sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Decifre o claro enigma do triplex no Guarujá - Augusto Nunes


Lula continua fazendo de conta que nada sabe sobre o triplex no Guarujá reformado de graça pela OAS, uma das empreiteiras afundadas no Petrolão. As investigações policiais já constataram que o ex-presidente e seus parentes inspecionaram as obras mais de uma vez. Como decifrar o claro enigma?

São três as explicações possíveis. 

Primeira: para os Lulas, visitar imóveis que não lhes pertencem é programa turístico. 

Segunda: já que os convites para palestras minguaram, o camelô de empreiteira se prepara para seguir ampliando a fortuna como corretor de imóveis. 

Terceira: Lula está mentindo de novo.

Examine as opções e responda: qual é a única que não parece absurda aos olhos dos investigadores da Lava Jato?

Investigação da Bancoop pega Lula - POR MERVAL PEREIRA


É estranho que a OAS tenha assumido a Bancoop e só tenha terminado o prédio onde dirigentes do PT e seus parentes tinham apartamentos. Segundo as informações, a OAS assumiu a pedido do presidente Lula. 

É um escândalos com doses de perversidade muito grande porque os apartamentos foram comprados por trabalhadores, que ficaram a ver navios. E a sensação de impunidade dominava todos os envolvidos nesse escândalo. Os indícios de que alguma coisa aconteceu com o apartamento do ex-presidente Lula são muito fortes. 

O procurador pode ter sido precipitado porque não ouviu ainda nem o Lula nem a D. Marisa a respeito da cobertura no Guarujá, mas o fato é que ele disse que já existem provas suficientes de que a família Lula está tentando esconder patrimônio. 

Ele pode processar todo mundo; só precisa provar que o apartamento não é dele. Lula não é intocável e está ficando preocupado com o cerco da justiça. É preciso esclarecer as coisas contra ele. 

Lula deve estar muito desesperado ou tem uma auto estima monumental, porque não é possível ter coragem para dizer o que disse sobre sua própria honestidade. Mas o fato grave é a advertência que ele fez a quem o está investigando, mandando recado a juizes e procuradores de que ninguém tem coragem de processá-lo. Lula continua se tratando e sendo tratado por seu aliados como intocável, mas numa democracia ninguém é intocável. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Dilma tem uma ideia: voltar a testar o que já não deu certo! - Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tiveram uma ideia para fazer a economia voltar a crescer: usar os bancos públicos para oferecer linhas de crédito a juros mais baixos do que os praticados pelas instituições privadas — vale dizer: na prática, é juro subsidiado. No total, seriam aplicados R$ 50 bilhões numa operação que já deu errado quando a economia estava um pouco mais organizada do que agora. Por que daria certo desta feita? Não dará.

É que Dilma vai reunir o tal conselhão amanhã — num post de ontem, como se lembram, apontei a sua inutilidade — e tem de mostrar alguma coisa, fazer de conta que o país é uma usina de ideias e de empreendedorismo.

É claro que, na seca em que estão, os setores contemplados não vão reclamar. Estão na mira a construção civil, as exportações, bens de capital e micro e pequenas empresas. Outra possibilidade é usar a multa do FGTS, que o trabalhador recebe ao ser demitido, como garantia do crédito consignado. O setor de construção civil, informa a Folha, receberia do fundo empréstimos de R$ 10 bilhões. Por meio do Banco do Brasil, o setor agrícola levaria igual monta. As outras áreas seriam contempladas pelo BNDES.

Ora, é claro que ninguém é contra a reativação da economia, não é mesmo? A questão é saber se esse é o melhor caminho. Dada a desordem em curso, há o risco de criar um problema fiscal adicional, alimentar a espiral inflacionária, e nada de bom acontecer.

No conselhão, Dilma também deve anunciar a disposição do governo de fazer as reformas previdenciária, fiscal e administrativa. Só isso! Parece que chuva de maná a nossa deusa não vai prometer.  É impressionante que o governo vaze uma informação desse calibre, como se tais reformas fossem triviais, bastando a disposição de fazê-las para que aconteçam.

Há no âmbito dessas pretendidas reformas alterações que só podem ser feitas por emenda constitucional, o que demanda aprovação por maioria de três quintos, em duas votações, na Câmara e no Senado.

O conselhão, não custa lembrar, nasceu da disposição inicial de Lula de dar um by pass no Congresso. Percebeu que isso não era necessário. Os companheiros tinham uma fórmula melhor e mais rápida: comprar apoio — em sentido literal, com dinheiro mesmo — e comprar partidos com cargos. Só que, com esses instrumentos, o máximo que se consegue é o apoio dos interesses já estabelecidos.

Num momento de grande dificuldade na relação com o Congresso, eis que o conselhão volta à baila. E sempre com o mesmo espírito: dar um chega pra lá no Poder Legislativo e reunir aquela que seria a representação pura e desinteressada do Brasil.

Tudo já começa como uma formidável crônica de erros. Dilma reúne, então, a turma em torno do nada; anuncia como saída dos males que o Brasil enfrenta o uso, mais uma vez, dos bancos públicos para dar um oxigênio a alguns setores e acena com três reformas a um só tempo. No atual compasso do Congresso e dada a desarticulação política do governo, é certo que nada vai acontecer.

Mas a muitos restará a impressão de que Dilma está se mexendo. Que coisa! Dilma II decidiu repetir os erros que conduziram Dilma I ao desastre.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Lewandowski sinaliza ao Planalto que STF não deve afastar Cunha da Presidência da Câmara - Por Reinaldo Azevedo.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como sabemos todos, foi de uma espetacular eficiência para “pegar” Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Nem de longe o que se deu com o político peemedebista representa o padrão médio da Procuradoria-Geral da República. Basta ver a situação bem mais confortável dos outros políticos, em especial a de Renan Calheiros (PMDB-AL). Janot, de fato, não economizou: no fim do ano passado, recorreu ao Supremo para afastar Cunha da Presidência da Câmara. Acusação: ele estaria usando o cargo de que dispõe para obstruir as investigações.

O Supremo tomará a sua decisão no mês que vem. Ricardo Lewandowski, presidente da Casa, teria informado ao Palácio, segundo reportagem da Folha, que, hoje, a balança pende mais a favor de Cunha do que contra no Supremo. Notem: não se trata de um juízo de mérito sobre as acusações que há contra o parlamentar, investigadas em três inquéritos. Nada disso!

Não haveria é a maioria de seis votos para afastá-lo da Presidência com base na acusação de que ele esteja obstando a investigação. Lewandowski teria dado a entender que os elementos arrolados por Janot não caracterizam a tal obstrução.

A reportagem informa que os auxiliares de Dilma se dividem quanto à conveniência de afastar ou não Cunha. A própria presidente seria favorável. Não duvido. Dilma não é exatamente uma pensadora profunda. Um mínimo da malícia necessária para entender a natureza do jogo poderia dizer à presidente que, enquanto Cunha estiver no cargo, melhor para ela: sempre é possível sustentar a farsa de que está sendo vítima de um complô liderado pelo Malvadão. Se ele sai de cena, Dilma resta sozinha, em seu labirinto, sem o inimigo de estimação. Aí restam ela, suas hesitações e sua incompetência política.

Já escrevi aqui mais de uma vez que não é fácil o Supremo tomar essa decisão. Reitere-se: isso nada tem a ver com um juízo de mérito sobre as acusações que pesam contra o deputado. Eu, por exemplo, acho há muito tempo que Cunha já deveria ter deixado a Presidência da Câmara. Dado tudo o que se sabe sobre ele, defendo que seja cassado.

Já a acusação de Janot é uma clara e óbvia forçada de mão, típica de quem resolveu entrar num guerra também pessoal. Sim, é certo que Cunha está fazendo o diabo para continuar no cargo. Mas, lamento informar, atuou segundo as normas do Regimento — inclusive, para lembrar um caso que diz respeito a Dilma, quando fez a votação secreta para a comissão do impeachment, anulada pelo STF. Nesse caso, quem jogou as regras no lixo foi o tribunal.

Depois daquela intervenção desastrada, mais uma, tenho, de fato, minhas dúvidas se o STF vai se arvorar em salvador da pátria e destituir o presidente da Câmara. Como representante do povo, Cunha fraudou a confiança que nele depositaram os eleitores e deve, por isso, perder o mandato. Como presidente da Casa, no entanto, atuou segundo o que lhe faculta o Regimento Interno.

Se Dilma, em seu próprio proveito, tivesse um pouco mais de cérebro e um pouco menos de fígado, torceria para seu antípoda permanecer onde está. Hoje, Cunha se tornou um elemento que atrapalha a tese do impeachment, não o contrário.

O presépio da doutora Dilma - Elio Gaspari

O Conselhão que se reúne amanhã é um retrato da capacidade do governo de viver no mundo da sua fantasia

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foi criado em 2003 e é composto por 90 membros. Para a reunião de amanhã, dois titulares tiveram que ser substituídos, pois Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai estão na cadeia. Também estão trancados o ex-conselheiro João Vaccari Neto e José Dirceu, que assinou o ato de criação do organismo. É difícil imaginar outro grupo de 90 pessoas com semelhante desempenho. Para se ter uma ideia do que significa uma porcentagem de 2% de presos, vale lembrar que a taxa de brasileiros encarcerados para cada cem habitantes é de 0,3%.

O Conselhão pretendia ser um foro de debates. Tornou-se um pastel de vento a serviço da propaganda de um governo cuja titular diz que “o Brasil não parou, nem vai parar”. Os pibinhos e a recessão aconteceram no Burundi. É marquetagem tão inútil que desde julho de 2014 a doutora Dilma não o convocava. Uma reunião de 88 pessoas serve apenas para fotografias de um consenso inexistente. A menos que se considere consenso o fato de estarem todas sentadas.

Quando o Conselho foi criado, nele estava a atriz Lucélia Santos. Foi substituída por Wagner Moura. Pelo lado dos empresários, lá estará Jorge Paulo Lemann. Certamente, ele tem algo a dizer, mas, da última vez que foi ao Planalto, a doutora deu-lhe um chá de cadeira de mais de uma hora. Até aí pode-se pensar que tenha surgido algum imprevisto. O problema muda de figura quando se sabe que mandaram uma funcionária fazer-lhe sala, e ela dirigiu-se a Lemann em inglês. Coube a ele explicar que foi criado nas ondas de Ipanema. O surfista do século passado tornou-se o homem mais rico do Brasil porque a InBev produz e exporta gestão, exatamente o que falta ao governo da doutora.

Ele acaba de anunciar que adiou o cumprimento da meta anunciada em novembro de visitar todos os domicílios do país até o fim deste mês para combater o mosquito da zika. Lorota. O que houve foi o colapso de uma promessa impossível de ser atingida. Na melhor das hipóteses, foram a 15% das casas. Houve burocrata sugerindo que, para evitar o risco da microcefalia, as mulheres não engravidem. Como o mosquito está no Brasil há mais de um século, a providência extinguiria a população de Pindorama. Depois, veio o ministro da Saúde, torcendo para que as jovens sejam infectadas pelo vírus antes da idade fértil, pois assim adquiririam imunidade.

Como Brasília comanda espetáculos, em dezembro a doutora assinou o Decreto 8.612, criando uma Sala Nacional de Coordenação e Controle, para cuidar do mosquito. Ela funcionaria no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. A sala mágica seria habitada por representantes de seis ministérios, dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que, por sua vez tem três “eixos”: “Mobilização e combate ao mosquito, atendimento a pessoas e desenvolvimento tecnológico”.

Aí está a essência da gestão da doutora: havendo um problema (o mosquito), lança-se um plano de enfrentamento, cria-se uma sala de controle anexa a um centro de gerenciamento e, daí em diante, o assunto é dos outros. Se nada der certo, convoca-se uma reunião do Conselhão para mudar de assunto em busca do que o Planalto chama de “agenda positiva”.

Dilma precisa dialogar primeiro com o espelho - Por Josias de Souza

Sempre que não sabe o que fazer, Dilma Rousseff propõe o “diálogo”. Nesta semana, dialogará “com a sociedade” numa reunião com empresários, sindicalistas e brasileiros notáveis do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Por meio do ministro Jaques Wagner (Casa Civil), consultará lideranças do Congresso, inclusive oposicionistas, sobre a disposição de negociar uma pauta comum de votações. As iniciativas flertam com a perda de tempo.

Antes de dialogar com terceiros, Dilma precisa ter uma boa conversa com o espelho. Se a troca de ideias com seu reflexo for sincera, a presidente talvez se convença de duas coisas essenciais: 

1) Sua credibilidade evaporou porque a reeleição foi obtida numa campanha baseada na empulhação; 

2) Seu governo descolou-se da realidade quando se apaixonou pelas teses segundo as quais a crise é internacional e a ruína econômica, por “transitória”, será superada rapidamente no Brasil.

Em outubro de 2014, após prevalecer sobre Aécio Neves por uma diferença de pouco mais de 3 milhões de votos, Dilma declarou no discurso da vitória: “Essa presidente está disposta ao diálogo, e esse é meu primeiro compromisso no segundo mandato: o diálogo. O calor liberado no fragor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil.” Era lorota. A energia virou vapor.

Em dezembro de 2014, ao receber no Tribunal Superior Eleitoral o diploma de presidente reeleita, Dilma expandiu-se: “Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra a corrupção, envolvendo todos os setores da sociedade e todas as esferas de governo.” Ela avisou: “Vou convidar todos os Poderes da República e todas as forças vivas da sociedade para elaborarmos, juntos, uma série de medidas e compromissos duradouros.” Era papo furado.

Hoje, Dilma estende a mão para a oposição num dia e chama os rivais de “golpistas” na manhã seguinte. Na área da corrupção, afora um desabafo enviesado —“não confio em delatores”— a maior contribuição de Dilma foi o recente envio ao Congresso de medida provisória que cria as condições para que empresas confessadamente corruptas voltem a firmar contratos com o governo.

Movida por verdades próprias, Dilma sustenta a fábula de que seu governo tem projeto. Entretanto, além da recriação da CPMF, suas únicas prioridades visíveis são: não cair e continuar passando a impressão de que comanda. De resto, notabiliza-se como inventora do diálogo de mão única.

The Beatles em Várzea-Alegre - Antonio Alves de Morais


Em 1969, The Beatles escolheram a cidade de Várzea-Alegre para  passar as férias do meio do ano. Pedro Beca emprestou quatro mulas que com os arreios de Matias Alves Bezerra, de quem era intrigado, apesar de ser irmão, as mulas foram arreadas. 

Assim  Paul, John, Ringo e George sairam da casa de papai Dirceu, passando pelo Beco de José Bitu até a Praça de Santo  Antônio.

Acorda.

Se tem quem acredita no que disse a Rede Globo em pleno Jornal Nacional: 1.000 agricultores trocam a enxada pela batuta e vão para passarela! Se tem  quem acredita que o prefeito de Miami passou  15 dias do seu valioso tempo na casa de um empresário de Várzea-Alegre, por que não crê  que "The Beatles" andaram montados  nos burros de Pedro Beca.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O diabo é quem quer - Antônio Alves de Morais

Foto - Casal João Alves de Menezes, João do Sapo  e Dona Soledade Batista de Menezes..

Em meados  da década de 40 do século passado,  João do Sapo fez uma viagem a sua fazenda Pitombeira em Assaré. Levou com ele o filho André Menezes de aproximadamente 12 anos de idade.

Na volta, mandou chamar  o primo Frazo do Garrote para uma conversa.  

Disse-lhe - olhe Frazo, no Assaré tem uma vizinha de propriedade, uma moça  velha que nunca casou, mais ou menos de sua idade, que tem uma  garra de terra de  500 tarefas, tem umas 80 cabeças de criação, umas 50 rezes. 

Eu acho que um casamento  seria um bom negocio para os dois. 

Frazo já estava com um pé no outro, animado que só pinto em monturo.

André Menezes achou de completar as informações e disse : Ei pai, tem Pedro  que já dar para botar as vacas  pru curral.

Frazo caiu fora, é que pra quem nunca se casou ter Pedro era um defeito muito grande  para uma moça. 

O diabo é quem quer, disse Frazo.

Dedicado ao Dr. Helder Maximo de Menezes.

Lula e Dilma na bacia das almas - Blog do Ricardo Noblat.


Quando foi mesmo que Lula e Dilma passaram a ser um constrangimento para a imagem do PT?

"Não tem, neste país, uma viva alma mais honesta do que eu”, disse Lula. Não tem. “Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, nem da igreja evangélica e do sindicato.” Nem você, leitor, nem a Dilma, muito menos o José Dirceu, agora acusado de gastar em um mês, como “consultor”, até R$ 1 milhão, provenientes de propina de contratos da Petrobras.

Ninguém é mais honesto que Lula. Você acredita nisso? “Pode ter igual, mas eu duvido”, afirmou o ex-presidente. Isso é motivo de orgulho para Lula. Natural. O ex-tesoureiro do PT Vaccari Neto não é mais honesto que Lula. O ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral também não. Estão presos. Lula pede nossa solidariedade a Dirceu e Vaccari. “Não é porque um companheiro da gente cometeu um erro que temos de execrar ele.” Lula ignora o ainda senador petista Delcídio, que promete vingança nos próximos capítulos.

O problema é que as frases de efeito de Lula, antes espirituosas e aplaudidas, perderam valor. O valor da credibilidade. O valor da simpatia. Uma declaração presunçosa como essa não consegue repercussão positiva nem em seu PT nem nas bases sindicais. 

Lula e Dilma sofreram um tombo maior que o das ações da Petrobras, ao ficar clara para a sociedade a teia de mentiras – éticas, morais, econômicas, financeiras, sociais – usada para enredar o eleitor e jogar o país numa crise que o povo não merecia.
    

Quatro chances para Lula - Por Josias de Sousa.

Lula pode ser chamado de informante ou testemunha, mas, na prática, vem sendo tratado como suspeito em quatro processos. 

Josias de Souza enumerou os casos em seu blog:

"Afora o processo sobre o apartamento de cobertura no Guarujá, há pelo menos outros três que conspiram contra a ilusão de ótica do cacique petista. 

Num desses processos, a Polícia Federal apura a suspeita de envolvimento de Lula no loteamento político que deixou a Petrobras vulnerável à pilhagem. 

Noutro, a PF investiga se Lula está envolvido no caso de venda de medidas provisórias durante sua gestão. 

Num terceiro, a Procuradoria esquadrinha denúncia de tráfico de influência de Lula em favor de empreiteiras brasileiras que atuam no exterior."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Retrocesso - Por Merval Pereira.

O limite dos gastos de um Estado é o quanto ele arrecada, ou seja, retira de forma compulsória dos bolsos dos contribuintes. 

Isso nunca foi levado em consideração pelos "talentosos" governos petistas Lula e Dilma. A acusação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao governo Dilma, de ter optado pela irresponsabilidade fiscal, confirma esta afirmação. 

Para o TCU, o que aconteceu em 2014 com mais ênfase, mas também em anos anteriores, foi a utilização de “uma política expansiva de gasto sem sustentabilidade fiscal e sem a devida transparência, posto que tais operações passaram ao largo das ferramentas de execução orçamentária e financeira regularmente instituídas." 

Ao descuidar-se das contas públicas o governo Dilma criou as bases para transformar a economia brasileira em terra arrasada.

MEMORIA CURTA - ANTÔNIO ALVES DE MORAIS


Ministro Henrique Eduardo Alves.

Na eleição para suceder o presidente Fernando Henrique Cardoso, O candidato do PSDB José Serra, cedeu  a vice para o PMDB.  

O PMDB reunido em sua sede em Brasília decidiu que o vice seria Henrique Eduardo Alves, este mesmo que  se elegeu presidente da Câmara Federal com os votos dos deputados do PT e hoje é Ministro  do Turismo da Dilma.. 

Terminada a reunião o presidente do partido Michel Temer, disse para os  repórteres presentes:  o nosso candidato a vice é o Deputado Henrique Eduardo Alves,  vamos fazer a comunicação a família Marinho. 

Antes da comunicação a ex-esposa do deputado denunciou uma remessa de dinheiro de forma ilícita realizada pelo parlamentar.  

O Homem não pode ser candidato aquela época principalmente pelo barulho que fez o PT.  O PMDB escolheu, então, a deputada Rita Camata para  compor a chapa do Serra.

Lula venceu, e a partir de então começou a recuperar   todos os políticos  sujos, um a um, até formar  esse conluio que aí está para o aplauso do povo.

Montadoras pagaram R$ 36 milhões para aprovar medida provisória no governo Lula, diz Estadão.


De acordo com documentos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo , há indícios de que uma Medida Provisória (MP), editada durante o governo Lula, em 2009, foi comprada por montadoras de veículos por meio de lobby. A MP 471, assinada pelo presidente Lula em novembro de 2009, esticava  – de 2011 até 2015 – a política de descontos no IPI de carros produzidos nas regiões norte, nordeste e centro-oeste.

Os documentos apontam que a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o grupo CAOA – que fabrica veículos Hyunday e revende Ford, Hyuday e Subaru– pagaram até R$36 bilhões a lobistas para conseguir do executivo a assinatura dessa MP. Na época, a Ford tinha uma fábrica na Bahia. Mitsubishi e CAOA tinham fábricas em Goiás.  A medida deu ao setor incentivos de R$1,3 bilhão por ano. Para ser aprovado, o texto precisou passar pelo crivo da presidente Dilma, que ocupava o cargo de ministra da Casa Civil.O texto foi aprovado pelo Congresso em 201, e virou a lei 12.218/2010.

Os contratos de lobby, firmados antes de a MP ser aprovada, contam o caminho do dinheiro. Para conseguir os incentivos fiscais, as montadoras pagaram honorários a um consórcio formado pelos escritórios SGR consultoria empresarial, do advogado José Ricardo da Silva, e ao escritório Marcondes e Mantoni empreendimentos,do empresário Mauro Marcondes Machado.

As mensagens trocadas pelos envolvidos falam sobre propinas pagas a agentes públicos. Um dos escritórios envolvidos fez repasse de R$2,4 milhões ao filho de Lula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva em 2011, para viabilizar a MP. Os emails também falam de reuniões com o então ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma quatro dias antes de o texto ser aprovado. Foram essas mensagens que fizeram surgir suspeitas de corrupção para aprovação da medida.

Numa das mensagens, um homem identificado com o nome falso de Raimundo Lima, reclama da falta de pagamentos da CAO. A empresa, revendedora da Ford, teria participado das conversas para viabilizar o acordo, mas não pagava os valores combinados. Na mensagem, Raimundo pede a Eduardo Souza Ramos – sócio-fundador da outra fundadora, a MMC, no Brasil – interferisse e cobrasse esses pagamentos. O texto também diz que um dos lobistas, o empresário Mauro Marcondes, afirmava ter pagado R$4 milhões a agentes “do atual governo, do PT”, mas que isso era mentira. O texto também sugere a participação de deputados e senadores na negociação, mas não diz nomes.  A mensagem foi repassada pela secretária do executiva da MMC a Mauro Marcondes, meia hora depois de recebida. Nela, o remetente dizia que, se o dinheiro não fluísse, poderia expor um dossiê com documentos e gravações que provavam o esquema de corrupção.