sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Juscelino kubitschek - Antônio Alves de Morais.

Diamantina, final de 1910. Juscelino, o ladino e arteiro Nonô, de oito anos, apronta mais uma. 

A mãe resolve aplicar algumas palmadas corretivas. Era assim naquele tempo. Esperto o menino dispara para o quartinho humilde. Mas logo volta.

Dona Júlia senta numa cadeira dobrou o corpo dele sobre o colo e solta a mão três vezes no magro trazeirinho. 

Surpresa, nenhum choro, nem gemido, nem reclamações. Ela percebe algo escondido sob a surrada calça curta.

É um velho retalho de pano acolchoado. Finge que não viu, livra o garoto.

Ela segura o riso e agradece a Deus.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

À partir de 06 de Fevereiro de 2023, estará de volta - Antônio Alves de Morais.

O Jornal de Antônio Vicelmo estreará na Segunda-Feira, dia 06 de Fevereiro, na Rádio Somzoomsat Cariri FM 106.5 no horário das 06 as 07 horas de Segunda a Sabado.

Com a participação de Jota Lopes com as Noticias Policiais.

De parabéns a comunidade da região.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

MORREU GINA LOLLOBRIGIDA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Vocês não imaginam o meu frêmito, quando essa mulher aparecia nas telas dos cines Moderno e Cassino, do Crato.

Tempo dos "pentelhos alvoroçados". Por aí.

Eu dizia: "Não é possível que um dia eu não a conheça de perto”.

Ninguém sabia, na época, comecinho dos anos 60, traduzir o que eram "sex symbols" ou neo realismo italiano. Que a mulher era bonita demais, isso todo mundo sabia.

Entender o enredo do filme era coisa secundária. A prioridade do adolescente era se amarrar nos lábios da atriz de deslumbrante beleza.

Morreu em Roma, para tristeza de uma geração um pouco "mais pra trás", Gina Lollobrigida, uma das mais belas atrizes da era de ouro de Hollywood.

Contava 95 anos.

Retalhos do Passado - Antonio Alves de Morais.

 

Às vezes mergulho temeroso nas águas turvas do presente, no mundo triste, conturbado e violento e chego até o fundo, nas águas cristalinas do passado e passo a lembrar detalhes da minha infância vivida no sertão, onde tudo eram flores coloridas de diversas matizes.

Lembro-me da casa velha. Na sua lateral, existiam três pés de azeitonas, que davam frutos pequenos e roxos, atração dos galos de campina, sanhaços e sabiás que faziam a festa, quebrando com sonoros e encantos gorgeios, a monotonia de uma tarde ensolarada no sertão.

Na eira se acumulavam cascas de laranja da terra a secarem ao sol sendo preparadas, cuidadosamente,  para serem transformadas, mais tarde, em medicamentos caseiros ou em farmácias homeopática. 

Da goma e da mandioca  que, também, ficavam exposto ao sol, sendo que a mandioca, depois de seca,  tinha utilidade e servia de ração para gado e porcos.

Recordo-me do tanque, atrás da casa velha que tinha sua serventia, inclusive, era útil até como piscina para nossos banhos num dia de  muita chuva e calor, bem como, do tanque que ficava ao lado dos pés de siriguélas  e só era cheio uma vez por semana, com as aguas do açude trazidas pelas lavadas.

Era ali a morada dos sapos e rãs que, após as noites agitadas do inverno, coaxavam interminavelmente, perturbando, muitas vezes, a serenidade da noite clara, iluminada pela lua cheia.

Francisco Pedro de Oliveira.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

REPENSANDO OS PROVÉRBIOS - Robson Pereira Sales.

Camões diz num soneto que o mundo é feito de mudanças. Isso contraria o Eclesiastes, para o qual não há nada de novo sob o sol. O mais prudente é chegar a um equilíbrio e reconhecer que as coisas mudam para permanecer iguais. Ou se tornam iguais a cada vez que mudam.

Se as coisas se transformam – mesmo mantendo sua essência –, transforma-se também a linguagem. Os provérbios, por exemplo. Eles são generalizações, e como tais expressam verdades aparentemente imutáveis. Mas será que não têm de se adaptar à evolução dos tempos? Sempre é possível, nem que seja por um artifício poético ou irônico, vê-los com nova roupagem.

Diz-se (ou melhor, Hobbes disse) que o homem é o lobo do homem. Ora, hoje ele é muito mais logro do que lobo. Nosso propósito é antes enganar do que devorar o semelhante. Passamos-lhe a perna nos negócios, nos concursos, nas relações sentimentais. E queremos que ele se mantenha vivo para presenciar nossa vitória – o que seria impossível caso o triturássemos entre caninos esfaimados. Retifiquemos, então: “O homem é o logro do homem”. 

Vivemos tempos pragmáticos e pouco dados a especulações filosóficas. A especulação que nos interessa hoje é a financeira, por isso proponho esta atualização para o axioma de Descartes: “Penso, logo invisto”. Trocar “existir” por “investir” ajusta-se melhor a uma época na qual se cultiva pouco o ser e se mede o valor das pessoas pelos... valores que elas têm no banco.

“O que os olhos não veem o coração não sente” é outra sentença que não bate muito com a realidade – mesmo porque pode ser facilmente contestada. Suponhamos que nossos olhos não vejam um buraco à nossa frente. Fatalmente cairemos nele, e duvido que em tal circunstância o coração não sinta e não responda com uma galopante taquicardia. Mudemos, pois, esse brocardo para alguma coisa como: “O que os olhos não veem pode nos fazer tropeçar”. Simples, prático, irrefutável.

“O futuro a Deus pertence” também deve ser visto com reservas, pois não expressa uma verdade universal. Um político nepotista, por exemplo, dirá com bem mais exatidão: “O futuro aos meus pertence”. E quem pode dizer que ele está errado?

A atual onda ecológica torna suspeita a afirmação segundo a qual “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. Ter um pássaro na mão sugere a atitude politicamente incorreta de comê-lo ou engaiolá-lo, enquanto que deixar os dois a voar concorre para a preservação da espécie. É um gesto de respeito à vida, que os ecologistas e os poetas agradecem. Proponho, então, uma variante menos ofensiva à natureza (se algum grupo preservacionista quiser aproveitá-la, fique à vontade): “Um pássaro na mão não vale a sua extinção”.

Para terminar, sugiro que se substitua o ingênuo “Quem sai aos seus não degenera” por algo mais condizente com a natureza humana. Levando em conta a força da genética, troquemos o verbo e passemos a dizer: “Quem sais aos seus não se regenera”. O povo há muito reconhece essa verdade, traduzida no conhecido provérbio: “Pau que nasce torto, morre torto”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

CRÔNICA SOBRE O TEMPO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Papo sobre negócios não tem graça nenhuma. Cerveja e conversa sobre poesia e virtude são muito mais negócio.

Como tem quem fique doido em busca do dinheiro, caso o vil metal se transformasse em felicidade, o Mundo seria um hospício.

Mudando os lados do campo, reinicia-se o jogo, dizendo que a gente nunca deve se cansar de ser bom. Pode apostar nisso, indivíduo.

O lance é aproveitar o que a vida tem bom. E bem esperto, porque os ponteiros do relógio são nervosos ao devorar das horas.

Muita coisa já não faz sucesso como antes. É preciso ver o que está acontecendo.

Elementos disruptores recrudescem nos céus do País. E não é somente para assustar.  É à vera. Não se faça de cego.

O sujeito precisa se questionar, divergir, inventar e divagar. "Uma vida não questionada não merece ser vivida". Platão.

Primeiro, você faz as escolhas. Depois, as suas escolhas fazem você. É assim que tem que ser.

Não se sabe onde essa viagem vai terminar.

E camarada, vou lhe dizer o seguinte: a única fonte segura que temos, hoje em dia, é a amizade.

Gente vazia e fanatizada é o pau que rola.

Quer bem dizer que não sabias?

domingo, 15 de janeiro de 2023

O dedo na profissão - Antonio Alves de Morais.


O pai estava bebendo cerveja, comendo amendoim e vendo TV na sala, 'vigiando' a filha, que namorava na varanda. Sono chegando, cerveja fazendo efeito, o ouvido começa a coçar e o babaca vai cutucar o ouvido com um amendoim, até que a casca se rompe e o caroço entala no ouvido.

O cara fica desesperado, tenta tirar o amendoim com o dedo e empurra mais pra dentro. Pega uma tampinha de caneta e - Merda! O amendoim entrou mais ainda. Nisso, o sujeito, aos gritos, chama a mulher, que veio correndo. 

Ao ver a cena, se apavora e já queria levar o maridão bêbado para o hospital. O cara não queria - Que mico!- Sou um cara de posição, não posso me expor ao ridículo, e tal, e tal que verei.

A filha e o namorado entram na sala pra ver o que estava acontecendo.- Pai, que é isso! Que vergonha! Daí, diz o gaiato, namorado da filha:- Calma, que eu dou um jeito! Quando era escoteiro, era eu quem socorria os amigos! O entalado, sem graça, apavorado, e agora puto com aquele sujeitinho dando palpite, acabou aceitando ajuda. 

O sujeitinho mete dois dedos no nariz do sogrão e ordena: - Fecha a boca e sopra pelo nariz, com toda a força! E não é que o maldito amendoim pulou fora do ouvido! 

O namoradinho sai todo convencido, a moça ainda mais apaixonada. A mulher, encantada com o eficientíssimo rapaz, comenta pro maridão: - Viu que gracinha? Tão calmo, tão seguro nas emergências. 

O que será que ele vai ser? E o maridão, cada vez mais puto, responde: - Pelo cheiro dos dedos do danado, vai ser ginecologista!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Viagem ao passado - Antônio Alves de Morais

Há muito tempo me abstenho de enfrentar a saudade. Desta feita me dispus. Saí pelos caminhos por onde aos seis anos percorria com habilidade e maestria. 

Passei no local onde ficava a casa de Vicente Felix, que passava a manha fazendo um bodoque e um peão para me agradar. Dele nem a casa existe mais, só as lembranças. 

Estive no Carrancudo local onde pastorava as vacas com o meu avô e cometi um crime ambiental, matei um beija-flor com o meu bodoque e comi o coração cru porque segundo a lenda ficava certeiro, um bom atirador. 

O crime é prescrito, não deu resultado. Vi o riacho do Condado com suas águas barrentas e violentas em que atravessava no tum-tum do meu pai. Estive no sitio Garrote onde cair do pé de cajarana e quebrei um braço. 

Em fim, como em um filme, vi passando uma vida feita de traquinagens, malinações e coisas de crianças.  Só me arrependo do que não fiz.

Ao retornar para casa, fui ao meu arquivo e juntei a estas lembranças a música: "E por isto estou aqui". 

Para completar as saudades a música me fez lembrar de um pic-nic no Açude Velho, na época mais dourada de minha vida. Uma radiola de pilhas e um disco de vinil.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Princesa do Cariri - Antônio Alves de Morais.

Outrora, ou, mais precisamente, há seis décadas, uma cidade situada em verdejante vale,  na encosta da Chapada do Araripe, ostentava na condição de cidade de nível cultural elevado, o simbólico titulo de  Princesa do Cariri.

Tinha naquela época, intensa vida sócio-cultural, vibrante e bastante significativa. Digna de reconhecimento, sem precedentes, pelas comunidades vizinhas que a admiravam e buscavam como fonte perene e alternativa de progresso e desenvolvimento.

Abrigava, em seu meio, sem distinção ou sinal de preconceito, pessoas de diversas camadas sociais advindas de regiões circunvizinhas, movidas pelo desejo de encontrar um modo de viver com mais dignidade, inclusive, encontrar campo mais propicio à educação de seus filhos.

A cidade além de hospitaleira, oferecia, sob o ponto de vista sócio-econômico e educacional, estrutura bem mais avançada em relação às demais, isto é, possuia bons colégios públicos e privados, educandários e seminários, de nível intelectual elevado, além de deter razoável e ascendente comércio.

Noutro horizonte tinha a princesa, ainda, o privilégio de possuir bons hospitais, clubes recreativos, rádios, cinemas e, também, teatros e museus coisas que caracterizam e projetam, de forma bem definida, o grau de desenvolvimento de uma grande cidade.

Francisco Pedro  de Oliveira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Parte da Minha Vida - Antônio Alves de Morais.

Estamos num momento de reflexão. EU SOU O BLOG DO ANTÔNIO MORAIS, e, na minha singeleza e humildade sinto-me meio capenga, meio triste, meio borococho e desanimado. 

Nada melhor do que uma boa música  para abrandar a mente.


Parte da minha vida.

O ÍDOLO E O CLUBE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Discute-se, sem um resultado convincente, quem é mais importante para um clube: o ídolo ou os títulos ?

Vou logo adiantando que o ídolo, por maior que seja, não pode ser maior do que o clube.

A conquista de títulos é que torna uma equipe respeitada além fronteiras. Já disse isso uma centena de vezes.

Só que muita gente pensa diferente e acha que os grandes ídolos são indispensáveis para a popularização e crescimento de um clube de futebol.

Aí, chovem os exemplos do Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha e o Flamengo, que se tornou dono de maior torcida do Brasil, porque teve, no passado, Leônidas da Silva, o "Diamante Negro"

Só acho que esse debate não se adequa a outros esportes, como automobilismo e o tênis, por exemplo.

Nesses casos, quando os ídolos ficam maiores que o esporte, as modalidades perdem interesse quando eles deixam de competir.

Mas, aí é outro papo.

Com relação ao futebol, o ideal é somar o prestígio do ídolo com as conquistas do clube.

Óbvio ululante.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

PREOCUPADO COM O DESTINO DE NOSSA NAÇÃO - Por Antonio Gonçalo de Sousa.



Neste momento, preocupado com o que poderá se desenrolar após as manifestações que, ontem a tarde, transpassaram a linha do racional na capital do nosso País, me veio que, o apóstolo Paulo ensinava que a oração e o entendimento podem transformar nossas vidas e até os nossos governos. 

Prafraseio um amigo, citando ainda Timóteo 2, 1:4  - “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”.

Faço parte da maioria do povo brasileiro que não apoia o tipo de ação perpetrada pelos manifestantes, que  ontem atacaram e depredaram prédios e instalações públicas em Brasília. Contudo, diante do agravamento do revés e refregas banais entre membros das diversas instituições do país, era de se esperar um final trágico, embora não tanto quanto pode-se ver nas imagens emitidas, em tempo real, pela imprensa e  diversas mídias.

Assim, que após o dia de ontem vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito, prevalecendo os bons valores e costumes e, é claro, com a aplicação rigorosa da investigação imparcial e da punição para os verdadeiros culpados.

Deus no comando.

Valente é o cachorro - Antonio Alves de Morais.

Em um avião, um homem está sentado na janela quando chega outro homem e senta na poltrona do corredor e acomoda um lindo labrador preto na poltrona do meio.
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O cara que está sentado do lado da janela olha para o cachorro com certo receio e pergunta:- Por que permitiram ao senhor embarcar com esse cachorro? O dono do cachorro explicou que era agente do esquadrão de combate às drogas e que o cachorro era o melhor farejador da equipe e que o nome do animal era Valente e que, se ele tivesse interesse, quando o avião decolasse, ele mostraria as habilidades do animal o colocando para trabalhar em pleno vôo.
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Quando o avião decolou, o agente falou:- Veja isso! - E ordenou para Valente: “Busca”!Valente pulou da poltrona, andou pelo corredor e finalmente sentou determinado ao lado de uma mulher por alguns instantes. Em seguida voltou para o seu assento e colocou uma pata no braço do agente. O agente falou:- Bom menino! Virou para o outro passageiro e falou: A mulher está carregando maconha, vou anotar o assento dela e as autoridades irão prendê-la quando aterrissarmos. Ele não é maravilhoso?
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Mas ainda não acabou…. Busca! Valente saiu novamente pelo corredor e sentou ao lado de um homem durante alguns segundos. Retornou ao seu assento e colocou duas patas no braço do agente. O agente falou:- Aquele homem está de posse de cocaína, vou anotar seu assento e comunicarei às autoridades para as devidas providências. O cara da janela estava maravilhado com o cachorro e o agente mais uma vez ordenou que Valente fizesse nova busca.
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Valente saiu pelo corredor, sentou por alguns instantes e voltou correndo para sua poltrona. Deu um uivo agudo e começou a cagar todo o assento. O cara da janela estava realmente espantado com o comportamento do animal e ficou sem entender como e por que um animal tão bem treinado estava se comportando daquela maneira. Perguntou ao agente:- O que está acontecendo com ele? E o agente sem conseguir disfarçar o nervosismo respondeu:- Ele acabou de encontrar uma bomba!