terça-feira, 11 de junho de 2024

O tempo - Antonio Alves de Morais.

Não se engane o tempo é implacável. Se esvai, não volta nunca mais e passa para todos nós.

Outro dia, fiz uma consulta com uma dentista, em Fortaleza. Não lembrava pelo nome que havíamos sido minha colega no Colégio Estadual Wilson Gonçalves, em Crato. 

Mas quando entrei no consultório a reconheci na foto de formatura na parede.

45 anos depois, ao entrar no gabinete de trabalho, vi uma ex-colega irreconhecível, na minha avaliação acabada, decadente, derrubada como se costuma falar na Rajalegue.

O fato é que ela não me reconheceu também. Quando sentei na cadeira para fazer o procedimento, perguntei : Doutora, você foi do meu tempo de escola no Estadual Wilson Gonçalves?

Ela respondeu com outra pergunta: O senhor era professor de que mesmo?

Então, percebi que era chegado o tempo de avaliar-me melhor.

Generosidade - Antonio Alves de Morais.

Eu escutei minha mãe pedindo aos vizinhos um pouco de sal. Nós tinhamos sal em casa, então perguntei a ela o porque que estava pedindo.

Ela me contou que eles não tem muitos recursos e, às vezes, eles nos pedem algumas coisas, então eu peço algo pequeno que não irá sobrecarregá-los.

Eu quero que eles se sintam como se a gente precisasse deles também. 

Dessa forma vai ser muito mais fácil para eles pedirem para nós por algo que precisam.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

O NORDESTE É DO FORTALEZA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.



Foi um sufoco, mas o Fortaleza saiu do Rei Pelé, em Maceió, com o tricampeonato da Copa do Nordeste.
Jogo franco, intenso, que mereceu até ser mexido no placar.
Lucero, pelo Fortaleza, e Anselmo Ramon, pelo CRB,  tiveram as mais claras  chances de gol, entre as existentes da primeira fase.
Equilíbrio no meio-campo, alas mais dedicados à marcação e um certo sacrifício para os homens de área por parte das duas equipes.
O placar igual refletiu esses aspectos do jogo.
Na segunda fase, a vida do Fortaleza se complicou seriamente. 
Passados uns 12 minutos, o CRB fez entrar João Neto e Mike. Recuou João Pedro, meia, para posição de Falcão, jogador de marcação.
Muito mais do que essas modificações, o time alagoano partiu para cima do Fortaleza, com uma fúria incontrolável.
Tirou a bola do time do Vojvoda e, simplesmente, engoliu o tricolor.
Foi como se o leão tivesse sido abduzido.
Linhas adiantadas, pressão permanente e uma posse de bola absurdamente maior, levaram o CRB a marcar duas vezes, com João Neto.
Entre um gol e outro, Gegê ainda acertou uma bola na trave de João Ricardo.
O Fortaleza andou perto de não ir para decisão por penalidades.
Achei, inclusive, que juntando as duas partidas, o CRB jogou melhor. Principalmente, pelo segundo tempo no Rei Pelé.
No jogo, o destaque maior foi para João Pedro, do CRB. Esbanjou categoria.
No Fortaleza, Hércules, pelo primeiro tempo.
Já estava na hora do leão interromper a sequência de  perdas.
Pelo que custa, a equipe do Pici não está projetada para, apenas, fazer o possível, mas para vencer, conquistar. 

domingo, 9 de junho de 2024

CONTEMPLAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarists generalista.

 


Anoto frases ou palavras e, daqui a pouco, elas se encaixam em assunto que está na minha cabeça.

Chego a duvidar que certos  escritos são meus.

Contemplação. Isso aí. Percebo que as pessoas não têm tempo para contemplar a vida, a natureza.

Fico a pensar se, realmente, isso se dá por falta de tempo. 

De fato, no vai e vem diário, as pessoas não se dão conta do que acontece em seu redor.

Parecem marchar, compulsivamente, para lugar nenhum. 

Quando param, veem o Mundo através de uma tela de celular. Se comunicam, muitas vezes, com quem nunca vão conhecer.

O vexame do caminhante o impede de escutar o som da música produzida pelas folhas ao vento.

Não falo nem de uma impossibilidade: ouvir o farfalhar das árvores e o berro do bezerro.

Nós precisamos ver além da nuvens cinzentas. É necessário contemplar a paisagem.

Desligar o celular e ligar a vida.

Reconheço que esta croniqueta está mais para "pílulas de vida".

sábado, 8 de junho de 2024

Agostino Balmes Odísio o italiano que embelezou as cidades do Cariri - Armando Lopes Rafael..

Monumento a Cristo Rei, no centro de Crato.

Italiano de nascimento, Agostinho Balmes Odísio foi um escultor e arquiteto que viveu seis anos no Cariri, entre 1934 e 1940. Neste curto espaço de tempo, ele foi autor de bom número de obras de arte implantadas no Cariri, sendo a mais conhecida a Coluna da Hora, com 29 metros de altura, encimada pela estátua do Cristo Redentor, com seis metros — totalizando 35 metros — ainda hoje considerada o ícone da cidade de Crato.

Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero em Juazeiro do Norte.

Agostinho Balmes nasceu em 1881, em Turim, norte da Itália, e formou-se pela Escola de Belas Artes daquela cidade. Na infância, foi aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, mantida por São João Bosco. Em 1912, ele esculpiu um busto do Rei da Itália, Vito Emanuel II, conquistando o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudo em Paris. Na Capital francesa, foi discípulo de August Rodin, considerado, ainda hoje, o maior escultor contemporâneo. Em 1913, com 32 anos de idade, Agostinho Odísio resolveu emigrar para a Argentina, onde residia um irmão dele. Entretanto, por motivos ignorados, desembarcou no Porto de Santos, em São Paulo e permaneceu no Brasil até sua morte.

Durante 20 anos, produziu dezenas de obras de arte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1934, devido a problemas de saúde, foi aconselhado a residir no Nordeste, por causa do clima quente da região. Por acaso, leu na imprensa sobre a morte do Padre Cícero e, vislumbrando oportunidade de negócios – por conta da religiosidade da cidade – veio para Juazeiro do Norte, onde residiu até 1940.

Agostinho Balmes foi também responsável pelo projeto do Palácio Episcopal de Crato, e da Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero, bem como da ampla reforma da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, ambas localizadas  em Juazeiro do Norte. 

São dele os diversos projetos de reforma de Igrejas e altares do Cariri, com destaque para as fachadas da igrejas-matriz de Milagres e Missão Velha.

AÍ É NEYMAR! - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Neymar é incorrigível. 

Um "pobre menino" rico.

Burla lei, quer privatizar praias, se abespinha com torcedor e, se pudesse, enfiaria sapato na boca de uma mulher.

Já aprontou poucas e boas na sua trajetória. Tem algumas peripécias que não se coadunam com sua imagem profissional.

Que imagem coisa nenhuma. O importante é "causar".

O que não falta é apoio, consentimento. Afinal, não é pequena a rede de parças e bajuladores espalhada pelo Mundo.

A croniqueta para por aqui. Teríamos um texto mais longo e prazeroso se o assunto fosse "Neymar, o craque".

Mas, como sabem, o jogador está, como se dizia antigamente, no "estaleiro". 

Não joga, há bastante tempo.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Jamais - Antonio Alves de Morais.

Nunca responda quando você estiver com raiva! 

Nunca faça uma promessa quando você estiver feliz!

Nunca tome uma decisão quando você estiver triste!

Nunca faça aquilo que você não possa dizer como fez!

O TEMPO - Antônio Alves de Morais


Não se engane o tempo é implacável. Se esvai, não volta nunca mais e passa para todos nós.

Outro dia, fiz uma consulta com uma dentista. Não lembrava que havíamos sido colegas de Colégio Estadual Wilson Gonçalves, mas quando cheguei ao consultório a reconheci na foto de formatura na parede.

45 anos depois, ao entrar no gabinete de trabalho, vi uma ex-colega irreconhecível, na minha avaliação acabada, decadente, derrubada como se costuma falar na Rajalegue.

O fato é que ela não me reconheceu também. Quando sentei na cadeira para fazer o procedimento, perguntei : doutora, você é do meu tempo de escola no Estadual Wilson Gonçalves?

Ela respondeu com outra pergunta: O senhor era professor de que mesmo?

Então percebi que era chegado o tempo  de avaliar-me  melhor.

Croniqueta - Antônio Alves de Morais.


Vejo muitos pais querendo dar para os filhos tudo aquilo que não tiveram na infância, mas esquecendo de dar o principal que receberam de seus pais : educação, limites e valores.

Por essa razão, e, não por outra, vemos tantos filhos defendendo e utilizando-se da prática de maus costumes nunca vistas em seus avós.

Igreja - Por Dom Henrique Soares.

 

Nunca ame a igreja por causa da igreja. Eu não amo a igreja pela igreja. Se eu a amasse assim, já a teria deixado.

Eu amo a igreja por causa de Cristo, porque ela é de Cristo, Ele a fundou e está presente nela.

Dom Henrique Soares.

Sacerdotes Católicos que ficaram no imaginário popular do Cariri - Por Armando Lopes Rafael.

Monsenhor Pedro Rocha - O Apóstolo da Caridade


   Humilde de origem, pois filho de um modesto ferroviário da extinta Rede de Viação Cearense, Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira ocupa lugar na história da Diocese de Crato, como um dos seus mais valorosos sacerdotes. Um homem vocacionado por Deus para a missão de educar e servir aos semelhantes. Foi ordenado presbítero com 23 anos e seis meses de idade. Viveu apenas 57 anos, 34 dos quais exercendo um profícuo ministério sacerdotal. Tão logo foi ordenado, Monsenhor Rocha passou a lecionar no Seminário São José, o que fez por seis anos, findos os quais assumiu o cargo de reitor dessa instituição, ali permanecendo por mais 15 anos. Mas suas atividades não se limitavam só a isso.

      Mons. Rocha foi, por 24 anos, Provedor do Hospital São Francisco de Assis. E, nos seus últimos 12 anos de sua vida, residiu no próprio hospital. Por essa atividade ficou conhecido como “O Apóstolo da Caridade”. Simultaneamente, foi jornalista e diretor do jornal “A Ação”, órgão oficial da Diocese de Crato; orientador espiritual da Liga Feminina da Ação Católica; radialista, produtor e apresentador do programa “Consultório da Família”, levado ao ar pelas emissoras de rádio da cidade de Crato. Foi Diretor Diocesano da Obra de Vocações Sacerdotais, entidade responsável pelo financiamento dos estudos de muitos sacerdotes. Sem falar que sempre foi muito requisitado para pregar retiros espirituais.

    Um dos maiores oradores sacros do Sul do Ceará, Monsenhor Rocha era um líder entre seus colegas de sacerdócio. A muitos desses seus irmãos de ministério amparou, na velhice, dando assim o testemunho de um coração misericordioso e solidário. Vários dos pavilhões existentes no Hospital São Francisco foram por ele construídos. Possuía um espírito prático, sendo reconhecido como administrador competente e criterioso.
Certa feita, recebeu uma verba da entidade católica alemã Miserior, destinada à reforma e melhoramentos no Hospital São Francisco. Ao término das obras e como sobrara certa importância do dinheiro recebido, devolveu à instituição doadora essa sobra. Dos alemães, que vieram fiscalizar a aplicação da obra ficou este testemunho:
– Trata-se de caso único, na história da Miserior.

     Monsenhor Murilo de Sá Barreto assim se referiu a Monsenhor Rocha, seu antigo mestre:
“Era um Reitor amigo, educador coerente, conselheiro paciente, conferencista polivalente, iniciador da Ação Católica nesta diocese, acolhedor dos pobres e dos simples, tanto no Seminário como no Hospital, tanto no confessionário como nas conversas informais de orientação”.

     Sobre Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira assim escreveu Monsenhor Montenegro, no livro "O Apóstolo da Caridade":
“Monsenhor Rocha era um homem simples, modesto, Sacerdote modelo. Um Santo. Simples como Deus o fez, e a vida não conseguiu jamais desfazer. Era um mesmo para todos. E, no entanto, cada um o sentia como se fosse diferente para cada um. O segredo daquele imenso afeto que todos lhe dedicaram, o segredo do prestígio incomparável que adquiriu, em toda a sua vida, estava em ter vivido não para si, mas para os outros, em Deus e por Deus, no próximo, como um Santo Sacerdote, filho dessa Igreja que ele amava apaixonadamente, até o seu último alento”.


Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Mário Sabino - "Metropoles.com".

 

A equipe econômica de Lula é a dos Cavaleiros do Apocalipse.

Reze. 

Reze muito. Com os anúncios feitos pelo presidente eleito, quem esperava a mediocridade agora teme o desastre

A capela de São Sebastião do Sitio Currais - Armando Lopes Eafael


Quem percorre a estrada Barbalha-Arajara-Crato, em direção à última cidade, é surpreendido — cerca de cinco quilômetros, antes de chegar ao destino — quando avista, no lado direito, uma singela e respeitável capelinha, típica dos templos rurais do século 19. 

Trata-se da Capela de São Sebastião, do sítio Currais, erguida para atestar, às gerações futuras, uma grande graça concedida por Deus, à população daquela localidade, na segunda metade do século 19.

Damos a palavra ao historiador Irineu Pinheiro que fez menção deste fato no seu livro “O Cariri”, página 245: “Em 1862 prometeu o major Felipe Teles Mendonça erigir uma capela em seu sítio Currais, a uma légua do Crato, dedicada a São Sebastião, se não morresse de cólera-morbo nenhum dos membros de sua família ou de seus moradores. 

Naquela época a epidemia do mal asiático abateu milhares de pessoas em todo o Ceará. Nada sofreram o major Felipe e os de sua casa e sítio. 

Em 12 de outubro de 1863, para cumprir o seu voto, pediu ao Bispo Dom Luiz Antônio dos Santos licença para edificar a igrejinha, licença que lhe foi dada no dia 13 do mesmo mês e ano, depois de informação favorável do vigário de Crato, Pe. Joaquim Aires do Nascimento. 

Mas só em 1888, após ter o segundo Bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, confirmado a graça concedida por D. Luiz, foi erguida a capelinha e benzida pelo vigário do Crato, Antônio Fernandes da Silva”.