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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

A estratégia usada pelo Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança para divulgar as vantagens da Monarquia


   Dizia Adenauer, o estadista que conseguiu reerguer a Alemanha após a derrota na Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a primeira preocupação de qualquer corrente política deve ser detectar e aglutinar todos os que pensam como ela. Somente em segundo lugar sua propaganda deve ser dirigida para a conquista dos eleitores de outros partidos. Foi justamente essa a diretriz que o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, adotou em seu trabalho, tão logo sucedeu à alta posição de herdeiro do Trono e da Coroa do Brasil e à condição de legatário das tradições do nosso Império, em 1981.

     Em uma primeira fase, por meio de suas já tradicionais Mensagens de Natal, e através de intensa correspondência, Sua Alteza retomou antigos contatos da Família Imperial Brasileira e aglutinou em torno de sua augusta pessoa as simpatias esparsas com que a Monarquia contava por todo o Brasil. Já em uma segunda etapa do processo, incorporou às fileiras monárquicas inúmeros brasileiros que se poderia chamar – usando expressão que, à época, era corrente em certos meios políticos norte-americanos – de os “agredidos pela realidade” republicana. Eram pessoas que os sucessivos malogros da República havia tornado descrentes dessa forma de governo, e que se encontravam assim dispostas para, desde que devidamente esclarecidas, reconhecer na Monarquia a solução natural para os males do Brasil.

      Somente em uma terceira fase, servindo-se de uma então moderna tática de propaganda, a propaganda por mala direta, bem como da propaganda convencional, pelos meios de comunicação social, o Movimento Monárquico se lançou com sucesso na conquista das largas faixas do eleitorado que optaram pela restauração da Monarquia no Plebiscito de 1993.

     Nossos Príncipes e Princesas já viajaram e continuam viajando por todo o Brasil, participando de conferências e ministrando palestras nos ambientes mais diversos, desde universidades até associações de operários, concedendo entrevistas a jornais, rádios e televisões.  O que antes era um punhado de patriotas, hoje é um movimento organizado e ativo à frente de uma vigorosa corrente de opinião, verdadeiro polo de pensamento político-ideológico que impõe respeito em todo o Brasil.

(Baseado em trechos do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, de autoria do Professor Armando Alexandre dos Santos). 

Foto abaixo: Tirada em 1989. Dom Luiz de Orleans e  Bragança (ao centro) ladeado pelos seus dois i mediatos substitutos: Dom Bertrand (à esquerda) e Dom Antônio (à direita), além de outros membros da Família Imperial Brasileira.



Um comentário:

  1. Não há nada que promova mais o Monarquia do que a anarquia dessa republiqueta ordinária que vive o Brasil. Concorrência entre os poderes, falta de respeito as leis uma bagunça de tamanho sem igual. A imprensa vendida e covarde publicando o que é pago para ser publicado. Uma lambança por cima da outra.

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