sábado, 10 de agosto de 2024

Conceito travestido - Por José de Morais Brito.



Cada mulher que o encontra faz-se fã

Tão logo em algum lugar se faz presente.

Sem dúvida que se trata de um galã!

É só o que se ouve. É voz corrente.


Está demais à Pierre Cardim.

Que calça linda! Exclama toda gente.

E a camisa à Yves Saint Laurant.

Como se veste. Incrivel realmente.


Dos rasgos de elogios, aos ouvidos

Sobre homens elegantes, bem vestidos.

Apenas uma verdade se deduz:


Nos dias em que vivemos, endoidecidos

Se os homens pouco valem, mal vestidos.

De certo, nada valem, quando nús.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

O FORTALEZA NÃO PERDE MAIS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Houve um tempo, não muito distante, em que enxergávamos o mais grave problema do futebol cearense, representado pelas suas locomotivas Fortaleza e Ceará.

Faltava consciência de grandeza. Isso mesmo.

"Para quem possui estádios e um ávido público consumidor, permanecer numa posição secundária é uma clara falta de visão e ousadia", repetimos isso _ad nauseum_.

Quem primeiro despertou para o fato foi o Ceará. O alvinegro chegou a exibir modelar estrutura de organização, como não se via.

Infelizmente, os últimos anos para o Ceará foram marcados por um retrocesso dessa conquista. 

Com o Fortaleza, ocorreu o contrário. Em todos os aspectos, o tricolor tem exibido saúde de leão premiado.

Fui convencido de que a proposta do Fortaleza nunca foi de "fazer o possível". Pelo contrário, a estrutura se destina a dar certo. 

O pacto é com as vitórias, morder nos calcanhares das grandes forças, competir com  elas em pé de igualdade.

É isso que o Leão tem feito, de maneira admirável e corajosa.

Depois de dobrar o Cruzeiro, apesar de sérios desfalques, o Fortaleza até briga pela primeira posição.

Não estou falando em conquista de título. Calma, nessa hora.

O torcedor tricolor, tomado por justa euforia, vocifera: "O Fortaleza não perde mais".

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Biografia - José de Moraes Brito.

Filho de José de Morais Brito e Lindalva de Moraes Brito. Nasceu em 12 de Março de 1939, em Crato - Ceará, e morreu na mesma cidade em 24 de Outubro de 2010.
Passou sua infância no Sitio Juá-Crato e depois mudou-se para o estado de Minas gerais onde residiu em varias cidades. lá foi seminarista tendo desistido logo em seguida. Estudou em varias escolas mineiras onde veio a concluir o segundo grau. Para sobreviver durante este período foi vendedor de pães, balconista, tipografo em um pequeno jornal, professor, entre outras. Fez concurso para o banco do Brasil, tendo sido aprovado  e admitido em 20 de Junho de 1962, permanecendo lá até a sua aposentadoria em 06 de Setembro de 1992. Casou-se em 20 de Fevereiro de l985 com Ana Maria Ribeiro de Brito permanecendo casado até a sua morte. Do relacionamento não tiveram filhos, mas sobre a sua paternidade passaram vários filhos, chamados por ele de "Anjos Adotivos". Em sua passagem por Minas gerais foi ativo participante de movimentos estudantis e lutador por direitos trabalhistas, sociais de sua classe tendo participado de muitas greves e batalhas. Voltando ao Ceará precisamente ao Crato, sua cidade natal. Ingressou na Universidade Regional do Cariri Graduando-se em Letras. Foi professor substituto de latim nesta mesma Universidade. Iniciou a especialização e o mestrado em literatura Brasileira, não tento concluído os mesmos.  Frequentou o curso de direito por um ano na Faculdade Paraíso, tendo desistido do mesmo passando a cursar Psicologia na faculdade Leão Sampaio. Por motivo da doença que o levou a morte não chegando a conclui-lo. Sempre gostou de lê e escrever livremente daí s sua descoberta da veia poética e como contador de historias reais. 


José de Moraes Brito - O anarquista do Sertão.

Uma convivência. Vivencia com. Vivencia junto.  Vivencia longa. Todos a mesa, todos ouvindo as mesmas musicas, viajando a estradas brasileiras para os mesmos lugares, discutindo os mesmos assuntos, teimando, divergindo, tendo os mesmos medos.

Muitas vezes concordando que vocês saíssem, outras vezes impedindo, por julgar inconveniente.

O tempo passando e tecendo o tecido do amor, da compreensão, da admiração, da vaidade por vocês conviverem conosco.

Deus nos juntou, porque tinha certeza que isto era bom. E foi ótimo.

Nada é eterno. A vivencia é um estagio. O nosso terminou e eu me vou. Não vou morto e nada é desesperador. Nossos caminhos ainda podem se cruzar. Se meu barco naufragar lembrem-se que morri pensando em vocês.  Se viver viverei pensando em vocês. Não é justo plantar o grão da infelicidade no coração de ninguém. Não posso criar um inferno para os outros, se isto é evitável.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Prédio do museu de Crato: um problema insolúvel? - por Armando Lopes Rafael

 

O que é um prédio histórico?
   Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) são imóveis que constituem um patrimônio; um legado que recebemos do passado. Os prédios antigos estão presentes nos dias de hoje transmitindo  informações às atuais e futuras gerações. Segundo a UNESCO, é o nosso patrimônio cultural, uma fonte insubstituível de vida e inspiração, nossa pedra de toque, nosso ponto de referência, nossa identidade... 

O que são os museus?
    São instituições permanentes de conservação da cultura de um povo. São acervos de interesse geral, voltados para a preservação e propagação, tanto do patrimônio artístico, como de objetos históricos como documentos e imagens relativas a pessoas, instituições ou lugares. Donde se conclui que o prédio do Senado da Câmara de Crato, concluído em 1877 – pelo Imperador Dom Pedro II – é um patrimônio cultural, de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos cratenses...

E como anda o clamor da população cratense para preservar o prédio e o acervo do Museu de Artes de Crato?
    Continua na estaca zero, por parte da Prefeitura de Crato, a responsável pela conservação do imóvel... São 14 anos de abandono desse ícone arquitetônico da cidade de Crato, um prédio tombado pela Secretaria de Cultura e que hoje está desmoronando a partir do teto; que mantém a fachada externa suja (há anos nunca mais foi pintada) e com pichações feitas pelos vândalos...

   O Instituto Cultural do Cariri já fez inúmeras manifestações em prol do restauro da antiga Câmara do Senado de Crato. Iniciativas que contaram com ampla adesão da maioria da população cratense. Mas a nossa identidade cultural nunca foi prioridade das últimas quatro administrações municipais. Daí o abandono injustificável do prédio do Museu de Artes. E essa calamidade afeta a autoestima do povo cratense, o qual – em meio a tanto desmantelo do dia-a-dia – assiste impotente a destruição do nosso patrimônio artístico cultural ante a omissão dos poderes públicos do Ceará... 

PS - Olha como é conservado o prédio da antiga Casa do Senado da Câmara de Sobral
Abaixo, foto da fachada da Câmara de Vereadores de Sobral. Em Sobral, (a Princesa do Norte), restauraram até o belíssimo Brasão Oficial do Império do Brasil, instalado na fachada do prédio daquela cidade no século XIX. No prédio congênere de Crato (a Princesa do Cariri), destruíram (Ó ignorância!) o Brasão Imperial (que existiu na fachada até 1889, data do golpe militar que implantou a República) e substituíram-no pela feiura das armas da República do Brasil. Viva Sobral!!!!     

Brasão do Brasil da República,  existente na fachada do Museu de Crato, lado da Rua Senador Pompeu...dizem que "questão de gosto não se discute"



segunda-feira, 5 de agosto de 2024

NOTÍVAGO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nesse Mundo de altas doses de indiferença, ando alarmado com a modernidade.

Não estou falando em desistir, meu caro amigo. Calma, nessa hora.

Vem a idade e a gente não pode dizer "não estou nem aí". 

Já ouviram falar da solidão urbana? 

Dizem que a gente não deve falar das dores que sentimos, dos problemas que enfrentamos.

Acho que devemos falar sobre o que quisermos. Ora bolas!

Quem manda pensar?

Ando acometido de uma   saudade tremenda das madrugadas de boemia.

Fui sempre notívago, desses que acham o dia comprido demais.

De considerar que os verdadeiros prazeres estão na vida noturna. 

É um alívio saber que estamos vivos. Mas, não mais poder mudar as coisas, nos entristece. 

Chega dói.

Penso, me acalmo, e vou dormir um pouco.

domingo, 4 de agosto de 2024

Centenário de nascimento de Almina Arraes de Alencar Pinheiro -- por Armando Lopes Rafael

 

(Palavras pronunciadas por Armando Lopes Rafael na sessão do Instituto Cultural do Cariri, no dia 01-08-2024,  em homenagem a Dona Almina)

   Almina Arraes de Alencar Pinheiro, nasceu em Araripe (CE), em 03.08.1924, filha de José Almino de Alencar e Silva e Maria Benigna Arraes de Alencar. Foi a sexta filha deste casal. Ela teve os seguintes irmãos: Miguel, Maria Alice, Anilda, Laís, Alda e Violeta. Em 1928, a família mudou-se para Crato, a fim de proporcionar uma melhor educação formal aos filhos. Dois anos antes, a Diocese da cidade havia implantado o Colégio Diocesano de Crato (para educação masculina) e, posteriormente, criou também o Colégio Santa Teresa de Jesus, (destinado à educação feminina). Ambos os educandários  proporcionavam o ensino dos primeiros anos do curso médio completo. Foram neles que estudaram os filhos do casal José Almino e Maria Beniga.

   Dona Almina é uma mulher admirável! Conhecida por sua inteligência e perspicácia, fez o curso primário (hoje o básico) no educandário Santa Inês, pertencente a três irmãs que vieram instalar essa escola na cidade de Crato.  Iniciou o intermediário no Colégio Santa Teresa de Jesus, em Crato, mas veio a concluir esse curso na Escola Normal Rural da cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará. Almina foi a oradora e a aluna com as melhores notas da sua turma.

   Voltando ao Crato, depois de formada, exerceu o magistério até a chegada dos primeiros filhos, frutos do seu casamento, em 1946, com César Pinheiro Teles. Desta feliz e exemplar união nasceram 6 filhos: Maria Edite, Joaquim, José Almino, Maria Amélia, Maria Benigna e Antônio César.  As obrigações com a casa e a criação dos filhos não inibiram a criatividade de Almina. Esta foi sempre foi uma característica dela. Pois Almina sempre empregou seu pouco tempo livre lendo e pesquisando, como forma de preencher as atividades do seu dia a dia Virtude essa que ela conservou até pouco tempo.

    Foi da iniciativa de Dona Almina os manuscritos que proporcionaram o primeiro livro de poesias do consagrado e conhecido poeta Patativa do Assaré. Almina copiava em cadernos os versos ditados por aquele poeta popular. Suas anotações chegaram à editora Borsoi, no Rio de Janeiro, que publicou o primeiro livro de Patativa, em 1953, com o sugestivo título de “Inspiração Nordestina”. 

     Com todos os filhos criados (e muito bem criados) todos vitoriosos pelos caminhos da vida, Almina, aos 83 anos, ingressou no mundo da informática. Frequentou um curso onde o colega mais velho da turma tinha 12 anos. Anotou as dificuldades que enfrentou no aprendizado e publicou uma cartilha voltada sobre os princípios da Internet para as pessoas da 3ª idade. Esse trabalho foi distribuído com os amigos idosos. Muitos deles aderiram a rede mundial da WEB, graças a dona Almina. Nesta quadra da sua vida, ela também montou, em sua residência, um curso de pintura. Contratou o professor e convidou algumas amigas. Naquela fase, Dona Almina pintou mais de 100 quadros. 

     Naquela época, sensível à crise no setor da produção das conhecidas redes artesanais do Ceará, uma produção bem característica do Nordeste brasileiro, Almina montou um consórcio para dar saída à produção feita nos teares artesanais, ajudando muitas mulheres “rendeiras”, na obtenção de emprego e renda. Esta iniciativa foi destacada na edição da revista “Continente”, da Companhia Editora de Pernambuco–CEPE, edição de 01.07.2012. 

    Depois que atingiu os 90 anos, Almina passou a dedicar parte do seu tempo pesquisando métodos artificiais de polinização de plantas. Essa prática foi usada no seu jardim doméstico, um dos mais bonitos e bem cuidados desta cidade de Crato. Também desenvolveu uma chocadeira adaptando caixas de isopor para multiplicação de codornas, dotada de sensores e termômetros para controlar a temperatura.

    Gostaria de citar um depoimento muito interessante sobre Dona Almina, de autoria de Jorge Furtado, roteirista da Rede Globo de Televisão, com sede no Rio de Janeiro. Em 2015 ou 2016, o sobrinho de Dona Almina, o cineasta Guel Arraes, veio com uma turma da TV Globo ao Cariri. Vieram fazer uma matéria sobre o Projeto Casa Grande, na vizinha cidade de Nova Olinda.   Pois bem, Jorge Furtado, integrante da equipe, assim registrou a visita que fez a Dona Almina, àquela época com 91 anos de idade.  Num artigo que publicou, Jorge Furtado encerrou com a seguinte frase: “Dona Almina ainda não sabe o que vai ser quando crescer”.

     Encerro dizendo que Dona Almina é um dos maiores patrimônios humanos desta cidade de Crato. Um patrimônio moral, ético; um dos ícones da cultura desta Mui Nobre e Heroica Cidade de Crato. E falo de Cultura no sentido mais amplo desta palavra. Que inclui a generosidade e a solidariedade humana.Dona Almina possui uma personalidade forte, marcante, voltada para fazer o bem ao seu semelhante. Uma mulher exemplar como só a civilização cristã sabe plasmar.   Que ela viva por muitos anos. Para a felicidade da sua família. Para a admiração dos seus amigos. Para o engrandecimento da sociedade cratense. 

sábado, 3 de agosto de 2024

Heitor Bezerra de Brito - Antônio Alves de Morais.

A exposição do Crato, tem se tornado o ponto de encontro dos velhos e bons amigos. Eu sou uma pessoa extremamente observadora. Não cago goma nem conto vantagem sobre o que aos outros pertence.

No meu encontro com o meu amigo e parente Heitor Brito, eu não vi na minha frente os títulos, o valor material, nem mesmo um dos maiores empregadores do nordeste, região carente onde os cadastrados no programa Bolsa Família superam os de carteira assinada. Vi valores que o dinheiro não compra. "Humildade, honradez e caráter  de mãos dadas.

Ele falou de sua juventude vivida no Crato, época onde os únicos problemas eram chegar atrasado no colégio e o portão está fechado ou tirar uma nota baixa na prova mensal.

Sem perceber que estava revelando uma peraltice, revelou. Residiam ele e alguns amigos na rua Senador Pompeu, entre a praça da Sé e Siqueira Campos. 

Quando Miguel Siebra de Brito saia do "Bar Glória" para almoçar deixava o filho "Siebra Jr" tomando conta. 

Nessa época vendiam cigarros no varejo, um, dois, três a gosto do freguês. Embora fumar fosse atitude reprovável para menores de idade.

Siebra Jr distribuía um cigarro, não mais do que isso, para cada um dos amigos. Um deles ficava de plantão olhando na direção da esquina da Praça Siqueira Campos com Senador Pompeu para ver quando o velho Miguel retornava para o bar.  "Nesse momento todos levantavam voo".

Conheço a história do amigo Heitor, sei o quanto vitoriosa é. Porém, Deus foi muito generoso com ele, a sua riqueza maior, em nosso encontro, foi por ele revelada:  "No Recife casei-me, tive quatro filhas, tornei-me avô de onze netos".

Família a maior criação que o Criador deixou para humanidade. 

OUVI POR AÍ QUE.. - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Há conceitos no futebol que surgem às custas de repetições. Desaparecem com a mesma velocidade que surgiram.

No futebol, como na vida, há coisas boas e ruins, belas e feias, dramáticas e cômicas.

Escapar do rebaixamento não tem valor de conquista. Isso é coisa de grande apequenado.

Os jogos olímpicos servem para medir as medalhas que estamos perdendo.

O futebol é o momento maior da alegria, glória do povo, vingança contra a mesmice e a piora do Mundo.

Foi-se o tempo em que a pessoa era famosa pelo que falava e fazia. Hoje, é pelo que falam dela.

Vivemos o tempo de exaltação do homem sem qualidade.

Falar como gringo é, hoje, o sonho de milhões de brasileiros.

A grandeza da vida gira em torno da educação


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

FUTEBOL CHATEAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O futebol brasileiro está cheio de coisas chatas: calendário insano, confusões, duas bolas em campo, erros de arbitragens, times mistos, comentaristas dizendo besteiras (sou comentarista) e o escambau.

O torcedor (o cliente) paga o seu ingresso na certeza de assistir o melhor espetáculo pelo mais importante certamente nacional.

Aí, depara-se com uma formação de sua equipe profundamente alterada.

"É preciso poupar jogadores para jogos da Copa do Brasil", adiantam. 

Isso, na verdade, é sabotar a maior competição esportiva do País. 

E não é só por essa razão que as equipes são mexidas e remexidas.

"Existe elenco de sobra", há quem assegure. Não é bem assim. 

Tem time cujo 11 principal é precário. 

O desgaste físico dos jogadores é outro sério problema. Há jogos, denominados de "pegados", que são duros de aguentar.

Não sei como é possível se divertir com tanta chatice junta.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Precedência Familiar - Por Heitor Bezerra de Brito, Telma de Figueiredo Brilhante e Alexandre Dimitri Moreira de Medeiros..

Historiadores são recordadores profissionais daquilo que as pessoas querem esquecer. 

A vida é o presente mais bonito que temos. Nós nunca deveríamos permitir a ninguém estragar esse presente que não receberemos outra vez.

"Precedência Familiar", dos autores Heitor Bezerra de Brito, Telma de Figueiredo Brilhante e Alexandre Dimitri Moreira Medeiros trata da ascendência e descendência de Joaquim Bezerra de Menezes e Raimunda Gomes de Matos.

Um casal nascido na década de 60, de 1800.

"Certamente que não esperavam, depois de tantos anos, apresentarem a origem direta e indireta de tantos descendente.

Agradeço aos autores, especialmento ao primo me amigo Heitor, por me  oportunisar a satisfação de conhecer a trama familiar a cerca do casal Joaquim e Raimunda, unindo assim duas famílias  importantes de cariri sertanejo : Bezerra de Menezes e Gomes de Matos."

Pequeno trecho da introdução do advogado e genealogista Dr. Alexandre Dimitri Moreira de Medeiros.

domingo, 28 de julho de 2024

BERRO ALTO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quem me escuta, diz que falo alto.

Quando criança, éramos admoestados pelas algaravias, por nossa mãe: "Deixa de gritar, menino!"

Ainda hoje me incomodo quando sou chamado atenção por falar alto.

Há várias maneiras de abordar um assunto. Minha forma é a do berro. Berrar alto para ser melhor entendido.

Berrar, aqui, é eloquência em altos decibéis.

Berramos para os ouvidos empoeirados que não escutam bem.

Temos que derrotar o diabo com com habilidades verbais.

Não se trata de querer voar para as proximidades do sol. É somente  a indignação em voz alta.

Entre a pressa e a preguiça, somos apenas uma gota no Oceano. Mas, do que é feito o Oceano senão de gotas?

Embora não vençamos a guerra continuamos na batalha.

Berremos.

sábado, 27 de julho de 2024

O tempo - Antonio Alves de Morais.

Com o tempo, você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser, junto de um caixão não faz sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras:

O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: Já não há mais tempo. 

Não se iluda com o sorriso, a maldade está na mente.

Na vida, é preciso muito cuidado com o que ouvimos. Há mentiras cativantes e verdades sem graça. 

Isso costuma confundir a razão.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

FUTEBOL DE SALÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Um time de amigos, com a camisa do Vasco da Gama. Durou alguns poucos jogos, só atuando na quadra da AABB do Crato. 

Meu irmão Ítalo (que viria se tornar grande destaque do salonismo cratense) aparece, nessa formação, como goleiro, vejam só. 

Seguem: Antônio de Hermes, Pedrinho e Leilinha (irmãos) e o Gago. Acho que entre os anos 60/62.