sábado, 21 de abril de 2012

O QUE É BOM TÁ GUARDADO - Por Mundim do Vale

Era mês de junho, tempo de colheta de arroz, o arroz da roça de Zé de Pedro André, tava todo maduro já a ponto de virar os cachos de tão cheios que estavam. Aquele cenário para nós da terra do arroz, era o quadro mais perfeito das obras de Deus.

Zé André promoveu um adjunto na colheta e para tanto, convidou muitos amigos como, os Joaquins, os Lobos os Zezins e muitos parentes. Convidou também o grupo de Maneiro Pau, a banda de pífano, cortador de tesouras e penitentes.

Entre os convidados estava o grande poeta das Bravas Zé Bilica.

Previnido como era, Zé André abasteceu toda a dispensa para evitar a surpresa do “ Bater o prato “ Ainda por segurança sacrificou o carneiro do seu filho Antônio Morais, que tinha sido um presente.

Depois do arroz colhido, veio as brincadeiras e o extravío de alimentos feito pelos amigos na tentativa de “ Bater o Prato “ Fato esse que não aconteceu.

Se alguém tivesse pedido para o poeta Zé Bilica improvisar uma décima sobre aquele acontecimento, ele teria feito assim:


Na festa de Zé André

Da apanha do arroz,

Não faltou baião de dois

Nem caba bom na quicé.

Oliveira mais Tindé

Fizero um pote medõe

E Seu zé André risõe

Adimirando a fartura.

Cumêro inté a fussura

Do carneiro de Ontõe.

Na hora da despidida, o poeta Zé Bilica convidou Zé André, para uma vaquejada que ele faria no mês de setembro seguinte. Zé André firmou o compromisso e quando foi na data marcada seu filho Antônio veio a Várzea Alegre e de lá fioram as Bravas.

Chegando nas Bravas, já foram vendo a poeira feita pelos animais, em seguida viram numa latada um forró com o sanfoneiro desafinado, os cavalheiros embriagados e as damas com saias curtas e as blusas decotadas.

Zé André que tinha um comportamento arredío para aquelas coisas Perguntou para Antõnio:

- Meu filho. Essa meninas dançam só de cinto?

Só isto bastava para deixar Zé André constrangido, mas como se não bastasse ainda tinha a agravante de já ser duas horas da tarde e ninguém ter notícia de comida. O convidado que tinha costume de almoçar às nove horas e jantar às 03:00 horas da tarde, já estava pálido de fome e com gastura do cheiro de óleo de coco, que vinha dos cabelos das damas.

Uma certa hora lá Zé escutou a vocalista cantar:

O que é bom tá guardado,

O que é bom tá guardado.

Mas só dou a Chico Véi,

Porque é meu namorado!

Zé André pegou na mão do filho e falou:

- Vamos meu filho. Que o que tá guardado, não é pra nós não.

Se alguém tivesse pedido para o poeta Zé Bilica fazer uma décima da despidida de Zé André, teria saído mais o menos assim:

Seu Zé não faça fiura

Cum nosso povo das Brava,

Tem doze quilo de fava

Cunzinhando na frivura.

Vem quarenta rapadura

Do ingém de João Bilé

E um Magote de muié

Lá do Riacho do Mei.

Ispere. Num faça fei,

Ispere. Seu Zé André.

Dedicado para os familiares do saudoso José de Pedro André e para O poeta das Bravas Zé Bilica.


Delta pagou "mensalão" a servidores e diretores do Dnit no Ceará

(Matéria publicada no “Diário do Nordeste” deste sábado)
A obra na BR-222, no Ceará, é uma das que eram tocadas pela Delta e que tiveram irregularidades constatadas pelo Ministério Público Federal – FOTO: MARÍLIA CAMELO

Escutas autorizadas pela Justiça mostram que a Delta pagou "mensalão" a servidores e diretores do Dnit no CE

Rio de Janeiro/ Brasília . Alvo central de investigações que levaram à CPI do Cachoeira, concentradas na Região Centro-Oeste, a Delta Construções usou no Ceará método semelhante ao apontado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Escutas autorizadas pela Justiça mostram que a construtora pagou "mensalão" a servidores e diretores do Dnit no Ceará.
Os processos resultantes de outra operação da PF, a Mão Dupla, de 2010, reforçam o modo de funcionamento da empreiteira número 1 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A investigação, que levou à prisão temporária dos envolvidos, originou ainda um processo criminal, na 11ª Vara Criminal Federal do Ceará, que corre sob segredo de Justiça. Ontem, o Ministério Público Federal propôs ação penal contra os servidores do Dnit e contra a construtora Delta por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa.

Escutas autorizadas pela Justiça mostram que a construtora pagou "mensalão" a servidores e diretores do Dnit no Ceará. Segundo processo cível em tramitação na 1ª Vara Federal do Estado, as instalações do Dnit no Ceará eram usadas como escritório que atendia a interesses privados da construtora. Com base em interceptações telefônicas, a investigação sustenta que "o espaço público no interior da sede do Dnit no Ceará servia a interesses privados".
Segundo o inquérito, havia ainda uma "caixinha" dentro do Dnit. Diálogos, não divulgados no inquérito, mas citados como anexo ao volume entregue à Justiça, mostram o pagamento de propina da Delta em favor de um dirigente do Dnit no Ceará. O processo afirma textualmente que o dirigente "recebia propinas e uma espécie de mensalão".

A Controladoria Geral da União (CGU) identificou ainda que o então dirigente do Dnit no Ceará, tinha "rendimento incompatível com a renda" em 2008. O inquérito mostra que foram constatadas "gravíssimas irregularidades" nas licitações, superfaturamento de obras, desvio de verbas e pagamentos indevidos em projetos do Dnit no Ceará.
Com base em relatórios da CGU e do Tribunal de Contas da União, o MPF aponta como irregulares oito obras, entre elas a reforma da BR-116; a construção da ponte sobre o Rio Jaguaribe; a restauração do trecho urbano da BR-116; e a porção final da BR-116 no Ceará, KMs 314,70 ao 411,80 e KMs 424,90 ao 546,70. O MPF viu problemas ainda na obra da ponte sobre o Riacho São Miguel no KM 122 da BR-222 e na subcontratação ilegal das empresas. O desvio de recursos é estimado em aproximadamente R$ 5 milhões.
Em relação ao processo, a Delta disse que está utilizando "todos os recursos judiciais para demonstrar que não houve nenhuma conduta criminosa". A empresa impetrou "habeas corpus" para pedir a nulidade das provas produzidas no inquérito. O Dnit informou que "as informações solicitadas estão sendo levantadas junto às áreas técnicas".
Deputados

Para a bancada cearense, o caos está instalado nas rodovias federais do Estado. "Temos o Dnit no Ceará ainda sem a nomeação do seu efetivo. Temos a BR-222 com obras paralisadas, com editais não lançados e recursos na ordem de R$ 1 milhões alocados desde junho do ano passado e que não foram empregados", avalia o deputado Danilo Forte (PMDB-CE).
"Sem entrar no mérito se é da Delta ou qual é a empreiteira, o fato é que as BRs no Ceará continuam abandonadas", afirma o deputado tucano Raimundo Gomes de Matos (CE). Segundo o parlamentar, ao se tentar acompanhar o desenvolvimento das obras pelos relatórios governamentais fica impossível definir os problemas de cada trecho.”

sexta-feira, 20 de abril de 2012

DESCARACTERIZAÇÃO DO BLOG - EMITA SUA OPINÃO.

As postagens sobre política estão descaraterizando o propósito do blog do Sanharol.
Quando na verdade era pra falar de histórias do Sanharol, de Várzea Alegre e de pessoas que fizeram e fazem a cultura da nossa cidade.Não,.todos os dias que abro este blog encontro criticas em relação a Dilma, a Lula e a tantos outros membros do PT ou a qualquer partido que seja. Ao meu entender este blog não tem por objetivo avaliar ou julgar a situação politica do nosso país.

E outra se  for pra falarmos de destaques Varzealegrenses, não podemos esquecer de grandes e verdadeiros destaques como:Hilário de Sousa Francelino, varzealegrense que quando criança  ajudou seus pais em sua lavoura de subsistência; Apesar da falta de condições financeiras necessárias para a matrícula em escolas particulares, ele sempre se destacou como um aluno exemplar nas escolas públicas em que estudou, acabou ganhando aceitação na USP e Unifesp, duas das principais Faculdades de medicina do Brasil. Hoje, ele é um estudante do segundo ano da Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina (FMUSP), e atualmente se encontra em  Harvard participando de uma pequisa em laboratórios da área de Medicina; e  Ricardo Oliveira, bastante conhecido por todos suas  medalhas conquistadas em olimpíadas de matemática.

Gostaria que as pessoas que acessam o blog  emitissem sua opinião sobre essas postagens relacionadas a política..


Hilário o mais alto da turma

                                                    
                                   Ricardo Oliveira

Poly e seu conjunto - Maringá.

Uma das mais belas melodias do cancioneiro popular. Dedicado a velha guarda do Blog do Sanharol.

Maringá.



O comovente pedido de desculpas do Cara.

Quando Lula pediu desculpas pelo que hoje chama de farsa. O escândalo do mensalão passou a ser chamado de "farsa" antes mesmo do fim do segundo governo Lula.

Quem o batizou de farsa?

O próprio Lula.

Se foi uma farsa, por que Lula, em discurso à Nação no dia 12 de setembro de 2005, se disse "traído" e pediu desculpas aos brasileiros como relembra em seu blog o jornalista Ricardo Setti?

Veja um trecho do pedido de desculpas pela "farsa".






A marcha de 21 de Abril.


No próximo dia 21, quando homenageia-se Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, um grande grupo  - que pode chegar a 900 mil pessoas – vai fazer uma marcha contra a corrupção, em diversos lugares do país (até agora 42 cidades já confirmaram a manifestação).

Chamado pelos organizadores e adeptos de Dia do Basta à Corrupção, o movimento tem como objetivos o enquadramento da corrupção como crime hediondo, o fim do foro privilegiado, além do fim do voto obrigatório.

O maior apoio do Dia do Basta à Corrupção até agora é o da Ordem dos Advogados do Brasil, segundo o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que comemora a adesão dos brasileiros. Para selar o apoio da Ordem a nível nacional e definir a organização da manifestação, uma reunião com o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, será realizada nesta quinta-feira (19). Entre os participantes estarão Simon e o também senador Pedro Taques (PDT-MT).

Os organizadores do evento de caráter nacional vão promover uma panfletagem em diversas universidades do país até sábado.

“Depois da aprovação da Ficha Limpa diante de pressão popular, o Dia do Basta à Corrupção deve ser um novo marco na história deste país. Tudo que o Brasil precisa para extinguir a corrupção é ter o povo fiscalizando e cobrando o Parlamento. Só assim o Congresso se identifica com a vontade popular”, analisou Pedro Simon

3 fatos e reflexões para o fim-de-semana -- por Armando Lopes Rafael

1 – Recessão em Portugal e na Argentina
No mesmo dia que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, (foto a direita) “nacionalizava” a empresa petrolífera YPF, clamando a plenos pulmões: “El petróleo es nuestro”, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho (foto à esquerda) confirmava numa entrevista: “Estamos privatizando a companhia aérea TAP, as empresas dos setores energético e de transporte, os aeroportos, os correios, o canal de televisão estatal e os serviços de abastecimento de água”.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que Portugal está atravessando uma crise. Para administrá-la os portugueses contam com um primeiro-ministro de 47 anos, lúcido e corajoso. A exemplo do que fez Margaret Thatcher – quando salvou a economia inglesa nos anos 70 – o novo primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho (foto ao lado), anunciou medidas de austeridades para tirar, até 2014, sua nação das dificuldades presentes.

“E não haverá resistência do povo?”, perguntou o repórter. “Não tem havido”, respondeu o primeiro-ministro. “Os portugueses sentem que o estado nunca foi bom gestor de empresas. O custo delas para o país e para os contribuintes é muito elevado”(...) “Se quisermos ser um país mais competitivo, o que só pode surgir do lado da iniciativa privada, teremos de reduzir o peso do setor público”. Sobre a decisão do governo brasileiro de dificultar a importação dos bons vinhos estrangeiros para beneficiar os produzidos na Serra Gaúcha, Pedro Passos Coelho foi lacônico: “O protecionismo, por mais que pareça dar oportunidades imediatas a grupos nacionais, é pouco eficiente a médio e longo prazo”.
Quem sobreviver até 2014, daqui a dois anos, terá oportunidade de comparar – se foi a Argentina ou Portugal – quem agiu com mais inteligência.
2 – Do couro sai a correia

Enquanto isso, neste “país abençoado por Deus e bonito por natureza”, a opinião pública aguarda o início do julgamento – pelo Supremo Tribunal federal–STF – dos réus indiciados no “mensalão”, o maior escândalo de corrupção da história brasileira. O início do julgamento do “mensalão” foi anunciado para julho próximo.
E o comitê central do PT decidiu lançar uma ofensiva desesperada para desviar a atenção do povo para esse fato. A ordem que vem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos e preservar a imagem de Lula. Será que vai funcionar? Dizia o general Golbery do Couto e Silva que “no Brasil a opinião pública só comenta uma notícia por duas semanas no máximo. E isso se não for véspera de carnaval ou tempo de Copa do Mundo”. Faz sentido. Quem ainda lembra-se do vídeo exibido na telinha onde um diretor dos Correios recebia propina? Ou das declarações do ex-deputado Roberto Jefferson dizendo que o governo Lula repassava uma mesada (com dinheiro público) para os parlamentares da “base aliada” aprovar as mensagens do Planalto? Ou ainda lembra-se de que José Dirceu (que teve o mandato cassado) foi indiciado como “Chefe da Quadrilha do “mensalão” pelo então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Sousa?

3 – Só falta a eutanásia

Depois da aceitação do “casamento” homossexual e da liberação do aborto dos embriões anencefálicos, só falta agora o Supremo Tribunal Federal–STF aprovar a eutanásia no Brasil. Não duvide se isso vier a ocorrer nesses tempos apocalípticos. Fora alguns padres e bispos da Igreja Católica, quem protestou contra a “legalização” do “casamento gay” e morte dos fetos anencefálicos? Os idosos doentes no Brasil que se cuidem. Os mesmos argumentos que os 8 ministros do STF usaram para liberar o aborto dos encefálicos serão os mesmos para defender a eutanásia: o direito de matar (ou o direito de morrer) para o término da agonia; evitar um sofrimento inútil; confronto com o direito à saúde física e psíquica do doente e outras baboseiras mais...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

SEXTA DE TEXTOS

O BEBARRÃO E O DOUTOR

- Vamos. São apenas seiscentos metros de caminhada.
- Em terreno plano?
- Claro que não! O caminho é íngreme e com muitos obstáculos, tipo pedras pontiagudas e plantas espinhosas. Mas vale a pena. Apesar do sol forte, teremos a oportunidade de conhecer a Gruta de Angicos, em Poço Redondo, Sergipe, lugar onde foram mortos parte do bando do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em 28 de Julho de 1938.

Falando isso, o decidido médico convence três de seus companheiros, coincidentemente mulheres, a segui-lo naquela maratona semi-árida, rumo ao local da histórica chacina do sertão nordestino. Juremas, pereiros, mandacarus, cactos, pedregulhos, trilhas estreitas e raios solares engrenam àquela cansativa aventura.

Após torturante subida o coração bate apressado, não apenas pela emoção do momento, mas também pelo cansaço excessivo de corpos exaustos. Uma descida final, e ali está, na frente dos nossos olhos, o cenário daquele trágico combate unilateral. Alguns conseguiram fugir, porém, onze deles, foram assassinados e degolados pela volante do tenente João Bezerra. Dentre eles, o temido Lampião e sua companheira Maria Bonita, a qual teve o seu pescoço decepado ainda com vida.

O doutor, emocionado, escala uma das inúmeras pedras daquele escaldante terreno e recita um poema, entre as duas cruzes fincadas por ocasião do centenário do terrível cangaceiro, registrando, verbalmente, aquela rápida passagem, que possivelmente jamais se repetirá. Quase que simultaneamente, num gesto cristão, humanístico e espontâneo uma das nossas acompanhantes, segura de sua fé e de sua religiosidade, reza um Pai Nosso, o qual é acompanhado por todos.

Dever cumprido. O nosso grupo, sedento, retorna à base fincada às margens do Rio São Francisco. Ali próximo, os demais companheiros nos esperavam nas proximidades da casa do coiteiro Pedro de Cândido, que através de tortura, confidenciou a João Bezerra o esconderijo do Rei do Cangaço, naquele fatídico dia.

Passado o cansaço, mente mais arejada, o esculápio deu por conta que fora às três horas da tarde daquela Sexta Feira Santa, o exato momento da prece empreendida pelo grupo, em louvação aos cangaceiros mortos. Mesma hora em que o nosso redentor tombara na cruz durante o seu calvário.

Pensou em voz alta: - Ora, rezei pelos mortos. Todos precisam de oração. Acho que não vou ser surpreendido no céu devido a esta despropositada coincidência.

Nesse momento, um alcoólatra que bebia ali próximo blasfemou de maneira deselegante e impiedosa: - É... Mas o amigo devia ser mais otimista. Pense positivo! E se o doutor for para o inferno? Na certa, vai encontrar um amigão por lá!

Ao profissional da medicina, restou apenas fazer um sinal de negação a este filho do Demo e continuar a sua histórica missão.

Poly e seu Conjunto - Por Antonio Morais

Ângelo Apolônio, de nome artístico Poli, muitas vezes grafado com Y, Poly (São Paulo, 8 de Agosto de 1920 — São Paulo, 10 de abril de 1985) foi um multiinstrumentista (violão, cavaquinho, bandolim, banjo, contrabaixo, viola, guitarra havaiana) & Compositor brasileiro, tendo desde os 10 anos demonstrado habilidade com os instrumentos de cordas.

Começou sua carreira artística na década de 1930, em São Paulo, quando passou a acompanhar cantores populares de então: Januário de Oliveira, Paraguaçu e Arnaldo Pescuma. Em 1937, foi chamado para trabalhar no conjunto Regional da Rádio Difusora paulista, como violonista e solista de cavaquinho e bandolim. Na mesma época, integrou o conjunto vocal Grupo X, que concorria com o Bando da Lua. Compôs sua primeira música em 1939, uma valsa intitulada "Você", com letra de José Roberto Penteado, que nunca foi gravada. Foi esse parceiro que sugeriu o nome artístico Poli, abreviatura de Apolônio.

Em 1940, foi convidado pelo também multiinstrumentista Garoto para trabalhar em seu regional no Rio de Janeiro. Com o Regional de Garoto, atuou no Cassino Copacabana, na Rádio Clube do Brasil, na Rádio Mayrink Veiga e ainda gravou alguns discos. Em 1944, gravou seu primeiro disco solo, tocando guitarra havaiana interpretando os fox-troptes "Deep in the heart of Texas", de Don Swander e June Herchey e "Jingle, jangle, jungle", de J. L. Lilley e F. Loesser. No mesmo ano interrompeu suas atividades musicais para servir à F.E.B. na Itália, só retornando após o fim do conflito.

No ano seguinte gravou, com um conjunto liderado por ele e intitulado Poli e Seus Havaianos o fox-trote "Lime house blues", de Philip Braham e o fox-blue "Isle of dream", de sua autoria. Nessa época, passou uma temporada em Porto Alegre, trabalhando na Rádio Farroupilha, chegando a integrar o Conjunto Farroupilha a convite de Tasso Bangel. Com eles fez excursão pela Europa, Japão e EUA. Retornando ao Brasil, trabalhou em várias boates paulistas, tais como a Clipper e a Roof da Gazeta. Em 1948, gravou ao violão os choros "Sonho divino", parceria com Lupe Ferreira e "Colibri", de sua autoria.

Estrada da Vida - Dedicado a velha guarda do Blog do Sanharol.



A Importância da Organização Financeira Pessoal - Por Antonio Gonçalo de Sousa.


Não é de hoje que o ser humano compra fiado e, por conseguinte, também não é novidade que uma grande parcela da população costuma atrasar os seus compromissos e, às vezes, chega até a esquecê-los completamente, para desconsolo dos pobres credores. Há registros de que até mesmo nas épocas mais remotas, quando predominava o chamado “escambo”, alguns aproveitadorzinhos se serviam da confiança de alguém mais desavisado para realizar trocas onde só haviam promessas de entregas futuras dos objetos, cumpri-las jamais. É provável que naquela época tenha começado a vigorar o chamado “fiado”, que atualmente tomou nomenclaturas mais amenas, tais como: crediário, crédito consignado, capital de giro, financiamento, etc.

Desde a crise de 2008, quando o mundo se viu envolvido em uma insolvência geral, brasileiros nunca tiveram tantas dívidas em atrasos nos bancos como agora. Dados recentes do Banco Central do Brasil dão conta que em fevereiro passado a cada R$ 100,00  emprestados às pessoas físicas R$ 14,05 estavam com atrasos nos pagamentos superiores a 15 dias. O relatório diz mais ainda que, entre várias linhas de créditos oferecidas pelos Bancos, os financiamentos para compra de veículos amargavam  entre 5,5% a 8,4% de operações com atrasos entre 15 a 89 dias.

Atualmente está difícil andar na “linha” em termos de economicidade, pois os incentivos e a pressão para que as pessoas comprem cada vez mais vêm da mídia, dos filhos, netos,  da sociedade consumista e, por vezes, até do  próprio governo que, no afã de impulsionar o crescimento do país, insinua de todas as formas para que as pessoas comprem de qualquer maneira. Aí está, portanto, um prato cheio para os chamados “compradores compulsivos”.

Sabe-se que o ato de comprar, que seja à vista ou a crédito, é um processo muito complexo, principalmente para quem costuma planejar, reformar ações e, por fim, tomar iniciativas de forma responsável. A compra, quando é feita no momento e na hora certa, torna-se um ato prazeroso; no entanto, as aquisições realizadas por impulso, via de regra, provocam desalentos, vergonha e arrependimentos, muitas vezes sem retorno. 

Um professor que tive na disciplina de planejamento estratégico definia que o ideal seria que todo o ser humano se considerasse como uma empresa. Ou seja, nossas ações deveriam ser focadas em planos e metas embasados num bom planejamento, levando em conta pelo menos cinco perguntas básicas que deveríamos fazer a nós mesmos sempre que desejássemos comprar algo importante ou que interferisse fortemente no nosso dia-a-dia: O que comprar?, como?, quando?, quanto? e, finalmente, porque comprar?

Sabe-se que mesmo para o comprador organizado já é difícil estabelecer e seguir esse escrutínio de indagações. Então,  para um  compulsivo essa estratégia passa-lhe por longe, pois antes da segunda pergunta ele já decidiu levar o sapato, a roupa, smart-fone, motocicleta, bicicleta, cama, sofá, carro  etc...etc, desde que lhe sejam dados 10, 24, 30  ou até mesmo 60 meses para pagar.     

Não estou aqui querendo dar uma de “economês”, muito menos de professor. Mas acredito que nesses tempos atuais em que a ferve de gastar tem nos contaminado dia-a-dia, talvez não seja demais apresentar aos leitores uma simples planilha que, se utilizada com o mínimo de maestria poderá, quem sabe, provocar mudanças de atitudes nos nossos comportamentos na hora de gastar.  A mesma poderá ser adaptada de forma mais resumida, a fim de propiciar o acompanhamento e a avaliação simultânea de cada pessoa ou de uma família. 

Os dados da planilha têm um conteúdo programático mais interessante se observamos que ela nos dá a condição de fazermos uma avaliação de como anda a relação do “ponto de equilíbrio” do nosso fluxo de caixa. Antes, porém, é bom explicitar o que venha ser “ponto de equilíbrio”. Ou seja, é o percentual de comprometimento dos nossos gastos variáveis em relação aos nossos custos fixos. 

O importante é que façamos o possível para tentarmos equilibrar os dois grupos de gastos. A sugestão mais prática é, por exemplo, se uma pessoa/família tem renda mensal  média de R$ 2.000,00, o ideal é que programe seus gastos fixos de modo que envolva no máximo R$ 1.000,00 por mês, assim ficaria mais fácil direcionar o restante da renda para gastos variáveis ou semi-fixos. 

E o como definir o que são custos fixos e variáveis? Os fixos são aqueles que não variam em função da nossa renda mensal. Por exemplo: aluguel, água, energia residencial, alimentação, mensalidade escolar, etc.. Por sua vez, custos variáveis são as despesas que podem ser evitadas ou aumentadas sem levar em conta o que ganhamos, tais como: festas, roupas da moda, aniversário do filho ou do neto, viagens a passeio, uma cervejinha....., etc. Nada que um bom “Cartão de Crédito” não resolva, pelo menos até a próxima fatura chegar............... 

Antônio GONÇALO de Souza

Analista de Projetos

Banco do Nordeste

Presidente do STF.


Ministro Carlos Ayres de Britto.

A última frase da entrevista do Ministro Carlos Ayres Britto nas páginas amarelas da Revista Veja da semana, merece ser transcrita. A Veja perguntou: O que muda com um poeta na presidência do Supremo?: 

"Ser poeta não atrapalha. Só ajuda. O poeta se aloja mais vezes no lado direito do cérebro, que é o da sentimentalidade, o que abre os poros da inteligência racional, para humanizá-la", respondeu o ilustre sergipano Carlos Ayres Britto, que tomará posse na tarde desta quinta-feira, dia 19 de abril, na Presidência do Supremo Tribunal Federal.

JARARACA V - E sua historia.


Depois daquelas palavras
Foram escolhidos a dedo
Oito homens e entregues
A Jararaca bem cedo
Que lhes falou: Em serviço
esqueçam o compromisso
Que assumiram com medo

Nas preleções aos bandidos
feitas demoradamente
As escrituras sagradas
Respeitoso, obediente
Dizia ser malfeitor
Por ter sofrido o clamor
Das secas, principalmente.

Em Mossoró, no momento
Que prontamente acudiu
O Cangaceiro Colchete
Que fulminado caiu
Antes de te-lo atendido
Já mortalmente ferido
Foi baleado e fugiu

Em feroz perseguição
Da policia potiguar
Foi Jararaca alcançado
Sem força para lutar
tentar preservar a vida
Não achou outra saída
Senão a de se entregar

Seguiu-se o interrogatorio
Ao longo da madrugada
Quando Jararaca viu
Sua morte decretada
Disse com altivo porte
Verão que com minha morte
O mundo não perde nada

Concedeu como legado
A coragem aos seus irmãos
Ao cavar a sepultura
Com as suas próprias mãos
Findou sua grande prova
E foi sepultado em cova
Distante das dos cristãos.

Fim



quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 1


Todo início de ano é a mesma rotina. Passada a temporada natalina junto os Cartões-de-Natal recebidos e seleciono alguns para guarda-los, por trazerem mensagens construtivas, dotadas do Pulchrum (*) e calcadas em perenes princípios e valores. Este ano mais uma vez guardei o Cartão-de-Natal recebido do Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.

Interessante como muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil ainda existe uma Família Imperial. A imensa maioria do nosso povo é informado apenas pelos noticiários da televisão, estes, infelizmente, direcionados para mostrar a decadência dos costumes. No Brasil, o mal foi disseminado de tal maneira que – nos dias atuais – os problemas nos agridem até no recinto do nosso lar. Basta assistir a um noticiário da televisão para sentir o estágio da crise: a família está sendo destruída pela imoralidade e corrupção dos costumes; as drogas campeiam desviando os jovens; assaltos, sequestros... A sensação que temos é que tudo está a ponto de naufragar e que todos seremos vítimas da tormenta.

Mas, como ia dizendo, o Brasil possui uma Família Imperial. Melhor ainda, esta família é tida e reconhecida como uma das reservas morais da nação. Isto posto, permita-me transcrever a mensagem recebida do Príncipe Dom Luiz, na qual homenageou a memória de sua mãe, Dona Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança, alemã de nascimento e  falecida em 13 de maio de 2011. A conferir abaixo:
(*)Pulchrum: belo

Armando Lopes Rafael