Brasão da família Bezerra de Menezes
Alguns autores insistem, erroneamente, em atribuir ao Padre Cícero Romão Batista a fundação de Juazeiro do Norte. Pelas informações abaixo concluímos que foi o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, outro cratense, o verdadeiro fundador do núcleo primitivo, origem da atual Juazeiro do Norte, incluída hoje entre as 100 maiores cidades do Brasil. Podemos afirmar, com toda segurança, que Juazeiro do Norte – hoje conhecido no Brasil e no exterior, graças à figura do Padre Cícero Romão Batista – teve seu início como fruto da devoção à Nossa Senhora das Dores. Pois, a exemplo da maioria das cidades brasileiras de antanho, Juazeiro do Norte também nasceu em torno de um templo católico. A escritora e historiadora Amália Xavier de Oliveira, na plaquete “Conheça o Cariri”, assim descreveu os primórdios desta cidade:
"Os terrenos onde foi fundada a grande cidade que é hoje Juazeiro do Norte pertenciam a um cidadão chamado Leandro Bezerra Monteiro, militante do Exército Nacional, no qual tinha o posto de Brigadeiro. Estes terrenos constituíam uma imensa planície coberta de pastagens férteis e abundantes. Árvores de grande porte formavam densas matas. O proprietário, o Brigadeiro, era possuidor de muitas terras na região; residia no sítio Moquém, perto de Crato, onde tinha um engenho de fabricar rapadura. Para fazer sua criação de gado, escolheu os terrenos que iam em direção da Serra de São Pedro, hoje Caririaçu".
"Havia, naquela planície, uma ligeira elevação do terreno perto da serra Catolé, às margens do Rio Salgadinho. Ali, o Brigadeiro construiu a casa da fazenda, que recebeu o nome de Tabuleiro Grande. Ao redor da Casa Grande da fazenda, os escravos foram construindo suas casas; vizinho a casa, construiu um aviamento para fabricação de farinha de mandioca, de que havia grande cultura nos tabuleiros. Entre as árvores que circundavam o aglomerado de casas dos escravos, havia 3 juazeiros frondosos, de copas quase unidas, formando uma sombra acolhedora. Ali, os transeuntes que viajavam de Missão Velha, Barbalha, São Pedro, indo para a feira do Crato procuravam abrigar-se. E combinavam: “Vamos botar abaixo (tirar as cargas para repouso) lá nos juazeiros”. Daí a corruptela: vamos descansar no Juazeiro”.
(Amália Xavier de Oliveira, na “plaquete” acima mencionada).

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