sexta-feira, 5 de julho de 2024

A MORTE DO SENADOR REGINALDO DUARTE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Tivemos a feliz oportunidade de conviver nas lides esportivas com Reginaldo Duarte. Um desportista de grande importância para o futebol de Juazeiro do Norte. 

Homem cordial. Um dos fundadores do Icasa ao lado de José Feijó de Sá e Doro Germano. Formou sempre entre os que apoiaram as seleções juazeirenses nos torneios intermunicipais. 

Foto acima, da esquerda para direita: Wilton Bezerra, Wellington Barbosa, Reginaldo Duarte e Tarcísio. Às margens do Rio São Francisco, acompanhando a seleção de Juazeiro, em amistoso na cidade de Belém de São Francisco. Abaixo com a seleção no Estádio Wilson Gonçalves, do Crato, em jogo pelo Intermunicipal, na década de 60.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Vicente Cesário e Antônio André, humor a graça de mãos dadas - Antônio alves de Morais.



Quem não conheceu Antônio André do Roçado Dentro ouviu falar dele. Neto de Tônia do Canto e José Alexandre Bezerra de Menezes, um casamento de tia com sobrinho.

Não se sabe, ao certo, se essa sanguinidade afetou a genética, o fato é que Antônio André sofria de demência mental. Homem honrado, muito trabalhador, mas, de tempos em tempos padecia de graves problemas mentais.

Um certo dia, Antônio entrou na barbearia de Vicente Cesário para fazer a barba. O barbeiro colocou a coberta e iniciou o trabalho. 

Um pedreiro que fazia uma reforma nos fundos do prédio chamou Vicente para mostrar um detalhe da reforma, Vicente demorou mais da conta e Antônio André aborrecido limpou o sabão do rosto e arribou, fez bunda de ema com a metade da barba feita e a outra não.

No outro dia, Antônio André se achegou da cadeira do barbeiro e disse - Dá para cortar a outra banda agora?

Vicente Cesário respondeu no ato : dá não, você foi embora ontem sem pagar a parte que eu fiz. Os dois caíram na risada, o serviço foi concluído e pago.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

NA RÁDIO PROGRESSO AM DE JUAZEIRO DO NORTE. 1970 - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista..

Em música, notícia e esporte, esta emissora detinha, à época, uma audiência do tamanho do Cariri. 

Dirigida pelo saudoso cronista e escritor Geraldo Menezes Barbosa, a Progresso revelou grandes valores da crônica cearense.

O sonho de Lula - Por Guilherme Fiuza.

O Lula sonha, na verdade, com a censura do seu próprio passado. Só que isso é impossível.

E ainda que essas plataformas bloqueiem as referências ao passado de delitos de Lula e do PT, a sociedade sabe.

terça-feira, 2 de julho de 2024

A CULTURA DO ALGODÃO EM VÁRZEA ALEGRE - Por Antonio Gonçalo.

O documentário "TECER MEMÓRIAS - JORNADA DO OURO BRANCO EM VÁRZEA ALEGRE" ficou muito bom, transparente, didático, rico em imagens, relatos e fatos reais. 

Muito diversificado e com participantes genunínos da história da lavoura, da industrialização do produto e sua importância empregatícia e comercial.

Apresenta, em vídeo, trechos da fase em que a cultura algodoeira foi o carro chefe da economia no município de Várzea Alegre e no Nordeste Brasileiro. 

Tive a honra de participar do evento, juntamente com meus pais, Mundinho Gonçalo e Rita Maria, abordando fatos da atividade dos tropeiros que, à época, transportavam algodão em lombos de burros.

O principal personagem que citamos foi meu avô Antonio Gonçalo Araripe, um dos pioneiros na atividade de comboio, inclusive, retratada também no livro "TROPEIRISMO NOSSO", que publiquei, em 2016, com a colaboração do meu irmão José Gonçalo.

Parabéns aos participantes, colaboradores e toda equipe que elaborou o projeto, a edição, financiamento e apresentação de tão belo documentário, que, sem dúvida, fará parte do acervo documental e nostálgico da cultura varzealegrense.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A Arcádia de Lula - OPINIÃO DO ESTADÃO.

 

A julgar por seu discurso na Petrobras, esse nosso Hesíodo de fancaria quer fazer o País acreditar que os tenebrosos governos lulopetistas foram, na verdade, a época de ouro do Brasil

O Brasil já está tão habituado a ter sua inteligência ofendida pelo sr. Lula da Silva que passou sem causar a devida estupefação o discurso que o presidente da República fez na posse de Magda Chambriard na presidência da Petrobras. Linha após linha, ali está, documentado para a posteridade, até onde a mendacidade de Lula é capaz de ir para adulterar a realidade na ânsia de reescrever a história e adaptá-la a seus devaneios.

Esse nosso Hesíodo de fancaria quer fazer o País acreditar que os tenebrosos governos lulopetistas foram, na verdade, a época de ouro do Brasil e que, se a Lava Jato não tivesse aberto a caixa de Pandora, ainda estaríamos cercados de pastores e ninfas numa Arcádia onde reinaria a felicidade absoluta.

Disse o Guia Genial dos brasileiros que a Petrobras era a ponta de lança de um inebriante desenvolvimento nacional durante o mandarinato lulopetista. Por exemplo, o demiurgo festejou a criação, naquela época, de milhares de empregos com o impulso que deu à indústria naval, tendo a Petrobras como única cliente, “para atender à demanda intensa de um período de ouro”. Se piada fosse, não teria graça. Não sendo, é uma agressão aos fatos: como se sabe, grande parte dos estaleiros está abandonada em razão da evidente incapacidade do setor de concorrer com a indústria estrangeira – de resto um resultado óbvio diante da obtusa exigência de conteúdo nacional e da ausência de mão de obra qualificada, entre outros fatores que Lula e os petistas, na sua megalomania, ignoraram.

E aqui nem se está falando na corrupção desbragada que esse projeto ensejou. Mas Lula tratou de tocar no assunto fazendo questão de violentar a memória coletiva nacional, não só ao negar que tenha havido corrupção, como ao responsabilizar pela destruição da empresa aqueles que denunciaram a corrupção. “Com o falso argumento de combater a corrupção, a Operação Lava Jato mirava, na verdade, o desmonte e a privatização da Petrobras”, disse Lula.

E então, no melhor estilo lulopetista, o presidente atribuiu essa suposta ofensiva contra a Petrobras, capitaneada pela Lava Jato, à “elite política e econômica deste país”, que segundo ele “não tem nenhum compromisso com a soberania do Brasil e a vida do nosso povo”.

Ou seja, na mitologia de Lula, a “era de ouro” do Brasil e da Petrobras foi subitamente encerrada quando uma tal “elite” decidiu destruir o País. Lula foi claríssimo: “Eles querem que o Brasil seja pobre, eles querem que o Brasil seja pequeno, eles querem que o Brasil não possa tratar de seu povo. E nós queremos o Brasil exatamente ao contrário. Um Brasil grande, um Brasil rico e um país capaz de cuidar do seu povo com a dignidade que cada ser humano merece”.

Mas os brasileiros não têm mais com o que se preocupar. “Aqui estamos, de volta, para reconstruir a Petrobras e o Brasil”, anunciou Lula, triunfante, como se sua parolagem bastasse para que o País esquecesse que, na longa e tenebrosa era do lulopetismo no poder, a Petrobras praticamente quebrou e o Brasil empobreceu. Deu muito trabalho para interromper a razia promovida por essa turma, impondo limites de governança à Petrobras e de gastos para o governo. Em outras palavras, são esses limites que Lula quer demolir, em nome, segundo ele, da “realização de um sonho do povo brasileiro”.

Mas, é preciso admitir, há um trecho no discurso em que Lula, ainda que involuntariamente, está coberto de razão. É quando ele diz que “a desgraça da primeira mentira é que você passa o resto da vida mentindo para poder justificar as mentiras”. Ele se referia à “leviandade das denúncias contra a Petrobras”, mas poderia perfeitamente, caso se tornasse subitamente honesto, estar se referindo a si mesmo. E também está corretíssimo quando diz que é inútil esperar que pessoas levianas “tenham a coragem de pedir desculpas pelo engano cometido”, porque “o pedido de desculpa é uma demonstração de grandeza, e os acusadores não têm grandeza para pedir desculpa pelos erros que cometeram”. Exato: se alguém está esperando que Lula afinal reconheça os incontáveis e brutais erros que cometeu, é melhor esperar sentado.

HAJA DOR - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Sabe quando a gente era aconselhado a ter paciência para a dor passar ? 

Isso foi antigamente, quando a gente era macho para aguentar.

Hoje, não tem coragem que dê conta. As dores que "comem de esmola" fazem formigar o juízo da gente.

Acham que exagero ao dizer que sou feito de dor. Nada disso, falo sério.

Uma tal de neuropatia que carrego é para 'tirar do ramo". Remédio só dá uma aliviada, para que a gente siga em frente.

É dor lombar, nas pernas e braços, distribuídas para torrar os neurônios.

Eu quero lá saber se a dor é  herança genética. Eu só sei que dói.

A dor de estende para o bolso, a cada mês. E não é problema que "meizinha" cure.

O som das cartelas de comprimidos não é agradável aos nossos ouvidos.

Dizem que o sofrimento melhora o ser humano. De jeito nenhum. Só piora.

Somos orientados a fazer exercícios, mesmo sentindo dores. Arre!

E ainda tem, "de agrado", as dores do Mundo e da consciência. Essas produzem monumentais sequelas.

"Se você sente dor, você está vivo. Se você sente a dor das outras pessoas, você é um ser humano". Tolstói.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

PATRIMÔNIO MAL ADMINISTRADO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O futebol, esporte mais popular do Planeta, é um indústria que movimenta cifras bilionárias.

No nosso País, mais do que um rico negócio, o futebol é expressivo patrimônio cultural.

Só que, em termos de gestão, nunca foi tratado à altura do que representa por quem o comanda: a CBF.

Entidade que, nos últimos tempos, teve seus mentores  envolvidos em grossa corrupção e escândalos.

Com a cumplicidade dos clubes, não consegue, sequer, organizar um calendário decente.

O pior exemplo está na falta de zelo em torno da Seleção Brasileira, o seu banco.

Depois da "temporada Ancelotti”, de mentiras, já tem o segundo treinador à frente da seleção principal.

Tirante resultados de dois amistosos na Europa, o saldo é ruim.

A CBF imagina que as conquistas do nosso futebol foram possíveis graças à ela.

Os 22 anos sem ganhar uma Copa e o papel secundário no futebol mundial não parecem incomodar esse agente do atraso.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

LI E OUVI QUE... - Por Wiltom Bezerra, comentarista generalista.

Os imbecis nascem sabendo de tudo e durante suas vidas não aprendem nada. 

Se alguém duvida da existência de Deus, é só olhar para uma mulher. 

A inflação é corrupta porque rouba o salário. 

Não adianta querer aprender a tocar piano depois de velho. 

A política é uma atividade de pecadores. 

Quando você se queima, passa a ter medo até de água fria. 

Vivemos o tempo de exaltação do que não tem qualidade. 

A mentira está na essência da vida pública, como uma doença sem cura. 

É preciso acreditar na amizade e exercê-la.

Tem quem sinta solidão cercado de gente. 

Ícone e mito são palavras banalizadas.

A economia chega depois da educação.

Erro sobre erro - Por J. R. Guzzo.

 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Dois tempos - Antônio alves de Morais.

Pra tudo há tempo debaixo dos céus. Existem os sabidos porque existem os bestas.  Abre o olho eleitor.

No tempo do Paulo Maluf, o Pajé Lula da Silva gritava, falava em pobre, criticava as elites e as vantagens que o sistema oferecia a quem tinha puder e dinheiro. 

Um terço do senado era por nomeação, eleito de forma indireta por indicação de quem estava no puder. Paulo Maluf, governador de São Paulo premiou o senhor Amaral Furlan, foto com um mandato de senador por oito anos. 

O Pajé Lula se estribuchava contra e ludibriava o povo com seu discurso piedoso, chorão e mentiroso.

Chegou o tempo do Lula, que escolheu para seu Ministro da Industria e Comercio Exterior Luiz Fernando Furlan, filho do Amaral Furlan, foto.

Você imagina o que pai e filho tem em comum.  Dinheiro, são os donos da Sadia.  

E, o que Paulo Maluf e Lula tem  em comum : Pouco vergonha.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Original e criativo - Antônio Alves de Morais.

Na Escola José Correia Lima, foto, na sala de aula, quando fazia o primário, a professora pediu aos alunos que declamassem uma poesia. Os colegas, arrotando conhecimento, citaram estrofes de poetas famosos como Castro Alves, Olavo Bilac e Gonçalves Dias. 

Antônio Ulisses, como sempre, original e criativo, preferiu declamar os seguintes versos populares da obra de cordel, intitulada “A chegada de Lampião no Inferno”, de José Pacheco da Rocha: 

Um cabra de Lampião, 

Por nome Pilão Deitado, 

Que morreu numa trincheira, 

Um certo tempo passado, 

Agora pelo sertão, 

Anda correndo visão, 

Fazendo mal assombrado. 

E foi quem trouxe a noticia, 

Que viu Lampião chegar, 

O inferno nesse dia, 

Faltou pouco pra virar, 

Incendiou-se o mercado, 

Morreu tanto cão queimado, 

Que faz pena até contar. 

A professora, religiosa, decepcionada com os conhecimentos literários de seu aluno, não gostou nem um pouco da poesia escolhida. Por isso, Antônio Ulisses recebeu nota zero, foi retirado da sala, permanecendo um certo tempo de castigo na Diretoria da Escola.