domingo, 16 de novembro de 2025

15 de novembro de 1889: uma página triste da nossa história. Nada a comemorar – por Armando Lopes Rafael

 


   Todos sabem que os tempos imperiais foram varridos do Brasil devido ao golpe militar 15 de novembro de 1889. Foi esta primeira ruptura constitucional, de uma série de outras que se repetiriam ao longo da tumultuada história republicana. Aquele levante   de poucos oficiais do Exército foi recebido com espanto e indiferença pela população brasileira. Continua sendo indiferente ao nosso povo. Tanto que neste dia de “15 de novembro” – apesar de ser oficialmente um “feriado nacional” – não vai haver comemorações no Brasil. A herança que ficou daquela rebelião foi a de um ataque perpetrado, à sorrelfa, por poucos oficiais do Exército Imperial, contra um governo legitimamente constituído. A sublevação militar de 15 de novembro de 1889 rasgou a Constituição Imperial de 1824, a nossa primeira Carta Magna – a mais longa da nossa história constitucional – pois vigorou durante 67 anos.  Um fato inédito dentre as 7 (sete) Constituições que o Brasil já teve. Haja Constituições...

   A minoria que fez o golpe republicano retirou, pela força, Dom Pedro II e sua família das posições constitucionais que exerciam. Em seguida, expulsou a Família Imperial do Brasil.  No entanto, no imaginário popular desta nação, Dom Pedro II exerce uma memória especial nos dias atuais. Ele é reconhecido como “O Maior dos Brasileiros”. E ninguém o superou como Chefe de Estado. No exercício desta função Dom Pedro II se destacou pelo vasto preparo intelectual de que era possuidor; por sua grande cultura; sua honestidade; seu patriotismo e seu magnânimo coração...

   Diferente era a postura dos poucos oficiais do Exército, responsáveis pela quartelada republicana. Um dos líderes da rebelião, o Alferes Cardoso (vem a ser o avô do ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso) sugeriu, após a “Proclamação”, que a Família Imperial fosse fuzilada. Felizmente foi voz isolada. O autodenominado Presidente do Governo Provisório da República, Marechal Deodoro da Fonseca, mandou comunicar ao Imperador deposto que o Tesouro Nacional lhe concederia a importância de 5 mil contos de réis, destinada às despesas iniciais dele e de sua família nos primeiros tempos de exílio. Dom Pedro II se recusou a oferta. Ora, 5 mil contos de réis era o equivalente, àquela época, a 4 toneladas e meia de ouro. O magnânimo Imperador assim respondeu ao emissário do Marechal Deodoro: “Com que autoridade esses senhores metem a mão no Tesouro Nacional?” E partiu para o exílio com o pouco dinheiro que dispunha. Com isso, deixou ao Brasil um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. 

   A Imperatriz Teresa Cristina morreu logo após o navio, que os transportava ao exílio, chegar à cidade do Porto, em Portugal. A Família Imperial já estava quase sem dinheiro. E a Imperatriz só não foi enterrada como indigente porque um bondoso comerciante português pagou suas exéquias.  Os tempos de exílio do Imperador, vividos num modesto hotel no centro de Paris, trouxeram-lhe cansaços e enfermidades, apressando a sua morte aos 66 anos de idade .

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DOSIMETRIA E DATA VÊNIA - Antonio Alves de Morais

Nos últimos dias essas duas palavras estranhas ao nosso dia a dia foram muito  divulgadas pela grande mídia nacional.

Dosimetria: É a pena que um juiz do Supremo Tribunal Federal  determina para o condenado, decisão que cabe só ao juiz, não existe lei determinante.  Foi o que  vimos nestes julgamentos do mensalão e da Lava jato.


Data vênia:  É o pedido de permissão para votar de forma contraria aos demais juizes, ou seja como lhe interessa. E, assim, como prova maior  do julgamento desacompanhado da lei  vários são os empates:  cinco a cinco como se um julgamento de crimes fosse uma partida de futebol. Portanto as dosimetrias e os data vênias provêm de forças externas a corte e nunca de uma determinação baseada em lei. 

sábado, 15 de novembro de 2025

NA MEDIDA, METÁFORA DE MARCAR GARRINCHA-Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nessa montagem, um soldado armado de cassetete e revólver tenta impedir a passagem de Garrincha, o "anjo das pernas tortas". Uma demonstração de que há certas coisas na vida que não podem ser contidas. 

CRISE DE QUALIDADE - Um produto rentável como o futebol precisa de preocupação com o espetáculo que oferece. Há jogos que são medonhos de assistir. Observamos a impressionante falta de qualidade no futebol de gigantes clubes brasileiros. Só faltam ficar orgulhosos da crise. Enquanto isso, o torcedor dá sinais de que não evoluiu ao aceitar o baixo nível dos jogos. 

DIMENSÕES DO FUTEBOL - O futebol nos dá prazer pela simulação de nossas possibilidades lúdicas e motoras, além de mexer com outras dimensões. Sabiam? O futebol na sua prática revela até caráter. Camus, escritor franco- argelino que foi goleiro, disse: "Aprendi tudo sobre a moralidade humana jogando futebol" Daí porque a frase "o futebol, é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes" ser insuficiente para explicar esse jogo. 

DIVISÃO - O escritor Paulo Mendes Campos dividiu os times em "épicos" (Flamengo), "clássicos" (Fluminense) e "imprevisíveis"(Botafogo).

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Lula é mal-intencionado para 49% dos brasileiros - Por Diario do Poder.

Outros 63% consideram que o presidente não tem cumprido promessas de campanha.

Um levantamento feito pela Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (12) mostra que 49% dos brasileiros consideram o presidente Lula (PT) mal-intencionado. Em contrapartida, 44% o avaliam como bem-intencionado.

Não sabem ou não responderam, somam 7%.

Em relação à pesquisa anterior, o índice dos que consideram Lula (PT) mal intencionado era de 47%, oscilando dois pontos percentuais para cima. A porcentagem que considera o petista bem intencionado regrediu três pontos percentuais.

A pesquisa também perguntou se Lula (PT) tem conseguido cumprir as promessas de campanha. 63% consideram que o presidente não tem cumprido promessas de campanha; 32% consideram que ele tem cumprido suas promessas e outros 5% não souberam responder.

Segurança Pública domina pauta da Câmara nesta semana - Diario do Poder.

A votação dos projetos está prevista para ocorrer entre os dias 11 e 13 de novembro.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta semana uma série de projetos voltados à segurança pública e ao combate ao crime organizado. Entre os principais itens da pauta está o Projeto de Lei 5582/25, que aumenta as penas para quem participa de organizações criminosas ou milícias, autoriza a apreensão prévia de bens de investigados em determinadas situações e amplia o acesso a dados de investigados na internet.

Também está em análise o Projeto de Lei 4503/25, que cria o crime de obstrução de Justiça para qualquer tipo de delito investigado, e não apenas em casos relacionados a organizações criminosas. Outro projeto relevante é o PL 4333/25, que propõe ampliar o prazo da prisão temporária de cinco para 15 dias e incluir novas hipóteses para decretação de prisão em flagrante.

Além disso, o Projeto de Lei 4331/25 busca aumentar a parcela dos recursos arrecadados com as apostas online destinada à segurança pública, elevando de 13,6% para 31,6%. Parte desses recursos seria destinada aos fundos estaduais e distrital de segurança.

A votação dos projetos está prevista para ocorrer entre os dias 11 e 13 de novembro, conforme a agenda da Câmara dos Deputados.

O roedor de unhas - Antonio Alves de Morais


Não houve no mundo casal mais desunido que Zé Chato e Jorvina. Gato e rato perdiam. Já velhinhos moravam numa casinha de taipa próxima a casa de Raimundo Bitu do Sanharol.

Apesar da pobreza extrema, pois a época não havia aposentadoria e os dois não tinham condições de trabalho e nem familiares que pudessem ajudá-los, viviam da caridade alheia, mas, não reclamação da vida. A generosidade de Dona Cotinha Bitu  mandava diariamente o almoço e o jantar  para os dois.

Zé Chato era muito nervoso, e vivia roendo as unhas. As cabeças dos dedos chegavam ao sangue e ele não parava com a mania.

De repente, de uma hora pra outra, todos estavam admirados: as unhas de Zé Chato ressurgiram como num passo de mágica. Unhas longas, cabeças dos dedos sarados etc.

Zabé de Vicente Felix perguntou: Jorvina muié, o que tu fez que Zé Chato largou de roer as unhas? 

 Ora o que foi Zabé, eu escondi a chapa dele!

Raimundo Nonato Bezerra de Morais - Antonio Alves de Morais.

Mundim do Vale é o apelido que mais me identifica com as coisas do sertão, onde nasci em 13//08/1946, mais precisamente no sítio Lagoa do Arroz, a dois quilometro do centro de Várzea Alegre, hoje fazendo parte da área urbana do município.

Filho de Pedro Alves de Morais e Iraci Bezerra de Morais, o mais velho dos vivos. Fui registrado com o nome de Raimundo Nonato Bezerra de Morais. Meu pai tabelião e minha mãe professora, razão pela qual seus onze filhos tiveram oportunidades e estímulo para educação.

Tive minhas primeiras noções do alfabeto com as professoras Antônia Bezerra (Toinha de Joaquim Francisco) e Luzenir Aquino. 

Em seguida, fui matriculado no grupo escolar José Correia Lima, que freqüentei até o quarto ano primário, não tendo chegado a concluir o curso primário, atualmente denominado primeiro grau menor.

Desde os nove anos de idade já se manifestava minha simpatia por cultura popular. Sempre me aproximava dos emboladores de feira, violeiros repentistas, vendedores de cordel, e até mesmo arriscava fazer umas quadrinhas no grupo escolar, por encomenda das professoras Maria Vieira e Zélia Aguiar, que as divulgava nas festinhas da escola.

Meu tempo de criança e adolescente não foi diferente dos demais garotos criados entre cidadezinha e o campo: armando arapucas, fabricando gaiolas, andando de jegue, pescando e caçando, enfim, abusando do conforto que a natureza oferecia, apesar dos tempos de estiagens

No ano de 1968 concorri ao cargo de oficial de justiça, através de concurso público, tendo sido classificado em primeiro lugar. Em dezembro do mesmo ano fui nomeado pelo governador Plácido Castelo, sendo então secretário de justiça o Dr. José Napoleão de Araújo. 

No início de 1969 assinei o termo de posse no cartório de primeiro ofício da comarca de Várzea Alegre.

Em 1971 requeri licença e vim a Fortaleza, para onde já se mudara toda a minha família (pai, mãe e os dez irmãos). Nesse período instalei, com meu cunhado Joemilton Martins, a empresa Pincel- pinturas cearenses Ltda., especializada em pinturas e impressos. Em agosto de 1973 deixei a empresa com meu sócio e voltei a Várzea Alegre reassumindo o cargo.

Em janeiro de 1975 casei com Maria Gonçalves Costa de Morais (Fátima), com quem tenho dois filhos: Ilka e Diogo.

Um pouco antes em 1995, lendo alguns poemas do amigo Helder (Dedé) França, senti-me estimulado a escrever e mostrar alguns poemas, deixando fluir a inspiração. O próprio Dedé França, além dos meus familiares, foram grandes incentivadores. Essa aprovação me animou a continuar produzindo poemas de cunho popular.

Em 1998 fui convidado por meu irmão João Morais para administrar uma emissora de rádio comunitária no distrito de Pecém (São Gonçalo do Amarante), onde acumulava também o trabalho de comunicador, com os programas "Aviso aos navegantes" e "Forrozão do Mundim".

Pelas dificuldades surgidas depois do falecimento de João Morais deixei a FM com a paróquia e voltei a Fortaleza em março de 2000 onde permaneço até esta data.

Mundim do Vale faleceu rescentimento.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

De esperança o povo vive - Antonio Alves de Morais


De tanto ouvir o meu amigo Melito Sampaio dizer que as esperanças depositadas nos políticos "eram trabalho perdido" que todo governo  que chega é pior do que o anterior, creio que o velho amigo de saudosa memoria  estava certo. Talvez por essa razão Melito fosse a politico.

Com base nesse razoado conceito, lembrei-me a historia de uma velhinha de 95 anos que diariamente passava pela casa do Rei e falava para o mesmo: Deus te proteja, te dê saúde  e muitos anos de vida. 

Todo dia era a mesma cantilena. Um dia o Rei  procurou saber da velhinha porque desejava sempre proteção, saúde e vida muito longa! 

A velhinha respondeu: O seu avô não valia um tostão, seu pai não valia um vintém, você não vale nada! Estou muito preocupada com o próximo.



Nos tempos do Hildegardo - Antonio Alves de Morais

Outro dia fiz uma postagem lembrando os bons tempos do Crato na época dos conjuntos do Hildegardo e do Irineu. 
Ontem vi um comentário de uma cratense radicada em Fortaleza procurando informações se alguém tem algum vídeo daqueles velhos e bons tempos. 
Acredito que não existam, pois a tecnologia da época não permitia esses recursos, e, as pessoas eram tão felizes que não imaginavam que aquele tempo voava sem retorno. 
Fica porem, o questionamento, e, se alguém possuir essa relíquia que repasse para outras pessoas para que possam reviver os momentos dourados de um Crato puro, amigo e solidário.
Um forte abraço a todos, e fiquem com Renato e seus Buicleps - Menina Linda.

Este cidadão compra a outra banda - Antonio Alves de Morais


Já contei algumas proezas do Antonio Budú. Por certo já sabemos que era um tanto quanto exagerado, tudo dele era muito. No ano de 1976 ele botou uma roça na Boagua e o ano foi chuvedorzinho e em Junho era gerimun na roça que não havia quem desse vencimento. Antonio ouviu dizer que em Juazeiro vendia tudo que fosse exposto à venda e alugou o caminhão do Miguel Marcelo encheu de gerimum e partiu para o Mercado do Pirajá.

Animado com a venda mandou o Miguel buscar outra carga. Por volta do meio dia Antonio estava com os bolsos arrotando dinheiro, pra lá de “tres mil real” dizia ele se pabulando. Quando restavam apenas os que apresentavam algum defeito, banda murcha ou amarelada pelo sol, Antonio chamou uma caboquinha que possuía uma venda proxima e fez uma proposta: Venda este resto de gerimum que te dou uma boa gratificação. Mas, seu Antonio eu não tenho costume com comercio de gerimum não desculpou-se o cabocla. Antonio insistiu fique aí que eu vou tomar uma cerveja naquele bar ali na frente, qualquer duvida você vai lá.

Antonio chegou ao bar pediu uma cerveja e por arte do diabo Zé de Chicão passava com sua sanfona acompanhado de um zabumbeiro e um trianguista e Antonio empreitou para tocar o resto da tarde. Começo a juntar gente e em pouco tempo estava fervendo de caboclas dançando soltas, animadas que só pinto em monturo. Um sujeito mal encarado se aproximou do resto dos gerimuns e pergunta para a encarregada da venda: você me vende uma banda desse gerimum? A cabocla pediu que aguardasse por que precisava consultar o proprietario.

Partiu para o bar e não percebeu que fora seguido pelo valentão mal encarado. Chegando lá lascou: seu Antonio tem um “féla da puta dum corno” querendo comprar uma banda de um gerimun, eu posso vender? Quando olhou pra trás o cabra estava fungando no pé do seu cangote – Então ela disse: Eu vou vender porque esse cidadão aqui compra a outra banda!

Meu Senhor - Mahatma Gandhi.

Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos débeis. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás êxito, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade.

Ajuda-me a ver sempre a outra face da medalha, não me deixe culpar de traição a outrem por não pensar como eu. Ensina-me aos outros como a mim mesmo. Não me deixas cair no orgulho se triunfo, nem no desespero se fracasso. Mas antes recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.

Se me tiras o êxito, deixe-me forças para aprender com o fracasso. Se eu ofender a alguém, dá-me energia para pedir desculpa, se alguém me ofender dá-me energia para perdoar.
Senhor... Se eu me esquecer de ti, nunca ti esqueças de mim.

Mahatma Gandhi

domingo, 9 de novembro de 2025

Não existe “tradição republicana” no Cariri – por Armando Lopes Rafael

 

E viva a COP30 

   Alguns cronistas locais insistem em citar – vez por outra – uma tal de “tradição republicana” em Crato. Isso é feito para esconder o total desinteresse da população caririense pelo golpe que implantou a República no Brasil, em 15 de novembro de 1889.

   No entanto, o aniversário do golpe que impôs a República em nossa pátria nunca foi comemorado. Nem no Crato, nem no Cariri.  Nesta região o povo comemora datas como o 7 de setembro, 21 de junho, comemora as festas de Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora das Dores, Padre Cícero, Beata Benigna, dentre outras. Mas comemorações no dia 15 de novembro – data da “Proclamação da República” – nunca houve...

    Crato durante 149 anos viveu sob a Monarquia. De 1740, quando foi fundada a Missão do Miranda, até 1889, data do golpe que introduziu a forma de governo republicana sem consultas à população. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. No imaginário popular persiste a ideia de que a Monarquia é algo bom. O historiador cratense Denizard Macedo escreveu: “O povo tinha apego aos soberanos e aversão às manobras revolucionárias. Diferente do que alguns tentam demonstrar existia uma tradição moldada na fé católica e na monarquia absoluta, com seus princípios, escala de valores, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover esta herança cultural profundamente enraizada no tempo”.

   Isso é verdade. Ainda hoje quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou já tivemos: “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?

    Portanto, é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana” de Crato. Precisamos ter coragem para proclamar isto, pois ela não reflete a realidade. Ainda não se conseguiu sensibilizar as camadas populares para comemorar, em Crato ou no Cariri, o golpe militar que impôs ao Brasil a fracassada República. Sempre foi assim. Vai ser sempre assim, também, no próximo sábado, dia 15 de novembro, quando o país vai parar – num feriado nacional – mas não vai ter festejos ao golpe que implantou a República. 

    “República”, para o nosso povo, passou a ser sinônimo de “república de estudantes”, com a desorganização e improvisação comum aos jovens. Ou serve para lembrar as notícias que vêm da Capital da República com os escândalos de corrupção que se sucedem sem parar. Agora está no foco os roubos nas pensões do INSS... “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da falta de segurança, a falência da saúde pública, a precariedade da educação pública, os políticos corruptos, as obras públicas inacabadas, a demagogia e a falta de respeito para com a população…

   Simples assim...


Só 17 chefes de Estado e Governo na Cúpula de Belém expõem fracasso da COP30 - Diário do Poder, Cláudio Humberto.

A ausência dos presidentes de Estados Unidos, China e Rússia na cúpula da COP30, em Belém (PA), já sinalizava fracasso da conferência do clima, mas foi ainda mais constrangedor. Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram. O Planalto jura que ainda são esperados outros na próxima semana, e serão 29 no total geral. Mas, ainda assim, o número é embaraçoso. A presença desses dignitários em versões anteriores da COP variou entre 75 e 120. A Cúpula da Terra, nossa Rio-92, atraiu 108.

Noves fora, 14.

Dos 17 em Belém, três deles são chefes de Estado, não governam: os reis da Suécia, o príncipe de Mônaco e o presidente da Finlândia.

Procure no mapa.

Os presidentes dos desconhecidos arquipélagos de Palau (17 mil habitantes) e Comores estão entre os demais: ao todo, 14 governantes na COP30.

Nem uma coisa.

O simpaticão príncipe William, que esteve na COP30, não é chefe de Estado e nem de governo, no Reino Unido. E só o herdeiro ao trono.

Lista raquítica.

A lista por ordem alfabética dos chefes de Estado e Governo presentes na COP30 começa pela letra C, de Chile. Com iniciais A e B, nenhum.