José Bernardino:
De mim, já fizeram banco,
De casa de farinhada,
Onde o malandro se senta,
Chamegando a namorada;
Sentado, faz o que quer
E o banco não ganha nada!
Estou igualmente a um cão,
Ladrando através do muro,
Esperando pra roer
Um osso pelado e duro,
Jogado como imprestável!
No recanto do monturo!
Estou como uma boiada,
Pelos caminhos tangida;
Furando os cascos nas pedras,
Em estrada desconhecida:
Sem saber onde e por quanto,
Nem a quem vai ser vendida!

Dom Helder Câmara
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Eita gente boa!
ResponderExcluirAbraço. Fatima.
Essas feras do improvisos são otimas.
ResponderExcluir