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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 7 de março de 2024

LUIZ VIEIRA VILA NOVA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Bicampeão pernambucano pelo Santa Cruz, em 1969/1970, e campeão cearense, pelo América, em 1966.

O trato, carinhosamente, como "Vilinha".

Fez sucesso como jogador, lateral esquerdo, do Nacional, Usina Ceará, América, Santa Cruz do Recife e Ferroviária.

Ao encerrar carreira, tornou-se juiz de futebol. Diziam, por causa de algumas decisões suas, que tinha regras e regulamentos próprios.

O Vila Nova sempre foi "gente boa". Afável, brincalhão e com muitos causos em torno dele. Mas, não levava desaforo para casa. 

Como árbitro, conduzia o jogo como se fosse boleiro.

Certa feita, Zé Preguinho, zagueiro do Quixadá, que não "alisava" atacante, pediu ao Vila que não lhe desse cartão, porque o jogo seguinte do seu time seria em Juazeiro e ele aproveitaria a viagem para comprar ouro.

Ao distribuir bordoadas nos adversários, Zé Preguinho foi contemplado com o cartão vermelho.

Vila disse para o zagueiro: "Tome esse vermelho. Vá comprar ouro no inferno".

A destruição de cartilagem dos joelhos impede o Vila Nova de se locomover.

Com saúde abalada, o ex-jogador e árbitro, leva a vida a cantar e ouvir músicas.

Com essa forma de resiliência,  Vila Nova vai driblando as dores.

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