segunda-feira, 24 de junho de 2024

Indiferença humana - Antônio Alves de Morais.


Dra Zilda Arns.

Acho que é isso mesmo que falta as pessoas : Mais palavras amenas e doces, e, menos cara feia. Mais olhares sinceros e menos deselegância e grosseria. Mais humanismo e menos falta de respeito.

Um gesto de carinho e de bondade não custa nada, mas pode fazer milionário quem o recebe. Você não é o dinheiro que tem, você não é o seu diploma, seu currículo, nem o carro da sua garagem. Você é o sorriso que entrega, a mão que estende, o abraço que dá. Você é o amor que espalha.

Mãe do Belo Amor - Por Armando Lopes Rafael.

A imagem da Mãe do Belo Amor, pequena escultura de madeira, medindo cerca de 40 centímetros, é venerada, desde os primórdios da Missão do Miranda – origem da cidade de Crato – que data do segundo quartel do século XVIII. Esta estátua sempre foi aureolada por muitos fatos pitorescos e lendários. Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, escrevendo sobre esta representação da Virgem Maria, em trabalho publicado na revista Itaytera, afirmou: “Herdada dos ancestrais indígenas, existia uma pequena imagem da assim chamada Nossa Senhora do Belo Amor, de todos venerada”.

Não nos foi possível apurar as razões que levaram Monsenhor Rubens a concluir que a imagenzinha da Mãe do Belo Amor fora herdada dos indígenas, primeiros habitantes do Vale do Cariri. Entretanto, no artigo já citado, ele menciona um fato que merece transcrição. Na segunda metade do século XX, um conhecido e respeitado ancião cratense, o Sr. José da Silva Pereira, secretário do Apostolado da Oração de Crato, escreveu ao então vigário da Catedral, Monsenhor Francisco de Assis Feitosa, um documento, do qual extraímos o texto a seguir transcrito:

Há na nossa Catedral três imagens que representam nossa padroeira, Nossa Senhora da Penha. O que vou narrar nestas linhas se refere somente à primeira, que é a menor das 3, esculpida em madeira, como as duas últimas. Trata-se de uma bela imagem que honra a arte antiga e a habilidade de quem a preparou. Segundo dizem os antigos, ela tem para mais de duzentos anos, mas nada deixa a desejar às que se fazem atualmente. Pertencendo ao número das imagens aparecidas, ela tem também a sua lenda bastante retocada de suave poesia. Conta-se que fora encontrada em poder dos índios (sem dúvida os Cariris), passando às mãos de pessoa civilizada. Aqui toma vulto a lenda que gira em torno do seu nome, pois afirmava que, repetidas vezes, ela voltara ao cimo de pedra onde os indígenas a veneravam. Este fato miraculoso deu lugar à fundação da Capela, onde hoje é a nossa Catedral, naquele mesmo sítio, tão profundamente respeitado. Quanto à idade que lhe atribuem, provam-na os documentos referentes à fundação da povoação, hoje transformada nesta importante Cidade de Crato. Para mais corroborar o misticismo que a tradição empresta à nossa querida santa, ocorre que esta desapareceu de nossa igreja há mais de cinqüenta anos, voltando agora aos seus penates, onde está sendo venerada por grande numero de fiéis. Os antigos deram-lhe o nome de “Belo Amor”, o que prova a piedade filial dos nossos antepassados. Respeitemos o passado, sua história, suas tradições e suas lendas, que nos falam sempre daqueles que abriram caminho a nossa vida. (LÓSSIO, 1961: 47).

Não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, para catequizar os índios Cariris, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato. Ressalte-se que, antes da chegada do frade, já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Daí ser possível que a imagem da Mãe do Belo Amor já se encontrasse no Vale do Cariri, antes da vinda do fundador de Crato. Presume-se, pois, que até 1745 esta pequena imagem foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída por Frei Carlos, isto é, até a chegada da segunda imagem que seria venerada como Padroeira de Crato.

domingo, 23 de junho de 2024

Escalada de Lula contra autonomia de Banco Central e Petrobras é ‘tiro no pé’ - Por Eliane Cantanhêde.

O presidente Lula patrocinou uma cena de ocupação da Petrobras, ao ir à posse de Magda Chambriard com a primeira-dama, sete ministros e presidentes de bancos estatais, exatamente quando aprofunda a investida sobre o Banco Central, seu atual presidente e sua autonomia, conquistada por consenso e comemorada depois de muitos anos de debates e cobranças.

O que significa? 

Que Lula se acha “dono” de estatais e bancos públicos e decidiu lhes impor suas crenças políticas? 

É uma sinalização ruim para o mercado, onde a palavra chave é sempre liberalização, mas também para setores políticos e da sociedade, onde crescem dúvidas sobre os rumos do governo e temores sobre a volta de Lula ao passado.

Na posse, entre sorrisos e simpatia mútua, Lula fez loas à estatização e reduziu a Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção da história, a uma ação que visava puramente “desmonte da Petrobras”, enquanto a nova presidente da companhia – a oitava em oito anos – disse em seu discurso que Lula “não quer confusão”, está “totalmente alinhada” com ele e vai manter firme a exploração de combustíveis fósseis, justificando: “o petróleo vai financiar a transição energética”. É polêmico...

Ainda bem que a ministra Marina Silva não estava lá. Não só pelo tom dos discursos, mas porque o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, cada vez mais dentro do Planalto e próximo de Lula e agente decisivo da queda do petista Jean Paulo Prates, deixou claro: a exploração de petróleo na margem equatorial do Amazonas é “a visão majoritária no governo”. Ou seja: de Lula. E às vésperas da COP em Belém.

Enquanto Lula reafirmava no Rio, ao vivo e a cores, suas intenções intervencionistas na Petrobras, o Copom decidia em Brasília, por unanimidade, o fim, ou suspensão do ciclo de quedas dos juros. A decisão de manter a taxa em 10,5% já era esperada e foi de certa forma antecipada pelo Boletim Focus do BC nesta semana. 

A dúvida passou a ser se a votação repetiria os 5 a 4 do último Copom, ou seria por unanimidade. 

Deu 9 a zero.

sábado, 22 de junho de 2024

É fato - Por Ivens Gandra Martins.

 


Depoimento admirável e assertivo.

Votar em Lula não significa ser de esquerda, de direita, de baixo ou de cima.

Significa uma tolerância moralmente insustentável com o crime e o criminoso.

Ivens Gandra Martins.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

GÊNIO DA RAÇA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Quem completou 80 anos, foi um gênio da raça: Chico Buarque de Holanda.

Não me interessa a sua ideologia política, se nos entrega obras primas como A Banda, Construção, Com açucar e Com Afeto, Gente Humilde, Olhos nos Olhos e por aí vai.

Escritor e poeta, o nosso Chico gosta de futebol e os seus ídolos (o maior é Pagão) continuam jogando um bolão em suas lembranças.

É dele a frase: "O drible de corpo é quando o corpo tem presença de espírito".

Musical e poeticamente, Chico Buarque é uma unanimidade.

E as unanimidades podem tudo. 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Entenda se for capaz - Antonio Alves de Morais.

Com menos de 18 anos é menor de idade não pode trabalhar por força da legislação. 

Aos 18 anos exigem cinco anos de experiência.  Aos 50 é velho para trabalhar e aos 65 é novo para se aposentar.

Entenda se for capaz uma lambança dessas.

Sem controlar imbróglio político, Lula perde autoridade para ditar rumos do País - Por William Waack.

Depois da decisão unânime do BC em manter inalterada a taxa Selic, Lula ficou sendo ‘os juros sou eu’.

No discurso na posse da nova presidente da Petrobras e na entrevista que deu para emparedar o Banco Central, o presidente Lula se apresentou como uma espécie de Luís XIV (aquele rei francês de “o Estado sou eu”) da economia brasileira. Depois da decisão unânime do BC em manter inalterada a taxa Selic, Lula ficou sendo “os juros sou eu”.

O monarca francês de fato mandava, mas Lula ainda não encontrou a rota para superar dois conhecidos problemas que o tornam impotente. Um deles é a alteração da relação de forças entre Legislativo e Executivo. O outro é o peso da questão das contas públicas.

Ambos estão intimamente ligados. O chefe do Executivo no Brasil perdeu parte relevante da capacidade de alocar recursos via Orçamento. Tornado ainda mais engessado por medidas que o atual governo adotou para lidar com a questão das contas públicas.

É bastante óbvio que o Congresso e o presidente têm visões distintas sobre como equilibrar as contas. Não importa se os motivos são republicanos, ou apenas visam a manutenção de interesses bem organizados, o Congresso está longe de assumir o combate às distorções tributárias que sucessivos governos (e os parlamentares) instituíram de mãos dadas.

Nem está disposto a apoiar o governo no esforço de promover uma política fiscal apoiada sobretudo no aumento da receita. A contrário, impôs ao Executivo uma acachapante derrota na questão de compensação de desonerações.

A percepção de milhares de agentes econômicos, que se reflete no preço de ativos (como o dólar) é a de que os problemas de fundo não estão sendo atacados pelo sistema político em geral, e pelo presidente da República em particular. Ele demonstra um voluntarismo no trato de temas cruciais (como as contas públicas) típicos de um Rei Sol, mas sem força para resolvê-los e, como demonstram Congresso e Banco Central, a necessária autoridade política.

É ISSO... - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Recordar pessoas alegres nos ajuda a superar tristezas momentâneas.

Os maus exemplos alcançam crianças e jovens em plena formação de caráter.

Racionalizar o que é complexo. Esse é o desafio no futebol.

A política profissional não dá conta das grandes tarefas.

A grandeza da vida gira em torno da educação.

É preciso conhecer os caminhos e, principalmente, os atalhos.

A gratidão é a primeira virtude de um homem. Base para todas as demais.

Futebol é coletivo, mas a melhor tática é reunir os melhores talentos individuais.

Há pessoas que organizam a bondade com gentileza e sem alardes.

Os anos não passam, se atualizam.

O bebê é o símbolo da vida.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

De sócio no galinheiro - Antonio Alves de Morais



José Vicente e Maria Lucinda moravam  numa casinha de taipa que ficava nas terras de João do Sapo. O casal era católico, mas de uma hora pra outra  se uniu aos evangélicos. Com isso  passou a receber  visitas e realizar reuniões na própria casa. Aumentando o consumo, pois,  fazia  semanalmente jantares fartos  para servir os chefes da igreja.

Chico André descobriu que  José Vicente estava de sócio  na sua criação de galinhas. Vigiou até  assistir um meio pratico de pegar galinha: Zé Vicente botava um caroço de milho num anzol e aguardava a galinha engoli. Em seguida puxava a linha e colocava a galinha  no bisaco, não se ouvia nem o cocoricó da ave.

José André, muito vivo,  derrubou a baraúna que servia de poleiro e improvisou um garajau de madeira feito sob medida e de proposito, encostou caia, bastava um vento que derrubava tudo e as galinhas esparramavam-se todas. 

Certa noite, Zé Vicente se aproximou do poleiro e, até podia ter agarrado uma galinha que estava no primeiro pau, mais que nada, foi escolher uma maior que estava  no andar superior. Foi tudo abaixo, José André acordou com a zoada, se aproximou e perguntou: O que é isto Zé Vicente? Ele respondeu na maior  candura do mundo: Serviço mal feito. 

A BARREIRA DO ADEUS - Vicente Rodrigues Almeida

Como escrever sobre Várzea Alegre é uma arte, cuja competência é daqueles que mais conhecem o cotidiano do município, no que se refere a sua gente, genealogia, atos, fatos e personagens folclóricas. Só mesmo um varzealegrense para dissecar o passado glorioso de personagens que fizeram época. E para isto, o Antonio Alves de Morais encabeça direitinho uma plêiade de colaboradores cheios de amor e orgulho pelo seu torrão natal, pedaço de chão, abençoado por São Raimundo Nonato. Desses colaboradores, procedem as mais belas histórias, contos, causos, poemas e poesias sobre o lugar.

Fiquei matutando sobre o que deveria escrever, qual seria a minha linha de postagens, Armando Rafael escreve sobre política e temas do império, que diga-se de passagem, é vidrado e exímio conhecedor da matéria. O Carlos Esmeraldo escreve também sobre política além de muitos contos sobre fatos históricos de sua vida, como exemplos de perseverança, amor e honradez juntamente com a Magali. e nesta parte suas narrativas são cheias de carinho. A gente sente isso. O Dihelson Mendonça, marca sua presença com temas jornalisticos, além de belas fotos e muitos causos do quotidiano, e ainda é o mantenedor da Rede Blog do Cariri. Temos a Claude Bloc, musa que nos delicia com a revelação de seus causos e dotes poéticos, além de fotográficos, que diga-se de passagem, é de tirar o folego.

Aparentemente isolado, estou eu tentando postar matérias diferentes das já em pauta diariamente. Procuro escrever sobre temas de cunho filosófico-educativo. A intenção é fazê-las um pouco mais duradouras na memória dos leitores, esperando que elas produzam bem estar e integração no convívio social.

A inspiração para escrever, não me vem na hora que quero. Ela chega sempre naturalmente e inesperadamente. As vezes quando estou a caminho para algum lugar. As vezes algo que vi ou uma conversa que ouvi, podem servir de tema para o meu pequeno conto. Então rapidamente faço uma anotação para lembrar o assunto que devo abordar ao escrever. Depois, em casa, começo a montar um texto e formatá-lo, até estar completamente pronto para publicação. Isto pode levar uma tarde ou vários dias.

A minha exigência maior, é comigo mesmo; Preciso escrever algo que valha a pena.

Gosto muuito de falar sobre Religiões, espiritismo, filosofia, astronomia, amor e fé, não para questionar, mas, para juntos nos ajudarmos a esclarecer pontos obscuros em nosso raciocínio. Meu tema favorito é o amor, e tudo que venha a escrever deve girar em torno disto, para que o leitor sinta-se honrado e não agredido.

Verdadeiramente não gosto de escrever sobre temas políticos, pois sempre envolvem corrupção, agressão e mal estar. Isto todo mundo já faz e me dá uma canseira enorme, por que sei que toda a discussão oriunda de questionamentos políticos resulta em zero benefício, é improfícua e trás mal estar para o lado oposto.

Mas, como estamos no Blog do Sanharol, o qual foi criado para dissecar a história de Várzea Alegre, devo dizer que Atualmente temos três datas de altíssimo significado histórico, na seqüência: Carnaval; Festa de São Raimundo Nonato; Encontro do povo Varzealegrense em São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo.

Minha história começa aqui:

Várzea Alegre, é a única cidade do mundo que possui uma localidade denominada "A BARREIRA DO ADEUS" Dali partia o seu povo em triste despedida, demandando para as terras do sul, pressionados pelo desemprego e pela fome no século passado. Ali se registravam as maiores emoções, pois, o mesmo lugar era também o ponto de recepção dos que retornavam.

Emocionado por este fato de transcendental importância, e de pouco conhecimento dos atuais habitantes do lugar, manifestei a vontade de realizar uma viagem no tempo e visitar aquele lugar, em um dia de partida.

Pedi ajuda ao Inventor Maluco para nos levar em seu "Túnel do Tempo" até um desses momentos de despedida. Já viajei com ele exatamente para Várzea Alegre até o ano 2110, onde obtivemos muitas informações sobre o Blog do Sanharol daqui há cem anos.

Ele concordou em nos levar. E como a Klébia Fiúza havia solicitado um ingresso para a nossa próxima viagem, solicitei que passasse lá em Portugal e a trouxesse, pois ela já estava avisada. Aqui chegando, embarcamos os três e foi só dar a partida, instantes depois, estacionamos em meados do século XX. Devo esclarecer que uma viajem no Túnel do Tempo tem a mesma velocidade do pensamento. Pense lá, e lá você estará.

Assim num vapt vupt chegamos. Estamos posicionados exatamente na "Barreira do Adeus". É um ponto empoeirado a margem da estrada, quase deserta ainda, entre as residências de João do Sapo e Zé de Ana. Identificamos as casas por que o Morais havia falado sobre seus proprietários.

Observamos que muita gente se aglomera, parecendo um dia de domingo festivo. Mas, o que vemos, é pranto e emoção. Os retirantes estão vestidos conforme suas posses, mas com vestimentas limpinhas e em sua mão uma pequena maleta ou um matulão, contendo seus únicos pertences.

Não pudemos ver o conteúdo, mas, imaginamos: uma ou duas mudas de roupa, uma escova, uma rede com lençol e na cabeça uma idéia fixa: Ganhar dinheiro no sul e vir buscar a família.

Seus familiares que ficavam: Estampavam no rosto uma grande amargura, chamada saudade antecipada, algumas mulheres em adiantada gestação, e seu olhar demonstrando profundo sofrimento, o rosto inchado, e as lágrimas não cessavam de cair de quatro em quatro, e de quebra há ainda o filhinho em seus braços, de mãos estendidas reclamando o terno abraço do pai, como a gritar "Papai não nos abandone".

Estamos vendo também muitas mães, chorando abraçadas aos filhos ainda menores de idade que também irão partir. Elas parecem pretender transformar aquele momento, em uma eternidade, mas, infelizmente, o caminhão Pau de Arara, buzina ao longe e aponta na curva da estrada, e se aproxima.

HORA DO ADEUS. Agora estamos observando os retirantes procurando sua acomodação nos duros bancos daquele coletivo primitivo coberto pela poeira da estrada. A única coisa equilibrada entre os que ficam e os que vão é que todos estão de coração partido, com exceção dos casais que deixam a terra natal juntos.

O caminhão engata a marcha de partida e vai saindo de mansinho. O choro aumenta, e gritos desesperados das crianças retumbam, são dezenas de mãos de mães, esposas e filhos aflitos, acenando com o olhar fixo naquela maquina que para longe está levando parte de seus corações.

Agora o caminhão já se aproxima da curva para desaparecer em definitivo... Já não o vemos mais. Eles levariam algumas semanas para chegar ao destino.

A Klébia Fiúza, atenta a todos os detalhes e sendo, ela de Várzea Alegre do futuro, ficou emocionada demais e chorou. Tive que ampará-la e esclarecer que aquela cena, havia passado a mais de 50 anos. Mas, ela me chamou a atenção também para outro detalhe. Pedindo que eu observasse atentamente um casal de jovens enamorados que tinham uma incrível semelhança com ela, e me sussurrou: Vicente Almeida, esse casal ali, parece demais comigo, puuuxa vida.

Olhei com um olhar perscrutador e deduzi que provavelmente, seriam eles seus pais no futuro, pois, ela possuía as feições misturadas de um e de outro.

Após nossas observações retornamos e estamos aqui narrando os fatos. Maiores detalhes poderão ser fornecidos pela Klébia que conhecia muuito bem o lugar. Eu estava lá, mais como olheiro e pesquisador.

Em outras viagens no túnel do tempo, ficamos sabendo que essas partidas ocorreram muitas vezes daquele mesmo lugar, e com as mesmas características. Entretanto os últimos retirantes já viajavam com certo conforto em um transporte denominado sôpa. Era um caminhão, cuja carroceria foi substituída por uma grande boléia de aço toda fechada, com bancos alcochoados e muito confortáveis para a época. Foi o antecessor do ônibus.

Em São Paulo, uma cidade chamada São Bernardo do Campo, despontava para a indústria automotiva e cada grupo que chegava tinha emprego garantido. Hoje há mais de quinze mil varzealegrenses lá. Mas, isto será tema para outra história.

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Crédito desta postagem para Antonio Alves de Morais que, em 5/12/2010 postou "O Adeus da Barreira". Naquele dia, li e fiquei emocionado, e me prometi fazer um pequeno conto sobre o fato. Naquele lugar devia haver um monumento em homenagem a bravura daquela gente.

Dedico este trabalho a todos os varzealegrenses espalhados por este belo planeta, e com especial carinho a todos os colaboradores deste Blog, varzealegrense ou não.

Escrito por: Vicente Almeida

domingo, 16 de junho de 2024

VIVENDO E APRENDENDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.ç

Não tive formação teórica em nada. Bem ou mau, aprendi as coisas fazendo.

Deixaram que eu usasse o microfone e fui falando. Lendo ou improvisando.

Quando menino, operador da Amplificadora Cratense, deixei o áudio ligado, baixei o som da música e anunciei a hora certa.

Para meu azar, o gerente Donizetti Sobreira ouviu numa das bocas espalhadas pela cidade do Crato.

Retornando aos estúdios da Praca da Sé, Donizetti foi curto e grosso: "Da próxima vez que você usar o microfone, lhe boto pra fora".

Sem dúvidas, um grande "incentivo". Minha voz era de 'bebê de macumba", como diria um certo Nelson.

Escrever para o extinto jornal Tribuna do Ceará (era correspondente em Juazeiro do Norte) foi outra dura batalha.

Hoje, revendo alguns textos escritos, não sei como publicaram. 

Só que, lá pelos anos 70, fundei com companheiros da imprensa esportiva juazeirense um jornal: o Leia Esporte.

Produzi longos comentários e procurei escrever como falava ao microfone.

Com o tempo, saquei certas coisas nessa difícil arte. Por exemplo: hoje, a muito custo, estão lendo textos curtos e isolando os textões.

Procuro sempre dar uma enxugada nos que cometo.

Se a felicidade chega, também, quando a gente vai aprendendo e fazendo aquilo que gosta, não posso reclamar.

Na minha improvisada jornada de cronista, tem sido assim.

"Se me fecham as saídas, saio pelas entradas". Carlito Maia, publicitário.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

CAMINHANDO, SEGUINDO A LIÇÃO E COMUNICANDO QUE.. - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O Brasil é a peneira do narcotráfico na América do Sul.

A burrice anda mais rápido que a inteligência.

Absolve-se pelas filigranas jurídicas a corrupção praticada.

Antes, discutia-se o erro do árbitro. Agora, se discute o equívoco do VAR.

Deixamos escapar a bondade que nos foi dada.

É preciso amar o futebol acima dos resultados. O placar só não basta.

Se o artista não é complexo, não é artista.

São humanos os tesouros da vida real.

Os clássicos nunca saem de moda.

A guerra não enobrece o homem.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

A GRANA MASTER DO FUTEBOL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Pintou laranjal no patrocínio master do Corinthians.

O negócio "gorou".

O rolo é feio. Time de primeira com dirigentes de terceira. 

Dinheiro muito é chamariz para os espertos. 

No caso brasileiro, para os mais espertos.

E o pior: é como se o dinheiro fosse retalhado por magarefes.

Antes das receitas fartas, ser dirigente de clube era coisa de abnegados.

"Nem tanto", rebatem.

A cor do dinheiro é uma festa para os olhos. "Tá assim de gavião".

Incompetência somada a coisas nada republicanas.

O torcedor "vai de besta", neste vendaval.

Por cima e por baixo do pano, não é a bola do jogo que rola. 

O Corinthians deve mais de R$ 2 bilhões e caminha célere para a segunda divisão.

Deus salve o futebol!

Para alegria de todos nós.