quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 2

“Na mensagem natalina deste ano de 2011, meu olhar volta-se já saudoso para a figura de minha querida Mãe, a quem Deus Nosso Senhor aprouve chamar a Si, no dia 13 de maio último. Os limites naturais destas breves linhas não comportam quanto afeto filial teria para externar.

Mamãe integrou o limitado número daquelas Princesas a quem o casamento conduziu a terras distantes. Não imaginava ela, por certo, em sua juventude na Baviera, passar a maior parte da vida, que muito longa seria, do outro lado do Atlântico.

Assim ocorreu pelo feliz consórcio com meu Pai, o Príncipe D.Pedro Henrique, numa união que atendeu judiciosamente aos interesses das duas Casas – Orleans e Bragança e Wittelsbach – e aos ditames de coração dos dois jovens Dinastas. Casando-se com o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Mamãe passava a ter seu destino indissociavelmente ligado ao deste grande País, tornando-se Mãe dedicada e extremosa de doze príncipes brasileiros.

Chegada do exílio a Família, ao fim da II Guerra Mundial, o primeiro contato de Mamãe com seu “Novo Mundo” foi em Petrópolis, por breve tempo, seguindo de alguns anos no Rio de Janeiro, na placidez de uma casa na Urca. Em 1950 meu Pai estabeleceu-se como fazenderio no Norte do Paraná, então verdadeira terra da promissão que atraía brasileiros de todas as partes. Foi esse certamente o período mais marcante de nossa vida como família, aquele em que a identificação com o Brasil, definida pelo berço, mais se imprimiu em todos nós. Na metade dos anos sessenta, quando a maior parte dos filhos buscava o ensino superior, veio a mudança para Vassouras. Com a morte de meu Pai, em 1981, Mamãe passou a ser a alma do convívio familiar, que se ia dilatando pela chegada de muitos netos.

Na fotografia que escolhi para ilustrar este cartão, reluzem os predicados que tanto a caracterizavam: dignidade, grande distinção, brilho natural, sensibilidade, firmeza de caráter; atributos estes que se manifestavam nas mais variadas situações, desde a simplicidade da vida doméstica ao luzimento de salões do Rio ou de São Paulo. Sempre igual a si mesma, Mamãe deixou por todo o Brasil, em quantos a conheceram, funda impressão de afabilidade e autenticidade como Princesa.

Mas foi a fé, recebida de seus maiores, o dom mais precioso que transmitiu e inculcou em nós, seus filhos. Naturalmente bondosa, era igualmente firme quando estavam em jogo os princípios cristãos que constituem o fundamento da existência e do lar, bem como o cumprimento do dever.

Nas numerosíssimas mensagens recebidas por ocasião de seu falecimento, o pensamento mais presente – e que muito nos consolou – foi o de ter ele coincidido com o aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, como a indicar o beneplácito de Deus Nosso Senhor em sua acolhida.

Recordando a figura afável, dedicada e piedosa de minha querida Mãe, neste Natal deposito confiante aos pés da Sagrada Família, uma prece filial por ela, bem como uma prece particular por toda a Família Imperial, por este Brasil que tão carinhosamente acolheu minha Mãe e por todos os brasileiros, especialmente os que aspiram à restauração das fibras mais autênticas da nacionalidade, nas vias da civilização cristã.

Luiz de Orleans e Bragança”

Governo Federal reduz dose de remédio a pacientes de doença rara - O Estadão.


Fernanda com a filha Amanda Mantovani Cardoso no colo.

Após licitação tumultuada para a compra de um tradicional remédio usado no tratamento da doença de Gaucher, disfunção genética rara que pode levar à morte, os pacientes que dependem do medicamento fornecido pelo governo federal tiveram de aceitar uma dose menor ou outra droga. Com o remédio em falta, o Ministério da Saúde estimulou a participação de pacientes em um estudo clínico de uma droga experimental, mostra documento obtido pelo Estado.

Aos 4 anos, Amanda Mantovani Cardoso, no colo da mãe, Fernanda, piorou após doses pela metade. Diante da constatação de que o medicamento imiglucerase, adquirido pelo governo para distribuição gratuita, seria suficiente para atender apenas metade do previsto para 2012, o governo convocou uma reunião com médicos e representantes de secretarias estaduais para definir as saídas possíveis. Na época, a imiglucerase era usada por 553 dos 611 pacientes cadastrados.

Além do ingresso na pesquisa clínica - batizada de Encore -, o grupo formado pelo ministério listou duas alternativas: a substituição da droga por outra, a taliglucerase alfa, ou a redução da dosagem da terapia tradicional.

"A saúde piorou, tenho mais cansaço, dores nas pernas", afirmou o advogado Nelson Guinato Júnior, de 51 anos que teve a dose da imiglucerase reduzida pela metade.

A pesquisa clínica é uma fase necessária para o lançamento de uma nova droga no mercado. Durante o processo, médicos avaliam, por exemplo, a eficácia e o perfil das reações adversas provocadas pelo remédio testado.

No caso da doença de Gaucher, eles migraram do remédio tradicional, fabricado pela Genzyme, para o experimental, da mesma empresa. Com a recomendação, o número de pacientes usando o medicamento experimental subiu de 27 para 41. O de pacientes usando a taliglucerase alfa, de 31 para 60. Com isso, o número de pessoas usando a imiglucerase caiu para 510.

'Mudança.' "Não é racionamento, é uma mudança no protocolo de atendimento", disse o diretor substituto do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde, Rodrigo Fernandes Alexandre. Ele afirma que a reavaliação da terapia foi feita em comum acordo com especialistas, é opcional e não trouxe prejuízo para pacientes. "Foi um ajuste", definiu. Ele disse que o ministério não recebeu nenhuma queixa sobre a mudança na terapia.

Pacientes, no entanto, fazem relatos diferentes. Mesmo com a piora do estado depois da redução da dosagem, o tratamento original de Guinato Júnior não foi retomado. "Há companheiros de tratamento em situação pior", contou.

Antes da redução da dosagem, Guinato recebeu a oferta de mudar o remédio usado, mas não a aceitou. "Receava não me adaptar com a taliglucerase e nunca mais conseguir retornar à imiglucerase", afirmou.

Além disso, ele observa que médicos recomendam a troca de remédio apenas em situações extremas. "O organismo leva um tempo para se adaptar. Nunca sabemos quais reações vamos ter."

O presidente de uma associação nacional de portadores da doença de Gaucher e de outra doenças raras, Pedro Carlos Stelian, queixa-se do desencontro de informações. "Não defendemos remédio X, Y ou Z. O grupo quer tratamento, informações claras e uma estratégia bem definida, segurança", afirmou. Algo que, em sua avaliação, não está ocorrendo.

Stelian estranha, por exemplo, o fato de não ter chegado ao Ministério da Saúde informações sobre a piora no estado dos pacientes. "Não precisa ser especialista para antever que, se paciente toma uma dose do remédio e essa dose é repentinamente reduzida, algo vai ocorrer."

O diretor substituto do DAF afirmou que em julho deverá ser feita uma avaliação dos estoques do remédio. Ele informa, no entanto, que cálculos iniciais mostram que a mudança definida no início do ano foi suficiente para adequar os estoques da medicação até o fim de 2012. Ele também conta com o ingresso de uma nova droga, miglustate, indicada para pacientes que não respondem bem aos medicamentos taliglucerase ou imiglucerase. A previsão inicial era de o remédio estar no País a partir de fevereiro. Até agora, no entanto, a compra não foi finalizada. 

Historias do Sanharol 083 - Por Antonio Morais

Raimundo Menezes é o filho caçula dos homens do casal João Alves de Menezes, João do Sapo e Dona Soledade. Estudou interno em Cajazeiras - PB, em Fortaleza e, no estado do Rio de Janeiro até retornar a terra  natal no inicio  de década de 60 do seculo passado.

Ao retornar ao Sanharol passou a ajudar o pai na administração da fazenda. Cuidava da pecuária e da parte  agrícola voltada para a produção de algodão.

Um dia, a tardinha, Raimundo chamou José Menezes, irmão mais velho e disse: Zé Menezes, amanha nós vamos tirar a lama  do bebedouro do gado, que a agua está escassa, as veias estão entupidas e, a agua é insuficiente para o gado beber.

No outro dia cedinho, depois de um cafe reforçado, coalhada, leite, café, tapioca com mudubim, saíram os dois. Raimundo na frente com uma pá no ombro e Zé Menezes atrás sem nada. Raimundo observou: dois homens e uma só pá! Zé Menezes respondeu: uma sobra.

Chegando no bebedouro, Raimundo  começou enchendo a pá de lama e jogando fora. Depois de  doze  movimentos cansou e, passou a pá para Zé Menezes, que depois de doze pazadas devolveu para Raimundo. Em menos de  uma hora estavam os dois cansados, esbaforidos, sentados olhando um pró outro e, a pá jogada no chão.

Zé Menezes, do alto de sua sabedoria e conhecimento profundo falou: Raimundo, eu não te disse que uma sobrava.  

O Espirito Santo - Eiviado por Rogeanny Santana.

Tempo para Deus.

Quando Deus tira algo de seu alcance, lembre-se. Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.

Concentre-se nesta frase... "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo." Alguma coisa boa vai acontecer com você hoje, algo que você tem esperado ouvir. 

Por favor.

Apenas 27 palavras: Deus, nosso Pai, CAMINHE pela minha casa e leve embora todas as minhas preocupações e doenças, e POR FAVOR, vigia e cura a minha família em nome de Jesus... 

AMEM Esta oração é muito poderosa.
Passe essa oração para o máximo de amigos não apenas para algumas pessoas, mas para todos. Todo mundo precisa de uma benção e agora nesse momento uma bênção está vindo para você na forma de um novo emprego, saúde ou financeiramente. Não faça perguntas. Este é um teste. Será que Deus está em primeiro lugar na sua vida? Se assim for, pare o que estiver fazendo e envie a mensagem. Observe o que Ele faz.                                                                                    

JARARACA IV - E sua historia.

Antônio Francisco de
Carvalho era coronel
Que em Jararaca teve
Um ordenança fiel
Cumpridor de seus deveres
Nos diversos afazeres
Desempenhou seu papel.

Quando saiu do exercito
Por ter o tempo exaurido
No bando de Lampião
Foi muito bem recebido
E pelo grupo presente
Foi, imediatamente
Festivamente aplaudido

Lampião, ao acercar-se
A moda de anfitrião
Foi imediatamente
feita a apresentação
Riscando o chão com uma faca
Tu sera´s Jararaca
Rebatizou-o Lampião

Por José Leite Santana
Não serás mais conhecido
esquece o teu nome a lembra
Somente o teu apelido
Um subgrupo de porte
Corajoso e muito forte
Será por ti dirigido

Aproveitando o momento
reiterou Lampião
És meu cabra por que tens
Coragem e disposição
E as desavenças que tive
esquece pois ninguém vive
Em tua perseguição.

Até a próxima com a parte final.

Nove verdades sobre a cerveja - Por Heleno Silva.



01 - A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por 1 caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados às propagandas de cervejas com modelos deslumbrantes.

02 - O USO CONTÍNUO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas.

03 - A CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem whisky.

04 - MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que, nas blitz, a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

05 - CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

06 - EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE BEBIDA E ENVELHECIMENTO?
Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.

07 - A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

08 - O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

09 - A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não.

terça-feira, 17 de abril de 2012

AS FERAS DO IMPROVISO 030 - Por Mundim do Vale.

José Filó de Meneses:

O doutor já satisfaz
Aqui no nosso auditório;
Eu só sinto é não poder
Visitar seu consultório,
Porque quem não tem dinheiro
Procura o ambulatório.

Scott Mckenzie - San Francisco

Scott Mckenzie nasceu na Flórida, aos seis meses seus pais mudaram-se para Asheville, Carolina do Norte, onde seu pai faleceu em 1941, quando Mckenzie acabara de completar 2 anos. Após a morte do pai, a mãe de Scott mudou-se para Washington, DC em 1942 a fim de empregar-se no serviço público. Devido ao início da Segunda Guerra Mundial as viagens e alojamentos estavam muito caros, o que impossibilitou que Scott Mackenzie acompanhasse a mãe, dificultando também que lhe fizesse visitas, que aconteciam esporadicamente, normalmente uma vez ao ano. Até 1946 Scott viveu com o avô e depois com três outras famílias na Carolina do Norte, Kentucky e Rhode Island, quando sua mãe conseguiu alugar dois quartos e buscá-lo para morar com ela.

"A verdadeira operação abafa" (postado por Armando Rafael)

(Editorial do jornal “O Estado de S.Paulo” edição de 17-04-2012)

A tática dos lulopetistas de acusar os adversários políticos de praticar as malfeitorias que eles próprios cometem é sobejamente conhecida, mas chega a ser desconcertante o caradurismo da operação abafa que suas lideranças estão tentando instaurar diante da iminência do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Temerosa de que a Suprema Corte venha a confirmar a existência do maior escândalo de corrupção da história da República, a cúpula petista tenta por todos os meios - inclusive a pressão sobre os ministros do STF - desqualificar as acusações que pesam sobre os 38 réus do processo e, por meio das mais deslavadas chicanas, provocar a postergação do julgamento para 2013. Com isso estariam os petistas, no mínimo, se poupando de maior desgaste político em ano eleitoral e permitindo a prescrição de muitas das denúncias.

A operação abafa lulopetista se desenvolve em dois planos: o político, com a tentativa de desqualificar perante a opinião pública as acusações que pesam sobre os mensaleiros, sob o argumento cínico de que eles fizeram o que "todo mundo faz"; e o jurídico, técnico, no qual procuram demonstrar tanto a existência de vícios processuais que precisam ser corrigidos quanto a inexistência de provas suficientes contra réus como o notório José Dirceu.

Para demonstrar o que todo mundo sabe - que corruptos existem em todo canto - os petistas assumiram até mesmo o risco de apoiar a CPI do Cachoeira, que está sendo constituída para investigar o envolvimento do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com governantes e políticos. Pretendem, é claro, atingir o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, e fazer barulho em torno do envolvimento do senador oposicionista Demóstenes Torres com os negócios do bicheiro. E não se pejam de alegar que os principais veículos de comunicação do País estão envolvidos - ora vejam - numa operação abafa destinada a acobertar os malfeitos do desmoralizado senador goiano.

A direção do partido foi muito longe, muito depressa. Tanto que a presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, queixou-se da precipitação e dos termos da nota oficial do PT e chegou a pedir a Lula que não jogue mais lenha na fogueira. Como se sabe, Lula não vê a hora de destruir politicamente o seu desafeto Marconi Perillo. Dilma, no entanto, se preocupa com os respingos de lama que a CPI certamente jogará no governo que preside.

Os petistas apressados tentam confundir delitos diferentes cometidos por gente da mesma espécie. O caso Demóstenes é uma coisa - e os culpados precisam ser punidos -, enquanto o mensalão é outra coisa - e os culpados precisam ser igualmente punidos. Os dois casos têm origem na mesma cultura que leva à apropriação indébita dos bens públicos e à desmoralização das instituições. Mas são delitos que precisam ser examinados e julgados, cada um a seu turno.

No que diz respeito ao STF, os petistas confiam, sempre movidos por seu enraizado sentimento de patota, no fato de que a maioria dos atuais ministros foi nomeada por Lula e Dilma. É uma expectativa que não honra a tradição de absoluta isenção partidária com que os juízes da Suprema Corte historicamente se comportam no desempenho de suas altas responsabilidades. Mas, a julgar pelo que circula na área do partido do governo, o próprio Lula estaria empenhado em fazer pressão sobre os ministros, já que é o maior interessado em evitar que a existência do maior escândalo de corrupção de seu governo seja confirmada pela Suprema Corte.

De qualquer modo, se já não bastassem os reiterados exemplos de rigor lógico e técnico em seus julgamentos - como destacamos recentemente em editorial sobre a decisão de que não constitui crime o aborto de fetos anencéfalos -, tudo indica que o STF está convencido de que é mais do que chegada a hora de se pronunciar sobre o escândalo do mensalão, conforme revelou o ministro Carlos Ayres Britto, que na próxima quinta-feira assume a presidência do STF. "É preciso julgar com brevidade, porque há o risco de prescrição", disse ele. Para tanto, o processo precisa ser julgado até o dia 6 de julho, para evitar que a decisão final da Corte só venha a ser proferida no próximo ano.

Governo Dilma definido por Stedile.

Governo Dilma foi tomado por tecnocracia de segundo escalão”, diz Stédile.
O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou nesta segunda-feira, 16, manifestações de protesto em diversas partes do País. Por meio de invasões de propriedades rurais, ocupações de edifícios públicos e interdição de rodovias, os militantes protestam contra a lentidão da reforma agrária. Na opinião do líder mais conhecido e influente do movimento, o economista João Pedro Stédile, o governo da presidente Dilma Rousseff “foi tomado por uma burocracia de segundo escalão que não entende nada de povo”.


Em entrevista ao blog, Stédile também classificou como “burrice política” o contingenciamento de 70% das verbas de custeio do Incra , em vigor deste o início deste mês. Ele ainda criticou o PT, aliado histórico do MST, afirmando que se transformou num partido “chapa branca”, preocupado  com cargos. “O PT deveria ter um projeto para o País”, afirmou.

De acordo com números oficiais, 2011 foi o pior dos últimos 16 anos em termos de reforma agrária. A que atribui isso?

A um conjunto de razões conjugadas. Em primeiro lugar, está em curso uma ofensiva do agronegócio. Com a crise internacional, bilhões de dólares vieram para o Brasil para a compra de terras, usinas, commodities. Com isso o preço da terra subiu. Isso significa que, para se proteger da crise, eles estão disputando terras que poderiam ser destinadas para a reforma. Em segundo lugar, o governo Dilma não compreendeu ainda a importância e a necessidade da reforma agraria como um programa social, de produção de alimentos sadios, para resolver o problema da pobreza no meio rural.

Histórias do Sanharol 082 - Por Antonio Morais

Joaquim Inácio da Costa, na década de 40 do século passado, viajou a Salvador para fazer uma cirurgia  nos olhos. Viagem  sacrificada. De Várzea-Alegre ao Cedro lombo de animais, de Cedro a Campina Grande trem e, daí por diante em carros de linha. 

Entre o tratamento anti-operatório e a cirurgia passaram-se muitos dias, meses até. Um dia José André  passava pelo Correio local e Manuel Bezerra  perguntou se ele podia levar uma carta do Joaquim Inácio para entregar a sua esposa Isabel no sitio Canto. 

Quando José André chegou ao Sanharol entregou a missiva  ao José de Ana, irmão da Isabel para ir  deixar  em mãos. José de Ana entregou a carta a destinatária e, ninguém sabia ler.  Mandaram chamar uma pessoa  do sitio Serrote para fazer a leitura. 

Antes que chegasse a consultora,  José de Ana, pegou a carta, e olhando o envelope por fora, ainda fechado,  disse: Isabel, bem aqui está escrito: Isabel dê 15 litros de arroz a José.

Isabel mandou  Antônio Inácio subir  a escada do paiol, colocar o arroz num saco e entregar para Tibola.  

Zé de Ana, Tibola ou seu Izé como era conhecido era aperreadinho.

Blog em prosa - Por Geovane Costa.

Manoel Moacir Bastos Bitu.

Quem não tinha medo de passar na Serra  "Da Vaca Morta"? Onde houve muitos acidentes fatais que ceifaram vidas como por exemplo do jovem vereador varzealegrense Moacir Bitu?

Pois bem, no final da década de 70, Zaqueu comprou um pequeno caminhão e o seu filho José Gonçalves (Zé Meu) teve que deixar os estudos para ser o motorista daquele veículo.

Certa vez, de volta de uma viajem do Crato, quando  vinham no meio da Serra da Vaca Morta, Zé Meu olha para o pai e diz aflito: papai o  caminhão tá sem freio e agora o que vamos fazer? Zaqueu respondeu:

Repita comigo:

Pai nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino...

Fuga de relatores.

Senadora Ana Amélia - PP Rio Grande do Sul.

Integrante da chamada bancada independente do Senado, Ana Amélia Lemos ficou intrigada com tantas recusas no sorteio da relatoria do processo de cassação de Demóstenes Torres no Conselho de Ética.

Cinco senadores (Lobão Filho, Gim Argello, Ciro Nogueira, Romero Jucá e Renan Calheiros) disseram não ao cargo até que Humberto Costa topou a empreitada. Para Ana Amélia, o episódio não deixa dúvidas:

Isso foi a revelação clara de que todo mundo está com o rabo preso. A esta altura, o Demóstenes já leu o inquérito e sabe tudo sobre todos.