segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Câmara municipal - Antônio Alves de Morais.


Ilustra a postagem a foto  do palácio José Valdevino de Brito, em honra de  um dos políticos  de maior caráter e decência que o Crato conheceu.

Com a Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". 

Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecera até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930 criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. 

Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa. Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. 

Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.

Se não houver um bom entendimento entre executivo e a câmara de vereadores o prefeito não governa. Esse fato tem gerado, ao longo da história, comportamentos não republicanos entre os dois poderes.

O eleitor deve ficar esperto e de olho no candidato que está no palanque ao lado do candidato a prefeito.  

A função do vereador e fiscalizar o prefeito. Sendo eleito nessas condições ele vai fiscalizar?

Salve 7 de setembro


   Mais do que uma efeméride cívica, comemoramos – no dia 7 de Setembro – a data maior da nossa pátria. Foi neste dia, em 1822, que o Imperador Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil, às margens do riacho Ipiranga, através do brado retumbante: “Independência ou morte!”.

    Nesta 2ª feira, de Norte a Sul, de Leste e Oeste, milhares de  brasileiros sairão às ruas – mesmo em meio à epidemia do vírus chinês – que impediu os desfiles cívicos-coletivos de  militares e estudantes,  realizados há 198 anos, fazendo o nosso “bandeiraço” que cresce a cada ano e já se tornou tradicional. Não haverá aglomeração. Mas, dentro dos carros, percorreremos as ruas e avenidas de nossas cidades. Orgulho de ser brasileiros!

 
  

domingo, 6 de setembro de 2020

“Bolsonaro deveria honrar as promessas de campanha” - Por Sergio Moro.


O Cara de pau.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Sergio Moro voltou a afirmar que o governo Jair Bolsonaro abandonou a agenda anticorrupção, deixando de lado, por exemplo, o projeto da execução após condenação em segunda instância.

Questionado pelo jornal se o presidente foi uma decepção, Moro disse:

“Ele deveria honrar as promessas de campanha, seria o correto a ser feito. Para isso, ele deveria, por exemplo, retomar a agenda anticorrupção. 

Isso demanda não só operações da Polícia Federal, mas também reformas legais que melhorem a estrutura de prevenção e de repressão. 

É fundamental, por exemplo, retomar o projeto da execução após condenação em segunda instância. Não tenho visto o governo apoiar ou trabalhar por essas medidas.”

Dr. Drauzio Varella - Antônio Alves de Morais.


Olha a cara do Cara.

Como uma "biruta" de aeroporto o Dr. Drauzio Varela gira de acordo com os ventos. Já foi e voltou a respeito da pandemia do covid-19.

Agora, com a patrocínio do TSE está recomendando que você seja mesário nas eleições de Novembro próximo.

Cuidados, destas eleições sairão vereadores e prefeitos que estarão garantidos economicamente, pelo menos por quatro anos de mandato. 

Se expondo ao vírus você pode ser um  eventual candidato a entrar na soma de infectados ou mortos que já estão nas alturas e são ignorados pela falta de sensibilidade humana dos políticos brasileiros.  

Sergio Moro é mais - Antônio Alves de Morais.

 


O crime do Sergio Moro foi trabalhar para o cumprimento da lei. A traição do Sergio Moro foi não aceitar compactuar com o crime nem  proteger criminosos. A luta do Sergio Moro foi continua trabalhando pelo fortalecimento do estado brasileiro, sem corrupção.

O erro  do Sergio Moro foi  confiar  num  traidor, corrupto, pai de corruptos, amigos de milicianos,  mandrião que enquadrou a justiça a seu favor e usa o poder para destruir  os seus adversários. 

sábado, 5 de setembro de 2020

Sergio Moro é mais - Antônio Alves de Morais.


Declaração do mestre Ariano Suassuna :

"Votei na Dilma e no Lula. Não votaria mais, tive que ceder aos fatos de que o PT que eles representam está apodrecido.

Eles hoje representam o que de pior existe na nossa politica".

Comentário do Blog.

Imagine o que diria o Ariano se tivesse votado no Jair Bolsonaro, esse pústula, um mentiroso, traidor e covarde, que governa com um único objetivo : livrar os filhos corruptos do alcance da justiça.

A História do Brasil que não é contada nas escolas públicas

A longa história da Monarquia Brasileira


     O Brasil viveu longamente sob o regime monárquico, desde o seu Descobrimento, em 1500, até a Proclamação da República, em 1889. Nesses trezentos e oitenta e nove anos, sob dezesseis Soberanos, a Monarquia demonstrou se adaptar bem à índole e às características de nosso povo. O que o Brasil não tem é tradição republicana; o modelo político que lhe foi imposto, de modo artificial, na quartelada de 15 de novembro, não se adaptou satisfatoriamente até hoje.

    Sim, antes dos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II tivemos outros catorze Monarcas. Afinal, de 1500 a 1580 reinaram em Portugal – e, portanto, também no Brasil – quatro Reis da Dinastia de Avis; de 1580 a 1640, durante a chamada União Ibérica, o Trono de Portugal foi sucessivamente ocupado por três Reis da Espanha; e em 1640 subiu ao Trono, após a Restauração da Independência de Portugal, a Casa de Bragança, que nos deu sete Soberanos.

      Em 1815 o Brasil deixou de ser parte integrante daquele pequeno Reino na Europa, pois foi elevado à prestigiosa condição de Reino Unido a Portugal e aos Algarves. Sete anos depois, no dia 7 de setembro de 1822, na voz imortal do Imperador Dom Pedro I, nosso País se declarou independente de Portugal, mas mantendo a Dinastia, a língua e a Fé herdada de nossos maiores. Teve então início o Império do Brasil, que durou sessenta e sete anos e foi a fase mais gloriosa e bem sucedida de nossa História.

    A fundação do Império não deve ser vista como uma ruptura traumática com o nosso glorioso passado luso; deve mais bem ser considerada como a emancipação de um filho que atingiu a maioridade e deixou naturalmente a casa paterna. Os reinados de nossos dois Imperadores foram a continuação e o natural coroamento da obra desenvolvida pelos Reis de Portugal ao longo de três séculos.

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, escrito pelo Professor Doutor Armando Alexandre dos Santos).

Atuação 'independente e autônoma' da Lava-jato não interessa a Bolsonaro - Por Merval Pereira.

Merval Pereira diz que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem demonstrado ser uma pessoa autoritária, assim como o presidente. Segundo o comentarista, Aras quer controlar todas as informações para uso político delas. 

'O sonho de ser ministro do Supremo faz com ele entre num acordo geral com o bolsonarismo e com o próprio presidente', diz.

Merval Pereira faz uma análise sobre o pedido de demissão coletiva de sete procuradores da Lava-jato em São Paulo. 

Ele destaca que Augusto Aras, ao minar a força-tarefa, não só se coloca como uma alternativa para Bolsonaro na escolha do substituto de Celso de Mello, como no mínimo ganha mais força enquanto Procurador-geral. 

Sergio Moro é mais - Antônio Alves de Morais.


Sergio Moro é mais.

Outro dia, escrevi que o Bolsonaro é um soldado covarde e sem honra. Um soldado covarde e sem honra, porque deixa os feridos e mortos para trás e não tem nenhuma relação de sensibilidade com aquele que morreu no campo de batalha. 

Infelizmente já são mais de 125 mil brasileiros mortos pelo covid-19, e o Jair Bolsonaro continua indiferente, insano, insensível, debochando e fazendo pouco de quem morreu e de seus familiares.

Hoje, com base no que declara de voz alta e desassombrada o senhor Ciro Ferreira Gomes a respeito do presidente Bolsonaro, taxando-o de ladrão, chefe de quadrilha, bandido, desafiando a ser processado, e, o presidente não o processa, não reage, aceita passivamente, cabe mais uma vez ser chamado de "Soldado covarde e sem honra". 

Porque não defende a si nem a sua família dos ataques diários desferidos por Ciro Gomes e disseminados pela mídia em geral. 

CRUZOÉ - Por Diogo Mainardi.

Diogo Mainardi.

Em sua coluna na Crusoé desta semana, Diogo Mainardi fala de Glenn Greenwald festejando o fim da Lava Jato, “tentando tirar proveito de um triunfo que não era dele e sim de Jair Bolsonaro, Gilmar Mendes e Augusto Aras”:

“A verdade, como disse Verdevaldo, é que os criminosos ganharam mais uma vez. A verdade é que o Brasil está destinado a ser saqueado por essa gente ordinária. 

A verdade é que os defensores da bandidagem nem precisam mais mascarar seus propósitos infames. A verdade é que nosso bananismo atávico sempre prevalece.”

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Dr. Thomaz Corrêa – Um pouco de perfume – por José Luís Lira (*)


   Minha pretensão para essa edição, era escrever sobre a proximidade dos 200 anos da independência do Brasil que será celebrado em 7 de setembro de 2022. Este ano é o 199º aniversário do corajoso ato de Sua Majestade Imperial Dom Pedro I, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil. Aliás, há dois anos, na data de hoje, 5 de setembro, eu fazia a entrega do Busto do Imperador Dom Pedro I ao Museu Histórico Nacional, sediado no Rio de Janeiro, em meu nome e no de meus colegas de pesquisa Cícero Moraes e Paulo Salles, com trabalho artístico de Mary Bueno.

   Foi um dia memorável. Mas, no último dia de agosto, por volta de 21hs, tomei conhecimento do falecimento do Dr.  Thomaz de Araújo Corrêa, médico e benfeitor de Ipu e da região circunvizinha, casado com dona Margarida Timbó de Araújo Corrêa, desde 1951. No momento em que soube, quase não acreditei. Apesar de seus 97 anos de vida e 72 de medicina, Dr. Thomaz me parecia eterno. Pensava nas comemorações de seu centenário tendo ele fisicamente entre nós. De imediato meu veio à mente um cântico que entoei e ouvi em várias ocasiões: “Fica sempre um pouco de perfume/ nas mãos que oferecem rosas/ nas mãos que sabem ser generosas”.

     Este espaço não seria suficiente para narrarmos a vida honrada de Dr. Thomaz que foi narrada no livro “De Corpo e Alma: Trajetória de Thomaz de Araújo Correa, Ícone de Ipu”, com mais de 600 páginas, organizado pelo genro e pela filha dele, Dr. Emmanuel Teófilo Furtado e Dra. Luísa Elisabeth Timbó Corrêa Furtado.

     Dr. Thomaz chegou ao Ipu muito antes de que tivéssemos em Guaraciaba do Norte os médicos Dr. Francisco Cardoso Martins e Dr. Egberto Martins. Por isso, era a Ipu que recorríamos e lá encontrávamos o Doutor Thomaz Corrêa. Nasci, no final de 1973, no sítio Correios (10km de Guaraciaba do Norte) e as condições de saúde eram muito precárias naquela região. Pego pelas mãos da parteira minha tia-avó Cristina Lira, nasci menino frágil. Tive um seriíssimo problema nos ouvidos. Eram fortes dores, o ouvido “estourava”. Pais zelosos que tenho, eles não mediram esforços para que eu ficasse bom. Foram muitas as vezes que na madrugada saíamos na velha caminhonete do papai para o Ipu. O papai sabia onde era a casa do Dr. Thomaz e não se intimidava em chamá-lo. Saía aquele homem de voz de timbre forte, culto e educado e ia atender àquele menino. Tenho certeza de que se não fossem seus cuidados eu teria perdido uma de minhas audições.

     A vida é uma aventura constante. Um dia, já formado, ocupante de uma cadeira na Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará – ALMECE –, fui incumbido de fazer saudação a agraciados com Mérito Cultural e Sócio-Honorário. Qual foram minhas surpresa e alegria ao ver entre os Sócio-honorários o nome de Dr. Thomaz Corrêa, honraria que pude lhe conferir quando também presidi a Academia Sobralense de Estudos e Letras. Anos mais tarde, propus o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), ao notável médico.

      Nestes tempos complicados em que vivemos, não pude ir a Ipu despedir-me de Dr. Thomaz. Seu filho Dr. Luiz de Gonzaga até pediu-me que eu não fosse. Rezo por Dr. Thomaz com a sensação de que nosso grande médico está junto ao médico de homens e de almas, São Lucas, no céu, intercedendo por todos nós!

      Minha gratidão, meus respeitos, Dr. Thomaz! Descanse na paz do Senhor!
 
  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

É O ESTÔMAGO, IDIOTA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Josué de Castro, pensador, político e ativista pernambucano, na sua “Geografia da Fome”, contrariou aos que atribuíam a fome e a miséria ao aumento populacional do mundo. Por esse “crime de opinião”, teve seus direitos políticos cassados no Brasil, e morreu na França em 1973.

Dom Hélder Câmara, em função de sua ação a favor dos mais necessitados, dizia que: “O melhor do pão é sua partilha”; e ia mais longe afirmando que “na pobreza, se tem o básico, na miséria, nem isso”. Por essa “liberdade de expressão”, foi taxado pela ditadura e seus arautos de “Bispo Vermelho”.

Pelo que se vê, as preocupações com o estômago do homem (com fome, vira bicho) custa muito caro às pessoas, que se incomodam com essa perversidade, aqui e alhures. É claro que o ser humano não quer só comida, mas sem forrar o estômago não tem acordo possível, não se inicia qualquer conversa.

Num país com a extensão do Brasil, que possui maior quantidade de água doce do planeta, existe gente que não come e, ainda, em determinados lugares, usam urina tratada como se fosse água potável. O que quero dizer é o sequinte: qualquer plano de governo que não vise mitigar a fome, não deve merecer o menor respeito.

Foram os romanos que inventaram uma maneira de governar com pão e circo: comida, para evitar revoltas, e circo, para distrair. Aqui, não está se tratando disso, mas do essencial, que é o pão. Que venha, por meio de bolsa-isso, bolsa-aquilo ou bolsa-aquilo outro, o importante é que venha.

Os governantes sempre terão objetivos políticos nas suas ações, mas o ideal é que sejam direcionados para as necessidades mais urgentes do homem. Só quem morreu no fogo (a fome) sabe o que é ser carvão, disse o penitente.

Prestem atenção: é o estômago idiotas!

A república, os órfãos e a figueira - Antônio Alves de Morais.


A princesa Isabel e seu esposo, Conde D'eu, adquiriram com recursos próprios a Fazenda Monte Scylene, localizada em Barão de Japurana, Valença.

Na fazenda instalaram e mantiveram um orfanato para meninos. Com o golpe militar a fazenda foi desapropriada, os funcionários demitidos, o orfanato fechado, os órfãos foram jogados na rua, por ordem de Deodoro da Fonseca, passando a mendigarem na linha do trem.

A fazenda ainda existente encontra-se abandonada, em frente ao prédio principal existem duas figueiras, uma fêmea, plantada pela princesa Isabel, e outra macho, plantada pelo seu esposo.