco que apronta
Eu não preciso cuidado.
Sei que estou adoentado
Sei que o bicho me faz mal,
Mas só vou pro hospital
Quando tiver só o caco.
Não vou deixar o tabaco
Nem que ele cheire mal.

Joãozinho:
Sou boneco folião
Sou Joãozinho da folia,
Eu carrego essa alegria
Do tempo de Damião.
Não quero entrar em questão
Com quem gosta de teimar,
Mas você vai se calar
Ou que queira, ou que não queira.
Porque vai ver terça feira
O boneco desfilar.

Mundim:
Tu disse que é folião
Mas só se for de curral,
Para dançar carnaval
Tem que ter os pés no chão.
Em me lembro do São João
Lá do Maria Afonsina,
Que tu levou a menina
Mas foi grande o escandêlo.
Tu fez muito desmantelo
E dançou na margarina

Joãozinho:
Você não tem argumento
Pra terminar esse embate,
É melhor deixar empate
E esquecer o evento.
Vou lhe dar essa abertura
Pra numa teima futura
Você saber como entrar.
E sabendo respeitar
O boneco da cultura.

Mundim:
Joãozinho você merece
O que Luzia ganhou.
O que o gato enterrou
E o que padrasto oferece.
Eu sei que você esquece
Sua família real,
Dançando no carnaval
Dando uma de bichão.
Mas lembre que Damião
Foi o seu pai natural.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sugestão - Por Luiz José.

No video  veremos Raul Seixas, Wanderleia, Soraia Ranvelle e  João Roberto Kelly interpretando  algumas musicas maravilhosas. Um belo video, vale a pena assistir até o fim.

Postagem dedicada a todos os amigos do Blog do Sanharol.  Um bom carnaval e que "Este ano não seja igual aquele que passou" seja melhor!


Blog do Sanharol.


FÉ - Enviado por Rogeanny Santana.

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira: 

"Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!" 

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado: "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com Tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar." 

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte. Quando passaram em frente da trilha o homem escutou: "Vamos, entremos nesta trilha!" "Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas". 

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha. Que possamos entender as coisas de Deus e o que Ele tem feito em nossas vidas! 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ASSIM FUNCIONAVA A LEI - Por Vicente Almeida



Recebi do meu amigo Carlos Airton,  por e-mail - Manaus-AM. Ele está sempre descobrindo novidades sobre o Nordeste.

Aqui no Cariri cearense, a menos de trinta anos, tivemos um exemplo desse, mas a setença foi decretada e executada pelo pai e os irmãos da ofendida.

Observe a curiosidade da linguagem na época do ocorrido. Isto é uma imagem copiada do original.

Vicente Almeida
17/02/2012

A Islândia, a Hungria e o Brasil -- por Armando Lopes Rafael


A crise econômica que se abate sobre a Europa veio se juntar à crise moral, esta há décadas corroendo a população daquele continente. Como a mídia sonega informações necessárias a uma avaliação concisa sobre a grave situação vivida pelos europeus, procurei ler – em livros, revistas e na Internet – algo adicional para o entendimento destes problemas.

1. Chamou minha atenção duas nações daquele continente. Uma delas, a Islândia, pequeno país localizado numa ilha congelada e cheia de vulcões. A Islândia não tem matéria-prima. Importa quase tudo que consome. Mas manufatura e exporta a matéria-prima comprada. Por isso, a Islândia – em 2008 – ultrapassou a Noruega e passou a liderar o desempenho mundial no Índice de Desenvolvimento Humano–IDH. Este índice – elaborado anualmente pela ONU – traduz a capacidade de uma nação gerar riqueza e transformá-la em bem-estar para sua população.

2. Já a Hungria – país que viveu debaixo do chicote e da ponta das baionetas da extinta União Soviética de 1945 a 1990 – após recuperar sua independência tem trilhado um caminho diferente das demais nações europeias, entregues à sociedade de consumo e à dissolução dos costumes. Li na revista Catolicismo – número de fevereiro de 2012 – que a partir de 1º de janeiro último, a Hungria revogou a antiga constituição comunista e promulgou uma nova, esta aprovada pela imensa maioria do Parlamento húngaro. Segundo a revista, a nova Constituição “invoca em seu preâmbulo a bênção de Deus para os húngaros, menciona a Coroa do Rei Santo Estevão, como símbolo do Estado, incentiva a natalidade através da redução de impostos, não reconhece a “união homossexual” como constituindo família e proíbe a adoção por parte dos homossexuais”.

Essa decisão do povo húngaro, como era de esperar, provocou a ira das esquerdas de todo o mundo. A União Europeia, afundada na maior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial, ameaçou retaliar o governo da Hungria se este não revogasse as medidas morais inseridas na nova Constituição. No entanto, uma passeata realizada em 21 de janeiro, com a presença de mais de meio milhão de húngaros, percorreu as ruas de Budapeste apoiando a nova Constituição e o governo.

3. E o Brasil? Nosso país é o quinto maior território do mundo. Além do mais, é riquíssimo em recursos minerais. Atualmente, 55 minerais diferentes são exportados pelo Brasil, que é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do Planeta, e ainda detém cerca 12% da reserva de água potável do mundo.

Com o seu tamanho de gigante, com sua riqueza imensa, com um povo trabalhador e ordeiro, o Brasil ocupa, no entanto, o humilhante 84º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano–IDH. Pior: a população brasileira vive saturada com as constantes denúncias de corrupção da sua descreditada a classe política. Os partidos políticos no Brasil, não servem ao povo. As siglas se servem das benesses do poder e vivem engalfinhadas no clientelismo e indiferentes aos imensos problemas da nação, como o precário funcionamento da educação, da saúde e da segurança públicas. Existem cerca de 17 milhões de brasileiros que vivem na faixa da miséria e temos mais de 16 milhões de analfabetos...

Diante dos exemplos da Islândia e da Hungria, a realidade social e econômica do Brasil dói – e como dói! – nos corações das pessoas que ainda amam esta querida e sofrida pátria...
Texto: Armando Lopes Rafael

CONTO DE CARNAVAL - Por Mundim do Vale.

Reprisado para: Fátima Andrade, Licinha Viana, Flor das Bravas, Renato Bitu e Odalice Leandro, irmã do personagem mais novo desse causo.


A nossa Charanga foi uma batucada, criada para animar os carnavais de rua e os jogos de futebol de salão em Várzea Alegre.O grupo era composto por:Luís Filho, Marconi Proto, Célio e Tércio Costa, Mario Leal, Noberto Rolim, Joemilton Martins, Gonzaga Teixeira, Nilton Freire, João Piau e outros, inclusive esse contador de causos.

Nos ensaios nós procurávamos locais reservados, para que nos dias de desfiles, o público tivesse novidades.

Uma vez nós estávamos na busca do local para o ensaio, quando Nilton falou:
- Nós podemos ensaiar na casa de Dona Maria Edite, eu arranjo a chave.
Eu perguntei: - E ela não acha ruim não?
- Não que a casa tá alugada a papai.
Nós entramos e fechamos a porta da frente com muito cuidado para que não entrasse curiosos. Com a gente estava o saudoso Fernando de Raimundo Leandro, que nós chamávamos carinhosamente de Castelo Branco. O garoto contava apenas com quatro anos mas não perdia um ensaio da Charanga.

Armamos a nossa tenda na sala onde hoje funciona os estúdios da rádio Cultura. Começamos a tocar quando de repente eu notei um claro no corredor. Olhei para a porta e vi entrando Dona Maria Edite vestida de preto, que era luto de sentimento por uma pessoa próxima. Vendo aquela visita entrando eu gritei:
- Lá vem Dona Maria Edite!
Dizendo isso eu corri pela parte traseira da casa, escalei o muro que dava acesso a minha casa e notei que Noberto Rolim vinha logo atrás com um surdo de mão quase do tamanho dele. João Piau e Tércio Costa entraram num chiqueiro e ficaram escondidos atrás de uma pilha de pneus velhos. Gonzaga Teixeira que não sabia nadar, pulou o muro depois pulou uma cerca de arame e saiu nadando na lagoa de São Raimundo. Depois foi bater na casa do Sr. Matias onde ficou escondido. Mário Leal pulou para a casa de Valdeliz e enrolou-se no pano de Jesus Cristo, que era um cenário que Jesus usava nas fotos de primeira comunhão. Só que depois Mário disse, que teria sido melhor enfrentar Maria Edite. Joemilton e Luís Filho, saíram pulando muros até chegar no Recreio Social.

Só quem ficou para encarar a proprietária, foi Marconi, Célio e Nilton.

Enquanto Marconi e Célio pediam desculpas, Nilton gritava:
- Mas a casa não tá alugada a papai?
- Tá mas eu aluguei foi para morar, não foi pra bater macumba não. E ainda mais que estou de luto.
Nesse momento eu fui chegando pela porta da frente, com jeito de curioso. A proprietária apontou o dedo na minha direção e falou:
- Taí outro irresponsável sem futuro!

Na minha reação eu falei:
- Êpa! Eu não tenho nada a vê com isso não. Eu tou chegando agora.
- Tá chegando agora porque atrasou-se. Mas você faz parte da mesma gangue.

Com aquela zoada o nosso amiguinho Fernando chorava que desciam lágrimas. Eu peguei o garoto nos braços, me aproximei de Maria Edite e falei:
- Tá vendo o que a senhora fez? A criança chora que corta a voz.
- E eu com isso? Eu não sou babá não. Tá com pena leve ele pra sua avó dar de mamar a ele!