quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que dirá Lula a Moro quando for interrogado? - Por Josias de Souza.

De mansinho, como quem não quer nada, Sérgio Moro vai encostando a Lava Jato na jugular de Lula. Primeiro, o juiz avalizou a inclusão do triplex 164-A, que a OAS reservara para a família Silva no célebre prédio do Guarujá, no rol de imóveis investigados na Operação Triplo X. Na sequência, Moro liberou a Polícia Federal para abrir, na mega-investigação do assalto à Petrobras, um inquérito específico sobre o sítio de Atibaia, cuja utilização foi terceirizada a Lula —livre de ônus e sem prazo— por dois sócios do primogênito Fábio Luiz da Silva, o Lulinha.

O que parecia impensável vai ganhando contornos de inevitável. Se 10% dos indícios colecionados pela PF se confirmarem, Lula será intimado a prestar esclarecimentos. Primeiro à força-tarefa da Lava Jato. Depois, ao próprio Sérgio Moro. Nessa hora, a conversa fiada do complô de direita e o lero-lero da perseguição política terão pouca serventia. O depoente terá de pular o cercadinho das notas oficiais do Instituto Lula, que tratam qualquer investigação como coisa de estraga-festas infiltrados no aparato estatal e hereges a serviço da mídia golpista.

Cercados pelos fatos, Lula e o petismo vivem uma realidade nova. Partidos costumam proteger seus investigados. No caso do PT, mesmo os mais evidentemente culpados, como os mensaleiros, que arrastam as correntes de condenações irreversíveis, são homenageados como “guerreiros do povo brasileiro.” Para Lula, o PT concede um deixa-pra-lá preventivo. Quando o escândalo é tão escancarado que fica impossível não reagir, o partido oferece toda sua conivência e cumplicidade. O juiz Moro tem se revelado bem menos compreensivo.


Em último caso, faltando-lhe melhor explicação, Lula poderá alegar que cometeu o crime da desatenção. Já admitiu ter visitado o triplex do Guarujá na companhia do amigo Léo Pinheiro, dono da OAS. Reconheceu também que Marisa e Lulinha estiveram no imóvel sob reformas. Mas a falta de atenção impediu Lula de reparar que pisava, junto com seus familiares, a hipotética cena de crimes mais graves do que o descuido. Quando a ficha lhe caiu, o triplex já estava nas manchetes.

No sítio de Atibaia, Lula tornou-se um reincidente. Visitou tantas vezes a propriedade que não reparou nas melhorias providenciadas pela Odebrecht e pelo amigo José Carlos Bumlai. Tampouco se deu conta de que a OAS mandara instalar uma cozinha nova e requintada. Que diabos, ninguém cobrou nada! Como diz o amigo Gilberto Carvalho, presente de empreiteiros para um ex-presidente da República “é a coisa mais normal do mundo”.

Uma das vítimas dos novos tempos vividos por Lula e o PT é a semântica. Quando chamam de normal as relações de um ex-presidente da República com salteadores do Estado você sabe que está no meio de uma crise de significado ou numa roda de cínicos. A alternativa ao cinismo seria uma confissão à moda de José Dirceu. Espremido por Moro, Dirceu admitiu que cruzou o país no jatinho de um lobista encrencado na Lava Jato. Também confessou que um outro lobista pagou a reforma de uma de suas casas, em Vinhedo. Lula talvez se sinta mais confortável confessando a Sérgio Moro sua condição de cínico descuidado.

O maior Benfeitor de Crato – Dom Vicente de Paulo Araújo Matos - Por Armando Rafael.


Dom Vicente de Paulo Araújo Matos nasceu en Itapagé (CE) em 11 de junho de 1918 e faleceu em São Paulo em 6 de dezembro de 1998. Encontra-se sepultado na Capela da Ressurreição, na Catederal de Crato. Foi o terceiro bispo da diocese de Crato. Dom Vicente estudou no Seminário da Prainha em Fortaleza. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 29 de junho de 1942, das mãos de Dom Antônio de Almeida Lustosa, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza.

Foi eleito bispo titular de Antioquia no Meandro e bispo auxiliar de Crato a 21 de abril de 1955 pelo Papa Pio XII. Sua ordenação episcopal deu-se a 11 de junho do mesmo ano na Igreja do Cristo Rei em Fortaleza. Sua posse como bispo auxiliar de Crato deu-se a 15 de agosto de 1955. Foi Vigário Capitular de Crato após a renúncia de Dom Francisco Pires. Em 22 de outubro de 1961 foi nomeado pelo Papa João XXIII terceiro bispo diocesano de Crato, tomando posse no dia 19 de março de 1962.

Pela extensa folha de serviço prestada ao Cariri e especialmente à cidade de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos é justamente reconhecido como O maior benfeitor de Crato. Com efeito, no seu profícuo episcopado realizou Dom Vicente de Paulo Araújo Matos um trabalho hercúleo, sintetizado pelos frutos abaixo alinhados:

– Criação de 18 Paróquias;

– Ordenação de 37 sacerdotes;

– Fundação do Instituto de Ensino Superior do Cariri, entidade que criou e manteve a Faculdade de Filosofia de Crato, que proporcionou condições para a criação da Universidade Regional do Cariri – URCA;

– Criação da Rádio Sociedade Educadora Cariri Ltda. que leva ao ar programas de natureza sócio-educacional-evangelizadora;

– Criação da Organização Diocesana de Escolas Radiofônicas, responsável pela extinção do analfabetismo na zona rural do Sul do Ceará na década 60 do século passado;

– Criação da Empresa Gráfica Ltda. (Tipografia) que imprimia o jornal semanal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato;

– Criação e construção do Colégio Madre Ana Couto, na cidade de Crato, destinado à educação de jovens pobres;

– Criação da Organização Diocesana de Escolas Profissionais que proporcionou formação de segundo grau à população carente da região do Cariri;

– Criação da Escola de Líderes Rurais, responsável pelo surgimento dos primeiros sindicatos de trabalhadores rurais no Sul do Ceará;

– Criação da Fundação Padre Ibiapina, ainda hoje a mais importante entidade sócio-educacional que desenvolve um amplo trabalho de Evangelização, Ação Comunitária, Opinião Pública, Cursos e Treinamentos, Pastoral de Saúde, Pastoral da Criança e Educação;

– Construção do Centro de Expansão Educacional que concentra todas as atividades da pastoral diocesana.

Ao lado de todas essas realizações chamava a atenção na personalidade de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos uma inteligência prática, um espírito empreendedor e, acima de tudo, os dotes de um Pastor zeloso, prudente, firme e compreensivo.Renunciou ao munus episcopal no dia 1º de junho de 1992, aos 74 anos, após 37 anos como bispo do Crato, sendo 31 como titular.

Armando Rafael, é escritor e historiador.

Lula, quem diria, foi parar...- Por Mary Zaidan

A combinação carnaval e política tem o dom de disfarçar a gravidade das crises. Diverte milhões com fantasias e máscaras, letras originais ou paródias bem-humoradas - algumas engraçadíssimas. Que valem tanto ou mais do que enquetes ou pesquisas de opinião. Um termômetro adicional e preciso para medir quem goza ou não de prestígio popular. E que deve deixar a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, Cunhas, Renans, governadores e prefeitos às dúzias ansiando pela Quarta-feira de Cinzas.

Para muitos, o carnaval é uma pausa no desassossego do cotidiano. Mas os dias de brincadeira que já foram para desafogar mágoas - quase sempre de um amor perdido - servem hoje muito mais para não pensar no aluguel que vence amanhã, nos preços da feira, no emprego que deixou de existir. 

Está difícil até para os que querem esquecer tudo, ainda que temporariamente. Os preços da cerveja e da cachaça, itens inflacionados e que ganharam novas alíquotas de impostos, não deixam. Até a água está cara, o confete e a serpentina viraram artigos de luxo.

Criativo, o folião remodela a fantasia, pica papel, substitui a arquibancada da avenida – neste ano está sobrando ingresso no Sambódromo do Rio – pelos blocos de rua. Tira o pixuleco do armário, grita “Lula na cadeia” e “fora Dilma”.



Lula, que já perdera a santidade quando virou pixuleco nas manifestações pró-impeachment, volta à cena em diversas cidades, encarnado na fantasia de presidiário, como no desfile da Mocidade Unida da Glória, candidata ao bicampeonato do carnaval capixaba. A escola levantou a galera com críticas a políticos - "Será que a malandragem sumiu? Será que ela comanda o Brasil?" - e passistas mascarados de lulas e dilmas atrás das grades.

Herói do ano, o juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava-Jato, não bateu o capa-preta dos mensaleiros, Joaquim Barbosa, cuja máscara fez sucesso em 2013. A figura mais popular é mesmo o agente Newton Ishii, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba, “o japonês da Federal”, figura obrigatória na prisão de gente que já foi intocável. 

O “Japonês da Federal” também virou marchinha - “Sou Trabalhador...Não sou lobista, senador ou deputado!”,  ao lado do “Bar do Cunha”, “Marcha do tríplex”, “Guarde bem sua cartinha”, “Ela petralha e eu coxinha” e outras tantas. Odes à ironia e ao bom-humor do brasileiro, que, vítima da agudez da crise, apela ao riso e à galhofa. Como sempre.

Por trás da gargalhada está o repúdio à roubalheira. E sem perdão: deputado, senador, lobista, Lula e o tríplex, que já foi e não era dele, que era de sua mulher Marisa Letícia e não é mais.

Nem precisa ir muito além para apontar o estrago para Lula e o PT de o imbróglio do tríplex cair no popular, amplificado por uma marcha redondinha, que não para de tocar, animando a folia de Olinda.

É assim, e todo político sabe disso. O carnaval é a maior festa popular, para o bem e para o mal. Getúlio Vargas odiava ser chamado de velho, mas surfou no sucesso da marchinha “Retrato do velho” (Haroldo Lobo-Marino Pinto), que acabou virando jingle de sua campanha.

Com a sucessão de escândalos patrocinados pelo lulopetismo nos últimos 14 carnavais, a marcha do tríplex talvez caia no esquecimento. Mas sabe-se lá para dar lugar a que tipo de alegoria.

Foi-se o tempo em que “bloco de sujo” era comandado por inocentes batidas de lata no lugar do tamborim.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O PT e a Rede - Por Rui Fabiano.

O PT acabou, mas não o projeto revolucionário que intentou – e fracassou. Diversas etapas, no entanto, foram cumpridas, entre as quais o aparelhamento das entidades da sociedade civil e da máquina administrativa do Estado, nos níveis regional e federal.

Não será fácil desmontá-lo. É um patrimônio, cuja construção precede a chegada do partido ao poder. O que se constata, sobretudo após a derrocada de Lula, é a tentativa de mudar a fachada, migrar o projeto para outra sigla.

Há as periféricas – PSTU, PCdoB, PSOL, PSB -, mas nenhuma com o potencial eleitoral da Rede de Sustentabilidade, de Marina Silva, com seus mais de 20 milhões de votos, obtidos nas duas últimas eleições. A Rede já recolhe sobreviventes do Titanic  lulista.

Marina é fundadora do PT e só deixou o partido por não encontrar espaço para suas pretensões presidenciais. Não houve – nem há - qualquer divergência ideológica. Ela mesma, reiteradas vezes, já manifestou, além de imensa admiração por Lula, saudades dos tempos em que, ao lado de Chico Mendes, no Acre, deu início ao partido e à CUT. Está, pois, na gênese de tudo isso.



O que dificulta a percepção dessa identidade é que o discurso de Marina é mais difuso: vai do mais abstrato ambientalismo até questões de fundo moral, que explora a descrença popular na política e acena com mudanças que não se explicitam. Contrapõe, por exemplo, a reforma política à reforma “da” política, não esclarecendo exatamente o que a contração da preposição “de” com o artigo “a” distingue uma coisa da outra.

Fala, por exemplo, em “aeróbica da musculatura do acerto”, e em combater a “musculatura do erro”. Coisas do gênero, que, ditas de um palanque, impressionam, mas que, concretamente, não sinalizam nada, nenhum projeto. Ela é contra o mal e se apresenta como a face do bem. E basta.

Quando o discurso evangélico conflita com a agenda comportamental da esquerda – casos da legalização do aborto e do casamento gay -, muda de assunto ou diz que uma coisa é o Estado laico e outra sua religião – embora sua religião não distinga uma coisa da outra e abomine a agenda dos seus (dela, Marina) aliados.

A demonização de uma atividade - no caso, a política – por alguém que a pratica há décadas e dela vem extraindo dividendos é, em si, um paradoxo. Mas o eleitor brasileiro é mais emocional que racional. Não percebe, nem liga para paradoxos.

Marina se vale de simbolismos e metonímias, sem descer a fundo nos conflitos e complexidades que o país vive. Louva tanto o sociólogo Fernando Henrique quanto o “operário” Lula, evitando o divisionismo classista, pobres versus ricos, sulistas versus  nordestinos, explorado pelo PT.

Mas o fundamentalismo é o mesmo, expresso na ideia revolucionária de que é preciso inventar outra nação, outro povo e que os cinco séculos anteriores foram uma soma de equívocos, que precisam ser revogados – o “nunca antes neste país”, bordão de Lula. O PT é o socialismo carnívoro; Marina, o vegano.

Não é casual que Marina não tenha manifestado nenhuma opinião a respeito da Lava Jato. Considera o impeachment de Dilma sem fundamento e só recentemente passou a defender a cassação do mandato via TSE, que contempla o seu projeto eleitoral.



Observem o movimento não só de petistas, como o senador Paulo Paim, mas de gente do PSOL, como o senador Randolfe Rodrigues, em direção à Rede. A própria Martha Suplicy, petista histórica, co-fundadora do partido em São Paulo, cogitou de aderir a Marina. Acabou optando pelo PMDB, por lhe oferecer melhor estrutura para sua candidatura à prefeitura de São Paulo.

A esquerda pragmática já desistiu do PT e procura recriar-se com Marina e sua Rede. O próprio Rui Falcão, presidente do PT, ciente do estigma que a legenda hoje carrega, já defende que o partido se dilua numa frente de esquerda nas próximas eleições, que permita que seus candidatos ocultem a estrela outrora tão festejada.

O declínio de Lula já não deixa dúvida. Sem uma liderança – pior: com uma ex-liderança que hoje expressa a farsa de um paraíso perdido -, o partido faz uma defesa quase burocrática de seu chefe, ciente de que sua carreira chegou a um ponto de não-retorno. A defesa do mandato de Dilma é circunstancial, até que outra porta se abra e o projeto revolucionário encontre sua continuidade em outra legenda. A Rede de Marina é a opção. 

Dilma na TV - Antônio Alves de Morais.


A presidente Dilma Roussef foi a TV conclamar a população brasileira a fazer sua parte no combate e prevenção contra os problemas decorrentes do Mosquito.  

Muito bem, o povo é responsável por boa parte das causas e maior vitima do problema. Porém, mesmo que a população faça sua parte o governo  não faz a parte dele. 

O mosquito se adaptou a água suja, e, sujeira é o que existe na maioria das cidades brasileiras com esgotos a céu aberto e sem nenhuma espécie de sanicamento básico. 

Essa parte é responsabilidade do governo que devia começar a limpar pelo esgoto que o governo do PT transformou Brasília e o Brasil.

"Lula não pode mais dizer que não sabia" - Por Pedro Simon.


Com mais de 50 anos de vida pública, o ex-senador Pedro Simon acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não "vai ser mais nada". Em entrevista à revista IstoÉ, o peemedebista afirma que pede proteção divina para o juiz Sérgio Moro e revela sua decepção com os antigos aliados petistas.

"Quando houve a primeira denúncia no caso dos Correios, eu subi à tribuna e disse que o Lula iria demitir os envolvidos. Mas ele não demitiu, nem deixou que criássemos a CPI. Precisamos do STF para criá-la. Hoje, o Lula não pode mais dizer que não sabia, porque está tão provado, está tão certo, que o melhor é ele ficar quieto", afirma.

"Não sei o que vai acontecer com ele, mas, certamente, ele ficará marcado como uns dos homens públicos que levou à ruína do País. Ele não vai ser mais nada, as pessoas estão muito esclarecidas agora. O PT vai pagar suas contas e o Lula deixará a cúpula do partido", acrescentou.

Simon exalta a Operação Lava Jato e afirma que o maior escândalo de corrupção teve origem no governo Lula: "O Judiciário brasileiro nunca existiu, só existia para ladrão de galinha. Hoje, ele mudou. Com o Sérgio Moro as coisas vão aparecer. Vai ficar provado que o maior escândalo criminoso do século foi feito no Brasil e, pode ter várias origens, mas teve seu apogeu no governo Lula".

"Eu rezo todas as noites pelo Sério Moro e pelo Papa Francisco. Tenho muito medo que aconteça alguma coisa com eles, porque são duas pessoas muito boas e que estão fazendo coisas extremamente relevantes",

O Caminhão do Leozão – Por Reinaldo Azevedo

Móveis do sítio foram pagos pela OAS em dinheiro vivo. Empreiteira pagou em moeda sonante os R$ 180 mil gastos só com a cozinha, eletrodomésticos e área de serviço.

Parece que a empresa gosta muito dos amigos do filho de Lula, que, no papel ao menos, são os donos do imóvel

Reportagem do Estadão traz detalhes do depoimento ao Ministério Público do funcionário da Kitchens que cuidou da venda de móveis e eletrodomésticos para o tríplex de Guarujá e para o sítio de Atibaia frequentado por Lula e sua família. 

Aqueles que não são dele, sabem?

Vamos lá.

1: a primeira parcela do pagamento foi feita por Paulo Gordilho, ex-executivo da OAS: R$ 50 mil, em dinheiro vivo;

2: o total da compra para o sítio: R$ 180 mil;

3: as demais parcelas foram pagas também em dinheiro, na própria loja;

4: só em mobiliários e eletrodomésticos para a cozinha, foram R$ 130 mil. Também se compraram móveis para a área de serviço;

5: a Kitchens não foi autorizada a entrar para fazer a medição; teve de se contentar com uma planta;

6: o funcionário da Kitchens confirmou que a OAS também comprou cozinha e armários para o tríplex no Guarujá. Nesse caso, o pagamento foi feito por transferência bancária.

O sítio, como se sabe, pertence, oficialmente, a dois sócios de Lulinha, filho de Lulão: Fernando Bittar e Jonas Suassuna.

Vai ver a OAS gosta muito deles, sei lá… Ou, segundo a exótica explicação de Gilberto Carvalho, a empreiteira quis dar um presente a Lula e resolveu fazê-lo investindo no sítio dos amigos dos filhos…

Sabe como é… Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é amigo pessoal de Lula. E amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves. É o Caminhão do Leozão.

A cada dia, a história se torna mais ridícula!

O melhor prefeito que o Crato já teve -- por Armando Lopes Rafael (*)


Alexandre Arraes de Alencar governou o município de Crato entre 27 de dezembro de 1937 e 15 de agosto de 1943, data sua prematura morte com apenas 48 anos de idade. Decorridos quase oitenta anos do início daquela administração, ainda perdura no imaginário popular cratense que Alexandre Arraes foi o melhor prefeito que esta cidade já teve.   

Caiu-me às mãos, dias atrás, uma Xerox da Monografia Histórica do Crato, uma publicação da administração Alexandre Arraes, com dados colhidos pela Delegacia Regional do Recenseamento Nacional do Brasil de 1940. Naquela época, quando as comunicações eram precárias, a Prefeitura de Crato disponibilizava uma publicação contendo todos os dados atualizados do município, com o resgate histórico, evolução social, informes sobre a população, produção agrícola, comércio, indústria, relevo do solo, hidrografia, riquezas naturais, etc. Com toda a evolução que usufruímos hoje, com todas as facilidades atuais da tecnologia, não dispomos, no presente, de uma publicação similar a que foi produzida no governo de Alexandre Arraes.
       Falar sobre a administração de Alexandre Arraes ocuparia muito espaço. Limito-me a transcrever apenas um tópico da monografia citada, a de número VII, que enumera algumas conquistas da sua competente e honesta administração. A conferir.
“Por iniciativa dos Poderes Públicos, verificaram-se a instalação do Serviço de Água, Luz e força, que veio atender velha aspiração da população, resolvendo um dos mais importantes problemas da infraestrutura da cidade; criação de uma biblioteca pública; construção de um Grupo Escolar Municipal de orientação ruralista; criação de um Horto Florestal para arborizar a cidade e distribuir mudas frutíferas à população cratense; delimitação das zonas agrícolas e pastoris na Serra do Araripe; construção da praça ajardinada Dr. Francisco Sá, com uma majestosa Coluna da Hora, encimada com a estátua de Cristo Rei e uma fonte luminosa, aliás, a primeira construída no Ceará; construção de 14 obras d’arte nas rodovias municipais, instalação de um Posto Antirrábico, pavimentação de quase toda a cidade, arborização de suas ruas, instalação de um projeto piloto para irrigação mecânica no Rio Carás; aquisição de duas propriedades para instalação do campo de sericicultura e construção de moderno e confortável Mercado Público”.
          Ao tempo do Prefeito Alexandre Arraes todas as datas cívicas eram comemoradas com desfiles escolares nas ruas de Crato. Ele mesmo acompanhava ao lado dos estudantes esses momentos cívicos. Como era ele mesmo que, pessoalmente, exercia fiscalização de todas as atividades da Municipalidade. Alexandre Arraes reformou todas as praças da cidade e todas foram dotadas de projetos de jardins. Na Praça Siqueira Campos havia um canteiro de rosas La France.
        Naquele tempo o Rio Grangeiro ainda não tinha virado o canal nauseabundo dos dias atuais. Nas margens daquele rio a Prefeitura plantou bambus. Também a encosta do morro do Seminário foi arborizada para evitar erosão. E tudo isso era feito com critério e honestidade. Sob Alexandre Arraes nunca se ouviu falar em corrupção.
          Enfim, tínhamos uma cidade limpa, bem cuidada, com um administrador de mentalidade à frente do seu tempo. Quanta falta faz um Alexandre Arraes nos dias de hoje...
(*) Armando Lopes Rafael é historiador.     
             

Uma aula de oposição - Por Pedro Taques.


Ao saber quantas visitas o ex-presidente Lula fez ao sitio do qual finge não ser dono o governado do Mato Grosso Pedro Taques disse o seguinte : "Lula foi 111 vezes para o sitio em Atibaia, minha mãe mora aqui ao lado e eu não fui tantas vezes visitá-la. Devo ser mesmo um filho desnaturado. 

A ironia fina é mesmo uma forma superior de inteligencia, com poucas palavras Pedro Taques, recém filiado ao PSDB dá uma aula  de oposição ao partido que insiste em tratar um ex-presidente fora da lei como se fosse um condenado a perpetua impunidade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Trecho do prefácio do livro Doce de Pimenta - Por Padre Vieira.


Da esquerda para direita: Padre Antônio Vieira, Dr. Raimundo Vieira, Manuel Batista Vieira, Vieirinha e José Batista Vieira sentado.


“Alguém chegou para mim, e escandalizado perguntou de chofre: É verdade padre, que o Senhor vai prefaciar um livro de Mozart de Alencar”? Vou respondi eu. E por que não?

Padre, o livro do Dr. Mozart é imoral, debochado, libertino, indigno de entrar numa casa de família, de ser lido por uma donzela, ou mesmo por um jovem, por uma senhora e por um cidadão de respeito.

Imoralidade são as mordomias e os privilégios políticos que o governo oferece, às mãos cheias, a seus amigos e comparsas. Imoralidade é a corrupção eleitoral com a compra de votos e mandatos. Imoral é a moral burguesa da atual sociedade de consumo, com sua ostentação do luxo, com o esbanjamento de riqueza, com as festas requintadas e de “finesse” bizantina, com a mascara e a camuflagem de virtudes e de nobreza social, enquanto se celebram as “transas e experiências sexuais”, em clubes fechados e com sorteio das chaves dos aposentos.

É imoral a hipocrisia das mães, que dão tapas na boca dos seus filhos, porque dizem certas palavras referentes a determinadas partes do corpo, e logo mais levam estas mesmas crianças, aos clubes, as piscinas, para que elas vejam aquilo que não puderam dizer com os lábios”.

Padre Antônio Batista Vieira.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Rebuscando o tempo - Antonio Alves de Morais


Em nossa idade, depois de meio seculo, a vida já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas. Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.

Viveu amigos, perdeu-se amigos, alguns pela mão de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver e da convivência.

Hoje o nosso alhar em direção ao mundo continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento e das amizades.

O saudosismo maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar é sereno, a cumplicidade existe, o saudade é mais expontanea, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos, de um tempo que não volta mais.

Lembrar nunca é demais. Feliz daquele que tem um coração, capaz de lembrar os amigos e acima de tudo saber ser lembrado por eles.

Historia Magistra Vitae – por Armando Lopes Rafael (*)

 Sim, a História é mestra da vida, como dizia Cícero... Licenciado em História pela Universidade Regional do Cariri aprendi nos compêndios escritos por historiadores sérios outro adágio sempre atual: Contra fatos não há argumentos.
   Hoje é de domínio público que a República Federativa do Brasil chegou ao fundo do poço. A corrupção desenfreada e a incompetência dos dois últimos governos (ambos com duração de oito anos), capitaneados pelo sindicalista Lula da Silva e por dona Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira, levaram o país ao caos.
     Há esperança para o Brasil? Neste modelo republicano-presidencialista, não. Ele está esgotado. Não tem mais o que dar. Dizem que: brasileiro, profissão esperança! Animo-me, por outro lado, com os dados abaixo que retirei do site Pró Monarquia. A conferir.
    Das 10 economias que mais desenvolveram capital humano em 2015, de acordo com Fórum Econômico Mundial, 8 são Monarquias Parlamentaristas, e das duas Repúblicas restantes na lista, nenhuma adota o Presidencialismo. O Brasil e seu Governo amargam na 78ª posição, tendo caído 21 posições desde o último índice, e apresentando posições ainda mais deploráveis, estando entre os últimos 16 no quesito educação. Lembramos que dos 10 piores países na lista do Fórum Econômico Mundial, todos são Repúblicas e, com exceção da Etiópia, adotam o sistema Presidencialista.
     Em resumo: a massa ignara brasileira, que elegeu os dois catastróficos presidentes citados colocou o nosso País, na contramão da história. Aguardemos o desenrolar do caos administrativo em que vivemos, com a esperança de que não há mal que um bem não traga...


(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Este artigo foi feito com exclusividade para o "Blog do Antônio Morais".
             

A criação da Diocese do Crato - Por Pe. Tales Eduardo Santos Figueiredo.

No dia 03 de Setembro, o Bispo eleito do Crato comunicou ao Nuncio, por meio de carta, a data oficial de sua sagração episcopal para 31 de Outubro de 1915,  sendo a Sede Primaz na Bahia o novo lugar escolhido para celebração.

Após sua visita episcopal, Dom Quintino viajou para Petrópolis  a fim de pedir instruções ao Nuncio Apostólico  acerca do modo de proceder com o Padre Cicero do Juazeiro, bem como saber a resposta da Santa Sé referente a documentação que o Bispo  de Fortaleza havia enviado a Roma. Padre Cicero, antes pertencente à Diocese de Fortaleza, havia passado para o clero da nova diocese com sede em Crato.

No dia primeiro de Janeiro de 1916, Dom Quintino fez sua entrada solene na Catedral do Crato,  O bispo do Crato para organizar a Curia  Diocesana nomeou Monsenhor Vicente Sother de Alencar para Vigário Geral, e o Padre José  Alves de Lima para Secretario do Bispado. . 

Alem destes cargos o bispo instituiu o padre Azarias Sobreira Lobo para Promotor do Vinculo, e o Padre Manuel Araújo Feitosa para ser o escrivão da Curia.  Como censores eclesiásticos  encarregou os padres Joviniano Barreto e Manuel Araújo Feitosa.