domingo, 9 de maio de 2021

LA MIERDA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista,

 


Penso em escrever sobre política e sinto bafejar no meu nariz o mau cheiro da excrescência repelida pelo nosso organismo: la mierda.

Aos puristas que jogam, com frequência, esse “barro” fétido na cara do povo, vou logo avisando: não venham com seus pruridos bestas.

Quando Grabriel Garcia Marquez afirmou, em papo com Hélio Pellegrino, que “os homens se dividem entre os que cagam bem e os que cagam mal”, ninguém ruborizou.

Importa, agora, como sugeriu Pellegrino, saber se o cocô é piramidal, como o dos bois, comprido, como o dos cães, ou aguado e disforme, como nas diarréias.

A distópica política nacional nos coloca num lugar onde não existe saída de emergência e, ainda assim, se apresenta vociferando que é virgem.

Cercam as improvisadas rotas de fuga com uma polarização maldita e ridícula, numa disputa entre o que é ruim e o que não vale coisa nenhuma.

De um lado, a trincheira da incompetência. Do outro, a trincheira que defende a corrupção, num jogo que não interessa aos homens de bem.

Promessa de vida sofrida e enterro de terceira.

E ainda tem, em grande número, jagunços que cantam e dançam em ritmo de forró:

Bata nêgo/Pode bater/ Bata com força/ Que só presta se doer.

Não tem orifício que aguente.

sábado, 8 de maio de 2021

Vexames da trupe bolsonarista na CPI - Por José Newmanne Pinto.

 Vexames da trupe bolsonarista na CPI.

Em peças de propaganda e em declarações públicas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a pasta diz já ter comprado mais de 560 milhões de doses de vacina anticovid. 

Mas, em resposta oficial ao Congresso, a pasta informou que o número realmente contratado é a metade disso: 280 milhões de doses. 

Essa imunização meia-boca e “aos soluços” do Dr. Quidroga inspira a troca do lema Ordem e progresso da bandeira por me engana que eu gosto. 

Na CPI de terça-feira o destaque foram os vexames de Ciro Nojeira, que mal conseguiu ler as ordens do capitão do mato do gabinete do ódio e do secretário de Comunicação, Fábio Faria, que tremeu feito vara verde para tentar justificar o injustificável, ter passado a cola de Ciro para o WhatsApp do depoente. 

Será ele frouxo ou maricas, segundo o capetão machão?

A VELHICE, A DOR E LA MUERTE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Eu já disse, várias vezes: não duvidem de um homem desocupado e reflexivo.

São milhares de elocubrações por minuto, quando, ainda por cima, acordamos, observando pela janela uma atmosfera de Europa no Saara brasileiro.

Se bem que Europa, para Oto Lara Resende, não passava de uma “burrice equipada de museus”

Pois bem, “inda gorinha”, sob os efeitos do filme “Meu Pai”, com arrebatadora atuação de Anthony Hopkins, estava refletindo sobre três temas pouco palatáveis: a velhice, a dor e la muerte.

Podem me inquirir: por que não morrer em Português? Tudo bem, não tem problema e passemos a frente.

“Ser velho é melhor que morrer”. Caberia até numa canção.

Agora, nem imaginem o que é a velhice acompanhada da doença. Que digam os portadores de neuropatia e males assemelhados.

O filme “Meu Pai”, mais do que abordar o mal de Alzheimer, é um relato arrasador sobre a velhice.

A cena final com Anthony, portador de perda degenerativa da memória, no colo da enfermeira pedindo por “mamãe”, além de pungente, reforçou duas certezas: a fragilidade do ser humano e a constatação de que somos uns perdidos.

Não vou mais falar sobre o filme. Assistam-no.

Já a dor, é companheira da velhice, embora as duas não se dêem muito bem, e traz um desconforto da “gota”.

Temo mais a dor que a morte

As dores físicas, mais do que as dores da consciência, se espalham pelo corpo e, por muitas vezes, permanecem como visitas desagradáveis, que não vão embora, nem com vassoura colocada atrás da porta.

Com relação à morte, devo dizer que ela não é absolutamente nada em comparação ao amor.

Contando que a “triste partida” demore um bom tempo, com ela já me acertei, sem precisar de intermediários.

Como disse Calligaris: “Só espero estar à altura”, quando o momento chegar.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

O dono do circo fala, o palhaço apresenta-se bem a frente de meias - Antonio Alves de Morais.

Neste  dia  o proprietário do circo  reuniu os palhaços para  desconstruir Sergio Moro. O presidente mentiu o quanto pode. Tudo que o ex-juiz afirmou foi comprovado pelas atitudes e decisões tomadas pelo Bolsonaro. 

Por falta  de  coragem  o Ministro do STF Alexandre de Morais está sentado em cima do processo.

A missão do ministro Paulo Guedes, esse palhaço que está sem sapatos e de meias, hoje em dia, resume-se a busca de recursos e meios para projetos unicamente destinados a reeleição do Presidente.

Tranquilamente aguardarei as próximas eleições para corrigi o meu erro - Antonio Alves de Morais.

Eu não tenho predileção por político algum. Considero o senhor Ciro Gomes um homem muito competente e preparado, não tanto quanto  desaforado e desbocado, não  tem a postura e liturgia que o cargo de presidente da república exige.

Ontem eu vi e ouvi uma declaração do Ciro Gomes que  sou abrigado a concordar  com ele. Disse  o Ciro Gomes : "Na CPI tem um idiota do Ceará defendendo o uso  da  Cloroquina".

A minha desventura é que eu  votei  nesse cara, mas, aguardarei tranquilamente as próximas eleições  para corrigi o meu  erro, o meu grande erro.

GOSTAR DO OUTRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Ando sem paciência (neuropatia machuca) para ler um livro todo e acabo me socorrendo de pequenas resenhas, quando o assunto bate com o que estamos pensando.

Nem é preciso se aprofundar muito em a “Cegueira Moral”, de Zigmunt Bauman, para concluir que a sociedade vive a “era da indiferença”, dentro do que se define hoje como “modernidade líquida”.

Observa-se facilmente que as pessoas estão perdendo a compaixão pelo outro, tornando-se insensíveis ao sofrimento alheio.

Um filme oscarizado “Normadland’, estrelado por essa monumental atriz Frances MacDormand, mostra que a pessoas importam, sim.

Internalizei que passamos a nos conhecer melhor quando gostamos do outro.

Ora, basta entender o seguinte: o amor é um ato de compensação pelo fato de se encontrar no outro o que faz falta em nós.

Impossível não se incomodar que uma pessoa afirme, com uma saliva bovina e elástica (olha o Nelson aí) escorrendo-lhe da boca: “Eu não preciso de ninguém”!

Conclusão insustentável dos pascácios (dos lorpas, também) de que as virtudes do outro não lhe fazem falta.

O meu pessimismo (ou excesso de lucidez) sobre o outro gerava duas reações: raiva e pena, substituídos a esta altura pelo sentimento de compreensão.

“Feito de barro”, o homem desmorona, perde o sentido da existência e precisa se apoiar na existência do outro.

Guiado pelo que disse Cony (Carlos Heitor), “só temos consciência de nós próprios, quando estamos apaixonados. A vida começa, não quando nascemos. A vida começa quando estamos enamorados”.

“Onde existe o afeto, a miséria não se estabelece”. Até agora, acho que essa frase é de um autor desconhecido e supostamente falecido.

Com esta croniqueta, espero ter contribuído para uma reflexão do outro.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

A MORTE DOS ESTADUAIS E A GLOBALIZAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Quando o mundo foi tomado de assalto pela globalização, ouvi a conversa e perguntei se era uma coisa boa ou ruim.

Todas as transformações passaram a ser atribuídas e justificadas pela globalização, em sua marcha inexorável.

“Tudo vai ficar interligado, modernizado e facilitado mundialmente, sem que o nosso senso de pertencimento deixe de ser respeitado e celebrado”, foi a primeira explicação que me deixou  satisfeito, mesmo sem entender a profundidade.

Frases de efeito se seguiram para garantir que o parangolé era de primeira qualidade: “O universal pelo regional” e uma sacada de Tolstoi na qual me amarrei: “Fale de sua aldeia e estarás falando do mundo”.

Me esgueirei pelos cantos da sala o máximo que pude para dizer que, no futebol, essa “tal globalização” não veio para apreciar nossas essências municipais ou estaduais.

Enquanto matam a pauladas os campeonatos estaduais, as taras da globalização vão dizimando as rivalidades locais, substituindo-as por uma construção de realidades interestaduais e intercontinentais.

A ordem, ainda oculta, pelos interesses políticos de federações e clubes, é no sentido de por fim a essa história de que os campeonatos estaduais guardam, na alma, alguma essência regional  de valor

Sem hipocrisia, deviam anunciar logo a caminhada rumo à elitização, com fundo musical do tango, da rumba e do merengue, desprezando-se o resfolego da sanfona.

Daqui a pouco, em nome da ganância financeira globalizada e da falta de compromissos com o futebol, a própria Copa do Nordeste será vista como competição que atrapalha Copa do Brasil, Brasileirão, Sul-Americana e Libertadores.

No mais, é assistir a agonia dos resilientes, que mais lembram cadáveres insepultos.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Tropa de choque - Antonio Alves de Morais.

 

"Assim como o lixo atrai as moscas o puder atrai  os  bajuladores".

Já vivi  o suficiente para  ver, desde o Fernando Collor de passagem por FHC, Lula, Dilma  e Temer tropas de choques as mais diversas.

Políticos subservientes, vendidos se exporem a tudo na defesa de seus amos. Depois não conseguiram mais se eleger a carga eletivo algum.

Essa CPI já nasce com uma provável derrota para os defensores do governo:

Primeiro - De um lado são  sete senhores senadores  procurando  conhecer  as razões que  levaram  o  Brasil a perder, até o momento  410 mil brasileiros, e se algo poderia ter sido feito  para evitar parte delas.

Segundo - Do  outro lado, quatro  senadores defendendo um governo cujo presidente foi e continua sendo um potencial aliado do vírus.  

"A tropa de choque de Bolsonaro precisa  entender a limitação de seu papel". Uma luta inglória. A CPI é politica, e, politica se decide no voto, 4 não ganham de 7 em lugar algum do mundo.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Lula em Brasília, a história se repete - Antonio Alves de Morais.

 


Lula chegou em Brasília montou um escritório num hotel de luxo e passou a conversar com parlamentares. 

Contava com a caneta e o Diário Oficial na mão da presidente Dilma para evitar a deposição da mesma. Todos sabem o final da história. Lula na cadeia e a Dilma deposta. 

A população não esquece duas coisas : A Lava Jato e o que Lula fez de mal e em prejuízo do Brasil. 

Lula vai passar vergonha na próxima eleição. Vai repetir a Dilma de 2018 na eleição para o senado em Minas Gerais. 

Quarto lugar numa eleição de quatro candidatos. Vai perder o direito de  dizer : Não sou presidente porque não permitiram que fosse candidato.

'O governo brasileiro representa um retrocesso, representa o que a maioria das nações não quer' - Por Merval Pereira.

Merval Pereira faz uma análise do isolamento internacional do Brasil. O comentarista diz que é difícil mudar substancialmente porque o presidente não muda. 

Bolsonaro é o único chefe de Estado do mundo que ainda não se convenceu da gravidade da pandemia. 'O Brasil saiu do foco dos outros países. O Brasil hoje não tem importância nenhuma em lugar nenhum e em ponto nenhum da política internacional'.

Merval acrescenta que Bolsonaro jogou tudo na permanência de Donald Trump nos Estados Unidos. Com a eleição de Joe Biden, ele está completamente isolado. 'O Brasil não consegue encontrar o seu lugar no mundo'.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O carimbo bolsonarista - Por o Antagonista.

 Alvaro Dias encontrou-se com seu colega de partido, Eduardo Girão, e disse:

“Você precisa tirar esse carimbo de governista que lhe deram”.

Girão não é o único membro da tropa de choque bolsonarista aninhado no Podemos, um partido supostamente oposicionista.

Governista, e faz questão de ostentar seu carimbo no Congresso Nacional. 

O silêncio dos Bolsominions - Antonio Alves de Morais.

 


Bolsonaristas fantasiados com roupas militares não são do Exército.

Aos pouco eles estão desaparecendo. Velhos amigos cheios de razão, parentes furiosos, vizinhos valentões, madames maquiadas de ódio, estão todos  em silêncio,  a beira do abismo, registra o jornalista Leandro Fortes, do Jornalismo pela Democracia sobre o constrangimento dos bolsonaristas.

Não estão arrependidos, o arrependimento requer uma força moral distante da personalidade dos eleitores de Bozo.

Estão apenas paralisados, diante de sucessivas quebra de expectativas relacionadas ao admirável mundo novo que se anunciava.

domingo, 2 de maio de 2021

7 x 4 - Antonio Alves de Morais.

Sinceramente  eu não entendo  como  esses  senadores que defendem o  governo se expõem de forma tão ridícula.

Primeiro - A composição  da CPI é constituída de  7 senadores contra  os quatro a favor. Tudo deve ser  decidido pelo voto. Em lugar algum  do mundo  4 ganha de 7.

Segundo - Ir ao STF  para impedir um senador de  exercer suas prerrogativas é coisa de maluco, especialmente  quando se trata de Renan Calheiros um  sócio honorário do Supremo Tribunal Federal.

Terceiro - O que a CPI  pretende apurar é  do conhecimento  de todo o Brasil. O desprezo  pela vida, o deboche pelos mortos  e  a falta de respeito e humanismo  com os familiares destes.

Quarto - É fato que  a gratidão é  a mais bonita qualidade do homem,  e que esses senadores se elegeram  na  onda Bolsonaro. Mas, é certo  que  aquela onda não existe mais,  foi desfeita pelo  próprio Bolsonaro com suas  atitudes, comportamentos e posturas. 

Os senadores devem  observar o risco que correm  de serem um politico de um só mandato.