sábado, 15 de dezembro de 2018

Movido pela amizade - Por Wilton Bezerra Comentarista esportiva ·

Costumo repetir que o grande acontecimento é o amigo. Sem o amigo, nada feito.

Não sei como existem pessoas voltadas para dentro, engolfadas no individualismo, sem ter como dividir com o outro suas angústias ou momentos de felicidade.

Não há melhor sentimento que a amizade, inclusive como matéria de salvação.

Quantas decisões erradas deixamos de tomar pelo socorro de uma palavra amiga ?

Nem o tempo sepulta a amizade.

Mesmo nas velhas, depois de longos períodos de distanciamento, quando não há mais elementos de aproximação e os interesses são outros, pelo passar do tempo, ficam a simpatia e o afeto.

Mesmo porque, a distância aproxima e a proximidade, muitas vezes, afasta.

A amizade é mais forte que o amor, porque nela não existe cláusula de exclusividade.

Sempre volto feliz ao Cariri, especialmente a Juazeiro do Norte e Crato, movido pelas visitas familiares e o reencontro com os amigos.

Velhos amigos já se foram e fazem muita falta à minha alma: Foguinho, João Eudes, Wellington Amorim, Rochinha, Chico Anastácio, José Boaventura, Praxedes Ferreira, João Barbosa, Bosco Alves e outros que me fogem à lembrança.

Ainda bem que, convocado, o banco de suplentes respondeu à altura: Vicente Reginaldo, Demonthier Tenório, Fabiano Rodrigues, Irlan, Jucimar Leite, Ronaldo Costa, Toni Souza, Jota Luiz, Jucier Lima, Délton Sá, Luiz Carlos Lima, Agnaldo Carlos e outros que formam uma lista interminável de pessoas que me são caras.

Somos todos irmãos, abraçados ou não, como diz a canção.

Desempenho do STF na Lava Jato é vergonhoso - Por Josias de Souza


O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, divulgou nesta semana um balanço sobre o andamento da operação no Supremo Tribunal Federal. Fez isso a pretexto de demonstrar que a coisa caminha bem. O esforço saiu pela culatra. A comparação com os resultados de Curitiba é constrangedora. Na primeira instância, os encrencados sem mandato são sentenciados em escala industrial. Na Suprema Corte, a coisa corre no ritmo da impunidade.

Em quatro anos e nove meses, Curitiba produziu 226 condenações contra 146 pessoas. Algumas foram condenadas mais de uma vez. Juntas, as sentenças somam 2.120 anos, 5 meses e 20 dias. No Supremo, houve uma mísera condenação. Um deputado federal foi sentenciado a 13 anos, nove meses e dez dias de cadeia.

No Paraná, estão em cana ou já passaram pela cadeia estrelas da oligarguia político-empresarial. Gente como Lula, Eduardo Cunha, Léo 'OAS' Pinheiro e Marcelo Odebrecht. O único condenado no Supremo, o deputado paranaense Nelson Meurer, do baixo clero do Partido Progressista, está solto.

A comparação entre a primeira e a última instância do Judiciário não é perfeira. Juízes de primeiro grau julgam sozinhos monocraticamente, como se diz. E os ministros da Corte Suprema tomam decisões colegiadas. O processo decisório é mais complexo. Ainda assim, é impossível ignorar os dados.

A coisa fica mais espantosa quando se considera que, além de não produzir condenações, o Supremo manda soltar condenados em segunda instância, como fez com José Dirceu, que coleciona 41 anos de cadeia. Que Ricardo Lewandovski não nos ouça ele pode chamar a Polícia Federal, mas a cadência que o Supremo imprime à Lava Jato é uma vergonha.

1969, inter-municipal cearense - Antônio Alves de Morais.


Professor Alderico, o técnico.

Em 1969, Crato e Juazeiro do Norte se classificaram para a decisão do inter-municipal cearense, competição patrocinada pela APCDEC.

O primeiro jogo foi em Crato. Um empate em 2 x 2 gols Gílson Magazine e Joãozinho para Juazeiro do Norte e Pangaré para o Crato.  

No jogo do Juazeiro o escore foi  1 x 1. Uma terceira partida  em Fortaleza decidiu a competição. Juazeiro venceu por 2 x 1.

Antônio Feitosa fez uma parodia, adaptada a música  "Escrete de Ouro" do  Jackson do Pandeiro.

Vejam como ficou : 

O nosso escrete foi mesmo de ouro,
A moçada batendo bem no couro,
Nogueira pegando tudo de qualquer maneira.

Antônio e Netinho, a grande barreira
Danja e Fernando cobriam bem os cantos,
Ao lado de Abelardo.

Chico Curto era aquela formiguinha
Que fazia tabelinha,
Com Sibito e Pangaré.

Charuto como um leão sem medo de pontapé.
Fruta Pão fazia o baile e dava  a Pangaré. 
Chico Curto de posse do couro dava o show.

Abrindo todos ferrolhos,
E marcando mais um gol.
Nossa equipe foi sensacional.

Vamos ser os campeões
Do inter-municipal,
Está tudo legal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

TEMER ASSINA EXTRADIÇÃO DE BATTISTI - O Antagonista.


O presidente Michel Temer assinou a extradição de Cesare Battisti para a Itália. Ontem, o ministro Luiz Fux, do STF, mandou prender o italiano e liberou a extradição.

O terrorista, no entanto, ainda não foi encontrado pela Polícia Federal e está foragido.


“Uma menina abusada pode ser ministra da República!” - Por Damares Alves, Ministra de estado dos direitos humanos.

Seu pé de goiaba pode dar alguma utilidade à pasta dos Direitos Humanos: o combate aos abusos sexuais, sobretudo à pedofilia. É nisso que ela tem de se concentrar.

“Aos dez anos, tentei me matar. E eu peguei veneno em casa para tentar me matar. Mas eu vou te contar uma coisa que aconteceu comigo dos seis aos dez anos. 

Na casa de meu pai, tinha um pé de goiaba. E quando eu queria chorar, eu ia para aquele pé de goiaba. E eu tinha o meu amigo imaginário. As crianças hoje têm um amigo imaginário que é um unicórnio, fada, duende. Eu, o meu amigo imaginário era Jesus.

Era com quem eu falava no pé de goiaba. E no dia em que eu estava com o veneno na mão, eu estava com medo de morrer.

Você sabe quantas mulheres estão no pé de goiaba ainda hoje no Brasil? Você sabe quantas crianças estão no pé de goiaba ainda hoje? Eu consegui, eu superei, eu fiz da minha dor a minha luta. 

Uma em cada três meninas pode estar sendo abusada sexualmente no Brasil. Relatórios mostram isso. Então estou falando para um terço das mulheres no Brasil, sendo abusadas. Nós recebemos um relatório agora que diz que o Brasil é o pior país da América do Sul para ser menina. Não dá mais para a gente admitir tanto abuso de meninas e meninos no Brasil.

As pessoas precisam quebrar esse tabu. Somos milhões de mulheres machucadas no país. Chega de dor nesse país. E dizer para essa criança que foi abusada: ‘não desista da vida’. Olha o que aconteceu comigo. Onde eu cheguei. Uma menina abusada pode ser ministra da República! Ministra de Estado! É isso. Não desistam, não desistam da vida.”

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

FUX DETERMINA PRISÃO DE BATTISTI - O Antagonista.



O Jornal Nacional acabou de anunciar que Luiz Fux determinou a prisão de Cesare Battisti, para que o terrorista –condenado por quatro assassinatos na Itália– seja extraditado.

Battisti está no Brasil graças à cortesia do hoje presidiário Lula, que vetou sua extradição no último dia de seu governo, em 2010.

O ministro do STF afirmou que o atual presidente tem poderes para revisar o ato do petista –mas, até essa decisão ser tomada, o italiano ficará preso.

O Globo escreve que a defesa do terrorista pode recorrer da decisão de Fux e pedir para o caso ser remetido ao plenário, mas é pouco provável que o julgamento ocorra ainda neste ano –o STF entra em recesso na próxima quinta e só volta em fevereiro.

A decisão sobre o destino de Battisti pode ser tomada por Michel Temer neste mês ou por Jair Bolsonaro a partir de janeiro. Ambos já manifestaram o desejo de mandar o terrorista de volta para a Itália.

O endurecimento de Moro - Por O Antagonista.


Sergio Moro falou sobre o pacote que pretende apresentar em fevereiro.

“O projeto está em gestação ainda. Não tem incremento de pena, eventualmente endurecimento de regime”.

Em outras palavras, ele quer que os criminosos realmente cumpram suas penas.

De costas para plateia, de frente para bandeira - Antônio Alves de Morais.


Tenho visto nas redes  sociais muitas  criticas ao ministro do TSE Ademar Gonzaga, por ignorância ou por má fé.

Na diplomação  do presidente Jair Bolsonaro, na hora da execução do Hino Nacional ele se virou para a Bandeira Nacional e deu as costas para plateia. De todos o único que estava certo dos presentes. 

O civismo e patriotismo  ensinam que, naquele local, a Bandeira Nacional era o maior simbolo da pátria. A maior autoridade presente. O ministro Ademar Gonzaga, o primeiro da esquerda para direita,   estava certo.

A eterna magia da Monarquia: Exposição em São Paulo conta vida da imperatriz Sissi na Hungria


Elisabeth se tornou imperatriz da Áustria ao se casar com o primo

Fonte: “Folha de S.Paulo”– por Paula Leite  – 13.dez.2018. 
Retrato real  da imperatriz Elisabeth, do Império Austro-Húngaro, conhecida como Sissi - Divulgação

   Se no século 20 a vida da rainha da Inglaterra, Elisabeth 2ª, inspira livros, filmes e séries, no século 19 era outra nobre de nome Elisabeth quem capturava a imaginação de muitos pela Europa.

    De origem bávara, Elisabeth se tornou imperatriz da Áustria e rainha da Hungria ao se casar com o Imperador Francisco José, que era seu primo.

    A vida da imperatriz, conhecida por sua beleza, voltou a ser objeto de intenso interesse mais de 50 anos depois de sua morte, em 1955, com o lançamento de um romântico filme que tinha como título seu apelido: “Sissi”.

     Estrelado pela austríaca Romy Schneider, “Sissi” tornou-se uma trilogia, com dois filmes subsequentes contando a história da vida da imperatriz, ainda que tomando diversas liberdades históricas.

     É fato que Sissi gostava de passar tempo no palácio de Gödöllő, na Hungria, país onde nasceu sua quarta filha, Marie Valerie. O palácio foi um presente do país ao imperador e à imperatriz por ocasião da coroação deles como monarcas da Hungria, em 1867.

     Elisabeth não gostava do ambiente da corte em Viena, onde ademais a influência de sua sogra era sufocante, e teria encontrado na Hungria um entorno mais agradável –em Gödöllő ela podia caminhar e cavalgar, como gostava de fazer, em relativa paz.

   A relação da imperatriz com a Hungria fez com que ela fosse vista com carinho pelos húngaros, que a homenagearam com monumentos, memoriais e parques pelo país. A vida de Elisabeth e principalmente sua relação com a Hungria são tema de uma exposição na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, em São Paulo.  Os painéis com fotos e textos que compõem a exposição podem ser vistos a partir desta quinta-feira (13) na fundação, e a partir de maio de 2019 em estações na linha amarela do Metrô da cidade.


Abaixo, uma cena de um dos três filmes da série "Sissi", produzidos na década 50, campeões de bilheteria no mundo inteiro,  e ainda hoje dos mais vendidos DVDs, via Internet



“Não vão no enterro do policial e vão chorar no enterro do bandido” - Augusto Heleno.


O general Augusto Heleno, em entrevista à TV Globo, explicou qual é sua prioridade na luta pelos direitos humanos:

“Se eu tenho limitação em proporcionar direitos humanos, e temos essas limitações, porque somos um país ainda economicamente enfraquecido, moralmente enfraquecido, socialmente enfraquecido. Se eu tiver que canalizar o meu esforço de proporcionar direitos humanos para alguém, entre o cidadão que trabalha, sai de casa às seis horas da manhã, volta às dez da noite, encara um transporte público terrível, sofre todos os tipos de limitações na sua vida diária"… 

Ele tem muito mais direito a ser pleno de direitos humanos do que um sujeito que é bandido, que está assaltando esse sujeito o meio da rua. 

O que a gente reclama é que muitas organizações de direitos humanos não vão no enterro do policial e vão chorar no enterro do bandido. Isso é uma distorção dos direitos humanos.

O desemprego togado - Por O Antagonista.


Demitir um empregado tem de ser mais rápido e mais barato. Isso torna mais rápido e mais barato contratá-lo.

Jair Bolsonaro fez muito bem em defender uma lei trabalhista “que se aproxime da informalidade”.

Para conseguir isso, ele terá de demitir todos os sindicalistas de toga.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Chico apela ao papa por Lula - Por José Nêumanne Pinto.


Enquanto 12 procuradores da Lava Jato entregam libelo de mil páginas à juíza Hardt contra Lula, Chico Buarque e à namorada recorrem ao papa para soltá-lo; e, ao final, quem terá êxito?

Lula não deve ter recordações muito favoráveis do depoimento que deu à juíza Hardt, que passou a julgar seus processos no lugar de Moro.

Doze procuradores da República reforçaram suas acusações de que Lula é, de fato, proprietário do sítio Santa Bárbara em Atibaia e recebeu propina das empreiteiras Odebrecht e OAS, entregando o que chamaram de “fartas” provas documentais e testemunhais à substituta de Moro na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Gabriela Hardt. 

Enquanto isso, Chico Buarque e a namorada, a advogada Carol Protener, entregaram pessoalmente ao papa Francisco protesto contra o que chamaram de “judicialização seletiva da política” no Brasil, Equador e Argentina. Das duas uma: ou o Vaticano tornou-se, não se sabe quando, última instância de nossa Justiça ou o papa virou cúmplice de crimes comuns.

Aprovação da PEC do fim do foro ‘salva’ longo trabalho - O antagonista.



A aprovação da PEC do fim do foro privilegiado garantiu o longo trabalho em torno da proposta, já aprovada pelo Senado.

Agora restará a aprovação no plenário da Câmara. A matéria só poderá ser pautada após o fim das intervenções no Rio de Janeiro e em Roraima e, portanto, na próxima legislatura.

Se a comissão não aprovasse a PEC hoje, a tramitação voltaria à estaca zero.

O texto aprovado hoje é o que veio do Senado, ou seja, fim do foro para todas as autoridades, com exceção dos presidentes dos Poderes.