quinta-feira, 5 de junho de 2025

NA MEDIDA, O SOBRENATURAL NO FUTEBOL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Nelson Rodrigues tachava de idiota da objetividade aquele que buscava racionalidade onde se enxergava transcendência.

Para Nelson, o futebol sem forças sobrenaturais não existia.

E dizia mais: "As superstições decidem campeonatos".

POSSE DE BOLA

Vale repetir a lição sobre posse de bola.

Ter a bola significa controlar o tempo.

Como na música, é o tempo que conta. 

Tempo de acelerar ou de ir mais lentamente.

Tempo que, no futebol, só os grandes times possuem.

MODERNO

O futebol que chamamos de moderno tem a herança genética da seleção holandesa de 1974.

Marcação sob pressão, jogadores sem posição fixa, a incansável busca de espaços não ocupados.

Jogadores pareciam uma matilha de lobos famintos pela bola.

Ficamos basbaques, diante do carrossel. Um espanto, uma inspiração para o futebol melhor jogado.

A ARTE É TUDO

O futebol pode ser trágico, cômico, triste, alegre, incrível, inesperado, épico, intenso e tedioso.

Como arte, o futebol pode ser tudo.

Verdades - Por Roberto campos.

O doce exercício de xingar os americanos em nome do nacionalismo nos exime de pesquisar as causas do subdesenvolvimento e permitir qualquer imbecil arrancar aplausos em comício.

Roberto Campos.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

FIM DE LINHA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

O grande time do Fortaleza que, nos últimos anos, foi o nosso melhor "PIB" futebolístico não existe mais.

Para quem ainda duvidava disso, a goleada sofrida para o Flamengo foi a pá de cal que faltava.

O vendaval de equívocos cometidos, nos mais variados aspectos, atingiu até Pablo Vojvoda.

O argentino não tem encontrado a fórmula de fazer o time jogar com o material humano em mãos.

O pedido de desculpas e explicações de Marcelo Paz, Vojvoda e jogadores, já não são sonoros aos ouvidos dos torcedores.

Se das crises podem sair  grandes soluções, já está passando da hora do comando tricolor usar a expertise adquirida nos últimos anos e fazer alguma coisa.

Como que sofrendo de uma enfermidade, o Fortaleza tem sido vulnerável na hora de se defender e inofensivo na hora de atacar. 

Qual a solução? Juntar o que se pode do atual elenco e contratar rápido para os setores mais fragilizados.

Daqui a pouco, o perverso calendário vai juntar Brasileiro, oitavas da Libertadores e Copa do Nordeste.

Haja fôlego para aguentar tal rojão.

Marcas do que se foi - Antonio Alves de Morais

Nos últimos dias temos testemunhado verdadeiras obras primas, discorrendo sobre a infância e adolescência. Os autores e comentaristas se esmeram em detalhes e lembranças de suas proezas de jovens, dos tempos de estudantes. São produtos de mentes prodigiosas, que como sempre costumam fazer, selecionam o que de bom, de alegre e de saudades marcou a vida.

Eu também tenho as minhas lembranças e saudades. Não vou recorrer aos tempos de Várzea-Alegre não. Falarei um pouco dos tempos do Crato.

Chegando ao Crato em março de 1969, fixei residência na casa de minha parenta Laura Morais de Brito, a pessoa melhor, mais compreensiva e hospitaleira que conheci em toda minha vida. Morava à rua José Carvalho 440 – centro.

Quando a passarada cantava, ao amanhecer, ela me convidava para missa na Sé, celebrada por Mons. Rubens Lóssio, um baixinho, serio, culto, coradinho, conselheiro e homem de Deus. Depois da missa era a vez de ver os livros, cadernos e exercícios passados pelos professores no dia anterior.

Na casa da frente, residência dos “Parentes”, tinha um som muito potente que atrapalhava o estudo, podia-se ouvir o Roberto Carlos cantar " Só vou gostar de quem gostar de mim", e ainda desfilavam pela discoteca dos Parentes o Roberto Carlos, Jerry Adriane, Wanderley Cardoso, Vanderleia, Martinha, Leno e Lilian, Renato e tantos outros.

Depois do almoço seguíamos para o ponto de encontro, nos bancos da Praça da Sé, embaixo dos oitizeiros gigantes. Iam-se formando as turminhas, e, quando feitas, subíamos para o Colégio Estadual para tomar aulas de grandes mestres.

Nos finais de semana era a vez da missa da igreja São Vicente, da Praça Siqueira Campos e dos cinemas Cassino, Moderno e Educadora. Aquilo sim, era uma vida descuidada, feliz, alegre e que não encontramos meios de esquecê-la.


Idade - Antonio Alves de Morais

Quando você encontrar alguém da sua época e achá-lo muito velho e acabado, é bom correr pro espelho e fazer uma autocrítica. A idade passa para todos.

Eu estava sentada na sala de espera, para a minha primeira consulta com uma nova dentista, quando observei que o seu diploma estava pendurado na parede. 

Ao ler o nome, de repente, eu me recordei de uma morena alta,olhos verdes, rosto bonito que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava se poderia ser a mesma moça por quem eu tinha uma queda de asa à época?

Quando entrei no consultório, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Esta senhora de cabelos grisalhos, quase calva, e o rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velha para ter sido a minha paixão secreta.

Quê que é isso? Depois que ela examinou minha boca, perguntei-lhe se ela tinha sido do Colégio Estadual. – Sim, respondeu-me. Quando se formou? Dezembro de 1971. 

Mas, porquê a pergunta? - Eh. bem. você era da minha classe.

Aí, então aquela velha horrível, anormal, um tremendo bagaço, me perguntou:

A Senhor era professor de quê?

terça-feira, 3 de junho de 2025

SAUDAÇÃO AO POR DE SOL - Por Edmilson Alves.


Talvez no último dia da minha vida eu deva saudar o Sol, levantando a mão direita ao meu peito, afirmando: Obrigado Sol, graças ao fulgor de sua luz, eu consegui sair das trevas e me libertei das correntes que outrora me puseram, acorrentando-me no âmago de minha alma por corporações religiosas, e, filosofias inconsequentes.

Há muita gente encarcerada em prisões no inconsciente, conformada com as imposições que o sistema ditatorial do poder impõe a sua alma que sofre os infortúnios da prisão. 

Confesso que, quando chegar o meu dia de viajar não saudarei o Sol, dizendo-lhe adeus. Será só um sinal de até logo. Acredito que, após experimentar a vida em outras dimensões eu retornei a nosso planeta mais evoluído, mais adulto e cheio de sabedoria visando libertar a humanidade das atrocidades de qualquer poder.

"Eu não fui herói", disse o cardeal Eugenio Sales sobre ditadura

 Uma pomba branca pousou sobre o caixão com o corpo de dom Eugênio Sales durante velório na catedral do Rio. A pomba passou mais de uma hora sobre o caixão do cardeal. O fato chamou a atenção de todos, pois o símbolo do Espírito Santo é a pomba...


(Matéria publicada no “Folha de S.Paulo”, desta quarta-feira) CRISTINA GRILLO
DO RIO

   
A voz estava fraca, pausada; os passos eram lentos e as mãos, um pouco trêmulas. Mas as opiniões continuavam as mesmas que o levaram a ser considerado um dos membros mais tradicionalistas da alta cúpula da Igreja Católica no Brasil. Às vésperas de completar 90 anos, em novembro de 2010, dom Eugenio Sales conversou por pouco mais de três horas com a Folha, uma de suas últimas entrevistas.
Riu --uma raridade-- ao lembrar que durante a ditadura era acusado pela esquerda de se aliar aos militares enquanto ajudava perseguidos e refugiados políticos a saírem do país. Estima-se que de 4.000 a 5.000 pessoas tenham recebido ajuda do então cardeal arcebispo do Rio para fugir.

"Eu não fui um herói. Cumpria o que devia cumprir, era minha obrigação. Era sincero na minha relação com o governo militar, e isso era fundamental naquela situação."

Contou então um caso para exemplificar sua relação com os militares. Um dia telefonou para o então ministro do Exército, general Sylvio Frota (1974-1977) e lhe disse: "Se você for informado que estou recebendo comunistas no Palácio [São Joaquim, sede da arquidiocese], saiba que é verdade".
Mas dom Eugenio sempre se recusou a aplicar a mesma lógica de amparar o diferente quando o tema eram os direitos dos homossexuais.
"Às vezes são irritantes essas passeatas gays. É promover uma coisa que não está correta segundo a natureza."

Até completar 90 anos, dom Eugenio ia todas as tardes para seu escritório, em um prédio da arquidiocese ao lado da Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Uma noite por semana participava de celebração restrita a padres na igreja de Santana. Algumas vezes voltava tarde para casa, no alto do Sumaré, na Floresta da Tijuca. O caminho atravessa áreas dominadas pelo tráfico.

Muitas vezes cruzou com traficantes armados e aprendeu que o mais seguro é acender as luzes internas e apagar os faróis. "Eles conhecem o carro e escondem as armas. Às vezes me deparo com um homem morto. Mais de uma vez mandei parar o carro, desço e rezo por aquela pessoa. Algumas vezes os bandidos estavam perto, mas nunca se aproximaram", contou. "E também nunca tentei bancar o valente e repreendê-los."

Nos anos 60 - Antonio Alves de Morais.


Naquela época, até o final dos anos 60, pelos menos, havia vestibular para entrar no Ginásio. Era comum a criançada do quarto ano primário fazer uma espécie de cursinho visando preparar-se para o exame de Admissão.

O meu livro era de pelo menos oitava mão ou seja já havia passado por oito antes de mim. Todas as figuras estavam riscadas, bigodes, óculos, até chifres nas fotos haviam. Minha querida e inesquecível professora Dona Iracy Bezerra de Morais preparava nossa turma para um exame de segunda época para o preenchimento de cinco ou seis vagas restantes oferecida pelo Colégio. Fui aprovado e assim iniciei o antigo curso colegial em 1965.

Catedral - Roni Von - Sucesso de 1967.

Lorota do PT, governar para o pobre - Antônio Alves de Morais.


Quem teve a ventura ou desventura de assistir o Programa Globo Repórter da semana passada  pode comprovar a pobreza existente no interior do Piauí, estado  governado  há três décadas  pelo PT.  

Seres humanos  vivendo a míngua de qualquer atendimento do puder publico, morrendo de sede e por inanição. Um exemplo do que Lula e Dilma fizeram  em nível nacional : Transformaram  as favelas que proliferam  nas periferias das cidades em potenciais Somália.

A indiferença dos brasileiros que tem acesso aos favores, ladroagens e pilantragens dos governantes, não toca o coração, o não é problema deles.

Doutorados em ludíbrio,  com mestrado em mentiras e enganações os governos do PT prosseguem  na sua  sinistra e insana determinação pelo puder.

Mas, há uma esperança. Conforme foto publicada no "Jornal Agora Vai" pelo menos o problema da sede será resolvida. A Dilma e a Marina Silva  estão  iniciando uma caminhada nesse sentido. 

Água não será mais problema.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.

 

"Eu escutei minha mãe pedindo ao vizinho um pouco de sal. Nós tinhamos sal em casa, então perguntei a ela o porque que estava pedindo.

Ela me contou que eles não tem muitos recursos e, às vezes, eles nos pedem coisas, então eu peço algo pequeno que não irá sobrecarregá-los.

Eu quero que eles sintam-se como se agente precisasse deles também. Dessa forma vai ser muito mais facil pra eles pedirem para nós por algo que precisam".

BOA RESPOSTA - Antonio Alves de Morais.


Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. 

Ele está olhando o mecânico trabalhar. Então o mecânico para e pergunta: Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?

O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa: Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. 

Como é então, que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo?

Então o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:
Você já tentou fazer como eu faço, com  o motor funcionando?

Moral da história:

QUANDO A GENTE PENSA QUE SABE TODAS AS RESPOSTAS, VEM A VIDA E MUDA TODAS AS PERGUNTAS?

Padre Cícero Romão Batista - Antônio Alves de Morais.

Sacerdote Diocesano, nasceu em 24 de Março de 1844, em Crato-Ceará.

Batizado aos 07 de Abril de 1844, na igreja matriz de Nossa Senhora da Penha, também em Crato.

Foi ordenado presbítero em 30 de Novembro de 1870 e faleceu em 20 de Julho de 1934 em Juazeiro do Norte - Ceará, aos 90 anos.

domingo, 1 de junho de 2025

NA MEDIDA, FAZER DIFERENTE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


O Fortaleza deixou de ser mero coadjuvante no plano nacional.

Para isso, evoluiu em todos os sentidos. Tornou-se competitivo, criou uma estrutura administrativa de primeira linha.

Atravessando uma crise "tamanho família", deve descobrir como fazer diferente para dela sair.

Os grandes desafios é que revelam a capacidade de quem faz.

CBF É UMA MINA

Um delegado da CBF nomeado na Conmebol fatura R$ 10 mil por partida trabalhada.

Em geral, um delegado atua em 30 partidas por ano. 

O agraciado com essa benesse é o genro do ex-presidente Ednaldo Rodrigues, Gabriel Brandt.

Um faturamento nada desprezível. Concordam?

RAIZ DO FUTEBOL

Nos campinhos de terra, está o coração pulsante do nosso futebol.

É a escola onde os nossos garotos aprendem sobre o trabalho em equipe e respeito ao adversário.

Lugar que guarda essência do puro, do genuíno e do humano.

ASSIM FALOU GUARDIOLA

"É menos cansativo e mais eficiente correr para frente e pressionar quem está com a bola do que correr para trás e fechar os espaços na defesa para contra-atacar".

Pensando assim, Guardiola já não tem onde colocar troféus que ganhou.

FUTEBOL ANTIGO: GOZAÇÕES.

Aí pelos anos 50/60, quando dos jogos entre times de Juazeiro, Crato e Barbalha, as gozações não causavam choro nem vela.

Lembro que quando os times de Juazeiro entravam em campo no Crato eram chamados de "comedores de hóstia".

Jogadores de Barbalha para torcedores cratenses eram "cambiteiros". 

Crato, quando jogava em Juazeiro ou Barbalha, era recebido com a saudação: "roedores de pequi".

Ninguém chorava, ninguém morria e tudo continuava numa boa.