quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

"Não há necessidade", diz Alvaro Dias, sobre prévias da Terceira Via - Por o Antagonista.

O senador Alvaro Dias, Podemos/PR avalia como “desnecessária” a realização de uma consulta popular para escolher previamente o candidato da Terceira Via que irá concorrer com Jair Bolsonaro e Lula.

“As pesquisas cientificamente realizadas retratam com clareza a realidade eleitoral. Não há necessidade desse trabalho todo”, afirma.

Como registramos, a ideia de uma “prévia” entre pré-candidatos da Terceira Via partiu de Luciano Bivar, presidente da União Brasil, e já teria o apoio dos cartolas de PSDB, MDB e Cidadania.

A consulta seria feita em estandes espalhados por shoppings do país. Naturalmente, não há como impedir que bolsonaristas e petistas sabotem a eleição, votando em massa naquele candidato com menos chances de ir para o segundo turno.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Moro em primeiro lugar - Por Diogo Mainardi.


No segundo turno, entre os eleitores com renda acima de 10 mil reais, Sergio Moro derrota Jair Bolsonaro por 49% a 22%, de acordo com a pesquisa Atlas. Isso mesmo: uma vantagem de 27 pontos.

Os eleitores com renda entre 5 mil reais e 10 mil também escolhem Sergio Moro. Ele vence Jair Bolsonaro por 47% a 30%.

Nessas duas faixas do eleitorado, Sergio Moro derrota igualmente Lula. Na primeira, por 43% a 39%. Na segunda, por 44% a 33%.

Entre os eleitores com ensino superior, Sergio Moro derrota Jair Bolsonaro com ampla margem: 40% a 28%. E perde de Lula por 42% a 36%.

Não é só em São Paulo que ele cresce, portanto.

O melhor desempenho do sociopata contra seu ex-ministro é entre os evangélicos: ele ganha por 45% a 29%. O melhor desempenho do ex-presidiário contra o juiz que o mandou para a cadeia é entre os eleitores com renda abaixo de 2 mil reais: 58% a 21%.

A PAZ POLÍTICA DOS CLUBES - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Em sua trajetórias políticas, Ceará e Fortaleza enfrentaram tempos complicados.

Nas disputas pelo poder, predominava a visão paroquial que implicava na estagnação em termos de pretensões nacionais.

Uma mistura de amadorismo e mecenato garantia alguns bons resultados localizados.

Nenhum sinal de modernidade de gestão. Fundadas preocupações com o futuro.

Certos desfechos denunciavam a falta de consciência de grandeza dos dois gigantes.

Não havia a pressa que os avanços exigem.

Com patrimônios físicos precários, Fortaleza e Ceará eram, a grosso modo, onze camisas e onze pares de chuteiras.

Hoje, com uma paz política quase conventual, aliada à uma estrutura profissional inexistente em passado recentíssimo, alvinegros e tricolores podem colocar nas costas, com exclusividade, o mapa do futebol nordestino.

Embora não seja o desejável, é o que pode ocorrer se Sport e Bahia descerem para a série B.

Em curto espaço de tempo, o futebol cearense "deu o passe antes de receber a bola".

Já era hora.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

PARABÉNS, MARIA EDUARDA - Por Antônio Gonçalo de Sousa.^

Nossos parabéns hoje vão para nossa neta Maria Eduarda. Aproveitamos para lembrá-la que é muito bom ser criança; essa sua fase foi muito boa e proveitosa para você e para nós, mas está passando.

Ao chegar aos 14 anos, um novo tempo irá começar ou, quem sabe, esteja começando. É a fase da adolescência, avisando que é hora de preparar o corpo e a alma para novos desafios, que são normais e esperamos que sejam superáveis, educativos e promissores.

Como criança, você soube usufruir bem e, na medida do possível, recebeu a atenção merecida nossa e dos amigos.  Só nos tem dado alegrias e mantém o seu comportamento numa bonança, que acompanha seu corpo crescente e sua visão do mundo e das pessoas.

Estamos e continuaremos preparados para lhe acompanhar e ajudar, torcendo para que Deus esteja presente sempre, para que essa nova fase da vida lhe seja profícua e contribua com muitas ações, em prol do seu futuro como adulta.

Com Deus.

Insatisfação humana - Sidney de Morais



Há gente preocupada com o que os outros pensam a seu respeito. Nada mais errado. Nunca se preocupe com o pensamento negativo dos outros a seu respeito. A critica tem sido, ao longo do tempo um desafio muito grande para muitos e caminho de destruição para outros. Quem se preocupa com o que dizem a seu respeito parou no tempo e dificilmente alcançará aqueles que não deram ouvidos as maledicências de terceiros.

A propósito da maledicência, conta-se uma velha historia de um velho, de um menino, e de um burro. Certa feita, um velho saiu a caminho montado num burro, indo o menino atrás dele, a pé. Ao se aproximar de uma aldeia, ouviu o povo que o criticava dizendo: Mas que velho mais egoísta. Ele vai tranquilamente montado no animal enquanto a pobre criança curte sol inclemente, acompanhando a pé. Passando a aldeia, o velho desceu do burro e colocou o menino sobre o animal. Chegando perto de um povoado, algumas pessoas estavam prontas para criticar: Mas que menino desalmado, tão cheio de saúde, vai tranquilamente montado, enquanto o pobre velho vai a pé esfolando os pés sob este sol escaldante.

Preocupado, o velho, depois de passar pelo povoado, montou de novo no animal, e juntamente com o menino, seguiu seu caminho. Ao chegar na cidade, ouviu os comentários: mas que falta de humanidade, um homem vigoroso e um menino forte, esfolando o lombo do burro, quando podiam poupar o infeliz animal. Próximo de um riacho, onde o velho se deteve para beber água, começou a meditar: Se eu monto, reclamam que o menino é vitima. Se o menino monta e eu vou a pé, dizem que o menino é desalmado. Se os dois montamos, o burro passa por mártir. Afinal, o que essa gente quer? Partiu ele, então, para a única alternativa que lhe parecia mais lógica para agradar a todos. Seguiram viagem, mas desta vez sem que nenhum dos dois montasse no burro. Assim a entrada da ultima aldeia, o velho e o menino vinham a pé na frente, puxando o burro pelo cabresto, que caminhava tranquilamente sem o peso da montaria. O velho achou que desta vez o deixariam em paz, mas isso não aconteceu, por que entre risos irônicos, o povo comentava: Mas que idiotas, esse velho e esse menino, com um burro tão forte para transportá-los, caminham a pé, esfolando os pés e queimando-se ao sol enquanto que o animal recebe às vezes de rei!

Moral da historia: não há quem possa atender a insatisfação das pessoas. Se tentarmos enlouqueceremos.

PT? O Pajé Lula da Silva? - Antônio Alves de Morais.

 Não deu certo! Roubaram, protegeram ditaduras, ludibriaram, mentiram e enganaram o povo!

Eles devem ficar no passado! PT e Lula são erva danosa assim como Bolsonaro, os filhos e seus asseclas!

Devem ser esquecidos. Vamos prestigiar  pessoas de bem. Lugar de corrupto  ladrão de dinheiro  publico é na cadeia.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Moro pode enterrar Bolsonaro - Por o despertador do Diogo.

 

Neste domingo, o tema da imprensa é um só: Sergio Moro pode atropelar Jair Bolsonaro

Elio Gaspari

“Se nos próximos meses Moro encostar ou ultrapassar Bolsonaro nas pesquisas, provocará uma migração para seu ninho. Ela terá tudo para virar debandada”.

“Jair Bolsonaro está apreensivo com a possibilidade de Sergio Moro chegar, até o fim do ano, a 15% das intenções de voto no primeiro turno de 2022. O presidente já foi alertado por aliados do risco que 

Moro significa para sua candidatura: ser enterrada já antes do segundo turno”.

Estadão:

“Se o ex-juiz confirmar o viés de alta, Jair Bolsonaro terá necessariamente que voltar a crescer, alertam governistas. Para eles, o pior cenário para o presidente seria terminar 2021 em quase empate técnico com Moro”.

Até recentemente, a candidatura de Sergio Moro era desprezada pela imprensa. Só agora o pessoal que alimenta os jornalistas – de esquerda, de direita e do Centrão – entendeu seu alcance.

O CIRCO DA MINHA VIDA E "A LUTA DO SÉCULO" - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Criança que não gostava de circo não era "boa da cabeça". Eu adorava.

Sem explicações para isso, me fascinavam mais os pequenos circos, os mais pobres, que aportavam no Crato lá pelos idos de 1959 e 1960.

Talvez porque fosse mais fácil nossas entradas por baixo das lonas laterais, sem pagar ingresso.

As grandes companhias - Nerino e Garcia - nos pareciam inacessíveis.

Os circos chegados no Crato ocupavam terreno em frente à estação da RFFSA. Pertinho de onde morávamos.

Seus integrantes tinham a aparência de ciganos e falavam outros idiomas.

Foi nesse tempo que mantive contato com o Circo Continental.

Certamente, por dificuldades financeiras, já chegou sem a lona de cobertura. Mesmo assim, teve de funcionar.

Além dos espetáculos normais, acabou acrescentando uma atração para engordar sua bilheteria: uma luta de vale-tudo, no fim de semana.

O baterista do conjunto musical do circo, um negrão carioca, alto e forte, fez desafio a um lutador da cidade que tivesse a coragem de enfrentá-lo.

Apresentou-se João Índio (conhecido, muito tempo depois, como “João Peitudo”, que se dizia filho de Lampião), funcionário de uma vulcanizadora de pneus.

Na primeira luta, o baterista-lutador quase mata o representante cratense de "peia", o que motivou um pedido de revanche.

Foi a oportunidade para João Índio (ou “João Peitudo”, vá lá) se recuperar.

Ocorre que, quando João estava vencendo a segunda luta com nítida vantagem, o baterista-lutador meteu-lhe o dedo nos olhos.

Peitudo endoidou e, quando recuperou a visão, armou-se com o martelo do palhaço, que tinha uma espoleta da ponta, e correu atrás do seu oponente, já em carreira para o meio da rua.

Isso tudo com a "cabroeira" atrás, à base de vaias e apupos.

Eu estava, claro, no meio dessa "manifestação" patética e divertida.

Com muito esforço para se controlar o chafurdo, os ânimos foram felizmente serenados.

O juiz da luta atendia pelo nome de "Cochilão". A arrecadação obtida com as disputas foi boa e o pequeno Circo Continental seguiu o seu itinerário por outras cidades, com dinheiro em caixa para adquirir uma nova cobertura.

Ficou como forte e carinhosa lembrança na minha memória.

domingo, 28 de novembro de 2021

Diogo Mainard - Por O Antagonista.

 

Os lulistas tinham uma tara por mim, que foi herdada nos últimos anos pelos bolsonaristas. 

É assombroso que um velho como eu, broxável e morrível, ainda seja capaz de despertar tanto ardor. Mas é meu dom, meu único dom.

Desde que Sergio Moro entrou em campanha, os bolsonaristas resolveram entupir as redes sociais com asneiras a meu respeito. Cansados de dizer que eu recebia dinheiro de João Doria, que apanha sem parar em nosso site, passaram a dizer que recebo dinheiro de Sergio Moro. 

A coisa é completamente amalucada porque, na verdade, sou eu que dou dinheiro a Sergio Moro, por suas colunas na Crusoé. 

Eu o contratei quando ele estava desempregado, depois de ter sido demitido por Jair Bolsonaro, que preferiu se associar ao mensaleiro Valdemar Costa Neto. 

Como estou plenamente satisfeito com o trabalho de meu colunista, vou continuar a remunerá-lo. 

sábado, 27 de novembro de 2021

"Tudo parece conspirar a favor de Moro" - Por O Antagonista

A imprensa levou algum tempo para entender o efeito da candidatura de Sergio Moro  na disputa pelo Palácio do Planalto, mas agora já não há a menor dúvida.

Diz Eliane Cantanhêde:

“Bastou Moro se desvencilhar da consultoria internacional, tirar a gravata, passar a falar como político e até sorrir, que tudo parece conspirar a favor dele, que tem uma marca, a marca do combate à corrupção, ainda tão cara à sociedade e, portanto, ao eleitorado brasileiro. E já monta grupos de debate e discute nomes para a equipe (…).

Nem tudo são flores, muito menos certezas, para Moro. Até onde ele, e a própria terceira via, terão força para tirar Bolsonaro ou Lula do segundo turno? Mas o fato é que a chegada dele chacoalhou a eleição. Moro está no páreo”.

JOGADOR DE FUTEBOL E BANCO DE DADOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Quando a gente pensa que viu tudo, não enxergou nem a metade. As novidades deixam a minha “porção matuto” bastante assustada.

Igual a Tim Maia quando, pela primeira vez, viu João Gilberto tocar o seu violão, com a batida revolucionária: “São acordes demais, meu irmão!”. Leio que, além de suas obrigações de treinamento no clube que lhe paga, o jogador de futebol profissional acrescenta, por conta própria, outra carga de preparação.

Tem academia montada em casa, um estafes formado por nutricionista, psicólogo, preparadores pessoais e, se brincar, até pai de santo. Serviço de análise tática à domicilio consta, também, do cipoal particular dos profissionais da bola.

Calcula-se, pasmem, até o tempo que o jogador tem que ficar com a bola, quantos metros percorrer, além da saída de bola, perfil corporal e o diabo a quatro.

Mente e corpo levados ao extremo e, de quebra, consultoria para saber qual o clube escolher dentro de suas conveniências. Não são poucos os que defendem e acham tudo isso muito natural para o alto rendimento.

Na minha opinião, isso se parece mais com linha de produção de um produto qualquer e o jogador se assemelhando a um banco de dados.

Me convenço, cada vez mais, de que o meu olhar lúdico sobre futebol, mais do que uma ilusão, é inteiramente ultrapassado.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

O mal que o Deodoro causou ao Brasil não tem perdão - Por Antônio Morais.

No dia 15 de Novembro de 1889  o Marechal Deodoro da Fonseca cometeu um gravissimo  crime contra o Brasil. Trocou um regime sério, correto, tradicional no mundo e um imperador bondoso, humano e culto por um sistema reconhecidamente falido e oportunista.

A história sustenta que oito dias após proclamar a republica o Marechal Deodoro da Fonseca já estava arrependido. 

Imagine se vivo fosse para ver essa republiqueta de meia pataca nas mãos de um amontoado de homens desonestos, corruptos, interesseiros, nojentos e sebosos. 

Trocar Dom Pedro II por isso que aí está não podia ter coisa pior.

Moro contra os extremos - Por O Antagonista

“Qual o projeto do governo federal hoje? O que ele quer? A única coisa que as pessoas percebem é o desejo de reeleição. Temos o outro extremo que é fundado em esquemas de corrupção. Tudo que aconteceu de errado entre 2014 e 2016 começou no governo Lula”.

Ele disse também:

“Quando se vê Lula elogiando ditaduras como a Nicarágua é uma preocupação. Do outro lado, o que se vê é o presidente agredindo jornalistas, principalmente mulheres. Precisamos respeitar as pessoas”.

Sobre seu crescimento nas pesquisas, ele comentou:

“Tem sido um bom início mas há um longo chão pela frente. Temos que fazer nossa lição de casa e é importante ter alternativas em relação a esses extremos”.

Foi o que Sergio Moro fez durante toda a entrevista, mantendo a mensagem (certeira) de que é contra os extremos e apresentando-se como o oposto do desastre lulista e do desastre bolsonarista.