segunda-feira, 21 de maio de 2012

ADEUS REAÇÕES - JÁ FORAM TARDE! - Por Vicente Almeida

HOJE o Blog do Sanharol aboliu o rodapé das postagens onde o leitor/colaborador inseria secretamente seu ponto de vista.

Não foi por acaso foi uma necessidade. O que no princípio parecia um avanço tecnológico, se revelou uma baita dor de cabeça pela falta da sensibilidade de alguns.

O Administrador A. Morais, afim de preservar a TODOS e manter coerência com a verdade achou por bem excluir esta opção.

Aquele que desejar manifestar sua opinião, que o faça de agora em diante por escrito na área reservada aos comentários tornando pública a reação do colaborador.

A intenção do Blog é unir, não é desagregar. Temos em nosso meio amigos e colaboradores que poderiam se sentir ofendidos, sem contudo poder exercer o seu direito de defesa por não saber a quem se dirigir.

Continue colaborando e comentando, agregando conhecimentos e novas ideias às postagens. 

Evite distorcer o sentido da matéria postada, ela é uma ferramenta para unir, e o colaborador entende estar oferecendo o melhor de si quando expõe aqui o seu trabalho, que pode ser o resultado de longas pesquisas, ou horas de planejamento e criação de um texto.

Ainda que a postagem seja cópia de uma notícia, o desejo do colaborador é certamente nos atualizar com informações pertinentes.

O blog é uma mídia formada por colaboradores onde cada um apresenta seu trabalho, e através desse entrelaçamento poderemos fazer novos amigos e receber informações preciosas. De quebra descobrimos que não estamos sozinhos, pois, muita gente além das nossas fronteiras, lá longe pensa como nós.

Não se amargure se sua ideia não for aceita como você gostaria. Entenda: Não podemos ser todos Generais. Cada um de nós conhece um pouco de alguma coisa, mas não somos o todo absoluto e perfeitos.

Vicente Almeida
21/05/2012

A realidade nua e crua de Cuba

“– A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que os céus deram aos homens; com ela não se podem igualar os tesouros que encerra a terra nem o mar encobre; pela liberdade assim como pela honra, se pode e deve aventurar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode vir aos homens”. – Miguel Cervantes, “Dom Quixote de La Mancha”.

Um livro que deveria ser lido por todos, esse “Viagem ao Crepúsculo”, (2ª edição) escrito por Samarone Lima, 42, jornalista e escritor, nascido em Crato e hoje residente em Recife (foto ao lado).
Li-o, emprestado que me foi pelo pai do escritor, o ex-craque de futebol de salão dos anos 60 em Crato, José Vicente Lima, hoje aposentado do Banco do Brasil. O livro mostra o cotidiano da população cubana, uma realidade vivenciada por Samarone Lima. Este, conheceu a vida real da infelicitada população da ilha-cárcere, pois, ao invés de percorrer itinerários pré-estabelecidos pela ditadura da dinastia dos Castros – roteiros falsos, enganosos e manipulados – preferiu ficar hospedado em residências de cubanos anônimos.

Com isso ganhou a confiança dessas pessoas. E constatou a triste realidade social e econômica de Cuba, onde as pessoas, para sobreviver, vendem e compram – no mercado negro – gêneros alimentícios desviados dos armazéns e hospitais do Estado. Até para fazer uma curta viagem – de ônibus ou trem – a população cubana é vítima da máfia na venda das passagens. Os bilhetes de viagem são ofertados, pela máquina estatal, com grande antecedência, todos pré-datados, para serem utilizados semanas e até meses à frente.

Interessante que Samarone Lima viajou a Cuba levando a ilusão que é vendida ao imaginário dos turistas: a de que, naquela ilha da fantasia, a saúde e a educação pública funcionam; impera a igualdade social; não existem nem fome, nem violência, nem corrupção na máquina administrativa. “Todas, absolutamente todas as pessoas que me relataram viagem a Cuba como turista, falam de outro país, onde há conforto, bons carros, comida farta, mulheres, charutos, rum. Esse é o mundo do turismo, não o mundo real”, constatou Samarone. A realidade que ele viu lá foi exatamente o contrário do que falam por aqui.

Numa fila para a compra de alimentos, ele presenciou esta cena e escreveu: “Jaime (um cubano em cuja casa Samarone se hospedou nos primeiros dias em Havana) entregou sua caderneta de controle e comprou dois pacotes de macarrão, meio libra de arroz (que dá menos de um quilo). Neste dia não havia óleo vegetal para venda. Comprou ainda 250 gramas de carne de soja. Era a sua cota mensal”. Na fila de compra, o escritor cratense ouviu: “Quando esse inferno vai acabar?”. A declaração aspeada é de uma senhora cubana, logo após uma tentativa frustrada de adquirir sua cota mensal de carne de porco, já que a carne de gado não existe para o consumo da população.

No livro “Viagem ao Crepúsculo” (226 páginas), o autor descreve a violência que domina as ruas de Havana (ninguém lá fala disso, a não ser do que acontece no bairro onde mora, pois a imprensa estatal só divulga falácias favoráveis ao regime); fala da miséria que domina as camadas sociais, onde a prostituição é negócio rendoso; descreve diálogos com jovens que sonham em fugir de Cuba; da corrupção generalizada em todos os setores da máquina pública e da falta – ampla, geral e irrestrita – das liberdades democráticas.

Na sua obra, Samarone conseguiu descrever os efeitos dos 53 anos de um regime que há muito perdeu as rédeas do rumo a ser tomado. “Os cubanos não são livres. Não podem sair do país. Não podem criticar o regime na fila do pão, sob o risco de serem rapidamente presos pelos infiltrados, e condenados a 20, 30 anos de prisão, após julgamentos rápidos”, diz o autor cearense.

Escrito e postado por Armando Lopes Rafael
Informação: O livro de Samarone pode ser adquirido em qualquer
filial da Livraria Cultura.
Em Fortaleza ela funciona no Shopping Varanda Mall
Av. Dom Luís, 1010 - Lojas 8,9 e 10
Meireles - Fortaleza - CE

Brasileiro deve R$ 22 bilhões no cheque especial - Gabriela Valente, O Globo


O brasileiro que precisa recorrer ao cheque especial para fechar as contas do mês usa esse tipo de crédito — um dos mais caros do mundo — por 22 dias, em média. Ou seja, o salário desses correntistas dura apenas oito dias na conta.

Depois disso, começam a usar o limite. O custo da estripulia financeira é estratosférico. No Brasil, os juros cobrados nessa modalidade são de 185% ao ano.

Os dados mais recentes do Banco Central (BC) mostram que mesmo num momento de crescimento dos empréstimos e de consolidação de linhas de financiamento mais baratas — como o consignado —, o volume de crédito no cheque especial cresceu 15,6% somente nos três primeiros meses do no. Ao todo, são R$ 21,9 bilhões negativos.

Se todo esse dinheiro fosse dividido pelo número de correntistas do país, significaria que cada pessoa que tem conta em banco está R$ 190 no vermelho.

Nem o BC nem a Febraban têm um perfil do endividado no cheque especial, mas as instituições financeiras fazem de perto esse controle não apenas para calcular o risco que correm, mas também para prever os lucros.

Na Caixa Econômica Federal, os clientes que mais usam essa modalidade de crédito são os solteiros. O banco identificou ainda que são pessoas entre 25 a 35 anos, sem filhos, e com ensino médio completo e renda mensal entre R$ 700 e R$ 2 mil.

Já o Banco do Brasil constatou que os correntistas que recebem salário pela instituição são os que mais ficam no vermelho.

O banco alega que só permanece nessa ciranda financeira quem desconhece o programa de redução dos juros lançado recentemente que permite um refinanciamento da dívida. Itaú, Bradesco e Santander se recusaram a informar quais as características dos seus clientes que vivem pendurados no cheque especial. Juntos, esses cinco bancos detém mais de 70% dos ativos do mercado bancário brasileiro. 

Voto justificado.



Chefe do MP de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon levou ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) uma proposta que vai deixar os vereadores com o cabelo em pé.

Ele quer processar quem for favorável às contas de um prefeito que tenham sido previamente reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Se o CNPG aprovar a ideia, o vereador que não derrubar de maneira técnica os argumentos do Tribunal de Contas antes de salvar da forca o prefeito que tiver as planilhas rejeitadas, será acusado por improbidade administrativa.

CONVITE REJEITADO -Por Mundim do Vale.

Era no mês de São João
A safra toda segura,
Nosso povo satisfeito
Com toda aquela fartura.
O arroz de Joaquim André,
Todo maduro no pé
Com dois metros de altura
.
O nosso povo vibrando
Não esquecia o assunto:
- Esse ano tem fartura
Que o inverno chegou junto.
O povo lá não parava,
Todo dia perguntava
Onde tinha um adjunto.

Antônio Morais, curioso
Abordou Joaquim André:
Meu tío o seu adjunto
Me diga quando é, que é.
O cacho já tá virando,
Se não for logo catando
Nasce de novo no pé.

- Meu sobrinho eu vou fazer
Depois da confirmação,
De dois compadres que tenho
Na Bahia e Maranão.
Mandei carta para os dois,
Pra virem catar arroz
Nesse mês de São João.

Os convites:

Meu compadre Zé Sarney
Você é meu convidado,
Para vir A Várzea Alegre
Catar arroz no Machado.
Mas é pra vir com urgência,
Deixe que a presidência
Pode ficar com o senado.

Eu sei que o compadre vem
Junto com a caravana,
Se gostar de adjunto
Aqui tem toda semana.
Aqui eu vou terminar,
Mas quero também mandar
A bênção de Roaseana.

Meu compadre A.C.M.
Venha aqui na quarta feira,
O compadre Zé Sarney
Lhe espera na ribeira.
Vamos ver se vocês dois
Vão apanhar mais arroz
Que Tindé e Oliveira.

Venha para abençoar
Luís, o seu afilhado,
O bichim tá na escola
Mas é muito encabolado.
Traga pra ele um presente,
Daqueles bem envolvente
Que dão para aliado.

Já passava uma semana
E Joaquim pra lá e pra cá,
Antônio falou novamente:
Deixe os compadre pra lá.
O melhor para você,
É cantar sindô Lelê,
Oi sindô sindô lalá.

Compadre A.C.M. escreveu
Dizendo que não, vem não,
Consultou um pai de santo
Que mostrou uma visão.
Espôs os búzios mostrando,
Um baiano despencando
Na queda de um avião.

Compadre Sarney também
Pediu pra ser dispensado,
Roseana tá doente
E precisa de cuidado.
Mas que ele tem um plano
Para vir no próximo ano
Catar arroz no Machado.

Mas se Sarney me chamar
Pra apanhar babaçu,
Eu tambem vou rejeitar
Só pra ver o sururu.
Não mando José Joaquim,
Nem Manoel de Mininim
E nem Raimundo Bitu.

Se A.C.M. Me chamar
Para apanha de cacau,
Ele vai chorar godê
Como nenem por mingau.
Não vou mandar Expedito,
Luís Lobo e Antonito
Pra dançar maneiro pau,


Derdicado aos primos; Morais e Luís Lisboa.

O VALOR DE UM DOBRADO - Por Vicente Almeida


Maestro Azul que nos deixou há 17 anos.


Em respeito a Música do Dia (021), transcrevo aqui o meu comentário àquela postagem.
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Em meus tempos de criança aqui no Crato curti muito um dobrado executado pela Banda de Música Municipal tendo a frente o Maestro Azul.

Aquela banda, constituída por homens valorosos usando uma farda azul, parecendo militares em farda de gala, sempre aparecia resplandecente nas celebrações cívicas e religiosas. Era o orgulho da municipalidade.

E eu via a banda passar com seus componentes garbosamente vestidos e orgulhosos ostentando um semblante sereno e prazeiroso. Eles conduziam o estandarte do prazer, da alegria e da paz.


Seria impossível aqui descrever o meu sentimento diante de um dobrado, por que ele vem recheado de saudade e a saudade às vezes dói. Mas mesmo doendo é muito gostoso de sentir.

A. Morais. A sua postagem foi excelente por isto me reporto usando a página principal - Parabéns.

Graças a postagem acabo de fazer uma viagem ao passado, fui lá na esquina do tempo para ver a banda passando na antiga rua Dr. João Pessoa, calçada de paralelepídos.

Espiando a rua comigo e fazendo sombra percebemos estáticos e absortos, antigos prédios do tempo colonial, e nas suas calçadas assentados em belas cadeiras de balanço, seus moradores.

Vi as duas amplificadoras "Cratense" e "Cariri" com ramificações em toda a cidade pararem de transmitir seu som e os locutores correrem para as portas.

Era um desfile muito bonito a ponto de não se poder perder um só detalhe. Olhei para cima e vi todos os terraços do Grande Hotel do primeiro ao terceiro andar, lotados de espectadores.


Na Praça Siqueira Campos, bela e ornamentada divisava o palanque dos promotores das festividades. E ouvi soar lá do meio da praça um grito "Olha a pipoca amanteigada e quentinha". Era o Zé pipoca fazendo o seu comercial aproveitando o momento para vender mais...

Que saudades... Quanto tempo já passou... Mas acho que esse passado foi importante só para mim e para meu olhar de criança, e essa lembrança guardo como um troféu dourado no fundo do coração. 

Dizem que recordar é viver, e é verdade, pois, cada boa recordação nos conduz no tempo e no espaço, ao local de sua orígem.
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Dedico ao A. Morais pelo seu esforço em conduzir este Blog com diplomacia, renùncia e muita dedicação.
Escrito por Vicente Almeida
21/05/2012

domingo, 20 de maio de 2012

EITA SUMPALO MEDÕE! Por Mundim do Vale

Reprisado para Carla Meneses e Danúbio Primo
Todas às vezes que os nossos conterrâneo vinham de São Paulo para passarem férias em Várzea Alegre, Assis de Pacim não saía de perto deles. Aquelas gírias, as vestimentas e os objetos que eles traziam, deixava Assis mais admirado do que cachorro em porta de açougue. Assis só falava em viajar para São Paulo, para vir passar as férias na cidade.
Conversando com amigos ele dizia:
- Eu tem fé im meu Padim Ciço Romão, qui eu ainda ei de ir pra Sumpalo. E tem mais uma. Quando eu vortar vou trazer meia dúzia de misampri pra Gulora minha prima, um relojo oriento pra pai, um cachimbo novo pra mãe, um sapato cavalo de aço pra Enoque, uma camisa banlon pra Paulo meu primo e um gravador pra eu. O assunto de Assis era só viajar pra São Paulo, mas nada de dar certo.
Luís Justino e Luís Clementino estavam carregando os caminhões de lã de algodão na Usina Diniz, para transportar até Campina Grande na Paraíba, quando lembraram de fazer uma brincadeira com Assis.
Mandaram chamá-lo e Luís Justino falou:
- Assis nós vamos deixar essa lã em São Paulo, se você quiser ir com a gente, pode ir se arrumar que nós não vamos cobrar nada. Assis ficou mais satisfeito do que menino amorcegado em bigu de carroça.
Chegou em casa e falou para a mãe:
- A bença mãe! Ajeite aí meus terém qui eu vou agora mermo pra Sumpalo, diga a pai qui eu deixei a bença e qui assim qui eu puder vou mandar uma naváia nova pra ele.
Saíram por volta das oito horas da manhã, quando foi as sete da noite, estavam chegando em campina. Quando avistaram o clarão da cidade Luís Justino falou:
- Pronto Assis, estamos chegando em São Paulo.
Assis olhou admirado e falou:
- Eita Sumpalo medõe de grande!
Chegaram na cidade e foram direto para os armazéns da rua Manoel Pereira de Araújo, onde os carros ficaram para serem descarregados. Como já era noite resolveram descansar para no dia seguinte mostrar a cidade a Assis.
No outro dia pela manhã eles saíram mostrando tudo. Assis estava muito mais curioso do que mulher que transporta bilhete. Mostraram a Avenida João Pessoa, a Rádio Borburema, o colégio Alfredo Dantas, a Praça da bandeira, a rodoviária, o trem e o cinema. Tudo era como um sonho para Assis.
Depois do almoço os carros já estavam carregados com tecidos para o comércio de várzea Alegre, Quando Luís Justino falou:
- Assis. Eu me lembrei de uma coisa muito importante. Tu trouxe os teus documentos?
- Não. Eu truve só o papé do batistero.
- Pois nós vamos embora logo agora, porque se a ronda da Bacural te pega sem documento, vai te prender e não solta nunca mais.
Luís viu que Assis estava mais triste do que filho de viúva pobre, aí falou:
- Mas não tem problema não. Você vai providenciar seus documentos e na outra viajem você vem pra ficar.
Chegaram em Várzea Alegre no amanhecer do dia e Assis foi direto pra calçada da capela de Santo Antônio, onde estavam alguns vizinhos.
Quando subiu a calçada foi logo dizendo:
- Eita Cuma eu tou cansado. Sumpalo é munto longe.
Zé Preto perguntou:
- E aí Assis. É bom im Sumpalo?
- É bom qui faz inté gosto. A vinida João Pessoa é mais laiga do que a rua do Imboque, o otel Eldorado é munto mais maior do que a pensão de Leontina, O cinema de lá cabe dez Cine Odeon desses daqui dento dele, o trem é mais maior do que o carro de Miguel Mandinga.
E cadê os presente qui tu dixe qui ia trazer?
- Deu certo não. Lá tem munta coisa, mais tudo já tem dono. Pode inté ser qui qando eu for de novo eu traga.

"Deus? É o Senhor?" - Enviado por Rogeanny Santana.


"Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo" Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho: "Pare e compre um galão de leite". Ele balançou a cabeça e falou alto: "Deus? É o Senhor?".

Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa. Porém, novamente, surgiu o pensamento. "Compre um galão de leite". "Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite". Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil... Ele poderia também usar o leite. O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa. Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido: "Vire naquela rua".

Isso é loucura... Pensou e, passou direto pelo retorno. Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua. Meio brincalhão ele falou alto

"Muito bem, Deus. Eu farei". Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar. Ele brecou e olhou em volta. Era uma área mista de comércio e residência. Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.

Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estava escura, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa. Novamente, ele sentiu algo: "Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua". O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se. "Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?". Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite. Finalmente, ele abriu a porta... "Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem. Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem  imediatamente, eu vou embora daqui".

Ele atravessou a rua e tocou a campainha. Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança. A voz de um homem soou alto: "Quem está aí? O que você quer?" A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir. Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta. Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira. "O que é?". O jovem entregou-lhe o galão de leite."Comprei isto para vocês". O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto. Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando: "Nós oramos. Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para o nosso bebê. Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite. Sua esposa gritou lá da cozinha: "Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite... Você é um anjo?" O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o na mão do homem. Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face. Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos.

sábado, 19 de maio de 2012

PARA OS SAUDOSISTAS DO MEU TEMPO - Por Vicente Almeida

A saudade nunca morre, apenas adormece para ressucitar com mais vigor em determinados momentos.

Este é um deles, e divido com vocês:


Finalmente estou de volta no meu aconchego! Vivi momentos de encantos por onde andei, mas nada se compara ao nosso torrão natal, principalmente: Nosso Lar.

Quero agradecer a Magnólia, Levi, Renata,  Lisboa e Familia por haverem nos visitado na capital paulistana, quando tivemos momentos de descontração e muita alegria.

Foi uma pena não ver por lá o Francisco Gonçalves.

Vicente Almeida
19/05/2012

AS FERAS DO IMPROVISO 044 - Por Mundim do Vale.

Zé Catôta:

A viúva na pobreza,
Que prazer, na vida, tem?!
Para aliviar seus prantos,
Não aparece ninguém;
por companheira uma sombra,
Outra viúva também!

Do seriado “Coisas da República” – postado por Armando Lopes Rafael

Para inflar o PIB, o governo estimula a inadimplência

(Editorial do jornal “O Estado de S.Paulo”, 19 de maio de 2012 )

O governo parece estimular a inadimplência, é o que se pode concluir de duas medidas em estudo: a primeira, visando a transferir créditos podres da Caixa Econômica Federal (CEF), BNDES e Banco do Nordeste para uma instituição criada pelo Ministério da Fazenda; e a segunda, isentando do IOF os créditos destinados à compra de carros de passeio para reduzir os estoques das montadoras. Foi o governo que estimulou os bancos públicos a aumentar seus empréstimos com menores taxas de juros para forçar os bancos privados a seguirem o exemplo. A CEF foi a mais audaciosa na sua política de expansão dos créditos, quando sua carteira já tinha muitos créditos podres, situação parecida com a do Banco do Nordeste e, num grau menor, do BNDES.

Estuda-se agora que o Tesouro Nacional adquira os créditos podres e os repasse para a Empresa de Gestão de Ativos (Emgea), que procuraria recuperar parte da dívida existente. Por exemplo, no caso da CEF, que aumentou seus créditos no 1.º trimestre do ano em 41%, sem muito critério de se enquadrar nas normas de Basileia para voltar a crescer livre das suas operações podres. Situação igual se verifica, embora em grau menor, em outras instituições de crédito públicas. Trata-se de uma solução que obrigará o Tesouro a aumentar sua dívida, sem saber o que pode recuperar por meio da Emgea. Além de ser uma operação desleal com os bancos privados, que não têm a mesma facilidade para limpar suas carteiras - aliás, de melhor qualidade -, ela constitui um estímulo à inadimplência, por causa da facilidade com que os bancos públicos se livram do excesso de créditos podres.

Parece que a preocupação do governo com as vendas de carro se inscreve na mesma direção. O crédito para compra de carros foi reduzido diante do aumento da inadimplência no setor, que fazia operações de até cinco anos de prazo. Não nos parece que o corte de IOF será suficiente para convencer os interessados a trocar o seu carro. Estamos diante de um duplo problema: uma saturação do mercado e um forte aumento do endividamento das famílias. A nova classe C adquiriu um carro com sacrifícios, mas não pretende trocá-lo a cada ano. É esta mesma classe que se aproveitou dos incentivos do governo para comprar uma casa. Isso significa uma prestação mensal, por muito anos, que exige a redução de outras despesas, especialmente quando começam a aparecer ameaças de desemprego. Não se entende por que o governo estimula agora maior endividamento.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

AS FERAS DO IMPROVISO 043 - Por Mundim do Vale.

Mote:

HONRA O BERÇO DE MARINHO,
A GLÓRIA DE UM CANTADOR.

Zé Catôta:

Hoje eu passei na Serrinha;
Vocês sabem que é verdade;
Fiquei com tanta saudade,
Que, pra aqui, quase  não vinha!
Bem na porta ainda tinha
O sinal de um trovador;
Ví, escrito numa flor,
Que rolava no caminho;
HONRA O BERÇO DE MARINHO,
A GLÓRIA DE UM CANTADOR.

Só netos - Por Luiz Lisboa


Um só netos de Pedro André. Luiz Lisboa  fez este belo "Só netos", um belo trocadilho com os nomes dos netos de Pedro André e madrinha Zefa.  Os nomes são quase os mesmos  nas  casas dos seis filhos do casal. Veja como ficou:

Morais e Pedro
Zacarias e Bilé
Raimundo e Jonas
João e André

Francisco e Luiz
Pedro e José
Vicente e Joaquim
Paulo e Zé

Bonifácio, Nonato e Cicero
Raimundo, Pedro e Vicente
Vicente, Raimundo e Paulo

Anacleto, João e Raimundo
Nicolau,  João e Pedro
Antônio, Raimundim e Raimundão.

São 47  netos, mas em todas as casas os nomes se repetiam.