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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

AMBIVALÊNCIAS - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares


Os assuntos do futebol tomam a maior parte do meu tempo.
Sou pago para ser comentarista esportivo de rádio e televisão.
Sempre achei que, para ser um bom profissional, torna-se um imperativo abordar os mais variados assuntos fora da área esportiva.
A preocupante situação do país nos afeta e se torna inevitável que falemos sobre isso.
O Brasil, ora é um país bonito por natureza, ora é uma grande porcaria.
O período eleitoral é um dos responsáveis por essas ambivalências.
Basta acompanhar o comportamento das pessoas através das redes sociais.
Em determinados momentos, temos a sensação de habitar uma republiqueta sulamericana.
Não só as palavras de ódio imperam como, ao mesmo tempo, os adjetivos se banalizam.
Nada mais correto do que essa sentença: “O ódio é um veneno que você toma esperando que o outro morra”.
Se joga lixo na dignidade humana, sem dó e piedade.
Mito, ícone, nazista, fascista e outras adjetivações são pronunciadas por quem não sabe dos seus reais significados.
Graças à internet, os imbecis se organizaram e o povo continua aplaudindo o que não entende.
Enquanto isso, os profissionais do oportunismo vão se dando bem e o povo perdido, pedindo para se perder.
Quando escrevo, tenho a forte impressão de puxar uma conversa doida.
O encadeamento quebrado aponta isso.
Que fase !

Um comentário:

  1. O mal exemplo dado pelos políticos é seguido a risca pelos eleitores. "O ódio é como o acido, faz tanto mal em quem se derrama como na vasilha que se encontra.

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